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Primeiro helicóptero Mi-38 de série é apresentado na MAKS-2019

Tradução e adaptação-E.M.Pinto

A Russian Helicopters Holding Company (membro da Rostec State Corporation) apresentou o primeiro helicóptero Mi-38 de produção na MAKS-2019.

O  Mi-38 fabricado pela fábrica de helicópteros de Kazan foi apresentado em uma exposição estática. A aeronave também participará do programa de voo que faz parte do show aéreo, realizando um voo com outras aeronaves civis fabricadas pela Russian Helicopters.

Os protótipos de pré-produção do Mi-38 haviam sido demonstrados anteriormente na MAKS. Eles participaram do programa de teste de voo de certificação. Além disso, o helicóptero de transporte militar Mi-38T baseado no helicóptero civil certificado Mi-38 participa do programa de voo da exposição pela primeira vez.

Várias mudanças no design do helicóptero Mi-38 foram feitas: Dentre elas, melhorias aerodinâmicas na fuselagem e na unidade de propulsão,  rotor principal e nas pás. Os motores  por exemplo estão colocados “atrás” da transmissão principal do rotor, em vez de sua colocação tradicional na frente a ele. Isso permitiu a redução da resistência aerodinâmica e do nível de ruído no cockpit, além de aumentar a segurança da aeronave.

“O Mi-38 é uma nova conquista na indústria russa de helicópteros. Devido ao seu desempenho, relação custo-benefício, alcance de vôo e capacidade de transporte de carga, esse helicóptero é extremamente interessante em termos de operação comercial e para clientes militares. Atualmente, testes de certificação de o helicóptero Mi-38 com uma cabine altamente confortável foi concluído e estamos prontos para começar a fornecer essas aeronaves: estamos conduzindo negociações com uma empresa de leasing agora “, disse o diretor geral da holding russa de helicópteros Andrey Boginsky.

Uma versão para passageiros do Mi-38 pode acomodar até 30 passageiros em capacidade total e há uma versão VIP proposta para oito passageiros. O alcance do voo do novo helicóptero é de até 1.300 km (com tanques de combustível adicionais). O Mi-38, cujo peso máximo de decolagem é de 15,6 toneladas, pode transportar cinco toneladas de carga útil a bordo ou içadas externamente.

A aeronave pode ser operada em uma ampla variedade de condições climáticas, incluindo climas marítimos, tropicais e frios. Devido a soluções técnicas exclusivas, o Mi-38 é superior a outros helicópteros de sua classe em capacidade de levantamento de peso, capacidade de passageiros e uma das principais características de desempenho da aeronave é a capacidade de voo em clima seco, frio e em elevadas altitudes.

Fonte: Ruaviation

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Defesa Sistemas Navais

Marinha do Brasil lança terceiro protótipo do Míssil Antinavio de Superfície (MANSUP)

A Marinha do Brasil realizou o lançamento do terceiro protótipo do Míssil Antinavio de Superfície (MANSUP) no dia 10 de julho, tendo como alvo o casco do ex-Rebocador de Alto Mar “Tridente”.
 
Momento do lançamentodo MANSUP a bordo da F44
 
 
O lançamento, realizado pela Fragata “Independência”, comprovou que todos os subsistemas apresentaram bom desempenho e se comportaram de forma harmônica. Os resultados confirmaram a evolução do projeto e o acerto dos aperfeiçoamentos realizados após os primeiros testes, ocorridos em novembro de 2018 e março de 2019, a bordo da Corveta “Barroso” e da Fragata “Independência”, respectivamente.
 
 MANSUP iniciando a trajetória
 
 
Neste terceiro teste foram feitas verificações adicionais, gravadas por meio dos dados da telemetria, também nacional, instalada no míssil e em unidades participantes da operação. As informações obtidas serão empregadas como subsídios para prosseguir no aperfeiçoamento dos subsistemas componentes.
 
O evento aconteceu na área marítima entre o Rio de Janeiro-RJ e Cabo Frio-RJ. Foram empregados três navios da Esquadra, o Navio Doca Multipropósito “Bahia”, a Fragata “Constituição”, além do navio lançador, que foi a Fragata “Independência”. A operação contou ainda com o apoio do Navio Patrulha Oceânico “Apa” e do Navio de Apoio Oceânico “Purus”, do Comando do 1˚ Distrito Naval, das aeronaves Esquilo (UH-12), SuperCougar(UH-15), Seahawk (SH-16) e Lynx (AH-11A), do Comando da Força Aeronaval, e de uma aeronave P3AM da Força Aérea Brasileira, além do Destacamento de Mergulhadores de Combate.
Fonte: Marinha do Brasil

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O Ministério da Defesa do Reino Unido está desenvolvendo armas de laser e radiofrequência

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

O Ministério da Defesa do Reino Unido está desenvolvendo armas de laser e radiofrequência de ponta que têm o potencial de revolucionar o campo de batalha. na imagem superior gerada por computador é ilustrando o uso de um sistema  “DEW” em uma Fragata Type 26 (Fonte da foto: direitos autorais Crown)

Os sistemas de armas de última geração, conhecidos como Armas de Energia Dirigida (DEW), são acionados exclusivamente por eletricidade e operam sem munição. Os sistemas poderiam ser alimentados pelo motor de um veículo ou por um gerador, reduzindo significativamente seus custos operacionais e fornecendo flexibilidade sem precedentes na linha de frente.

Em um Aviso Prévio de Informação (PIN) publicado esta semana, o MOD anunciou que está procurando desenvolver três novos demonstradores de armas tipo DEW, para explorar o potencial da tecnologia e acelerar sua introdução no campo de batalha.

Os sistemas de armas a laser empregam feixes de luz de alta energia para atacar e destruir drones e mísseis inimigos. Já as armas de radiofreqüência são projetadas para interromper e desativar computadores e sistemas eletrônicos inimigos.

A secretária de Defesa, Penny Mordaunt, declarou:

“As tecnologias de laser e radiofreqüência têm o potencial de revolucionar o campo de batalha, oferecendo sistemas de armas poderosos e econômicos para nossas Forças Armadas… Este investimento significativo demonstra nosso compromisso em garantir que nossas Forças Armadas operem na vanguarda da tecnologia militar”.

Espera-se que os novos sistemas sejam testados em 2023 em navios da Marinha Real e veículos do Exército, mas, uma vez desenvolvidos, ambas as tecnologias poderiam ser operadas pelas três Armas. As Forças Armadas usarão esses exercícios para obter um melhor entendimento sobre as DEW, testar os sistemas até seus limites e avaliar como eles poderiam ser integrados às plataformas existentes.

O MOD visa investir até £130 milhões neste pacote de Armas de Energia Dirigida, incluindo a construção dos sistemas, a criação de um novo Escritório Conjunto de Programas e o recrutamento de pessoal para administrar o programa.

Esses sistemas fazem parte do “Novel Weapons Program” do MOD, que é responsável pelo teste e implementação de sistemas de armas inovadores para garantir que o Reino Unido continue sendo um líder mundial em tecnologia militar. Espera-se que eles atinjam a linha de frente dentro de 10 anos.

O MOD já tem planos para testes iniciais de sistemas de armas a laser, com o demonstrador Dragonfire encomendado pelo Laboratório de Ciência e Tecnologia de Defesa para ser testado ainda este ano.

O Dragonfire representa o primeiro sistema em tecnologia de armas a laser, combinando múltiplos feixes de laser para produzir um sistema de armas que é mais poderoso que seus antecessores e resistente às condições ambientais mais desafiadoras.

O MOD também tem mais de 30 anos de experiência em sistemas DEW de radiofrequência, período em que o Reino Unido se tornou líder mundial no desenvolvimento de novas tecnologias de geração de energia e um centro global para testes de desempenho e avaliação desses sistemas.

Fonte: Navy Recognition

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Sistemas Navais Traduções-Plano Brasil

Rússia iniciará a construção do seu primeiro LHD em 2021

Tradução e adaptação-E.M.Pinto
 

“Existem planos para construir um navio de assalto anfíbio universal e entregá-la ao cliente no âmbito do programa de armamento 2018- 2027”

KUBINKA / Região de Moscou, 26 de junho / TASS /.

A Rússia planeja construir dois navios de assalto anfíbio universais capazes de transportar entre 15-20 helicópteros. Foi o que relatou a TASS em sua cobertura ao evento Army 2019. O projeto militar do LHD “Lavina” (avalanche) está amparado nos recursos do programa de rearmamento 2018-2027.

“Até o final do ano, o Ministério da Defesa concluirá o desenvolvimento das especificações técnicas para um navio de assalto anfíbio universal e os enviará à United Shipbuilding Corporation. O programa é amparado nos recursos até 2027 e inclui dois navios de assalto anfíbios universais. Um projeto preliminar foi elaborado. O trabalho de projeto técnico começará em 2020 e a construção do primeiro navio da série começará em 2021 “, disse a fonte, acrescentando que o construtor ainda não  havia sido determinado.

Existem planos para construir o principal navio de assalto anfíbio universal e entregá-lo ao cliente sob o programa estatal de rearmamento até 2027, até lá, o trabalho no primeiro navio produzido em série será concluído antes do início da década de 2030, disse a fonte.

“Embora as especificações técnicas ainda não tenham sido formuladas, já é possível falar agora que os navios de assalto anfíbios universais receberão uma grande doca para abrigar embarcações de assalto e também serão capazes de transportar um grande grupo de helicópteros de várias designações, incluindo 15-20 helicópteros de ataque “,disse a fonte.

LAVINA E PRIBOY

Os navios de assalto anfíbio universais como são chamados pelos militares russos, serão projetados para transportar um grupo de desembarque e grupamento aéreo bem heterogêneo composto por helicópteros pesados além de veículos e embarcações de grande porte.

As características do projeto “Lavina” são:

Comprimento /m: 218,0

Deslocamento / ton:  24.000 

Velocidade máxima / nós:  22,0

Alcance / Milhas: 5.000 à 18 nós

Tripulação: 320 oficiais e praças

Tropas: acima de 500 fuzileiros navais

Grupamento aéreo:

Cerca de 16 helicópteros Kamov Ka-27 (ou Ka-40 (minoga), Lampreia em desenvolvimento) ou Ka-52K

Cerca de 

50 veículos

Projeto  11770 de 6 navios de desembarque 

6 navios projeto 03160 – Raptor (Projeto 03160) barcos de patrulha de alta velocidade

NAVIOS DE ASSALTO UNIVERSAIS

Os navios de assalto anfíbio universal podem transportar  várias centenas de soldados de infantaria da marinha, barcos e outras embarcações infiltração de forças de assaltos e veículos blindados. O navio possuirá um poderoso sistema de controle de combate e poderá atuar como uma embarcação de comando e controle para um agrupamento de forças.
Acredita-se que a base seja o projeto Lavina, porém, modificações serão necessárias para ampliar a capacidade de acomodação de veículos e tropas por expedições de maior tempo de permanência em mar e por isso, apesar d anegativa de que o programa não se esplha nos mistral, ganha força a percepção de que o projeto não seja baseado no “Lavina” . 

A fonte esclarece que o navio terá capacidade superior ao Lavina podendo transportar até mais de 20 helicópteros de diferentes modelos. Apesar do “Lavina” ser o mais provável navio a ser base para o futuro LHD russo, as suspeitas direcionam para um outro projeto muito semelhante ao Mistral Francês, é o programa que respode pelo nome “Kachalote”. 

Isso porque a Nevsky PKB KGNTSestá projetando vários tipos de Navios de Assalto Anfíbio equipados com  Doca e deck para operações de Helicóptero (DVKD – Desantnyh Vertoletonosnyh Korablei-Dokov), esses projetos são chamados de “Priboy” dos quais dois navios já foram encomendados e iniciarão em breve o seu processo de construção e também conta como outros dois o “Lavina -Avalanche” e “Cachalote”.

O Projeto “Priboy” se baseia no navio de assalto Ivan Gren e possui um decke para operações simultâneas de até 4 helicópteros com capacidade de acomodação de até 6.

 CAHALOTE

Enquanto os dois primeiros projetos são razoavelmente bem amadurecidos,  o Cachalote é pouco conhecido.

O projeto Priboy apresenta um navio de desembarque de doca de cerca de 14.000 toneladas de deslocamento, já o Lavina apresenta um LHD com deslocamento de 24.000 toneladas e quipado com deck  e pista para operações de grupamentos de helicópteros em maior quantidade. Por sua vez o “Cachalote” possui um deslocamento superior, da ordem de 30.000 toneladas.

O projeto acumula a experiência na construção dos dois navios da classe “Mistral” que foram cedidos à indústria russa onde os  especialistas da Nevsky Design Bureau tomaram a iniciativa de criar várias versões do projeto do navio de assalto anfíbio para a Marinha russa.

O Diretor Geral Sergei Vlasov chegou a afirmar que o grupo tomou a iniciativa de desenvolver várias opções para embarcações de desembarque e está pronto para avançar para o projeto de qualquer um deles.

Representação artística da provavel configuação do navio projeto Cachalote”. muito semelhante ao Mistral.

O tempo de construção depende do deslocamento do navio  e a partir da sua criação o projeto, construção e entrega pode levar entre 5 a 6 e 7a8 anos, explicou o diretor do Nevsky Design Bureau.

Construção de navio de assalto anfíbio, superior ao “Mistral”, já havia sido definida para começar em 2020, de acordo com uma fonte do Ministério da Defesa.

“A primeira prioridade é a construção de novos grandes navios anfíbios (Lavina ou Cachalote), a construção de um navio de assalto anfíbio com uma plataforma de voo (Priboy), com os navios iniciando a construção em 2021 a ser concluída dentro de 3-4 anos. Durante este tempo, você deve ver uma nova geração de helicópteros (Ka-40 Lampreia) para aviação naval e embarcações de desembarque “

A construção do navio de assalto anfíbio completará a formação de uma nova imagem das forças expedicionárias da Marinha, baseada na composição de seus navios de doca  alternativos ao BDK-11711 ( “Ivan Gren”) e do Porta helicópteros. 

Fonte: TASS

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Defesa Traduções-Plano Brasil

Mockup do projeto turco TFX é exibido no Paris Air Show 2019

Tradução e adaptação-E.M.Pinto

 

Um modelo do primeiro avião de combate que está em desenvolvmento na Turquia foi apresentado nesta segunda-feira no Paris Air Show, uma das maiores feiras de aviação do mundo.

A aeronave de combate nacional TF-X (MMU) está sendo desenvolvida pela principal fabricante e fabricante de motores aeroespaciais da Turquia, a Turkish Aerospace Industries (TAI). O Projeto tem como objetivo de substituir as aeronaves F-16, que estão no inventário da Força Aérea Turca, as quais serão gradualmente desativadas a partir dos anos 2030.

O CEO da TAI, Temel Kotil, disse à Anadolu Agency que a empresa pretende que o jato seja o melhor avião de combate da Europa.

Kotil disse que o programa está dentro do cronograma e fará seu vôo inaugural em 2025, acrescentando que o jato de quinta geração tem características parecidas com os jatos F-35 da Lockheed Martin.

Para o desenvolvimento do primeiro jato de combate nacional, a Turquia e o Reino Unido assinaram um memorando de entendimento durante a visita do presidente Recep Tayyip Erdoğan ao Reino Unido em 13 e 15 de maio de 2018.

O projeto preliminar é custeado pelo governo turco  e empregará diretamente 3.200 pessoas, e de maneira indireta, outras 11.200.

A Turquia, segue logo após os EUA, da Rússia e da China cmo país desenvolvedor de aeronaves do gênero e ocupará o seu lugar entre os países do mundo que dispõem de infraestrutura e tecnologia para produzir o jato de combate de quinta geração.

A aeronave possui recursos de nova  geração, incluindo baixa visibilidade, compatimento interno de armas, alta manobrabilidade, maior consciência situacional e fusão de sensores.

Outros produtos de defesa turcos em exibição no show aéreo incluem os helicópteros ATAK e Gökbey, o veículo aéreo não-tripulado ANKA e o treinador Hürjet. O helicóptero ATAK realizará um vôo de demonstração durante a feira.

A 53ª edição de um dos maiores eventos de aviação e aeroespacial do mundo começou no aeroporto Le Bourget, em Paris, e terminará no dia 23 de junho.

 

Fonte: DailySabah

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Defesa Sistemas Navais Traduções-Plano Brasil

Novo porta-aviões italiano lançado 15 meses após o início da construção

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

O novo Porta helicópteros da Marinha italiana (LHD), Trieste, foi lançado em uma cerimônia no estaleiro Castellammare di Stabia da Fincantieri em 25 de maio.

O navio anfíbio polivalente foi lançado na presença do presidente italiano Sergio Mattarella e do comandante chefe da Marinha italiana, Adm. Valter Girardelli, entre outros oficiais de alto escalão.

 O LHD é também referido como um porta-aviões uma vez que se espera que seja capaz de transportar e operar aeronaves F-35B de pouso-decolagem vertical. 

A Trieste será entregue em 2022, de acordo com a Fincantieri, e será capaz de operar aeronaves, veículos e equipamentos anfíbios, contando com um convés de vôo e uma doca alagável localizada na popa do navio.

O navio possui acomodações para uma tripulação total de 1000 integrantes e contará com um convés para operações de helicópteros, de 230 m de comprimento, permitindo a operação de um batalhão de 600 tropas e acomodação para veículos, civis e militares. .

A doca alagável de 50 m de comprimento e 15 m de largura permitirá que o navio implante equipamentos anfíbios e veículos das marinhas da UE e da OTAN. Também transportará barcos de patrulha rápidos que serão capazes de transportar tropas a velocidades de 40 nós.

Foto: Fincantieri

Embedded video
As áreas de carga do Trieste são acessíveis através de guindastes, rampas de popa e laterais e o manuseio será gerenciado por rampas internas e elevadores.
 
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Além de permitir a projeção da força de desembarque da Marinha italiana, o Trieste prestará assistência a países e populações em caso de desastres naturais, graças à sua capacidade de fornecer água potável, fornecimento de energia e assistência médica. A unidade também foi concebida para realizar funções de comando e controle em caso de emergências no mar, evacuação de cidadãos e operações de assistência humanitária.

Um hospital totalmente equipado também estará disponível a bordo, completo com salas de operação, salas de radiologia e análise, um consultório odontológico e salas de pacientes capazes de abrigar 27 pacientes gravemente feridos.

 imagem-Ministério da defesa italiano

A Fincantieri também está construindo um navio de apoio logístico Vulcano de 193 metros. A entrega do navio provavelmente será adiada, já que foi danificada em um incêndio em julho de 2018 , apenas um mês após o lançamento.

Fonte: Naval Today

New Italian aircraft carrier launched 15 months after construction start

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VKS receberá 100 novos helicópteros Milmi 28 NM até 2027

A produção de 100 helicópteros Mi-28NM já foi iniciada em Rostov-on-Don e até 2027, os “Night Hunters” melhorados serão entregues às Forças Aéreas e Espaciais da Federação Russa.

“O Comandante Supremo decidiu ordenara  produção de 100 aeronaves para a VKS até 2027, os primeiros helicópteros já estão em produção “ , disse o vice-ministro Alexei Krivoruchko ao Zvezda .

Além disso, a frota existente de helicópteros de aviação do exército será equipada com sistemas de defesa aerotransportados modernos, armas e sistemas de detecção de alcance aumentados, além de sistemas mais precisos.
Um novo míssil guiado anti-carro denominado “Chrysanthemum-M” o qual possui um sistema de orientação de canal duplo aumentará o alcance de destruição de alvos blindados para 10 km. Este alcance é bem maior comparado à versão atual de 6km. Note que estes mísseis estão instalados na versão de exportação do Night Hunter, mostrado no fórum internacional Army-2018.

No entanto, a principal diferença entre o Mi-28NM e a versão anterior, que além do radar perimetral da visão circular, destaca-se também o sistema de controle duplicado,  se necessário, o artilheiro também pode pilotar o helicóptero. Além disso, o helicóptero pode agora comandar drones em vôo e controlar remotamente os drones.

A atualização também afetou a potência do motor e as pás, devido ao desempenho de vôo melhorado em climas de alta altitudes e quentes. A velocidade de cruzeiro do helicóptero aumentou e as possibilidades de realizar manobras acrobáticas complexas em voo aumentaram.
Em março, houve relatos de que os últimos Mi-28NM foram testados no céu da Síria e agora a VKS aumenta a carteira de pedidos para estas aeronaves.
Fonte: RG

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Iraque e Rússia iniciam negociações para a aquisição de sistemas de defesa Anti Aérea S-400

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Bagdá (Iraque) – O Iraque e a Rússia iniciaram as negociações para o fornecimento dos sistemas de defesa antimísseis russos a Bagdá, disse no sábado um ex-parlamentar Hakem al-Zamly, ex-presidente do comitê de segurança e defesa do Parlamento, ao canal de TV Russia Today.

A notícia foi divulgada pelo meio de comunicação iraquiano Iraq News. Segundo al-Zamly, o acordo é muito importante para o Iraque e está programado para entrar em vigor em dois anos. 

Al-Zamly também afirmou em nota  que o Iraque busca reforçar a cooperação com a Rússia no campo da defesa que englobará aeronaves de combate tanto de asa fixa quanto de asas rotativas, num pacote inicial estimado em US$4,0 bilhões. 

 

Fonte: Iraq News

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A Rússia está desenvolvendo fragatas capazes de transportar quase 48 mísseis de cruzeiro

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MOSCOU, 17 de março. / TASS /. O Northern Design Bureau (PKB) iniciou o desenvolvimento de documentação de projeto para as fragatas atualizadas Project 22350M, que transportará até 48 mísseis de cruzeiro Caliber. Isso foi anunciado no domingo pela TASS no complexo militar-industrial.

A fonte acrescentou que mísseis “zircon” hipersônicos também serão incluídos no arsenal destes navios.

O interlocutor disse que as novas fragatas receberão um sistema de controle de fogo universal e automatizado para todos os tipos de armamento – ataque a superfície, artilharia, míssil antiaéreo,  anti-navio e anti-submarino, anti-navio. “Isso aumentará significativamente suas capacidades de combate”, ressaltou a fonte.

Atualmente, a principal fragata do projeto base 22350 “Almirante Gorshkov” faz parte da estrutura de combate da Marinha Russa. A primeira fragata serial 22350 “Almirante Kasaton” está passando por testes no mar. O deslocamento desses navios é muito menor do que o previsto para o projeto 22350M e é de 4,5 mil toneladas, cada fragata pode transportar até 16 mísseis de cruzeiro “Kalibr”.

Fonte: TASS

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TsAGI completou o projeto de um modelo em grande escala da aeronave Il-276

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O Instituto de Aero-Hidrodinâmica Central de Zhukovsky (TsAGI) completou o projeto de um modelo em grande escala da aeronave Il-276. Ele será usado para testar várias opções da asa em perfis de decolagem e controles de asa, informou o TsAGI.

“A construção projetada permite realizar experimentos em três configurações diferentes. A primeira opção é um modelo totalmente montado com todos os elementos (fuselagem, asa e motor e cauda). A segunda configuração é uma fuselagem sem asa e lemes profundores. A terceira opção é um modelo completo com dois tipos de aletas de cauda e uma unidade para serem montados “...

O design tem uma porta e rampa de lançamento de cargas na cauda. Ele imitará a liberação de várias cargas para fornecer informações sobre as características aerodinâmicas durante o lançamento aéreo. A aerodinâmica será pesquisada da escotilha aberta com uma rampa e portas que podem ser abertas em várias posições.


O IL-276 é uma aeronave de dois motores que pode transportar 20 toneladas de carga até uma distância de 2000 km a uma velocidade é de 800 km / h.

Saiba mais em 

http://www.planobrazil.com/editorial-panorama-da-aviacao-de-transporte-militar-russa-parte-3/

 

Editorial: Panorama da Aviação de Transporte Militar Russa Parte 3

Fonte: Arirecognition

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Defesa Rússia Sistemas de Armas Tecnologia Traduções-Plano Brasil

Mísseis anti carro de nova geração para os Helicópteros de ataque Mi-28NM

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

O helicóptero de ataque modernizado Mi-28NM da Rússia será equipado com uma nova geração de míseis guiados de ataque multipropósitos  com alcance declarado de 25km, FOi o que informou uma fonte da indústria aeronáutica à TASS nesta última quarta-feira.

No momento, o alcance máximo deos mísseis guiados usadaospor helicópteros de combate russos não excede 15 km.

“Um novo míssil, de codinome ‘Artigo 305’, está sendo projetado para o Mi-28NM. Destina-se a destruir veículos blindados e fortificações de concreto armado durante o dia e à noite. O alcance do míssil será superior a 25 km”, disse a fonte , acrescentando que um helicóptero levará até quatro desses mísseis em cada um dos seus dois pilones.

O míssil será guiado pelo sistema de navegação inercial a bordo. Informações sobre a localização do alvo serão carregadas no sistema durante o lançamento. O helicóptero, por sua vez, receberá as informações de seus próprios sistemas de detecção ou do sistema integrado de gerenciamento de tropas e armas. Durante o estágio final de seu vôo, o novo míssil ativará o dispositivo de localização para travar o alvo na área designada e destruí-lo.

A tripulação do helicóptero receberá um sinal de vídeo do míssil através de um canal de comunicação protegido. 

O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, disse à comissão de defesa da Duma (câmara baixa do parlamento) em 11 de março que novos mísseis guiados com maior alcance foram desenvolvidos para helicópteros de ataque russos sobre os resultados da operação militar na Síria.

 “Graças à nossa experiência na Síria, nossos helicópteros receberam mísseis guiados multifuncionais leves com alcance significativamente aumentado “, disse o ministro.

Sobre o Mi-28NM

O Mil Mi-28NM é uma versão atualizada do helicóptero de ataque Mi-28NE Night Hunter. O helicóptero possui um radar de 360 ​​graus e um avançado sistema de orientação de armas que garante a aquisição mais rápida de alvos através de uma atualização para o sistema de controle de fogo do Mi-28NM.

Ao contrário de seu antecessor, o Mi-28NM pode ser pilotado pelo artilheiro e é mais adequado para o uso de munições de alta precisão.

“A tecnologia inovadora e as soluções implementadas no design desse helicóptero não apenas melhoraram suas características, mas também tornaram o Mi-28NM um veículo de combate quase perfeito”, disse Alexander Mikheev, CEO da Russian Helicopters.

Como disse o vice-ministro da Defesa da Rússia, Yuri Borisov, este helicóptero será o principal helicóptero de ataque das forças armadas russas nos próximos dez anos. Yury Borisov expressou a esperança de que o Mi-28NM atualizado faça uma contribuição significativa para melhorar as capacidades de combate da aviação do Exército russo.

Fonte:TASS via RUAviation

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Braço Forte Defesa Tecnologia

Reflexos do rápido avanço tecnológico para a segurança e defesa nacionais



Algumas tecnologias estão transformando profundamente a vida em sociedade. A Inteligência Artificial (IA), por exemplo, está por trás de diversos projetos envolvendo carros autonavegáveis, comandos efetuados por voz, reconhecimentos faciais e filtros de conteúdo em redes sociais. No campo dos sistemas aéreos não tripulados (Unmanned Aerial Systems – UAS), vislumbram-se múltiplas aplicações comerciais, como meios de entregas e até de transporte público, na forma de taxis aéreos.

Não por acaso, estima-se que a indústria de drones comerciais nos Estados Unidos tenha saltado de US$40 milhões, em 2012, para aproximadamente US$1 bilhão, em 2017 – e, em 2026, esse mesmo segmento pode representar um impacto na faixa de US$31-46 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano. Paralelamente, a área de cibersegurança permeia vários outros campos, na medida em que equipamentos e “sistemas de sistemas” cada vez mais complexos também se tornaram presa fácil para ataques cibernéticos. Em 2023, o mercado de cibersegurança pode alcançar um montante de US$248 bilhões.

Evidentemente essas transformações afetam diretamente as mais modernas Forças Armadas. Na Estratégia Nacional de Defesa dos Estados Unidos de 2018, por exemplo, ressalta-se a importância dos desdobramentos das novas tecnologias comerciais para a sociedade e para o fenômeno da guerra, especialmente tendo em vista a perspectiva de que muitos desenvolvimentos tecnológicos virão dos setores comerciais de ponta. Já a China tem investido em IA, por exemplo, como parte de um conjunto mais amplo de esforços para o desenvolvimento de uma série de veículos autônomos (aéreos, terrestres e navais), bem como de jogos de guerra e simuladores. Entre os planos de Beijing para alcançar o objetivo de ser o líder mundial em IA está a construção de um polo de pesquisa, com o custo estimado em US$2,12 bilhões, abarcando até 400 empresas e parcerias com universidades.

Outros países também estão enveredando esforços nesses novos campos com enfoque em segurança e defesa nacionais. Os planos da Índia incluem o estabelecimento de uma Agência de Defesa Cibernética com mais de 1000 integrantes distribuídos em diferentes posições no Exército, na Marinha e na Força Aérea. A Rússia tem explorado o uso de IA em, por exemplo, mísseis de cruzeiro, drones armados, guerra eletrônica e inteligência de imagens. Apenas na área de IA, estima-se que Moscou tem investido anualmente cerca de US$ 12,5 milhões. Já a Alemanha almeja criar sua própria versão da norte-americana Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA).

O impacto dessa realidade para as mais modernas Forças Armadas é evidente, pois afeta diversos elementos de doutrina, organizacionais, de adestramento, de material, de educação, de pessoal e de infraestrutura. Diante das perspectivas de proliferação de mísseis hipersônicos, robôs armados, lasers, canhões eletromagnéticos e dos avanços da computação quântica, vários países têm buscado se adaptar constantemente a essas inovações, priorizando recursos em equipamentos e otimizando estruturas de pessoal e custeio.

No Reino Unido, por exemplo, um dos poucos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) que conseguem cumprir as metas de alocação de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em defesa e 20% desse montante em Equipamentos, observa-se uma série de dificuldades políticas na definição de prioridades e do tamanho do efetivo de suas Forças Armadas. Ademais, tanto nas reformas dos aparatos de defesa iniciadas pela Rússia, em 2008, e pela China, em 2015, por exemplo, houve profundas mudanças organizacionais com foco conjunto e redução de efetivos, além de estabelecimento de planos de equipamentos de médio e longo prazo.

Seguir essa vasta onda de transformações é um enorme desafio para qualquer país. No Brasil, o processo de atualização, para 2020, dos documentos Política Nacional de Defesa (PND), Estratégia Nacional de Defesa (END) e Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN) apresenta-se como uma valiosa oportunidade para enfrentar tais questões, sobretudo quando considerados os históricos tanto do orçamento de defesa brasileiro quanto dos investimentos nacionais em Ciência e Tecnologia. Nesse sentido, o que está claro é que o acelerado avanço tecnológico vai continuar – independentemente de o Brasil conseguir ou não acompanhá-lo.

Fonte: EBlog


Sobre o autor: Peterson Ferreira da Silva é Doutor em Relações Internacionais (IRI-USP), professor do campus Brasília da Escola Superior de Guerra (ESG) e pesquisador do Centro de Estudos Estratégicos do Exército (CEEEx).