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Tipo 99 – O mais avançado Main Battle Tank da China

Fonte: Hoje no Mundo Militar – O Mundo Militar é um canal (You Tube) exclusivamente voltado para temas atuais do mundo militar.

Edição: konner@planobrazil.com

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Destaques Geopolítica Opinião

Angela Merkel anuncia candidatura a reeleição

Chanceler alemã vai concorrer a quarto mandato como chefe de governo da Alemanha. Em entrevista coletiva, ela confirma que pretende liderar seu partido nas eleições parlamentares do próximo ano.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, dissipou dúvidas sobre seu futuro político neste domingo (20/11), confirmando que se apresentará pela quarta vez consecutiva como candidata da União Democrata Cristã (CDU) a chefe de governo, nas eleições gerais em setembro do próximo ano.

“Depois de ser perguntada em repetidas ocasiões e dizer que daria a resposta no momento adequado, posso dizer que o momento adequado é agora”, disse a líder em Berlim, antes de continuar a ressaltar sua disposição tanto para se candidatar novamente como presidente da CDU, como para uma nova candidatura à reeleição nas eleições federais de 2017.

Em entrevista coletiva na sede de seu partido, Merkel, de 62 anos, frisou ter pensado muito antes de tomar a decisão e assumir sua responsabilidade, num momento de “dificuldade” e “incerteza”. “Esta decisão é tudo, menos trivial; nem para o país, nem para o partido, nem para mim, pessoalmente. Não se trata de uma decisão apenas para uma campanha eleitoral, mas para um mandato de quatro anos”, acrescentou.

Merkel lidera a CDU há 15 anos e governa a Alemanha há quase 11. Na última eleição parlamentar, em 2013, a líder conservadora alcançou seu melhor resultado, com apoio de 41,5% do eleitorado, chegando perto da maioria absoluta.

Com o anúncio de uma quarta candidatura, Merkel adiciona pressão sobre o Partido Social-Democrata (SPD), seu parceiro no governo de coalizão, que se vê obrigado a anunciar o nome da legenda para concorrer à chefia de governo alemã.

O líder democrata-cristã enfrentou uma série de dificuldades nos últimos meses, depois de severas críticas à sua política de migração, com queda na aprovação de seu governo, acompanhada por uma ascensão de partidos populistas de direita.

Início de carreira casual

Merkel começou na política de maneira mais casual que planejada. Aos 35 anos, a então vice-porta-voz do último chefe de governo da RDA, Lothar de Maizière, recebeu dele a possibilidade de dar vazão a seu talento para organização e comunicação. Merkel havia se filiado pouco antes à CDU. Aplicada por natureza, ela começou a desenvolver ambições.

Durante o governo do chanceler federal Helmut Kohl, ela ocupou, em 1994, o posto de ministra do Meio Ambiente e Segurança de Reatores – uma pasta importante e adequada para alguém que havia concluído um doutorado em Física. Frente à questão controversa, tanto hoje quanto na época, sobre o que fazer com o lixo atômico radioativo, Merkel mostrava-se irredutível em defesa do uso da energia nuclear – postura mantida até o acidente em Fukushima.

Chance com queda de Kohl

Quando Helmut Kohl perdeu as eleições parlamentares em 1998, a CDU entrou em estado de choque. Mas Angela Merkel não. Foi aí que ela vislumbrou seu lugar na era pós-Kohl. Wolfgang Schäuble, que se tornou na época presidente do partido, convidou-a para o cargo de secretária-geral.

“O que importa é virarmos manchete”, era sua diretriz na nova função. E durante o escândalo financeiro envolvendo doações para o partido, cujos protagonistas foram sobretudo Kohl e Schäuble, ela conduziu a queda moral do antigo chefe de governo.

Em abril de 2000, Merkel foi eleita presidente da CDU e, nas eleições parlamentares de 2005 foi a principal candidata dos democrata-cristãos. Ela chegou ao posto de chanceler federal, mesmo que a única coalizão possível tenha sido com os rivais social-democratas.

MD/ap/afp/dpa/rtr

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

Enfraquecida, Merkel parte em busca de quarto mandato

A imagem de Angela Merkel, a “Rainha da Alemanha”, está abalada. Apesar de um curso político altamente controverso, ela pretende concorrer a um quarto mandato. Porém os anos mais difíceis ainda estão por vir.

Durante anos, não foi difícil definir a chanceler federal alemã, Angela Merkel, como ser humano e como política. Uma verdadeira história de sucesso. Surpreendiam-nos somente a sua forma rígida de ser, a natureza austera de suas aparições públicas, a sua retórica modesta, a voz um pouco aguda. Por muito tempo, ficou sem resposta a pergunta de por que alguém como ela podia ser tão bem-sucedida, podia irradiar tanta autoridade.

Agora, sabemos mais: a sua confiabilidade é garantida nas pesquisas de opinião pública. Diante dela, ninguém poderia pensar que ela teria outros interesses a não ser o cargo de chanceler federal. Também o seu estilo político distanciado tinha algo reconfortante e a sua vida privada sem glamour – viver modestamente, fazer a própria comida e praticar caminhadas nas férias – atendia à autoimagem de muitos alemães de tentar levar uma vida normal. Em 2013, durante a campanha eleitoral contra seu rival do Partido Social-Democrata (SPD), Peer Steinbrück, ela respondeu à exigência do apresentador, num duelo na TV, de enviar uma última mensagem aos eleitores: “Vocês me conhecem.” Isso teve um efeito positivo, soou como algo previsível. Hoje, muitos não estão mais seguros sobre o que podem esperar de Merkel.

Sozinha entre inimigos

Isso funcionou enquanto o mundo ainda estava em ordem. Na era pré-crise de refugiados, pré-Brexit, pré-Trump. Agora, ela tem que provar suas habilidades em tempos turbulentos. Pois somente a referência ao baixo nível de desemprego, ao constante crescimento e a um orçamento sólido não consegue mais acalmar todos. A Alemanha, a Europa, o mundo se tornou polarizado. Vivemos tempos difíceis. E existem cada vez mais parceiros difíceis.

Merkel desafiou várias vezes a Rússia de Putin, mas naquela época a reputação da chanceler federal ainda estava intacta na Alemanha e, dentro da União Europeia (UE), ela era poderosa. Mas essa nova fraqueza, de não ser mais intocável, também foi utilizada pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, o novo homem forte no Bósforo. Mesmo pequenos Estados do sudeste da Europa, que há mais de 20 anos viam a Alemanha como madrinha no intuito de serem aceitos na UE, se voltam agora politicamente contra a “chanceler da Europa”, porque eles estão novamente absolutamente convencidos do Estado-nacional.

Nesse contexto, Angela Merkel tem que agora exercer o papel da última “defensora do Ocidente liberal”, como escreveu o jornal New York Times.

Largada eleitoral tumultuada

Para poder desempenhar essa função a longo prazo, ela precisa encontrar uma maioria que, em setembro do próximo ano, a confirme como chefe alemã de governo. O que é muito provável. No entanto, ela já tropeçou no caminho até lá. O próximo presidente alemão não virá do partido de Merkel, a União Democrata Cristã (CDU), nem da União Social Cristã (CSU), mas do SPD. Um atestado de pobreza para a CDU, o maior partido na coalizão de governo em Berlim, como também para a sua legenda-irmã bávara, a CSU. Merkel hesitou tanto, até ser atropelada pelo presidente dos sociais-democratas e vice-chanceler federal alemão, Sigmar Gabriel. Nos livros de histórias, isso vai ficar como uma dura derrota para a chefe alemã de governo, levando ainda mais em conta que ela nunca teve sorte com a indicação de um nome para a presidência do país.

O impacto das mudanças políticas

Por mais de dez anos, tudo que aconteceu antes de 2015 – ano do grande afluxo de refugiados para a Alemanha – foi o material com que foi escrita a narrativa de Merkel: a sua infância, adolescência e seus estudos universitários na ex-Alemanha Oriental; a constelação familiar protestante, pouco política, mas com sinais de obstinada diligência. Tudo isso – aliado à oportunidade de 1989 – proporcionou a Merkel, como uma mulher jovem de aparência conservadora, uma ascensão rápida e pouco habitual no sistema político dominado por homens na era Helmut Kohl.

Quando este perdeu a sua auréola de santo devido ao escândalo das doações partidárias até hoje não esclarecido, ela se engajou corajosamente, sendo eleita presidente da CDU no ano 2000. Foi o nascimento do mito Merkel, cuja tendência ascendente perdurou até meados de 2015.

Desde então, a realidade ultrapassou a política. Parecia que Merkel tinha encontrado o seu tema na política de refugiados. Mais ainda, ela tinha uma visão política. No lugar de sua antiga marca – o longo silêncio, as decisões tardias –, ela empregou a assertividade, ao menos verbalmente. Foi um ato humanitário, sem cálculo tático, um “momento de beleza política”, escreveu a revista Spiegel em retrospecto. Há muito que ela se arrependeu, em parte, do que não pôde ver, não pôde conter no segundo semestre de 2015: o afluxo descontrolado de centenas de milhares de refugiados. Já na ocasião, podia-se escutar o clamor: Será que ela sabe o que faz?

Perda máxima de controle

Ela não conseguiu desviar o momento histórico para uma política racional. Ela fez com que a CSU se voltasse contra ela, sobrecarregou os estados, viu como o medo real e imaginário crescia em partes da sociedade e como o partido anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD) incitava cidadãos irados. Também dentro do próprio partido, ela desgastou a capacidade de sofrimento dos conservadores. Na legenda-irmã bávara, CSU, nem todos querem mais fazer campanha eleitoral ou colar cartazes para ela.

Na União Europeia, a reputação de Merkel não é diferente. Primeiramente, ela deixa entrar centenas de milhares de refugiados e abre as fronteiras alemãs, para, em seguida, redistribuir a carga com todos, sem consulta prévia. Um jogo que os vizinhos europeus não jogaram e não jogam.

O mandato mais difícil pela frente

Merkel deverá – se ainda é possível prever algo nos dias de hoje – ser eleita para um quarto mandato como chanceler federal da Alemanha. Porque poderá formar novamente uma grande coalizão de governo entre a sua União CDU/CSU, mesmo que essas legendas conservadoras tenham perdido votos do eleitorado alemão, com o ainda mais desgastado entre os eleitores SPD. Mas essa seria a vontade dos alemães, seria a resposta certa para o voto de protesto?

O problema de Merkel é: como pessoa e apoiada pela CDU/CSU, ela é a número 1 para as eleições parlamentares na Alemanha, mas como chanceler federal, ela deverá enfrentar um cenário partidário bastante polarizado. Para a chefe alemã de governo, os anos mais difíceis ainda estão por vir. Isso também levanta a questão se a própria Merkel poderá determinar o fim de seu tempo como chanceler federal da Alemanha.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

Merkel para sempre?

Diferente dos sistemas de governo presidencialistas, como no Brasil, a chanceler federal Angela Merkel pode, teoricamente, governar a Alemanha até o fim da vida. Na Europa, isso não é nenhuma exceção.

A Constituição alemã não prevê qualquer limite para a duração do cargo de chanceler federal. Nesse ponto, a Alemanha não é nenhuma exceção na Europa, onde somente o presidente francês precisa entregar o posto após dez anos ou dois mandatos consecutivos.

Em sistemas parlamentaristas, como na Alemanha, o chefe de governo – chanceler federal ou governador – não é eleito diretamente pelo povo. Isso cabe ao Parlamento. Assim, ao votar nas eleições parlamentares, o eleitor tem influência sobre quem estará à frente do governo após as eleições.

Segundo Frank Decker, professor de Ciências Políticas da Universidade de Bonn, a inexistência de um prazo limite para o exercício da Chancelaria Federal em Berlim não resulta em nenhum problema: “Nos sistemas de governo parlamentaristas, essa questão se regula em certa medida por si mesma, de forma que um limite temporal não se faz necessário.”

Especificamente, um chefe de governo pode ser derrubado por um voto de desconfiança. Como aconteceu em 1982, quando o ex-chanceler federal do Partido Social-Democrata (SPD), Helmut Schmidt, teve que deixar o cargo. Ele foi sucedido por Helmut Kohl, da União Democrata Cristã (CDU).

Longos mandatos não são déficit democrático

Em alguns países europeus, esse sistema levou a mudanças relativamente frequentes: nos últimos 70 anos, por exemplo, a Itália já conheceu desde o fim da Segunda Guerra mais de 20 chefes de governo; o Reino Unido, 15. O fato de na Alemanha um chanceler federal – Helmut Kohl – ter permanecido 16 anos e agora Angela Merkel consiga governar por semelhante período de tempo, caso seja reeleita, são exceções na Europa.

Um chefe de governo que não quer largar o poder – isso corresponde à ideia básica de uma democracia? “À primeira vista, parece uma pergunta pertinente”, afirmou o cientista político Frank Decker. “Uma vez, Helmut Kohl deu uma boa resposta. Ao ser indagado que ele já estava perto de alcançar o antigo chanceler imperial Bismarck, ele disse: ‘Diferentemente de Bismarck, eu sempre fui reeleito.'”

Segundo o cientista político, na Alemanha e em outros sistemas parlamentaristas de governo, as longas permanências no cargo resultaram, basicamente, do fato de o chefe de governo ter sido reafirmado pelo povo após cada período legislativo.

EUA e Brasil: máximo de dois termos

Em sistemas presidencialistas, por exemplo, no continente americano, longos períodos à frente do governo não existem. Ali, o chefe de Estado é escolhido diretamente pelo povo, independentemente do Parlamento – e, na maioria dos casos, para dois mandatos consecutivos, como no Brasil ou nos EUA.

Assim, há um limite de oito anos no poder. De acordo com Frank Decker, isso se deve simplesmente a uma “coincidência histórica” nos EUA. “Após dois mandatos, o primeiro presidente americano, George Washington, declarou por si mesmo: eu vou parar. E todos os seus demais sucessores se ativeram a esse exemplo.” Durante a Segunda Guerra Mundial, Franklin D. Roosevelt quebrou essa tradição ao se candidatar, em 1940, a um terceiro mandato. Posteriormente, estabeleceu-se um limite de oito anos para o cargo de presidente na Constituição americana.

Na Alemanha, também há vozes que defendam um limite temporal para a permanência do chefe de governo. O cientista político Frank-Rudolf Korte, da Universidade Duisburg-Essen, sustenta que Merkel deveria recusar uma nova candidatura e que, no geral, um chanceler federal possa permanecer somente dois períodos legislativos no cargo: “Os partidos e os eleitores seriam poupados de candidatos exaustos ou lutas sucessórias indignas”, escreveu Korte na revista Focus.

O momento certo de partir

Frank Decker também é da opinião que um político deva reconhecer, apesar das possibilidades aparentemente ilimitadas, que, a certa altura, é hora de partir: “Em algum momento, os eleitores vão estar fartos de ver aquela pessoa.” Decker disse acreditar que o partido do chefe de governo agiria muito rapidamente quando tal cansaço se tornasse perceptível na população: “Se a CDU, por exemplo, notasse que a Sra. Merkel cometeu um erro em algum lugar ou que com ela não se venceria a eleição, então ela sairia rapidamente. Ela seria afastada pelos próprios correligionários.”

Frank Decker presume, no entanto, que no caso de Angela Merkel, a situação vai ser diferente: “Provavelmente, ela vai refletir, em meados do período legislativo, ou seja, em 2019, em abrir o caminho para um sucessor ou sucessora de seu partido.”

Merkel seria, assim, o primeiro chefe alemão de governo a deixar, voluntariamente, o cargo. Mas, para tal, ela terá que vencer, em 2017, a sua quarta eleição parlamentar como candidata à Chancelaria Federal.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

Opinião: As chances de Angela Merkel

A decisão de se candidatar à reeleição como chefe de governo oferece muitas oportunidades. Merkel poderá ser a resposta certa ao populismo que se alastra pela Europa e o mundo, opina o jornalista Kay-Alexander Scholz.

Angela Merkel já é chanceler federal da Alemanha há 11 anos e presidente da União Democrata Cristã (CDU) há quase 16 (!). Nesse período, ela colocou muita coisa em movimento: guinada no endividamento, redução das taxas de desemprego à metade, duplicação dos investimentos em pesquisa e modernização de seu partido.

Na política externa, a Alemanha passou a ser mais escutada – até porque os demais países baixaram a voz demais. Desse modo, a Chancelaria Federal alemã ditou o tom nas crises financeira, do euro e da Crimeia.

Para não poucos, Merkel movimentou até demais. Os velhos conservadores da CDU maldizem a “social-democratização” do partido. Para um de cada dois alemães, os 1 milhão de migrantes que ela deixou entrar no país foram demasiados.

Os populistas de direita da legenda Alternativa para a Alemanha (AfD) se beneficiam disso e do atual zeitgeist, o clima dominante de crítica generalizada às elites, e vão estendendo sua rede numa nova “Internacional da ultradireita”. Outros criticam Merkel por não ter feito o suficiente para amortecer os riscos de longo prazo de sua política.

Por mais que no momento cheguem de fora tantos elogios, em parte exagerados – com os quais, aliás, ela lida com a usual cautela –, na Alemanha as opiniões a respeito da premiê são divergentes. Uma saída sua da política, agora, não seria especialmente honrosa.

Como diz o velho ditado: “Quem faz a fama, deita na cama”. Não se trata, aqui, da tão alemã Schadenfreude, a alegria pelo dano alheio, mas sim da chance de uma satisfação. A candidatura à reeleição abre para Angela Merkel a possibilidade de, por mais quatro anos, ter a chance de seguir configurando ou de corrigir tudo aquilo que iniciou, sobretudo as consequências da crise dos refugiados. O fato de ela aceitar esse desafio lhe renderá pontos de simpatia.

A líder conservadora pode ter a chance de mostrar que, após todos estes anos no palco da política europeia e mundial, ela não esqueceu as necessidades dos alemães. Ela poderá mostrar que há boas respostas para o novo conflito entre ricos e pobres, entre a cidade e o campo. Isso lhe permitiria pelo menos deter ou, melhor ainda, amenizar a divisão social e a polarização política, o solo fértil sobre o qual o populismo de direita prospera.

A antiga e talvez nova chanceler federal teria a chance para tal, por dispor da necessária concentração de poder, reputação e experiência. Por ter a liberdade – sendo pragmática como é – de procurar soluções livres de ideologia para os problemas. E por estar agora disposta a enfrentar deliberadamente esses problemas.

Para Merkel, a coesão da sociedade é a receita contra a polarização – como disse ao anunciar sua candidatura na noite deste domingo (20/11). Ela quer assumir a luta. Muito bem!

Se colocar isso em prática, ela poderá preservar sua CDU de seguir sendo devorada pela AfD. E mais ainda: poderá mostrar ao Ocidente que há alternativas diferentes das que o atual zeitgeist populista sugere.

E mais uma coisa: as chances de Merkel também estão em utilizar seu papel de modelo como mulher no alto da hierarquia do Estado, para os muitos milhares de mulheres que vivem agora na Alemanha, recém-chegadas de uma cultura que lhes concede direitos insuficientes.

Para estas, Merkel poderá ser um incentivo à emancipação. Como afirma a ciência, as mulheres são decisivas no processo de integração numa nova sociedade. A premiê democrata-cristã poderá lhes transmitir impulsos que então irradiarão positivamente para dentro da sociedade como um todo.

Nesse sentido, a decisão de Merkel de continuar como chefe de governo é plena de oportunidades e, portanto, uma boa decisão!

Kay-Alexander Scholz

  • Kay-Alexander Scholz é jornalista da DW

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

 

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Compra de submarinos alemães provoca controvérsia em Israel

Oposição quer inquérito sobre aquisição de embarcações da Thyssen-Krupp contrária a determinação do Ministério da Defesa. Envolvimento de advogado pessoal do premiê Netanyahu na transação geraria conflito de interesses.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enfrenta pressão crescente da oposição e acusações de corrupção, devido a sua decisão de levar adiante a compra de três submarinos da Alemanha.

“Reforçar a segurança do Estado de Israel foi minha única consideração ao comprar esses submarinos”, alegou o político conservador durante uma sessão de gabinete neste domingo (20/11). “Eles são sistemas armamentistas estratégicos que asseguram o futuro e a própria existência de Israel nas próximas décadas.”

Netanyahu é acusado de ter realizado a transação de 1,4 bilhão de euros desafiando a resistência expressa do Ministério da Defesa. Além disso, seus críticos alegam conflitos de interesse desde que se revelou que David Shimron, consultor jurídico pessoal do chefe de governo, representara tanto a firma alemã Thyssen-Krupp, que construiu os veículos da classe Dolphin, quanto um empresário israelense que lucraria com os trabalhos de manutenção.

Shimron, o Conselho Nacional de Segurança e o gabinete de Netanyahu rechaçam as acusações. Políticos oposicionistas exigem a formação de uma comissão de inquérito para o caso.

“Shimron é representante oficial do primeiro-ministro e também advogado particular da família Netanyahu. Ele mete a colher em todas as panelas. E, de todas as pessoas, era justamente Netanyahu a não saber que ele estava envolvido com os submarinos?”, indaga Ben-Dror Yemini, colunista do jornal Yedioth Ahronoth.

O ex-ministro da Defesa Moshe Yaalon procurou distanciar-se da vultosa compra, afirmando não estar informado sobre as negociações. “Fui veementemente contra a aquisição de outros três submarinos”, escreveu em sua página oficial do Facebook, reivindicando a investigação das “muito perturbadoras” imputações.

Os submarinos são elemento importante na estratégia de intimidação militar do Irã. As Forças Armadas israelenses dispõem atualmente de cinco embarcações alemãs, a que uma sexta se reunirá em 2018. Segundo o Ministério da Economia em Berlim, cada uma custou aproximadamente 600 milhões de euros, sendo a compra em parte financiada com verbas dos contribuintes alemães.

Na Alemanha a venda dos submarios é controvertida, pois teoricamente eles estariam capacitados a lançar mísseis nucleares. Israel é considerada uma potência nuclear, ainda que o governo jamais tenha admitido possuir armas desse tipo.

AV/ap,dpa

Foto: Chefe de governo Netanyahu recebe submarino alemão em 2014.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

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Europa, o futuro do continente está em jogo

Não por acaso Obama escolheu Berlim como estação final de última visita à Europa como presidente dos EUA. O futuro do continente está em jogo, e Alemanha desempenhará papel central.

Berlim como palco de dias de transição. Nesta sexta-feira (18/11), por ocasião da visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama – provavelmente em sua última viagem à Europa no cargo –, chefes de Estado e governo do oeste do continente sentaram-se com ele à mesa da Chancelaria Federal. Cada um deles, a seu modo, abatido ou sobrecarregado.

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, encabeça um governo sem maioria no Parlamento, que é meramente tolerado. Seu homólogo italiano, Matteo Renzi, enfrentará um referendo no início de dezembro, cujo resultado é totalmente imprevisível e que, no pior dos casos, poderá forçá-lo a renunciar.

Theresa May, do Reino Unido, tem prazo até o fim de março para encaminhar, também formalmente, o Brexit, a saída de seu país da União Europeia. Quanto ao presidente francês, o socialista François Hollande, é mais do que questionável que ele seja reeleito no próximo ano. No momento, ele é o que em francês se chama canard boiteux  – um pato manco.

E a anfitriã, a chanceler federal alemã, Angela Merkel? Ela está justamente tomando impulso para cuidar que seu partido, a União Democrata Cristã (CDU), continue responsável pelo governo alemão depois das eleições legislativas de setembro de 2017. O convidado do outro lado do Oceano Atlântico, Obama, voa embora, para uma vida após a política.

Rajoy e May, aqueles que, do lado europeu, se manifestaram na Chancelaria Federal, destacaram, das conversas bilaterais com Merkel, as usuais questões objetivas: o desenvolvimento econômico espanhol, a imigração na Europa, a crise dos refugiados.

Apesar disso, uma outra questão pairava acima de todas as outras. Em seu comunicado final, divulgado alguns minutos após a partida de Obama, a Casa Branca mencionou, em primeiro lugar, “os desafios comuns para a comunidade transatlântica”.

“Desafio” é a palavra-chave destes dias. Foi também o presidente americano em fim de mandato que, poucos dias antes, louvou efusivamente a UE e o padrão de vida da Europa. Isso serve de encorajamento àqueles que, de puro medo, vão assoviando baixinho pelo bosque. E permanece como mensagem entre despedida e partida, entre passado e futuro, com melancolia e muitas perguntas em aberto perante a mudança de poder em Washington.

No que tange à União Europeia, é significativo que nenhum de seus principais representantes – seja do Parlamento, da Comissão ou do Conselho – tenha participado do encontro, de modo algum. Martin Schulz, o presidente do Parlamento Europeu, se encontrava por acaso na capital alemã, para o congresso econômico de um jornal. Mas também ele não desempenhou papel algum no evento transatlântico.

Por isso, esta sexta-feira mostrou, acima de tudo, a importância que Berlim e a política alemã têm, dentro da UE. Agora, neste ano cheio de incertezas, a Alemanha terá que liderar sem reivindicar liderança. Também isso ficou claro nestes dias de novembro.

Go west. O avião de Obama, o Air Force One, deixou o aeroporto Tegel em direção ao oeste. Isso fica como símbolo. À mesa da Chancelaria Federal, nesta sexta-feira, cinco chefes de Estado e governo da Europa Ocidental sentaram-se com o presidente, em fim de mandato, da mais importante democracia ocidental, os Estados Unidos.

E apesar de tudo que os últimos anos trouxeram – seja o escândalo da NSA ou a disputa sobre o acordo TTIP: a questão das relações transatlânticas permanecerá de importância fundamental. Até porque continuam sobre a mesa os velhos assuntos que ninguém conseguirá resolver sozinho: o combate ao terror fundamentalista islâmico; a calamitosa situação na Síria, a constante tensão na Ucrânia; a Rússia, claro, e Vladimir Putin.

Berlim não foi uma cúpula no sentido próprio do termo. Mas foram dias de transição europeia, ainda que seguidos de desafios monumentais. Os meses até as eleições gerais na Alemanha não decidirão apenas o caminho que países isolados têm a seguir. Não: a Europa está perante um ano decisivo.

Os políticos europeus precisam lutar com mais determinação por um caminho comum. Pois a Europa está em jogo, e mais ainda: a tradição dos valores ocidentais. Foi deles – e nada menos – que se tratou nesse encontro em Berlim.

Christoph Strack

  • Christoph Strack é jornalista da DW

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

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Barack Obama de “mãos atadas”, pode deixar escapar para a China o projeto do TPP

Barack Obama é a grande estrela na cúpula Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC, na sigla inglesa), a decorrer em Lima, capital do Peru. Os receios de que Donald Trump deite por terra o Tratado Transpacífico (TPP) dominam o encontro.

Representada pelo Presidente Xi Jinping, a China é outro dos pesos pesados na APEC, mas está fora do TPP e pode ser a grande beneficiada caso o sucessor de Obama recuse o tratado. O mesmo para a Rússia, de Vladimir Putin, que também está em Lima

Anfitrião da cúpula da APEC, o Presidente do Peru avisou que num acordo transpacífico, “como é natural, não é apenas o comércio que está em jogo, é também o investimento, o emprego e o trabalho”. “E o trabalho tem de fazer parte dos nossos esforços, se não os trabalhadores vão sentir-se abandonados e eles são essenciais”, defendeu Pedro Kuczynski.

À margem da cúpula da APEC, decorreram também outras reuniões paralelas. Numa delas, houve um frente a frente entre os líderes das duas maiores potências económicas.

A despedir-se destas andanças e com cerca de dois meses até passar as chaves da Casa Branca a Trump, Obama pouco pode já fazer pelo TPP. Xi Jinping admite ocupar a eventual vaga aberta pelos norte-americanos e propor um outro acordo de comércio ao lado da Rússia e a que Pequim dá o nome de FTAAP, a sigla inglesa para área de Comércio Livre da Ásia-Pacífico.

Xi Jinping e Vladimir Putin também se reuniram à parte e o líder chinês disse ao homólogo russo que ambos os países devem implementar o consenso alcançado na cúpula da APEC de há dois anos, em Pequim, onde o FTAAP foi apresentado.

Francisco Marques

Foto: Pablo Martinez Monsivais / AP – Cúpula Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) em Lima, Peru. Sábado, 19 Novembro de 2016. 

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: EuroNews

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Seria Donald Trump, o Gorbachev dos EUA?

A teoria realista, uma das mais influentes na disciplina das Relações Internacionais, analisa apenas as mudanças (pouco frequentes) na estrutura do poder internacional.

Desse modo, as variações de poder registradas em nível interno ou doméstico não têm grande significado nem relevância, digamos. Por essa teoria, a Venezuela sob o comando de Chávez, a Rússia liderada por Pútin e os EUA com Obama na Casa Branca não moveram ou movem o amperímetro do poder mundial. Tampouco tiveram efeito o 11 de Setembro ou o Estado Islâmico (EI). Os autores realistas clássicos, como Morgenthau, Mearsheimer e Kissinger, rejeitam o conceito unipolaridade dos EUA e, pelo contrário, acreditam em acordos que estabelecem um equilíbrio de poder entre as grandes potências, como os países do Conselho de Segurança da ONU.

Os construtivistas, no entanto, acreditam na influência que as mudanças internas sobre a ordem internacional. Foi a ascensão de Gorbatchov como chefe da União Soviética – e não o papa João Paulo 2º, Reagan nem o fiasco soviético no Afeganistão – que atestou a certidão de óbito da ordem bipolar erguida após a Segunda Guerra Mundial. Os realistas não perceberam e, de fato, subestimaram-no como um fato nacional. A estrutura do poder mundial mudou significativamente há 30 anos, mas, desde os anos 50, não foram poucos os intelectuais soviéticos, condenados ao ostracismo, que previram o declínio do país. Apesar das intenções de Gorbatchov de engrandecer a URSS, o que ele conseguiu foi implodi-la.

O triunfo de Donald Trump nos Estados Unidos tomou todos de surpresa, assim como a própria ascensão de Gorbatchov. Fala-se há tempos sobre a decadência norte- americana, talvez desde a época de Paul Kennedy e seu brilhante trabalho sobre a ascensão e a queda de impérios na Guerra Fria.

Immanuel Wallerstein destaca que a forma em que se materializou o 11 de Setembro – atacando o núcleo do poder norte-americano com aviões sequestrados – demonstra que o declínio do país começou há muito tempo. E há outros indicadores que sugerem isso: a obsessão de parte da população por armas, as enormes desigualdades, falhas militares no Oriente Médio, ou a mediocridade dos líderes desde Ronald Reagan.

Muitos se preocupam hoje com as ‘luzes vermelhas’ que piscam com os discursos de Trump por todo o mundo: profetizam guerras comerciais, muros por todos os lugares, mais xenofobia, mais racismo, mais protecionismo e, assim como no período entre guerras, esse tipo de Hitler americano, se não for contido institucionalmente – com até mesmo um potencial impeachment –, poderá provocar conflitos bélicos mais graves.

No entanto, também poderia haver outro resultado; algo como 1989, porém ao reverso e com efeitos mais benevolentes. Desta vez, afetaria os próprios EUA. As políticas de Trump poderiam gerar novas alianças pelo mundo – com Rússia e Israel, Turquia e Japão –, e provocar um distanciamento em relação a Europa, China, Sudeste Asiático e México. Mas nada isso não seria necessariamente negativo. Haveria, é claro, outras consequências para a Otan, a possível perda de peso da UE e etc.

Internamente, porém, e isso é o mais grave, poderia dar origem a um cataclismo: estados como a Califórnia podem querer se separar da União; haveria também uma ameaça pacífica, mas persistente, do México, como profetizou Huntington antes de morrer; protestos sociais, que tornariam o país ingovernável; militarização e repressão, ou questionamentos severos do Partido Republicano sobre seu novo líder, enquanto os democratas afundam em uma grave crise. Esses cenários podem ou não se concretizar ao longo dos próximos meses ou anos.

A União Europeia também corre grande risco. Se, em dezembro, o premiê Matteo Renzi perder o referendo constitucional na Itália, a derrota poderá provocar uma nova crise similar ao Brexit. Além disso, a extrema direita também tentará tomar o poder na França e na Alemanha no próximo ano. Assim, em 2018, os cinco países do Conselho de Segurança seriam liderados pelos já conhecidos Vladímir Pútin e Xi Jinping, os recém-chegados Trump e May, e, talvez, Marine Le Pen. Em suma, um equilíbrio de poder, como sempre sonharam os realistas, mas com líderes totalmente desconcertantes, embora não belicistas.

Entre 1989 e 1991, todos se precipitaram, e a URSS caiu como um ‘castelo de cartas’, ainda que anos antes fosse vista como uma superpotência. Os EUA de Trump, tão preocupado em revitalizar seu país como queria Gorbatchov em relação à União Soviética, dá sinais evidentes de desgaste e inviabilidade, social e internacional.

O 11 de Setembro começou a escrever a história do fim do sonho americano – tantas vezes anunciado, porém inesperado. Seria esta é a verdadeira causa da euforia do atual líder do Kremlin, que agora percebe que a história tem suas reviravoltas – as mesmas que ele tanto esperava de seu escritório da KGB em Dresden há 27 anos?

MARCELO MONTES

Imagem: Donald Trump / Creative Commons

  • Marcelo Montes é Doutor em Relações Internacionais e professor de Política Internacional na UNVM (Córdoba).

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Gazeta Russa

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Grupamento Aeromóvel – GAM da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ)

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O Grupamento Aeromóvel – GAM foi criado conforme publicação em BOL PM nº 053 de 20 de março de 2002 e ativado em 21 de março de 2002, por determinação do então Comandante Geral, CEL Wilton Soares Ribeiro, com o nome Grupamento Aéreo e Marítimo. Sua criação foi ratificada pelo Decreto Estadual nº 35.145 de 07 de abril de 2004 e seu primeiro Comandante foi o CEL Claudecir Ribeiro da Silva.

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     O GAM possuía até o ano de 2009, 08 embarcações e 03 esquilos AS350 e 02 aviões sendo 01 PA 31 NAVAJO e 01 B 58 BARON e era composto operacionalmente por três Núcleos:

  • Núcleo de Policiamento Marítimo (NPM), o qual possuía a missão prioritária de intensificar cada vez mais o patrulhamento na Baía de Guanabara, objetivando impedir que as comunidades à beira mar fossem abastecidas com drogas e armamento de contrabandistas, bem como apoiando e proporcionando segurança às embarcações que nela trafegavam;

  • Núcleo de Policiamento Aéreo (NPA), efetuava o radiopatrulhamento aéreo preventivo e de apoio e coordenação às unidades em terra, além de estar apto a realizar resgates e salvamentos no mar e em terra e;

  • Núcleo de Instrução Especializada (NIEsp), encarregado de qualificar e manter o adestramento de seu efetivo, através de cursos de formação e aperfeiçoamento. 

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SCHWEIZER 300 CBi usado para Formação inicial

                 No ano de 2012 o Grupamento Aéreo e Marítimo foi desmembrado pela Resolução SESEG Nº 544, e foram criadas duas Unidades Distintas:

                         O Grupamento Marítimo e Fluvial (GMF) e o Grupamento Aeromóvel (GAM). 

                  A missão do novo GAM é operar exclusivamente na atividade aérea, além de fazer parte do Comando de Operações Especiais (COE) atuando junto ao BPCHOQUE, BOPE e BAC.

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                 Com o objetivo de especializar seu efetivo, é realizado o “Curso de Tripulante Operacional”, que tem a previsão de realização de uma turma por ano. É coordenado pelo NIEsp e tem duração de nove semanas. Podem se inscrever oficiais e praças da PMERJ, que passarem pelo processo seletivo, com exames psicotécnicos realizados pelo setor de psicologia de aviação do Grupamento, testes físicos e exames de saúde. São ministradas aulas teóricas e práticas, onde são abordadas matérias como: conhecimentos técnicos de aeronave, teoria de voo de helicóptero, navegação, meteorologia, orientação, primeiros socorros, natação utilitária, rapel, fast rope, helocasting, combate a incêndio, desembarque tático de aeronave, Mc Guire, puçá, salvamento em altura, tiro embarcado, sobrevivência no mar e selva, técnicas da defesa pessoal, educação física entre outras.

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O helicóptero H125 Esquilo possui excepcional desempenho para operar em locais de altitude e temperatura elevadas.

                O Núcleo de Instrução Especializada ministra treinamentos e cursos para o público interno (PMERJ) e externo (PF, PRF, Polícias e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil e COTER), entre eles se destacam o 1º Curso de Tripulante Aéreo para a SENASP, o Curso de Tripulante Operacional e de Apoio de Solo além de Instruções e Estágios de operações helitransportadas para o efetivo do COE (BPCHOQUE, BOPE, BAC e GAM).

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                Dentro da estrutura do GAM funciona ainda a Escola de Aviação Civil da Polícia Militar (EsAv) criada em 2006, subordinada a Diretoria Geral de Ensino e Instrução (DGEI), sob a direção do comandante do GAM, tendo como finalidade regular o ensino aeronáutico dentro da PMERJ, formando pilotos com a necessária capacitação técnico-profissional para execução das missões que envolvem as operações aéreas policiais. 

                São ministrados pela EsAv os cursos “Piloto Privado” (PPH), “Piloto Comercial” (PCH), “Instrutor de voo” (INVH), “Teórico de voo por instrumentos” (IFR), além dos cursos teóricos com foco na familiarização da aeronave (Ground School) das aeronaves operadas pelo GAM. 153 pilotos de todo Brasil já foram formados PPH, PPA, PCH, PCA. 

            Em treze anos de Operações Aéreas já foram mais de 14 mil horas voadas, em apoio a Operações Policiais, Ações Aeromédicas, Transporte de tropa, Defesa Civil, Resgate e Salvamento em altura e na água, bem como apoio aos Órgãos Ambientais.

1 UH-1H 2 - Bell Huey II
1 UH-1H 2 – Bell Huey II

O GAM possui uma frota de 09 helicópteros, sendo 05 H-125 esquilos (AS 350), 01 UH-1H 2 (Blindado), 01 SCHWEIZER 300 CBi (Formação inicial) e 02 H-145.

As aeronaves operacionais são equipadas com guincho de salvamento, gancho de carga, assentos de tropa, rádio policial tático, imageador térmico, gravador de imagens, console tático de missão e de transmissão de imagens em tempo real, alto falantes e capacetes com óculos de visão noturna.

modelo H-145
modelo H-145

MISSÃO

Executar radiopatrulhamento e operações aéreas de segurança pública, com objetivo de preservar vidas e proteger o patrimônio, de maneira segura e compromissado com o aprimoramento constante, potencializando as ações da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

VISÃO

Servir de referência nacional como Unidade de Suporte Aéreo de Defesa Social, utilizando recursos tecnológicos de ponta a fim de otimizar as ações públicas na preservação da vida e na redução dos índices criminais.

VALORES

O GAM lutará pela excelência em todos os aspectos de sua missão. No cumprimento de sua missão, o GAM e seus integrantes seguirão e servirão de exemplo, demostrando os seguintes valores:

CORAGEM – mais do que enfrentar os perigos físicos do combate, é fazer o que é certo e justo, com senso de dever e compaixão. É construída sobre a ética de proteger a sociedade e o serviço antes de si.

INICIATIVA – aproveitar as oportunidades, na ausência de ordens, para cumprir a missão, bem como, improvisar para conseguir o máximo dos equipamentos e recursos.

TRABALHO DE EQUIPE – agir com base na igualdade, confiança, tolerância e amizade, essenciais para a realização da missão. É o produto da boa liderança em todos os níveis, das competências individuais, do comportamento ético e da formação.

RESPONSABILIDADE – assumindo nossas ações e decisões, e suas consequências.

LIDERANÇA – através do exemplo, tanto no tralho quanto na nossa comunidade.

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O Mito da Fênix remonta ao antigo Egito, sendo depois transmitido para os gregos e outras civilizações.
Entre os egípcios, esta ave era conhecida como Bennu, porém ambas eram associadas ao culto do Deus-Sol, chamado Rá no Egito. Ao morrer, este pássaro era devorado pelas chamas, ressurgindo delas uma nova Fênix, a qual juntava as cinzas de seu progenitor e, compassivamente, as conduzia ao altar do deus solar.

Ao cabo de cada ciclo existencial, a ave sente a proximidade da morte, prepara uma fogueira funerária com ramos de canela, sálvia e mirra, e automaticamente se auto-incendeia.

Algumas narrativas apresentam uma versão distinta, segundo a qual a fênix, à beira da morte, se dirigia a Heliópolis, aterrissava no altar solar e então ardia em chamas. Depois de um período ainda não definido
precisamente, ela retorna à vida, simbolizando assim os ciclos naturais de morte e renascimento, a continuidade da existência após a morte. O povo egípcio acreditava já, nesta época, que este pássaro simbolizava a imortalidade.
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Para os povos antigos, a fênix simbolizava o Sol, que ao final de cada tarde se incendeia e morre, renascendo a
cada manhã. Neste sentido, os russos acreditavam que ela vivia constantemente em chamas, por isso era conhecida como Pássaro de Fogo. Diante da perspectiva da morte, ela era considerada como um símbolo de esperança, de persistência e de transformação de tudo que existe, um sinal da vitória da vida e da inexistência da morte como ela é atualmente concebida pela civilização ocidental.

Os cristãos associam a Fênix, na arte sacra, à ressurreição de Cristo; nas mais diversas mitologias ela tem o
mesmo significado, tanto entre gregos e egípcios, quanto entre os chineses.

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Secretário de Segurança do Rio de Janeiro diz que manutenção de helicóptero estava em dia e lamenta mortes

Roberto Sá lamentou morte de PMs em queda de helicóptero (Foto: Reprodução/TV Globo)
Roberto Sá lamentou morte de PMs em queda de helicóptero (Foto: Reprodução/TV Globo)

Quatro policiais morreram em queda de helicóptero na Cidade de Deus. Polícia faz operação na comunidade desde a madrugada.

Em entrevista na madrugada deste domingo, o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá, afirmou que o helicóptero da PM que caiu na noite do sábado nos arredores da Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, estava com a manutenção em dia. Além de lamentar a morte dos quatro policiais que estavam no helicóptero e prestar condolências às famílias, ele também explicou que a aeronave prestava auxílio a agentes que estavam em operação no solo quando caiu.

“Todos os policiais lamentam muito como se tivessem perdido um irmão”, disse o secretário. Na entrevista, Sá disse também que precisa esperar o resultado da perícia para saber o motivo da queda do helicóptero.

“Nas polícias do Rio de Janeiro, e acredito que do Brasil inteiro, a aeronave não levanta voo se não estiver com a manutenção em dia. Então a informação que o comandante geral me passou é de que as aeronaves, se estavam voando, é porque estavam com a manutenção em dia. Então isso é uma coisa muito séria, que o próprio seguro, as proprias polícias e os próprios órgãos que cuidam da manutenção da aeronave fazem com muito rigor”, afirmou.

O secretário explicou ainda que o helicóptero que caiu não era blindado. Ele prestava auxílio aos policias que estavam solo, mapeando o território por onde os agentes poderiam avançar. Roberto Sá disse ainda que, na região, milicianos e traficantes brigam pelo domínio do território.

“Eu não posso falar de investigação, porque não podemos dar detalhes de investigação, mas dados de inteligência dão conta de que há uma instabilidade entre a milícia na Gardênia e o tráfico na Cidade de Deus. E nós estamos investigando isso.”

Policiais fazem operação na Cidade de Deus no dia seguinte à queda do helicóptero (Foto: Reprodução/TV Globo)
Policiais fazem operação na Cidade de Deus no dia seguinte à queda do helicóptero (Foto: Reprodução/TV Globo)

Desde o primeiro minuto desse domingo, policiais militares e civis fazem uma operação na comunidade da Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio. De acordo com o secretário de Segurança do estado, Roberto Sá, a ação dos policiais “não tem prazo para terminar”. O anúncio foi feito depois de cinco horas de reunião entre o secretário, subsecretários, o comandante geral da Polícia Militar, Wolney Dias, e o chefe da Polícia Civil, Carlos Augusto Lêba, no Centro de Comando e Controle, na Cidade Nova. O encontro foi marcado às pressas depois da queda de um helicóptero com quatro policiais militares durante operação da Polícia na Cidade de Deus.

“A Polícia Civil vai através da delegacia local em estreito contato com a Policia Militar colaborar com a investigação e a Polícia Militar vai permanecer na área por tempo indeterminado”, disse o secretário.

Até o início da manhã, o Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope) já  tinha apreendido em uma mata da comunidade três fuzis, duas pistolas, três radiotransmissores, carregadores, munição e drogas (653 trouxinhas de maconha, 830 sacolés de cocaína e 53 pedras de crack). Um homem, identificado como Christian Keivan Alves Aniceto, 23 anos, foi preso em flagrante com um radiotransmissor. Ele foi indiciado por associação com o tráfico. O material e o preso estão na 32ª DP (Taquara).

Os quatro policias mortos foram o Capitão Willian de Freitas Schorcht, 37 anos,que pilotava a aeronave e estava na PM há 13 anos; o Major Rogério Melo Costa, 36 anos, na PM há 17; o
Subtenente Camilo Barbosa Carvalho, 39 anos, na PM desde 2001; e o Terceiro Sargento Rogério Felix Rainha, 39 anos, também desde 2001 na corporação. Os corpos deles chegaram ao Instituto Médico Legal, no Centro do Rio, por volta de meia-noite e meia deste domingo.

Secretário lamentou policiais mortos
Roberto Sá lamentou a morte dos policiais. Ele anunciou também a morte de um outro militar morreu no sábado à noite enquanto fazia um patrulhamento no bairro do Jacaré. O terceiro sargento Cristiano Bitencourt Coutinho, de 40 anos, levou um tiro na cabeça quando bandidos atacaram a viatura onde ele estava na Rua Matinoré. O policial era lotado no 3º BPM (Méier) e chegou a ser socorrido ao Hospital Salgado Filho, no Méier, mas morreu. Ele estava na corporação desde 2002.

“Eu queria lamentar profundamente a morte de cinco policiais na noite de sábado (4 na queda do helicóptero e 1 na região do méier). Eu queria me solidarizar com a família e também com a instituição Polícia Militar. Todos os policiais lamentam muito como se tivessem perdido um irmão”, disse o secretário.

O comandante da Polícia Militar, Wolney Dias, também lamentou: “O policial militar é o maior patrimônio da PMERJ. É uma perda insubstituível”, disse.

O secretário negou que haja qualquer tipo de ação orquestrada dos bandidos e que a queda do helicóptero tenha relação com a morte do policial no Jacaré.

Helicóptero caiu na região da Cidade de Deus (Foto: Reprodução/ Centro de Operações Rio)
Helicóptero caiu na região da Cidade de Deus (Foto: Reprodução/ Centro de Operações Rio)

“Não dá pra dizer que aconteceram ataques orquestradas. O que nós tivemos no Rio de Janeiro são episódios lamentavelmente rotineiros. Em taxas de homicídio doloso, nós estamos reduzindo muito. Em tese, a cidade tá menos violenta, mas eu concordo que como profissional de segurança pública, operador de segurança, estamos longe do ideal. E isso é trabalho dos nossos heróis anônimos, os policiais. Por isso, eu volto a pedir à sociedade: respeitem os nossos policiais. Vamos ficar indignados com o que aconteceu. Só a sociedade indignada vai poder mudar alguma coisa, porque a polícia sangra todos os dias, trabalha todos os dias, prende todos os dias, apreende armas todos os dias, então ela tá fazendo o possível com os recursos que ela tem”, finalizou.

Fonte: G1

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Boeing Fecha Contratos Bilionários no Oriente Médio

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Após uma longa espera pela autorização do governo dos EUA, finalmente a Boeing pode comemorar o fechamento de dois contratos bilionários, que juntos ultrapassam a casa dos 30 bilhões de dólares!
O anúncio foi feito na última quinta feira (17), quando o DSCA (Agência de Cooperação em Segurança e Defesa) anunciou a aprovação para venda de 40 aeronaves F/A-18 E/F da Boeing ao Kuwait em um contrato estimado em cerca de 10 bilhões de dólares, além da aprovação para venda de 72 aeronaves F-15 Advanced ao Qatar em outro contrato bilionário, estimado em 21 bilhões!
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Os contratos estavam há tempos em espera de um aval do governo americano, que manteve os mesmos em espera devido á grande oposição do governo de Israel em face do grande aparato que seria fornecido aos seus vizinhos, algo que influenciaria a balança de poder regional desfavoravelmente á Israel. A situação foi superada com a aprovação da venda de aeronaves F-35 á Israel, conferindo grande superioridade ao “Leão de Judá”.
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A compra realizada pelo Kuwait irá proporcionar um salto enorme nas capacidades de defesa da nação, que até então dispõe de vetustos caças F/A-18 C/D, sendo 32 aeronaves monoplace F/A-18C e 8 variantes biplace F/A-18D adquiridas após o conflito com o Iraque nos anos 90. O contrato compreende igual número de aeronaves, sendo 32 aeronaves F/A-18E e 8 aeronaves F/A-18F, além de um pacote de armamentos e equipamentos para operação e manutenção da mesma, valendo lembrar que o Kuwait ainda irá receber 28 caças Eurofighter, aumentando consideravelmente as capacidades de sua força aérea.
O contrato fechado com o Qatar prevê nada mais e nada menos que 72 aeronaves F-15QA, esta versão do Advanced Eagle foi criada para atender aos requerimentos do Qatar, sendo muito similar aos Eagles recentementes adquiridos pela Arábia Saudita, os diferindo pela avionica e sistemas, além de contar com um potente radar AESA. O Qatar irá aumentar expressivamente seu poder de ataque e defesa, somando os 72 F-15QA aos 24 Rafales recentemente adquiridos junto a francesa Dassault e que deverão assumir o lugar dos 12 caças Mirage 2000-5 até então operados proporcionando um imenso salto.
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A Boeing irá garantir a manutenção da linha de produção do F/A-18 E/F e do F-15 com estes contratos, além de possibilitar a mesma a manter os investimentos nas futuras soluções de defesa que devem surgir no horizonte.
O tabuleiro geopolítico da região deverá sofrer algumas importantes alterações e tais aquisições devem levar outros estados da região a buscar soluções em defesa para manter o equilíbrio de forças na região.
Fonte: GBN
Edição Plano Brasil

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USS “Zumwalt” da Marinha dos EUA visita o porto Colombiano de Cartagena

O navio USS Zumwalt da Marinha dos EUA chegou ao porto de Cartagena, na Colômbia, em 17 de novembro, para uma visita de três dias para fortalecer os vínculos de amizade e cooperação com a Marinha da Colômbia. (Foto: Marinha Nacional da Colômbia)
O navio USS Zumwalt da Marinha dos EUA chegou ao porto de Cartagena, na Colômbia, em 17 de novembro, para uma visita de três dias para fortalecer os vínculos de amizade e cooperação com a Marinha da Colômbia. (Foto: Marinha Nacional da Colômbia)

O USS Zumwalt estará em Cartagena até o dia 20 de novembro, quando navegará de volta ao seu porto de origem em San Diego, Califórnia.

Em 17 de novembro chegou à cidade de Cartagena o navio USS “Zumwalt”, como parte de uma visita que realiza a nosso país, para fortalecer os vínculos de amizade e cooperação com a Marinha Nacional da Colômbia.

Este navio estará na Sociedade Portuária até o 20 de novembro, dia em que navegará para continuar a sua trajetória de volta até o seu porto de origem nos Estados Unidos.

Uma das novidades do Zumwalt é seu desenho de sigilo. (Foto: Marinha Nacional da Colômbia)
Uma das novidades do Zumwalt é seu desenho de sigilo. (Foto: Marinha Nacional da Colômbia)

 

O USS “Zumwalt” é um novo tipo de navio da Força Naval dos Estados Unidos; ele conta com os últimos instrumentos tecnológicos e de sobrevivência, além de um sistema de propulsão elétrica de última geração, casco de perfuração ondulante e desenho de sigilo.

Ele é visualmente imponente, mas ao mesmo tempo difícil de avistar; ele tem uma grande capacidade de cômputo que lhe permite à Marinha dos EUA cumprir missões marítimas, bem como incorporar novas tecnologias para controlar ambientes emergentes de segurança.

A Marinha Nacional continuará efetuando este tipo de intercâmbios com unidades de outros países, com o objetivo de fortalecer a cooperação e a luta combinada contra todos os delitos no mar.

Fonte: Marinha Nacional da Colômbia

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Resposta militar dos EUA ao furacão Matthew mostra planejamento e coordenação bem-sucedidos

Tripulantes do barco-patrulha Thetis da Guarda Costeira dos EUA auxiliam os tripulantes do HNLMS Holland da Marinha Real dos Países Baixos, Fuzileiros Navais holandeses e membros da Cruz Vermelha a realizarem o carregamento de suprimentos para o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, na estação da Guarda Costeira do Haiti em Les Cayes (Foto: Guarda Costeira dos EUA)
Tripulantes do barco-patrulha Thetis da Guarda Costeira dos EUA auxiliam os tripulantes do HNLMS Holland da Marinha Real dos Países Baixos, Fuzileiros Navais holandeses e membros da Cruz Vermelha a realizarem o carregamento de suprimentos para o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, na estação da Guarda Costeira do Haiti em Les Cayes (Foto: Guarda Costeira dos EUA)

A ajuda do SOUTHCOM chegou ao Haiti em menos de 12 horas.

Enquanto o furacão Matthew, de categoria 4, prosseguia rapidamente em sua rota em direção ao Haiti, uma pequena equipe de oficiais da Guarda Costeira dos Estados Unidos se instalava em um centro de comando improvisado, situado em uma casa em Porto Príncipe. O furacão Matthew se tornou a tempestade com maior poder de destruição a atingir o Haiti em mais de 50 anos e o planejamento e coordenação realizados naquele centro de comando improvisado definiram os rumos da resposta militar dos EUA.

Cinco tripulações de barcos-patrulha e mais de seis equipes aéreas da Guarda Costeira dos EUA forneceram a resposta militar inicial americana ao furacão Matthew no Haiti, que foi coordenada e formulada sob a liderança de três oficiais da Guarda Costeira: o Capitão de Fragata Ted Kim, o Capitão de Corveta Jeremy Greenwood e o Capitão de Fragata Timothy Sommella.

Menos de 12 horas depois da passagem do furacão Matthew, a tripulação da aeronave HC-144 Ocean Sentry, da Estação Aérea de Miami, foi o primeiro recurso militar dos EUA a chegar no local. A pedido da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID, por sua sigla em inglês), a tripulação transportou Peter F. Mulrean, embaixador dos EUA no Haiti, Jocelerme Privert, presidente interino do Haiti, e uma equipe de peritos em resposta a desastres da USAID, no sobrevoo de avaliação inicial da devastação produzida pelo furacão Matthew. No dia seguinte, a tripulação de um helicóptero MH-60 Jayhawk, da Estação Aérea Clearwater, realizou um sobrevoo similar com Cedric Pringle, Contra Almirante da Marinha dos EUA e comandante da Força-Tarefa Conjunta Matthew (JTF-M por sua sigla em inglês).

Da esquerda para a direita: CF Ted Kim, CC Jeremy Greenwood, CF Timothy Sommella. (Foto: Guarda Costeira dos EUA)
Da esquerda para a direita: CF Ted Kim, CC Jeremy Greenwood, CF Timothy Sommella. (Foto: Guarda Costeira dos EUA)

A tripulação do barco-patrulha Hamilton da Guarda Costeira dos EUA também facilitou o transporte, de logística difícil, do presidente interino do Haiti e do embaixador americano até Jeremie, uma das cidades mais atingidas pelo furacão. A tripulação do helicóptero MH-65 Dolphin transferiu os dois personagens importantes e o oficial de ligação da Guarda Costeira dos EUA para o barco-patrulha antes de serem levados em uma embarcação de porte pequeno até um embarcadouro danificado em Jeremie.

A resposta militar do Comando Sul dos EUA aumentou para mais de 20 aeronaves, 450 membros do Departamento de Defesa e duas embarcações anfíbias da Marinha, carregando um grupo adicional de duas mil e seiscentas pessoas e suprimentos. A JTF-M facilitou a entrega de mais de duzentas e setenta e duas toneladas métricas de alimentos, abrigos e suprimentos médicos e transportou 150 socorristas para as comunidades isoladas no Haiti. A equipe da Guarda Costeira dos EUA provou ser essencial para a formação e o suporte da operação, interagindo com as autoridades governamentais locais haitianas, fornecendo apoio logístico essencial e servindo como um canal entre a Força-Tarefa Conjunta e a embaixada americana.

Fonte: Dialogo Americas

 

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República Dominicana recebe lancha interceptadora

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Por Yubelin Mariel Suero

Lanchas doadas pelo Comando Sul dos Estados Unidos estão em operação em diferentes regiões do país.

A Marinha desse país caribenho recebeu a doação de uma lancha de patrulha interceptadora tipo Boston Whaler de 37 pés junto com equipamento e peças sobressalentes como parte dos acordos de cooperação entre as Forças Armadas da República Dominicana e o Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM, por sua sigla em inglês).

No ato da entrega realizado na Base Naval 27 de Fevereiro, em Santo Domingo em 30 de setembro. Estiveram presentes James W. Brewster, embaixador dos Estados Unidos, e o Vice Almirante Miguel Enrique Peña Acosta, chefe da Marinha da República Dominicana.

Como parte de um acordo de cooperação entre os dois países, já tinham sido entregues 11 lanchas que fazem parte das ferramentas fundamentais de interceptação marítima.

“Desde a chegada das primeiras lanchas em março de 2009, pude constatar a qualidade dessas maravilhosas plataformas projetadas para operar nas difíceis águas caribenhas,” assinalou à Diálogo o V Alte Peña Acosta. “Elas estão equipadas com alta tecnologia, o que nos permitiu utilizá-las sob diferentes condições atmosféricas para apoiar trabalhos de busca e resgate, pirataria, migração ilegal e ajuda humanitária, como fizemos durante o terremoto passado no Haiti e o furacão Mathew” agregou.

Com este equipamento, a Marinha do país incrementou substancialmente sua eficácia na perseguição do crime, além de obter um maior alcance em suas missões marítimas, na aliança estratégica com a Direção Nacional de Controle de Drogas (DNCD) da República Dominicana. Na lanchas são utilizadas em várias regiões do país, especificamente em Cabo Rojo, Barahona, Las Calderas e Punta Cana.

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“Até agora, apreendemos mais de 10 toneladas de drogas desde agosto de 2014 graças a este equipamento”, enfatizou o V Alte Peña Acosta.

“Como comandante da Marinha da República Dominicana, posso dizer que a doação pelos Estados Unidos das lanchas interceptadoras tipo Boston Whaler 37 deu grandes resultados a nossas operações navais, pois são a ‘ponta de lança’ contra o narcotráfico, terrorismo e as atividades ilícitas que ocorrem em nossa área de responsabilidade. Agora podemos responder em questão de minutos aos eventos que diariamente ocorrem em nossas águas territoriais, durante 24 horas, 365 dias por ano”.

A Marinha da República Dominicana espera usar o equipamento para fechar espaços para o crime organizado na região caribenha”.

Missões pontuais

No contexto desta entrega, o Capitão de Corveta da Marinha dos EUA Chris Bernotavicius, chefe da Seção Naval do Gabinete de Cooperação de Segurança da Embaixada dos EUA na República Dominicana, expressou sua satisfação pela maneira decidida como ambos os países conduziram seus esforços nesses intercâmbios bilaterais, que já duram décadas de cooperação em diversos programas, atividades e exercícios. “Realmente, vimos uma evolução dinâmica com o tempo. Agora temos programas para proporcionar treinamento aos diferentes ramos das Forças Armadas, materiais para aumentar a capacidade operacional de nossas forças e foros abundantes para compartilhar as lições aprendidas”, disse.

“Devido à natureza da República Dominicana como ilha, é altamente estratégico cooperar na interceptação marítima, não só para enfrentar o narcotráfico, como também nas missões de busca e resgate, ajuda aos pescadores e interceptação de viagens ilegais, sobretudo até Porto Rico”, assegurou o CC Bernotavicius.

Luta contínua

A Marinha da República Dominicana coopera de maneira pontual com a DNCD, o Distrito 7 da Guarda Costeira dos Estados Unidos, a Força-Tarefa Conjunta Interagencial-Sul e o Comando Sul dos Estados Unidos.

O Vice Almirante Edmundo Félix Pimentel, presidente da DNCD na República Dominicana, informou que nos últimos quatro anos foram apreendidas aproximadamente 56 toneladas de drogas e detidas 118 mil pessoas por posse de substâncias ilegais, graças às intervenções da Marinha dominicana com as lanchas interceptadoras.

“Devido às ações em conjunto, só em 2015 realizamos quase duas mil e quinhentas buscas e umas 70 mil operações marítimas, aéreas e terrestres. Entre a droga apreendida naquele ano, havia quase nove mil quilos de cocaína, mais de uma tonelada de maconha e 44 quilos de heroína”, acrescentou.

“Em 25 de janeiro passado, com a colaboração de outras agências de segurança do país, a DNCD encontrou 150 pacotes de cocaína e heroína no interior de um contêiner no porto Multimodal Caucedo. Em outra operação foram apreendidos 575 pacotes de cocaína nas costas de Cumayasa, em San Pedro de Macorís, em uma operação conjunta entre a Marinha, a DEA e a DNCD. Quer dizer, até agora em 2016, calculamos em torno de três toneladas de substâncias ilícitas apreendidas”, disse o V Alte Pimentel.

“Instruímos a todos os membros do órgão anti-narcótico para que fortaleçam as operações contra o narcotráfico e o crime organizado”, expressou o V Alte Pimentel, que ratificou o compromisso de todos os seus membros para “enfrentar com determinação e firmeza, junto ao Ministério da Defesa, à Polícia Nacional e a outros órgãos, o tráfico ilícito de substâncias narcóticas, mas sem desrespeitar os direitos humanos e a dignidade das pessoas”.

O CC Bernotavicius disse a Diálogo que “os Estados Unidos doam a cada ano à República Dominicana mais de US$ 2 milhões em materiais e equipamento através do programa contra o narcotráfico. Mas, também colaboram em esforços ainda maiores como na construção de um cais e um centro de operações para a Marinha do país caribenho na Ilha Saona. Adicionalmente, dispõem de fundos para facilitar treinamentos, criar foros de intercâmbios e construir relações multilaterais e regionais. Além disso, aplicam o valor incalculável e o esforço humano do pessoal das agências envolvidas.”

Fonte: Dialogo  Americas