Defesa & Geopolítica

República Dominicana recebe lancha interceptadora

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Por Yubelin Mariel Suero

Lanchas doadas pelo Comando Sul dos Estados Unidos estão em operação em diferentes regiões do país.

A Marinha desse país caribenho recebeu a doação de uma lancha de patrulha interceptadora tipo Boston Whaler de 37 pés junto com equipamento e peças sobressalentes como parte dos acordos de cooperação entre as Forças Armadas da República Dominicana e o Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM, por sua sigla em inglês).

No ato da entrega realizado na Base Naval 27 de Fevereiro, em Santo Domingo em 30 de setembro. Estiveram presentes James W. Brewster, embaixador dos Estados Unidos, e o Vice Almirante Miguel Enrique Peña Acosta, chefe da Marinha da República Dominicana.

Como parte de um acordo de cooperação entre os dois países, já tinham sido entregues 11 lanchas que fazem parte das ferramentas fundamentais de interceptação marítima.

“Desde a chegada das primeiras lanchas em março de 2009, pude constatar a qualidade dessas maravilhosas plataformas projetadas para operar nas difíceis águas caribenhas,” assinalou à Diálogo o V Alte Peña Acosta. “Elas estão equipadas com alta tecnologia, o que nos permitiu utilizá-las sob diferentes condições atmosféricas para apoiar trabalhos de busca e resgate, pirataria, migração ilegal e ajuda humanitária, como fizemos durante o terremoto passado no Haiti e o furacão Mathew” agregou.

Com este equipamento, a Marinha do país incrementou substancialmente sua eficácia na perseguição do crime, além de obter um maior alcance em suas missões marítimas, na aliança estratégica com a Direção Nacional de Controle de Drogas (DNCD) da República Dominicana. Na lanchas são utilizadas em várias regiões do país, especificamente em Cabo Rojo, Barahona, Las Calderas e Punta Cana.

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“Até agora, apreendemos mais de 10 toneladas de drogas desde agosto de 2014 graças a este equipamento”, enfatizou o V Alte Peña Acosta.

“Como comandante da Marinha da República Dominicana, posso dizer que a doação pelos Estados Unidos das lanchas interceptadoras tipo Boston Whaler 37 deu grandes resultados a nossas operações navais, pois são a ‘ponta de lança’ contra o narcotráfico, terrorismo e as atividades ilícitas que ocorrem em nossa área de responsabilidade. Agora podemos responder em questão de minutos aos eventos que diariamente ocorrem em nossas águas territoriais, durante 24 horas, 365 dias por ano”.

A Marinha da República Dominicana espera usar o equipamento para fechar espaços para o crime organizado na região caribenha”.

Missões pontuais

No contexto desta entrega, o Capitão de Corveta da Marinha dos EUA Chris Bernotavicius, chefe da Seção Naval do Gabinete de Cooperação de Segurança da Embaixada dos EUA na República Dominicana, expressou sua satisfação pela maneira decidida como ambos os países conduziram seus esforços nesses intercâmbios bilaterais, que já duram décadas de cooperação em diversos programas, atividades e exercícios. “Realmente, vimos uma evolução dinâmica com o tempo. Agora temos programas para proporcionar treinamento aos diferentes ramos das Forças Armadas, materiais para aumentar a capacidade operacional de nossas forças e foros abundantes para compartilhar as lições aprendidas”, disse.

“Devido à natureza da República Dominicana como ilha, é altamente estratégico cooperar na interceptação marítima, não só para enfrentar o narcotráfico, como também nas missões de busca e resgate, ajuda aos pescadores e interceptação de viagens ilegais, sobretudo até Porto Rico”, assegurou o CC Bernotavicius.

Luta contínua

A Marinha da República Dominicana coopera de maneira pontual com a DNCD, o Distrito 7 da Guarda Costeira dos Estados Unidos, a Força-Tarefa Conjunta Interagencial-Sul e o Comando Sul dos Estados Unidos.

O Vice Almirante Edmundo Félix Pimentel, presidente da DNCD na República Dominicana, informou que nos últimos quatro anos foram apreendidas aproximadamente 56 toneladas de drogas e detidas 118 mil pessoas por posse de substâncias ilegais, graças às intervenções da Marinha dominicana com as lanchas interceptadoras.

“Devido às ações em conjunto, só em 2015 realizamos quase duas mil e quinhentas buscas e umas 70 mil operações marítimas, aéreas e terrestres. Entre a droga apreendida naquele ano, havia quase nove mil quilos de cocaína, mais de uma tonelada de maconha e 44 quilos de heroína”, acrescentou.

“Em 25 de janeiro passado, com a colaboração de outras agências de segurança do país, a DNCD encontrou 150 pacotes de cocaína e heroína no interior de um contêiner no porto Multimodal Caucedo. Em outra operação foram apreendidos 575 pacotes de cocaína nas costas de Cumayasa, em San Pedro de Macorís, em uma operação conjunta entre a Marinha, a DEA e a DNCD. Quer dizer, até agora em 2016, calculamos em torno de três toneladas de substâncias ilícitas apreendidas”, disse o V Alte Pimentel.

“Instruímos a todos os membros do órgão anti-narcótico para que fortaleçam as operações contra o narcotráfico e o crime organizado”, expressou o V Alte Pimentel, que ratificou o compromisso de todos os seus membros para “enfrentar com determinação e firmeza, junto ao Ministério da Defesa, à Polícia Nacional e a outros órgãos, o tráfico ilícito de substâncias narcóticas, mas sem desrespeitar os direitos humanos e a dignidade das pessoas”.

O CC Bernotavicius disse a Diálogo que “os Estados Unidos doam a cada ano à República Dominicana mais de US$ 2 milhões em materiais e equipamento através do programa contra o narcotráfico. Mas, também colaboram em esforços ainda maiores como na construção de um cais e um centro de operações para a Marinha do país caribenho na Ilha Saona. Adicionalmente, dispõem de fundos para facilitar treinamentos, criar foros de intercâmbios e construir relações multilaterais e regionais. Além disso, aplicam o valor incalculável e o esforço humano do pessoal das agências envolvidas.”

Fonte: Dialogo  Americas

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