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Tensão Cuba-EUA: o fim está próximo?

Foto: AP

É possível sentir nas ruas de Havana um ceticismo ‘conformado’ quando o assunto é um eventual alívio da tensão com os Estados Unidos.

Embora analistas digam que o momento atual é favorável para que o presidente Barack Obama se aproxime de Cuba, o sentimento de muitos moradores da ilha, como foi constatado por este repórter em uma recente visita, é de descrença.

Um dos sinais mais marcantes desse possível aquecimento nas relações entre os dois países foi o aperto de mãos entre o presidente americano e Raúl Castro durante o funeral de Nelson Mandela, na África do Sul em dezembro de 2013.

Dias depois, o líder cubano sugeriu, em uma rara reunião da Assembleia Nacional de Cuba, que as nações mantenham ‘relações civilizadas’, baseadas no respeito às diferenças.

Na prática, Havana quer dizer que quase tudo é negociável, exceto a mudança do sistema de governo da ilha.

No início de seu mandato em 2009, Obama já havia dado um sinal ainda mais concreto de que abrandaria o embargo imposto a Cuba desde a década de 1960.

Chance de aproximação

Segundo Luiz Fernando Ayerbe, coordenador do Instituto de Estudos Econômicos Internacionais da UNESP, o presidente americano tem agora a oportunidade de concretizar novas medidas de aproximação.

Isso porque ele ainda tem dois anos de mandato e não pode concorrer à reeleição. Assim, em tese, teria condições mais favoráveis para adotar ações que certamente desagradariam o poderoso eleitorado cubano-americano.

Esse ponto é extremamente sensível aos Estados Unidos, uma vez que a questão cubana não está apenas na agenda externa de Washington.

Segundo o professor Tullo Vigevani, especialista do Departamento de Ciências Políticas e Econômicas da UNESP, esse eleitorado é particularmente caro a qualquer candidato à Presidência dos Estados Unidos porque, devido ao sistema de votação por colégios eleitorais usados no país, pequenas diferenças numéricas de votos em Estados como a Flórida podem ter forte influência na corrida para a Casa Branca.

Uma grande comunidade cubano-americana – extremante contrário ao regime dos irmãos Castro – está estabelecida no Estado americano da Flórida. E as lideranças cubano-americanas no Estado historicamente têm conseguido mobilizar boa parcela dos eleitores.

Descrença

Para os cubanos nas ruas de Havana, uma eventual aproximação dependerá muito mais de uma iniciativa do governo americano do que o cubano e eles veem com ceticismo a possibilidade de Obama fazer grandes mudanças políticas relacionadas ao embargo.

‘O Obama faz o que pode, mas não está no controle sozinho, faz o que deixam fazer. Nós estamos abertos ao diálogo, e isso já é uma coisa de anos, mas passam vários presidentes (americanos) e nenhum deles faz nada’, disse a bancária cubana Maria Helena Mojina, de 48 anos.

‘Sem o embargo isso aqui seria o paraíso’, disse.

‘Apenas quando eu ver os americanos tomarem alguma atitude é que acreditarei’, afirmou a BBC Brasil Ignácio, de 19 anos, que vende de discos piratas no centro velho de Havana.

Mas o embargo não é o único elemento de tensão entre os dois países. Um dos temas mais presentes no dia a dia da população cubana – especialmente devido à propaganda estatal – é a controvérsia sobre a manutenção da prisão de um grupo de espiões cubanos detidos em solo americano em 1998.

É difícil andar pela capital cubana sem se deparar com alguma placa ou panfleto se referindo aos ‘Cinco de Cuba’.

Segundo o governo cubano, os cinco agentes se infiltraram no Estado da Flórida na década de 1990 para investigar grupos de extremistas cubano-americanos que teriam realizado mais de uma centena de atentados em Cuba – entre eles explosões em hotéis, ataques a tiros contra turistas nas praias e até a derrubada de um avião de passageiros.

O governo americano argumenta que os agentes cubanos se infiltraram em uma base militar e estariam ligados a um ataque contra um avião civil de organizações cubano-americanas pela força aérea cubana, que deixou quatro mortos. Eles foram condenados por conspiração para cometer atos de espionagem e assassinato.

Boa parte dos panfletos de Cuba traz as fotos dos detentos ou mensagens a Obama como: ‘honre seu prêmio Nobel, liberte os cinco de Cuba’.

Havana, por sua vez, mantém um prisioneiro americano desde 2009. Ele teria sido preso trabalhando para uma agência de desenvolvimento internacional americana (Usaid) por fornecer equipamentos para conexão de internet via satélite para supostos dissidentes na ilha.

Até agora, um dos cinco sentenciados foi solto pela Justiça americana. A falta de perspectivas para a libertação de três de seus ex-colegas (um deles pode ser solto nos próximos meses) e a experiência no país vizinho também deixam o ex-agente cubano René González com desesperança.

‘Eu queria pensar que nesses dois anos que faltam (para o fim do mandato de Obama) ele poderia dar os primeiros passos para uma normalização (da relação entre os dois países)’.

‘Certamente o limitam bastante, mas há coisas que na prerrogativa do Executivo ele pode fazer, e uma dessas coisas é sentar-se com Cuba’. Ele disse à BBC Brasil que não haveria nenhuma lei nos Estados Unidos que impediria o presidente de estabelecer um diálogo de alto nível com Cuba e argumentou que se Washington mantém relações com a China, também deveria fazê-lo com Havana.

‘Quando Obama foi eleito, acreditar não seria o termo, mas me deu um pouco de esperança (do fim das tensões entre os países). Agora não tenho certeza se a tenho’, disse.

Diáspora

O ‘clima de aproximação’ entre Havana e Washington sugerido por analistas está em parte ligado também às reformas econômicas internas que vêm sendo promovidas pelo regime cubano – entre elas a possibilidade de cubanos possuírem negócios privados e comercializarem imóveis e carros.

Essas mudanças, aliadas à flexibilização das regras americanas que regulam o envio de dinheiro de cubanos residentes no país para suas famílias na ilha, têm injetado dinheiro rápido em Havana e possibilitado o surgimento de restaurantes e lojas privadas – uma mudança considerada nova e fundamental na ilha.

O embargo impede que a diáspora cubana faça investimentos na ilha, mas, na prática, o que vem acontecendo desde a flexibilização de lei sobre o tema em 2009 é que o dinheiro começou a entrar no país – sob pretexto de ajuda financeira de cubanos que vivem no exterior às suas famílias.

Embora dificilmente admitam, os cubanos com ‘família no exterior’ (nos Estados Unidos e na Europa, na maioria dos casos) têm usado essas remessas para começar pequenos negócios, viajar para fora de Cuba ou, em menor escala, até comprar um carro novo.

Perspectivas

Segundo Tullo Vigevani, da UNESP, os cubanos podem ter alguma esperança a longo prazo sobre um eventual fim do embargo. De acordo com ele, o peso dos cubano-americanos contrários ao regime dos Castro tende a perder importância na política interna americana.

‘A médio e longo prazo a situação pode vir a se alterar porque o peso dos latinos nos Estados Unidos vem crescendo. A maioria deles tem propensão a apoiar políticas de ‘distencionamento’ (com Cuba)’.

Segundo ele, reforça a tendência o fato de a geração anticastrista da Flórida estar aos poucos desaparecendo.

Além disso, no campo diplomático, a pressão dos países da América Latina sobre Washington em relação ao tema cresce aos poucos.

Na última Cúpula das Américas, em 2012, – evento vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA) que reúne os chefes de Estado do continente – a maioria dos países foi contra a posição dos Estados Unidos e do Canadá de excluir Cuba do evento. O presidente equatoriano Rafael Correa chegou a boicotar o encontro como forma de pressão.

No mês passado, a reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) realizada em Cuba serviu de palanque para uma séria de chefes de Estado – incluindo a presidente Dilma Rousseff – criticarem o embargo. Segundo diplomatas, essa tendência de pressão deve continuar nos foros que reúnem os países da região.

Fonte: G1

União Europeia aprova processo para normalizar relações com Cuba

A União Europeia aprovou nesta segunda-feira, 10, um processo de negociações para normalizar as relações com Cuba, suspensas há mais de dez anos. O objetivo é encorajar o país latino-americano a manter as reformas no âmbito da economia e dos direitos humanos. Reunidos em Bruxelas, na Bélgica, os ministros de Negócios Estrangeiros do bloco concordaram em iniciar negociações para garantir a conclusão de um acordo de diálogo político e cooperação com a ilha, dirigida pelo presidente Raúl Castro.

Segundo o acordo, a Europa deverá ampliar os âmbitos de cooperação com a ilha, acompanhar as reformas socioeconômicas e fomentar o respeito aos direitos humanos, em um momento em que o bloco observa um certo movimento de liberalização no plano econômico e moderação no plano político.  A UE suspendeu a sua cooperação com a ilha em 2003, após uma onda de repressão à oposição que incluiu a condenação a pesadas penas de prisão de 75 dissidentes, libertados posteriormente.

Desde o início do diálogo entre as duas partes, em junho de 2008, já foram concluídos diversos acordos bilaterais entre Cuba e cerca de 15 Estados-Membros da UE. Atualmente, os países do bloco decidiram conservar uma posição comum, adotada em 1996, que condiciona as relações com Havana a avanços no campo dos direitos humanos. Essa orientação foi uma exigência dos países mais resistentes a mudanças nas relações com Cuba, em particular a Polônia e República Tcheca.

Fonte: Terra

 

 

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Defesa Destaques Geopolítica

Equador anuncia sua retirada do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR)

Membros do TIAR em azul escuro. Países que deixaram o tratado em azul-claro.

O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou (05/o2/2014) a retirada de país do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar). O tratado, também conhecido como Tratado do Rio, (por ter sido firmado por diversos países americanos no Rio de Janeiro em 1947) determina que um ataque contra um dos signatários do acordo será considerado um ataque contra todos. Na época, 18 países firmaram o acordo, entre eles Brasil, Argentina, Colômbia, Venezuela, Estados Unidos e Cuba.

De acordo com a Chancelaria equatoriana, Correa assinou um decreto determinando a retirada do país do Tiar ontem (4), porque em janeiro a Assembleia Nacional decidiu pela saída. Na visão dos parlamentares, o tratado era considerado um “pacto militar agressivo”, firmado em uma época de tensões (após a Segunda Guerra Mundial e no começo da Guerra Fria). O documento oficial será enviado à Organização dos Estados Americanos (OEA).

O chanceler Ricardo Patiño acrescentou que a medida é um passo a mais na construção de uma “doutrina continental de segurança e defesa adaptada ao mundo contemporâneo e a serviço da construção de um mundo, mais justo e igualitário, que fomente relações pacíficas entre os Estados”.

O presidente Correa também comentou a retirada do Tiar, mencionando o caso da disputa entre a Inglaterra e a Argentina pelas Ilhas Malvinas em 1982. “O tratado ficou ferido de morte após a guerra das Malvinas, porque os Estados Unidos negaram apoio à Argentina, que havia sido atacada pelos britânicos”, disse.

Durante uma Assembleia da OEA, em junho do ano passado, a Nicarágua, o Equador e a Venezuela fizeram um acordo, também seguido pelo México e o Peru, para abandonar o Tiar.

* Com informações da Agência Pública de Notícias do Equador e América do Sul (Andes)

Fonte: EBC Agência Brasil

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Brasil Defesa Geopolítica Sistemas Navais

Primeiro submarino nuclear do país fica pronto em 2023, diz almirante

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O primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear deve ficar pronto em 2023, de acordo com almirante de esquadra Gilberto Max Roffé Hirschfeld, coordenador-geral do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub, criado m 2008, a partir de um acordo de cooperação e transferência de tecnologia entre o Brasil e a França.

Hirschfeld deu a informação durante audiência pública nesta quinta-feira (13), na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). O debate foi sugerido e coordenado pelo presidente do colegiado, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

Além do submarino nuclear, o programa sob a responsabilidade da Marinha do Brasil prevê ainda a construção de quatro submarinos de propulsão convencional (diesel-elétricos). Serão ainda construídos uma base naval e um estaleiro, em Itaguaí, no Rio de janeiro.

O almirante defendeu a necessidade de o país desenvolver e manter um forte sistema de defesa. Ao justificar, ele disse que o país é foco de “ambições”, em razão de suas riquezas naturais e capacidades. Diante das incertezas sobre o que acontecerá no mundo em médio e longo prazo, Max Hirschfeld observou que o Brasil precisa estar preparado, com uma Força Armada potente.

— Não para entrar em guerra, ao contrário, mas exatamente para ter o poder de dissuasão — observou o almirante.

De acordo com ele, um submarino de propulsão nuclear é ideal, já que é considerada a arma de maior poder de dissuasão que existe.  Entre outras vantagens, o almirante destacou o poder de deslocamento e a capacidade de se manterem submersos de forma prolongada. Isso ocorre porque são capazes de gerar oxigênio, dispensando subidas regulares à superfície. Graças a essa característica, eles seriam menos detectáveis, ficando mais protegidos contra ataques inimigos.

Com o Prosub, disse ainda o coordenador do programa, o Brasil ganha capacidade não apenas para construir, mas também projetar submarinos convencionais e nucleares. Ele explicou que o acordo com o governo francês assegura a transferência de toda a tecnologia necessária para esse ganho de autonomia.

— Projetar é a palavra chave. Até agora vínhamos construindo apenas submarino de superfície, mas nunca projetamos — observou.

O almirante fez questão de esclarecer, contudo, que o país já domina todo o ciclo tecnológico para a construção do reator de propulsão nuclear a ser utilizado no projeto, de responsabilidade da estatal Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A (Nuclep), que está sendo desenvolvido em São Paulo. A França entra com a parte de “interface” para aplicação no submarino e seu projeto, além das tecnologias de operação e manutenção do equipamento.

Respeitabilidade

A partir dessa conquista, previu o almirante, o país será visto com muito mais respeitabilidade no cenário internacional. Ele acredita que, como parte do seleto grupo de nações com capacidade de projetar e construir esses equipamentos uma das contribuições será reforçar o poder de garantir o antigo pleito do Brasil por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

O almirante Max Hirschfeld observou, contudo, que o alcance do Prosub vai muito além da questão de defesa. Ele explicou que o programa — com custo estimado em cerca de R$ 21 bilhões, em todas as suas etapas — tem amplo potencial para irradiar conhecimentos e capacitação em favor dos centros de pesquisa, das universidades e da indústria brasileira.

Para que os ganhos sejam permanentes, porém, ele observou que o país não pode se acomodar após a construção dos submarinos já projetados. Se isso acontecer, conforme explicou, os conhecimentos se perderão.

— Não podemos parar de fazer, não temos o direito de perder um programa dessa envergadura — apelou.

Sobre os investimentos projetados pelo Prosub no orçamento federal para 2014, de quase R$ 2,5 bilhões, ele disse que ficaram um pouco aquém do necessário. Porém, disse estar seguro de o governo não deixará de fazer as complementações necessárias.

Empregos

Ricardo Ferraço confirmou a importância estratégica do programa, tendo em vista os ganhos para o desenvolvimento científico-tecnológico e o fortalecimento da indústria. Ele observou que a indústria de defesa é um setor que multiplica conhecimento e gera renda, emprego e desenvolvimento como poucos, sendo responsável por parcela importante do PIB em países desenvolvidos.

O presidente da CRE também registrou que, no auge de sua capacidade, o Prosub deverá gerar 9 mil empregos diretos e outros 32 mil indiretos. Por tudo isso, observou, os investimentos são totalmente justificáveis, mesmo “num país que não é assombrado pelo fantasma da guerra, em que falta dinheiro para áreas essenciais”. Ainda para o senador, o desenvolver um submarino não é só “uma questão de prestígio internacional”.

— Um submarino nuclear vai nos dar, com certeza, retaguarda e poder de dissuasão em águas profundas. Vai nos permitir, também, disputar em melhores condições um assento no Conselho de Segurança da ONU — avaliou Ferraço.

Parceria

Em resposta a questão feita por um telespectador, encaminhada por meio do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o almirante reforçou esclarecimento dado anteriormente, sobre a escolha da França, como parceiro do Brasil. Segundo ele, apenas esse país e a Rússia dispunham à época de tecnologia para construção de submarino com propulsão nuclear (hoje o time integra a China, os Estados Unidos e a Inglaterra). Porém, apenas a França aceitou o compromisso de transferir a tecnologia.

Também rebateu a afirmação de que o Chile e a Índia, por meio de acordo com a Alemanha, tivessem conseguido acesso à mesma tecnologia, em bases econômicas mais vantajosas. Ele assegurou que, nos dois casos, foram contratos totalmente diferentes, sem abrangência do acordo brasileiro em termos de tecnologia. Além disso, observou que a Alemanha, ainda que domine a tecnologia, nunca construiu um submarino do tipo.

O almirante também contestou o comentário de que a construção da nova base naval em Itaguaí era dispensável, já que as operações com os submarinos poderiam ser feitas no arsenal da Marinha na capital fluminense. Ele assegurou que esse arsenal não comportaria tais operações, inclusive pela reduzida profundidade das águas. Apontou ainda a inconveniência de operar equipamento com propulsão nuclear junto a uma grande metrópole.

Max abordou na audiência os cuidados ambientais e as ações de responsabilidade associadas ao projeto em Itaguaí. Em março do ano passado, a presidente Dilma Rousseff inaugurou uma unidade de fabricação de estrutura metálica que integra o programa, onde serão construídas peças de alta resistência para os submarinos.

O secretário-geral do Ministério da Defesa, Ari Matos Cardoso, também participou da audiência. Ao reconhecer a necessidade de mais recursos para o setor, ele ressaltou os esforços do atual governo. Ele observou que de 2003 até 2007, “antes da aprovação da Estratégia Nacional de Defesa, as necessidades do setor foram atendidas em 35% do que foi solicitado”. No período de 2008 a 2013, no entanto, esse percentual foi aumentado para  65% evidenciando, de acordo comAri Matos, o empenho do governo para aumentar os investimentos em projetos como o Prosub.

Participaram ainda da audiência o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

Fonte: Agência Senado

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Defesa

Sinal verde para mais um contrato do Master

Imagem: MaJ. Robert Siemaszko (Arquivo do MD Polonês)
Imagem: MaJ. Robert Siemaszko (Arquivo do MD Polonês)

Entre os dias 3 e 5 de Fevereiro uma aeronave M-346 esteve na 41 Base de Aviação de Treinamento da Polônia em Dęblin para avaliação por parte da Força Aérea Polonesa.

Esta avaliação foi realizada visando conferir se as características do vetor realmente cumprem os requerimentos daquela Força. Um comitê da Força Aérea Polonesa esteve presente para aferir as características do vetor.

No período em que esteve na Base Aérea Polonesa e experimentando das condições operacionais daquela base o Master comprovou preencher todos os requisitos estabelecidos para o contrato e teve avaliação positiva por parte da Força Aérea Polonesa, tendo sinal verde para a contratação, de acordo com o Ministério da Defesa Polonês o contrato deve ser assinado ainda no primeiro trimestre de 2014.

Imagem: MaJ. Robert Siemaszko (Arquivo do MD Polonês)
Imagem: MaJ. Robert Siemaszko (Arquivo do MD Polonês)

A prosposta do M-346 vencedora na Polônia não incluí somente 8 Master’s mas também um simulador completo de missão, um simulador de tarefa parcial, um simulador do assento ejetável e um sistema de suporte computadorizado para suporte ao treinamento, juntamente de um pacote logístico. Todo o processo de treinamento na Polônia deverá permanecer sendo realizado em Dęblin.

O M-346 foi escolhido na Polônia em Dezembro de 2013 após vencer o BAe Hawk e o T-50 oferecido via Lockeed Martin. A Aero Vodochody participou nos estágios iniciais da concorrência com o L-159, mas posteriormente se retirou da contenda. Com mais esta vitória o M-346 segue como forte candidato para substituir uma vasta gama de meios de treinamento avançados que vem sofrendo com a idade na Europa e no resto do globo.

Imagem: MaJ. Robert Siemaszko (Arquivo do MD Polonês)
Imagem: MaJ. Robert Siemaszko (Arquivo do MD Polonês)

Com informações do TheAviationist e do Ministério da Defesa Polonês

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Defesa Sistemas de Armas

Z-20 Helicóptero multimissão chinês

CG - Z-20 version marine - Modern Ships 2014-2B

Imagens geradas por computador (CGI) do chinês Z-20 Sino-SeaHawk Multi-Mission Maritime Helicopter equipado com undernose radarbased no chinês Z-20 Helicopter Sino-Black Hawk Médio Utility elevação subdesenvolvimento. Z-20 Sino-SeaHawk foi modifed para operar a partir de fragatas, destruidor e porta-aviões da Marinha do Exército de Libertação Popular (PLA).

CG - Z-20 version marine - Modern Ships 2014-2B 2Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Ele irá executar missões como guerra anti-submarina (ASW), guerra anti-superfície (ASUW), busca e salvamento em combate (CSAR). A versão naval será capaz de transportar mísseis anti-navio e torpedos leves  a partir das suas duas sub asas.

CG - Z-20 version marine - couverture de Modern Ships 2014-2B

Z-20 fuselage  s70 uh60 helicopter Chinese Army (PLA) Black Hawk Helicopters nh-90 underdevelopment Z-20 Medium Lift Utility Helicopter. export iran pakistan pl arm

A Vista detalhada do  Helicóptero médio utilitário chinês de 10 ton  com cinco lâminas no rotor principal. Este helicóptero médio utilitário  desenvolvimento para atender às exigências também do  PLA .

Fonte: Chinese Defense

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Defesa Sistemas de Armas Tecnologia

Força Aérea Brasileira recebe aviões não tripulados da Espanha

diana_bigO Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial (INTA), órgão vinculado ao Ministério da Defesa espanhol, informou hoje que entregou para a Força Aérea Brasileira dois aviões não tripulados “Diana”.

A entrega faz parte de um acordo com a empresa brasileira Equipaer Ind Aeronáutica para a transferência de tecnologia, que tem como objetivo fazer com que a companhia fabrique e comercialize o dispositivo na América do Sul para aplicações de defesa.

INTA_DIANA_Fig1Por meio do acordo, o INTA fornece ao governo brasileiro duas unidades “Diana”, composto por um sistema de controle em terra e um segmento terrestre, composto por um lançador comercial e um carro adaptador.

Além disso, concede uma licença em regime de exclusividade e com limites de tempo, área geográfica e aplicação para a fabricação e exploração comercial da tecnologia “Diana”, e proporciona a formação e o suporte necessários para a fabricação, manutenção e operação dos sistemas.

Em um ato realizado na sede do INTA, nos arredores de Madri, foi assinado um convênio de colaboração entre o instituto e a Airbus Defence and Space para o Projeto de Offset requerido pelo Brasil.

O INTA atua como Offset Partner de Airbus Defence and Space, empresa obrigada a conceder compensações industriais à Força Aérea Brasileira pela aquisição por parte desta de produtos de defesa a Airbus Defence and Space.

O Brasil é um dos principais clientes de Airbus Defence and Space na região da América Latina.

Na atualidade, a Força Aérea Brasileira tem em operação um total de 12 aviões C-295, assim como oito P-3 Orion modernizados pela companhia.

Fonte: Terra via NOTIMP

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Defesa Negócios e serviços Tecnologia

Boeing conclui novo laboratório no país

boeingA Boeing pretende iniciar ainda este mês a operação do seu novo centro de pesquisa e tecnologia, o sexto fora dos Estados Unidos, que está sendo instalado no Parque Tecnológico de São José dos Campos. Desde setembro, os engenheiros da empresa trabalham em um espaço temporário cedido pelo parque, para desenvolver pesquisas nas áreas de biocombustíveis para aviação, gestão avançada de tráfego aéreo, metais e biomateriais.

O resultado da concorrência dos caças F-X2 da Força Aérea Brasileira (FAB), que favoreceu a empresa sueca Saab, com seu avião Gripen NG, não fizeram a Boeing mudar seus planos de investimentos de longo prazo no Brasil, afirmou Antonini Puppin Macedo, diretor de Operações e Coordenador de Pesquisas da empresa no Brasil.

“Estamos expandindo nossos projetos, pois conseguimos bons parceiros no país, onde vemos um grande potencial de crescimento na colaboração existente hoje com empresas e instituições de pesquisa e ensino, especialmente nas áreas de ciências do voo, energia, meio ambiente, materiais e educação em engenharia”, ressaltou.

Em 2013, a fabricante americana fechou três acordos com a Embraer, na área de biocombustível e cooperação para o desenvolvimento do avião de transporte militar KC-390 e para o fornecimento de sistemas para a aeronave Super Tucano. Também assinou dois acordos com o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Com o Inpe, segundo Macedo, o foco da parceria é na área de sensoriamento remoto e agricultura de precisão para safras energéticas sustentáveis. “A ideia é envolver outras instituições e criar uma massa crítica nessa área, servindo de fonte para biocombustíveis sustentáveis para aviação”, comentou.

No caso do DCTA, Macedo explica que a Boeing tem interesse em promover uma interação entre o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e as universidades estratégicas americanas, como o Massachusetts Institute of Technology (MIT), Califórnia Institute of Technology (Caltech) e a de Stanford.

A Boeing também estuda com o ITA a possibilidade de uma parceria na área de gestão de tráfego aéreo. Segundo o executivo, a Jeppesen, subsidiária da Boeing especializada em gestão de tráfego aéreo, está apoiando a empresa neste projeto no Brasil.

“A ideia é trazer ferramentas profissionais para o desenvolvimento do projeto e a instalação de um laboratório de simulação e análise de tráfego aéreo dentro do ITA”, afirmou Macedo.

Outro projeto estratégico da Boeing no Brasil está relacionado à Plataforma Brasileira de Bicombustível, lançada em agosto, com o objetivo de implementar uma cadeia de valor integrada de biocombustível e de energias renováveis. O projeto é uma iniciativa que conta com participação da Gol, General Electric, Amyris, Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) e a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (UBRABIO).

O primeiro voo com biocombustível, produzido a partir de óleo de cozinha e óleo de milho não comestível, foi realizado em outubro, em um avião Boeing 737-800, da Gol. “O próximo passo é viabilizar um novo voo comercial com biocombustível durante a Copa”, informou.

Fonte: Valor

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Comunicado aos leitores

 imagesSenhores, tivemos problemas com o redirecionamento do site e estamos retornando as operações, Host gator e UOL não conseguiram resolver o problema do translado do site.
Estamos de volta ao sistema antigo, mas estamos trabalhado para a mudança em um servidor próprio, pedimos desculpas pelo transtorno, mas este problema é com a UOL, e não havia nada o que fazer.
abraçoe obrigado pelo apoio vamos em frente

E.M.Pinto