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Conflitos Inteligência

Estudo afirma que a espionagem telefônica feita pela NSA não ajuda a evitar ataques terroristas

NSA Phone Records

Por Adam Clark Estes

Como você provavelmente já suspeitava, a enorme coleção de registros telefônicos da NSA “não teve nenhum impacto na prevenção a atos de terrorismo”, de acordo com um novo estudo. Na verdade – o que talvez seja mais interessante – o problema da agência não era a ausência de informações, mas o excesso de segredos.

No estudo, a New American Foundation revisou 225 casos de terrorismo e descobriu que investigações tradicionais e ações policiais foram mais importantes para a prevenção de ataques. Cerca de um terço das informações em casos de terrorismo vieram de denúncias ou de informantes, enquanto mandados de segurança tradicionais foram usados em 48 casos. Dito isso, a enorme coleção de metadados telefônicos forneceu evidências em apenas um caso, e nem era uma real ameaça de ataque contra os Estados Unidos.

Os resultados do estudo da New America Foundations são notáveis, mas não surpreendentes. Afinal, a cúpula do Presidente Obama disse há algumas semanas que o programa NSA não era essencial para a prevenção contra ataques, e que evidências realmente úteis “poderiam ser obtidas usando mandados judiciais tradicionais.” Eles também concordam que os segredos da NSA estão trazendo mais problemas do que soluções.

O momento da divulgação do estudo não poderia ser melhor. O presidente Obamavai anunciar grandes reformas na NSA e em outras áreas da vigilância governamental americana no dia 17 de janeiro e espera-se que ele siga muitas das recomendações de seus conselheiros. No fim das contas, talvez a NSA consiga fazer alguma coisa que não seja espionar pessoas pelo mundo. Talvez eles possam fazer alguma coisa útil!

Foto: Associated Press (AP)

Fonte: New America Foundation (http://natsec.newamerica.net/nsa/analysis) via Washington Post via Gizmodo Brasil 

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Conflitos Geopolítica Opinião

Análise: “Um homem de guerra, pode ter sido o último capaz de fazer a paz”

US-ISRAEL-PALESTINIAN-ARAFAT-SHARON-OBIT-FILES“Ariel Sharon pode ter sido o último capaz de fazer a paz”

Segundo análise de Crispian Balmer, da Reuters, ex-premier tinha a estatura para levar Israel a fazer os movimentos necessários a um acordo 

“Israel carece de um líder como o Trator para persuadir ou intimidar os colonos a saírem da Cisjordânia”

 

CRISPIAN BALMER

Reuters

Israel se prepara para enterrar o ex-primeiro-ministro Ariel Sharon, mas pode também estar dizendo adeus ao último homem capaz de tomar as decisões difíceis e necessárias para assegurar a paz com os palestinos. Oito anos após um acidente vascular cerebral agudo que o deixou em coma, israelenses e palestinos continuam tentando um acordo nos termos deixados por Sharon, um herói de guerra em casa e um criminoso de guerra para os árabes. Um profeta dos assentamentos nos territórios ocupados que de forma dramática abriu mão de Gaza no que chamou de uma oferta para a paz.

Pesquisas mostram que até dois de cada três israelenses aceitariam um Estado palestino. Mas a atual luta do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para fazer uma coalizão com radicais contrários a abrir mão de qualquer território sugere que Israel carece de um líder como o Trator para persuadir ou intimidar os colonos a saírem da Cisjordânia.

Como ministro da Habitação na década de 1990, Sharon esteve por trás de muitos assentamentos judaicos da Cisjordânia, capturada na guerra de 1967. A barreira de segurança que iniciou em 2005 ainda está em construção nas terras ocupadas.

Mas, ao mesmo tempo, com seu movimento para tirar colonos israelenses da Faixa de Gaza mostrou a muitos que Israel poderia reverter sua ocupação. Sharon tinha uma posição única dentro de Israel que o ajudou a conduzir uma mudança pela força de sua personalidade — um soldado condecorado que desempenhou um papel decisivo em todas as guerras desde a fundação de Israel, em 1948. Sua imagem super linha-dura deu-lhe uma estatura que seus sucessores não conseguiriam igualar.

Analistas israelenses dizem que a reviravolta de Sharon em Gaza mostrou que ele passou a perceber a ocupação como uma ameaça de longo prazo para o Estado israelense. Mesmo que os grandes blocos de assentamentos ficassem como parte de Israel num acordo, muitos colonos ficariam isolados na Palestina. Segundo estimativas não oficiais, o número superaria os 150 mil. Em comparação, apenas 9 mil foram retirados da Faixa de Gaza. O movimento dos colonos ficou ressentido pela retirada de Gaza, mas, desde então, seus membros se reagruparam, aumentaram em número e ampliaram sua influência.

“Olhando em volta, não vejo o tipo de líderes carismáticos com as credenciais que Sharon teve”, pontifica Uri Dromi, porta-voz do primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin, assassinado em 1995. “Não são do tipo que poderiam fazer os ousados movimentos necessários para a paz e, ao mesmo tempo, ser capazes de convencer os israelenses de que eles não estão sendo vendidos barato para os árabes”.

Foto: Ariel Sharon (direita) ao lado do líder palestino, durante conversas de paz em Wye Mills, nos Estados Unidos, em 1998 AVI OHAYON / AFP

Fonte: O Globo 2ª Edição, Mundo, Página 34, Domingo, 12/01/2014

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Conflitos Geopolítica Inteligência

Em vídeo vazado, militares egípcios debatem como pressionar a mídia

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Imagens gravadas antes da derrubada de Mursi mostram oGeneral Abdel Fattah al-Sissi e outros comandantes discutindo como levar à autocensura

DAVID KIRKPATRICK

DO NEW YORK TIMES

CAIRO – Um vídeo vazado mostrando comandantes do Exército egípcio debatendo como influenciar a mídia nos meses que precederam o golpe militar oferece uma rara visão da ansiedade que envolve as Forças Armadas diante da forma como são vistas pelos civis.

Na gravação de seis minutos do encontro liderado pelo general Abdel-Fattah el-Sissi, os militares expressam seu descontentamento com uma cobrança do público em relação ao Exército, algo desconhecido no Egito até o levante de 2011. Chamando a cobertura da mídia de desrespeitosa, perigosa e anormal, os oficiais pedem a restauração dos limites que protegeram as Forças Armadas por décadas. E estimulam Sissi a pressionar os donos das grandes organizações de comunicação para que lancem mão da autocensura.

Misturando humor e autoconfiança, Sissi diz aos militares que eles devem se adaptar à nova realidade de vigilância pública e do Parlamento, mas também aconselha paciência, enquanto recruta aliados na mídia.

– Construir uma aliança necessita de tempo e esforços. Leva muito tempo até se contar com influência sobre a mídia – diz. – A revolução cortou as correntes que estavam presentes, não apenas para nós, não apenas para as Forças Armadas, mas para todo o Estado. Foram desmanteladas e estão sendo rearrumadas.

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Os uniformes de inverno e as referências ao referendo de dezembro sugerem que o encontro ocorreu naquela época.

O novo governo, que assumiu após a derrubada de Mursi pelos militares, fechou as redes de TV islâmicas e os principais jornais que apoiavam o ex-presidente. A polícia prendeu vários jornalistas percebidos como críticos ao governo ou às Forças Armadas. E, seja por qual razão for, os jornais privados e as redes via satélite agora elogiam o Exército e demonizam a oposição islamista.

O vídeo faz parte de diferentes imagens divulgadas pelo RNN, um website islamista na quarta e na quinta-feira passadas. Numa entrevista, seu diretor, Amr Farrag, disse que o material foi obtido com fontes dentro das Forças Armadas. Autoridades militares informaram que o assunto está sendo investigado.

Para analistas, a gravação revela motivações que podem ter ajudado a levar os militares ao golpe.

– Ele deixa perceber um medo verdadeiro do que um discurso democrático pode parecer e do que pode significar para os militares, em termos de o que pode ser falado e o que pode ser exposto – disse Michael Wahid Hanna, pesquisador especializado em Egito da Century Foundation, em Nova York.

A sensibilidade sobre a perda dos limites da imprensa é sintomática, observou Hanna:

– Se as Forças Armadas podem ser mencionadas de forma sem precedentes, a preocupação é que isso leve à erosão da estatura dos militares no imaginário popular. Então, todo o papel das Forças Armadas como instituição estaria em risco.

Um militar egípcio de alta patente argumentou que o vídeo mostrava Sissi sob uma perspectiva positiva. Ele parece tentar acalmar os ânimos de seus oficiais e encorajá-los a se ajustar à democracia, incluindo a possibilidade de responder a questões no Parlamento.

– Temos que estar preparados para enfrentar as mudanças sem sermos muito negativamente afetados por elas, mas elas vão nos atingir – diz o general no vídeo.

Um militar chamado Omar argumenta que as Forças Armadas devem restaurar as proteções, “mas de uma forma mais desenvolvida do que no antigo sistema”, usando “uma nova abordagem para lidar com a mídia, criando limites numa forma respeitosa ou realista”.

Ele observa de cerca de 20 pessoas são donas da maioria das empresas de comunicação e sugere “um diálogo com elas de forma discreta, individualmente, para persuadir ou intimidá-las”.

– Mostrar um cartão vermelho a essas pessoas fará com que, se não cooperarem, parem em um determinado ponto ou imponham uma autocensura – observa Omar no vídeo.

Foto: General Abdel Fattah al-Sissi, que liderou a destituição do ex-presidente Mohammed Mursi, diz que pode concorrer à Presidência do Egito.

Fonte: The New York Times via O Globo, 06/10/2013 

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Economia Geopolítica

Obama pede ao Congresso que evite novas sanções ao Irã

WASHINGTON, 13 Jan (Reuters) – O presidente norte-americano, Barack Obama, pediu ao Congresso nesta segunda-feira para resistir à tentação de aprovar novas sanções econômicas contra o Irã e disse que, em vez disso, os parlamentares deveriam dar uma chance à diplomacia e à paz.

Muitos no Senado estão ansiosos para apoiar novas sanções contra o Irã devido ao seu programa nuclear, um movimento que a Casa Branca teme que prejudicaria os esforços diplomáticos delicados com Teerã que recentemente levaram a um acordo provisório.

Obama levantou a questão do Irã ao conversar com repórteres durante uma aparição no Salão Oval com o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy.

Ele disse que um acordo provisório alcançado entre o Irã e potências mundiais, incluindo os Estados Unidos, vai ser difícil e desafiador.

“Minha preferência é pela paz e diplomacia, e esta é uma das razões pelas quais eu já enviei uma mensagem ao Congresso dizendo que agora não é a hora de impormos novas sanções”, disse Obama. “Agora é a hora de permitir que os diplomatas e especialistas técnicos façam o seu trabalho.”

Obama disse que se Teerã cumprir o acordo “então eu não tenho nenhuma dúvida de que poderão ser abertas oportunidades extraordinárias para o Irã e seu povo”.

Mas se o país se recusar, disse ele, então “estamos em posição de reverter qualquer acordo provisório e colocar no lugar uma pressão adicional para se certificar de que o Irã não obtenha uma arma nuclear”.

Obama afirmou que a comunidade internacional será capaz de monitorar e verificar se o acordo provisório está sendo seguido pela República Islâmica.

“E se não estiver, estaremos em uma posição forte para responder. Mas o que nós queremos fazer é dar à diplomacia uma chance e dar uma chance à paz”, acrescentou.

(Reportagem de Steve Holland e Mark Fesenthal)

Fonte: Reuters

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Defesa Sistemas de Armas

Entrega lenta dos Pampa remotorizados

Prossegue de maneira muito lenta a entrega, por parte da Fabrica Argentina de Aviones (FAdeA), de exemplares do IA-63 Pampa II (remotorizados) à IV Brigada Aérea (sediada na província de Mendoza) da Fuerza Aérea Argentina.

Até o presente, das 19 unidades em carga, somente seis receberam o motor Honeywell TFE-731-40-2N. Ao longo de 2013, apenas dois desses seis aviões foram entregues, o E-805 e o E-821 (Foto: J. C. Cicalesi).

Com a recente mudança implantada em dezembro na alta direção da FAdeA, espera-se uma aceleração do ritmo de trabalho (Juan Carlos Cicalesi e Agustín Puetz).

Fonte: Segurança&Defesa

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Defesa Sistemas de Armas Tecnologia

DCNS e DGA validam integração de VANT com sistema de combate embarcado

2011.11.23 - Gowind offshore patrol vessel L'Adroit leaves Lorient for Toulon

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Após uma série de testes no mar, a agência de aquisição de material de defesa da França (DGA) e a DCNS validaram a integração funcional de um Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) com o sistema de combate de uma unidade naval de superfície.

Os testes foram realizados a bordo do Navio-Patrulha Oceânico “L’Adroit” e validaram todos os blocos funcionais entre o sistema de combate Polaris, da DCNS, e o VANT de decolagem vertical Camcopter S100, fabricado pela empresa austríaca Schievel. A foto, da DCNS, foi feita durante os ensaios.

French navy construction group CEO Patri

Fonte: Segurança&Defesa

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Acidentes e Catástrofes Conflitos História

História Contemporânea: “Em 1942, japoneses alimentavam cães com chineses”

flag-rdv-tmagArticleWang Haofei

 

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Um documento de um exame mensal do serviço de correio da polícia militar japonesa do Exército Kwangtung revela que soldados japoneses alimentavam os cães com os chefes chineses decapitados por eles, em 1942, em Changchun, capital da província de Jilin, no noroeste da Chia.

 

Os documentos japoneses recentemente liberados pelo arquivo Provincial de Jilin mostram detalhes dos crimes de guerra das tropas japonesas, de como estupraram mulheres e mataram crianças.

 

A imagem é do dia 7 de janeiro e foi divulgada na segunda-feira, 13/01/2014.

 

Fonte: Xinhua News via UOL 

 

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa MBT Brazil Sistemas de Armas Tecnologia

MBT Brasil: IVECO ARIETE

IVECO DEFENSE VEHICLES: ARIETE

IVECO ARIETE C1 (28)

logoAutor: Edilson Moura Pinto

 

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PREFÁCIO

Resposta italiana a renovação de sua força blindada, o C1 Ariete, (Aires, Carneiro), foi um programa lançado para o desenvolvimento de um Carro de Combate Moderno de nova geração, de concepção e produção nacional que resgatou a capacidade de desenvolvimento e produção dos veículos blindados de combate Italianos. O desafio era grande, a Itália até então não possuía uma tradicional indústria de produção de carros de combate desta envergadura. Criticado pelos especialistas, o consórcio FIAT-IVECO e OTO MELARA enfrentou o desafio de lançar-se a produção de um carro de combate inovador e atualizado.

O programa partiu do “zero”, carregando consigo apenas a experiência de montagem sobre licença de veículos blindados  de origem alemã da série Leopard 1A2. Em fevereiro de 1997, após anos de desenvolvimento, as primeiras unidades do exército italiano começaram a receber os seus primeiros carros de combate Ariete C1.

Do ponto de vista de sua avaliação como projeto base para um provável veículo para o Exército Brasileiro, o  Ariet C1 possui vantagens logísticas e técnico/industriais, uma vez que a empresa já possui uma planta produtora de blindados no Brasil. A IVECO é a principal contratada no programa VBTP Guarani e contrariamente aos seus possíveis concorrentes a empresa produz todos os subsistemas do carro, motores, blindagem entre outros itens.

O Plano Brasil, em colaboração com a Trilogia Campo de Batalha, apresentará as principais características deste veículo de combate que a muito agrada o Exército, e é sobre ele que vamos dissertar neste artigo. 

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Aposta Italiana em um veículo nacional fez surgir um formidável carro de combate que congrega modernas tecnologias e inovações, resgatando a pós cerca de 55 a capacidade industrial italiana na produção de carros de combate

A ORIGEM

Em 1982, o exército italiano lançava internamente um requisito para o desenvolvimento de uma nova geração de carros de combate visando a substituição da sua desgastada frota de MBT Leopard 1A2.

As especificações exigiam que o novo carro fosse projetado e construído pela indústria Italiana. Em 1984 a concepção geral do veículo já havia atingido o seu setup final, estavam definidos os parceiros que iriam levar adiante o complexo programa e o design estava bem encaminhado, tendo muitos dos componentes e subsistemas já desenvolvidos.

Neste mesmo ano a divisão OTOBREDA, um consórcio formado entre a OTO MELARA e BREDA juntaram-se à Alenia Difesa e Divisioni di Difesa IVECO e formavam assim um consórcio para desenvolver a nova geração de veículos de combate para o Exército italiano.

No seu portfólio o fabricante tinha até então, o histórico de fabricação sob licença do carro de combate Leopard-1A2, também já havia concebido um derivado daquele veículo para exportação, conhecido pelo código OF-40. Porém os requisitos exigiam o desenvolvimento de um novo veículo a partir do “zero” o CV-1 teria que ser um veículo com poder de fogo, mobilidade, proteção e tecnologias inovadoras.

A OTOBREDA e IVECO tiveram então a responsabilidade global sobre o projeto com o desenvolvimento do grupo propulsor sistemas de suspensão e produção. Coube a divisão de defesa da FIAT-IVECO desenvolver o carro e à OTOBREDA a responsabilidade pelo desenvolvimento de sistemas de armas e a torre.

 O primeiro protótipo do Ariete entrou em testes de campo já em 1986, as provas de testes foram concluídas dois anos mais tarde, em 1988.

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Oriundo de um consórcio entre fabricantes de veículos militares,motores e armas a posta do programa Ariete ofereceu ao exército Italiana o a completa cadeia de sistemas necessários para a produção do veículo de combate.

Ao longo dos ensaios foram efetuados exaustivos 3.000 disparos com a arma principal, foram executados nada menos que 450 dias de provas interruptas até que o Exército italiano lançasse o pedido de encomenda de cerca de duas centenas do carro, 13 anos após o lançamento do programa em 1995 o Ariete, um projeto que custara US$ 970 milhões entrava em produção para o Exército Italiano, cuja as últimas entregas estavam previstas para finais de 2001 e início de 2002.

O programa veria o seu último veículo entregue 20 anos após a sua concepção, a razão disto, foram os sucessivos cortes orçamentários, mudança de visão estratégica e o próprio fim da guerra fria que determinou a redução dos pretendidos 700 veículos, para apenas 200. Isto porque a decisão do exército italiano foi centrar as suas prioridades no projeto de uma cavalaria média galgada nos veículos sobre rodas, o que gerou o então programa Centauro.

Críticos do programa alegam que quando em 1997 o Ariete deixou as linhas de montagem, ele já estava desatualizado, pois seu conceito remonta dos anos  “80”. O C1 não havia se beneficiado das melhorias que o manteriam atualizado ao longo dos tempos.

 Atualmente a IVECO trabalha nos estudos de atualização do veículo para o padrão Ariete Mk. 2, cujo motor mais potente, teria 1600 hp, um novo sistema hidropneumático de suspensão, um sistema de controle de fogo mais avançado, maior proteção e um carregador automático para a arma de alma lisa de 120 mm.

GALERIA DE IMAGENS

Não obstante a sua atualização, em 2004 o Ariete teve seu batismo de fogo na segunda guerra do golfo, o carro de combate estreou em Nasiriyah, capital da província de Dhi Qar, no Sul do Iraque, palco da operação integrada do contingente italiano na operação “Ancient babylon (Antiga Babilônia)”.

VÍDEO

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ARMAS E SISTEMAS

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A Arma Principal do Ariete é o seu canhão L44 Oto Melara, produzido sob licença

O Ariete pode atingir alvos fixos ou móveis de dia ou de noite, os sistemas do carro garantem o disparo estático ou mesmo em movimento sobre quaisquer condições climáticas.

O armamento principal que equipa o C1 Ariete é o canhão alemão RHEINMETALL, L 44 de auto recuo, 120 mm, calibre 44 de alma lisa, produzido sob licença pela OTOBREDA. Este canhão é equipado com uma luva térmica, exaustor e sistema de referência. A arma é estabilizada em dois eixos por sistemas electromecânicos e sua câmara é da mesma dimensão do modelo adotado nos carros Leopard 2 e M1A1 / M1A2 Abrams.

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A Arma Principal L 44 de alma Lisa em bancada de testes

O canhão é monitorado por sensores térmicos e tem um sistema para a recuperação de gás e amortecimento de chama, é também estabilizado hidraulicamente e pode usar quase todos os tipos disponíveis de munições de penetração por energia química e cinética incluindo munições APFSDS e HEAT de carga oca.

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Com um sistema digital de controle digital de fogo, a L44 confere maior precisão e chance de acerto já no primeiro disparo, reparar o sensor posicionado na extremidade do cano.

O carro acomoda 42 recargas onde, 15 delas ficam armazenadas na arma principal, quinze na torre e vinte e sete ao lado do motorista. O  Ariete pode atirar com precisão  em deslocamentos  à  30 a 40 km / h, sendo forçado a abrandar a sua velocidade para 15-20 km / h, dependendo do terreno.

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O armamento secundário compreende duas metralhadoras BERETTA MG 42/59, 7,62 mm, uma coaxial a arma principal, e a outra montada na torre principal. A reserva é de 2500 munições, a torreta do veículo possui elevação elétrica com um sistema de backup manual.

Em ambos os lados da torre são montados 08 lançadores de granadas modelo Galix 80 e geradores de fumaça, alimentados por energia eléctrica.

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Lançadores de granadas posicionados a meia torre

O lançador de granadas pode disparar uma variedade de munição que vão desde iluminadores até granadas de fumaça, cargas anti-motim, bombas de gás lacrimogêneo, LACRY, munições fragmentadas AP-DR, antipessoal bombas de efeito moral AP-TCP, e de defesa contra mísseis de ataque LEUR IR.

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Equipado com uma moderna suite de sistemas eletro ópticos o Ariete está na vanguarda dos MBT no que se refere aos sistemas de visão e controle de tiro

Ambas, arma principal e lançador de granada, possuem uma interface com o sistema de alerta laser, capaz de detectar feixes de laser de emissões em um plano horizontal de 360º, este sistema permite ainda determinar a natureza do ataque, seja ele proveniente de outros carros de combate, canhões, mísseis ar-terra, bombas etc.

O posto de comando do lado direito da torre é equipado com um visor panorâmico e um monitor que demonstra a imagem térmica a partir do ponto de vista do atirador. O visor é montado sobre a torre e tem capacidade de rotação de 360 graus, elevação de -10 a +60º. A localização do piloto, na direita na parte da frente do casco é equipada com três periscópios, um dos quais provê visão noturna passiva.

O sistema de controle de tiro do carro é fornecido pela Galileo, denominado TURMS FCS o qual é composto por um periscópio panorâmico de ampliação 2,5 a 10x, estabilizado para o comandante da viatura, este sistema possui capacidade de visão à qualquer tempo. Além disso, uma mira termal com telêmetro a laser está disponível para o artilheiro com ampliação de 5x.

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Visores eletro ópticos posicionados na lateral direita da torre do MBT

O carro é servido por um computador de controle de fogo o qual é alimentado com as informações e dados relativos ao ambiente atmosférico e distância dos alvos. O sistema é conectado a um sensor de referência posicionado na extremidade do cano e conectado ao computador balístico. O sistema inteligente indica o modelo e os perfis da munição a ser usada, de modo a garantir um alto índice de acerto logo no primeiro tiro, seja com o alvo parado, seja este em movimento.

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O Sistema de identificação de marcadores laser hoje produzida pelo grupo Selex

O artilheiro tem disponível ainda um sistema de visão de backup, o telescópio coaxial Officine Galileo C-102 com ampliação e até 8x e três retículas selecionáveis ​​manualmente. O carro possui sistema de detecção RALM, produzido pela Selex Communications ex- Marconi SpA. Este sistema detecta os raios de laser dos oponentes e é um sensor montado na frente da torre e cobre um arco de 360º com capacidade de detecção de ondas eletromagnéticas de 0.5 à 1.8 μm.

 BLINDAGEM E PROTEÇÃO

A câmara habitável do veículo é composta de painéis blow-out que alijam para o teto do carro a energia provida da explosão da carga de ataque, lançando-a para fora do veículo de modo a minimizar os efeitos das explosões secundárias para longe da tripulação. Quanto a proteção QBN, o veículo possui um sistema desenvolvido pela empresa Italiana Sekur SpA plenamente coberto contra ataques químicos, biológicos ou nucleares.

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Como todos os modernos carros de combate de última geração, o Ariete possui uma torre protegida com materiais compósitos, com uma seção frontal bastante inclinada de modo a dispersar a trajetória de possíveis projéteis. Por outro lado, tal como os Leopard 2, as seções laterais da torre são igualmente retas e verticais sem ângulos de dispersão. As saias laterais são feitas também em materiais compósitos, produzido pela empresa LASAR.

O carro possui proteção frontal e há a opção para reforçar as laterais com uma armadura adicional. Porém, segundo algumas referências, o nível de proteção, especialmente contra projéteis APFSDS, continua a ser o “Calcanhar de Aquiles” do veículo, é de pouco mais de 500 mm na seção frontal da torre, esta espessura é comparável à dos modelos soviéticos do T-72B.

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Considerado um ponto fraco do veículo a blindagem pode receber no futuro, sistemas passivos de proteção ao blindado

O  Layout do interior do veículo é convencional, a torre está no centro do casco com o comandante no centro e o artilheiro à direita, o carregador fica do lado esquerdo com o condutor sentado na parte direita da frente do casco, em um assento ajustável hidraulicamente, com uma escotilha de peça única com três periscópios, o qual pode ser substituído por um periscópio passivo MES VG / DIL 100.

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O assento do condutor possui um sistema de elevação hidráulica para ambos as situações de direção, aberta ou enclausurada no interior do carro. Possui 3 sistemas de visão do tipo cloche com unidade de direção, duas alavancas de controle de freio e o seletor de engrenagens. Em caso de emergência um alçapão de fuga está disponível na parte inferior do casco, o que pode ser acessado pelos outros membros da tripulação à 180 graus da torre giratória.

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PROPULSÃO

Equipado com um motor turbodiesel Fiat V-12 MTCA 12 cilindros, capaz de gerar 937 kW ou 1.247 hp o motor e acoplado a uma transmissão totalmente automática Renk LSG 3000 fabricada sob licença pela IVECO. Algumas fontes citam que um novo motor IVECO mais potente produzirá 1600 hp contornando a deficiência deste item, considerado limitado em relação aos atuais carros de combate.

A suspensão é do tipo barra de torção, com sete rodas com pneus de borracha para a  estrada o sistema de transmissão automática é produzida sob  licença na Itália e provém da empresa alemã ZF, possui quatro marchas para a frente e duas para trás e incorpora o sistema de direção e retardador hidráulico.

As primeiras, segundas, terceiras, sextas e sétimas rodas possuem amortecedores hidráulicos e todos os sete braços da suspensão de ambos os lados possuem amortecedores hidráulicos montados para limitar o deslocamento excessivo.

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O Motor FIat V12 MTCA, há a possibilidade de utilização de um motor mais potente, já disponível para o cliente

O Ariete é capaz de atingir uma velocidade máxima de 65 km/h e superar elevações de inclinações de 60%. A profundidade máxima rasa é de 3 pés em terreno preparado e 1 metro e 25 centímetros sem preparação. A massa nominal do veículo é classificada entre 52-55 toneladas.

O veículo possui uma autonomia de 550 km e uma boa relação peso potência de 24 hp / tonelada o que lhe garante boa aceleração e recuperação, além de um sistema de suspensão capaz de manter estabilidades em curvas à altas velocidades.

  FICHA TÉCNICA

 

IVECO ARIETE C1 (42)

Dimensões e peso

Comprimento /m

9,67

Largura/m

3,61

Altura/m

2,50

Mass/ ton

54 básicoAté 62 com a adição de armadura

Propulsão e Técnica

Motor

Fiat V-12 MTCA

Potência/ Hp

1.270

Relação peso / potência / hp/ton

23,1

Tração

hidromecânicos com retardador secundário

Suspensão

barra de torção com amortecedores hidráulicos

Performance

Velocidade Max/ km/h

65

Autonomia/ km

550

Inclinação

máxima

60%

Armamento e armadura

Sistemas de tiro

Computadores de tiro digitais, estabilizadores, telêmetro laser, canhão automático

Armamento primário

canhão 120 milímetros OTO Melara de alma lisa, com 42 recargas

Armamento secundário

duas metralhadoras 7,62 milímetros, uma coaxial e uma anti-aérea

Armadura

compósito, com uma armadura mais espessa na parte dianteira, pode receber  armadura passiva adicional

Armadura frontal

KE 500 mm – 1,100 mm CE (Torre) KE 470 mm – 780 mim CE (Casco)
  Proteção QBN, sistemas de alerta de armas guiadas a laser

IVECO ARIETE C1 (27)CONCLUSÃO

 

O Ariete, foi um bem- sucedido programa de desenvolvimento de carros de combate que culminou num projeto de um MBT moderno para sua época. Inúmeras modificações estão previstas para o programa, porém a grave crise financeira a qual mergulhou a Itália nos finais da primeira década e o fim da ameaça da URSS levaram o programa a  não sofrer futuras atualizações constantes como se viu nos demais programas de MBT concorrentes.

Ressalta-se que o IVECO Ariete é um carro de combate de primeira linha que pode buscar soluções modernas, hoje empregues nos seus concorrentes, o veículo é um dos mais leves de sua categoria e pode portanto receber maior proteção ativa e passiva em sua blindagem, considerada limitada, mas que em concordância com as novas tecnologias especialmente sistemas eletrônicos dinâmicos de proteção, o põe em pé de igualdade aos demais veículos.

Do ponto de vista industrial, destaca-se que a IVECO e OTOBREDA dominam toda a cadeia produtiva do veículo, a importância desse item é para este autor um fator diferenciador da IVECO frente a concorrência para o Exército Brasileiro, uma vez que, dos possíveis concorrentes à parceiros no desenvolvimento de um MBT para o Brasil, a FIAT–IVECO é a única a produzir os itens como motores suspensão entre outros itens críticos do veículo, destaca-se ai a capacidade de produção das armas pela OTO BREDA que já conta com empresas no Brasil produzindo sobre licença peças de artilharia para os Fuzileiros Navais.

Além disso a IVECO já dispõe de uma linha de produção de veículos militares no Brasil e é parceira no Programa Guarani do CTEX EB.

 

Fonte: IVECO Difesa

Campo de Batalha

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Defesa Sistemas de Armas

Grad Sviyazhsk e Uglich prontas para entrar em operação no Mar Cáspio

Buyan-M

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Leia os artigos especiais do Plano Brasil sobre as corvetas Buyan-M, clicando a seguir

Uglich inicia testes de mar no Cáspio

Project 21631 o lanca misseis do Cáspio

Um par de novas corvetas lança mísseis concluiu com êxito os Testes de aceitação e entrarão em serviço na flotilha russa do Cáspio ainda no primeiro trimestre deste ano.
Os dois navios, o Grad Sviyazhsk e Uglich, primeiros de uma nova classe de corvetas Buyan-M  estão equipados com mísseis anti-navio e anti-aéreos.

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As embarcações começaram os testes de mar em agosto e completaram quatro lançamentos de teste do míssil Kalibr-NK, o qual pode atacar alvos na superfície, submarinos e alvos costeiros.

Os cinco países ribeirinhos do Mar Cáspio – Rússia, Azerbaijão, Turcomenistão, Cazaquistão e Irã – todos mantem uma constante presença naval no mar.

Fonte: Ria Novosti

 

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Empresa Kalashnikov vai vender anualmente até 200 mil armas nos EUA

Empresa Kalashnikov vai vender anualmente até 200 mil armas nos EUA

Foto: RIA Novosti

O consórcio Kalashnikov pretende vender nos EUA cerca 200 mil armas anualmente. A secretária de imprensa do consórcio Elena Filatova informou que o acordo de fornecimento será assinado com a companhia Russian Weapon Company na exposição Shot Show 2014.

A exposição Shot Show 2014 será realizada no período de 14 a 17 de janeiro em Las Vegas, EUA.

“De acordo com os prognósticos, a empresa Kalashnikov poderá vender com ajuda da Russian Weapon Company, o seu dealer exclusivo, até 200 mil armas por ano.

O consórcio Kalashnikov é o maior produtor russo de armas automáticas de combate e de armas para franco-atiradores, assim como, de espingardas esportivas.

Fonte:Voz da Rússia

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Defesa Sistemas de Armas Tecnologia

Caça T-50 é 15 vezes mais imperceptível do que Su-27

Демонстрационные полеты на авиасалоне МАКС-2013Os criadores do caça de quinta geração T-50 (complexo aéreo promissor para a Força Aérea Tática) conseguiram reduzir significativamente a visibilidade do avião em comparação com os caças atuais do Exército russo.

A superfície de dispersão eficaz do T-50 (a principal característica da visibilidade da aeronave para radares inimigos) foi reduzida ao valor médio na gama de 0,1 a 1 metro quadrado. Para compararmos, a superfície de dispersão eficaz do Su-27 constitui de 10 a 15 metros quadrados.

A característica da visibilidade do caça norte-americano da quinta geração F-22 é de 0,3-0,4 metros quadrados.

Os primeiros caças T-50 serão adotados pelo Exército russo em 2016.

Fonte : Voz da Rússia

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Defesa Defesa Anti Aérea

A Nova Força de Segurança Americana

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NOTA DO PLANO BRASIL: Segue nota do ASPJ acerca da matéria em questão.

Nota do editor do Air & Space Power Journal (ASPJ): Este artigo de John Warden foi publicado na nova seção “Vórtices” do APJ em inglês.

Como foi dito no editorial do número de Fall 1999 da referida edição, Vórtices é uma seção para artigos de opinião que podem ser controvertidos e, esperamos, darão origem a um debate ulterior. Para promover o pensamento crítico benéfico e, contudo, manter sua posição neutra, o APJ recorda aos leitores expressamente que as idéias apresentadas em Vórtices e em outras seções da revista são opiniões e obras apenas dos autores e não são “endossadas” pelo APJ.

O argumento de Warden a respeito de uma nova força de segurança destina-se a fazer os leitores pensarem e, possivelmente, responderem. Autor e estrategista muito conhecido, mais especialmente pelo seu papel no planejamento na Tempestade no Deserto, Warden lança, aqui, novas idéias estratégicas com a intenção de valorizar as lições colhidas no processo de aquisição e na tecnologia de informação no que diz respeito a colocar em campo e dispor para combate uma futura força aeroespacial.

A Nova Força de Segurança Americana

“Não confunda movimento com ação.” Ernest Hemingway

John A. Warden IIICoronel RR da USAF (*)

Hoje em dia, o mundo está radicalmente diferente do que era há 10 anos: vivemos em um mundo de altíssima velocidade em que o ambiente geopolítico não tem precedentes na história humana e novas e poderosas tecnologias estão aparecendo com velocidade crescente. Grandes companhias novas nascem diariamente e antigas empresas que querem sobreviver se estão recriando para perceber as oportunidades do próximo século. Agora é a época para os Estados Unidos fazerem transformações semelhantes em suas forças militares.

Nas próximas décadas, os Estados Unidos precisarão resolver um certo número de problemas de segurança, com significativo conteúdo militar, que não são previsíveis em termos de tempo, espaço ou especificidade. Essa imprevisibilidade significa que a nação precisa desenvolver a capacidade de resolver problemas de segurança (inclusive manutenção da paz e socorro humanitário) sem saber exatamente quais serão esses problemas. Felizmente sabemos que características devem ter as soluções: as soluções precisam ser muito rápidas, para reduzir ao mínimo o dano que o agressor poderia infligir, ou reduzir ao mínimo o sofrimento humano associado com a guerra ou com uma catástrofe; as soluções precisam ser precisas em concepção e execução; e o custo em dinheiro e vidas precisa ser aceitável. Se os Estados Unidos quiserem proteger-se e proteger seus interesses, precisarão construir uma força militar planejada especialmente para um mundo veloz e uma força que possa apresentar probabilidades muito elevadas de êxito tanto do ponto de vista defensivo quanto do ponto de vista ofensivo.

As mudanças revolucionárias no ambiente tecnológico e geopolítico, por si sós, deveriam ocasionar transformações revolucionárias nas forças armadas dos Estados Unidos. Acima dessas mudanças, contudo, existem dois fatores adicionais que ditam a necessidade de um novo pensamento:

(1) a pressão política nacional por uma capacidade militar excelente a um custo razoável e

(2) uma economia em expansão que tornará muito difícil recrutar pessoas para as forças armadas dos Estados Unidos nos níveis atuais de necessidade de pessoal. A combinação de todos estes quatro fatores torna imperativa a mudança radical.

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(*) John A. Warden III, Coronel RR da USAF,

é presidente e principal executivo de Prometheus Strategies, Inc., e presidente de Venturist, Inc., firmas de consultoria e multimídia de vanguarda localizadas em Montgomery, Alabama, especializadas nos mercados político, de negócios e de entretenimento.

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Fonte: Air & Space Power Journal (ASPJ), em português