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Defesa Geopolítica Opinião

Marinha da China melhor do que Soviética, mas ainda tem pontos fracos

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Tradução e adaptação: E.M.Pinto
Plano Brasil
Ronald O’Rourke, especialista em assuntos navais, afirmou em um relatório ao Congresso dos EUA que a Marinha da China tem melhor capacidade para levar a cabo uma estratégia anti-acesso ou de “negação do mar” que a então Marinha da União Soviética durante a Guerra Fria. Enquanto isso, o Pentágono afirma que a PLAN ainda tem dois principais pontos fracos a serem superados, relata Ta Kung Paoa de Hong Kong .
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O’Rourke afirma que a grande vantagem da Marinha do PLA está no fato dela possuir não só mísseis anti-navio, mas também mísseis balísticos com capacidade para atacar navios em movimento no mar, o que a União Soviética não possuia. Do seu ponto de vista, porém, a China  é capaz de estabelecer apenas uma marinha com capacidade de dissusão, ou seja, alcance regional e com capacidade Global Limitida, uma vez que ainda não resolveu a questão de Taiwan.
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O Pentágono por sua vez destacou dois pontos fracos da Marinha PLAN em relaçãoa   capacidade de negação de acesso à Marinha dos EUA em uma potencial crise no Estreito de Taiwan.
Em primeiro lugar, a PLAN ainda é incapaz de conduzir eficazmente as operações anti-submarino, apesar do fato de que atualmente opera uma das maiores frotas de submarinos do mundo.
Em segundo lugar, o relatório quesitiona a capacidade do Exército chinês o PLA, de realizar ataques de precisão contra alvos inimigos através da coleta de inteligência crítica, oportuna e continua que segundo os analistas seria ainda inadequada na visão dos EUA.
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Alegando atual incapacidade da China para colocar Taiwan sob seu controle em um curto período de tempo, O’Rourke enfatizou que  o PLA, certamente, prestará mais atenção e aumentará a sua capacidade de defesa costeira.

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Embora admitindo que a Marinha chinesa realiza agora operações anti-pirataria ou de evacuação de não combatentes no exterior, O’Rourke lembra contudo que, ainda é pouco provável que a Marinha do PLA se sentiria confortável confrontando a Marinha os EUA mais de 1.000 quilômetros da costa Chinesa.

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Brasil Defesa Defesa Anti Aérea Destaques EVENTOS Fotos do Dia

Força Aérea Brasileira (FAB) apresenta esquema de defesa aérea para o mundial em Junho

Os comandantes de todas as unidades operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB), bem como de bases aéreas, conheceram na manhã desta segunda-feira (17/02), em Brasília, o esquema operacional que será utilizado na defesa aérea brasileira durante o campeonato mundial em junho.

“O envolvimento da FAB vai além do emprego de aeronaves” destacou o Comandante-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), Tenente-Brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, ao ressaltar a importância do evento para o país. “Todos tenham atenção especial. Já temos experiência de outros momentos, como a Copa das Confederações, a Rio+20 e a Jornada Mundial da Juventude, mas a Copa é infinitamente maior”, afirmou o oficial-general na abertura.

A principal novidade da atuação da FAB na Copa está na modificação da estrutura interna para o comando do planejamento e emprego dos meios aéreos na defesa aérea. O Centro Conjunto de Operações Aéreas (CCOA), antes sob o comando do COMGAR, agora está sob a responsabilidade do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), único comando conjunto permanentemente ativado no país. O órgão, que também envolve a Marinha e o Exército, vai coordenar a mobilização dos meios aéreos e antiaéreos nas 12 cidades-sede do evento.

Testada em setembro do ano passado durante a Operação Laçador do Ministério da Defesa, realizada na região Sul do país, a modificação demonstrou que seria possível buscar um novo patamar na evolução doutrinária para a unidade de comando e esforço para o emprego militar. A medida também permite aprimorar o aproveitamento da estrutura e das aeronaves empregadas, além de melhorar a coordenação das ações. “É possível, é viável, é mais econômico e permite mais agilidade”, explica o Comandante da Terceira Força Aérea (III FAE), unidade responsável pelos esquadrões de caça da FAB, que esteve a frente do CCOA durante a Laçador.

Aeronaves de caça, transporte, helicópteros e aviões-radar serão diretamente empregados na defesa aérea na região dos estádios e deslocamentos de tropas.

Restrição de circulação aérea:

 – Para cada estádio foram estabelecidas áreas reservada (branca), restrita (amarela) e proibida (vermelha) para a circulação aérea. As regras são semelhantes às estabelecidas durante a Copa das Confederações. No período dos jogos, o espaço aéreo próximo aos estádios será submetido a restrições de voo. Para a abertura e encerramento, serão três horas antes e quatro horas após o início do jogo. Para a primeira fase da competição, o tempo de restrição será de uma hora antes e três horas depois. Nas demais fases, uma hora antes e quatro horas depois. Em breve, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), vai divulgar o Plano de Controle do Espaço Aéreo com as regras específicas para cada aeródromo durante o período do mundial.

Fonte: Força Aérea Brasileira (FAB)

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América Latina Conflitos Geopolítica Inteligência

Líder da oposição se entrega à polícia durante protesto na Venezuela

Para López, rendição abrirá olhos do mundo para autoritarismo de Maduro; número de mortos em manifestações chega a 4

O líder da oposição Leopoldo López ressurgiu depois de dias escondido para discursar em uma manifestação antigoverno e então se entregar às autoridades nesta terça-feira, em uma medida que, disse, abrirá os olhos do mundo para uma guinada cada vez mais autoritária do governo socialista venezuelano.

AP

Envolto em uma bandeira venezuelana, líder opositor Leopoldo López (2º à D) é cercado por manifestantes antigoverno e pela mídia antes de se entregar em Caracas, Venezuela

Retaliação: Venezuela expulsa três funcionários consulares dos EUA

Falando a cerca de 5 mil partidários com um megafone, López afirmou que não teme ir para a prisão para defender suas crenças e seu direito constitucional de protestar pacificamente contra o presidente Nicolás Maduro. “Não temos nada a esconder”, disse López a um mar de partidários vestidos de branco.

Depois de seu curto discurso, López desceu de uma estátua do herói da independência cubana do século 19 José Martí e caminhou para um posto policial, onde se entregou.

López era buscado pelas autoridades sob um mandado de prisão decorrente da violência que aconteceu em protestos na semana passada e enfrenta acusações que incluem de homicídio a vandalismo da propriedade pública. Maduro acusa López de liderar uma conspiração “fascista” para depô-lo.

Jornal: Juíza da Venezuela ordena prender opositor após protestos com 3 mortos

Os partidários de López disseram que as três pessoas que morreram nos protestos de quarta-feira foram atingidas por disparados das forças pró-governo. Na segunda-feira, uma quarta vítima, um menino de 17 anos, foi morto quando um veículo não identificado acelerou contra um grupo de estudantes no Estado de Sucre.

O protesto da oposição e uma marcha governista rival no centro da capital foram feitas um dia depois de o governo Maduro ter dado 48 horas para que três funcionários da embaixada dos EUA deixarem o país, alegando que eles apoiam conspirações da oposição contra seu governo socialista. Os EUA negam a acusação.

Partidários de López, que o inimigo mais vociferante de Maduro, desviaram sua marcha da praça central em Caracas onde empregados do setor do petróleo planejavam sua própria manifestação.

Apesar disso, Still, um piquete policial inicialmente impediu os manifestantes de entrar na praça onde estava previsto que se reunissem. Estações vizinhas do metrô também foram fechadas, levando os organizadores a apelar aos vizinhos para abrir suas redes Wi-Fi para que os manifestantes pudessem se comunicar.

Diosdado Cabello, o presidente da Assembleia Nacional, disse que mesmo que os manifestantes tivessem o apoio dos marines americanos, sob nenhuma circunstância teriam permissão de entrar no reduto do governo no centro de Caracas.

TV colombiana é tirada do ar: ONG denuncia 125 detidos em protestos na Venezuela

AP

O pai de Leopoldo López, líder da oposição da Venezuela, sua mãe e sua mulher caminham enquanto López é preso em Caracas, venezuela

O governo venezuelano acusa o governo americano de Barack Obama de se posicionar em favor de estudantes vistos como responsáveis pela violência. Maduro alega que os EUA tentam causar tumultos para retomar o domínio sobre o maior produtor de petróleo da América do Sul.

Em Washington, o Departamento de Estado disse que as alegações de que os EUA ajudam os manifestantes a se organizar são “infundadas e falsas” e conclamou o governo venezuelano a se engajar em um “diálogo significativo com a oposição”.

Na segunda-feira, o chanceler Elías Jaua disse que três funcionários consuladores graduados dos EUA estavam sendo expulsos porque tinham tentado se infiltrar nas universidades do país sob a desculpa de fazer operações de visto. Maduro expulsou diplomatas americanos duas vezes anteriormente.

Centenas de estudantes passaram a semana passada nas ruas de Caracas alternando protestos pacíficos durante o dia e batalhas campais com a polícia durante a noite, em um tumulto alimentado por problemas que vão desde o crime crescente a uma inflação de 56% e à escassez de produtos básicos.

*Com AP

Fonte: Último Segundo

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Conflitos Geopolítica Inteligência

Ucrânia vive outro dia de protestos sangrentos e com mortes

Protesto em Kiev (Reuters)Manifestantes em Kiev entraram em choque com a polícia

Os protestos que se arrastam há mais de dois meses na Ucrânia ganharam outro capítulo trágico, com a morte de pelo menos sete manifestantes na capital, Kiev.

Dezenas ficaram feridos nos confrontos com a polícia, os mais violentos das últimas semanas. As forças de segurança do país deram aos manifestantes um prazo até o as 18h (hora local, 13h horário de Brasília) para encerrar o protesto ou enfrentar a ação policial.

Dezenas de milhares de pessoas estão participando das manifestações e a multidão também conseguiu entrar na sede do partido do governo, que acabou incendiado.

A polícia, por sua vez, disparou balas de borracha e atirou bombas para tentar evitar que os manifestantes chegassem ao Parlamento, onde os políticos do país devem discutir mudanças na Constituição.

Um dos mortos foi encontrado em um cômodo consumido pelas chamadas na sede do governo. O corpo de outras três vítimas estavam em um prédio próximo ao Parlamento. Outros três corpos foram encontrados nas ruas.

As propostas de mudança a serem debatidas no Parlamento iriam restaurar a Constituição de 2004 e diminuir os poderes do presidente Viktor Yanukovych, mas a oposição, que exige as mudanças, afirma que foi impedida de submeter sua proposta à votação.

O país vinha passando por um período de calma relativa, mas as manifestações violentas foram retomadas nesta terça-feira.

Aproximação com a Rússia

As manifestações começaram em novembro, quando o presidente, Viktor Yanukovich, decidiu não assinar um acordo de cooperação com a União Europeia, em favor de uma aproximação econômica com a Rússia.

Os confrontos diminuíram depois que os manifestantes saíram dos prédios oficiais que estavam ocupando, e após o governo garantiu que iria dar anistia a todos.

Mas os acampamentos de protesto continuaram nas ruas de Kiev e a oposição continuou a exigir a renúncia do presidente.

Em janeiro, os protestos ficaram ainda mais violentos na capital, quando o governo adotou novas leis com o objetivo de frear as manifestações.

Nesta terça-feira, dezenas de milhares de pessoas tentaram chegar até o prédio do Parlamento, que já estava cercado por carros de polícia. Os manifestantes reagiram atirando pedras e os confrontos começaram.

Segundo a agência de notícias Reuters, o Ministério do Exterior da Rússia afirmou que os últimos episódios de violência na Ucrânia são “resultado direto da conivência dos políticos ocidentais e das estruturas da Europa que fecharam os olhos… para as ações agressivas de forças radicais”.

O governo da Rússia quer que a Ucrânia se junte a uma união aduaneira que diminuiria as barreiras comerciais entre os dois países. Cazaquistão e Belarus já fazem parte deste bloco.

Rússia e União Europeia se acusam mutuamente de interferência na política interna da Ucrânia.

Fonte: BBC Brasil

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Defesa Geopolítica

Nova doutrina da Marinha de Guerra da Rússia

O navio polivalente de desembarque Vladivostok, tipo Mistral, poderá contar com uma base naval já no outono de 2015, devendo as obras ser concluídas até aos finais de 2017. A primeira viga do futuro atracadouro para esse navio de vanguarda foi instalada em 11 de fevereiro na angra Uliss em Vladivostok.
O navio polivalente de desembarque Vladivostok, tipo Mistral, poderá contar com uma base naval já no outono de 2015, devendo as obras ser concluídas até aos finais de 2017. A primeira viga do futuro atracadouro para esse navio de vanguarda foi instalada em 11 de fevereiro na angra Uliss em Vladivostok.

Uma abordagem nova

A falta de infraestruturas modernas tem sido um flagelo das Forças Navais russas desde os tempos precedentes à Revolução de Outubro. As instalações de manutenção técnica precárias, localizadas em Vladivostok e Port-Artur, tinham agravado a situação no decurso da Guerra Russo-Nipónica. Os problemas idênticos complicavam a atividade da Marinha na zona transpolar no período da Segunda Guerra Mundial. Nos tempos da Guerra Fria, as Forças Navais soviéticas também careciam de infraestruturas de manutenção convenientes. Uma acentuada falta de docas flutuantes, atracadouros bem equipados e sistemas costeiros de energia eléctrica fazia com que muitos navios em ancoradouro gastassem em vão seus recursos preciosos.

projecto 955 – o Alexander Nevsky
projecto 955 – Alexander Nevsky

Hoje em dia, o processo de modernização das instalações no Oceano Pacífico iniciou na base naval em Vilyuchinsk à qual, ainda este ano, deverá atracar o primeiro porta-mísseis do projecto 955 – o Alexander Nevsky.

Na cidade de Vladivostok, em que a base naval ocupa um lugar de destaque, antes da cúpula da APEC (Cooperação Económica Ásia-Pacífico), foram reconstruídos praticamente todos os atracadouros e modernizados os demais elementos da infraestrutura local, desde os armazéns até às casernas.

Uma nova abordagem relativa à criação de novas infraestruturas deverá assegurar:

1.​ Maior tempo de passagem do navio no alto mar.

2.​ Aumento do período de serviço de navios e a redução substancial do seu desgaste.

3. ​ Melhoria da preparação de tripulantes que serão isentos dos trabalhos administrativos durante a estadia, podendo dedicar mais tempo ao ensino e repouso.

4.​ Aceleração dos preparativos para eventuais ações militares.

Criação de bases de apoio alternativas

Para além das bases principais (em Vladivostok e Vilyuchinsk), no Extremo Oriente, nomeadamente, nas regiões de Primorie, na ilha de Sacalina e nas Curilhas, estão sendo instalados postos de apoio alternativos. Deste modo, a Rússia terá ao seu dispor uma infra-estrutura sólida no caso de uma guerra hipotética, por exemplo, pela parte sul do arquipélago das Curilhas. Assim sendo, a modernização das bases permitirá não só elevar a eficácia das ações da Esquadra do Oceano Pacífico, mas também receber os reforços da Esquadra do Norte pela Rota Marítima do Norte.

O restabelecimento de Esquadras alternativas também se afigura como um factor importante. Tal medida irá proporcionar manobras distantes, privadas de apoio de bases navais estrangeiras. Actualmente, prossegue a construção de novos navios de apoio logístico, de carga e de transportes. Pode-se esperar que, com a entrada em serviço de novas belonaves oceânicas, a Esquadra do Oceano Pacífico possa atuar com êxito nos espaços marítimos longínquos.

O vaso de guerra Vladivostok será posto em serviço em 2015 e o seu congénere – Sevastopol – em 2017.

Fonte: Voz da Rússia

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Defesa Sistemas de Armas Tecnologia

IAI mostra nova embarcação não tripulada

A Israel Aerospace Industries revelou detalhes e uma imagem de seu novo sistema de combate Unmanned Surface Vessel (USV, ou Plataforma Flutuante Não Tripulada) Katana, destinado a aplicação em segurança interna.

O sistema Katana pode ser empregado também em proteção de zonas econômicas exclusivas, segurança de portos, patrulha de águas rasas guerra de superfície, guerra eletrônica, proteção de plataformas “offshore”, etc.

O sistema pode operar no modo totalmente autônomo, controlado a partir de uma estação avançada de comando e controle, ou num modo operacional de combate, tripulado.

O Katana (Foto: IAI) possui capacidade de navegação autônoma e de evitar colisões, e pode ser equipado com diversas cargas úteis (incluindo eletro-óticas), sistemas de comunicação, rádio, radar e sistemas de armas.

Fonte: Segurança&Defesa

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Acidentes e Catástrofes Conflitos Geopolítica Inteligência

Protestos pressionam governo na Venezuela; entenda a crise

Manifestante em 16 de fevereiro, em Caracas | Foto: ReutersClima de tensão aumentou após protestos estudantis que terminaram em confronto

Caracas tornou-se mais uma vez palco de enfrentamentos da oposição e de simpatizantes do governo chavista de Nicolás Maduro. A atual onda de protestos ganhou tons trágicos na última quarta-feira com a morte de três manifestantes. Desde então, o país vive sob tensão crescente.

Na última quarta-feira, a maioria dos manifestantes já havia se retirado do que até então era uma mobilização pacífica quando indivíduos em motocicletas abriram fogo contra o resto da multidão.

Dois estudantes que marchavam com a oposição e um simpatizante do governo morreram após o episódio. O número de feridos passa de cem, segundo as agências de notícias.

As mobilizações formam parte da mais recente série de protestos de massa contra as políticas do presidente Nicolás Maduro, sucessor de Hugo Chávez.

Quem está protestando?

O que começou há pouco mais de uma semana como uma manifestação estudantil contra a insegurança em vários estados do país desencadeou uma série de mobilizações às quais diversos grupos políticos e outros setores da sociedade aderiram.

Inicialmente, estudantes no estado de Táchira, que exigiam maiores medidas de segurança, foram presos por desordem pública. O evento gerou outros protestos neste estado e em Mérida, que resultaram em distúrbios e mais prisões.

Foto: BBCProtesto de quarta-feira começou pacífico, até que pistoleiros atiraram contra a multidão

Figuras da oposição se uniram às manifestações, convocando seus simpatizantes a saírem às ruas pedindo uma mudança de governo.

O movimento estudantil convocou, para a quarta-feira passada, uma manifestação em apoio a seus colegas presos, da qual também participaram grupos de oposição.

O governo, por sua vez, organizou sua própria manifestação para celebrar o Dia da Juventude, uma data cívica venezuelana que comemora uma batalha da guerra de independência.

Até o final da tarde aconteceram enfrentamentos violentos entre simpatizantes e opositores, cujo motivo é objeto de disputa.

Por que eles protestam?

Originalmente, os protestos eram contra os altos índices de criminalidade. Mas problemas como a inflação, a falta de bens de consumo básicos, o mercado negro e os apagões também geraram mal-estar em alguns setores. Isso sem falar da oposição de direita, que pretende mudar 15 anos de políticas “chavistas” – iniciadas pelo ex-líder Hugo Chávez e continuadas por Nicolás Maduro.

A Venezuela tem uma das taxas de homicídio mais altas do mundo. Grupos da sociedade civil denunciam a impunidade em relação aos infratores e acusam também as milícias armadas.

O país também sofre com a inflação mais alta na região – que chegou a 56,2% em 2013. Produtos básicos como leite, açúcar, medicamentos e até papel higiênico frequentemente não podem ser encontrados nos supermercados.

Foto: ReutersEstudantes pedem fim da insegurança e medidas contra inflação

Desde 2003, o governo de Chávez impôs um controle cambial às moedas estrangeiras em uma tentativa de frear a fuga de capitais e manter os preços da cesta básica. O dólar oficial vale 6,3 bolívares, mas a moeda no mercado negro vale dez vezes mais.

É com base nesse mercado negro que os venezuelanos calculam o custo de vida.

A isso se somam os apagões de energia que ocorrem com frequência. Dois aconteceram na capital, Caracas, em 2013, mas muitos ocorreram em outras regiões.

O que diz o governo?

O presidente Nicolás Maduro condenou os incidentes da manifestação da quarta-feira passada e os atribuiu a um levante “nazifascista” que buscaria um golpe de Estado.

“Não haverá golpe de Estado na Venezuela, tenham certeza absoluta, o mundo deve saber disso”, declarou.

Maduro pediu a paz, mas afirmou que os que participaram do episódio de violência não ficariam impunes, ao mesmo tempo em que manifestou apoio às investigações que a Promotoria Pública realizará para determinar os possíveis responsáveis.

Um dia depois, de acordo com a mídia local, o governo emitiu uma ordem de prisão contra o líder opositor Leopoldo López, que é acusado de liderar os protestos da quarta-feira.

Ele também é acusado de incitação à delinquência, de intimidação pública, de danos à propriedade pública e até de homicídio doloso qualificado.

Foto: APMaduro disse que manifestações eram tentativa de golpe de Estado

López, um dos líderes opositores de maior projeção, foi prefeito do município de Chacao, na região de Caracas – um dos focos da oposição. Em 2008, no entanto, ele foi impedido de exercer cargos públicos.

Qual é a resposta dos opositores?

Carlos Vecchio, um dos dirigentes do partido de López, disse que a ordem de prisão “é parte de um plano para criminalizar os protestos”.

Ativistas estudantis também afirmaram que foram às ruas pedir por mudanças, e não provocar um golpe de Estado.

“Sempre que alguém protesta por um direito, o governo sai com o discurso de que ‘sofremos um golpe de Estado’ ou que ‘estão criando uma agenda oculta para desestabilizar’. Desestabilizada está a sociedade venezuelana que vive com medo e fazendo filas”, disse a líder estudantil Arellano.

Arellano disse ainda que se o governo de Maduro não quer ver mais manifestações, deve responder às exigências dos estudantes.

No entanto, a resposta às convocações por mais protestos por parte dos líderes estudantis e outros líderes da oposição foi limitada, após o episódio da quarta-feira.

Isso possivelmente se deve ao fato de que a oposição está dividida.

Henrique Capriles, o candidato presidencial da oposição e, até agora, a principal figura opositora, se distanciou das iniciativas de Leopoldo López e condenou a violência.

Leopoldo López Foto: AFPForagido após mandato de prisão, Leopoldo López ganha projeção no país

Capriles acredita que este não seja o melhor momento para mobilizações de massa contra o governo e criticou a convocação de uma parte da oposição, que exigiu a saída antecipada de Maduro do poder.

O ex-candidato defende a opção por “um caminho mais longo”, que evite situações que conduzam à violência.

“Esta luta é uma resistência, mas esta resistência não cresce se nos colocarmos saídas que não levam a nada”, afirmou.

A postura menos belicosa de Capriles provocou uma queda em sua popularidade, ao mesmo tempo em que López começa a despontar como o novo rosto da oposição.

Nas redes sociais há constantes elogios aos protestos e seus participantes e duras críticas a Capriles. Alguns, inclusive, o chamam de traidor.

Qual é a situação dos detidos e dos feridos?

Os números de pessoas detidas, liberados, presas e feridas nas manifestações muda a todo momento, na medida em que se resolvem casos individuais, e também muda de acordo com as fontes.

O que ninguém contesta são as três pessoas que morreram na quarta-feira passada, dia 12 de fevereiro: dois estudantes ativistas e um simpatizante do governo, dos chamados “coletivos”.

Os números oficiais dizem que 99 pessoas foram detidas até o domingo por suposta participação em episódios de violência ou outros delitos em Caracas e outros estados.

De acordo com o site da Promotoria Pública, a maioria destas pessoas foram libertadas depois de serem aplicadas medidas cautelares. 13 delas foram presas.

No dia 13 de fevereiro, um dia depois do confronto, as autoridades diziam que o número de feridos era 66. No entanto, agências de notícias informam que já passa de 100.

Por outro lado, a ONG Foro Penal Venezolano diz que 155 pessoas foram detidas, a maioria em Caracas, e que seis delas estão presas esperando a decisão dos tribunais.

A ONG também menciona 22 feridos durante as manifestações, 14 deles por tiros, só no estado de Lara.

Foto: GettyTrês pessoas foram mortas e dezenas foram detidas após protesto da quarta-feira

Uma advogada do Foro Penal Venezolano disse ao canal de notícias colombiano NTN24 que alguns presos foram vítimas de torturas por parte da polícia.

Segundo ela, eles teriam recebidos golpes, choques elétricos e ameaças de serem queimados após serem molhados com gasolina.

Não há confirmação independente destas afirmações e o governo não respondeu às denúncias.

O contexto dos protestos

Qualquer seja a avaliação dos fatos da última semana, a Venezuela enfrenta desafios complexos e tem pela frente um longo caminho até a estabilização.

Em primeiro lugar, o país está tão polarizado politicamente que qualquer atitude que o governo tome não tardará a receber uma reação contrária de igual força. O mesmo acontece com a oposição.

A situação não contribui para atacar o problema mais urgente do país: a economia. A oposição insiste que a culpa pelos problemas econômicos do país é da administração chavista, mas oficialmente se fala de uma “guerra econômica” impulsionada pelos inimigos da Revolução Bolivariana.

A alta taxa de inflação e a escassez de produtos básicos ainda não foram resolvidas.

A Assembleia Nacional outorgou poderes especiais ao presidente Maduro para decretar leis que aumentem o controle estatal da economia.

Entre elas está a limitação dos ganhos sobre a venda de produtos e a fixação de preços justos para o consumidor.

Mas os críticos asseguram que estas medidas só aprofundarão as distorções da economia, criando mais escassez e um mercado negro descontrolado.

Fonte: BBC Brasil

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Conflitos Geopolítica

Brasil adota cautela em crise na Venezuela

Pablo Uchoa

Da BBC Brasil em Washington

Protesto em Caracas na segunda-feira (AP)Brasil foi cauteloso ao comentar protestos na Venezuela; EUA criticaram ‘violência sem sentido’

Mantendo um tom de cautela, o Brasil preferiu até o momento evitar declarações impactantes sobre o acirramento da situação política na Venezuela, preferindo atrelar sua posição a pronunciamentos “coletivos” regionais.

Na segunda-feira, no mesmo dia em que organizações internacionais se manifestaram sobre a situação venezuelana – e uma polêmica com os EUA resultava na expulsão de três diplomatas americanos de Caracas –, o Itamaraty disse apenas que “a posição do governo brasileiro sobre a situação na Venezuela está refletida nas notas à imprensa dos Estados-membros do Mercosul e da Unasul”.

“O governo brasileiro acredita ser mais eficaz, no que diz respeito a tomada de posição sobre a situação na Venezuela, manifestação coletiva dos países de ambos os blocos regionais”, diz a nota do Itamaraty.

O comunicado condena as mortes registradas nos protestos e o que chamou de “tentativas de desestabilizar a ordem democrática” no país.

Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai pedem às partes que “continuem a aprofundar o diálogo sobre as questões nacionais (…) como tem sido promovido pelo presidente Nicolás Maduro nas últimas semanas, com todos os setores da sociedade, incluindo parlamentares, prefeitos e governadores de todos os partidos políticos representados”.

O texto foi saudado pelo governo venezuelano como “uma demonstração de solidariedade” a Maduro. “Ninguém pode negar que o governo bolivariano esteja dialogando”, disse o chanceler venezuelano, Elias Jaua, em entrevista à imprensa em Caracas. Dias antes, a Argentina e o Equador já haviam prestado solidariedade ao governo Maduro.

Segundo o Palácio de Miraflores, 20 governos e 156 organizações sociais estrangeiras enviaram seu apoio.

Nas ruas, no entanto, a situação é de tensão. Na semana passada, três manifestantes morreram nos protestos – dois estudantes da oposição e um simpatizante do chavismo. Segundo as agências de notícias, há mais de cem feridos.

Na segunda-feira, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse que está preocupado com a hipótese de “mais episódios de violência, que apenas afastem as posições entre governo e oposição, e polarizem ainda mais o delicado momento que vive o país”.

Insulza disse que o governo deve “respeitar a liberdade de expressão” da oposição, opinou que a oposição deve “evitar fazer provocações” e recomendou aos meios de comunicação quem “tomem consciência da influência que desempenham nesta conjuntura política”.

‘Ingerência disfarçada’

A decisão venezuelana de decretar a prisão de Leopoldo López, uma das figuras mais importantes da oposição radical ao governo, continuou gerando polêmica com os EUA, motivando mais um incidente diplomático entre Caracas e Washington.

No sábado, o secretário de Estado, John Kerry, havia dito que o governo americano está “profundamente preocupado” com o que chamou de “violência sem sentido” na Venezuela, e sublinhou que os EUA estão “particularmente alarmados” pela prisão de manifestantes e o mandado de prisão contra López.

O governo venezuelano diz que o Departamento de Estado entrou em contato com o embaixador venezuelano na OEA, Roy Chaderton, para pressionar Caracas a libertar os manifestantes detidos e suspender o pedido de prisão de López.

À BBC Brasil, o Departamento de Estado não confirmou o telefonema, mas confirmou que havia sido notificado pelo governo venezuelano de que três de seus funcionários em Caracas haviam sido declarados persona non grata.

À BBC Mundo, uma representante do governo venezuelano nos EUA, a vice-ministra para América do Norte, Claudia Salerno, acusou os EUA de promover um financiamento “disfarçado” a grupos de oposição venezuelanos.

Salerno disse que os três representantes consulares americanos expulsos de Caracas estavam envolvidos em uma “ação bastante irregular” para trazer estudantes venezuelanos para os EUA, a fim de treiná-los na ação política.

“Não estamos falando de uma atividade de inteligência secreta, e sim de uma atividade de ingerência disfarçada”, afirmou ela.

A porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, disse que as acusações de que os EUA estão envolvidos com os protestos na Venezuela são “falsas e sem fundamento”.

Fonte: BBC Brasil

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas

Alemanha auxilia a china na construção naval

Type 54A2Sugestão: Red Dragon (Taiwan)

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

As fragatas Type 054A chinesas possuem um deslocamento de cerca de  4.053 toneladas e está armada com 8 mísseis anti navio YJ-83 com um alcance de 180 km, 32 lançadores de mísseis de defesa aáera  HQ-16 com um alcance de 50 km, porém o que se destaca nestas belonaves cuja construção em série demonstra o esforço chinês de dominar os mares é que estes navios possuem peças e motores alemães. além disso os navios são equipados com sistemas HN-90 sistema de cadeia de dados de batalha naval e sistemas de processamento de dados táticos ZKJ-4B  derivados do sistema francês Tavitac.

Type 54AA China já construído 19 destas fragatas com a ajuda da Alemanha e para a propulsioná-los, utiliza 16PA6 motores diesel produzidos sob licença. Quatro dos navios são equipados com motores nacionalizados, produzidos a partir do know how adquirido ao longo do programa e  aprendido da Alemanha.

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Simultaneamente a China produz outros navios com maior capacidade os destroyers Type  052C e 052D, desenvolvidos para fornecer defesa aérea satisfatória para a frota chinesa. Além disso, estes navios possuem uma considerável capacidade anti-submarino. A China deve muito e tem que ser grata a Alemanha e outros países da União Europeia pela sua ajuda no desenvolvimento da sua marinha.

Fonte: qianzhan.com “história Dentro de construção de grandes navios de guerra da China: O país tem secretamente dado grande ajuda”

Fonte: Tiananmens Tremendous Achievements

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Conflitos Geopolítica

“Comer menos”… la solución de Nicolás para la escasez

eMail

¡BÁRBARO! “Comer menos”… la solución de Nicolás para la escasez

Sugestão: Capa Preta

@DolarToday / Feb 12, 2014 @ 1:00 pm

En reunión para abordar temas concernientes a la Ley de Precios Justos, Nicolás Maduro soltó una medida para combatir la escasez en el país.

El máximo mandatario opinó que había que “bajarle al consumo extremo”.

“Hay que “bajarle al consumo extremo para lograr el punto de equilibrio del abastecimiento y el precio justo. Confío en la mayoría trabajadora de este país, en la clase obrera y la clase empresarial, a ellos les digo vamos a crear un nuevo orden económico interno”, reflexionó.

Posteriormente, Maduro reiteró su mensaje y esta vez utilizó el ejemplo a la hora de ir a comprar productos. “Tampoco uno puede llevarse cuatro paquetones, hay que moderar la salud. El consumismo es malo para todos, tantos para la familia como para la economía”.

La Patilla

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Defesa Geopolítica Sistemas de Armas

A superioridade militar dos EUA sobre a China está diminuindo

ubmarine nuclear reactor,submarine nuclear reactorsSugestão: Lucena

 

Falando na semana passada aos membros da Associação da frota de superfície, o almirante Sam Locklear, chefe do Comando do Pacífico das forças armadas dos EUA, observou que “a dominação histórica” da América do norte está diminuindo. Locklear chamou de ameaça principal o aumento do poder militar da China.

O reconhecimento a tal alto nível do fato da gradual perda de superioridade militar dos EUA na região da Ásia-Pacífico, que o governo dos EUA considera prioritária, é um sinal importante.

Efetivamente, a essência desse reconhecimento resume-se na superioridade tecnológica dos Estados Unidos, ainda o indiscutível, já não é suficiente para derrotar as forças chinesas numericamente superiores. O almirante Locklear instou a procurar ativamente novas abordagens para reverter as tendências negativas no equilíbrio de forças na região apelando a retomar o desenvolvimento de vários sistemas promissores de armas, em especial, de uma nova geração de mísseis de cruzeiro. O poder militar chinês está atingindo um tal nível que já não pode ser contido pelas forças de um dos grupos regionais do exército norte-americano, que pode ser gradualmente reforçado durante um conflito.

Mantendo as severas restrições do orçamento militar dos EUA e da redução geral dos recursos, mais cedo ou mais tarde, os norte-americanos terão de enfrentar uma situação em que uma parte cada vez mais significativa de suas forças serão confinadas ao oceano Pacífico, como durante a Guerra Fria contra a União Soviética estiveram confinadas ao Atlântico Norte. O aumento na região do número de forças permanentemente implantadas da Força Aérea, Marinha, Corpo de Fuzileiros Navais e, possivelmente, do Exército dos EUA parece ser inevitável. Na atual situação econômica, tal aumento pode ser conseguido apenas à custa de uma redução significativa da presença dos EUA em outras partes do mundo.

Os EUA terão mais dificuldades em defender aliados e realizar intervenções para derrubar regimes indesejáveis. Note-se que praticamente todos os aliados dos Estados Unidos na Europa capazes de realmente apoiar operações militares norte-americanas em outras partes do mundo estão enfrentando problemas semelhantes.

Isto significa que os norte-americanos terão de rever o sistema atualmente existente de alianças e aumentar drasticamente a cooperação técnico-militar com seus principais parceiros políticos. A partir de um certo ponto, o fornecimento de armas modernas pode vir a ser quase a única ferramenta à disposição do governo dos EUA para influenciar a situação internacional em outras partes do mundo.

No futuro, o surgimento de novas tecnologias inovadoras, tais como mísseis de cruzeiro hipersônicos capazes de garantidamente atingir grandes porta-aviões, obrigará as principais potências navais a rever a composição das suas frotas e irá igualar parcialmente a antiga superpotência naval (EUA) com a nova (China), exigindo uma concentração ainda maior de forças dos Estados Unidos no Leste Asiático.

Fonte: Portuguese.ruvr.ru

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Conflitos Geopolítica Inteligência

MOVIMENTO “NÃO VAI TER COPA” PROTESTA CONTRA O EVENTO DA FIFA NO BRASIL

Sugestão: Lucena

O invólucro protetor das autoridades judiciárias, em cujo interior se escondem intangíveis com o descaso, este, impede o brasileiro de perceber a manipulação da violencia, cuja culpa não raramente recai à força policial mandada e responsabilizada.

SÃO PAULO/BRASIL – Na volta das manifestações populares pelas ruas, praças e avenidas do Brasil, no sábado de 25 de janeiro, o movimento “Não vai ter Copa” voltou a assustar governantes e levou a um enfretamento entre manifestantes e Polícia Militar em São Paulo e Rio de Janeiro. Os temidos Black Blocs marcaram presença e desafiaram policiais militares.

Entocados em suas mansões e gabinetes palacianos, como medida cautela, os governantes optaram por não se manifestar, para não chamarem a atenção direta dos manifestantes para as próximas investidas.

Entretanto, os serviços de inteligência dos governos federal e estaduais estiveram em pleno vapor para levantar todas as informações sobre as manifestações e seus personagens, no sentido de dar aos seus chefes governantes um preciso Raio X dos fatos.

Os protestos contra a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, tiveram início de forma pacífica, mas acabaram em confusão. Em São Paulo, os manifestantes e a Polícia Militar entraram em confronto direto.

Os manifestantes depredaram estabelecimentos comerciais no centro da cidade. O primeiro a ser atacado foi a multinacional McDonald’s. A polícia até que tentou proteger o restaurante, mas os manifestantes correram e destruíram agências bancárias pelo caminho.

Na Rua 7 de Abril, três agências foram atacadas. Terminais de atendimento do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco foram incendiados. Houve início de incêndio. Os valentes e temidos black blocs partiram em direção da polícia e lançaram até coquetel molotov.

Com os black blocs na frente, os manifestantes desceram a Avenida Brigadeiro Luís Antônio, gritando palavras de ordem contra a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Assustados, comerciantes fecharam as portas quando a multidão se aproximava.

Considerada a Wall Strett do Brasil, a Avenida Paulista foi totalmente tomada pelos manifestantes, que fecharam os dois sentidos da via.

RIO DE JANEIRO

A manifestação da cidade do Rio de Janeiro também foi marcada por confusão e enfretamento entre manifestantes e a polícia. Quando a manifestação chegou ao final da praia de Copacabana, black blocs e policiais militares começaram a se enfrentar.

A Avenida Atlântica foi fechada por manifestantes que protestam contra a realização da Copa no Brasil. Black Blocs – responsáveis pelas depredações e ações violentas registradas nas manifestações de rua no ano passado – estavam no local.

Mais cedo, a concentração ocorreu em frente ao hotel Copacabana Palace, com manifestantes gritando palavras de ordem contra a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Parte dos grupos distribuiu panfletos para as pessoas que caminhavam na orla e recolheu assinaturas para um abaixo-assinado contra o Mundial. O manifestante que costuma se fantasiar de Batman também saiu nas ruas, assim como o que imita o Coringa, um dos inimigos do super-herói.

BELO HORIZONTE

Em Belo Horizonte, capital mineira, manifestantes aderiram ao protesto nacional contra a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil e ocuparam parte da Praça Sete de Setembro, no Centro da cidade.

Manifestantes chegaram a interditar a Avenida Afonso Pena, a principal artéria da região.

No ano passado, durante as manifestações realizadas em todo o País, duas morreram em Belo Horizonte em meio aos confrontos entre manifestantes e militares. Luiz Felipe Aniceto de Almeida, de 22, e Douglas Henrique de Oliveira, de 21, caíram do viaduto onde havia sido montado o cerco policial para proteger o entorno do Mineirão, onde eram realizados os jogos da Copa das Confederações e que seriará partidas do Mundial que começa em junho que vem.

RECIFE

Em Recife, capital pernambucana, no nordeste brasileiro, as manifestações contra a a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil acabaram em frente ao “relógio da Copa”, na Avenida Agamenon Magalhães. No local, os manifestantes declararam sucesso para este ato e disseram que foi “o primeiro de muitos”.

Junto aos gritos de vitória, bradavam críticas ao governador Eduardo Campos: “Eduardo fascista, Eduardo ditador”. Pelo trajeto, o trânsito ficou parado e alguns passageiros de ônibus optaram por ir a pé a seus destinos. Em seguida, o grupo dirigiu-se ao Shopping RioMar, o mais luxuoso de Recife, para se solidarizar com o “rolezinho” que ocorre no local.

Os manifestantes percorreram um trajeto de cerca de três quilômetros, partindo da Avenida 13 de Maio até a Avenida Agamenon Magalhães, uma das mais movimentadas da cidade. Em Recife, não houve conflitos com a polícia, que acompanhou o protesto pacificamente.

Na primeira hora de manifestação, em coro, pessoas entoavam: “Não vai ter Copa”, “Ei Dudu (Eduardo Campos), vai tomar no…” e “O poder do povo vai fazer um mundo novo”. A frase “A Copa mata, desabriga e violenta o povo” pode ser lida nos cartazes. Os policiais revistaram alguns manifestantes e recolheram dois canos, que seriam utilizados para erguer faixas de protestos.

Eles disseram que é preciso alertar a população sobre a injustiça de direcionar dinheiro para a Copa e não para educação ou saúde. Os participantes se identificaram apenas por apelidos. “Para a gente não se expor”, justificou um deles.

FORTALEZA

Ainda no nordeste brasileiro, em Fortaleza, capital cearense, na dispersão dos manifestantes contra a Copa, o movimento black bloc Ceará queimou lixeiras e quebrou placas de sinalização de trânsito, na internacional Praia de Iracema. A Polícia reagiu com balas de borracha. A situação neste momento é de calma. Os manifestantes voltaram para a Estátua Iracema Guardiã, onde foi a polícia reprimiu com uma revista com apreensão de vinagre, máscaras, panfletos e cartazes contra a Copa e detenção de dois manifestantes.

A manifestação contra a Copa foi reprimida pela polícia em seu início. Uma revista do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) evitou que jovens saíssem da concentração na estátua de Iracema Guardiã, na Praia de Iracema pela Beira-Mar. O pessoal do Gate, fortemente armado, revistou todos manifestantes. Ao final deteve dois líderes para investigação. Sob protestos dos manifestantes, a polícia recolheu panfletos contra a Copa, uma bandeira nacional, cartazes, máscaras de gás e baladeiras.

Os jovens na saída da batida policial gritavam: “Não vai ter Copa”, “Estado fascista, polícia terrorista” e “Polícia é para ladrão; manifestante não”. Os cartazes apreendidos diziam: “Para Copa tudo, para Juventude nada”, “Se não tem Saúde, Educação, Justiça e Liberdade para o povo, não vai ter Copa para patrão”, “Copa é do mundo, menos do brasileiro”.

Os jovens liderados pelo movimento black bloc Ceará ainda ficaram na estátua Iracema Guardiã por mais meia hora após a batida policial e depois de dispersaram sem promover nenhum quebra-quebra. Os dois detidos para averiguações foram liberados no início da noite.

VITÓRIA

No sudeste brasileiro, em Vitória, capital capixaba, onde em junho do ano passado o governador Renato Casagrande, seu vice, Givaldo Vieira, e o deputado Vandinho Leite “fugiram” para o interior do Estado, para não terem de enfrentar as manifestações que sacudiram o Brasil de Norte a Sul, manifestantes se reuniram em Vila Velha para protestarem contra a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Com gritos de “Não vai ter copa!” e “Fora Fifa!”, os manifestantes fecharam ruas e invadiram um shopping da cidade mais populosa do Estado, enquanto eram acompanhados de perto pela polícia.

De acordo com um estudante de 17 anos, a intenção dos manifestantes era de protestar contra os abusos ocorridos nas obras preparatórias para a Copa do Mundo de 2014.

Os manifestantes escolheram protestar em Vila Velha por solidariedade ao grande número de vítimas das chuvas de dezembro no município, atravessaram um shopping da cidade em passeata e gritando palavras de ordem aos consumidores e lojistas. Perguntada sobre o protesto, uma vendedora disse que apoiava a manifestação contra a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. “Gastaram muito dinheiro e agora nós temos que reclamar. Essa grana tinha que ter sido investida na saúde”, disse. Durante a travessia, a segurança do shopping acompanhou de perto, mas nenhuma ocorrência foi registrada.

Após passarem pelo shopping, os manifestantes se dirigiram em passeata até a Residência Oficial do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, na Praia da Costa. O trânsito ficou lento e a polícia acompanhou de perto o movimento que seguiu pacífico até a sua dispersão após um pequeno piquete com fogos em frente à casa de Renato Casagrande.

Além de protestar contra a Copa do Mundo no Brasil, o evento também pedia a desmilitarização da Polícia Militar através da PEC 51 e o impeachment de Rodney Miranda, prefeito de Vila Velha, que viajou aos Estados Unidos em férias durante o período de fortes chuvas que assolaram o município.

SOROCABA

A manifestação ‘Não vai ter Copa’ também reuniu manifestantes em Sorocaba, interior do Estado de São Paulo. Os manifestantes, compostos na maioria por integrantes do movimento Anonymous, se concentraram na Praça da Bandeira e saíram pelas ruas, praças e avenidas da cidade. Com cartazes pedindo que o dinheiro da Copa fosse aplicado na saúde, os manifestantes caminharam pela avenida Afonso Vergueiro, bloqueando a passagem dos veículos. Motoristas que protestaram foram xingados pelos manifestantes. Os manifestantes não quiseram falar com a imprensa – alguns usavam máscaras e outros tinham o rosto parcialmente coberto. Viaturas da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal acompanharam a manifestação.

PORTO ALEGRE

Em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, no extremo sul do Brasil, a manifestação foi convocada pelo grupo Anonymous. Vestidos de preto, com máscaras e tocando tambores, os manifestantes até que tentaram sensibilizar a população para o movimento, mas não conseguiram pleno êxito.

Autor ANTONIO CARLOS LACERDA

Fonte: PRAVDA.RU