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Conheça os ditadores mais cruéis da história

ou como dissidentes do regime. Veja na galeria de fotos os ditadores mais cruéis da história.     

Stalin (1924-53): milhões foram mortos por fuzilamento, massacres e inanição,

Ditaduras de Hitler, Stalin e outros exterminaram milhões com trabalhos forçados, torturas e gama infindável de atrocidades

No Holocausto sob comando de Adolf Hitler (1933-1945), pelo menos 6 milhões de judeus pereceram pelo regime alemão nazista, muitos deles em campos de concentração, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Além dos judeus, o regime também perseguiu minorias que incluem ciganos, testemunhas de Jeová, homossexuais, deficientes físicos e dissidentes políticos.

Mas os assassinatos em massa não são uma peculiaridade do regime nazista. Na Rússia de Josef Stalin (final da década de 20 até 1953), mais de 20 milhões morreram por inanição, entre outros motivos, nos chamados “gulags” – campos de trabalhos forçados. No Camboja, o Khmer Vermelho de Pol Pot (1963-1997) ordenou o trabalho rural forçado das 4 horas às 22 horas, levando à morte de mais de 2,5 milhões.

Os trabalhos forçados não foram o único método usado pelos ditadores para perseguir aqueles que consideravam como inimigos ou como dissidentes do regime. Veja na galeria de fotos os ditadores mais cruéis da história.     

Hitler (1933-45): com aval do líder nazista, milhões morreram em câmaras de gás, como cobaias em pesquisas científicas e em fornos crematórios. Foto: Reprodução

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Conflitos

Destituição de presidente agrava turbulência na Ucrânia; entenda

Aglomeração na Praça da Independência, em Kiev, neste sábado (AFP)Ucrânia está no centro de uma disputa entre UE e Rússia

A destituição, pelo Parlamento, do presidente Viktor Yanukovych aumentou, neste sábado, a turbulência sociopolítica na Ucrânia, após uma semana de sangrentos protestos na capital Kiev.

Yanukovych recusou-se a abandonar o governo e afirmou que a medida do Parlamento – que prevê eleições em maio – é um “golpe de Estado”. Na prática, porém, a administração presidencial e a própria Kiev já estão fora de seu controle.

Ao mesmo tempo, a líder opositora e ex-premiê Yulia Tymoshenko foi libertada (após ter sido condenada, em 2011, a sete anos de prisão, por abuso de poder) e discursou a uma multidão na Praça da Independência, em Kiev, pedindo a continuação dos protestos.

Os desdobramentos deste sábado se seguem a três meses de protestos antigoverno. Em 18 de fevereiro, a violência dos enfrentamentos entre manifestantes e forças de segurança chegou a níveis inéditos – até o momento, o governo calcula 88 mortos na onda de confrontos.

A crise coloca em xeque o futuro dos 45 milhões de habitantes da Ucrânia, que ficam no meio de uma disputa de poder estratégica entre Rússia e o Ocidente.

A BBC Brasil fez um guia para explicar o que está em jogo:

O que motiva os protestos?

Os protestos começaram quando Yanukovych rejeitou, em novembro, um acordo com a União Europeia, preferindo uma aproximação comercial com a Rússia.

Milhares de pessoas – favoráveis à integração com a Europa – deram início a manifestações pacíficas e à ocupação da Praça da Independência.

Desde então, houve repressão policial aos protestos, a aprovação de leis restringindo as manifestações e a prisão de ativistas – fazendo com que as demonstrações antigoverno se intensificassem.

Muitas pessoas começaram a protestar menos por causa da integração à Europa e mais por temer que Yanukovych estivesse tentando servir aos seus próprios interesses e aos de Moscou.

O que causou a violência de fevereiro?

Yulia TymoschenkoYulia Tymoschenko foi libertada e discursou para multidão em Kiev

O derramamento de sangue de 20 de fevereiro foi o mais grave até o momento. Acredita-se que 77 pessoas tenham sido mortas e 600 feridas em 48 horas.

Vídeos mostram franco-atiradores disparando contra manifestantes. Os dois lados se culpam mutuamente, mas ainda não está claro quem atirou a primeira pedra ou disparou o primeiro tiro.

Governo e oposição fizeram, então, um acordo, que previa anistia a manifestantes presos e a desocupação, por parte dos opositores, de prédios estatais.

A oposição também pedia que o Parlamento discutisse mudanças na Constituição para reduzir os poderes presidenciais. Como isso não foi aceito, opositores promoveram manifestações diante do Legislativo.

Quem são os manifestantes?

Os protestos são mais fortes na região de Kiev e no oeste ucraniano (onde é maior a afinidade com a Europa e o Ocidente) do que no leste e no sul, onde fala-se russo graças à imigração durante o período soviético.

Os líderes de três partidos da oposição – Vitali Klitschko, do movimento Udar, pró-UE; Arseniy Yatsenyuk, do Fatherland, maior grupo opositor; e Oleh Tyahnybo, da extrema direita Svoboda- estão na Praça da Independência, tentando direcionar os protestos e angariar apoio.

Mas parte da população mantém sua desconfiança quanto a eles. O partido Fatherland, em especial, é criticado por seus anos recentes no governo e considerado como parte do establishment político.

Alguns grupos de extrema direita estão na dianteira dos confrontos com a polícia, mas não está claro se eles têm apoio de grande parte dos ucranianos.

O que está em jogo?

A crise na Ucrânia faz parte de um cenário maior. O presidente russo, Vladimir Putin, quer fazer de seu país uma potência global, que rivalize com EUA, China e UE. Para isso, ele está criando uniões aduaneiras com outros países e vê a Ucrânia como parte crucial disso – inclusive pelos profundos laços históricos e culturais entre ambos.

Já a UE defende que a aproximação com a Europa e eventual entrada no bloco europeu trariam bilhões de euros à Ucrânia, modernizando sua economia e dando-lhe acesso ao mercado comum europeu.

Viktor YanukovychViktor Yanukovych diz ser vítima de um golpe de Estado; parte do país já não está mais sob o seu comando

No leste, muitos ucranianos que trabalham em indústrias (fornecedoras da Rússia) temem perder seus empregos se Kiev se aproximar da Europa. Mas, no oeste, muitos anseiam pela prosperidade e pelo estado de direito que, acreditam, podem ser alcançados com acordos com a UE.

O país será dividido em dois?

Muito se fala das divisões linguísticas e culturais entre leste e oeste da Ucrânia.

Mapas mostram que áreas onde grande parte da população fala russo votaram em massa por Yanukovych em 2010. Para alguns analistas, isso indica que o país pode rachar ao meio, de forma violenta, caso não se negocie uma saída para a crise.

Outros alegam que essa divisão é improvável – e que, mesmo no leste pró-Rússia, muitos se identificam como ucranianos.

O que fez aconteceu com Yanukovych?

O presidente havia assinado um acordo com líderes da oposição, após conversas com chanceleres de três países europeus (França, Alemanha e Polônia).

Ele ofereceu eleições antecipadas (em dezembro) e a formação de uma nova coalizão de governo, dizendo-se preparado para reformar a Constituição e devolver mais poderes ao Parlamento.

Mas na noite deste sábado, a guarda armada ao redor dos escritórios governamentais sumiu; o destino de Yanukovych também se tornou incerto.

Aparentemente, ele deixou a capital, mas deu uma entrevista de TV insistindo que ainda está no poder.

Só que sua arquirrival Yulia Tymoshenko foi libertada e levada a Kiev, cidade que Yanukovych parece não mais controlar. Muitos de seu partido também parecem desertá-lo.

Qual o papel da Rússia?

A Rússia claramente tem uma forte influência sobre Yanukovych, o qual foi apoiado por Moscou durante a Revolução Laranja de 2004 – quando sua eleição foi considerada fraudulenta.

A Rússia suspendeu empréstimos quando o governo ucraniano renunciou e restringiu o comércio bilateral quando a Ucrânia flertou com o Ocidente. A UE chamou isso de pressão econômica “inaceitável”.

Moscou acusa a UE de tentar fazer o mesmo ao oferecer acordos de livre comércio a Kiev.

Nos bastidores, acredita-se que esteja operando também a grande força de ricos oligarcas ucranianos. O mais rico deles, Rinat Akhmetov, emitiu comunicado apoiando protestos pacíficos. Outros oligarcas parecem apoiar Yanukovych.

Fonte: BBC Brasil

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Conflitos Geopolítica

Maduro admite excessos em protestos, mas culpa ‘desobediência’

Vladimir Hernández

Enviado especial da BBC Mundo a Caracas

Atualizado em  22 de fevereiro, 2014 – 15:42 (Brasília) 18:42 GMT

Nicolás Maduro (Reuters)Maduro diz que abusos aconteceram quando oficiais descumpriram ordens

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, admitiu na sexta-feira que houve excessos das forças de inteligência na contenção dos protestos antigoverno que se espalham pelo país, mas afirma que os excessos aconteceram por descumprimento de ordens.

Em encontro com correspondentes estrangeiros no palácio de governo, o presidente foi questionado pela BBC Mundo a respeito do que o Estado venezuelano fará diante das numerosas acusações de violações de direitos humanos, tortura e detenções arbitrárias que recaem sobre as tropas do país.

Maduro insistiu que funcionários do serviço de inteligência estatal, o Sebin, desobedeceram ordens expressas de manter-se aquartelados e coibiram manifestações de oposição portando armas de fogo.

“Esses funcionários são uma exceção dentro do disciplinado departamento do Sebin”, afirmou Maduro. “Eles violaram ordens. Por que fizeram isso, não sabemos. Mas estamos investigando.”

O presidente também afirmou à BBC Mundo que “três ou quatro” funcionários foram encaminhados à Promotoria venezuelana. “Se tivessem sido dez, teríamos entregue os dez.”

É a primeira vez que o presidente venezuelano responde diretamente às acusações de excesso de violência por parte de funcionários estatais ou grupos armados.

ONGs internacionais vêm pedindo a investigação dessas denúncias – algo que, segundo Maduro, vai acontecer.

“Eu seria o primeiro a me colocar à frente de uma comissão especial (de investigação)”, afirmou. Ele disse ter “confiança” nas forças de segurança venezuelanas, mas admitiu que “alguns casos estão em investigação”.

Há, até o momento, ao menos oito mortos na recente onda de protestos, além de 137 pessoas detidas, segundo cifras oficiais divulgadas na sexta.

E os levantes prosseguem neste sábado. Uma multidão se aglomera no leste de Caracas, em protesto convocado pelo opositor Henrique Capriles.

Acusações

Organizações venezuelanas de defesa dos direitos humanos, como Cofavic e Foro Penal, têm compilado uma série de denúncias de pessoas que dizem ter sofrido abusos em detenções.

Um caso em especial circulou amplamente nas redes sociais: mostra o suposto estupro de uma manifestante, com um fuzil. Até o momento, o caso não foi checado de maneira independente.

Também circulam vídeos – de mais credibilidade – mostrando homens armados, sem identificação aparente, disparando contra manifestantes e contra edifícios residenciais.

Alguns deles foram identificados como membros de “coletivos”, descritos pela oposição como “paramilitares” e pelo governo como “organizações sociais”.

Um desses homens armados, segundo Maduro, está sendo investigado pela Promotoria venezuelana, acusado de disparar tiros em uma manifestação recente.

“A ordem que demos foi de aplicar a lei e respeitar os cidadãos”, declarou.

O presidente afirmou também que Capriles denunciou, ao alto escalão do governo, supostos casos de tortura registrados nos protestos.

“Mas estou há uma semana esperando que ele me traga (provas)”, disse o presidente. “Se forem verdadeiras, puniremos os funcionários responsáveis e os entregaremos à Promotoria. Para torturar é preciso que alguém dê ordens, e o comandante (ex-presidente Hugo) Chávez nunca deu essa ordem. E nós viemos dessa escola.”

Fonte: BBC Brasil

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Parlamento Ucraniano depõe Yanukovich e antecipa eleições para maio

Ukraine's President Yanukovich looks on during a signing ceremony of an EU-mediated peace deal with opposition leaders at the presidential headquarters in Kiev
Presidente deposto Yanukovich

(Reuters) – O Parlamento da Ucrânia votou hoje no sábado o impeachment do presidente Viktor Yanukovich, que abandonou seu escritório em Kiev após manifestantes invadirem, o presidente (deposto) ainda denunciou o que ele descreveu como um golpe de Estado após uma semana de combate nas ruas da capital.

O Parlamento também libertou a sua arqui-inimigo, a ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko, que caminhou livre do hospital onde ela havia sido presa, completando uma transformação radical na ex-república soviética de 46 milhões de pessoas.

A derrubada aparente do líder pró-russo após derramamento de sangue em Kiev, que viu 77 pessoas mortas e do centro da capital transformada em um inferno em chamas, parece provável que puxará a Ucrânia para longe da órbita de Moscou e mais próximo da Europa.

É também uma reversão forte para o sonho do presidente russo Vladimir Putin de recriar, tanto quanto possível da União Soviética em uma nova União da Eurásia, em que Moscou tinha contado com Yanukovich para entregar a Ucrânia como um membro central.

Os membros do parlamento ucraniano, que decisivamente abandonaram Yanukovich após o derramamento de sangue desta semana, ficou de pé, aplaudiu e cantou o hino nacional depois de declarado o presidente constitucionalmente incapaz de exercer as suas funções e definiram uma eleição antecipada para 25 de maio.

Momentos depois, a líder da oposição Tymoshenko acenou para apoiadores de um carro, liberada do hospital na cidade nordestina se Kharkiv, onde ela estava se tratando de um problema nas costas enquanto cumpria uma sentença de sete anos desde 2011.

Em uma entrevista de televisão que a estação disse que também foi realizado em Kharkiv, Yanukovich disse que não iria renunciar ou deixar o país, e chamou as decisões do parlamento “ilegal”.

“Os eventos testemunhados por nosso país e do mundo inteiro são um exemplo de um golpe de Estado”, disse ele, comparando-a com a ascensão dos nazistas ao poder na Alemanha em 1930. Ele que também afirmou que foi alvejado. “Meu carro foi alvo de tiros. Eu não tenho medo. Eu sinto tristeza pelo meu país”, disse à televisão UBR.

Apesar de sua rebeldia, o desmantelamento de sua autoridade parecia quase completa, com seu gabinete, prometendo uma transição para um novo governo, a polícia declarando-se a favor dos manifestantes e sua arqui-rival Tymoshenko sendo solta.

O ministro do Interior recém-instalado, declarou que a polícia estava agora com os manifestantes que haviam lutado por dias, quando centro de Kiev se tornou uma zona de guerra.

Na sede do presidente, Ostap Kryvdyk, que se descreveu como um comandante de protesto, disse que alguns manifestantes tinham entrado nos escritórios, mas não houve saques. “Vamos proteger o edifício até que o próximo presidente venha”, disse ele à Reuters. “Yanukovich nunca vai estar de volta.”

O local da residência de Yanukovich fora Kiev também estavam sendo guardados por “autodefesa” de milícias de manifestantes.

“TRANSFERÊNCIA RESPONSÁVEL DE PODER”

“O gabinete de ministros e Ministério da Fazenda estão trabalhando normalmente”, disse o gabinete em um comunicado. “O atual governo irá fornecer uma transferência totalmente responsável do poder sob a Constituição e legislação.”

Ministro das Relações Exteriores polonês Radoslaw Sikorski, que negociou concessões de Yanukovich com outros ministros das Relações Exteriores da União Europeia, em um acordo na sexta-feira, disse que as mudanças não foram um golpe de Estado, e que os prédios do governo tinha sido abandonados.

Os líderes militares e policiais ucranianos disseram que não iria se envolver em qualquer conflito interno. O ministério do Interior responsável pela polícia disse que ele serviu “exclusivamente ao povo ucraniano e totalmente compartilha seu forte desejo de mudança rápida”.

“Os órgãos do Ministério do Interior haviam atravessado para o lado dos manifestantes, o lado do povo”, novo ministro do Interior, Arsen Avakov disse ao Canal 5 TV da Ucrânia.

Yanukovich, que enfureceu boa parte da população por se afastar da União Europeia para cultivar relações mais estreitas com a Rússia há três meses, fez concessões amplas no acordo mediado pelos diplomatas europeus na sexta-feira depois de dias de batalhas de rua que viu atiradores da polícia atirar em manifestantes.

Mas o acordo, que convocou eleições antecipadas para o fim do ano, não foi suficiente para satisfazer os manifestantes pró-Europa na Praça da Independência, conhecida como o Maidan, ou “Euro-Maidan”, que queria a saída de Yanukovich imediatamente na sequência do derramamento de sangue.

No sábado, o presidente do Parlamento, um legalista pró-Yanukovich, renunciou e presidente do parlamento eleito Oleksander Turchynov, um aliado próximo de Tymoshenko, foi eleito o substituto.

“Hoje ele deixou a capital”, o líder da oposição Vitaly Klitschko, um campeão do mundo de boxe aposentado, disse uma sessão de emergência do parlamento sobre o presidente.

“Milhões de ucranianos desejam ver apenas uma escolha – as eleições presidenciais e parlamentares antecipadas.”

Dois manifestantes com capacetes ficavam na entrada para o Palácio Presidencial em Kiev. Questionado sobre onde os guardas de segurança do Estado foram, um manifestante, Mykola Voloshin, disse: “Eu sou a guarda agora.”

TYMOSHENKO LIVRE

Yulia Tymoshenko
Yulia Tymoshenko

A liberação de Tymoshenko transforma a Ucrânia, dando a oposição de um único líder e potencial futuro presidente, apesar de Klitschko e outros também terem direitos.

Com 53 anos e conhecida por sua trança loira foi presa por um tribunal de Yanukovich, após um acordo de gás natural com a Rússia, que ela arranjou enquanto era primeira-ministra antes de Yanukovich assumir o cargo. A UE tinha considerado por muito tempo a ela uma prisioneira política, e sua liberdade foi uma das principais demandas que tinha para laços mais estreitos com a Ucrânia durante anos de negociações que terminaram quando Yanukovich abruptamente virou-se para Moscou, em novembro.

Ela serviu como um dos líderes da “Revolução Laranja” de manifestações de massas que derrubou uma vitória eleitoral fraudulenta de Yanukovich em 2004, mas depois de um prazo de divisão como primeiro-ministro perdeu para ele em uma eleição em 2010.

Ressaltando as divisões regionais da Ucrânia, os líderes de que falam russo províncias orientais leais a Yanukovich votaram para desafiar os atos anti-Yanukovich pelo parlamento central.

Chefes regionais do Leste reunião em Kharkiv – a cidade onde Yanukovich tinha aparentemente se refugiado – aprovaram uma resolução dizendo que os movimentos do parlamento “em tais circunstâncias causavam dúvidas sobre sua legitimidade e legalidade ….

“Até que a ordem constitucional e a legalidade sejam restaurados … decidimos assumir a responsabilidade de salvaguardar a ordem constitucional, a legalidade, os direitos dos cidadãos e sua segurança em nossos territórios.”

O Governador Kharkiv Mikhaylo Dobkin disse na reunião: “Nós não estamos preparando para quebrar o país Nós queremos preservá-la.”.

Na Rússia, Mikhail Margelov, chefe do comitê de política externa da câmara alta do Parlamento, disse que a reunião Kharkiv provou “que o Maidan e da oposição, e muito menos os militantes, não são a maioria do povo ucraniano”.

Mas o chefe do comitê de relações exteriores na câmara baixa da Rússia, Alexei Pushkov, pareceu reconhecer que o governo de Yanukovich tinha terminado. “Ele fugiu. Seguranças fugiram. Toda a equipe fugiu”, disse Pushkov. “Um triste fim para o presidente.”

Com fronteiras elaboradas pelos comissários bolcheviques, a Ucrânia tem enfrentado uma crise de identidade desde a independência. Ele funde território integrante para a Rússia desde a Idade Média com os ex-partes da Polônia e da Áustria anexa pelos soviéticos no século 20.

No leste do país, a maioria das pessoas falam russo. No oeste, a maioria fala ucraniano e muitos desprezam Moscou.

Na semana passada os ucranianos viram a autoridade central do Estado desaparecer completamente no oeste, onde os manifestantes anti-russos tomaram prédios do governo e da polícia. Mortes em Kiev custaram a Yanukovich o apoio de ricos industriais que anteriormente o apoiavam.

Putin havia oferecido Kiev $ 15 bilhões em ajuda após Yanukovich rejeitar um pacto de comércio da UE em novembro para estreitar os laços com Moscou. O destino desse fundo é agora incerto.

Washington, que partilha do objetivo da Europa de atrair a Ucrânia para o Ocidente, voltou às conversações, depois de um oficial dos EUA ter sido gravado em uma linha telefônica insegura depreciando a diplomacia da UE, com um palavrão.

Fonte: Reuters

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A BUSCA DE NOVOS MUNDOS COM O SATÉLITE PLATO

CIENTISTAS NA MISSÃO PLATOPRESS RELEASE 19.FEV. 2014 (ESA)

Observando o espaço com 34 telescópios para investigar um milhão de estrelas.

A exploração de planetas em torno de estrelas além do Sol (planetas extra-solares, ou “exoplanetas”) é um dos temas mais interessantes da ciência do século 21. Um dos objetivos chave desta pesquisa é descobrir e entender sobre as propriedades dos outros mundos semelhantes à Terra e da nossa vizinhança. A ESA, Agência Espacial Europeia, irá fazer isso através da preparação de uma nova missão espacial chamada PLATO. O Lançamento da missão está previsto para 2024, e as descobertas validadas de planetas como a Terra em distâncias comparáveis à da Terra e em torno de estrelas semelhantes ao nosso Sol será produzido após terem sido recolhidos três anos de dados observacionais. O Comité do Programa Científico da ESA votou e escolheu PLATO em sua reunião ordinária em Paris nos dias 19 e 20 de fevereiro de 2014, como um dos cinco projetos espaciais propostos para a chamada “M” ou missões “de porte médio”.

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Figura 1: Um conjunto de pequenos telescópios constituirá carga útil científica da Missão PLATO, permitindo que o observatório espacial possa fazer observações de mais da metade do céu em um campo amplo e contínuas durante longo período. Crédito de imagem: ESA

Atualmente nenhum único exoplaneta do tipo Terra em uma zona habitável e em torno de uma estrela semelhante ao nosso Sol foi encontrado e totalmente caracterizada. PLATO vai ser um pioneiro nesta busca de novos mundos para a humanidade investigar.

“PLATO começará um completamente novo capítulo na exploração de planetas extra-solares” Dra. Rauer prevê com confiança. “Vamos encontrar planetas que orbitam sua estrela na zona ‘habitável​​’ que suporta a vida: planetas onde se espera que a água líquida exista, e onde a vida como a conhecemos pode ser mantida”. O consórcio da missão é liderada pela Dra. Heike Rauer do Centro Aeroespacial Alemão (DLR).

PLATO irá medir os tamanhos, massas e idades dos sistemas planetários que irá encontrar, por isso, as comparações detalhadas com nosso próprio Sistema Solar poderá ser feita. “Nos últimos 20 anos mais de mil exoplanetas foram descobertos, com pouquíssimos sistemas multi-planetários entre eles”, explica Rauer. “Mas quase todos esses sistemas diferem significativamente de nosso Sistema Solar em suas propriedades, porque eles são os mais fáceis de encontrar exemplos. PLATO firmemente irá estabelecer se os sistemas como o nosso Sistema Solar, e planetas como a nossa Terra são comuns na Galáxia. “Os cientistas precisam de um quadro completo de todos os tipos de sistemas planetários para entender melhor como os planetas e seus sistemas se formam e evoluem.

Figura 2: Layout e instrumentação de PLATO 2.0. Crédito de imagem: PLATO Definition Study Report/ESA
Figura 2: Layout e instrumentação de PLATO 2.0. Crédito de imagem: PLATO Definition Study Report/ESA

PLATO 2.0 será capaz de fornecer tanto idades precisas a partir da Sismologia como períodos de rotação a partir da análise das curvas de luz. Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Natal, Brasil), o Grupo de Evolução e Estrutura Estelar (GE3​​) liderado pelo Prof. José Dias do Nascimento é integrante da missão PLATO e vai liderar o projeto que estuda o presente, passado e futuro do Sol com base no grupo de estrela extremamente semelhante ao Sol (Estrelas Gêmeos Solares) e estrelas Análogos solares a partir de uma perspectiva da atividade magnética e rotação estelar. No Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo, o Professor Eduardo Janot Pacheco (Representante do Brasil no PLATO board)conduzirá a pesquisa na detecção da oscilações estelares (asterossismologia).

PLATO, é um acrônimo para PLanetary Transits and Oscillations of Stars. PLATO irá encontrar planetas através da obstrução periódica da luz estelar detectada e causada por um planeta que atravessa em frente da estrela, bloqueando uma fração da luz da estrela que chega até o satélite PLATO. Ele também vai medir pequenas variações detectadas na luz das estrelas causadas ​​por pequenas oscilações nas estrelas hospedeiras, realizando assim a chamada asterosismologia. Assim como em sismologia da Terra, estas vibrações podem revelar a estrutura interior do corpo vibratório. A asterosismologia nos permite descobrir a idade da estrela e dos planetas que orbitam em torno dela.

 

Figura 3: O amplo campo de observação da missão PLATO. Os 32 telescópios permitirá uma cobertura muito mais ampla do céu, em comparação com as missões anteriores de caça por Exoplanetas. Crédito de imagem: ESA
Figura 3: O amplo campo de observação da missão PLATO. Os 32 telescópios permitirá uma cobertura muito mais ampla do céu, em comparação com as missões anteriores de caça por Exoplanetas. Crédito de imagem: ESA

Um novo tipo de telescópio espacial

PLATO é um tipo de telescópio espacial completamente novo: ele vai usar uma rede de telescópios, em vez de uma única lente ou espelho. PLATO irá usar câmeras de alta qualidade, e terá a vantagem de observar continuamente a partir do espaço, sem a interrupção do nascer do Sol, ou o efeito tremido causado pela turbulência da atmosfera Terrestre. Isso permitirá que PLATO descubra planetas menores que a Terra e os planetas a distâncias de suas estrelas semelhantes à distância Terra-Sol. Até agora, apenas alguns pequenos exoplanetas são conhecidos em distâncias estrela-planeta comparáveis ​​ou maiores que a da Terra ao Sol. Ao contrário de missões anteriores, PLATO incidirá sobre esses planetas, que são previstos como os mais parecidos com os nossos próprios planetas do Sistema Solar.

A Europa  vai assumir um papel de liderança na busca de planetas extra-solares

PLATO é uma colaboração europeia viva e vigorosa – muitas instituições e centenas de investigadores europeus estão trabalhando em conjunto com cientistas de todo o mundo para completar a equipe. O catálogo de planetas potencialmente habitáveis ​​fornecidos por PLATO será a base para medidas de acompanhamento para estudo da atmosfera de planetas, utilizando o European Southern Observatory’s European Extremely Large Telescope (E-ELT) , ou a próxima geração de grandes telescópios espaciais , como o Telescópio Espacial James Webb. Com PLATO, a Europa vai liderar a busca por exoplanetas habitáveis ​​.

Um trabalho pioneiro na busca  por um candidato a nosso segundo “sistema solar”

Somente através da medida da massa e do raio de um planeta é que conseguimos distinguir entre um “mini- Netuno “, com um alto teor de gás, mas uma baixa densidade – como os dois planetas mais distantes do Sistema Solar – ou um planeta rochoso com um núcleo de ferro, como a Terra. Sem esta informação a habitabilidade de um planeta não pode ser determinada. Alguns planetas extra-solares conhecidos são “super -Terras “, com tamanhos e massas um maiores que a da Terra. Até agora, apenas alguns pequenos exoplanetas tiveram sua massa, raio e idade determinados com precisão. Isto é necessário para descrever adequadamente um planeta. “A observação de planetas em muitos estados diferentes de sua evolução nos dará pistas para sobre o passado e o futuro do nosso próprio sistema planetário ” , comenta a Dra. Rauer. ” De maneira nenhuma podemos saber tudo sobre a juventude de nosso Sistema Solar. “

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 Impusionando a ciência estelar

PLATO irá monitorar a variação da luz de 1.000.000 estrelas com alta precisão, que irá fornecer um legado para os cientistas que estudam a evolução de estrelas em nossa Galáxia. Em particular as idades obtidas por PLATO, via Sismologia, irão complementar a informação sobre as estrelas obtidas pelo recém lançado satélite Gaia da ESA que vai ajudar a melhor compreender a evolução da nossa Galáxia.

 Fatos Principais:

 Durante os longos seis anos planejados da missão, PLATO irá observar um milhão de estrelas, levando à provável descoberta e caracterização de milhares de novos planetas orbitando outras estrelas. PLATO irá analisar e observar cerca da metade do céu, incluindo as estrelas mais brilhantes e mais próximas.

PLATO consiste de uma matriz de 34 telescópios individuais montados numa plataforma-sonda de observação. O satélite será posicionado por volta do chamado Pontos de Lagrange , onde a força externa dirigida a partir da rotação em torno do Sol contrabalança a atração gravitacional da Terra , da Lua e do Sol. Cada um dos 34 telescópios tem uma abertura de 12 centímetros.

Os telescópios individuais podem ser combinados de muitas diferentes formas e grupos, levando a recursos sem precedentes para observar simultaneamente objetos brilhantes e fracos .

PLATO será equipado com o maior sistema de câmeras que já voou para o espaço, compreendendo 136 dispositivos acoplados (CCDs ), que têm uma área total de 0,9 metros quadrados.

A precisão das medições asterosismológica de PLATO será maior do que os programas anteriores de busca por planetas, permitindo uma melhor caracterização das estrelas, particularmente aquelas configurações estrela – planeta semelhantes ao nosso Sistema Solar.

O objetivo científico é baseado em projetos anteriores de sucesso, como o telescópio espacial franco- europeu CoRoT e a missão Kepler da NASA. Também levará em conta os conceitos de missão que estão atualmente em fase de preparação e irá preencher a lacuna entre o presente momento e o lançamento em 2024 – futuras missões como Kepler -2 , e TESS da NASA, CHEOPS (missão da ESA) continuarão a pesquisa.

Fonte: Grupo de Estrutura & Evolução Estelar – UFRN
http://astro.dfte.ufrn.br/plato-pt