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T-90S VS Leopard 2A6, MBTs para o Perú

leo 2A6 chile

Informações: Rustam Moscou

Textoe e adaptação:

E.M.Pinto

Segundo informações vindas da exposição SITDEF 2013 os carros combate Russos T-90S e os Alemães (de origem Holandeza) Leopard 2A6 estão numa disputa acirrada pelo contrato do exército Peruano para substituição de sua frota de carros de combate pesados.
A exposição SITDEF 2013 (Salón Internacional de Tecnología Defensa y Prevención de Desastres Naturales), que será realizada no Peru entre os dias 15 e 19 de maio, serão apresentados os carros de combates russos T-90S, considerado um dos principais candidatos à substituição dos T-55 adquiridos na década de 70 e portanto, tecnicamente obsoletos.

A empresa russa “Rosoboronexport” solicitoua  autorização para exportação ao Exército peruano T-90. Informação  confirmado no jornal diário La Republica, que acrescentou que alguns veículos serão usados em testes de campo num cenntro de ensaios nas proximidades de Lima.

Relata-se que os Ministérios da Defesa do Peru e da Holanda também estariam em conversações sobre a oferta de carros de combate Leopard 2 A6 a US $ 3 milhões cada, o pacote holandêz  incluiria a manutenção. O Leopard 2 A 6 é considerado por especialistas um dos melhores carros de combate do mundo.

T90S

Segundo o Ministério da Defesa dos Países Baixos, o Leopard 2 A6 possui uma massa de 59,9 toneladas, está equipado com câmeras de imagem térmica para o comandante e  o artilheiro, sistema de controle de fogototalmente elétrico. Têm um telêmetro a laser ajustável, uma visão traseira, TV e câmera para o condutor, sistema integrado de navegação GPS , motor de 12 cilindros avaliado em 1.100 kW,  arma principal de 120 milímetros e duas metralhadoras 7,62 milímetros, possui também 12 granadas de fumaça (6 de cada lado) e a sua velocidade máxima na estrada é de 72 kmh .

Vídeo Leopard 2A6

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Segundo fontes, do Governo do Peru a oferta russa é mais atraente, pois incluem prazos maiores de financiamento, treinamento e assistência técnica nas oficinas do exército e, por último mas não menos importante, preços mais baixos.

O T-90 mais leve possui uma massa de 46,5 toneladas, o que é significativamente menos do que o MBT europeu, Está equipado com um  motor 12 cilindros V-92S2 1000 l . A arma  principal consiste num canhão  125 mm, equipado com sistemas de estabilização em dois eixos, sistema isolamento térmico da habitação e taxa de 7 tiros por minuto.

O T 90 S está equipado para lançar mísseis anti-tanque 9M119 podendo ainda incluir o modelo  M 5000, está equipado com uma metralhadora 6P7Kcoaxial de  12,7 milímetros, metralhadora anti-aérea, auto carregador com 22 tiros armazenados prontos para disparo  e sistema óptico do T01-K04 para o comandante. O Artilheiro pode buscar os alvos através do sistema 1G46, pela  câmera de imagem térmica do artilheiro, e pelo visor anti-aeronaves PZU-7.

O T 90S possui blindagem dinâmica, é possível instalar o sistema de segurança, a velocidade máxima na estrada – 60 kmh .

 Vídeo T-90

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O Exército Peruano está interessado em adquirir 140carros de batalha principal, novos ou usados, mas em bom estado.

 

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Conflitos Geopolítica Opinião

Fracasso & sucesso

Roberto-da-Matta

‘O problema de vocês é o palácio. Vocês lutam pela democracia, elegem os caras e depois os colocam em palácios. E aí, meu caro, vocês voltam às velhas deferências — mas com o dinheiro do povo’

ROBERTO DAMATTA (*)

Vencer ou perder, governar ou desgovernar, poupar ou gastar, trabalhar ou dormir, honrar os cargos ou vilipendiá-los, enfim: ser ou não ser seriam — como variantes possíveis de fracasso e sucesso — as duas faces uma mesma moeda?

No Brasil, sucesso e fracasso tem se constituído em moedas diferentes. A do sucesso pertence ao nosso grupo ou partido; a dos outros é a do fracasso. Ou, dito de modo mais familiar, a moeda do sucesso é a do governo (que tudo gasta de modo irresponsável); a do povo, porém, está sempre em falta. Ou, pior que isso, inexiste. Porque como diz a formula malandra: não há verbas para o nosso projeto de poder.

E qual é o projeto de poder dos governos? É melhorar o trânsito e liquidar gargalos em setores críticos? Não! O projeto do governo, como revelam os noticiários e as tentativas de inventar fracassos com uma crise entre poderes, é permanecer no poder.

Essa é a lei de ferro que faz com que, no Brasil, os elos entre sucesso e fracasso permaneçam sem reflexão, como se um lado nada tivesse com o outro quando, no fundo, há um laço íntimo entre o ir para a frente e o seguir decididamente para trás.

Como ironiza Joseph Heller na figura do Coronel Cargill, um personagem intrigante do livro “Ardil 22”. Cargill, um ex-marqueteiro, agia como um político — ele era especialista em fracasso. Ele sabia — por isso ele merece reflexão — que o fracasso é tão difícil quanto o sucesso!

O fracasso do Brasil não é exclusivo nem obtido de graça. Tal como o nosso sucesso, ele não é tampouco espontâneo. Tem sido planificado por gerações de imperadores e barões e com a plêiade do que hoje — com a abolição da escravatura e a proclamação da república — chamamos de secretários, ministros, aspones, diretores, parlamentares e presidentes. Esse “poder público” que continuamos a tratar com um misto de sacralidade, respeito, hipocrisia e extremada covardia, o qual é uma esfera em pleno processo de encontro com a sociedade que ele controla, comanda e, no meu humilde entender, explora brutalmente.

Exagero? Sem dúvida. Mas impressiona ao jovem antropólogo dentro do velho professor, cronista, avô, péssimo escritor e eventual cantor ridículo de canções fora de moda, perceber com nitidez fotográfica como o “poder publico” está em toda parte e em todo lugar, deve quase sempre tudo à sociedade, mas sempre erra e fracassa redonda e irritantemente onde se mete. Nós, o povo (ou, para sermos mais precisos, a sociedade), não podemos fracassar e, num certo sentido, continuamos invisíveis e anônimos. Mas os sócios do tal “poder publico” são as celebridades inimputáveis que, embora tenham tudo, saibam tudo e controlem tudo, não são — nem nas crises e denúncias — responsáveis por coisa alguma. A nós, pobres anônimos sem poder, cabe existir como “povinho carente” e sem rosto, mas somente para os demagogos. E, de quebra, somos responsáveis pelo fracasso do Brasil.

Ainda estamos longe de conceber, saindo da velha e grossa casca escravista, que o “povo” é o conjunto de cidadãos que concede autoridade administrativa a uns poucos que, por sua vez, recusam (a não ser em casos extremos) a colocar suas caras a tapa. Ou seja: a assumir com todas as letras o que fazem para seus estados, cidades ou país.

De um lado há os grande atores; e, do outro, os chamados “merdas”. Todos nós, leitores, que pagamos impostos e que, ao contrário dos nossos gerentes, não podemos errar debaixo das penas da lei. Conheci, graças à Deus, de longe, poderosos que se pensavam imortais e só viraram povo quando sofreram perdas, quando enfrentam a doença ou quando descobriram com horror que eram mortais, embora o cargo que ocupavam não fosse.

Sucesso e fracasso, atraso e progresso ainda se dividem de modo crasso e reacionário no Brasil. O povo é ignorante e atrasado, o Estado — porém — é sábio e avançado. Ele entende tanto de sociologia que, quando decide mudar um costume estabelecido, inventa uma lei! O problema é que, como as coisas estão interligadas, logo ele próprio é vítima das leis que promulga. Entre as autoridades e a sociedade, há um fato curioso e absurdo: até hoje, quem se investe como parte do “poder público” esquece imediatamente depois da “posse” que ele (ou ela) faz parte da sociedade e que esse tal de “poder público” deve algo a essa mesma sociedade, e não o contrário. Eis um fato notável do poder à brasileira.

Um outro fato diz respeito ao seguinte: a força da autoridade é sempre aplicada com mais consistência contra o “outro”, como agora testemunhamos nessa briga irresponsável de incêndio entre o Congresso e o Supremo. Um conflito sintomático do desejo óbvio de vingança por parte de parlamentares que foram condenados e que, cedo ou tarde, a prevalecer algum senso de justiça, devem pagar o que devem à lei e ao povo. Esse povão sem rosto feito de vozes desarticuladas, mas que hoje falam muito e batem num ponto básico: como ter autoridade sem cara? Como ter cidades onde vivemos e morremos sem um dono — um responsável a quem a população concedeu pelo voto um tempo para gerenciá-las com decência? Não se pode culpar costumes por ausência de trabalho administrativo público decente, responsável e eficiente. Se há erro, mudemos a “cultura”.

No fundo, trata-se de tirar os caras dos palácios e colocá-los na rua, ao nosso lado. Penando em inomináveis engarrafamentos e filas de hospitais e escolas. Como dizia meu velho amigo Richard Moneygrand, o brasilianista mais brasileiro que conheci: “DaMatta, o problema de vocês é o palácio. Vocês lutam pela democracia, elegem os caras e depois os colocam em palácios. E aí, meu caro, vocês voltam às velhas deferências — mas com o dinheiro do povo.”

(*) Roberto DaMatta  é antropólogo

 

Fonte: O Globo, Opinião, Página 19, 4ª feira, 1º 05 2013 

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Tecnologia

Robô feito por estudantes brasileiros é campeão mundial de dança

dancaribo puc

O robô foi aos Estados Unidos representar o Brasil no maior campeonato de robótica do mundo e encheu de medalhas os estudantes da PUC-Rio  (*) que o programaram.

Estudantes de engenharia do Rio de Janeiro venceram o maior campeonato de robótica do mundo.

São 35 centímetros de alumínio. E sangue quente. Uma espécie de Anderson Silva eletrônico.

Ele foi aos Estados Unidos representar o Brasil no maior campeonato de robótica do mundo e encheu de medalhas os estudantes da PUC-Rio que o programaram.

Há 10 anos, a equipe compete e ganha títulos internacionais com robôs mal-encarados, valentões. Dessa vez, eles inovaram e o sucesso foi ainda maior. O mundo se encantou com a simpatia do brasileirinho.

Ele acaba de se tornar campeão mundial de dança, derrotando robôs de Japão e Coréia do Sul, países com muito mais tradição nessas maquininhas.

“Ah, eles são bons na técnica, mas na dança é o brasileiro que ganha sempre”, diz uma estudante.

Foram quatro meses programando os computadores.

“Ele tem 16 motores e durante toda a música a gente tem que falar para cada motor onde é que ele tem que estar no tempo certo”, diz João Luiz Souza Ramos, mestre em engenharia.

Mas, justiça seja feita: tudo isso só é possível com uma tremenda dedicação do dançarino. Quando sobe no palco, o robozinho faz o público esquecer os cálculos, a tecnologia. E por alguns instantes, o mundo acredita que até brasileiro de lata já nasce sabendo dançar.

 (*) Wikipédia: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) 

 Fonte: Jornal Nacional / TV Globo – Edição do dia 30/04/2013 

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Conflitos Negócios e serviços

Bilionária, educação brasileira permanece entre as piores do mundo

dinheiro

Sugestão: Lucena

É comum dizer que não se pode colocar preço na educação. Não no Brasil. O país é o 116º colocado em um ranking com 144 nações organizado pelo Fórum Econômico Mundial. E, mesmo assim, surpreende o mercado com notícias como a da recente fusão entre dois de seus principais grupos de ensino, Kroton e Anhanguera, que criaram uma empresa de US$ 5,9 bilhões, a maior do setor em todo o mundo, de acordo com os próprios executivos envolvidos na operação.

A companhia resultante desse acordo supera gigantes como a New Oriental, da China, e a Apollo, dos EUA. Com 15% de todos os alunos de ensino superior no Brasil (cerca de um milhão deles), a transação ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Mas já é considerada como a cereja no bolo de um movimento de compras e vendas iniciada há seis anos no setor, e que já registra 180 negociações desde então.

Economicamente, tudo bem, obrigado. A notícia foi recebida de bom grado pelos investidores. Eles correram à principal bolsa de valores do Brasil, a Bovespa, e turbinaram o pregão do dia. Na verdade, bem antes da fusão bilionária, as empresas de educação já colecionavam desempenhos muito interessantes. Para se ter uma ideia, enquanto a Bovespa acumula queda de 13,4% nos últimos 12 meses, a ações da Kroton registraram valorização de 112% no período. E a Anhanguera, 39%.

Mas deixando os números de lado, tamanha pujança monetária desse mercado pouco ou nada impacta na qualidade do serviço prestado como um todo. A existência desses grandes grupos não diminuiu o nível de qualidade da educação no país. Também não eleva. Quem vai estudar na Kroton e na Anhanguera trabalha o dia todo para pagar a mensalidade. E ainda por cima cursou o ensino médio em colégio público, com metodologia e infraestrura desinte ressante. Exatamente por isso, na ótica do consumidor da educação – privada e principalmente da pública -, o Brasil permanece com seu triste papel em avaliações internacionais, seja na formação básica, universitária ou nos cursos de pós-graduação.

Recentemente, um informe apresentado pelo Fórum Econômico Mundial alertou que, com um dos piores ensinos de matemática e ciências do mundo, o país reduz sua capacidade de adaptação ao mundo digital. Em tempos de economia criativa, negócios virtuais e startups bem-sucedidas como Google e Facebook, o Brasil subiu apenas da 65.ª para a 60.ª posição entre as nações mais preparadas para aproveitar as novas tecnologias em seu crescimento no último ano.

O principal mercado da América Latina está atrás de Chade, Suazilândia e Azerbaijão quando o assunto é educação em geral. Falando especificamente sobre ciência, apesar dos investimentos públicos em infraestrutura e de um certo dinamismo do setor privado nacional, Chile, Panamá, Uruguai e Costa Rica estão melhores preparados para enfrentar o mundo digital que o Brasil.

Ainda há um longo caminho para se percorrer no que tange as melhorias da educação brasileira. E, certamente, a rota dessa evolução passa bem longe da bolsa de valores ou do interesse imediato de seus investidores.

Fonte: Voz da Rússia

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Conflitos Geopolítica Sistemas de Armas Tecnologia

Entenda métodos e empecilhos para identificar uso de armas químicas

arma-quimica

Para comprovar acusação de EUA contra a Síria, são necessários exames médicos, testes de materiais em laboratório e entrevistas com sobreviventes

BBC Brasil 

Estados Unidos e Grã-Bretanha denunciaram nesta semana o possível uso de armas químicas na guerra civil da Síria , com a ressalva de que mais evidências são necessárias para comprovar a aplicação do tóxico gás sarin pela tropas do governo da Síria. Investigações sobre o suposto uso de armas químicas envolvem várias técnicas para coletar e analisar diferentes tipos de provas, explica Ralf Trapp, consultor em desarmamento internacional e especialista em armas químicas e biológicas.

Indício: Jornalista britânico relata suposto ataque com armas químicas na Síria

Defesa síria: ‘Não precisamos de armas químicas para vencer guerra’

São necessárias entrevistas com sobreviventes de supostos ataques e com outras testemunhas oculares, como socorristas e médicos que trararam as vítimas. Os inspetores precisam fazer exames médicos das vítimas e obter amostras biomédicas – urina ou sangue –, para buscar eventuais resíduos do agente químico ou de seus efeitos após o metabolismo do corpo, mesmo que tenha se passado algum tempo desde o incidente com armas químicas.

Trapp explica que investigadores coletam também amostras de pessoas e animais mortos. “Inspeciona-se o local onde o suposto ataque ocorreu para entender seu contexto e para buscar provas, como fragmentos de armamento que podem ainda estar contaminados”, diz o consultor.

Entre as amostras recolhidas estão também as de solo, destroços ou vegetação que possa ter tido contato com os agentes químicos.

Laboratórios móveis
Algumas das análises químicas iniciais são feitas em um laboratório móvel de campo, ainda durante as investigações. Outras serão enviadas para análise sob rígidos protocolos, para proteger as amostras e garantir sua proteção. Nessa análise, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW, na sigla em inglês) – agência que implementa a Convenção de Armas Químicas – estabeleceu uma rede internacional de “laboratórios designados” altamente competentes, diz Trapp.

Contexto: EUA ficam em encruzilhada ao apontar possível uso de armas químicas

Esses laboratórios são frequentemente submetidos a testes, para garantir a qualidade de suas análises. No caso de denúncias de uso de armas químicas, dois ou três deles seriam selecionados para analisar amostras do local, bem como amostras de controle preparadas pelo laboratório da OPCW.

Dificuldades na Síria
Em casos como o do atual conflito na Síria, em que não há formas independentes de se checar informações, sempre será perigoso confiar em depoimentos de testemunhas, provas fotográficas e de vídeo e até mesmo em amostas enviadas para fora do país. Ainda que sintomas descritos em depoimentos sejam consistentes com os agentes químicos que parecem estar sendo usados, esse tipo de prova costuma deixar muitas questões sem resposta. Além disso, a análise de amostras é uma ferramenta poderosa para identificar qualquer agente químico utilizado, mesmo em pequenas quantidades, mas os resultados precisam ser lidos em contexto: será que a autenticidade da amostra foi confirmada e documentada? Será que a amostra foi protegida de qualquer interferência ou adulteração?

É exatamente por isso que analistas defendem que a equipe da ONU precisa ser autorizada a entrar em território sírio e possa conduzir uma investigação independente e profissional nas áreas onde armas químicas supostamente foram usadas.

Fonte: BBC Brasil via UOL 

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Conflitos Inteligência

Acadêmico acusa FHC de plagiar intelectuais banidos pela ditadura

FHC

“Exilado durante o período da ditadura militar brasileira (1964), o mineiro Ruy Mauro Marini (1932-1998), presidente da Política Operária (Polop) e autor de Dialética e Dependência, traz em sua obra verdades desconhecidas pela maioria da população brasileira sobre a carreira acadêmica do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O tido como ‘pai da teoria da dependência’ não adotou a tese por acaso, afirma o professor  do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina, Nildo Ouriques. Segundo ele, FHC além de ter plagiado os conceitos de Marini, não tem tanto prestígio no meio acadêmico.”

Da Redação Sul21

Exilado durante o período da ditadura militar brasileira (1964), o mineiro Ruy Mauro Marini (1932-1998), presidente da Política Operária (Polop) e autor de Dialética e Dependência, traz em sua obra verdades desconhecidas pela maioria da população brasileira sobre a carreira acadêmica do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O autor da apresentação de uma das obras censuradas de Marini no Brasil, o professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina Nildo Ouriques afirma que na tentativa de ‘marginalizar radicais’, Fernando Henrique Cardoso e José Serra serviram à hegemonia liberal e, entre outros feitos, adulteraram um famoso texto de Marini.

Na esteira, FHC pegou carona para “formular” a teoria da dependência que o tornou famoso e que, na verdade, nunca foi sua.“Alteraram um conceito fundamental na teoria de Marini: o da economia exportadora.

Marini previa a redução do mercado interno e a apologia da economia exportadora no Brasil. Fernando Henrique e Serra mudaram o conceito de “economia exportadora” e substituíram por “economia agroexportadora” no texto publicado pelo Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). FHC e Serra queriam levantar a hipótese de que Marini não previa a possibilidade de o Brasil se industrializar”, disse em entrevista à Revista Carta Capital.

O tido como ‘pai da teoria da dependência’ não adotou a tese por acaso, afirma o professor Nildo Ouriques. Segundo ele, FHC além de ter plagiado os conceitos de Marini, não tem tanto prestígio no meio acadêmico.

“Ele não tem uma obra. Fernando Henrique é no máximo um polemista no interior de um debate acadêmico (dependência) no qual ele não era a figura principal. Mas cumpriu o papel decisivo no sentido de bloquear, coisa que fez com certa eficácia, as correntes mais vitais desse debate.

Teve êxito especialmente com a obra de Marini, mas também com livros muito importantes de Theotonio dos Santos, Imperialismo e Dependência, ou Socialismo ou Fascismo, o Novo Dilema Latino-Americano, este publicado até em chinês, mas jamais no Brasil”, aponta.

Com informações da Carta Capital

Fonte: Sul21 

Leia também:

1) Carta Capital: “FHC plagiou intelectuais banidos pela ditaduira” 

2) Livro de FHC é plágio de “La Somme et le Reste” de Henri Lefebvre 

3) Blog do Ancelmo: Imortalidade – FH é candidato à Academia Brasileira de Letras 

4) Blog do Ancelmo: ABL – Amaury Jr. X FH