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Geopolítica

Vice de Obama busca ‘sintonizar’ Brasil e EUA durante visita

Em sua visita ao Brasil, Biden vai impulsionar discussões em temas como energia
Em sua visita ao Brasil, Biden vai impulsionar discussões em temas como energia

Pablo Uchoa

Da BBC Brasil em Washington

Figura política de peso no governo americano, o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, chega ao Brasil nesta quarta-feira com a missão de ampliar a sintonia entre os dois países, que têm vivido um período de reaproximação desde o início do governo de Dilma Rousseff.

O vice de Barack Obama deve impulsionar as discussões em temas como energia e ressaltar a importância do Brasil nas relações externas do seu país quando visitar o Rio e Brasília.

Biden, sublinham analistas, encabeçou no passado discussões importantes em temas domésticos, como a legislação de controle de armas, e carrega experiência em temas internacionais, por sua atuação, por exemplo, no envolvimento americano no Iraque, Afeganistão e Paquistão.

Portanto, sua escolha para uma visita que está sendo considerada “mais uma demonstração do compromisso americano com as nossas parcerias nas Américas”, como disse a jornalistas em Washington um alto funcionário do governo americano, é mais que meramente simbólica.

“No passado, o vice-presidente tinha uma função muito mais cerimonial, mas desde Al Gore (vice de Bill Clinton) essa figura tem extrapolado as expectativas”, disse à BBC Brasil o diretor do Instituto para o Estudo da Diplomacia na Universidade de Georgetown, em Washington, James Seevers.

“Recentemente, Gore, Cheney (Dick Cheney, vice de George W. Bush) e Biden se tornaram figuras muito importantes nos seus respectivos governos. Portanto, a visita do vice a um país estrangeiro transmite a mensagem de grande engajamento diplomático dos EUA”, avaliou.

Cooperação energética

Biden começou na segunda-feira, em Bogotá, capital da Colômbia, uma visita de cinco dias a três países do hemisfério. Na terça-feira, ele estará em Trinidad e Tobago, onde aproveitará para se reunir com líderes de todo o Caribe.

No Brasil, ele visitará na quarta-feira uma unidade da Petrobras no Rio de Janeiro. A Casa Branca informou que o vice-presidente discutirá a cooperação no campo energético com autoridades e dirigentes da petroleira brasileira.

Também estão agendados uma palestra de Biden em um evento para o público e encontros com as autoridades locais para tratar de segurança e inclusão social.

Já em Brasília, ele será recebido pela presidente Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer, para, nas palavras do funcionário da Casa Branca, “discutir assuntos globais” e “a arquitetura da parceria que construímos juntos nos últimos quatro anos”.

Embora vagas, as palavras evocam o diálogo político de alto nível que os dois países têm travado em consultas sobre temas que incluem desde a agenda bilateral à guerra civil na Síria.

Trata-se de um sinal, aponta a Casa Branca, da posição privilegiada do Brasil no esforço do governo do presidente Barack Obama para melhorar as relações com a América Latina e o Caribe no seu segundo mandato.

Obama fez no mês passado uma viagem a México e Costa Rica e receberá, nas próximas duas semanas, seus colegas do Chile e Peru em visitas de trabalho.

Mas uma das poucas visitas de Estado que a Casa Branca agenda por ano foi reservada para a presidente Dilma Rousseff, que virá a Washington em outubro.

“Do nosso ponto de vista já alcançamos muito com o Brasil, mas achamos que podemos fazer muito mais”, disse o funcionário da Casa Branca.

‘Clube de potências’

O ex-deputado, ex-conselheiro para Comércio nos governos de Obama e Bush e diretor da Escola de Política Aplicada da Universidade George Washington, Mark Kennedy, acredita que a visita de Biden será um “convite” do governo americano para que o Brasil se veja como uma “potência global engajada em eventos globais”.

“O Brasil por muito tempo se viu como um observador dos eventos globais, sentado na lateral e criticando o que outros atores estão fazendo”, sustenta o analista. “O convite de Biden é para que o Brasil se sente à mesa e pense no papel que pode assumir de forma construtiva.”

Mark Kennedy, diretor da Escola de Política Aplicada da Universidade George Washington

Mas ele ressalva que os EUA querem ver o Brasil se envolvendo nesses temas não como um ator independente, e sim como participante do “clube de potências globais” onde são discutidos os problemas geopolíticos da atualidade.

Um exemplo dessa tensão ocorreu depois que o Brasil, então governado por Luiz Inácio Lula da Silva, e a Turquia costuraram um acordo com o Irã para tentar solucionar o impasse em relação ao programa nuclear iraniano.

Mark Kennedy – que não fala pelo governo americano, mas expressa uma visão comum em Washington – avalia que o desentendimento em torno do programa iraniano exemplifica o tipo de iniciativa destinado a fracassar nas relações internacionais.

Ele diz que o Brasil “botou o carro na frente dos bois, ao achar que era o único ator político, sem passar pela etapa de se juntar ao grupo coeso de países que regularmente se sentam à mesa e resolvem esses temas”.

“Ter essa história de independência pode ser positiva para alcançar algumas coisas, mas não é saudável vê-la como algo marginal e sim central, com os grandes atores, não como um outsider”, afirma.

“O Brasil por muito tempo se viu como um observador dos eventos globais, sentado na lateral e criticando o que outros atores estão fazendo”, sustenta o analista. “O convite de Biden é para que o Brasil se sente à mesa e pense no papel que pode assumir de forma construtiva.”

Superar a desconfiança

De lá para cá, os dois países recolocaram a sua relação nos eixos, em parte dado o perfil mais discreto do governo Dilma no cenário externo, em parte porque os EUA estiveram “olhando para dentro”, nas palavras de Mark Kennedy, desde o início da crise econômica.

“Agora, o governo americano percebeu que precisa se envolver mais com seus parceiros cruciais, e o Brasil é um deles”, afirma.

Porém, apesar das palavras cordiais que partem de ambos os lados, analistas ouvidos pela BBC Brasil acreditam que os dois países ainda carecem do tipo de sintonia política para criar uma relação bilateral especial.

A isso se somam disputas no campo do comércio e dos subsídios agrícolas e uma “falta generalizada de novas ideias” para refrescar o relacionamento, como costuma descrever o presidente emérito do Interamerican Dialogue, Michael Shifter.

A viagem de Biden, juntamente com a visita de de Dilma aos EUA, seria uma tentativa de reverter essa situação.

“Não há dúvida de que o governo brasileiro está ampliando mais e mais (a sua influência no mundo) e que a expansão econômica do Brasil, do poder econômico do Brasil, reforça a ideia de que a atuação do Brasil seja vista como uma norma, em vez de uma exceção”, diz Mark Kennedy.

Fonte: BBC Brasil

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Defesa Destaques Inteligência Sistemas de Armas Tecnologia

China acessou detalhes sobre armas dos EUA

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Bill Trott, Rob Taylor e Terril Yue Jones

Hackers chineses obtiveram acesso a projetos relativos a mais de 20 importantes sistemas bélicos dos EUA, segundo um relatório dos EUA divulgado na segunda-feira (27).

Citando um relatório preparado para o Pentágono pela Comissão de Ciência da Defesa, o jornal “The Washington Post” informou que os projetos vazados incluem navios e aviões de combate, além de sistemas de mísseis cruciais para a Europa, a Ásia e o Golfo Pérsico.

Entre as armas listadas no relatório estão o sistema avançado de mísseis Patriot, os sistemas antimísseis Aegis, da Marinha, o caça F/A-18, o V-22 Osprey, o helicóptero Black Hawk e o caça F-35.

O relatório não especifica quando os furtos digitais aconteceram e até que ponto as informações vazaram, nem explica se o fato envolveu redes do governo dos EUA, de empresas contratadas ou de subcontratadas.

Mas a espionagem daria à China um conhecimento que poderia ser explorado num conflito, como a capacidade de derrubar comunicações e corromper dados, segundo o “Post”.

O texto diz também que a China poderá com essas informações acelerar o desenvolvimento da sua tecnologia defensiva.

Em um relatório neste mês ao Congresso, o Pentágono disse que a China está usando a espionagem para modernizar suas forças militares, e que a ação de hackers é uma preocupação grave.

O Pentágono disse ainda que o governo dos EUA foi alvo de uma espionagem eletrônica que parecia ser “diretamente atribuível ao governo e aos militares chineses”.

A China qualificou a notícia de infundada.

Ao mesmo tempo, a emissora de TV australiana ABC disse que hackers ligados à China se apropriaram das plantas da futura sede da Organização de Inteligência da Segurança da Austrália, que é a agência nacional de espionagem.

O ataque teria ocorrido pelos computadores de uma empreiteira, expondo não só a disposição física dos espaços como também a localização das redes de comunicação e computação, segundo a imprensa.

Questionado sobre isso, o porta-voz da chancelaria chinesa, Hong Lei, disse que a China é contra a ação de hackers.

“A China presta muita atenção à questão da segurança cibernética e está firmemente contra todas as formas de ataques de hackers”, disse Hong a jornalistas, acrescentando que “é muito difícil descobrir quem realizou esses ataques”. “Não sei quais as provas da imprensa para fazer esse tipo de reportagem.”

 

Fonte: UOL

 

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Conflitos Destaques Geopolítica Opinião

Tzipi Livni – Paz implicará dolorosas concessões mas é único caminho

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A ministra da Justiça de Israel e encarregada das negociações com os palestinos, Tzipi Livni, afirmou nesta terça-feira que a paz baseada na solução de dois Estados implicará “dolorosas concessões” mas considerou que esta “a única via” para a sobrevivência do país como um Estado democrático.

Em um encontro com diplomatas e correspondentes estrangeiros em Jerusalém, em um momento em que se fala sobre a possibilidade de retomar o processo de paz em poucas semanas, Livni reconheceu que o tempo “corre contra da solução de dois Estados”.

“Cada dia que se passa sem uma solução ao conflito ou sem negociações é uma vitória para alguns, mas esses são felizmente uma minoria em Israel”, afirmou a responsável do processo de paz, que se reuniu em quatro ocasiões com o secretário de Estado americano, John Kerry, nos últimos cinco dias.

Na sexta-feira passada, após visitar pela quarta vez a região desde que chegou ao cargo, Kerry disse que esperava respostas da parte palestina e israelense aos seus últimos esforços no prazo de uma ou duas semanas e pediu que fossem tomadas “decisões difíceis e necessárias” para possibilitar o reatamento das conversas, em suspenso desde setembro de 2010.

“Espero que iniciemos as negociações em um próximo futuro”, disse hoje Livni, embora tenha reconhecido que “ainda existem coisas para serem fechadas” antes de Israel voltar a se sentar com os palestinos.

A ministra admitiu que Israel deve escolher entre as opções “menos ruins” e advertiu que um futuro acordo implicará “dolorosas concessões para todos e cada um dos cidadãos israelenses”, mas apesar disso frisou que a paz “é necessária”.

“Está claro que teremos que tomar alguns riscos, mas serão riscos calculados”, afirmou Livni, para quem a “segurança de Israel deve ser preservada nas negociações”.

Livni, ministra das Relações Exteriores entre 2006 e 2009, foi chefe da oposição durante a legislatura passada após ser incapaz de formar governo apesar de ser a líder do partido mais votado, o centrista Kadima.

Nas últimas eleições, em janeiro, Livni conseguiu com sua nova formação, o Hatnuah, apenas seis deputados, que no entanto serviram para transformar o partido em um dos membros mais importantes da nova coalizão de governo formada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Livni destacou que seu papel no novo Executivo é “colocar de novo a paz como parte da agenda”, após as conversas entre israelenses e palestinos terem ficado de fora do debate político nacional nos últimos anos.

Segundo sua opinião, retomar as negociações pode, além disso, contribuir para mudar o processo de “deslegitimização” que Israel enfrenta diante da comunidade internacional.

“Perder legitimidade reduz as possibilidades de defender a si próprio”, afirmou frente aos que argumentam que um acordo com os palestinos poderia pôr Israel em risco, como assegurou ontem o ministro da Economia, Naftali Benet, líder do partido ultradireitista Habait Hayehudi.

Livni destacou que as negociações precisam dar resposta a “todas as questões”, entre elas assuntos como fronteiras, refugiados, segurança, água e Jerusalém.

“É a única maneira de acabar com o conflito”, disse antes de ressaltar que os palestinos precisam declarar claramente que o acordo “será o final do conflito”.

Neste sentido, pediu para a comunidade internacional e especialmente a Europa não tornar a organização mais forte, que segundo ela “não é uma parceira para a paz e não está disposta a reconhecer a existência de Israel”.

“Há um elefante no quarto que é a Faixa de Gaza”, afirmou a ministra, explicando que Israel só aceitará que o território seja parte do Estado palestino se não estiver controlado por grupos violentos ou terroristas.

Em relação à questão dos refugiados, a ministra afirmou que o futuro Estado palestino deverá recebê-los e descartou que estes possam voltar a seus lugares de origem, que estão atualmente em Israel.

Livni disse que precisa existir um “equilíbrio” entre os assuntos que serão negociados previamente ao início das conversas propriamente ditas.

“Se eles querem falar sobre fronteiras primeiro, deverão fazer isso também sobre a segurança de Israel”, afirmou em referência à insistência palestina para que a parte israelense apresente um mapa com os limites de seu futuro Estado antes de entrar em outra questão.

EFE

 

Fonte: Terra

 

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Conflitos Geopolítica

Grã-Bretanha e França podem armar rebeldes sírios a partir de agora

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A Grã-Bretanha disse nesta terça-feira que não precisa esperar por uma reunião de ministros das Relações Exteriores da União Europeia em 1° de agosto antes de tomar uma decisão sobre armar os rebeldes da Síria, mas ressaltou que ainda não tomou uma decisão.

“Eu tenho que corrigir uma coisa preocupante. Sei que tem havido alguma discussão sobre algum tipo de prazo em agosto. Esse não é o caso”, disse o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, à rádio BBC, acrescentando que a Grã-Bretanha “não exclui” armar os rebeldes antes de agosto, e que não agiria sozinha, caso opte por fazê-lo.

A França também disse nesta terça que se reserva ao direito de enviar armas imediatamente para os rebeldes que lutam há mais de dois anos contra o regime do presidente Bashar al-Assad, mas que não tem planos de fazer isso.

Em negociações na segunda-feira, os governos da UE não conseguiram superar diferenças sobre a questão e decidiram deixar expirar um embargo ao envio de armas para os rebeldes sírios.

REUTERS

 

Fonte: Terra

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Brasil Destaques Fotos do Dia Segurança Pública

Marinha terá 2,5 mil militares na segurança da Copa das Confederações

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Militar usa camuflagem especial durante treinamento do Comando do 1º Distrito Naval, no Rio de Janeiro – Foto: Ale Silva / Futura Press

A Marinha do Brasil vai mobilizar entre 2 mil a 2,5 mil militares para o esquema de segurança que vai vigorar durante a Copa das Confederações, que ocorre no País entre os dias 15 e 30 de junho. A informação foi dada nesta segunda-feira pelo capitão de fragata Osmar da Cunha Penha, comandante do 1º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais (Batalhão Riachuelo), durante o treinamento de Controle de Distúrbios Civis voltado para a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude.

O treinamento reuniu cerca de 100 militares da equipe especializada de fuzileiros navais do Complexo Naval da Ilha do Governador, sede da Divisão Anfíbia, o principal núcleo das unidades de operações da Força de Fuzileiros da esquadra. As demonstrações, abertas à imprensa, tiveram o objetivo de mostrar algumas das capacidades do Corpo de Fuzileiros Navais em situações onde for necessária a intervenção do grupo para a segurança das pessoas envolvidas no evento, inclusive atletas, e também de potencial de risco de dano ao patrimônio público ou privado.

“Foi uma pequena demonstração da capacidade dos fuzileiros navais que vão trabalhar durante a Copa das Confederações. Nós fizemos uma pequena demonstração das ações de controle de distúrbios e de prevenção e combate ao terrorismo com vistas a garantir a segurança dos eventos”, disse o capitão de fragata .

Divididas em três etapas, as ações envolveram – além da ação do Controle de Distúrbios Civis, quando foi utilizado um blindado Mowag Piranha – uma demonstração de um posto de controle de trânsito com simulação de vistoria aleatória de uma viatura suspeita, com imobilização e ataque de um cão da raça rottweiler. Também foi empregado farejador da raça pastor malinois, utilizado no vasculhamento do veículo para detectar a presença de explosivos. Por fim, houve uma demonstração do Grupo de Retomada de Ações Especiais, que simulou o resgate de um atleta mantido refém.

O capitão disse que, do ponto de vista logístico, a Marinha está preparada para apoiar e garantir a segurança dos eventos. “As tropas estão mobilizadas, ultimando os preparativos e adestramentos específicos e, com certeza, a partir do dia 15, quando terá início efetivamente a Copa das Confederações, tudo estará 100% para o desenvolvimento da ação em caso de necessidade.”

Cunha disse que a Marinha terá, durante a Copa das Confederações, o apoio do Grupamento Marítimo responsável pelas ações de segurança na orla marítima da cidade, com a presença de diversas embarcações da Marinha, que farão a inspeção e o patrulhamento naval ao longo da costa.

A Marinha estará presente no Rio de Janeiro, em Fortaleza e em Salvador, três das seis cidades-sede da Copa das Confederações. No caso de Salvador, a Marinha terá o comando das operações de segurança – subordinada ao Segundo Distrito Naval.

Fonte: Terra

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Conflitos Defesa

DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS

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Enquanto os aviões do Grupo de Transporte Especial (GTE) da Força Aérea Brasileira (FAB) , são aviões comprados novos de fábrica, e de uns dez anos para cá não há outra possibilidade, que não sejam aviões novos;Praticamente a maioria dos demais aviões do inventário da FAB, são verdadeiras peças de museu e só se mantém em operação devido aos sucessivos canibalismos de uma aeronave por outra, a ponto de colocar em “risco de vida” 143 militares,  pais de famílias, a Serviço do Brasil, no acidente grave com um Boeing 707 modelo KC 137, apelidado de sucatão presidencial, portanto ex-GTE, ocorrido no dia 26/05/2013, no Aeroporto Internacional Toussaint Louverture, em Porto Príncipe, capital do Haiti; eEm tempo, acesse também: “QUEDA DE CAÇA AMX DA FAB EM SC, COM A MORTE DO PILOTO, APONTA COMO CAUSA DE ACIDENTE PARA “SENSOR ULTRAPASSADO”, QUE NÃO ACUSAVA A EXISTÊNCIA DE LINHA DE TRANSMISSÃO DA USINA HIDRELÉTRICA DE MACHADINHO”  

 

Dilma ‘invade’ cabine do piloto e vira ‘corneteira’ dos voos oficiais

NATUZA NERY

DE BRASÍLIA

A presidente Dilma Rousseff não tolera turbulências –nem as corriqueiras agitações da política nacional nem as literais: ela detesta quando o avião presidencial sacode em pleno ar.

Foi pelo medo do balanço que se habituou a verificar, pessoalmente, o plano de voo antes de decolar, tal qual um controlador de tráfego aéreo.

Ela estuda com diligência cartas meteorológicas e fez questão de aprender a ler os enigmáticos dados do painel da cabine do piloto, recinto em que, aliás, já é habitué.

Não raro, Dilma exibe, a 39 mil pés, seu estilo de chefia tão conhecido em terra.

“Joseli, por que o avião está sacudindo?”; “Joseli, que curva é essa?”; “Joseli, eu não quero ir mais rápido se for para passar por turbulência”.

O requisitado é Joseli Parente Camelo –tenente-brigadeiro do ar e autoridade máxima nas rotas oficiais desde os tempos em que a Presidência era ocupada por Luiz Inácio Lula da Silva.

Dilma costuma acionar o militar de quatro estrelas por um botão ao lado de sua poltrona. Quando o Airbus sacode, é fatal: a campainha toca. E, dependendo da trepidação, toca com muito vigor.

Certo dia, ela viajava de Brasília a Porto Alegre quando um detalhe curioso chamou a atenção de uma assessora. No lugar de uma linha reta, o gráfico que descrevia a trajetória da aeronave mostrava um zigue-zague. Motivo: a presidente insistiu para que Joseli fugisse do agito.

Os deslocamentos aéreos da presidente Dilma costumam demorar mais do que os voos comerciais.

Nas companhias privadas, as nuvens densas não são uma barreira. Afinal, sacudir em grandes altitudes é ruim porque incomoda, mas não por ser inseguro. Além disso, seguir em linha reta é mais rápido e mais barato.

Certa vez, o desvio foi tão grande que a aeronave fez a “curva” em Mato Grosso antes de aterrissar em Brasília.

Acostumado com as exigências da passageira, até o brigadeiro Joseli, como é conhecido, chegou a brincar: “Veja aqui, presidente, por onde a senhora quer ir”.

Fonte: Folha 

 

 

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Sucatão sofre acidente com militares brasileiros a bordo no Haiti

 

RENATO MACHADO

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA DE PORTO PRÍNCIPE (HAITI)

Um avião com 143 militares brasileiros a bordo sofreu um acidente quando decolava na tarde deste domingo no Aeroporto Internacional Toussaint Louverture, em Porto Príncipe, capital do Haiti. Todos os passageiros são integrantes da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti), que é comandada militarmente pelo Brasil. Não houve feridos.

O acidente aconteceu com o Boeing 707 de modelo KC-137. Trata-se do mesmo tipo de avião que recebeu o apelido de Sucatão, quando serviu à Presidência da República na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, e depois foi aposentado pelo Planalto.

O avião levava de volta ao Brasil 131 militares do Brabatt-2 (2º Batalhão de Infantaria de Forças de Paz), que haviam encerrado a sua missão no Haiti. Os demais ocupantes da aeronave eram da tripulação.

Por volta de 14h30, o avião decolava com destino a Manaus quando, a alguns metros do solo, uma das turbinas explodiu. O piloto desligou os motores e cortou o combustível para evitar um acidente maior. No entanto, ao voltar à pista, o trem de pouso do avião quebrou e por isso ele se arrastou “de barriga” pela pista principal.

Equipes de segurança foram acionadas, e o aeroporto permaneceu fechado pelo resto do dia.

Em nota, a FAB (Força Aérea Brasileira) informou que já deu início às investigações sobre o caso. A Minustah confirmou que nenhum militar ficou ferido.

“As companhias de engenharia do Brasil e do Chile já analisaram a situação e verificaram que a aeronave pode ser deslocada para que o aeroporto seja reaberto”, informou o coronel Marcos Santos, porta-voz do componente militar da missão.

Fontes ouvidas pela reportagem informaram que os incidentes com os aviões que levam os contingentes são frequentes, por conta da antiguidade dessas aeronaves, embora nenhum acontecimento anterior teve a mesma gravidade.

Um militar que pediu anonimato afirma que um grande grupo de militares precisou ficar um dia a mais que o previsto em Boa Vista (RR), quando fazia o trajeto para o Haiti, porque foram necessários reparos.

A Minustah chegou ao Haiti em junho de 2004, meses após um golpe que derrubou o ex-presidente Jean Bertrand Aristide. Desde o início, a parte militar da missão é comandada pelo Brasil, país que também detém o maior contingente –que está sendo reduzido e ficará com 1,2 mil militares a partir do próximo mês, quando o Brabatt 2 será fechado e haverá apenas um batalhão.

Fonte: Folha 

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História

Médico cubano vem trabalhar no Brasil e vira prefeito de Mucajaí (RR)

Medico cubano

“Nessa época, conheci Leila, minha mulher. Nos apaixonamos em 2001, antes de eu voltar para Cuba, pois o contrato iria terminar.

Consegui convencê-la a ir comigo. Queríamos casar e viver perto da minha família.

Mas a situação econômica de meu país era muito difícil e o governo não aceitou que ela ficasse. Leila tinha que entrar e sair da ilha de dois em dois meses.

Decidi retornar ao Brasil quando vi que, após quatro anos trabalhando em Cuba, não era bem tratado e não aceitavam a mulher que esperava um filho meu. Pedi permissão e virei brasileiro.”

Médico cubano vem trabalhar no Brasil e vira prefeito de Mucajaí (RR)

Depoimento a

CYNEIDA CORREIA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM MUCAJAÍ (RR)

Nascido e formado em Cuba, Josué Jesús Matos, 46, chegou ao Brasil em 1997, num dos primeiros grupos de médicos cubanos que trabalharam no país. Matos atuou no interior de Roraima, se casou e voltou a Cuba com a mulher brasileira. Depois de pouco tempo na ilha, retornou ao Brasil e foi eleito prefeito de Mucajaí (a 60 km de Boa Vista).

NOVO LAR

Em 1998, fui morar em Mucajaí. Eram mais de mil casos de malária em uma cidade de 9.000 habitantes.

Atendíamos mais de cem pacientes por dia. Íamos a todas as estradas do interior, de casa em casa.

Em alguns lugares, era a primeira vez que a população via um médico.

Nessa época, conheci Leila, minha mulher. Nos apaixonamos em 2001, antes de eu voltar para Cuba, pois o contrato iria terminar.

FAMÍLIA

Consegui convencê-la a ir comigo. Queríamos casar e viver perto da minha família.

Mas a situação econômica de meu país era muito difícil e o governo não aceitou que ela ficasse. Leila tinha que entrar e sair da ilha de dois em dois meses.

Decidi retornar ao Brasil quando vi que, após quatro anos trabalhando em Cuba, não era bem tratado e não aceitavam a mulher que esperava um filho meu. Pedi permissão e virei brasileiro.

Comecei a trabalhar atendendo os moradores em Mucajaí. Quando não existe dinheiro no meio, tudo flui, você vê o ser humano como ele é. Eu me sentia um rei: querido, paparicado por todos. Era muito feliz.

Até entrar para a política.

VOLTA POR CIMA

Fui convencido a entrar num partido e, depois de pedir votos para um candidato derrotado, me demitiram após dez anos de trabalho.

Sou da primeira leva de médicos cubanos que veio a Roraima integrar o programa “Médico em Sua Casa”.

Quando falaram que vínhamos, procurei no mapa e achava que era só selva, índio e malária, aquela imagem estereotipada. Mas era totalmente diferente.

Não tínhamos medo, pois vivíamos em Cuba o espírito da solidariedade, de nacionalismo proletário e da ajuda ao próximo. Era um desafio.

Chegamos em maio de 1997 e fomos levados a uma residência médica no centro de Boa Vista, cidade linda e planejada. Quando vi aquele banquete de recepção, com tanta fartura, fiquei feliz.

Na ilha, a realidade econômica era muito difícil. Éramos pobres, mas não passávamos fome. Eu plantava arroz, caçava e pescava para complementar a alimentação.

Cuba enviava médicos a todo o mundo, gratuitamente. No convênio com o Brasil, não fomos aceitos de graça, então nos pagavam R$ 3.000.

Mandávamos metade do salário para Cuba, pois nossa formação acadêmica não nos custou nada e ainda contribuíamos para outros se formarem. Ficávamos com
R$ 1.500 -éramos ricos.

O idioma foi o maior problema. Tenho dificuldade com certas palavras até hoje.

A comunidade fez um abaixo-assinado com 3.000 assinaturas pela minha volta, mas não teve jeito. Fiquei sem emprego, sofri perseguição politica e tive que me mudar.

Fiquei vários anos sem estabilidade, isso roubou a paz da minha família.

No final, acabei aceitando o apelo da população e concorri à prefeitura de Mucajaí, mas minha campanha não teve comício, nem uma placa sequer. Eu não tinha dinheiro para nada. Ia de casa em casa visitando as pessoas.

Agora, eleito com 4.698 votos em 2012, sou o primeiro cubano prefeito no país.

Ser prefeito é uma bomba. Tive problemas financeiros na prefeitura e enfrento protestos por salários atrasados.

A coisa é dura.

Fonte: Folha

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Conflitos Geopolítica

Turquia continua importando petróleo iraniano apesar das sanções americanas

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Por Alexandre Arns

Turquia alcançou o marco de importação de petróleo de 140.000 barril por dia do Irão, apesar das sanções comerciais lançadas pelos EUA em dezembro de 2012.

As sanções americanas devem-se por causa da suspeita da intenção “não-civil” do programa nuclear iraniano. Irã nega tal intenção, alegando ser signatário do Tratado de Não-Proliferação e membro Agência de Energia Atômica.

 

Fonte: PressTV via ISAPE, 03/05/2013                        

 

Leia também:

Bancos iraquianos enviam dólares ao Irã para amenizar efeitos de sanções

Elaf Islamic acabou em lista negra do sistema financeiro dos EUA por conta de auxílio

“David Cohen, subsecretário do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, encarregado dos assuntos de terrorismo e inteligência financeira, disse ao jornal (The New York Times) que os esforços para impedir que o Irã “evite as sanções norte-americanas ou de instituições financeiras internacionais vão continuar no Iraque ou em qualquer outro lugar”.”

Por Felipe Mauro, Da Redação, 19/08/2012 (*)

O banco iraquiano Elaf Islamic, ao lado de outras instituições financeiras, está enviando remessas na casa dos milhões de dólares para o Irã para auxiliar o governo de Mahmoud Ahmadinejad a superar os efeitos das sanções impostas pelos Estados Unidos.

De acordo com o jornal The New York Times, o Elaf Islamic “é só uma parte de uma rede de instituições financeiras” que ajudam o Irã. A publicação consultou antigos funcionários e membros do governo dos Estados Unidos e do Iraque, assim como especialistas no setor bancário iraquiano.

No último dia 31 de julho de 2012, o governo norte-americano sancionou o banco sob a premissa de que foram realizadas “grandes transações e serviços financeiros a bancos iranianos”. Em seguida, seu nome foi incluído em uma lista negra devido a seus supostos vínculos com o financiamento do programa nuclear iraniano.

A principal hipótese é de que o Elaf estaria participando de leilões diários do Banco Central Iraquiano, onde troca dinares iraquianos por dólares, e os envia ao Irã. O New York Times diz que, oito meses após as tropas norte-americanas se retirarem de Bagdá e em pleno contexto eleitoral, o governo de Barack Obama não quer um enfrentamento público com o primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki.

No entanto, membros do governo americano participaram de reuniões privadas com autoridades iraquianas e manifestaram seu descontentamento pelo apoio financeiro e logístico entre ambos os países.

David Cohen, subsecretário do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, encarregado dos assuntos de terrorismo e inteligência financeira, disse ao jornal que os esforços para impedir que o Irã “evite as sanções norte-americanas ou de instituições financeiras internacionais vão continuar no Iraque ou em qualquer outro lugar”.

Ex-funcionários iraquianos e norte-americanos, assim como analistas do setor de petróleo, disseram que o governo iraquiano faz “vista grossa” ao grande fluxo financeiro, o contrabando e o comércio com o Irã, já que em alguns casos membros do Executivo, incluídas pessoas próximas a Maliki, estão se beneficiando.

(*) Com informações da Agência Efe e do portal Voice of America

Fonte: Opera Mundi  

 

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Conflitos Geopolítica Segurança Pública

DENÚNCIAS GRAVES DE EXTORSÕES E REVISTAS CONSTRANGEDORAS PRATICADAS CONTRA BRASILEIROS PELA GUARDA NACIONAL DA VENEZUELA

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“O parlamentar Francisco Praciano (PT-AM) lembrou que desde 2009 são registrados casos de revistas constrangedoras e a cobrança de multas de até R$ 2 mil, sem que sejam apresentadas provas ou qualquer tipo de recibo aos brasileiros.

Vítimas dos assaltos e extorsões criaram uma página na rede social Facebook intitulada “Eu não viajo mais à Venezuela”, atualmente com três mil seguidores.

“A gravidade da situação culminou com o assassinato do empresário Ernandes da Silva Gomes, em fevereiro deste ano, quando retornava de viagem à Venezuela em direção a Boa Vista”, explicou Praciano.”

Denúncias de extorsão da Guarda Nacional da Venezuela serão discutidas pelo CREDN

Turistas brasileiros denunciam casos de revistas constrangedoras e “cobrança de multas” de até R$ 2 mil, sem que sejam apresentadas provas ou qualquer tipo de recibo aos brasileiros

Brasília – A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), da Câmara dos Deputados, realiza audiência pública nesta terça-feira, 28, às 14h, para discutir as providências adotadas pelo governo brasileiro em relação às denúncias de assaltos e extorsões praticados por membros da Guarda Nacional da Venezuela e por militares do Exército daquele país, contra brasileiros que ali ingressam por via terrestre.

A audiência foi requerida pelos deputados Francisco Praciano (PT-AM) e Janete Rocha Pietá (PT-SP). Foram convidados o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, deputado Chico Guerra, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Abdala Fraxe, e um representante do ministério das Relações Exteriores.

Francisco Praciano explicou que em fevereiro, foi criada uma Frente Parlamentar com membros das assembleias legislativas do Amazonas e de Roraima, para reivindicar a adoção por parte do Itamaraty, de medidas que garantam a segurança dos turistas brasileiros na Venezuela.

O parlamentar lembrou que desde 2009 são registrados casos de revistas constrangedoras e a cobrança de multas de até R$ 2 mil, sem que sejam apresentadas provas ou qualquer tipo de recibo aos brasileiros.

Vítimas dos assaltos e extorsões criaram uma página na rede social Facebook intitulada “Eu não viajo mais à Venezuela”, atualmente com três mil seguidores.

“A gravidade da situação culminou com o assassinato do empresário Ernandes da Silva Gomes, em fevereiro deste ano, quando retornava de viagem à Venezuela em direção a Boa Vista”, explicou Praciano.

Na avaliação de Janete Rocha Pietá, “tendo em vista a quantidade recorrente e crescente de denúncias e com o objetivo de resguardar os interesses dos brasileiros que visitam a Venezuela, bem como as relações diplomáticas entre os dois países, queremos conhecer as providências tomadas pelo ministério das Relações Exteriores e aquelas que ainda necessitam ser implantadas para a solução da questão”.

Fonte: UOL via Forte 

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Tecnologia

Brasil tem 4 universidades entre 10 melhores da América Latina

Melhores universidades do Brasil

O Brasil tem quatro universidades entre as dez melhores no novo ranking QS University para América Latina. Pelo terceiro ano consecutivo, a USP (Universidade de São Paulo) encabeça a lista.

Além da USP, aparecem a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em terceiro lugar, a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), em oitavo lugar, e a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), na décima posição.

O Brasil domina o ranking de 300 universidades com 81 instituições entre as melhores.

O México é representado por 50 universidades, a Colômbia, por 42, Argentina e Chile têm 30 universidades listadas cada.

O ranking se baseia em sete critérios que avaliam a qualidade da pesquisa, empregabilidade dos formandos, recursos de ensino e presença na internet.

Desempenho global

Apesar da liderança brasileira no ranking da América Latina, QS aponta que o país ainda tem baixo desempenho no ranking global.

“Embora o Brasil domine em nível regional, no contexto global apenas 12 universidades brasileiras estão classificadas no QS World University Rankings .

Entre os países do BRIC, o Brasil fica abaixo da China, com 23 universidades, e da Rússia, com 14, mas acima da Índia, com 11″, afirmou o diretor de Administração da QS, Nunzio Quacquarelli.

Fonte: UOL 

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Defesa Sistemas de Armas

Israel shipyards apresenta as mini corvetas SAAR 72

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Tradução e adaptação: E.M.Pinto

A Israel Shipyards está expandindo a sua gama de navios da  classe Saar. A nova corveta atende as crescentes exigências de Israel no tocnate ao controle marítimo e soberania longe de suas águas territoriais.

A Marinha de Israel é obrigada a expandir a segurança e a responsabilidade sobre uma área muito maior em função das ameaças  vindas de nações que igualmente expande seu poder naval. Atualmente esta função está a cargo das cinco corvetas  Saar 4, 4,5, e para estas funções as Saar 4, 4,5  são inadequadas.

Portanto, as novas plataformas mais modernas atualizadas e de maiores capacidades são necessárias. A Israel Shipyards construiu 33 Saar 4 e 4,5, vinte  delas entregues à marinha de Israel, ao passo que, as restrições orçamentárias não permitiram a aquisição de navios de maior porte e assim os navios adquiridos ficaram restritos ao apoio dos financiamentos americanos via FMS.

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A nova Saar S-72 revelada pelo Estaleiro Israelense no evento IMDEX recentemente ocorrido em Cingapura se encaixa entre as corvetas lança mísseis Saar 4,5 e as corvetas  Saar 5.

A S-72 é uma nova plataforma que se encaixa melhor na categoria de navio de patrulha offshore (OPV) destinada às funções de Guarda Costeira e as operações não-militares. Para aplicações navais, o mesmo navio de 800 toneladas pode operar como uma versátil mini corveta. Ambos altamente aplicáveis ​​a guerra assimétrica no mar, proporcionando espaço suficiente para comando e controle, alojamento para forças-especiais em missões anti- terroristas, no apoio a uma resposta rápida ou em operações de resgate. O grande hangar armazena um helicóptero de médio porte e um UAVs.

O convés de 15 metros suporta helicópteros de médio porte até a classe do AW139 WildCat. O navio está configurado com uma grua e espaço para operação de embarcações rápidas tipo RHIB’S ou navios de superfície não tripulados.

A versão militar do SAAR S-72 mini-corveta será capaz de realizar as mais recentes armas necessárias para uma marinha moderna

A versão militar da Saars-72  será capaz de operar as mais recentes armas necessárias para uma marinha moderna. Na configuração militar a Saar-72 vai oferecer uma melhoria significativa sobre a atual Saar 4.5 seja no seu desempenho, seja na sua capacidade de combate.

Projetada em angulos que aumentam a sua discrição, sistemas de exaustão de gases embutidos e radar de mastro integrado, concebido para acolher dois emissores (radar, EW) e sensores passivos (ESM), sem interferências, a Saars-72 integra o que há de mais moderno em conceitos de navios de guerra.

O navio pode acomodar um radar IAI Elta EL/M-2258 de Phased Array (alfa) de multi-missão e radar naval, projetado para águas azuis bem como apoio de guerra litorâneal.

Este radar foi selecionado pela Marinha de Israel para a modernização dos navios já existentes, bem como para os seus novos navios de guerra. O navio pode transportar diferentes armas, incluindo mísseis Barak 8, mísseis anti-navios e armas de precisão de  ataque à superfície.

A configuração naval também está equipado com uma arma naval avançada. A Saar 72 acomodam 50 tripulantes e mais 20 adicionais para passageiros ou de tropas especiais. É equipado para navegar em missões de 21 dias, com alcance de missão superior à 3.000 NM.

Fontes do estaleiro israelense disseram que as corvetas podem completar o projeto e construção de uma Saar-72 navio dentro de um período de 30 meses.

 Fonte: Defense-Update

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Brasil Segurança Pública

2ª Divisão de Exército (2ª DE) – Garantia da Lei e da Ordem

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São Paulo – De 20 a 24 de maio, a 2ª Divisão de Exército (2ª DE) realizou a 9ª edição do Exercício de Adestramento em Operações de Garantia da Lei e da Ordem.

O Exercício Anhanguera (denominado Operação Lajeado), que está previsto no Programa de Instrução Militar do Comando de Operações Terrestres do Exército Brasileiro, faz parte do Período de Adestramento Básico de Garantia da Lei e da Ordem e foi executado na área do Estado de São Paulo, mais precisamente em 10 municípios do interior paulista: Boituva, Capivari, Elias Fausto, Indaiatuba, Iperó, Itu, Porto Feliz, Salto, Sorocaba e Votorantim.

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Com o objetivo de preparar as tropas do Comando Militar do Sudeste para atuar em Grandes Eventos – Jornada Mundial da Juventude, Copa do Mundo e Olimpíadas – um efetivo de mais de 3.500 militares executaram, em parceria com autoridades policiais locais, ações que incluíram patrulhamento ostensivo de ruas e logradouros; abordagens de elementos suspeitos; pontos de bloqueio e controle de veículos; segurança de pontos sensíveis; reintegração de posse; busca e apreensão e escolta de autoridades e comboios; entre outras missões de ambientação operacional.

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Concomitantemente, a Operação Lajeado ofereceu atendimento médico básico e orientação de saúde bucal, bem como palestras sobre ingresso no Exército, lazer para o público infantil, apresentação de Bandas Militares, exposição de material militar e orientação da Defesa Civil do Estado de São Paulo.

 

Fonte: Tecnologia & Defesa