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Conflitos Destaques Geopolítica Rússia

Ninguém deve ter ilusões de que é possível superar militarmente a Rússia – Vladimir Putin

Soldados e oficiais russos provaram que estão prontos para agir com determinação, em conjunto, de modo profissional e com coragem, afirmou o presidente da Federação da Rússia Vladimir Putin. Ele destacou que nos últimos anos muito foi feito para o aumento da eficiência do sistema de comando militar.

Rússia sempre encontrará uma resposta adequada à qualquer pressão externa, afirmou o presidente da Rússia Vladimir Putin durante um concerto solene em homenagem ao Dia do Defensor da Pátria, que será comemorado no país em 23 de fevereiro.

“Ninguém deve ter ilusões de que é possível superar militarmente a Rússia e exercer qualquer pressão sobre o país. Sempre teremos uma resposta adequada para tais ações de aventureiros. Os nossos soldados e oficiais provaram que estão prontos para agir com determinação, em conjunto, de modo profissional e com coragem para realizar tarefas difíceis como convêm a um exército calejado, eficiente e moderno, que presa pelas suas tradições e honra militar”, disse Putin.

O chefe de Estado russo também destacou que o exército do país “está sempre se aperfeiçoando e se mantém atualizado com as exigências exigidas pela modernidade”. Putin assegurou que muito foi feito nos últimos anos para o aumento da eficiência do sistema de comando militar.

Fonte: Sputnik

 

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Conflitos Geopolítica Rússia Ucrânia

Poroshenko assina decreto sobre o combate à “ameaça russa”

O presidente Pyotr Poroshenko assinou o decreto sobre a entrada em vigor da decisão do SNBO relativa às medidas de emergência de combate à “ameaça russa”, divulga o site do chefe de Estado ucraniano.

Segundo as decisões tomadas na reunião do Conselho de Segurança e Defesa Nacional (SNBO), o gabinete de ministros deveria sem demora tomar medidas para prestar ajuda às vítimas dos “atentados” no território das autoproclamadas Repúblicas de Donetsk (RPD) e Lugansk (RPL).

Nos finais de janeiro,  a pedido de Poroshenko,  foi realizada a reunião do SNBO em relação com o agravamento da situação em Donbass.

Segundo as decisões tomadas, o governo incumbiu o Conselho Nacional de TV e Radiodifusão de começar uma campanha contra a agressão informativa russa.  O SNBO também indicou à Procuradoria-Geral da Ucrânia tomar medidas para o reconhecimento das RPD e RPL como organizações terroristas.

“O presidente assinou o decreto sobre a execução das decisões do Conselho de Segurança e Defesa Nacional de 25 de janeiro de 2015 ‘Sobre medidas urgentes para combater a ameaça russa e manifestações de terrorismo, apoiadas pela Rússia’”, escreve-se no comunicado.

Ao mesmo tempo, Moscou tem repetidamente declarado que não é parte do conflito ucraniano, não fornece armamentos às autoproclamadas Repúblicas Populares de Donbass e está interessada em a Ucrânia superar a crise política e econômica.

As autoridades de Kiev estão realizando uma operação militar no leste da Ucrânia dirigida contra a população da região, descontente com o golpe de Estado ocorrido em fevereiro. Segundo os últimos dados da ONU, o conflito armado já provocou mais mais de 5,5 mil mortos.

Também hoje (20 de fevereiro) o presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, assinou um decreto ratificando o acordo com a Lituânia e Polônia para estabelecer uma unidade militar conjunta.

De acordo com uma nota divulgada nesta sexta-feira, 20, no site do presidente ucraniano, o acordo prevê a criação de uma unidade militar ucraniano-polonesa-lituana conjunta, determinando a finalidade, os princípios de ação, o fornecimento de segurança e outros assuntos relacionados com as atividades da brigada.

A nota afirma que “a brigada foi criada com o intuito de participar em operações internacionais realizadas sob o mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas e as decisões das autoridades competentes da Lituânia, Polônia e Ucrânia. O acordo está aberto à adesão de outros Estados, considerando o convite conjunto das partes”.

Foi relatado também que a estrutura, o pessoal, as armas, equipamentos militares e outros aspectos da brigada serão determinados em separado pelos órgãos técnicos que implementam as políticas estatais na esfera da defesa dos países-membros.

O comando da brigada será localizado na cidade polonesa de Lublin e estará sujeito à legislação da Polônia, bem como às normas do direito internacional.

O acordo foi assinado pela Ucrânia, Polônia e Lituânia, em Varsóvia, no dia 19 de setembro de 2014, e ratificado pelo parlamento ucraniano em 4 de fevereiro de 2015.

Fonte: Sputnik

 

 

 

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Brasil Economia Geopolítica Negócios e serviços Rússia

Rússia ratifica criação do Banco de Desenvolvimento dos BRICS

Em finais do ano em curso, o novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS pode já começar a funcionar.

A Duma de Estado (câmara baixa do parlamento da Federação da Rússia) ratificou nesta sexta-feira (20) o acordo da criação do Banco de Desenvolvimento dos BRICS.

O respetivo acordo foi assinado pelos líderes do grupo, integrado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, durante a cúpula em junho de 2014, em Fortaleza, no Brasil.

O banco deve ser uma das principais instituições financeiras do bloco, cujo objetivo será o financiamento de projetos de infraestrutura nos Estados dos BRICS e em países emergentes.

O capitla social proposto é de 100 bilhões de dólares.

A lei russa do orçamento federal para 2015 já prevê meios para a transferência ao capital social do banco. São 2 bilhões de dólares no prazo de sete anos.

A próxima cúpula presidencial dos BRICS terá lugar neste ano em Ufa, república do Bascortostão, na Rússia. Lá também acontecerá a primeira reunião do Conselho de Dirigentes dos BRICS, que deverá apresentar candidaturas para a presidência e vice-presidência do banco.

Anteriormente, o Ministério das Finanças russo tinha informado sobre a sua expectativa de o banco começar a funcionar até finais de 2015.

 

Fonte: Sputnik

 

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Geopolítica Negócios e serviços Rússia Tecnologia

Rússia considera produzir componentes para avião MS-21 na Índia

Diversos componentes para o avião russo MS-21 poderão ser produzidos na Índia.

“Nós discutimos seriamente a nossa cooperação [com a Índia] na produção de aviões MS-21.E este ano nós esperamos o lançamento e testes do primeiro modelo de voo. Uma parte da produção de componentes da aeronave consideramos fazer na Índia”, disse em uma entrevista ao canal de TV russo Rossiya 24 na sexta-feira o presidente da Corporação Aeronáutica Unida (OAK na sigla em russo),Yuri Slyusar.

Ele observou que a OAK visa a expansão de mercado de potenciais parceiros industriais e a expansão do mercado de vendas.

“Para nós se trata de uma parceria tecnológica que nos permite resolver uma série de problemas. Neste sentido, vamos usar todas as oportunidades”, disse Slyusar.

O avião Irkut MS-21 pertence à família dos três modelos de aeronaves comerciais russas de dois motores, de curto e médio alcance, com uma capacidade de 150 a 212 passageiros, que estão sendo desenvolvidas e serão produzidas pela Irkut e Yakovlev, que integram a OAK.

Os aviões de passageiros da nova geração MS-21 é o projeto principal e mais promissor da indústria aeronáutica da Rússia no segmento da aviação civil.

Fonte: Sputnik

 

 

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Destaques Negócios e serviços

Caminho das Índias : EC-725 CARACAL ‘Made in India’

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Airbus está em conversas com empresa indiana sobre joint venture para helicópteros

BENGALURU (Reuters) – A Airbus Helicopters disse nesta sexta-feira que está em conversas com a indiana Mahindra and Mahindra, a Reliance Industries e o Tata Group para fabricar helicópteros militares de forma conjunta, a fim de atender regras que visam ajudar a nascente indústria de defesa indiana. A companhia, unidade da Airbus, está oferecendo fabricar o helicóptero leve AS550 Fennec e o médio EC725 para as Forças Armadas da Índia, que são muito dependentes de uma frota cada vez mais antiga de helicópteros Cheetah e Chetak. “Estamos no processo de seleção, falando com diferentes indústrias para formar uma joint venture”, disse à Reuters o executivo sênior da Airbus Helicopters Rainer Farid, durante evento do setor aéreo em Bengaluru nesta sexta-feira. Sob a iniciativa “Fabrique na Índia” do primeiro-ministro Narendra Modi, empresas estrangeiras acostumadas a vender diretamente para Nova Délhi devem formar parcerias com companhias locais e transferir uma parte maior do trabalho para ajudar a cultivar a nascente indústria de defesa local. No ano passado, a Índia descartou a aquisição planejada de 197 helicópteros leves para que pudesse lançar uma nova concorrência reservada para companhias domésticas que formarem joint ventures com fornecedores estrangeiros.

Fonte :Reuters

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Conflitos Geopolítica Rússia Ucrânia

Ucrânia acusa Rússia de enviar armamentos aos separatistas

Kiev afirma que tanques de guerra, munição e tropas foram vistas atravessando a fronteira na cidade de Novoazovsk, costa sul do país. Movimentação militar torna o já desgastado cessar-fogo cada vez mais insustentável.

O governo em Kiev acusou a Rússia de enviar equipamento militar às tropas separatistas na cidade de Novoazovsk, na costa sul da Ucrânia. “Nos últimos dias, apesar do acordo de Minsk, equipamento militar e munição foram vistas atravessando a fronteira”, declarou o porta-voz das Forças Armadas ucranianas, Andriz Lysenko, nesta sexta-feira (20/02). Ele afirmou que mais de vinte tanques de guerra e dez sistemas de mísseis, além de ônibus carregados de soldados, entraram no país.

A Rússia não respondeu às acusações. Se a ação for confirmada, isso pode significar o fim definitivo do já frágil e inefetivo cessar-fogo assinado em Minsk no dia 12 de fevereiro. Moscou negou acusações parecidas no passado.

Em poder dos rebeldes, a cidade de Novoazovsk está localizada a 40 quilômetros da cidade portuária de Mariupol, um ponto estratégico, sob controle do governo ucraniano, disputado pelos separatistas.

Troca de prisioneiros

Os rebeldes afirmaram que vão iniciar uma troca de prisioneiros de guerra. A encarregada dos direitos humanos do governo separatista, Daria Morozova, disse que as primeiras trocas devem ocorrer já neste sábado. A medida foi acordada entre as duas partes durante a elaboração do acordo de Minsk, mediado pelos líderes da Alemanha e da França.

Kiev denunciou que 13 soldados foram mortos durante a retirada das tropas ucranianas da cidade de Debaltsevo, onde os combates continuaram após o início do cessar-fogo até a rendição das forças ucranianas. Outros 110 militares foram capturados pelos separatistas e 31 estão desaparecidos.

Após assumir o controle da cidade, os rebeldes afirmam ter encontrado 57 corpos de soldados mortos e grande quantidade de armamentos abandonados no local, incluindo 28 tanques. Os separatistas afirmam terem feito centenas de prisioneiros.

Procupação na ONU

O porta-voz Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, Rupert Colville, afirmou em Genebra que a entidade está “profundamente preocupada com o destino dos civis e dos capturados e feridos” em Debaltsevo, e expressou temores quanto ao reinício das hostilidades em Donetsk e Mariupol.

Colville disse que uma estimativa “moderada” da ONU aponta para 5,692 mortos no conflito iniciado em abril de 2014. Mas o número verdadeiro “pode ser bem maior”, complementou.

RC/rtr/afp

Fonte: DW.DE

Hollande: Não há evidência de presença militar da Rússia na Ucrânia

Não há evidência de presença militar da Rússia na Ucrânia. A afirmação é do presidente da França, François Hollande, que concedeu uma entrevista coletiva hoje ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel.

Segundo o líder francês, não é possível confirmar a entrada de tanques russos na Ucrânia. Mais cedo, o porta-voz militar ucraniano Andriy Lysenko alegou que cerca de vinte tanques, junto com equipamento militar e munições, entraram em território ucraniano pela fronteira com a Rússia.
Sem fornecer provas, autoridades ucranianas, juntamente com as dos Estados Unidos, têm insistentemente acusado a Rússia de enviar soldados e equipamentos ao leste da Ucrânia. A Rússia vem seguidamente negando essas acusações, enfatizando que não faz parte do conflito interno no país vizinho.

Fonte: Sputnik

 

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Defesa Infantry Fighting Vehicles Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia Vídeo

Vídeo: Veículo de Infantaria 8 X 8 Boxer IFV da Rheinmetall Defence

 

O veículo de Infantaria Boxer da Rheinmetall Defence, tem como armamento principal um canhão Rheinmetall LANCE 30 milímetros, combina excelente capacidade de sobrevivência no campo de batalha e eficácia no combate com excelente versatilidade operacional.

 

 

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Conflitos Geopolítica Opinião Rússia Ucrânia

EUA não entendeu ainda que a Rússia é capaz de responder a provocações de guerra

Foto – © Sputnik/ Valery Melnikov

Não há dúvidas de que a política estadunidense de escalada da crise ucraniana é um instrumento na guerra por procuração de Washington contra Moscou, na qual os soldados do Exército ucraniano são usados para esse fim, dizem os especialistas.

Parlamentares norte-americanos fazem campanha para o fornecimento de armas à Ucrânia, não considerando as consequências catastróficas de tal decisão, incluindo uma possível resposta de Moscou, diz Eugene Rumer, diretor do Instituto Carnegie para a Rússia e Eurásia, em entrevista à emissora Sputnik.

“Não há dúvida de que este fato (a possível entrega de armas letais norte-americanas a Kiev — Ed.) é a ferramenta da guerra por procuração contra a Rússia”, disse o especialista.

Partidários de fornecimentos militares à Ucrânia, de acordo com Rumer, não levam em conta as possíveis consequências dessa decisão, incluindo a resposta da Rússia, e estão  concentrados  no seu alvo principal, ou seja, na intenção de conduzir uma guerra contra Moscou através dos soldados do exército ucraniano, que estão sob o “controle remoto” de Washington.

Outro especialista entrevistado pela Sputnik, o comentarista político George Kapopoulos, acredita que uma solução diplomática para o conflito no sudeste da Ucrânia, no âmbito dos Acordos de Minsk será impossível caso Barack Obama assine o projeto de lei sobre o fornecimento de armas letais aos ucranianos.

Fonte: Sputnik

 

 

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Geopolítica Opinião

UE considera se aproximar do “último ditador da Europa” Alexander Lukashenko

Presidente de Belarus Alexander Lukashenko (anfitrião) e Putin  na conferência em Minsk

O fato de o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, estar sendo o anfitrião das negociações de paz sobre a Ucrânia pode vir a ter uma consequência paralela – o abrandamento das relações entre a União Europeia e um homem que o Ocidente classifica como o “último ditador da Europa”.

Uma reunião em Minsk nesta sexta-feira entre ele e o chanceler da vizinha Letônia, Edgar Rinkevics, que viaja em caráter de presidente do conselho ministerial da UE, marcou mais um passo em direção ao que diplomatas dizem ser um processo em aceleração, que pode levar a um alívio das sanções contra Lukashenko e até mesmo a um convite para uma reunião de cúpula marcada para maio.

“Gostaríamos de fazer de tudo que podemos para dar um novo impulso às relações com Belarus”, disse Rinkevics a seu anfitrião.

Lukashenko disse ao ministro, que preside as reuniões da UE até junho: “Se a Letônia nos ajudar a nos aproximarmos ainda mais da UE durante sua presidência, não seremos os únicos a ficarem muito gratos.”

Diferentemente da Ucrânia e de outras ex-repúblicas soviéticas atraídas pelo livre comércio com a Europa, Lukashenko conservou uma ampla aliança com a Rússia, aderindo à União Euroasiática do presidente Vladimir Putin mas também criticando as ações de Moscou na Ucrânia.

Mas diplomatas da UE disseram à Reuters que discussões estão em curso sobre como melhorar as relações. Um documento interno detalhando possíveis medidas de aproximação foi aprovado por membros da UE no mês passado. Eles disseram que Lukashenko vai precisar promover reformas.

No entanto, Bruxelas não está com pressa em repetir o mesmo tipo de acolhimento que dispensou à Ucrânia e que acabou culminando com a queda do presidente ucraniano e a anexação da Crimeia pela Rússia.

Ainda assim, os esforços de Lukashenko em ajudar na resolução do conflito no leste ucraniano – incluindo sediar negociações de paz envolvendo o presidente francês, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel – aumentaram as possibilidade de uma distensão das relações.

“Há sinais crescentes de que Belarus está se abrindo para a Europa. Lukashenko tem sido muito prestativo durante as negociações em Minsk”, disse uma fonte da UE. “Estados membros estão discutindo se a UE deve descongelar as relações com Belarus.”

Lukashenko, de 60 anos, deixou a entender que gostaria de comparecer à reunião de cúpula entre os países da UE e outras seis ex-repúblicas soviéticas, planejada ocorrer em Riga em maio, disseram fontes da UE. Para isso, ele precisaria de um alívio da proibição de viagem imposta pela UE e que foi renovada há apenas três meses.

Reportagem de Francesco Guarascio

REUTERS

Fonte: Terra

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Conflitos Geopolítica Opinião Rússia

Vladimir Putin representa “perigo real e presente” para a Estônia, Letônia e Lituânia, e a OTAN

Secretário de Defesa britânico Michael Fallon

O presidente russo, Vladimir Putin, representa um “perigo real e presente” para a Estônia, Letônia e Lituânia, e a Otan se prepara para repelir qualquer agressão possível, disse o secretário de Defesa britânico, Michael Fallon, nesta quinta-feira.

De acordo com os jornais Times e Daily Telegraph, Fallon declarou que Putin poderia lançar uma campanha de táticas encobertas para tentar desestabilizar as três ex-repúblicas soviéticas, que agora integram o flanco oriental da Otan.

“Estou preocupado com Putin”, afirmou Fallon, dizendo que seria “um perigo muito real e presente” se a Rússia buscar reproduzir nos Estados bálticos as táticas usadas para causar confusão no leste da Ucrânia e na Crimeia.

“Estou preocupado com a sua pressão sobre os países bálticos, a maneira como ele está testando a Otan. A Otan tem de estar pronta para qualquer tipo de agressão da Rússia, seja qual for. A Otan está se preparando”, afirmou.

Fallon fez seus comentários depois de o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, pedir que forças de paz da ONU sejam enviadas para monitorar um cessar-fogo no leste da Ucrânia, uma proposta que rebeldes pró-Rússia disseram que violaria o acordo de paz.

No início deste mês Fallon declarou que a Grã-Bretanha iria enviar novamente este ano quatro caças Typhoon para ajudar a Otan no policiamento aéreo dos Estados Bálticos, prometendo que cerca de 1.000 soldados britânicos também se juntariam a uma força de reação rápida da Otan.

O ministro dos Negócios Estrangeiros lituano, Linas Linkevicius, afirmou que a Rússia representa uma ameaça para toda a região, incluindo a Moldávia, que na quarta-feira escolheu um empresário pró-europeu como primeiro-ministro.

“A Rússia está se comportando de forma agressiva agora enquanto falamos”, disse Linkevicius à rádio BBC. “Eu realmente vejo ameaças para todos os países… Eu não deveria dizer apenas para os Estados bálticos, mas também no que diz respeito aos outros. E a Otan tem de responder e estar pronta para essas novas ameaças.”

A Otan irá reagir a qualquer ameaça à integridade territorial de seu país, disse ele. “Se não formos capazes de reagir adequadamente ao que está acontecendo na Ucrânia, haverá uma grande tentação (para a Rússia) de instigar ainda mais situações em outro lugar e, em seguida, vamos enfrentar um problema maior”, declarou Linkevicius. “Ao agir tarde demais, fazendo muito pouco … estamos contribuindo para a escalada do conflito.”

REUTERS

Fonte: Terra