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Conflitos Geopolítica Opinião Rússia Ucrânia

Mídia alemã: Obama ameaçou Putin antes da reunião de Minsk

Vários veículos da mídia alemã escreveram que, durante um telefonema recente, o presidente dos EUA Barack Obama ameaçou o presidente da Rússia Vladimir Putin com consequências graves para o alegado envolvimento da Rússia no conflito ucraniano.

O presidente estadunidense Barack Obama avisou Vladimir Putin que “os custos para a Rússia vão aumentar” se o país não cessar seu alegado envolvimento na crise ucraniana, escreveu a mídia alemã.

Isso se referia a uma conversa telefônica recente entre os líderes dos dois países que teve lugar um dia antes das conversações de Minsk

“Obama está instando Putin à paz proferindo ameaças”, escreveu o jornal alemão Die Zeit. Segundo o jornal, o presidente norte-americano disse a Vladimir Putin que este teria de pagar um preço elevado se o conflito não fosse resolvido.

A revista Der Spiegel referiu igualmente que o apelo de Obama à paz continha tons de ameaça. O líder estadunidense acusou mais uma vez a Rússia de envolvimento militar no conflito da Ucrânia. Obama avisou que, se a Rússia continuar suas “ações agressivas” na Ucrânia e providenciar armas e ajuda financeira aos apoiantes da independência, então “os custos para a Rússia irão subir”.

Moscou negou repetidamente essas alegações e proclamou seu não envolvimento no conflito ucraniano. O jornal alemão Die Welt citou a declaração do porta-voz para a imprensa do presidente russo, Dmitry Peskov, que enfatizou o interesse da Rússia em uma solução pacífica da crise e disse que mais sanções e o fornecimento de armamento letal apenas iria contribuir para a deterioração da situação.

Os EUA anunciaram recentemente que estão ponderando a possibilidade de fornecerem armas letais às tropas ucranianas.

A questão da assistência militar direta dos EUA continua na agenda norte-americana, escreveu o jornal suíço Blick, acrescentando que, contudo, países europeus como a Alemanha, o Reino Unido, a Dinamarca, a Áustria e a Suécia se opõem à ideia de um envolvimento dos EUA na crise ucraniana.

Fonte: Sputnik

 

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América do Sul Brasil Geopolítica Negócios e serviços Opinião

Aproximação Pequim-Buenos Aires, queda nas vendas do Mercosul para a Argentina

A aproximação entre Argentina e China pode se refletir negativamente no comércio exterior brasileiro.

O Brasil é responsável por 90% das exportações do Mercosul para o mercado argentino e os recentes acordos entre Buenos Aires e Pequim, em áreas como agricultura, telecomunicações, infraestrutura e tecnologia espacial, devem acentuar a queda já registrada no ano passado.

O bloco foi responsável pela maioria das compras de bens de capital da Argentina em 2013, mas as importações do país oriundas do Mercosul caíram 34% em 2014. Ao mesmo tempo, a China vendeu mais 13% deste tipo de bem para o mercado argentino. Registro semelhante se deu entre nos bens intermediários, com o Mercosul perdendo espaço na Argentina ao registrar queda de 9% nas vendas. Por sua vez, a China exportou 9% a mais para o país sul-americano.

O quadro é ainda pior se considerarmos a análise global das importações da Argentina. O Mercosul vendeu para o mercado argentino US$ 2,09 bilhões no ano passado, sendo ultrapassado pelo Nafta, bloco formado por EUA, Canadá e México, com US$ 2,95 bilhões e pela União Europeia, com US$ 2,93 bilhões.

Fonte: Sputnik

 

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Brasil Geopolítica Negócios e serviços

Ministro do Exterior alemão Frank-Walter Steinmeier estrá nesta sexta-feira no Brasil

Um dos objetivos do ministro alemão é organizar viagem da chanceler federal em agosto, que marcará início das Consultas Intergovernamentais de Alto Nível, mecanismo que Berlim sustenta com poucos países.

O ministro do Exterior alemão, Frank-Walter Steinmeier, inicia nesta sexta-feira (13/02), no Brasil, uma viagem sul-americana que o levará também ao Peru e à Colômbia. Ele estará acompanhado de uma grande delegação econômica e representantes dos setores de cultura e ciência.

A viagem estava programada para começar na quarta-feira, mas foi adiada devido às longas negociações em Minsk em torno do conflito da Ucrânia, que também envolveram o ministro alemão.

A ida de Steinmeier servirá para preparar a visita ao Brasil da chanceler federal alemã, Angela Merkel, prevista para ocorrer entre 19 e 21 de agosto. “Para a Alemanha, a América Latina é uma região com grande potencial”, disse Steinmeier.

Consultas Intergovernamentais

Em Brasília, Steinmeier fará nesta sexta-feira uma visita de cortesia à presidente Dilma Rousseff e logo depois terá encontro de trabalho com o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

O principal objetivo do ministro alemão é iniciar a preparação da primeira edição das Consultas Intergovernamentais de Alto Nível Brasil-Alemanha. O mecanismo deverá ser inaugurado em agosto próximo, em Brasília, sob a copresidência de Dilma e Merkel. A Alemanha mantém esse tipo de encontro de alto nível com poucos países, como EUA e China.

Os ministros Mauro Vieira e Frank-Walter Steinmeier deverão analisar os principais temas da agenda bilateral, inclusive comércio e investimentos, cooperação em ciência, tecnologia e inovação e em educação.

Eles deverão discutir, também, a reforma das instituições de governança global, temas da agenda de paz e segurança internacionais, assim como tópicos relacionados à privacidade na era digital.

Após denúncias de que os EUA espionaram líderes mundiais, entre eles Dilma e Merkel, Brasil e Alemanha se uniram na ONU e elaboraram uma resolução para garantir a segurança de dados e o direito à privacidade na internet, aprovada em dezembro de 2013.

Segundo o Itamaraty, a Alemanha é o principal parceiro comercial do Brasil na Europa – e o quarto no mundo. Em 2014, o intercâmbio comercial bilateral atingiu 20,4 bilhões de dólares.

Fonte: DW.DE

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia

IAI introduz nova aeronave de patrulha marítima no mercado

IAI PatrolA Israel Aircraft Industries está introduzindo no mercado uma aeronave de patrulha marítima denominada ELI-3360, baseada numa célula modificada do jato executivo Bombardier Global 5000.

O sistema incorpora o radar de vigilância marítima ELTA ELM-2022, um sensor eletro-ótico, um sistema ESM/ELINT ELL-8385 e uma suíte abrangente de equipamento de comunicações, incluindo enlaces de dado e SATCOM de banda larga, além de uma suíte de Guerra Eletrônica e autoproteção.

A suíte de Comando e Controle inclui estações de trabalho multifunção para os operadores e um sistema de gerenciamento do armamento. A aeronave (Foto: IAI) dispõe de estações subalares capazes de suportar torpedos e mísseis antinavio, bem como cargas que podem ser lançadas em missões de Busca e Salvamento.

Fonte: Segurança&Defesa

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Defesa Negócios e serviços Tecnologia

Sikorsky fecha acordo com ITA e implanta novo curso

Sikorsky_tmbVirgínia Silveira

A fabricante americana de helicópteros Sikorsky fechou ontem uma parceria com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) para a criação da disciplina de desenho de asa rotativa (helicópteros), no último ano do curso de engenharia aeronáutica do instituto.

O vice-presidente da Sikorsky para a América Latina, Antônio Pugas, disse que a empresa ajudará o ITA na elaboração do conteúdo da nova disciplina, além de auxiliar na avaliação de projetos de final de curso focados em helicópteros.

O executivo informou que a empresa investirá US$ 350 mil na instalação de um laboratório para as aulas práticas de asas rotativas. O novo laboratório contará com simulador do helicóptero S76, cuja frota no país soma 120 aeronaves.

Pugas explicou que a formação de engenheiros voltados para o segmento de helicópteros é parte da estratégia da Sikorsky para se instalar no Brasil. “O primeiro passo nessa direção é a instalação de um escritório na região de Campinas, onde o grupo United Technologies, que também controla a fabricante de motores Pratt & Whitney, já possui empresas.”

A empresa está negociando a construção de um centro de manutenção no Brasil, que ficará instalado na região do Vale do Paraíba, provavelmente no município de Taubaté, onde o Exército tem uma base de aviação, que já utiliza helicópteros da Sikorsky.

O executivo disse que o investimento previsto no projeto do centro de manutenção no Brasil é estimado em US$ 20 milhões. “Estamos em negociação avançada com a prefeitura de Taubaté, mas ainda não fechamos”, disse.

Hoje, segundo Pugas, a manutenção da frota da Sikorsky no Brasil é feita em parte pelos operadores e algumas peças são enviadas para os Estados Unidos. A Líder Aviação é a principal operadora dos helicópteros da Sikorsky no país, com mais de 50 aeronaves.

A Universidade Federal de Itajubá (Unifei) foi a primeira no Brasil a criar uma disciplina de fundamentos de engenharia de helicópteros dentro do curso de graduação em engenharia aeronáutica. Mas o tema também é abordado em outras matérias, relacionadas à parte de aerodinâmica e de desempenho de aeronaves e também ensaio e segurança de voo.

A Universidade coordena a implantação de um polo aeronáutico no sul de Minas Gerais, que contempla a criação de um Centro de Tecnologia para Helicópteros (CTH). A cidade de Itajubá abriga a fábrica de helicópteros da Helibras. O projeto conta com o apoio dos governos federal e estadual, além da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e da Helibras.

Fonte: Valor via NOTIMP

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Conflitos Geopolítica Inteligência Terrorismo

Venezuela prende juiz que condenou traficante tido como aliado do governo

amigoO serviço de inteligência da Venezuela prendeu nesta quarta-feira o juiz Ali Fabricio Paredes, que, horas antes, havia condenado a 14 anos de prisão um narcotraficante tido como próximo do governo.

O narcotraficante Walid Makled foi condenado pelos crimes de tráfico de cocaína e lavagem de dinheiro.

O Ministério Público disse que irá recorrer da sentença, que considerou leniente. Em seguida, dois juizes ordenaram a prisão de Paredes sob acusação de corrupção e formação de quadrilha.

Críticos suspeitam que o esforço do Ministério Público para manter Makled preso por mais tempo seja uma manobra para evitar que o narcotraficante retome denúncias contra autoridades venezuelanas.

Um empresário do interior conhecido pelos laços com o então presidente Hugo Chávez (1999-2013), Makled foi preso na vizinha Colômbia em 2011 a pedido dos EUA.

 No período em que esteve sob custódia das autoridades colombianas, ele disse à imprensa que seus negócios ilícitos tinham cumplicidade de políticos e militares venezuelanos, a quem pagava milhões de dólares em propina.

 Makled afirmou que havia disparado o número de carregamentos de cocaína colombiana que passavam pela Venezuela em direção a EUA e Europa.

 Apesar da pressão americana para que fosse extraditado aos EUA, Makled acabou entregue à Justiça da Venezuela, que o mantem desde então sob custódia.

Em julho do ano passado, o general venezuelano Hugo Carvajal, ex-chefe de Inteligência militar, foi detido em Aruba a pedido dos EUA sob acusação de narcotráfico, mas acabou liberado para a voltar à Venezuela após gestões de Caracas.

Fonte: Folha de São Paulo

 

 

 

 

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Conflitos Destaques Geopolítica Rússia Ucrânia

Cúpula de Minsk: Acordo é para depor armas no leste ucraniano a partir do próximo domingo

Acordo de Minsk prevê retirada de tropas e reforma constitucional

As negociações do “quarteto da Normandia” deram resultado. Os participantes do grupo de contato assinaram um conjunto de medidas de implementação dos acordos de Minsk.

As principais medidas são:

– Cessar-fogo desde as 00h00 do dia 15 de fevereiro;

– Retirada dos armamentos pesados do exército ucraniano da linha atual de contato e, quanto às milícias independentistas, – da linha fixada no memorando de Minsk de 19 de setembro;

– Reforma constitucional na Ucrânia. No fim do ano 2015 deverá ser adotada uma nova Constituição no país que preveja a descentralização e o estatuto especial de algumas áreas de Donbass;

– Retirada de todas as tropas estrangeiras do território ucraniano;

– Criação de uma zona de segurança na Ucrânia com a largura de 50 a 70 quilômetros;

– Troca de prisioneiros na Ucrânia na base de “todos por todos”;

Em breve apresentaremos o texto completo do documento em português.

Fonte: Sputnik

Cúpula de Minsk: Após mais de 16 horas de negociações  chegam a acordo para depor armas

Após uma maratona de conversas que se estenderam durante toda a madrugada desta quinta-feira (12/02) em Minsk, os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, da Ucrânia, Petro Poroshenko, da França, François Hollande e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, além de líderes separatistas pró-Rússia, anunciaram pela manhã terem chegado a um acordo sobre a retirada de armas pesadas da fronteira da Ucrânia e para um cessar-fogo, que começará a valer na madrugada de sábado para domingo.

“Conseguimos chegar a um acordo nas questões principais”, afirmou Putin, visivelmente satisfeito. “Concordamos com um cessar-fogo”, declarou. O anúncio foi feito após mais de 16 horas de reunião na capital de Belarus. Segundo o presidente russo, dois acordos foram assinados: um de declaração do cessar-fogo e outro para implementá-lo.

Em uma declaração conjunta distribuída pelo Kremlin, os líderes da Ucrânia, Rússia, Alemanha e França comprometem-se a respeitar a soberania ucraniana e a integridade territorial do país. Os líderes também concordam em participar de encontros regulares para garantir que os pontos do acordo assinado nesta quinta-feira sejam cumpridos.

“O principal ponto acertado é que, de sábado para domingo, será declarado um cessar-fogo geral sem pendência de condição”, declarou Poroshenko, acrescentando que o acordo não garante autonomia a nenhuma área sob controle rebelde no leste ucraniano.

O presidente francês, François Hollande, destacou que ainda há muito trabalho a ser feito, mas que agora são grandes as chances de que a situação melhore na Ucrânia. Segundo Hollande, o anúncio de cessar-fogo é visto como um “alívio” para a Europa.

“O texto do acordo, assinado pelo ‘grupo de contato’ e pelos separatistas, trata de todas as questões. Descentralização, controle de fronteiras e retirada de armamento pesado estão incluídos no documento”, disse Hollande, ao lado de Angela Merkel.

Segundo a chanceler federal alemã, já perto do fim do encontro o presidente russo pressionou os separatistas a concordarem com um cessar-fogo no domingo, o que, segundo ela, proporcionou uma “luz de esperança” para acabar com a violência na Ucrânia.

Dúvida sobre Debaltseve

Algumas questões, porém, continuaram em aberto após a exaustiva negociação em Minsk. Segundo Putin, os rebeldes querem que as tropas leais a Kiev se rendam na estratégica Dobaltseve, cidade cuja malha ferroviária faz o transporte entre as bases rebeldes de Donetsk e Lugansk.

Segundo Poroshenko, a rendição não vai acontecer. Ele afirma ainda que as partes concordaram em ajudar a Ucrânia a retomar controle da fronteira com a Rússia, no leste.

Putin destacou que o acordo de paz contém elementos para estabelecer um status especial às regiões rebeldes e resolver questões humanitárias e relacionadas a controle de fronteira.

Armas dos EUA

Líderes europeus aumentaram os esforços para se chegar à paz na região especialmente depois que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sob pressão interna, afirmou avaliar a possibilidade de enviar armas e munição para as Forças Armadas da Ucrânia.

A União Europeia considera que a medida agravaria ainda mais o sangrento conflito, e colocaria em risco as chances de um acordo diplomático. Pelo menos 5,3 mil pessoas já morreram nos confrontos entre rebeldes pró-Rússia e tropas aliadas a Kiev no leste da Ucrânia. E a violência aumentou nos últimos dias.

MSB/dpa/afp/rtr/ap

Fonte: DW.DE

Cúpula de Minsk: Líderes da RPD e RPL assinam documento sobre a regularização da situação em Donbass

Os líderes das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk (RPD e RPL) assinaram o documento proposto pelo “quarteto da Normandia” sobre a regularização da situação no sudeste da Ucrânia. Esta informação foi divulgada pelo líder da RPL, Igor Plotnitsky.

O líder da RPD Aleksandr Zakharchenko disse por sua vez que os pontos do documento assinado necessitam de coordenação adicional. Sublinhou, porém, que “graças às garantias dadas pelo presidente russo, a chanceler alemã e o presidente francês nós assinámos hoje um acordo que, como esperamos, porá fim às hostilidades e permitirá que a RPD e RPL se dediquem à construção da paz em favor do nosso povo”.

No entanto, Zakharchenko acrescentou que “toda a responsabilidade sobre qualquer possível violação do memorando recai sobre Pyotr Poroshenko”.

Depois disso, os líderes da RPD e RPL voltaram ao local das negociações em Minsk onde continuaram a reunião do grupo trilateral de contato sobre a crise ucraniana que inclui líderes da RPD e RPL, ex-presidente ucraniano Leonid Kuchma, o embaixador da Rússia na Ucrânia Mikhail Zurabov e Heidi Tagliavini da OSCE. Agora as negociações do grupo de contato já terminaram.

A reunião entre os líderes da Alemanha, França, Rússia e Ucrânia (“quarteto de Normandia”), iniciada na tarde da quarta-feira em Minsk, dia 11 de fevereiro, durou quase 16h seguidas.

Fonte: Sputnik

 

 

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Brasil Defesa Defesa Anti Aérea Mísseis Sistemas de Armas Tecnologia

FAB: Novo míssil A-Darter faz manobra de 90° ao atingir um alvo

Imagens da destruição do alvo e a concepção artística do lançamento do A-Darter

Um avião de caça Gripen da Força Aérea da África do Sul realizou com sucesso na tarde desta segunda-feira (09/02) o lançamento real de um míssil A-Darter, um projeto binacional entre o Brasil e África do Sul. O alvo, uma aeronave não tripulada, estava em uma rota a 90° da aeronave lançadora e se distanciava. Apesar disso, o sistema de mira do míssil conseguiu “travar” no alvo, que também estava em uma altitude 600 metros mais elevada.

De acordo com o gerente do projeto pelo Brasil, Coronel Aviador Júlio César Cardoso Tavares, da Força Aérea Brasileira, a principal característica dos mísseis de última geração é exatamente a capacidade de realizar manobras de alto desempenho. “O sensor de guiagem detecta o alvo e o míssil também calcula a melhor rota”, explica o Coronel.

Com 2,98 metros de comprimento e 90 kg de peso, o A-Darter se destaca pela ausência das pequenas asas usadas para as manobras. No lugar delas, o modelo tem capacidade de direcionar o empuxo do seu motor-foguete. Desse modo, consegue realizar manobras que o leva a sofrer até 100 vezes a força da gravidade (100 G). Os caças de combate mais modernos não passam de 9 G.

Guiado por calor, o A-Darter também consegue “enxergar” em mais de uma frequencia de infravermelho e desse modo evitar ser enganado por “flares”, iscas incandescentes lançadas para confundir os mísseis. O alcance máximo é de 12 quilômetros.

Investimento de R$ 300 milhões na indústria

O sucesso da missão é uma das etapas finais do desenvolvimento do míssil. De acordo com o gerente do projeto pelo Brasil, com esse lançamento, A-Darter está mais de 90% concluído. A previsão é de o projeto estar pronto no primeiro semestre de 2016 e possa futuramente equipar os caças Gripen NG da FAB. Trezentos milhões de reais foram investidos até agora, sendo a metade diretamente em empresas localizadas no País.

As empresas brasileiras Mectron, Avibras e Optoeletrônica já recebem tecnologia transferida pela Denel, da África do Sul. A parceria para o desenvolvimento começou em 2006 e o objetivo é que os dois países produzam componentes para futuras exportações. “No futuro, as vendas serão compartilhadas. Já há entendimento entre as empresas”, explica o Coronel Tavares.

De acordo com ele, é possível perceber que algumas soluções tecnológicas desenvolvidas para o A-Darter já fazem parte de outros produtos criados pela indústria nacional. Ele lembra ainda que o papel do Brasil não foi apenas aprender com os sul africanos. “Os nossos técnicos participam das decisões”, afirma. Os algoritmos de programação dos sistemas do míssil, por exemplo, foram desenvolvidos por um engenheiro militar da FAB. “O período dele na África do Sul iria acabar e eles solicitaram a prorrogação”, conta o gerente do projeto.

Porém, o foco foi passar conhecimento para o parque industrial brasileiro. “Não fazia sentido a gente absorver conhecimento só para a FAB, e sim para as empresas também”, explica.

A África do Sul, com experiência de desenvolvimento de mísseis desde a década de 60, buscou a parceria com o Brasil por conta da complexidade do projeto. “É um míssil de alta tecnologia”, explica o Coronel Tavares. Segundo ele, o A-Darter tem inovações dominadas por poucos países do mundo e que não são transferidas quando há a compra de armamento. “Ninguém ensina a fazer isso”, resume.

Fonte: FAB

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Vladimir Putin: Cessar-fogo em Donetsk entra em vigor apartir de 00h00 de 15 de Fevereiro

O presidente russo Vladimir Putin concedeu uma coletiva de imprensa após as negociações em Minsk ,que duraram cerca de 16 horas.

Na coletiva de imprensa o líder russo declarou que o cessar-fogo em Donetsk entra em vigor a partir das 00.00 horas de 15 de fevereiro e apelou ao comedimento dos dois lados.

Foi assinado o documento do grupo de contato sobre as medidas de implementação dos acordos de Minsk.

Putin disse também que chegou a acordo com o seu homólogo Pyotr Poroshenko para enviar especialistas militares russos e ucranianos à área de Debaltsevo onde, segundo o presidente russo, estão cercados de 6 a 8 mil soldados ucranianos. A tarefa dos especialistas será avaliar a situação no próprio local.

Fonte: Sputnik

 

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Defesa Rússia Sistemas de Armas Tecnologia

Rússia: Top 3 dos sistemas de Guerra Eletrônica (EW-inglês)

Combates modernos estão aos poucos migrando para os cenários virtuais, onde os aparatos de guerra eletrônica (EW, na sigla em inglês) são usados para atacar, cegando radares inimigos, ou como meio de defesa contra mísseis. A Gazeta Russa revela os segredos dos três mais eficazes equipamentos de guerra eletrônica produzidos na Rússia.

1. Khibni: tempestade de raios e trovões

O aparentemente inofensivo contêiner instalado na ponta das asas dos aviões de combate é capaz de fornecer proteção contra os mais modernos meios de defesa antiaérea do mundo. Após alertar antecipadamente a tripulação de possíveis ataques, o sistema cria uma “capa eletromagnética” contra os possíveis mísseis atacantes, aumentando a capacidade de sobrevivência da aeronave em até 25 a 30 vezes.

Segundo o diretor-geral adjunto do Conglomerado Kret (desenvolvedor e fabricante do sistema EW), Vladímir Mikheev, os caças russos abatidos durante a campanha da Geórgia estavam sem tal proteção, o que causou as perdas devido à sua vulnerabilidade eletrônica.

2. Moskva-1: observador passivo

Com ajuda deste complexo radioeletrônico de combate, as tropas russas terão sua capacidade de consciência situacional aumentada, detectando e acompanhando alvos a distâncias de até 400 km (o atual Karpol possui um alcance de 150 km).

O sistema tem como sensor primário um radar passivo que não emite nenhum sinal – apenas capta, processa e analisa os sinais e ondas eletromagnéticas inimigas de forma furtiva, sem revelar a sua posição.

3. Khasukha-2: defensor dos Iskanders

Apesar do nome denotar uma certa amistosidade (krasukha, gracinha em russo), este poderoso sistema de guerra eletrônica foi projetado para destruir os maiores sistemas de controle e alerta aéreo antecipado (AWACS), promovendo a proteção eletrônica de sistemas de defesa aérea, pontos estratégicos, instalações terrestres e tropas deslocadas no terreno.

Os complexos de mísseis tático e estratégicos, como os Iskanders por exemplo, são indefesos no cenário eletrônico. Os Krasukhas serão capazes de “esconder” literalmente os Iskanders até o local e momento de lançamento de seus mísseis. Caso tenha de enfrentar aeronaves AWACS inimigas, o sistema é capaz de promover interferência e supressão de sinais em um raio de até 250 km.

Fonte: Gazeta Russa

 

 

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Lobby pró-guerra dos principais banqueiros estadunidenses exige guerras

“Tenho 80 anos. Nunca tive medo ao longo dos anos da Guerra Fria. Mas agora estou muito assustado”. Isso é o que Stephen Lendman, pesquisador associado do Centro de Investigações de Globalização disse à Sputnik, em uma entrevista exclusiva sobre os recentes desenvolvimentos relacionados com o conflito militar na Ucrânia.

Enquanto o quarteto de Normandia acordou em se reunir esta quarta-feira em Minsk, a fim de discutir possíveis formas de sair da escalada do conflito militar no leste da Ucrânia, Stephen Lendman prevê que os EUA não vão abrir mão da sua ideia de desencadear uma guerra em larga escala na região.

Seja qual for o partido político no poder, os democratas ou os republicanos, Washington sempre quer a guerra, não a paz, afirma ele. “Na época posterior a 11 de setembro, não houve nem um único dia de paz. Inúmeras guerras têm sido travadas pelos EUA diretamente e por mãos alheias. As forças especiais dos EUA (sicários treinados) operam de forma sigilosa e aberta em mais de 130 países, semeando perturbações”.

‘Não liguem para o que a Alemanha e a França dizem em público; vejam o que fazem’

Lendman diz que “Merkel e Hollande (Alemanha e França) são os principais membros da OTAN, os pilares da aliança dominada pelos Estados Unidos”. “Não liguem para o que a Alemanha e a França dizem em público; vejam o que fazem”, aconselha. “Ao longo da crise ucraniana, (os líderes da Alemanha e França) não se têm atrevido a optar por uma via própria, contrária a Washington… nem o britânico David Cameron tampouco”.

“Tenho certeza que Merkel e Hollande tentam fazer com que Putin obedeça em grande parte à vontade de Washington; em outras palavras, não fazem nada para afrouxar o seu abraço asfixiante na Ucrânia, incluindo a aproximação das forças da OTAN às fronteiras da Rússia”.

Os EUA mantêm todo um império de bases aquarteladas em mais de 150 países, acrescenta, observando que a Rússia e a China são cercadas por cada vez maior número de bases norte-americanas, armadas, conforme o interlocutor da Sputnik, com “os chamados mísseis defensivos destinados a um objetivo ofensivo: atingir os pontos nevrálgicos” dos referidos países.

Washington quer eliminar todos os governos independentes e soberanos, afirma Lendman: “Substituí-los por governantes fantoches pró-ocidentais. A finalidade última da América é uma dominação global incontestável; sua vontade é atiçar guerras para lograr seus objetivos”.

‘A paz é anatematizada. O lobby pró-guerra dos principais banqueiros estadunidenses exige guerras’

O analista político enfatiza que as guerras são extremamente rentáveis. “O lobby pró-guerra dos principais banqueiros estadunidenses exige guerras. A paz é anatematizada por eles. Putin tem razão: A Rússia vem sendo alvejada por séculos, agora mais do que nunca desde o plano Barbarossa de Hitler”.

Quanto ao papel que os EUA destinam à Rússia, Lendman prevê o seguinte.

“Washington quer saquear os recursos da Rússia”, diz ele. “Submeter seu povo à exploração. Balcanizar o país, como a Jugoslávia, para facilitar o controle”.

“A América depôs o governo legítimo da Ucrânia” dando um “golpe de Estado, o mais descarado na Europa desde a marcha de Mussolini sobre Roma, em 1922, com os bandidos neo-nazistas mandando as coisas”, destaca Lendman, ao referir-se aos eventos do Maidan 2014 e classificando o governo pós-Maidan como oclocrático. “A política de guerra está sendo feita em Washington”.

“A CIA, o FBI e as forças especiais dos EUA infestam Kiev: altos funcionários dos EUA, como Joe Biden, John Kerry, Victoria Nuland e John Brennan, aparecem lá para dar ordens de prosseguir a ofensiva”.

“Kiev virou um ninho do gangsterismo fascista militante, que assassina seus próprios cidadãos no Donbass por tão só eles quererem direitos democráticos livres da tirania a modo de Kiev”.

“Os militares de Kiev são uma força que atua em nome e por encargo dos Estados Unidos”, continua Lendman. “Um observador disse que a América vai fazer a guerra até o último ucraniano. O que está acontecendo é um pretexto para culpar Moscou pelos horrendos crimes contra a paz, cometidos em parceria pelos Estados Unidos e Kiev”.

‘Putin vai continuar fazendo o que é melhor para a Rússia’

“Putin vai continuar fazendo o que é melhor para a Rússia, não para a América nem outros países da OTAN”, assegura Lendman. No entanto, o analista vê com muito pavor o evoluir da situação.

“Washington tem tentado provocar um conflito contra a Rússia ao longo de todo o mandato de Putin”.

Lendman diz que o Congresso dos EUA demoniza Putin servindo-se de quase qualquer pretexto, ao tempo que a mídia norte-americana afundou até os piores padrões em sua vida. Ele teme uma possível guerra, instigada pelos EUA contra a Rússia, e suspeita que uma operação de bandeira falsa em larga escala possa ser usada como justificação.

“Tenho 80 anos. Nunca tive medo ao longo dos anos da Guerra Fria. Mas agora estou muito assustado “, conclui.

Fonte: Sputnik

 

 

 

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América do Sul Geopolítica Opinião

Caso Alberto Nisman: Argentina não admitirá interferência nos seus assuntos internos

Presidente Cristina Kirchner reagiu à proposta de Washington de ajudar na investigação da morte do promotor Alberto Nisman.

Argentina não admitirá pressão por parte de outros países, nem a interferência nos seus assuntos internos, declarou a presidente Cristina Kirchner, ao comentar a situação política argentina que se formou após a morte do promotor Alberto Nisman.

Nisman havia denunciado Kirchner e outros funcionários de alto nível do governo de ter atrapalhado as investigações do atentado à Associação Mutual Israelita Argentina, ocorrido em Buenos Aires em 1994. O promotor afirmava que o governo possibilitou que os suspeitos pelo atentado escapassem da justiça em troca de um acordo comercial com o Irã.

Até o presente momento, as circunstâncias da morte do promotor não foram esclarecidas. Não está claro se Nisman foi assassinado ou se cometeu suicídio.

Em janeiro, a imprensa argentina divulgou que Washington havia oferecido ajuda técnica na investigação da morte do promotor. O governo argentino, entretanto, informou não ter recebido proposta formal. Na mesma ocasião, alguns congressistas americanos manifestaram sua preocupação com caso e a imprensa alardeou a vinda de uma delegação norte-americana ao país.

Ao discursar no palácio presidencial para seus partidários, que entoavam “Pátria sim, colônia não”, Kirchner anunciou que este slogan um tanto fora de moda voltou a ser pertinente. “Estão querendo nos dar ordens do exterior. Mas a nossa política atual não tem mais lugar para aqueles que querem nos ditar instruções”, disse ela.

A morte de Alberto Nisman causou comoção na Argentina e acirrou as críticas contra o atual governo. As investigações prosseguem.

Fonte: Sputnik