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Comandos Navais franceses com fuzis CETME

Wolfgang Riess, um dos Comandos que usou estes CETMEs – mais tarde ele foi trabalhar como técnico de armas da H&K. Esta história vem de suas anotações.

 

Por Ian McCollum 
 
Tradução Filipe do A. Monteiro.
 

Eu estava lendo sobre os primeiros fuzis com retardo do recuo por roletes (no livro requintadamente técnico e detalhado de Blake Stevens, Full Circle: A Treatise on Roller Locking /Círculo Completo: Um Tratado sobre Trancamento por Roletes) e me deparei com essa história muito legal, que eu queria compartilhar…

A Espanha adotou formalmente o CETME Modelo B em 1958. Era mecanicamente praticamente a mesma arma que conhecemos hoje como o CETME-C ou G3, mas que ainda calibrado para o cartucho 7,62 NATO-CETME. Esta foi uma resposta espanhola aos requisitos de cartuchos da OTAN – era dimensionalmente idêntica 7,62 mm OTAN, mas disparou um projétil de 125 grãos a 2300 fps, em vez dos 143gr a 2790fps do padrão da OTAN. Os espanhóis viram que o cartucho padrão era muito potente para ser eficaz em um fuzil de tiro seletivo, e a carga reduzida foi desenvolvida para reduzir o recuo a um nível manejável. Isso foi feito apenas por alguns anos, até que eles se renderam e adotaram o Modelo C em 1964 usando munição padrão. O CETME-B ainda usaria a munição da OTAN, mas ela foi dura com as armas.

De qualquer forma, os franceses estavam ocupados lutando contra os rebeldes argelinos neste momento, e em março de 1961 um cargueiro dinamarquês chamado Margot Hansen foi visto por um avião de patrulha marítima francesa e parou na costa da Argélia. Durante a abordagem e inspeção, descobriu-se que o navio carregava 200 novos fuzis CETME-B e munição para eles, destinados (ilegalmente) aos grupos rebeldes da ANL e da FLN. As armas foram confiscadas, é claro, e colocadas em depósito no depósito naval francês em Mers El Kebir. Este depósito também possuía outras armas apreendidas, principalmente de origem alemã da Segunda Guerra Mundial – Kar 98k Mausers e fuzis de assalto StG-44. Quando os 200 CETMEs chegaram, rapidamente chamaram a atenção dos Comandos Navais Franceses que estavam estacionados no porto.

Os franceses na época usavam fuzis MAS 49/56, apenas semiautomáticos e com carregadores de 10 tiros. O poder de fogo automático suplementar era fornecido pelos fuzis-metralhadores Chatellerault 24/29, que possuíam carregadores redondos de 20 tiros (que ocasionalmente eram adaptadas a fuzis 49/56, mas essa é uma história diferente). Os Comandos Navais estavam muito interessados nesse novo fuzil, que parecia oferecer as capacidades de seus fuzis e FMs em um único pacote leve. Como eram uma unidade da Marinha Francesa e as armas foram apreendidas pela Marinha e armazenadas em um depósito da Marinha, os Comandos puderam requisitar as armas e munição apreendidas para seu próprio uso sem muita dificuldade.

Comandos Navais franceses testam seus fuzis CETME-B no Djibuti.

O único obstáculo que surgiu foi quando alguém notou que todos os fuzis estavam faltando os percussores. Por quê? Ninguém sabe ao certo, mas muito provavelmente porque os contrabandistas estavam planejando retê-los por segurança ou por um pagamento adicional. Também é possível que toda a configuração do contrabando fosse na verdade uma operação falsa que estava sendo executada pelo SDECE (Inteligência do Exército Francês), mas quaisquer registros que pudessem confirmar isso há muito tempo foram destruídos. De qualquer forma, os Navais não permitiram que uma questão menor, como percussores, os detivesse, e os operadores de máquinas dos depósitos fabricaram por engenharia reversa o projeto e fabricaram um grande número de substitutos. Eles nunca conseguiram acertar o material e o tratamento de calor, e seus percussores aparentemente tinham uma tendência de quebrar com frequência – então os Navais carregavam um monte de peças sobressalentes sempre que usavam as armas.

Outro obstáculo que surgiu foi que a munição apreendida acabou por ser um lixo. Ela foi feita apressadamente a partir de componentes enviados para serem sucateados, e dimensões como o comprimento total variaram substancialmente. Alguns cartuchos não tinham os furos das espoletas. As bases das espoletas variaram significativamente, e foram misturadas dentro de caixas. Os homens conseguiram obter munição de 7,62 mm fabricada na França e acabaram usando os fuzis CETME-B em operações de combate até fins de 1978. Um histórico bem-sucedido para um lote de fuzis espanhóis, por fim usado por décadas contra os próprios grupos que se destinava a ajudar!

Um grupo de comandos franceses relaxantdo durante sua campanha na Argélia. Dois estão armados com submetralhadoras MAT-49 e dois com fuzis CETME-B apreendidos.

Como as armas conseguiram sair do controle espanhol? Esta é uma boa pergunta. Elas teriam sido os armas de uso militar de primeira linha na época, não sendo as armas excedentes ou deixadas sem vigilância. No entanto, a CETME estava trabalhando ativamente com empresas holandesas e alemãs e organizações militares na época, e os carregamentos de fuzis poderiam ter sido legitimamente destinados a qualquer um desses países. Blake Stevens sugere que uma possibilidade para a fonte é que tal carregamento tenha sido desviado por um homem como o notório contrabandista de armas alemão Otto the Strange (Otto, o Estranho) – embora isso possa ser apenas especulação.

 

Fonte: https://www.forgottenweapons.com

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Polícia Militar do Estado de São Paulo inicia processo para comprar munição no exterior

Fabricantes de EUA, Suíça e até China participam do processo; governo paulista paga R$ 5 por cartucho nacional que é vendido por R$ 1,90 em Miami.

Por Tahiane Stochero

Após decretos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) autorizarem órgãos de segurança pública a importar armas e munições, mercado até então restrito ao monopólio da indústria nacional, a Polícia Militar de São Paulo começou processo para adquirir fuzis e cartuchos do exterior.

A expectativa do governo é pagar até 50% menos pelos projéteis usados em relação ao que gasta atualmente pelos adquiridos no Brasil.

Segundo o tenente-coronel Marco Aurélio Valério, chefe do Centro de Material Bélico da PM paulista, a mesma munição comprada pela PM da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) por R$ 5 a unidade é vendida em Miami, nos Estados Unidos, a US$ 0,50 (cerca de R$ 1,90).

“A PM pretende publicar a licitação internacional no início de 2020 e espera reduzir os preços praticados no mercado nacional em 50%. O objetivo é adquirir materiais melhores e muito mais competitivos em relação ao mercado nacional”, disse Valério ao G1.

A primeira fase do processo ocorreu em uma audiência pública realizada em 28 de junho, em que foram apresentadas especificações técnicas para subsidiar a futura licitação internacional para compra de diversos calibres, em especial a munição .40, que é usada no dia a dia da tropa nas ruas.

Participaram da audiência representantes das fabricantes de munições Federal (dos Estados Unidos), Ruag (da Suíça, uma das líderes no fornecimento de munições e armas na Europa), Norinco (fabricante de armas e de materiais de defesa da China) e da brasileira CBC, que também possui fábricas na Alemanha e na República Tcheca.

“Outras empresas internacionais também enviaram correspondência à PM, demonstrando interesse em participar da licitação, mas não conseguiram participar da audiência preliminar porque, devido à recente mudança na legislação que abriu o mercado para importações, ainda estão constituindo seus representantes no país”, explicou Valério.

Munições da européia Ruag podem participar da disputa para vender à PM de SP — Foto: Ruag/reprodução

O centro das reclamações das corporações policiais é o alto custo da munição adquirida pela CBC. “Na verdade, as empresas nacionais vendem munições e armas muito mais baratas no exterior, pois quem paga os impostos são as forças de segurança nacionais. Assim, os brasileiros subsidiam os atirados norte-americanos”, afirma Valério.

“Importando munição mais barata, iremos gerar muito mais economia para o estado e, ainda, adquirir munição de maior qualidade e em maior quantidade. A consequência é que poderemos, ainda, ter maior quantidade de disparos em treinamentos”, disse o coronel.

Atualmente, os PMs paulistas realizam em média 120 disparos anuais em treinamento. Um dos fatores que impedem a maior quantidade de disparos é o alto custo da munição.

“É questão de lógica, de economia, de racionalidade. Eu preciso disso, é o interesse público que está em jogo”, disse o oficial.

Questionada sobre a competição com o mercado internacional e o alto custo das munições nacionais, a empresa brasileira CBC afirmou, por meio de nota, que “o produto fornecido às polícias brasileiras possui características exclusivas para o mercado de segurança pública nacional e que representam considerável acréscimo no custo”.

“A Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) esclarece que os preços praticados sofrem os efeitos de quatro tipos de custos: custos de produção no país; custos de regulação; ganhos de escala na produção para exportação; e custos decorrentes da tributação incidente.

O produto fornecido às polícias brasileiras possui características exclusivas para o mercado de segurança pública nacional e que representam considerável acréscimo no custo do produto, como a gravação individual em cada munição para rastreamento, conforme exigência da legislação brasileira, o que não ocorre no resto do mundo.

Sobre o produto vendido pela CBC incide carga tributária composta de IPI, ICMS, PIS, COFINS, IR e CSLL. Ainda que haja isenção de IPI para a venda de munições a órgãos de segurança pública, estas são oneradas pelo IPI indireto, relativamente aos créditos cumulados, mas não consumidos. Já o ICMS para a compra de munição varia de acordo com a legislação de cada Estado do país, entre 17% e 40%. O PIS e COFINS são contribuições sobre a receita bruta devidas pelos nacionais.

Sendo assim, a carga tributária onera o preço das munições vendidas nacionalmente aos órgãos de segurança pública. Esse custo na formação de preço de produtos para exportação é próximo a zero.

Além disso, o mercado nacional é extremamente regulado. Com isso, as vendas apresentam certa sazonalidade e baixa previsibilidade quanto aos momentos em que aquisições serão promovidas. Não há, portanto, economia de escala e a produção é feita sob demanda. Essa característica de produção encarece o produto se comparado ao mercado de exportação.

O transporte do produto exige, ainda, escolta de segurança, outro custo que incide sobre a comercialização no mercado nacional e que não está presente nessa comparação com o mercado externo”, diz a nota.

A famosa ‘yellow box’ das munições Norinco, que pretende vender para a PM de SP — Foto: Divulgação

PM terá fuzil estrangeiro

Além de munições, a PM de São Paulo lançará também uma licitação internacional para a compra de 40 mil pistolas calibre .40 e de 10 metralhadoras, que serão usadas para operações especiais, como ações com vários atiradores em locais diferentes, e no combate a quadrilhas que agem em roubos a empresas de valores e carros-fortes.

Fuzil FN, uma das fabricantes que pretende vender para PM de SP — Foto: FN/reprodução

A PM pretende comprar de empresas internacionais ainda 300 fuzis calibre 5.56 mm e 1.000 fuzis calibre 7.62mm, na plataforma de rifles de combate adaptáveis, em substituição aos atuais, que foram produzidos pelas fabricantes nacionais Imbel e Taurus.

Algumas das maiores fabricantes internacionais de armas demonstraram interesse em vender para a PM de São Paulo, entre elas:

IWI (de Israel)

  • Beretta (da Itália)

  • FN Herstal (da Bélgica)

  • ST Kinetics (de Singapura)

  • SIG-Sauer (da Alemanha)

A PM obteve autorização do Exército para adquirir pistolas do exterior antes mesmo dos decretos de Bolsonaro terem flexibilizado a importação de armamento, devido a problemas nas mercadorias nacionais produzidas pela Taurus.

Fonte: G1

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O Ministério da Defesa do Reino Unido está desenvolvendo armas de laser e radiofrequência

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

O Ministério da Defesa do Reino Unido está desenvolvendo armas de laser e radiofrequência de ponta que têm o potencial de revolucionar o campo de batalha. na imagem superior gerada por computador é ilustrando o uso de um sistema  “DEW” em uma Fragata Type 26 (Fonte da foto: direitos autorais Crown)

Os sistemas de armas de última geração, conhecidos como Armas de Energia Dirigida (DEW), são acionados exclusivamente por eletricidade e operam sem munição. Os sistemas poderiam ser alimentados pelo motor de um veículo ou por um gerador, reduzindo significativamente seus custos operacionais e fornecendo flexibilidade sem precedentes na linha de frente.

Em um Aviso Prévio de Informação (PIN) publicado esta semana, o MOD anunciou que está procurando desenvolver três novos demonstradores de armas tipo DEW, para explorar o potencial da tecnologia e acelerar sua introdução no campo de batalha.

Os sistemas de armas a laser empregam feixes de luz de alta energia para atacar e destruir drones e mísseis inimigos. Já as armas de radiofreqüência são projetadas para interromper e desativar computadores e sistemas eletrônicos inimigos.

A secretária de Defesa, Penny Mordaunt, declarou:

“As tecnologias de laser e radiofreqüência têm o potencial de revolucionar o campo de batalha, oferecendo sistemas de armas poderosos e econômicos para nossas Forças Armadas… Este investimento significativo demonstra nosso compromisso em garantir que nossas Forças Armadas operem na vanguarda da tecnologia militar”.

Espera-se que os novos sistemas sejam testados em 2023 em navios da Marinha Real e veículos do Exército, mas, uma vez desenvolvidos, ambas as tecnologias poderiam ser operadas pelas três Armas. As Forças Armadas usarão esses exercícios para obter um melhor entendimento sobre as DEW, testar os sistemas até seus limites e avaliar como eles poderiam ser integrados às plataformas existentes.

O MOD visa investir até £130 milhões neste pacote de Armas de Energia Dirigida, incluindo a construção dos sistemas, a criação de um novo Escritório Conjunto de Programas e o recrutamento de pessoal para administrar o programa.

Esses sistemas fazem parte do “Novel Weapons Program” do MOD, que é responsável pelo teste e implementação de sistemas de armas inovadores para garantir que o Reino Unido continue sendo um líder mundial em tecnologia militar. Espera-se que eles atinjam a linha de frente dentro de 10 anos.

O MOD já tem planos para testes iniciais de sistemas de armas a laser, com o demonstrador Dragonfire encomendado pelo Laboratório de Ciência e Tecnologia de Defesa para ser testado ainda este ano.

O Dragonfire representa o primeiro sistema em tecnologia de armas a laser, combinando múltiplos feixes de laser para produzir um sistema de armas que é mais poderoso que seus antecessores e resistente às condições ambientais mais desafiadoras.

O MOD também tem mais de 30 anos de experiência em sistemas DEW de radiofrequência, período em que o Reino Unido se tornou líder mundial no desenvolvimento de novas tecnologias de geração de energia e um centro global para testes de desempenho e avaliação desses sistemas.

Fonte: Navy Recognition

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Estaleiro Yantar revela detalhes do navio de transporte de carros de combate baseado na classe  Ivan Gren

A imagem e o texto sobre o novo projeto foram publicados no jornal interno oficial do estaleiro ( link original em russo):

E.M.Pinto

O Naval News editou uma matéria especial dando esclarecimentos sobre os dois navios de desembarque de carros de combate que estão em construção na Rússia Yantar shipbilding. A matéria foi produzida com a colaboração do  engenheiro-chefe  Igor Leonov, e ao diretor do projeto, Roman Fedyunin aquem o Naval News agradece a gentiliza.


clique aqui para ler a matéria completa

 

 

Comparação de tamanho entre a LST existente de Ivan Gren e o projeto futuro.

É possível perceber que embora  se baseie no navio Project 11711, o novo LST russo é bem maior e possui um deck para operações aéreas 3,5 vezes superior ao “Ivan Gren” o qual possui um deslocamento de cerca de 6,0 kton e são capazes de transportar até 13 MBT (carro de combate principal) ou 36 veículos blindados além de um efetivo de cerca de 300 fuzileiros navais.

O primeiro navio da classe Ivan Gren foi encomendado em dezembro de 2004, lançado em maio de 2012 e entregue à Marinha Russa em 20 de junho de 2018. O segundo navio, o Petr Morgunov foi lançado em maio de 2018 e deve ser comissionado este ano.

Em 23 de abril de 2019, dois navios de desembarque modificados do Projeto 11711, denominados, Vladimir Andreev e Vasily Trushin, foram encomendados  e os trabalhos foram iniciados no Estaleiro Yantar. Os dois novos navios diferem susbtancialmente do projeto original (Ivan Gren) pois possuem além de uma superestrutura modificada, o aumento do deslocamento mais de 8 kton, o navio possui um deck de operações de arenovaes  capaz de operar simultaneamente 02 helicópteros de assalto (Ka-29 ou Ka-65 Minoga), ou aeronaves de ataque (Ka-52K)  ou um helicóptero Mi-17 ou Mi-38, além de possuir um hangar capaz de comportar de 04 a 06 aeronaves de mesma dimensão.

O navio possui melhores acomodações para o efetivo da infantaria da marinha o que lhe garante  operações em mais longo tempo que os Ivan Gren. O desembarque de veículos é efetuado pela proa a partir da rampa de desembarque que se abre para tal. Não está claro o perfil de operação desses novos navios, mas é de se estimar que sejam planejados para operações em mares fechados como o Negro, mediterrâneo e o Báltico, embora possam ser destacados em missões em mar aberto.

Fonte: Naval News

 

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Exercito Argentino recebe primeiro lote de caminhoes FMTV

Imagem dos primeiros veículos da Oshkosh que chegaram na Argentina

O Exército Argentino (Ejército Argentino)  recebeu o primeiro lote de caminhões da família Oshkosh FMTV( Family of Medium Tactical Vehicles) procedente dos Estados Unidos. O número total de veículos recebidos no primeiro lote não foi divulgado.  Os mesmos estão sendo destinados ao Regimiento de Infantería Mecanizado 6 “General Viamonte” na Província de La Pampa que pertence a X Brigada Mecanizada.

Nas imagens que acompanharam a publicação, apenas caminhões da versão 6 × 6 são vistos, o que aparentemente parece corresponder à versão M1083 A1P2. Embora ainda não existam imagens da variante 4 × 4, especula-se que seriam do modelo M1078 A1P2. 

Imagem: Diego Díaz – Revista Defensa y Seguridad.
Imagem: Diego Díaz – Revista Defensa y Seguridad.

Essa aquisição tem como objetivo a  renovação da frota do exercito Argentino e melhorar a capacidade de mobilização de material, pessoal além de prover ajuda humanitária em caso de desastres naturais. Os mesmos estão sendo adquiridos através do programa Foreign Military Sales (FMS).  A família Oshkosh FMTV oferece uma ampla gama de variantes (de 2,5 a 10 toneladas, especializada) o que torna uma boa opção para substituir os antigos caminhões Mercedes Benz e REO que estão atualmente em uso pelo exército argentino.

Imagem: Diego Díaz – Revista Defensa y Seguridad.

 

Imagem: Diego Díaz – Revista Defensa y Seguridad.

 

Imagem: Diego Díaz – Revista Defensa y Seguridad.

 

Com Informações de  Revista Defensa y Seguridad.

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O conceito de veículo Blindado 6×6 está obsoletos ?

Imagem Armyrecognation

Por Mateus Barbosa exclusivo para o Plano Brasil

Muitas pessoas questionam o Porquê de o Exército Brasileiro seguir com o conceito de viaturas blindadas em chassi 6×6 em vez do famoso 8×8, mas, não é uma simples questão de preferência. Para o estabelecimento de requisitos sobre o desenvolvimento de uma viatura blindada muitas questões têm que ser discutidas antes, quais são as pretensões do operador para com esse meio? Quais são os desafios logísticos que o usuário terá que sanar para a operação do meio? e principalmente qual é a realidade orçamentária do usuário ? Como já é de conhecimento de todos o Orçamento de Defesa Nacional vive uma “luta” em questão de disponibilidade de verbas e perenidade de investimentos em projetos estratégicos para modernização das Forças Armadas, e quando falamos em Projeto estratégico nacional de Viaturas Blindadas o primeiro que vem à mente é o  Viatura Blindada de Transporte de Pessoal – Médio sobre Rodas (VBTP-MR) Guarani que segue o conceito do seu antecessor ( Engesa EE-11 URUTU) em chassi 6×6.

Iveco Guarani exportado para o Líbano

Quais são as pretensões do EB para com o VBTP Guarani? A Resposta é simples, modernizar a Infantaria motorizada transformando-a em Infantaria mecanizada equipando a força com um meio que atende a atual realidade operacional, e quais os desafios logísticos do EB para com o VBTP Guarani? Como ele segue o mesmo conceito de seu antecessor isso não causará um maior impacto logístico muito grande como seria um meio totalmente diferente, Então Porque o EB escolheu investir no Guarani 6×6 para depois tentar uma variante 8×8? isso também é simples, o Exército Brasileiro no início do programa Guarani especulava a demanda de 2044 viaturas do tipo e depois foi “enxugada” para 1580 viaturas, ainda sim um número relativamente grande (veículo de massa), e como é que a força conseguiria adquirir e operar essa vasta quantidade de meios? o veículo deveria ser barato tanto de adquirir quanto de operar, mas ainda assim não deixando de atender todos os requisitos operacionais que a força estabeleceu. Investir nesse tipo de viatura não é uma particularidade do Brasil e hoje veremos alguns exemplos (dentre vários) de países que também apostam em veículos blindados 6×6:

-França:

A França está investindo em 2 viaturas blindadas 6×6 sendo elas o Jaguar e o Griffon. A origem do Jaguar se dá na percepção do Exército Francês da necessidade de se substituir três tipos de veículos de combate, AMX-10RC, ERC-90 Sagaie e o veículo lança mísseis anti tanque VAB HOT por um modelo multifuncional que centrasse as capacidades destes três modelos em uma só viatura, permitindo a facilitação da cadeia de fornecimento de peças e facilitando a manutenção e, claro, levando a uma economia em custos operacionais. Além disso, o ambiente do campo de batalha é dinâmico, e a necessidade de um veículo de porte menor para operações em áreas urbanas, além de uma maior variedade de armas instalados para a flexibilizar o emprego operacional se fez necessário.

Dentro deste contexto, no final do ano 2014, três grandes empresas francesas, a Renault Trucks Defense; a Nexter Systems e a gigante Thales se uniram em um consórcio para desenvolver e fabricar dois tipos de veículos militares para o, agora chamado “programa Scorpion”. Um dos frutos deste programa foi o veículo multi-função blindado (VBMR) Griffon. O seu irmão mais “nervoso” foi o Jaguar EBRC, cujo perfil de equipamentos e armamentos instalado o coloca como um protagonista do combate bem dentro do campo de batalha.

Jaguar EBRC ao lado de um de um VBCI (Véhicule Blindé de Combat d’Infanterie) 8X8.

-Turquia:

A Turquia opera uma vasta gama de viaturas da Otokar, dentre eles veículo blindado modular sobre rodas múltiplas Arma 6×6, com altas características táticas e técnicas, oferece mobilidade superior, alta proteção contra minas e balísticos, bem como opções de integração de sistema de armas de médio e alto calibre. O ARMA também vem com uma versão anfíbia opcional para operações de manutenção da paz e ajuda humanitária nas condições mais exigentes de terreno e clima.

O ARMA 6×6 se destaca especialmente com sua alta carga de batalha e grande volume interno. O ARMA pode ser equipado com diferentes armas e torres de acordo com as necessidades. A família ARMA pode ser usada para diferentes missões como veículo blindado de transporte de pessoal, veículo de combate blindado, controle de comando, veículo de reconhecimento CBRN, enquanto diferentes sistemas de armas podem ser integrados ao veículo.

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=xfQpa-IxT8o[/embedyt]

-Coreia do Sul:

A Coreia do sul com objetivo de construir forças de resposta rápida moldadas após as brigadas de combate US Stryker escolheu a família de blindados KW1 Scorpion, foi acordado que metade da família como as versões de viatura de transporte de pessoal, viatura blindada de combate, viatura caça tanques e viatura evacuação médica, seriam todas em chassi 6×6. A Doosan, mesma empresa do KW1 apresentou o veículo blindado pesado sobre rodas Tarantula 6×6 90mm para a Indonésia fazendo alusão também a possibilidade do Exército Brasileiro pode padronizar a Infantaria Mecanizada e a Cavalaria Mecanizada com a mesma plataforma(Guarani 6×6) realizando uma adaptação do atual VBTP 6X6 para um Veículo Blindado de Reconhecimento(VBR) com canhão de 90mm.

-Indonésia:

Além do contrato com a Doosan para o Tarantula 6×6 90mm a Indonésia possui sua própria viatura blindada utilizando o chassi 6×6, essa plataforma é o Anoa(nome baseado em um tipo de búfalo indígena da Indonésia). O Veículo de transporte de pessoal blindado Anoa da Indonésia foi desenvolvido pela Pindad. Seu desenvolvimento começou em 2004 com o primeiro protótipo deste veículo blindado sendo revelado em 2006. Assemelha-se ao francês VAB 6×6. A produção começou em 2008. Um total de 150 desses APCs foram planejados para serem produzidos para o Exército Indonésio. Alguns países demonstraram interesse em comprar o Anoa. Algumas fontes afirmam que Omã ordenou 200 dessas APCs. O casco blindado do Anoa fornece proteção completa contra rondas de perfurantes de 7,62 mm. O piso do casco suporta uma explosão de mina antitanque de 8kg.

Pindad APS-3 “Anoa”

Em ordem de combate, os para-brisas dianteiros são cobertos com persianas blindadas para maior proteção. O veículo de transporte de pessoal blindado da linha de base Pindad Anoa é equipado com uma cúpula blindada que monta uma metralhadora de 12,7 mm ou um lançador de granadas automático de 40 mm. Este APC tem uma tripulação de três, incluindo comandante, artilheiro e motorista. Ela acomoda até 10 soldados de infantaria totalmente equipados. Comandante e motorista entram e saem do veículo pelas portas laterais, enquanto as tropas saem pelas portas traseiras ou escotilhas do teto. Existem inúmeras portas de disparo com blocos de visão associados, fornecidas para os ocupantes. O APC Anoa 6×6 usa o motor e a transmissão da Renault, no entanto, opções nacionais estão sendo desenvolvidas como substituto. O motor está localizado na frente do casco, atrás do motorista. Veículo é alimentado por Renault MIDR 062045 turbocharged diesel, desenvolvendo 320 hp. O Anoa tem um sistema central de inflação de pneus, mas este APC não é anfíbio.

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=ZXwVUj_L178[/embedyt]

Polônia:

Atendendo ao pedido da Polônia o grupo finlandês Pátria, desenvolveu uma variante 6×6 do AMV (Armored Modular Vehicle) ou “Veículo Blindado Modular”  possui design modular o que lhe permite a incorporação de diferentes componentes como torres, armas, sensores e sistemas eletrônicos em geral, além de sistemas de comunicação em diferentes configurações.  A variante 6×6 compartilha todos os componentes com a variante 8×8. Um aspecto que chama a atenção quando tratamos do AMV 6×6 é sua resistente proteção blindada. Graças a sua elevada modularidade, a blindagem pode ser reforçada até o limite de resistir a granadas de 30 mm perfurante APFSDS no arco frontal do veículo. Sem preparação alguma, o AMV padrão suporta impactos de munição calibre 7,62X51 mm por todos os lados. Sua resistência a minas ou IEDs é considerável também, podendo resistir a explosões equivalente a 10 kg de TNT sob seu assoalho.

-Conclusão:

Hoje vimos que o investimento na aquisição em veículos blindados sobre rodas 6×6 não é uma particularidade do Brasil com vários outros países além dos citados estão investindo nesses veículos como forma mais barata para equipar suas forças facilitando a aquisição de um maior número de veículos (ao mesmo custo do que seria a aquisição de veículos 8×8) sem deixar de lado a parte da modernidade e capacidade dos meios. Então podemos dizer que veículos baseados em chassi 6×6 são obsoletos? Não, se ele atende a realidade operacional, logista e financeira do utilizador esse tipo de veículo conseguirá cumprir o mesmo papel de um veículo 8×8 a um custo de aquisição e operação inferior ao desse último. O Exército Brasileiro está modernizando suas armas adotando um veículo moderno que atende seus requisitos operacionais em detrimento de meios que não mais atende a realidade operacional da força, desse modo podemos esperar que ainda veremos veículos blindados em chassi 6×6 por muito tempo não só no Brasil como também em muitos países mundo afora.

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=Xvc3lpmAT80[/embedyt]

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Exército Argentino perto de incorporar caminhões da família Oshkosh FMTV

Conforme publicado pela revista Defensa y Seguridad no seu perfil no Facebook  o Exército Argentino estaria perto de incorporar caminhões da família Oshkosh FMTV ( Family of Medium Tactical Vehicles). Os veículos a serem incorporados pertencem às versões 4 × 4 e 6 × 6 no qual se estima que o destino de tais veículos seja a X Brigada Mecanizada Teniente General Nicolás Levalle (Br Mec X) pertencente a Fuerza de Despliegue Rápido (FDR) .

Nas imagens que acompanharam a publicação, apenas caminhões da versão 6 × 6 são vistos, o que aparentemente parece corresponder à versão M1083 A1P2. Embora ainda não existam imagens da variante 4 × 4, especula-se que seriam do modelo M1078 A1P2. 

 

Essa aquisição tem como objetivo a  renovação da frota do exercito Argentino e melhorar a capacidade de mobilização de material, pessoal além de prover ajuda humanitária em caso de desastres naturais. A família Oshkosh FMTV oferece uma ampla gama de variantes (de 2,5 a 10 toneladas, especializada) o que torna uma boa opção para substituir os antigos caminhões Mercedes Benz e REO que estão atualmente em uso pelo exército argentino.

com Informações de Zona Militar, Revista Defensa y Seguridad.

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Fuzileiros Navais do Chile planeja adquirir veículos blindados LAV-25 ‘Coyote’

Segundo informações divulgadas pelo renomado portal de notícias especializado  Jane’s a Marinha do Chile através do seu Corpo de Fuzileiros Navais (Infanteria de Marina) deseja adquirir um lote de doze unidades do veículo blindado 8×8 LAV-25 Coyote que estão sendo oferecido para venda pelo Governo do Canadá após sua retirada do serviço que está programada para o final deste ano.

O Chile espera a incorporar esse veículo em 2020, mas, poderia receber algumas unidades ainda no final de 2019. Os valores do possível contrato não foram divulgados mas o mesmo prevê suprimento de peças e partes  sobressalentes, suporte operacional, equipamentos de testes, equipamentos de comunicações, publicações e documentação técnicas, serviços de suporte logístico, entre outros itens.

Fontes chilenas indicam que a que a Marinha Chilena também está interessada na aquisição de veículos blindados LAV III dos estoques canadenses. A iniciativa visa formar uma unidade blindada a fim de ser capaz de projetar uma companhia de fuzileiros navais no navio polivalente LSDH-91 Sargento Aldea . A possível aquisição faz parte do  Programa  de Melhorias das Capacidades Operativas da Brigada Expedicionária Anfíbia para Ação Imediata.

A Marinha do Chile expressou em mais de uma vez a necessidade de adquirir veículos de transporte blindados para equipar seu Corpo de Fuzileiros Navais. Em 2011, realizou a avaliação dos veículos da família Stryker como o de transporte de tropas  M1126 Infantry Carrier Vehicle (ICV) e da versão armada M1128 Mobile Gun System. Também foram avaliados veículos anfíbios AAV-7 dos excedentes do USMC. Porem nenhuma das avaliações se concretizaram em aquisições.

Com Informações de Agências Internacionais 

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Conexão Geo com Cmte. Leonardo Mattos

 

Pautas de hoje:

1) As eleições europeias e mais um capítulo do BREXIT
2) A Guerra entre China e EUA prossegue
3) Narendra Modi é reeleito na India
4) Atualizando a Venezuela
5) Notícias Militares
6) O que vem por aí

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=QUum4XDVrPA[/embedyt]

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Ministro da Defesa Fernando Azevedo: ‘Orçamento das Forças Armadas não condiz com o País’

Ministro afirma que os gastos do Brasil com a Defesa deveriam subir para 2% do PIB – hoje são de 1,4%; ‘Não é suficiente’

BRASÍLIA – O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, afirmou, em entrevista ao Estado, que o orçamento das Forças Armadas “não é condizente com a estatura política-estratégica que o Brasil tem”. Para ele, ter apenas 1,4% do Produto Interno Bruto para a Defesa “não é suficiente”, o que nos coloca em sétimo lugar nesse tipo de investimento na América do Sul. O ideal, observou, seria ter 2% do PIB.

Em relação ao contingenciamento de 44% para as Forças Armadas anunciado pelo governo, o ministro afirmou que “isso não é corte” e disse acreditar que a arrecadação irá melhorar, com a aprovação da reforma da Previdência, pelo Congresso.

Questionado sobre a afirmação do presidente Jair Bolsonaro de que “nós não podemos fazer frente a ninguém”, o ministro respondeu que “nós não estamos com as Forças Armadas desejáveis, mas com as Forças possíveis” e que não acredita que possam ser impostas derrotas ao País – embora afirme que há “problemas de renovação e de modernização” das frotas. Para o general, “nós estamos em condições” de enfrentar qualquer vizinho. A seguir, os principais pontos da entrevista.

Esse contingenciamento é um golpe nas Forças Armadas?

É uma medida fiscal preventiva. Estamos com praticamente R$ 2 bilhões a menos que no ano anterior, quando o orçamento já era pequeno. Mas eu tenho esperança de que o Congresso aprove a reforma da Previdência, que vai ser um bem econômico para o País e trazer mais receitas, permitindo o descontingenciamento.

E se a verba não voltar?

Estou vendo uma disposição clara para a aprovação da reforma. Temos de esperar as coisas acontecerem.

Há descompasso em relação a que o Brasil precisa?

Existe uma revista especializada em Defesa, do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri), que aponta que os gastos do Brasil com Defesa, em relação ao Produto Interno Bruto, em 2017, foram de 1,4%. Isso nos colocou em sétimo lugar na América do Sul. Então, eu acho que está abaixo da estatura geopolítica que o Brasil tem, pelo seu tamanho, pela sua faixa de fronteira, pelo mar territorial que tem, pelos 22 mil km² de espaço aéreo que precisam ser vigiados 24 horas. Nós temos de ter o mínimo de poder dissuasório e de presença no País para manter a paz e as necessidades de que o Brasil precisa. Ele realmente não é um orçamento condizente com a estatura político-estratégica que o Brasil tem.

Há uma situação de penúria nas Forças Armadas?

Quando o recurso é insuficiente, só temos duas saídas em relação a programas e projetos: mudar o escopo ou prolongar o prazo. Normalmente nós fazemos as duas coisas. Isso não é bom. A gente vai ficando defasado no tempo e acaba saindo um projeto mais caro do que o inicial. Mas não tem mágica a ser feita.

Este contingenciamento afeta a operacionalidade das Forças?

A curto prazo, neste primeiro semestre, não. Mas, se prolongar, nós vamos ter de fazer um novo planejamento em relação aos compromissos assumidos, em relação ao custeio.

Já houve anos em que se precisou cortar expediente pela metade e dar baixa antecipada. Isso pode se repetir?

Isso já foi há muito tempo, em 2002. Eu não acredito, tenho muita esperança e quase a certeza de que não vai acontecer isso. As Forças já estão acostumadas a esse cenário de contingenciamento e planejamento e sabemos que a equipe econômica (do governo) joga junto com a gente.

O treinamento da tropa vai ser prejudicado?

Agora não, mas vamos ver até que ponto vai isso aí (contingenciamento). Nós temos muita esperança de que a economia volte a arrecadar, após a aprovação da reforma da Previdência, que é fundamental. Estamos confiantes no Congresso.

Mas o Brasil hoje não tem caça para proteger o espaço aéreo. Estamos vulneráveis? 

A primeira unidade do Gripen a chegar está prevista para 2021. O Brasil está um pouco atrasado nos projetos estratégicos. Mas, vulnerável, não, porque temos os antigos ainda em operação, como os F-5, o AMX, os Supertucanos. Eles estão precisando ser renovados.

Mas a frota hoje não está com idade muito avançada?

O transporte de tropa e de caça são duas coisas estratégicas. Contamos ainda com os Hércules, que há 40 anos estão prestando bons serviços. Estamos com problemas de renovação e de modernização.

O presidente descartou uma intervenção militar na Venezuela com a justificativa de que “não podemos fazer frente a ninguém”. É isso mesmo?

Nenhum país da expressão do Brasil está, de imediato, preparado para uma guerra. Nós estamos aí, normal, igual aos outros países.

Se o País for combater hoje contra qualquer vizinho, qual é a situação?

Nós estamos em condições.

Mas não foi isso que o presidente falou. Ele disse que estamos aquém…

Nós não estamos com as Forças Armadas desejáveis. Mas estamos com as Forças possíveis.

Isso poderia impor uma derrota ao País?

Acredito que não. Mas não tenho uma bola de cristal. Temos as nossas Forças Armadas dentro do que é possível, na parte de dissuasão.

Hoje a composição do orçamento da Defesa é de quase 80% para pessoal. Resta pouco para investimentos?

Não é que seja muito pouco. Mas não é suficiente. O ideal é 2% (do PIB), que é o índice Otan.

 

Fonte: Estadão

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Argélia planeja produção local IFV Boxer 8×8 em 2020

Segundo informações divulgadas por fontes argelinas um veículo  IFV Boxer participou oficialmente de manobras e testes com as Forças Armadas Argelinas. Os testes foram conduzidos na área de M’Doukel em Batna Wilaya, no leste do país.

Os testes fazem parte de um possível acordo de produção do Boxer na Argélia. De acordo com as fontes o  início da da produção do veículo estaria planejado para 2020 nas instalações da Rheinmetall Algeria local onde hoje se encontra a linha de produção dos veículos blindados Fuchs 2 ( ( em 2014, a Argélia assinou um acordo de 2,7 bilhões de euros para a produção de 980 veículos Fuchs-2) em Ain Smara, perto de Constantine.

Os métodos de fabricação serão os mesmos utilizados nos Fuchs, ou seja, a importação de chapas de aço especiais e equipamentos e acessórios relacionados, com o corte e a construção total do veículo no local.

Anteriormente Boxer foi visto durante um desfile organizado em homenagem ao Chefe da Casa Civil, Ahmed Gaid Salah, no final de janeiro de 2018, na Central Blida Logistics Base (BCL).

Especula-se que o Boxer substituirá os veículos blindados BTR 60 e BTR 80 dos militares argelinos.

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A Argélia é um grande cliente de equipamentos militares alemães, e isso inclui duas fragatas Meko A200 encomendadas da Thyssen-Krupp em 2012 ,SUVs e caminhões da Daimler. Muitos destes veículos são fabricados localmente pela Companhia de Fabricação de Veículos da Argélia (SPA SAFAV-Tiaret) e incluem modelos da classe Mercedes Benz G e Sprinter para os ministérios de defesa, segurança nacional e justiça da Argélia. A Argélia também produz veículos Mercedes Zetros, Actros, Unimog, Ategor e Axor.

 

Com Informações de Agências Internacionais