Categories
América do Sul América Latina Armored Personnel Carriers Defesa Infantry Fighting Vehicles Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia Vídeo

Marinha do Peru recebe ultimas viaturas blindadas LAV II Caimán

Imagem-2-MarinhaPeru-LAVII

A  General Dynamics Land Systems Canadá concluiu o processo de entrega dos 32 veiculos 8×8 LAV II Caimán para a Infanteria de  Marina do Peru.  As ultimas três unidades do veiculo blindado 8×8 LAV II Caimán foram entregues a Marinha  Peruana ( Marina de Guerra Del Peru ) na Base de Ancón.

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=dslmwQFIPI8[/embedyt]

Os veiculos chegaram ao Peru a bordo  do navio  Torrens e foram entregues a  Brigada Expedicionária Anfíbia (BEA) da Marinha do Peru. O Acordo de compra  foi assinado em 2014 por um montante de US$ 67 milhões através da Corporação Canadense de Comércio e compreendeu na aquisição de um lote de trinta e dois LAV II.

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=SX8pPoS9rOQ[/embedyt]

A aquisição faz parte do  Programa  de Melhorias das Capacidades Operativas da Brigada Anfíbia da Força de Infantaria da Marinha para Ação Imediata de Defesa do Litoral

001

Fonte: Marina de Guerra Del Peru

Categories
Aviação China Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia Vídeo

Antonov An-225, o maior avião do mundo, voltará a ser produzido.

6198469

A estatal ucraniana Antonov e a empresa China Airspace concluíram a transferência à China dos direitos de propriedade para a fabricação do An-225, o maior avião de transporte do mundo.

No dia 30 de Agosto, a Antonov assinou um acordo de cooperação com a Aerospace Industry Corporation of China (AICC), para um acordo de longa duração para o Antonov An-225 Mriya, o maior avião do mundo.

O acordo  também prevê a transferência dos direitos dos desenhos técnicos e especificações e do motor D-18T da aeronave. O primeiro estágio do acordo inclui a construção do segundo An-225, que fora fabricado parcialmente, tendo apenas finalizado a fuselagem e junção das asas. Neste primeiro estágio, esta aeronave que estava estocada na fábrica da Antonov em Kiev, será finalizada sua construção e será modernizada. Após a finalização do processo, o Mriya será entregue à AICC.

Já o segundo estágio é uma produção em conjunto do An-225 modernizado, na China, sobre licença da Antonov nas instalações da AICC. Ambos estágios serão realizados seguindo um contrato previamente acordado. Ainda não se sabe detalhes de quais seriam as diferenças do atual An-225 para a versão modernizada e a versão chinesa. Atualmente existe apenas uma unidade do Myria em operação no mundo, operado pela própria Antonov sobre a marca Antonov Airlines, realizando serviços cargueiros pelo globo.

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=XQdQKMvha5I[/embedyt]

O Antonov An-225 Myria possui um grande mercado para cargas especiais, estando acima de seus concorrentes em capacidade de carga e volume interno. A aeronave está em operação constante e parando apenas para manutenções previstas. A expectativa é de uma nova aviônica e motorização na nova versão do gigante.

Não foram divulgadas informações sobre as possíveis operadoras dos An-225 que forem produzidos, de quantas unidades seriam feitas e nem de data de entrega das mesmas. Informações pela Antonov State Company, através de seu Facebook. Confira abaixo outras fotos da segunda unidade do Myria, postados pela fabricante.

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=mykL7SpIPGs[/embedyt]

 Fonte: Aeroin

Edição Plano Brasil

Categories
América do Sul Brasil Destaques Opinião

Brasil: Presidente Dilma Rousseff é cassada pelo Senado

Senadores condenam presidente pelo crime de responsabilidade, encerrando 13 anos de governo do PT e instalando o PMDB de volta ao poder após mais de duas décadas. Petista mantém direitos políticos.

O Senado decidiu nesta quarta-feira (31/08), com 61 votos a favor e 20 contra, condenar Dilma Rousseff pelo crime de responsabilidade e afastá-la em definitivo da Presidência da República, dando posse efetiva ao antes vice Michel Temer. Os parlamentares, porém, pouparam a petista da perda dos direitos políticos por oito anos.

Com o resultado, o PMDB de Temer volta à Presidência após um intervalo de mais de 20 anos. O último presidente filiado à legenda foi Itamar Franco (1992-1994), que também assumiu o cargo na esteira de um processo de impeachment.

O impeachment também marca o fim do ciclo petista na Presidência, que foi iniciado em 2003, com Lula. Agora, o PT vai voltar oficialmente a ser um partido de oposição, algo que já vinha fazendo interinamente desde maio, quando Dilma foi afastada temporariamente do Planalto.

Dilma conseguiu preservar seus direitos políticos após alguns senadores petistas, no último dia do julgamento, convencerem o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que presidiu a sessão do Senado, a dividir a votação em duas etapas: uma sobre a perda do mandato e outra sobre a dos direitos políticos.

O Senado decidiu, então, contra a perda dos direitos políticos de Dilma, o que permite a ela se candidatar em novas eleições ou exercer cargos públicos. No total, 42 votaram a favor, 12 votos a menos que a maioria de dois terços necessária. Houve três abstenções.

“A votação em separado não trará prejuízo nem à acusação e nem à defesa, porque mantém íntegra a soberania das decisões pelo Plenário”, disse Lewandowski.

A votação encerrou um ciclo de nove meses, iniciado quando o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), um desafeto de Dilma, aceitou um pedido de impeachment elaborado por um grupo de juristas. Eles acusavam a petista de cometer crime de responsabilidade por causa das chamadas pedaladas fiscais e pela publicação de decretos sem a autorização do Congresso.

Com a queda de Dilma, chegou a seis o número de presidentes eleitos pelo voto popular que não conseguiram concluir o mandato após tomarem posse. Com índices recordes de impopularidade e em meio a uma das recessões mais graves da história brasileira, a petista deixa o cargo menos de dois anos depois de assumir o seu segundo mandato, pelo qual foi eleita por 54,5 milhões de votos.

Apoio se diluiu ao longo do processo

Desde o início do processo, Dilma perdeu todas as votações decisivas na Câmara e no Senado que envolveram a continuidade do processo. Em abril, ela não havia nem conseguido o apoio de um terço dos deputados para barrar o processo. O resultado desta quarta-feira já estava sendo previsto há semanas, conforme os aliados de Temer se mostravam confiantes, e Dilma demonstrava dificuldades em contornar a tendência de derrota.

Vários senadores admitiram que os debates e argumentações que ocorreram nas últimas semanas envolvendo o mérito das acusações não fizeram qualquer diferença, e que a maior parte dos parlamentares já havia escolhido o seu lado. Até mesmo alguns petistas já vinham admitindo que seria muito difícil reverter o quadro. Nos últimos dias, aliados de Temer vinham se preocupando apenas em ampliar a sua vantagem na votação.

Desde a votação no Senado que teve como resultado tornar Dilma ré em 10 de agosto, os aliados de Temer conseguiram ampliar sua vantagem em dois votos.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), resolveu votar desta vez e decidiu pela saída de Dilma. Em votações anteriores, o político alagoano vinha evitando tomar posição, alegando que seu posto exigia neutralidade. Já o senador Telmário Mota (PDT-RR), que havia votado contra o impeachment em votações anteriores, mudou de lado e se declarou contra Dilma.

Já o senador e ex-presidente Fernando Collor, que sofreu um processo de impeachment em 1992, também votou contra a petista. Antes da votação, Collor pediu a palavra no Senado e rememorou as circunstâncias da perda do seu mandato.

Vários membros de administrações petistas votaram contra Dilma. Entre eles oito ex-ministros – Edison Lobão (PMDB-MA), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), Marcelo Crivella (PRB-RJ), Marta Suplicy (PMDB-SP), Cristovam Buarque (PPS-DF), Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Romero Jucá (PMDB-RR).

Senadores como Romário (PSB-RJ) e Cristovam Buarque (PPS-DF), que chegaram a declarar ao longo do processo que tinham dúvidas sobre como votar, acabaram decidindo pela perda do mandato de Dilma.

Caso deve ser levado ao Supremo

Antes mesmo da votação final, a defesa de Dilma já havia anunciando que pretende contestar o processo de impeachment junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Duas ações nesse sentido já estão sendo preparadas.

Nos últimos dias, diante da tendência de derrota, Dilma ainda lançou mão de suas últimas cartas. Na segunda-feira (29/08),compareceu pessoalmente ao Senado e discursou por 45 minutos. O tom foi parecido com o de suas últimas declarações públicas. Ela reiterou que considerava o processo uma forma de “golpe” e denunciou o que chamou a deslealdade e traição de ex-aliados.

Desde o início do processo, Dilma afirmou que não pretendia renunciar e que iria resistir até o final. Ela chegou a propor aos senadores e à população que trabalharia para convocar novas eleições caso conseguisse vencer a votação de hoje. Mas a proposta encontrou pouco apoio, sendo rejeitada até mesmo pelo seu próprio partido.

A última fase do processo de impeachment havia sido iniciada na última quinta-feira. Na terça, um total de 63 senadores discursou em uma sessão que se arrastou por 12 horas.

Michel Temer vinha demonstrando impaciência e tentou a todo custo apressar o resultado final para que o peemedebista pudesse viajar para China, onde ocorrereria uma reunião do G20 entre os dias 4 e 5 de setembro.

Fonte: DW

“É o segundo golpe de Estado que enfrento”, diz Dilma

Em primeiro discurso após cassação, ex-presidente diz que foi alvo de um “golpe parlamentar” e que senadores “rasgaram a Constitução”. “É uma fraude, contra a qual ainda vamos recorrer em todas as instâncias”, afirma.

Em seu primeiro pronunciamento após a decisão do Senado de destituí-la do cargo, a ex-presidente Dilma Rousseff declarou que a votação desta quarta-feira (31/08) consumou um “golpe parlamentar” no país e que os senadores que votaram pelo impeachment “rasgaram a Constituição Federal”.

“É o segundo golpe de Estado que enfrento na vida”, afirmou Dilma no Palácio da Alvorada. “O primeiro, o golpe militar, apoiado na truculência das armas, da repressão e da tortura, me atingiu quando era uma jovem militante. O segundo, o golpe parlamentar desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica, me derruba do cargo para o qual fui eleita pelo povo.”

A petista classificou sua cassação como “uma inequívoca eleição indireta” e um fato que “entra para história das grandes injustiças”. “Acabam de derrubar a primeira mulher presidenta do Brasil, sem que haja qualquer justificativa constitucional para este impeachment”, disse.

Dilma afirmou que não desistirá da luta e que recorrerá “em todas as instâncias possíveis”. “Eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer”, acrescentou.

“Esta história não acaba assim. Estou certa que a interrupção deste processo pelo golpe de Estado não é definitiva. Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil em que o povo é soberano”, prometeu a petista, ao discursar ao lado de vários políticos aliados.

A ex-presidente ainda convidou os brasileiros a lutarem “juntos contra o retrocesso e contra a agenda conservadora”, fazendo referência ao governo de Michel Temer (PMDB), que agora assume plenamente a Presidência da República até 2018.

“Falo principalmente aos brasileiros que, durante meu governo, superaram a miséria, realizaram o sonho da casa própria, começaram a receber atendimento médico, entraram na universidade e deixaram de ser invisíveis aos olhos da nação, passando a ter direitos que sempre lhes foram negados”, afirmou, pedindo para que as pessoas não sejam tomadas pela “descrença e mágoa”.

Na despedida, Dilma disse que viveu a sua verdade e nunca fugiu de suas responsabilidades, frisando que sai da Presidência como entrou, “sem ter incorrido em qualquer ato ilícito, sem ter traído qualquer um dos meus compromissos”. “Dei o melhor de minha capacidade”, garantiu.

Por fim, dirigiu-se às mulheres brasileiras: “Peço que acreditem que vocês podem. Abrimos um caminho de mão única em direção à igualdade de gênero. Nada nos fará recuar”. Dilma afirmou que “o machismo e a misoginia mostraram suas feias faces” com a decisão pelo impeachment.

EK/abr/lusa/ots

Fonte: DW

Opinião: Sentimento de alívio é o mais perigoso

Baixar a guarda após a catarse do impeachment de Dilma Rousseff é a atitude mais arriscada que os brasileiros podem tomar neste momento, opina Francis França, editora-chefe da DW Brasil.

O Senado Federal votou pelo afastamento definitivo de Dilma Rousseff, 36ª presidente da República, no segundo caso de impeachment na História do Brasil.

O desfecho ocorre nove meses após a abertura do processo, que seguiu o rito previsto na Constituição Federal, embora, no fundo, tenha sido apenas uma formalidade. O destino de Dilma Rousseff já havia sido selado no dia 17 de abril, naquela famigerada votação na Câmara dos Deputados.

E se ao longo do processo as provas contra a presidente afastada ficaram cada vez mais frágeis, cuidou-se para que, pelo menos na forma, o processo fosse impecável, para afastar as acusações de golpe. Os argumentos de defesa e acusação, porém, reverberaram no vazio, pois as convicções já haviam sido formadas.

“O processo é político”, disseram os defensores do impeachment repetidas vezes. Ou “os senadores estão votando o conjunto da obra”. O problema é que processos políticos não estão previstos na Constituição presidencialista, nem o conjunto da obra foi a julgamento. O fato de os Senadores terem votado por manter os direitos políticos de Dilma Rousseff, apesar de a terem afastado do cargo, evidencia a incoerência do processo.

Nada disso importou, porque o Senado encontrou respaldo na opinião pública. Não como no impeachment de Fernando Collor de Mello, em 1992, quando todos estavam contra o presidente. Dilma Rousseff ainda conseguiu manter o apoio de uma parcela da população e recebeu a chancela de diversos intelectuais ilustres.

Mas grande parte de uma população polarizada apoiou o impeachment. Mesmo sabendo que muitos dos que julgaram a presidente respondem a denúncias mais graves do que ela, a maioria dos brasileiros decidiu que os fins justificam os meios e que o mais importante é sair da crise. Uma crise financeira e econômica que foi fruto da lentidão do governo em encarar os problemas, combinada com as pautas-bomba que o Congresso lhe preparou. Dilma caiu na armadilha pelo descompasso crônico de seu governo perante os desafios que enfrentou.

E sem que as provas contra ela ficassem mais contundentes, Dilma foi perdendo respaldo. Já no início foi abandonada por parte de seus eleitores, que passaram a apoiar o impeachment. Ao final do processo, mesmo aqueles contrários ao impeachment não conseguiam imaginar a continuidade do governo Dilma. A única alternativa possível para seu retorno seria com o propósito de convocar novas eleições, uma ideia que ela, mais uma vez, abraçou tarde demais. E quando abraçou, seu próprio partido colocou uma pá de cal sobre o assunto: na véspera do início do julgamento, a cúpula do PT rejeitou a proposta por 14 votos a dois.

O PT certamente calculou que é muito melhor sacrificar Dilma agora e esperar pelas eleições presidenciais de 2018. Nesse meio tempo, aposta que seus adversários se desgastem. Por ironia do destino, o PT pode acabar ganhando mais com o impeachment de Dilma do que ganharia com a continuidade do governo dela.

E se alguém acha que alguma coisa mudou profundamente no Brasil, deveria saber que PT e PMDB – os arquirrivais do impeachment – fizeram alianças em nada menos que 200 cidades para as eleições municipais de outubro próximo.

Aliás, se há um aspecto positivo nessa crise em que o país se afundou, é o fato de o PT, após desperdiçar sua chance ao se envolver com o que há de pior na política brasileira, finalmente perder espaço para dar lugar a uma nova esquerda que possa contrabalançar com legitimidade a temerária onda de direita conservadora e religiosa que se alastra pelo Brasil dos anos 10.

Mas respirar aliviado após a catarse do afastamento de Dilma Rousseff é o sentimento mais perigoso que se pode ter neste momento. Primeiro porque um projeto neoliberal de governo que não foi chancelado por voto algum ditará os rumos do Brasil pelos próximos 28 meses. E, principalmente, porque o país continua nas mãos de dezenas de políticos investigados por corrupção, os quais já deram sinais de que farão o que estiver ao seu alcance para barrar o pacote anticorrupção no Congresso e as investigações da Operação Lava Jato. É preciso continuar atento.

Francis França

  • Francis França editora-chefe da DW Brasil

Fonte: DW

Categories
América do Sul América Latina Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas Vídeo

Chile: 330 caminhões para o Exercito Chileno

3EA

O Exercito do Chile contratou a empresa alemã Mercedes Benz para a aquisição de 330 caminhões táticos militares modelos Zetros 2733 6×6 e Unimog U 4000 4×4. A incorporação dos novos veículos faz parte do   projeto conhecido como  Proyecto Alfil visa á renovação da frota do exercito chileno.

70F

 Essa aquisição tem como objetivo melhorar a capacidade de mobilização de material, pessoal além de prover ajuda humanitária em caso de desastres naturais. Os caminhões Zetros 2733 6×6 irá substituir os modelos Mercedes Benz 1017 A de cinco toneladas  comprados dos excedentes do exercito alemão (Deutsches Heer) e que foram recebidos  durante a década de 1990. Já os Unimog U4000 4×4 vão complementar a atual frota do modelo em operação no exercito Chileno que atualmente e composto por modelos Unimog U1300L comprados de segunda mão da Alemanha e pelos caminhões Unimog U4000 novos adquiridos em lotes anteriores. Porem vale ressaltar que nos últimos anos a Mercedes Benz vem fornecendo grande quantidades de veículos  para as Forças Armadas do Chile sobretudo modelos Actros, Atego e Unimog.

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=uuMuNrM_gjI[/embedyt]

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=s3cQvtbEfHU[/embedyt]

Fonte:  Ejército de Chile

Categories
América Latina Destaques Estados Unidos Geopolítica Negócios e serviços

Após 50 anos, EUA e Cuba retomam voos comerciais

Companhia JetBlue opera voo inaugural de Fort Lauderdale para Santa Clara. Havana, porém, continua fora da lista de destinos, e restrições para viagens por motivos turísticos para cidadãos americanos permanece.

Após mais de 50 anos de proibição, os voos comerciais entre Cuba e Estados Unidos foram retomados nesta quarta-feira (31/08), com um voo de um Airbus A-320 da companhia aérea americana JetBlue Airways de Fort Lauderdale, na Flórida, para a cidade cubana de Santa Clara.

“O ressurgimento de voos diretos regulares é um passo positivo e uma contribuição para o processo de melhorar as relações entre os dois países”, declarou o ministro cubano do Exterior, Bruno Rodríguez, que deverá se reunir em Havana nos próximos dias com o Secretário de Transporte dos EUA, Anthony Fox, e seu homólogo em Cuba, Adel Yzquierdo.

Ambos os lados se esforçam para reforçar as relações bilaterais desde dezembro de 2014, quando o presidente americano, Barack Obama, anunciou que os EUA estavam retomando os laços diplomáticos com Cuba após mais de 50 anos. As relações foram restabelecidas oficialmente em julho de 2015.

Gisele Cortes, diretora da JetBlue, afirmou que a companhia tem orgulho de ser a escolhida para operar o voo inaugural. Ela agradeceu às autoridades cubanas por sua excelente cooperação, expressando satisfação em relação às medidas de segurança nos aeroportos de Cuba. “Todos os padrões internacionais foram cumpridos”, disse.

Segundo Cortes, a JetBlue tem como objetivo se tornar a “companhia aérea americana preferida para viagens a Cuba”. O preço de um voo de ida de Fort Lauderdale para Santa Clara é de 99 dólares, e a viagem ida e volta custará cerca de 210 dólares, afirmou.

O preço é bem mais baixo que o de voos fretados, que cobram mais de 400 dólares para a viagem de ida e volta, segundo estimativas. Em 1979, tanto Havana quanto Washington autorizaram voos fretados, em grande parte de caráter humanitário, para transportar cubanos residentes nos EUA e categorias limitadas de viajantes americanos. Segundo dados oficiais, houve 4.783 voos fretados em 2015 e 3.452 no primeiro semestre deste ano.

Restrições permanecem

Desde que o governo dos EUA amenizou as restrições de viagem para o país caribenho, o número de americanos visitando o país deu um salto. Washington, no entanto, continua a impedir que seus cidadãos viagem à Cuba para fazer turismo. A viagem é permitida somente quando é classificada em uma das 12 categorias aprovadas pelo governo.

Essas restrições são um desafio para as companhias aéreas que operam voos para Cuba. E a venda de bilhetes fica a cargo do banco Stonegate, baseado na Flórida, que é atualmente o único banco a realizar operações financeiras entre os EUA e Cuba.

Enquanto isso, a JetBlue afirmou estar trabalhando com as autoridades cubanas num mecanismo que irá facilitar a compra de passagens em Cuba. Por ora, eles podem ser adquiridos somente no aeroporto de Santa Clara.

No total, os voos comerciais deverão somar 110 viagens de ida e volta diárias, com 90 já autorizadas por ambos os governos para nove aeroportos cubanos, muitos deles em ou próximos de locais turísticos.

Além da JetBlue, cinco outras companhias aéreas americanas – American Airlines, Frontier Airlines, Silver Airways, Southwest Airlines e Sun Country Airlines – receberam licença para operar voos para cidades cubanas como Camaguey, Cayo Coco, Santa Clara e Santiago de Cuba. Elas poderão operar voos partindo de Miama, Fort Lauderdale, Chicago, Minneapolis e Filadélfia.

Não haverá, no entanto, voos para Havana, apesar de uma série de empresas americanas ter requerido a operação de voos para a capital. A Jetblue disse esperar, no entanto, dar início a um serviço com destino à cidade até o fim deste ano.

Apesar dos avanços, Cuba considera que o restabelecimento dos voos regulares dos EUA para o país só alcançará seu real potencial quando o governo americano suspender as restrições do embargo econômico à ilha, afirmou nesta terça-feira a diretora para os Estados Unidos do Ministério das Relações Exteriores cubano, Josefina Vidal.

“Voos regulares dos EUA alcançarão real potencial apenas quando terminar a proibição de viagens a Cuba ainda vigente pelo bloqueio”, escreveu no Twitter.

LPF/dw/efe

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: DW

Categories
Destaques Geopolítica Negócios e serviços Rússia

Turquia propõe a Rússia comércio em moedas nacionais

A Rússia e a Turquia estão em conversações sobre a possibilidade de usar suas respectivas moedas nacionais no comércio bilateral, segundo informou hoje (31) o ministro da Economia turco, Nihat Zeybekci.

“Negociações técnicas com a participação dos bancos centrais dos dois países sobre a possibilidade de usar o rublo e a lira turca no comércio mútuo estão em andamento”, disse Zeybekci, citado pela agência de notícias Anadolu.

As relações entre Moscou e Ancara estão melhorando desde que o presidente turco Recep Tayyip Erdogan fez uma visita de reconciliação a São Petersburgo no último dia 9 de agosto para reiniciar as relações bilaterais após o incidente com a derrubada, por parte da Turquia, do avião russo Su-24 em novembro de 2015, na Síria.

A proposta sobre o comércio em moedas nacionais foi apresentada por Erdogan durante a sua visita à Rússia, onde ele defendeu que o uso de moedas nacionais em vez de dólares norte-americanos seria mutuamente benéfico. Erdogan disse ainda que a Turquia estava interessada em aumentar o volume de comércio bilateral com a Rússia para US$ 100 bilhões.

Foto: © Sputnik/ Sergey Guneev

Fonte: Sputnik News

 

Categories
Conflitos Geopolítica Opinião Rússia Síria

Rússia / Irã / Turquia: O que este eixo pode significar para o Ocidente?

 

Recentemente tornou-se claro que a Rússia, a Turquia e o Irã estão decididos a aliar-se. O site de notícias Atlântico, discutiu com analistas o que é que os três países têm em comum e o que este eixo pode significar para o Ocidente.

Pouco tempo atrás, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Javad Zarif, propôs organizar uma reunião trilateral entre o Irã, a Rússia e a Turquia para discutir a resolução da crise síria.

Além disso, há uma clara aproximação entre todos os três países.

Assim, o site francês Atlantico decidiu esclarecer que interesses comuns podem unir países tão diferentes.

“Penso que isso não é necessariamente um acordo que signifique uma aliança de longo prazo. Entretanto, a caraterística mais interessante da parceria nascente é o pragmatismo”, disse o analista em geopolítica Alexandre Del Valle.

Ele lembrou que o Irã xiita e a Turquia sunita estavam divididos sobre o assunto de Síria.

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan queria derrubar o regime sírio e lutar contra os curdos, enquanto o Irã queria proteger Bashar Assad contra os militantes apoiados pela Turquia (Daesh, Frente al-Nusra, Ahrar al-Sham, Jaish al-Fatah, Jaysh al-Islam).

Por seu turno, de um lado, a Rússia não apoia plenamente o Irã, mas, por outro lado, ainda está entre os que apoiam o regime sírio, promovendo os seus próprios interesses na região do mar Mediterrâneo.

O Irã quer preservar os seus interesses estratégicos no Oriente Médio, onde a Síria serve de porta para a região.

Entretanto, neste ano Erdogan realizou a estratégia pró-jihadista que se virou contra ele – os cidadãos turcos têm frequentemente sido vítimas do Daesh e dos curdos.

Erdogan entendeu que os islamistas não somente ameaçavam a liderança no seu país, mas também causavam divergências com a Rússia. A Turquia não podia completamente cortar os laços com a Rússia devido a razões econômicas, militares e políticas. Então, o presidente turco fez uma virada na sua política externa.

Ao mesmo tempo, os três países têm uma atitude comum em relação ao Ocidente, que consideram “arrogantes” e “prontos para interferir”.

Não são países amigos, mas entendem que precisam iniciar negociações e melhorar a sua parceria apesar das diferenças de interesses.

O analista notou que não é uma aproximação real, mas a ideia de que encontrar uma solução comum é do interesse dos três países.

O diálogo entre os três pesa mais do que a rivalidade, uma vez que as suas economias dependem umas das outras.

Na opinião de Alain Rodier, ex-oficial da inteligência francesa e diretor do Centro francês de Pesquisa e Inteligência, os três países têm algo mais em comum – a intenção de ultrapassar Washington e Bruxelas que, segundo eles, querem impor as suas regras na política internacional.

Também é uma oportunidade de demonstrar que há uma alternativa à União Europeia.

Erdogan promove os seus próprios interesses – em troca do seu afastamento da Rússia e o Irã (caso isso lhe venha a ser pedido), ele pode apresentar as suas próprias exigências à UE e EUA. O presidente turco percebe que, quanto mais desenvolver a cooperação com Moscou e Teerã, tanto mais garantias e compensações pode receber de Washington e Bruxelas.

Segundo Del Valle, Erdogan pode exigir da UE garantias em relação ao acordo sobre vistos, refugiados, Chipre e etc.

Por seu turno, os EUA precisam da Turquia como membro da OTAN e parceiro nas alianças ocidentais.

“Vivemos em um mundo multipolar, onde todos defendem os seus próprios interesses e <…> e mantêm diálogo com todos os que lhes podem ser úteis”, disse.

O Ocidente devia ter compreendido isso e parado com os seus sermões sobre o respeito dos direitos humanos, algo que prejudica os seus interesses e incita o ódio contra si devido a esse pragmatismo e interesses geopolíticos e de civilização, disse o especialista.

Foto: © Sputnik/ Aleksei Nikolsky

Fonte: Sputnik News

 

Categories
Aviação Defesa Estados Unidos Sistemas de Armas Tecnologia

Força Aérea dos EUA desenvolve projeto de caça do futuro

A Força Aérea dos EUA começou a estudar aspectos técnicos necessários para o desenvolvimento de um novo caça americano, previsto para ser lançado nos ano 2040, escreve a edição americana especializada em assuntos militares Defense News.

O projeto, identificado pelas siglas NGAD (Next Generation Air Dominance) e PCA (Penetrating Counter Air), ainda encontra-se em sua fase mais inicial, de escolha de possíveis aspectos técnicos.

O trabalho está sendo conduzido na base aérea de Wright-Pattersonpelo, no estado de Ohio, pelo “Grupo conjunto de pesquisas dos problemas de conquista da superioridade aérea em 2030”, ou Air Superiority 2030 ECCT, inglês.

De acordo com a publicação, uma aeronave com tamanhas ambições não poderia ser lançado antes de 2040. Entretanto, alguns militares destacam que o trabalho pode ser acelerado com desenvolvimentos paralelos de sistemas de bordo e outros componentes estruturais da aeronave.

“A previsão realista é a de que em 2028, mediante um financiamento correto dos principais componentes tecnológicos, o PCA poderá atingir a fase inicial de prontidão operacional” – declarou o general Alexus Grinkevich, que lidera o projeto.

Ele destacou que a Força Aérea dos EUA está evitando usar termos como “sexta geração” ou até mesmo “próxima geração”, explicando não tratar-se de uma nova plataforma modernizada no molde de seus antecessores, mas uma “rede” inovadora de sistemas de combate integrados.

Além das capacidades de “driblar” escudos antiaéreos e atingir alvos fora da zona de combate do inimigo, a chamada “rede” incluirá uma série de sistemas cibernéticos, espaciais e ferramentas de guerra eletrônica.

O futuro caça é igualmente conhecido pela sigla F/A-XX. Acredita-se que ele substitua os caças F/A-18, representando assim um grande interesse à aviação da Marinha dos EUA. Destaca-se que em 2013 a Boeing apresentou um conceito de avião para o desenvolvimento deste projeto.

Foto: © Wikipedia

Fonte: Sputnik News

 

Categories
Destaques Geopolítica Opinião Terrorismo

Merkel admite erros da Alemanha e UE sobre refugiados

Um ano após abrir as portas para refugiados, chanceler reconhece que país fez vista grossa para crise migratória por muito tempo, condena ligação de migrantes com terrorismo e diz que “Alemanha seguirá sendo Alemanha”.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, admitiu falhas, por parte da Alemanha e de outros países europeus, ao lidar com a crise migratória. “Ignoramos o problema por muito tempo”, disse a chefe de governo em entrevista ao jornal Süddeutsche Zeitung a ser publicada nesta quarta-feira (31/08).

Segundo Merkel, “em 2004 e 2005 já havia muitos refugiados, e nós deixamos a Espanha e outros países de fronteiras externas lidarem com isso”. “Naquela época, nós também rejeitamos uma distribuição proporcional dos refugiados”, lembrou a chanceler, em tom de autocrítica.

A chefe de governo admitiu que seu país e a União Europeia (UE) não conseguiram reagir à iminente crise e por muito tempo “bloquearam a necessidade de se encontrar uma solução pan-europeia”. Agora, será preciso paciência e perseverança para lidar com a chegada de migrantes, afirmou ela.

A entrevista de Merkel coincide com o aniversário de um ano desde que a Alemanha abriu suas portas para centenas de milhares de refugiados, e a chanceler proferiu a famosa frase – que já virou slogan de sua política migratória: “Wir schaffen das” (nós vamos conseguir).

Ao Süddeutsche Zeitung, Merkel, alvo de duras críticas por conta de sua política migratória, garantiu que estava “profundamente convencida” do teor de suas palavras quando as proferiu.

Ela ainda pediu cautela ao relacionar a acolhida de refugiados com terrorismo. “É simplesmente incorreto dizer que o terrorismo veio apenas com os migrantes. Ele já estava aqui em inúmeras formas e com os vários agressores em potencial que temos observado”, destacou.

Merkel, por fim, afirmou que “a Alemanha continuará sendo a Alemanha – com tudo aquilo que é querido por nós”. “A Alemanha sofre uma mudança constante desde o início da república federal. Mudança não é algo ruim. É uma parte necessária da vida”, concluiu a chanceler.

EK/dpa/rtr/ots

Fonte: DW