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Relações Moscou / Kiev: Detenção de sabotadores ucranianos na Crimeia aprofunda a crise

Imagem retirada de vídeo: Um dos detidos Evgeny Panov, que é considerado um dos organizadores dos atos de terrorismo, sendo conduzido por oficiais do FSB.

As relações entre a Rússia e a Ucrânia, que estão em processo de deterioração desde a reintegração da Crimeia, chegaram nesta semana a um novo impasse, com a acusação por Moscou de que Kiev estaria por trás da tentativa de atos terroristas na península.

Segundo agentes do Serviço Federal de Segurança da Rússia FSB, órgão que substituiu a KGB, sabotadores ucranianos, identificados como membros ativos das forças especiais da Ucrânia, se dividiram em dois grupos e tentaram entrar na Crimeia portando bombas caseiras, bem como com munições, granadas, minas e armas.

Após a detenção dos sabotadores, que resultou na morte de dois oficiais russos em confronto, o FSB obteve a informação de que uma rede de agentes operava na região.

O líder dos sabotadores, também detido, foi identificado como Evguêni Panov, membro da Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia.

As ações da Ucrânia são “um jogo muito perigoso”, e a Rússia “não fechará os olhos para essas coisas”, declarou o presidente russo Vladímir Pútin, referindo-se ao episódio como “prática terrorista”. Na ocasião, Pútin ressaltou também que, diante da situação, não faz sentido realizar consultas no formato do chamado Quarteto da Normandia (que inclui ainda Alemanha e França), prevista para setembro na China.

As autoridades de alto escalão do governo ucraniano negaram, no entanto, qualquer ligação com os criminosos detidos, qualificando o incidente como “fantasioso” e um pretexto “para novas ameaças militares contra a Ucrânia”. Kiev manifestou desejo de convocar uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, alegando que próprios militares russos dispararam contra agentes de fronteira do FSB.

O serviço russo informou que os indivíduos detidos são cidadãos tanto da Rússia como da Ucrânia, e já confessaram o ato. Sabe-se que os militantes tinham como alvos pontos turísticos e transportavam explosivos com 40 kg de TNT.

Os sabotadores disseram que não havia intenção de detoná-los perto de pessoas, e sim explodi-los em locais esparsos da cidade para “criar pânico e acabar com o turismo”.

Enquanto um dos grupos ultrapassou a fronteira russo-ucraniana em veículos de propriedade das Forças Armadas ucranianas, o outro usou uma rota alternativa e deveria deixar os explosivos em um esconderijo pré-estabelecido.

Vídeo mostrando parte do material encontrado com os sabotadores.

 

 

Reação desproporcional

A resposta russa ao incidente dependerá da postura da Ucrânia, acreditam os especialistas entrevistados pela Gazeta Russa.

“A Rússia não pode chegar e começar a atirar em objetos militares da Ucrânia só porque um grupo de reconhecimento ucraniano tentou adentrar a Crimeia. Isso contradiz o direito internacional”, explica o vice-presidente da Comissão de Defesa do Conselho da Federação (Senado russo), Franz Klintsevitch.

No entanto, segundo o vice-diretor do Instituto de Análise Política e Militar, Aleksandr Khramtchikhin, não se deve descartar a possibilidade de realização uma operação militar “caso a Ucrânia perpetue tais provocações”.

Por enquanto, Moscou limitou suas ações à esfera diplomática, com uma advertência severa ao governo de Kiev, e suas forças especiais iniciaram atividades operacionais dentro da Rússia. Além disso, de acordo com o jornal “Kommersant”, tropas adicionais e veículos blindados foram enviados para o norte da península crimeana.

“É extremamente difícil para nós responder a isso. Nunca um país, qualquer país que seja, admite empregar grupos de sabotagem. E, agora, a coisa mais importante é não dar motivo para acusarem a Rússia de agressão contra a Ucrânia. Nenhuma bala russa deve ser disparada em território ucraniano”, diz Andrêi Suzdaltsev, vice-decano do departamento de Economia e Política Global na Escola Superior de Economia.

Blocos de TNT e detonadores encontrado com os ucranianos no momento da prisão por oficiais do FSB da Rússia na Crimeia

Tudo sobre o Donbas

Alguns especialistas, porém, não só veem provocação no incidente, mas um “plano de múltiplas frentes” por parte da Ucrânia.

“Esta questão não é sobre a Crimeia, mas sobre o Donbass”, sugere Suzdaltsev. “A Crimeia é um território separado e é a luta pelo rebelde oriente [do país] que obriga a Ucrânia a agir dessa maneira”, completa o observador.

Segundo Suzdaltsev, o governo ucraniano precisa de certas realizações antes das eleições, incluindo o retorno do Donbass à esfera de influência da Ucrânia. “Mas, com a Rússia apoiando o Donbass, isso é impossível”, diz.

Opinião semelhante é exposta pelo diretor do Centro para Assuntos Políticos, Aleksêi Tchesnakov. Na opinião do analista político, Kiev busca possibilidades de intensificar as relações com a Rússia para recusar a implementação dos acordos de Minsk-2 e, em seguida, acusar Moscou de assumir uma postura agressiva.

As gravações dos interrogatórios já foram disponibilizadas ao Conselho de Segurança da ONU, o que diminuiu as chances de apoio inequívoco do órgão a Kiev, supõem os especialistas. “Temos dois cadáveres russos. Os ucranianos os mataram em território russo. Isso é muito grave”, enfatiza Suzdaltsev.

EKATERINA SINELSCHIKOVA

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Gazeta Russa

 

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Rússia restaura rede de aeródromos no exterior

russianA rede de aeródromos vietnamita e das ilhas no oceano Pacífico, utilizada pela Força Aeroespacial russa, está sendo restaurada, afirmou ex-comandante-chefe desta força, general Pyotr Deinekin.

Entre os anos de 1979 e 2002, a Força Aérea soviética e depois russa usou o aeródromo na cidade vietnamita de Cam Ranh.

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Além disso, o Ministério da Defesa russo já tinha anunciado a criação de uma base de apoio da Frota do Pacífico em Matua, nas ilhas Curilhas. No âmbito do projeto se planeja fazer obras no aeródromo, que pertencia à Força Aérea japonesa antes e durante a Segunda Guerra Mundial.

“Hoje nossa aviação passa por um reequipamento de grande escala, a indústria militar está desenvolvendo projetos de aviões do futuro. A nossa rede de aeródromos está sendo reformada não só no Ártico, mas também fora da Rússia: no Vietnã, nas ilhas no Oceano Pacífico e na Síria”, destacou Deinekin na entrevista com a RIA Novosti.

Fonte: Sputnik 

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Defesa Rússia

Equipe acorbatica russa receberá novíssimas aeronaves SU-30SM

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Rustam

Tradução e  adaptação- E.M.Pinto

Equipe Aerobatica Russa Russkyie Vityaz (Cavaleiros Russos) receberão no Outono de 2016 novas aeronaves Su-30SM.

Nesta sexta-feira, 12 de agosto a RIA Novosti noticiou a declaração do COmandante em Chefe da VKS Viktor Bondarev. de que a partir do terceiro trimestre de 2016 o esquadrão acrobático Russkyie Vityaz receberá a primeira aeronave Su-30SM.

Su 30 SM

“Eu acho que até o final deste ano vamos ter o tempo para se preparar [os pilotos] com o novo aviõe super-manobrável e ultra-moderno “, – disse Bondarev.

Anteriormente, em Janeiro de 2016, Bondarev informou que o grupo se apresentaria com uma nova aeronave em 2017. Naquela época, o comandante-em-chefe se recusou a nomear o tipo específico de caça, dizendo que a decisão seria tomada pelo Ministro da Defesa. Naquela época, foi sugerido que este poderia ser tanto o Su-35s quanto o Su-30SM.

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Rússia Sistemas de Armas Tecnologia

Mig 35 entrará em produção seriada em breve

MIG 35 (4)Rustam

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Começará em breve a produção em massa de novos caças MiG-35 para as Forças Aeroespaciais Russas (VKS) que vão operar o novo caça leve russo.

“O trabalho sobre o MiG-35 esta em pleno andamento, penso eu que em breve entrará em produção em série,.” – Disse Viktor Bondarev  Comandante em Chefe da VKS ao canal de TV Russo, “Russia 24”. O novo modelo é o caça mais avançado da família de “MiG”.

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Esta aeronave pertence a uma geração  4++ e é considerado como uma fase de transição para o caça de quinta geração. A aeronave está equipada com equipamento electrônico, que permite o uso de todos os meios de destruição de aeronaves. O armamento do MiG-35  não esta´sendo oferecido para exportação. Entre eles – os mísseis de longo alcance que permitem atacar alvos sem entrar na zona de defesa aérea.

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A aeronave é capaz de realizar tarefas de combate no espectro  “ar-ar”, “ar-solo”, “ar-mar”(contra Navios). O MiG-35 é equipado com um sistema de defesa moderno, ela minimiza o ataque de surpresa pelo inimigo e pode reconhecer  Aviões e Mísseis em voo.

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Aviões turcos voltarão a atacar EI, após acordo com a Rússia

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Istambul – Os caças-bombardeiros da Turquia voltarão a sobrevoar a Síria para atacar posições do Estado Islâmico (EI), após uma interrupção de dez meses causada pelo conflito diplomático com a Rússia, informou nesta sexta-feira a emissora “CNNTÜRK”.

A emissora afirma que este acordo foi fechado na primeira reunião entre representantes diplomáticos, militares e dos serviços secretos de Turquia e Rússia, realizada ontem em Moscou após a reconciliação selada na terça-feira em São Petersburgo por seus presidentes, Recep Tayyip Erdogan e Vladimir Putin.

Desde que o Exército turco derrubou em novembro do ano passado um caça russo na fronteira síria, as relações entre Moscou e Ancara tinham ficado enormemente estremecidas e os caças turcos tinham deixado de sobrevoar a Síria para evitar atritos com a Rússia.

EI: além disso, Ancara e Moscou compartilharão informações de seus serviços secretos sobre elementos radicais na Síria
EI: além disso, Ancara e Moscou compartilharão informações de seus serviços secretos sobre elementos radicais na Síria

Até esse momento, caças turcos tinham participado de 11 bombardeios aéreos contra o EI, no marco da coalizão internacional antijihadista, liderada pelos Estados Unidos, segundo a apuração da “CNNTÜRK”.

Mas a partir do incidente com a Rússia, Ancara só usou fogo de morteiros de longo alcance contra as posições jihadistas próximas a sua fronteira.

A partir de agora, Turquia e Rússia serão informadas mutuamente das operações aéreas fronteiriças através de um mecanismo de coordenação, trocando coordenadas e tempo do voo previsto.

Além disso, Ancara e Moscou compartilharão informações de seus serviços secretos sobre elementos radicais na Síria e que até agora a Turquia só tinha dividido com a coalizão internacional antijihadista.

Outro ponto tratado na reunião de ontem foi o assédio a Aleppo, tema no qual a Rússia “se mostrou aberta” a corresponder à intenção da Turquia de fazer chegar ajuda humanitária aos civis da região, segundo a “CNNTÜRK”. EFE

Fonte: Exame

Edição Plano Brasil

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Conflitos Defesa Defesa Anti Aérea Rússia Sistemas de Armas Ucrânia

Crimeia: Sistema de defesa aérea S-400 Triumph é destacado para proteger a península

O regimento de Defesa Antiaérea da 4ª Força Aérea da Crimeia recebeu o sistema de mísseis S-400 Triumph. A informação é do Distrito Militar Sul da Rússia.

“A entrega do equipamento foi efetuada no polígono militar de Kapustin Yar (província de Astrakan, no sul da Rússia”, diz o comunicado.

A nota destaca que o sistema S-400 que foi entregue inclui um posto de mando e um total de 16 lançadores.

O sistema S-400 Triumph é um sistema de mísseis antiaéreos de largo e médio alcance de nova geração.

A sua missão é abater geradores de interferências, controles de aeronaves e de vigilância aérea (AWACS), aviões de espionagem e aviões de tecnologia estratégica e tática, assim como mísseis de cruzeiro de tecnologia Stealth e mísseis balísticos com um alcance de até 3.500 km.

 

https://www.youtube.com/watch?v=Gj3qBV1ZTLo

 

O S-400 pode ser usados tanto de dia e de noite em qualquer área geográfica e independentemente das condições meteorológicas.

Fonte: Sputnik News

 

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Acidentes e Catástrofes Aviação BINFA Brasil CINFAI Defesa Infantaria da Aeronautica PÉ DE POEIRA Segurança Pública Sistemas de Armas

FAB PÉ DE POEIRA: Tropas da FAB são engajadas para garantia da lei e da ordem em Natal (RN)

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Aeronáutica é responsável pela segurança do Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante

A Força Aérea Brasileira (FAB) mantém, desde o último sábado (06/08),  cerca de 100 militares do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica da Base Aérea de Natal (BINFA-22 –  “Batalhão Pitimbu”)  e do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CINFAI-CLBI). engajados na segurança do Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante. O esforço é parte da Operação Potiguar, de garantia da lei e da ordem no Rio Grande do Norte, iniciada pelo Ministério da Defesa em resposta à solicitação de apoio do Governo do RN.

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De acordo com o responsável pela operação no aeroporto, Major de Infantaria Fábio Silva Lopes, a atuação da Infantaria de Aeronáutica visa manter a área do aeroporto livre de qualquer ameaça.

A nossa intenção é impedir qualquer tipo de ataque ou incidente pontual, mantendo a segurança das pessoas e do patrimônio. Apenas se houver alguma suspeita é que nós abordaremos os envolvidos”, explicou o Major Silva Lopes. “A estratégia do comando da Operação Potiguar é ocupar pontos considerados sensíveis, em apoio às forças de segurança do RN, para que elas possam ser aplicadas em outras áreas”, finalizou o militar da FAB.

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A atividade de segurança está sendo realizada em coordenação com a Inframérica, empresa que administra o aeroporto. Segundo o Superintendente da Concessionária em Natal, Ibernon Martins Gomes, o importante é prevenir qualquer ação criminosa, garantindo a segurança dos passageiros e a continuidade dos serviços. 

A presença da Força no aeroporto tem um objetivo preventivo. Proporciona mais conforto e segurança às pessoas e aos passageiros, diante da situação em que se apresenta o estado nos últimos dias”, afirmou o Superintendente.

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Para quem frequenta o aeroporto é perceptível a ocupação da tropa da Força Aérea. José Erimar de Azevedo, aposentado e morador de Natal, ao passar pelo terminal pôde ver o trabalho dos militares da FAB. “Chegar ao aeroporto e ver os militares, com a situação controlada, nos dá segurança e tranquilidade”, acrescentou José Erimar. “O momento exige essa presença das forças. Esse apoio à nossa segurança pública é super importante”, avalia o aposentado.

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O médico André Fusco, de São Paulo, estava com viagem de férias marcada para Natal quando tomou conhecimento da onda de atentados na cidade.“Eu já estava ciente da situação, inclusive minha família não queria que eu viesse. Mas fiz questão de vir, como uma forma de não ceder à criminalidade”. Segundo o médico, o apoio das Forças Armadas tranquiliza quem vem visitar o estado. “Ainda bem que podemos contar com as Forças Armadas para garantir essa segurança e dar conta da situação”, afirmou o turista.

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Operação Potiguar – Garantia da Lei e da Ordem

Os ministros Raul Jungmann (Defesa) e Sergio Etchegoyen (GSI – Gabinete da Segurança Institucional) estiveram em Natal na última quinta-feira (04/08) para verificar as ações das Forças Armadas no estado. “Essa operação se faz a quatro mãos, para permitir que as forças de segurança do Rio Grande do Norte possam contar com efetivo para ir até as comunidades e localidades onde os criminosos estão acoitados. O recado do governo federal e do governo estadual, conjuntamente, é que a criminalidade não triunfará”, enfatizou o ministro Jungmann, durante coletiva de imprensa.

Com o objetivo de restabelecer a ordem pública e o cotidiano de normalidade da população norte rio-grandense, a Operação Potiguar, como foi chamada, foi ativada na última quarta-feira (03/08), com previsão de duração até o dia 16 de agosto. Aproximadamente 1200 militares das Forças Armadas foram engajados para realizar patrulhamento ostensivo, prisões em flagrante, ocupação das áreas vulneráveis, entre outras ações de segurança e defesa.

Atentados no RN
A onda de violência no Estado está ocorrendo desde a última sexta-feira (29) em cidades do interior e na região metropolitana da capital. Segundo a polícia militar do Rio Grande do Norte, a ofensiva é uma forma de retaliação à instalação de bloqueadores de sinal de celular no presídio de Parnamirim, na capital potiguar.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte (Sesed) , 85 pessoas já foram detidas suspeitas de envolvimento nos ataques. No total, foram registradas 111 ocorrências, entre incêndios, tentativas de incêndios, disparos contra prédios públicos e proximidades, depredações e uso de artefatos explosivos; 31 veículos, entre ônibus e micro-ônibus foram incendiados. As ocorrências foram registradas em 40 cidades.

Fonte: FAB

Edição: Pé de Poeira

Algumas Imagens são meramente Ilustrativas

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América do Sul Conflitos Geopolítica

Venezuela e Colômbia decidem reabrir fronteira

Juan Manuel Santos (esq.) e Nicolás Maduro

Após quase um ano fechada, fronteira será reaberta de maneira “controlada e gradual”, começando com cinco pontos liberados para pedestres. Centro binacional deve garantir segurança na região.

Os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Colômbia, Juan Manuel Santos, chegaram nesta quinta-feira (11/08) a um acordo para a abertura “ordenada, controlada e gradual” da extensa fronteira entre os dois países, fechada há quase um ano por decisão de Caracas.

“Vamos abrir a fronteira de forma ordenada, controlada e gradual”, anunciou Santos em entrevista ao lado de Maduro, após reunião de cerca de duas horas e meia em Puerto Ordaz, no estado venezuelano de Bolívar.

Os governantes disseram que a abertura da fronteira começará com a passagem de pedestres em cinco pontos do limite fronteiriço a partir deste sábado, entre as 6h e as 19h, e que haverá um controle migratório. “Será expedido um documento para que os moradores da fronteira tenham as facilidades e para que se possa controlar quem entra e quem sai”, detalhou Santos.

O presidente colombiano também destacou que a segurança na fronteira será uma questão-chave para que possa haver normalidade na região e, para isso, foi criado um centro binacional para “a luta contra o crime internacional”. Maduro afirmou que a decisão de reabrir a fronteira foi tomada no último dia 23 de julho, quando os dois presidentes se reuniram em Havana.

Tensão na fronteira

A Venezuela e a Colômbia tem mais de 2.219 quilômetros de fronteira comum. Em julho deste ano, mais de 100 mil venezuelanos cruzaram a fronteira para comprar produtos básicos e medicamentos, durante dois domingos em que houve abertura.

Em 19 de agosto do ano passado, Maduro ordenou o fechamento da ponte Simón Bolívar, principal passagem entre a cidade colombiana de Cúcuta e as localidades venezuelanas de San António e Ureña. Cinco dias depois, as autoridades venezuelanas decretaram estado de emergência em seis municípios fronteiriços com a Colômbia, justificando a medida com o combate a grupos paramilitares, ao narcotráfico e ao contrabando.

O estado de emergência foi depois ampliado para 20 municípios, abrangendo os estados venezuelanos de Táchira, Zúlia e parte de Apure, o que levou ao fechamento de toda a fronteira. Desde então, mais de 1.355 colombianos foram repatriados e mais de 19 mil abandonaram a Venezuela voluntariamente, segundo fontes não oficiais.

LPF/efe/lusa

Fonte: DW

 

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Defesa Estados Unidos Geopolítica Opinião Rússia Sistemas de Armas Tecnologia

Modernização da bomba nuclear tática B-61 dos EUA é um processo de rotina, não ameaça a Rússia

Protótipo de uma B61-12 em um F-15E  – Eglin Air Force Base / Flórida

Os EUA estão se preparando para atualizar seu arsenal nuclear tático na Europa. Em 2020, o país começará a substituir as antigas bombas termonucleares B-61 por bombas de nova geração B61-12.

Segundo o porta-voz do presidente russo, Dmítri Peskov, os militares ainda avaliarão a necessidade de responder às ações norte-americanas.

Características da nova B61-12

De acordo com o analista militar da agência de notícias TASS, Víktor Litóvkin, a principal novidade da B61-12 será a capacidade de controlar a explosão. Os pilotos poderão acionar a bomba remotamente sobre o território do inimigo ou no subsolo.

“A B61-12 é uma bomba nuclear tática de queda livre com uma potência de até 340 quilotons”, explica Litóvkin.

Diversos caças de quinta geração norte-americanos, inclusive os F-22 Raptor, os F-35 Lightning II, os A-10 Thunderbolt e os F-16 poderão ser equipados com a nova bomba termonuclear.

“No momento, as ogivas nucleares dos modelos anteriores estão nas bases das Forças Aéreas dos Estados Unidos na Alemanha, Holanda, Itália, Bélgica e Turquia”, diz Litóvkin.

Abaixo uma bomba nuclear tática B-61

Bomba nuclear tática B61-12 – Uma diferença importante entre a B-61 e a nova versão B61-12, é as aletas de cauda.

Ameaça à Rússia

Segundo o pesquisador-chefe do Instituto da Economia e Relações Internacionais da Academia das Ciências da Rússia, Vladímir Dvôrkin, a modernização das armas nucleares tácticas dos Estados Unidos é um processo de rotina que não represente novas ameaças à segurança da Rússia.

“Todos os tipos de armamentos têm períodos de garantia. Neste caso, trata-se da substituição programada de armamentos antigos”, disse Dvôrkin.

Segundo ele, nas mãos das nações civilizadas, bombas atômicas são armas de dissuasão, e não de ataque.

“Os americanos estão modernizando a B61 para esquecer da necessidade de atualizar os arsenais nucleares táticos na Europa por décadas”, disse.

Os especialistas militares afirmam que a Rússia não vai responder à modernização.

“A Rússia também está modernizando suas forças nucleares e sistemas de defesa antiaérea”, diz o analista militar do jornal Izvêstia, Dmítri Safonov.

Segundo ele, nenhum acordo internacional entre Moscou e Washington regula as capacidades quantitativas e qualitativas de armas nucleares táticas.

Atualmente, existe apenas o Tratado de Redução de Armas Estratégicas 3 (START-3, na sigla em inglês).

Segundo esse, a Rússia e os EUA concordam em limitar o número de portadores de ogivas nucleares a até 700 e o número de ogivas estratégicas a até 1.550.

“Novas bombas termonucleares russas e norte-americanas são altamente precisas e podem executar tarefas militares específicas. A determinação das características táticas e técnicas de armas nucleares poderá se tornar a base do próximo tratado de redução de armas estratégicas ofensivas”, completa Safonov.

NIKOLAI LITÔVKIN

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Gazeta Russa

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Rússia Vídeo

Vídeo: Força Aérea Russa

 

Publicado em 12 de ago de 2016

Vídeos do Ministério da Defesa da Federação da Rússia para a Dia da Força Aérea da Rússia.

Vídeo de alta qualidade, que envolve as aeronaves, T-50, MiG- 29KUB , aeronaves de treinamento de combate Yak- 130, o mais novo caça Su -35S , caças navais Su -33 e bombardeiros estratégicos Tu- 95 além de equipe acrobática .

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Defesa Defesa Anti Aérea Estados Unidos Mísseis Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia Vídeo

EUA desenvolve novo sistema de defesa “terra-ar” baseado no israelense “Iron Dome”

Novo sistema criado pelos EUA inclui módulos de intercepção e neutralização de mísseis e baterias de artilharia.

A Associação Raytheon e o grupo militar Rafael Advanced Defense Systems foram designados pelo Pentágono para desenvolverem protótipo do sistema israelense de defesa antiaérea Iron Dome. Este sistema utilizará energia solar, comunica o canal norte-americano Fox News.

A versão norte-americana do sistema israelense recebeu o nome de SkyHunter, que conta com módulos de intercepção e neutralização de mísseis, baterias de artilharia e postos de tiro, equipados com mísseis guiados por rádio e com sensores óticos.

O sistema se baseia no interceptor de mísseis israelense Tamir com as devidas modificações técnicas exigidas pelas forças armadas norte-americanas.

De acordo com o Fox News, a base militar do Novo México comunicou sobre realização de testes do novo sistema, capaz de abater vários drones.

O sistema Dome foi criado para interceptar mísseis de curto e médio alcance. Ele foi utilizado pela primeira vez em abril de 2011 a fim de interceptar mísseis lançados por bases na Faixa de Gaza.

Segundo o exército de Israel, os palestinos da Faixa de Gaza lançaram mais de 4.500 mísseis, onde a maioria explodiu em zonas inabitadas. Iron Dome conseguiu interceptar 735 mísseis que tinham como alvo, regiões povoadas.

 

 

Realização de testes com o sistema de defesa Iron Dome, com os lançadores de mísseis Tamir colocados sobre uma plataforma naval.

 

 

 

  • O Sistema de defesa Iron Dome trabalha para detectar, avaliar e interceptar foguetes na sua entrada na área de impacto, assim como projéteis de artilharia e morteiros. O míssil Tamir do Iron Dome, é um interceptor já provado em combate, capaz de realizar interceptações em um raio de ação de 4 a 70 km. Trata-se de um sistema de defesa terra-ar altamente eficaz e em operação em Israel, fornecendo proteção dia e noite.

Edição/Imagens: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

 

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China Conflitos Estados Unidos Geopolítica Opinião

Pequim cruza “linha vermelha” no mar do Sul da China segundo Washington

Os militares chineses aumentaram significativamente a sua presença em torno das ilhas em disputa no mar do Sul da China, enviando uma mensagem clara para Washington.

Enquanto Pequim continua suas reivindicações territoriais no mar do Sul da China, Washington mantem a posição inflexível sobre a ilha Scarborough Shoal. Localizada a nordeste do arquipélago Spratly, a ilha é reivindicada pela China, Taiwan e Filipinas, e os EUA tem afirmado que quaisquer tentativas de militarizar a região significará cruzar a “linha vermelha”.

De acordo com representantes do Pentágono, Pequim acaba de cruzá-la.

Ultimamente, o número de navios de patrulha marítima chineses em torno da ilha Scarborough Shoal tem aumentado significativamente. As autoridades norte-americanas afirmaram que no momento na região permanecem mais de uma dúzia de navios chineses.

Além de navios de patrulha, Pequim também permitiu que centenas de embarcações pescassem nas águas ricas em recursos marinhos em torno de Scarborough Shoal. Pequim usou uma tática semelhante no mar da China Oriental, onde o país procurou legitimar a sua reivindicação sobre as ilhas Senkaku, reivindicadas pela China (onde elas são conhecidos como como Diaoyu) e pelo Japão.

Em 12 de julho o Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia concluiu que não há base legal para que a China reivindique seus direitos históricos na zona económica exclusiva na área das ilhas Nansha (Spratly).

Segundo o tribunal, as exigências da China contradizem a Convenção das Nações Unidas de 1982 sobre o Direito do Mar.

O tribunal, composto por cinco juízes, também acusou a China de violar a soberania das Filipinas e de “causar graves danos aos recifes de coral”, pela construção de ilhas artificiais.

Vários países da região, incluindo a China, o Japão, o Vietnã e as Filipinas, têm desacordos sobre as fronteiras marítimas e zonas de influência no mar do Sul da China e no mar da China Oriental. Pequim afirma que alguns desses países, como as Filipinas e o Vietnã, aproveitam o apoio de Washington para escalar a tensão na região. Tanto os EUA quanto a China realizam regularmente exercícios militares na área e se acusam mutuamente de militarizá-la.

Em janeiro de 2013, as Filipinas contestaram unilateralmente, no Tribunal Internacional do Direito do Mar, as reivindicações chinesas em relação a uma série de territórios no mar do Sul da China, mas Pequim se recusou oficialmente a abordar tais questões no âmbito jurídico internacional. A China inicialmente se recusou a tomar parte no processo, considerando o pedido unilateral das Filipinas como ilegal. Pequim sempre insistiu que o tribunal não tem competência para apreciar a questão, que diz respeito a disputas territoriais.

Os Estados Unidos não têm nenhuma reivindicação territorial na região.

  • “A política externa dos Estados Unidos no Oriente Médio fracassou. Agora Washington está tentando realizar a sua estratégia de desestabilização na região Ásia-Pacífico. Mas as posições da China na região são fortes e os EUA não será capaz de frear isso”.

Analista político russo – Stanislav Tarasov

Foto: © flickr.com/ Naval Surface Warriors

Edição: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News