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Vídeo: Veículo AMPV da Rheinmetall Defence & KMW – A próxima geração de blindados

Esta é a próxima geração de veículos blindados feitos para atender as ameaças às patrulhas em áreas de risco de combate assimétrico, onde se faz necessário maior nível de proteção, porém, sem perder a agilidade.

O veículo AMPV da Rheinmetall Defence & KMW vem para atender aos novos padrões internacionais em termos de segurança. Trata-se de uma geração inovadora, direcionada para o futuro dos veículos blindados.

Pesando vazio apenas sete mil e trezentos quilos com uma capacidade de carga de dois mil e seiscentos quilos, para sua proteção pode ser equipado com uma estação de arma no teto com uma metralhadora calibre 12,7 mm, ou lançador de granadas de calibre 40 mm.

 

 

 

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Vídeo: Boeing – Advanced F-15 2040C

 

https://www.youtube.com/watch?v=ciKigA6RRh4

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Entra em produção na Rússia o novo contratorpedeiro nuclear “Líder” – Projeto 23560

A Rússia começou a desenvolver o novo contratorpedeiro nuclear “Líder”, do projeto 23560. A embarcação será construída como parte do planejamento armamentista da Rússia para o período de 2020 a 2025.

Segundo analistas militares, o novo modelo tem características semelhantes às do “Orlan”, do projeto 1144. O navio “Pedro, o Grande”, que entra nessa categoria, é o único navio dessa classe na Marinha russa.

O deslocamento do novo contratorpedeiro, que poderá atingir a velocidade de 30 nós, será de cerca de 17,5 mil toneladas. Segundo uma fonte militar que não quis ser identificada, o “Líder” poderá realizar viagens marítimas de até 90 dias sem entrar no porto.

A fonte também afirmou que a decisão de desenvolver o novo destruidor nuclear está ligada à ruptura na cooperação militar com a Ucrânia.

“Anteriormente, navios desse tipo eram equipados com turbinas a gás importadas da Ucrânia. Hoje, em vez de começar a construção do navio do de zero, decidimos usar as usinas de energia nuclear russa, as mesmas empregadas em navios quebra-gelo”, disse.

O ex-vice-comandante da Marinha russa, Ígor Kassatonov, afirmou e entrevista à Gazeta Russa que Moscou deixou de construir navios desse tipo em 1989.

“Hoje, o país tem novos interesses geopolíticos e precisa estar presente em regiões remotas do mundo. E o ‘Líder’ poderá enfrentar os desafios da Marinha em qualquer parte do oceano global”, arremata Kassatonov.

Armamento do contratorpedeiro nuclear Líder (dados preliminares)

  • 4 – Sistemas de lançamento de mísseis Kalibr com alcande de mais de 300 k
  •       Sistema de defesa antiaérea S-500 “Prometheus”
  • 2 – Lançadores do complexo Polyment-Redut
  •       Unidades de artilharia A-192 com calibre de 130 milímetros
  • 2 – Módulos de combate do sistema de artilharia Pantsir-M
  •       Capacidade para levar dois helicópteros de múltiplas funções

ALEKSANDRA ELFATCHEVA/ NIKOLAI LITÔVKIN

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Gazeta Russa

 

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Brasil Economia Negócios e serviços Opinião

Apesar da crise, Brasil é um dos melhores investimentos deste ano

O Brasil pode até estar às voltas com um escândalo de corrupção, o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a epidemia do vírus zika. Mas, no momento em que o Rio dá início à sua Olimpíada — também assolada por vários problemas logísticos — os mercados brasileiros têm despontado como o melhor lugar para o investidor ganhar dinheiro este ano.

O índice MSCI Brasil acumula alta de 58% em 2016, atrás apenas do Peru numa lista de 165 índices de países compilada pela firma de dados financeiros MSCI Inc. Já o índice global diversificado do banco americano J.P. Morgan para títulos de mercados emergentes registrou uma alta de 24% para o Brasil, o terceiro melhor desempenho entre 66 países. Além disso, os títulos corporativos brasileiros já subiram 22% no ano.

O real, que havia despencado nos últimos anos em relação ao dólar, também deu um salto neste ano, de 24%.

O Brasil teve um desempenho impressionante num setor que vem se destacando em 2016, contrariando a previsão de analistas de que haveria uma continuação dos declínios observados nos mercados emergentes nos últimos anos.

Os juros baixíssimos ou até mesmo negativos nas principais economias do mundo estão fazendo os investidores se voltarem para os mercados em desenvolvimento em busca de retornos maiores. O fluxo de entrada de capital em títulos de mercados emergentes alcançou o recorde de US$ 14,1 bilhões em julho, segundo a EPFR Global, uma empresa que monitora esse tipo de dados.

Mas as próprias altas registradas nesses mercados estão deixando os investidores ansiosos. O motivo é que elas não foram acompanhadas das típicas reformas políticas ou recuperações econômicas vistas por muitos como uma condição necessária para investimentos de longo prazo nesses países.

Alguns temem que os ganhos sejam um prenúncio de reversões acentuadas no caso de choques no mercado ou de uma alta sustentada nas taxas de juros, que poderiam redobrar as preocupações com o risco de que governos e empresas de países emergentes percam acesso de baixo custo aos mercados globais de títulos de dívida.

No Brasil, esse risco é substancial. O país está no meio de uma recessão e num momento de transição política, sem falar nas investigações da Lava-Jato.

Alguns investidores dizem que a economia atingiu o fundo do poço e está começando a se levantar. Dados da produção industrial divulgados nesta semana mostraram a maior expansão nos últimos três anos, com a balança comercial do país atingindo seu maior superávit desde 1992.

“As coisas começaram a dar uma virada no Brasil”, diz Sean Newman, gerente sênior de portfólio da gestora americana Invesco. Ele começou a ampliar suas aplicações em títulos do Brasil no começo deste ano. “A economia já atingiu o fundo,” prevê ele.

Outros investidores se concentraram no impeachment da presidente Dilma, apostando que Michel Temer, o presidente interino possivelmente até as eleições de 2018, iria favorecer políticas pró-mercado que poderiam ajudar a economia a retomar o crescimento. Entre as medidas do governo Temer vistas como possivelmente favoráveis está a proposta de uma emenda constitucional que estabelece um teto para os gastos públicos por 20 anos.

Esses investidores esperam que Temer possa seguir uma trajetória semelhante à do novo presidente da Argentina, Mauricio Macri, que chegou a um acordo com credores internacionais para encerrar uma longa disputa em torno de títulos soberanos não pagos e removeu barreiras para o investimento estrangeiro nas bolsas argentinas.

Com o voto do Reino Unido para deixar a União Europeia e muitos políticos americanos criticando acordos comerciais, alguns investidores dizem que pode ser mais fácil encontrar líderes pró-mercado em países emergentes.

“Você tem boa parte do mundo desenvolvido se movendo em direção ao populismo, enquanto a América Latina está pendendo para o centro”, diz Cullen Thompson, um dos fundadores e diretor de investimentos da Bienville Capital, gestora de recursos americana que administra uma carteira de US$ 1,2 bilhão. Os maiores investimentos da empresa estão no Brasil e na Argentina.

Céticos dizem que a alta no mercado brasileiro é alimentada mais por um sentimento de esperança do que qualquer sinal real de uma recuperação econômica sustentada. A economia deve registrar contração pelo segundo ano consecutivo. A inadimplência dos empréstimos bancários está subindo, enquanto a inflação permanece acima de 8% ao ano.

O processo de impeachment de Dilma continua, e Temer, seu potencial sucessor, tem baixos índices de aprovação. Ele foi envolvido na investigação sobre corrupção da Petrobras e Dilma o acusou de tentar organizar um golpe contra ela. Temer nega as acusações.

Joe Gubler, gerente de portfólio do fundo de investimentos Causeway Emerging Markets Fund, com US$ 3 bilhões em ativos, não acredita que a alta pode continuar. Ele deu pouco peso às ações brasileiras em sua carteira durante todo o período de alta.

“O quadro da macroeconomia do Brasil não é bonito”, diz ele. “Essa recuperação realmente tem base na esperança de que teremos reforma.”

As empresas brasileiras também estão entre as mais endividadas do mundo emergente, e analistas dizem que a capacidade delas de refinanciar essa dívida está intimamente ligada ao petróleo, sujeito a uma alta volatilidade, e a outras commodities.

Mas como o Brasil representa 7,5% do índice de mercados emergentes MSCI, qualquer investidor que dê pouco peso ao país em seu portfólio terá dificuldade em acompanhar seus pares. Em 14,25% ao ano, a Selic, a taxa básica de juros do Brasil, está entre as mais altas dos mercados emergentes e tem atraído investidores em busca de rendimentos maiores.

“Todo mundo ficou negativo [em relação ao] Brasil. Vimos isso nos noticiários e nas ruas, diz Verena Wachnitz, gerente do fundo de ações latino-americanas da administradora de recursos T. Rowe Price, o qual tem US$ 600 milhões sob gestão. “Mas isso acabou sendo o momento certo para comprar.”

JULIE WERNAU

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: The Wall Street Journal

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China Defesa Destaques Geopolítica Terrorismo

China vai criar aliança antiterrorismo com Afeganistão, Paquistão e Tadjiquistão

Imagem meramente ilustrativa

A China vai criar uma aliança antiterrorismo com Afeganistão, Paquistão e Tadjiquistão, informou a mídia estatal chinesa nesta quinta-feira, no momento em que o país procura fortalecer a coordenação com vizinhos para lidar com o que diz ser uma ameaça doméstica crescente de militantes.

Fang Fenghui, membro da poderosa Comissão Militar Central, que controla as Forças Armadas chinesas, presidiu uma reunião com seus homólogos na quarta-feira em Urumqi, capital de Xinjiang, região do oeste da China, onde autoridades dizem estar combatendo militantes islâmicos.

As quatro nações reconheceram a ameaça séria que o terrorismo e o extremismo representam para a estabilidade regional, relatou a agência oficial de notícias Xinhua, e concordaram em criar um “mecanismo de quatro países” para compartilhar inteligência e treinamento.

“Todas as partes reafirmaram que irão cooperar para reagir a estas forças e salvaguardar a paz e a estabilidade de todos os países-membros”, noticiou a Xinhua.

A reunião ocorreu depois de o Ministério da Defesa chinês agradecer o general Qadam Shah Shaheem, chefe do Estado-Maior Conjunto do Exército afegão, nesta semana por seu apoio na luta contra o Movimento Islâmico do Turquestão do Leste, um grupo islâmico que a China afirma querer criar um Estado separado em Xinjiang.

Pequim não detalhou o tipo de ajuda que recebeu.

Michael Martina

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Reuters

 

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Estados Unidos Geopolítica Negócios e serviços Opinião

EUA prevê colapso da economia na Ucrânia devido ao gasoduto russo Nord Stream 2

Um representante especial dos EUA para assuntos de energia atómica, Amos Hochstein, julga que, caso o projeto Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2) se realize, a economia da Ucrânia se desmoronará.

Falando aos jornalistas da edição EurAktiv, Hochstein sublinhou que a Ucrânia perderá receitas no valor de 2 bilhões de dólares (R$ 6,3 bilhões) se deixar de efetuar o trânsito do gás russo.

“Serão retirados dois bilhões de dólares da economia instável da Ucrânia, no momento em que a comunidade internacional tenta apoiar Kiev. Como será possível se refazer depois disso? É absolutamente impossível. A economia se desmoronará”, disse o funcionário norte-americano.

O representante de Departamento de Estado considera que o Corrente do Norte 2 não é um pequeno projeto isolado. Este terá grande influência em toda a Europa e reestabelece a linha que dividia a Europa durante a Guerra Fria, não em sentido militar, mas em sentido económico.

“Não acho que isto corresponda aos interesses dos EUA”, concluiu Hochstein.

O projeto de gasoduto conjunto da Rússia e de várias empresas europeias irá levar o gás russo através do território alemão a outros países da Europa de Leste. O gigante energético Gazprom prevê que o projeto seja realizado até finais de 2019.

Mas nem todos os países aprovam o novo gasoduto russo. O presidente polaco Andrzej Duda declarou que o projeto ameaça a segurança energética da Europa e visa minar o trânsito tradicional de gás pelo território da Ucrânia.

Foto: © Sputnik/ Aleksei Kudenko

Fonte: Sputnik News

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Conflitos Conflitos e Historia Militar Geopolítica

7 de Agosto de 1937: Mao Tsé-tung e Chiang Kai-shek formam “segunda frente unida” para expulsar os japoneses da China

Chiang Kai-shek e Mao Tsé-tung

No começo dos anos 1930, a China era sacudida por guerras. Os japoneses haviam ocupado a Mandchúria no nordeste e avançavam em direção ao sul. Saqueavam cidades, incendiavam aldeias, estupravam mulheres e assassinavam homens.

O país encontrava-se também em guerra civil. Uma parábola desse cenário apocalíptico é o livro A cidade dos gatos, escrito por Lao She em 1932. No romance, os gatos se destroçam no planeta Marte. Um astronauta observa assombrado, o banho de sangue. Na realidade, eles deveriam se unir para enfrentar o agressor: o Japão.

O romance de Lao She virou best-seller na China. Estudantes e intelectuais estavam fartos da guerra civil. Ninguém entendia por que nacionalistas e comunistas só brigavam entre si como os gatos, em vez de se unir contra o Japão.

Chiang Kai-chek porém, não ouvia o clamor por uma “pátria unida”. Queria primeiro, liquidar os “bandidos comunistas” e, depois o Japão. O líder do Partido Comunista Mao Tsé-tung, negava-se igualmente a colaborar com o odiado general, cuja ascensão ao poder deixara um rastro de corrupção e assassinatos.

A “segunda frente”

Um jovem general nacionalista Zhang Xueliang e Josef Stalin, forçaram um entendimento entre Mao Tsé-tung e Chiang Kai-chek. Em dezembro de 1936, Xueliang sequestrou seu superior em Xi’an – a velha cidade imperial –, soltando-o somente depois que este prometeu cooperar com os comunistas.

Ao mesmo tempo, Stalin enviara um telegrama a Mao, em Yan’an, a base dos comunistas no noroeste, exigindo que ele se aliasse ao Partido Nacionalista contra os “fascistas asiáticos”.

Mao Tsé-tung na verdade, queria processar Chiang Kai-chek, mas acabou cedendo à pressão de Moscou. Em 7 de agosto de 1937, os dois inimigos decidiram cooperar na chamada “segunda frente unida”, para expulsar os japoneses. A primeira aliança dos comunistas e nacionalistas contra os “senhores da guerra” durara de 1923 a 1927.

Ambos os lados tiveram de fazer concessões. O Partido Comunista adiou a planejada “revolução social” e renunciou a desapropriações nos sovietes. Os nacionalistas autorizaram os comunistas a abrir escritórios em seus territórios.

O Exército Vermelho passou a se chamar Oitavo Exército Vermelho, formalmente comandado por Chiang Kai-chek. As ordens diretas no entanto, eram dadas pelos líderes da Grande Marcha de 1934–1935, quando 90 mil comunistas se deslocaram 9 mil quilômetros para o norte, para escapar ao cerco do Kuomintang.

Concessão fatídica

Chiang Kai-chek logo se arrependeu das concessões feitas a Mao Tsé-tung. Enquanto seu partido gradativamente perdia o apoio da população, os comunistas conquistavam cada vez mais adeptos.

A fama dos nacionalistas piorava continuamente. Em seus territórios, eles se comportavam como invasores. Obrigavam os agricultores a irem para as frentes de trabalho e cobravam cada vez mais impostos.

Enquanto isso, os líderes e soldados comunistas conquistavam simpatia por reduzirem as taxas de arrendamento e ajudarem na colheita os agricultores recrutados para o exército. A ordem de Mao era que o exército se comportasse “como um peixe na água” em relação ao povo.

Para tentar conter a afluência às tropas de Mao, Chiang Kai-chek mandou atacar os revolucionários, em janeiro de 1941. Três mil soldados comunistas foram mortos e, em consequência, a direção do Partido Comunista abandonou a frente unida.

Depois da União Soviética, os EUA tentaram impedir a guerra civil chinesa. Eles queriam que a coalizão entre comunistas e nacionalistas fosse mantida. A China era um palco secundário da Segunda Guerra Mundial, ideal para desviar a atenção do Japão. Chiang Kai-chek e Mao Tsé-tung deveriam concentrar-se na luta contra os agressores e não desperdiçar suas forças.

Com a rendição do Japão aos Aliados, no final da Segunda Guerra em 1945, nacionalistas e comunistas travaram suas últimas batalhas na China. O Exército Vermelho já contava com um milhão de soldados – dez vezes mais que em 1937. Apesar da ajuda que recebeu dos Estados Unidos, Kai-chek não conseguiu deter as ofensivas do Partido Comunista. Derrotado, fugiu em 1949 para Taiwan.

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: DW