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Coreia do Norte faz novo lançamento de míssil balístico de um submarino

A Coreia do Norte disparou um míssil balístico lançado de submarino ao largo da sua costa leste, na manhã de quarta-feira (horário local), disseram militares da Coreia do Sul, no mais recente de uma série de lançamentos de mísseis pelo país isolado, em desafio a resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

O míssil foi disparado por volta de 5:30 (17:30 no horário de Brasília) perto da cidade costeira de Sinpo, onde imagens de satélite mostram uma base de submarinos, e viajou cerca de 500 km, afirmaram autoridades do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul e o Ministério da Defesa à Reuters.

O projétil aterrissou na zona de identificação de defesa aérea do Japão (Adiz), uma área de controle designada pelos países para ajudar a manter a segurança aérea, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

A “tecnologia SLBM (míssil balístico lançado de submarinos) da Coreia do Norte parece ter progredido”, disse um oficial militar sul-coreano à Reuters.

O lançamento ocorre dois dias depois que Coreia do Sul e Estados Unidos começaram exercícios militares anuais no Sul. A Coreia do Norte classifica o ato como uma preparação para a invasão, e ameaçou retaliação.

A Coreia do Norte tornou-se ainda mais isolada após um teste nuclear em janeiro, o seu quarto, e o lançamento de um foguete de longo alcance em fevereiro, que reforçaram as sanções da ONU.

Ju-min Park e Jack Kim

Foto: Arquivo/Reuters

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Reuters

 

 

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Defesa Estados Unidos Geopolítica Opinião

Índia pode compartilhar bases militares com EUA sem perder seus aliados?

Como a Índia tenciona concluir um acordo na área de defesa com os EUA, especialistas avisam que isso pode causar danos às alianças já existentes na região.

A Índia e os EUA querem assinar um acordo que abrirá caminho para compartilhar bases militares com fins de assistência logística e humanitária. O projeto do memorando de entendimento para intercâmbio de logística (LEMOA na sigla inglesa) já está pronto e, pelos vistos, será assinado no âmbito da futura visita do ministro da Defesa indiano, Manohar Parrikar, aos EUA. A visita será iniciada em 29 de agosto.

Entretanto, o acordo não autorizará os militares norte-americanos a instalarem suas tropas em bases indianas. A decisão de concluir o acordo foi tomada em abril do ano em curso.

Depois de longas discussões, ambos os países acordaram o projeto de acordo que não prevê a instalação de tropas norte-americanas na Índia sob qualquer pretexto. Ambos os países terão de pedir autorização para usar as infraestruturas com antecedência. O objetivo de usá-las são primeiramente treinamentos, exercícios e assistência humanitária.

Fontes informam que a Índia elaborou este acordo de forma muito cautelosa para evitar que isso afete as relações com outros países, por isso todos os pedidos serão considerados separadamente. O LEMOA é um pouco diferente de outros acordos na área de logística e abastecimento que os EUA concluem com seus aliados militares.

Enquanto o acordo parece bastante seguro, especialistas declaram que pode influenciar de forma negativa as alianças da Índia na área de segurança já existentes.

“As suas implicações são muito mais sérias porque estamos dando acesso a pessoas que nos pedem mais acesso do que receberemos deles. Isso coloca-nos numa situação muito vulnerável, porque estrategicamente nós estamos indo contra as alianças de segurança regionais”, disse o analista político indiano Nilanjan Mukhopadhya.

Entretanto, o governo indiano assegurou que nunca assinará um acordo que faça da Índia um aliado militar norte-americano.

Foto: © AFP 2016/ DESHAKALYAN CHOWDHURY

Fonte: Sputnik News

 

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Conflitos Estado Islãmico Geopolítica Opinião Síria

Turquia intensifica ataques na fronteira com a Síria

Ancara reforça ofensiva na fronteira com a Síria.

Combate das forças turcas a posições do “Estado islâmico” na Síria aumenta após atentado que matou 54 pessoas no último sábado. Ancara retaliou com ataques a milícias curdas e posições dos jihadistas.

A Turquia intensificou nesta terça-feira (23/08) os bombardeios a posições da organização extremista “Estado Islâmico” (EI) na fronteira do país com a Síria, em resposta a ataques lançados contra seu território.

Dois morteiros atingiram a cidade de Karkamis, no sudeste do país, localizada próxima à localidade síria de Jarablos, sob poder dos jihadistas. As forças turcas lançaram em torno de 60 projéteis de artilharia contra quatro posições do EI.

As escaramuças se intensificaram após um atentado suicida a um casamento na cidade turca de Gaziantep, na fronteira com a Síria, que matou 54 pessoas no último sábado.

A Turquia atribuiu inicialmente o ataque a uma criança ligada ao EI, que teria agido em retaliação às ofensivas de milícias curdas e grupos rebeldes apoiados por Ancara contra alvos jihadistas no território sírio.

Na segunda-feira, porém, o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, afirmou que essas informações eram equivocadas, e que o governo “não tem pistas” sobre quem seria o responsável pelo ataque.

O ministro turco do Exterior, Mevlut Cavusoglu, afirmou que o EI deve ser “completamente eliminado” da região de fronteira. “Estamos prontos para fazer todo o necessário para tal”, afirmou.

Segundo a organização Observatório Sírio dos Direitos Humanos e fontes de milícias de oposição ao regime de Damasco, centenas de rebeldes sírios apoiados por Ancara se preparam do lado turco da fronteira para lançar uma ofensiva terrestre sobre Jarablos.

Na segunda-feira, a artilharia turca já havia bombardeado posições da principal milícia curda no território sírio, o Partido da União Democrática (PYD), e do EI no norte do país vizinho.

Ancara acusa o PYD de organizar ataques na Turquia, em colaboração com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), organização que o governo considera como terrorista.

RC/afp/efe

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: DW

Curdos da Síria vencem batalha com governo; Turquia promete reação

Forças curdas da Síria assumiram o controle quase total da cidade de Hasaka nesta terça-feira, quando um cessar-fogo pôs fim a uma semana de combates com o governo, consolidando o avanço curdo no nordeste sírio. Já a Turquia intensificou seus esforços para conter sua influência.

A milícia curda Unidades de Proteção Popular (YPG), um componente vital da campanha liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico, já controla partes do norte da Síria, onde grupos curdos estabeleceram uma autonomia de fato desde o início da guerra no país em 2011.

Seu domínio cada vez maior alarmou Ancara, que combate uma insurgência entre sua própria minoria curda.

Rebeldes sírios apoiados pela Turquia disseram estar nos estágios finais dos preparativos de um ataque a partir do território turco à cidade fronteiriça síria de Jarablus, comandada pelo Estado Islâmico, com a meta de prevenir qualquer tentativa da YPG de ocupá-la.

“Daremos todo tipo de apoio à operação de Jarablus. Isso é importante para nossa própria segurança”, afirmou o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, em uma coletiva de imprensa.

A batalha por Hasaka marcou a confrontação mais violenta entre a YPG e Damasco nos mais de cinco anos da guerra civil da Síria, cuja Força Aérea foi usada contra as forças curdas auxiliadas pelos EUA pela primeira vez na semana passada.

Nesta terça-feira, as autoridades remanescentes do governo de Hasaka foram confinadas a alguns edifícios conhecidos como o quadrante de segurança, enquanto o resto da cidade ficou sob controle curdo. Os curdos detinham cerca de 70 por cento de Hasaka antes dos combates mais recentes.

“Ainda que elas (milícias pró-governo) mantenham uma presença simbólica, é uma grande derrota para o regime em Hasaka”, disse Rami Abdulrahman, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que monitora o conflito.

Edição: Plano Brasil

Fonte: Reuters

 

 

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Estados Unidos Geopolítica Opinião

Biden reafirma que EUA estão comprometidos com suas obrigações com a OTAN

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, garantiu aos países bálticos nesta terça-feira que seu país irá respeitar a promessa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de protegê-los e disse que os comentários em sentido contrário do candidato presidencial republicano Donald Trump não deveriam ser levados a sério.

A visita de Biden acontece em um momento de tensões elevadas com a Rússia na região, e Trump insinuou que, caso seja eleito, poderia abandonar o compromisso da OTAN de defender automaticamente todos os membros da aliança.

    “Quero deixar absolutamente claro a todos os povos dos Estados bálticos: comprometemos nossa honra sagrada, os Estados Unidos da América…, ao tratado da OTAN e ao Artigo 5”, disse Biden na capital da Letônia.

Biden repudiou os comentários de Trump e disse que o comprometimento bipartidário com a OTAN é predominante nos EUA.

    “O fato de que ocasionalmente se ouve algo de um candidato presidencial do outro partido não é… nada que deva ser levado a sério”, afirmou o vice.

Em julho, líderes da OTAN concordaram em enviar forças militares aos Estados bálticos e ao leste da Polônia pela primeira vez e intensificar as patrulhas aéreas e marítimas para tranquilizar aliados da região preocupados com a ameaça vinda da Rússia.

Jeff Mason e Gederts Gelzis

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Reuters

 

 

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Destaques Opinião Tecnologia

Robôs dominam debate político nas redes sociais

Perfis falsos na internet tornaram-se parte da comunicação política e podem influenciar o discurso online, ao inflar discussões sobre um determinado tema, a fim de marginalizar outros pontos de vista.

É comum no Twitter encontrar os chamados bots, robôs que geram contas falsas e espalham conteúdo em escala industrial. Aquele novo seguidor que não tem foto de perfil e compartilha uma mensagem aleatória apenas uma vez ao dia, provavelmente é uma dessas contas automatizadas.

Há os bots para fins comerciais – muito difundidos na internet –, mas há também aqueles criativos, como o perfil @MagicRealismBot, programado para gerar, a cada duas horas, pílulas de sabedoria que imitam citações de escritores famosos como Jorge Luis Borges e Gabriel García Márquez.

O aumento do uso de robôs nas redes sociais tem aberto uma série de discussões, principalmente quando são utilizados para fins políticos. Para especialistas ouvidos pela DW, essa prática pode afetar a credibilidade da internet e até a própria democracia de um país.

Bots políticos podem trabalhar de diferentes formas: contas falsas são principalmente usadas para amplificar a rede de seguidores de um determinado político, mas também são capazes de inflar discussões sobre um determinado tema, a fim de marginalizar outros pontos de vista.

“Já vimos bots discutindo uns com os outros. E já vimos pessoas reais discutindo com eles”, explica o especialista Phil Howard, professor do Instituto de Internet da Universidade de Oxford, à DW.

Em comparação com outras plataformas sociais, como o Facebook, os robôs são mais eficazes e mais fáceis de implementar no Twitter – e é nessa rede social que eles têm sido mais comumente usados para fins políticos.

Manipulando o debate online

Os bots se tornaram uma ferramenta comum entre regimes autoritários e ditatoriais, que têm o interesse de manipular as discussões na internet. Também são empregados em democracias a fim de influenciar a opinião de cidadãos sobre questões controversas ou para fazer diferença nas eleições.

México, Turquia e Rússia, por exemplo, são países amplamente afetados por essa prática. “Os bots são eficazes em semear confusão ou sufocar uma conversa política sobre uma questão global que envolva um governo autoritário. Por isso, eles são bastante ativos na Rússia, onde fazem parte de uma estratégia de sucesso do governo para espalhar a desinformação”, diz Howard.

Políticos brasileiros

A pedido da DW, o especialista em redes sociais Torsten Müller analisou as contas no Twitter do presidente interino Michel Temer e da presidente afastada Dilma Rousseff. O teste usou a ferramentaTwitter Audit, software capaz de avaliar quem são os seguidores reais e os falsos dentro de um perfil.

Na conta de Temer (@MichelTemer), 78% foram detectados como sendo perfis reais. Entre os quase 613 mil seguidores, 132.962 seriam falsos e 479.766, reais.

Já no perfil de Dilma (@dilmabr), o resultado é um pouco pior: 71% dos usuários que a seguem seriam pessoas de verdade. Ou seja, entre os 4,8 milhões de seguidores da presidente afastada, 1.406.220seriam falsos e 3.409.603, reais. O Twitter Audit alerta que a pesquisa contém margem de erro. Müller explica que contas inativas ou com pouco uso podem ser contadas como falsas.

Perfis falsos e bots muitas vezes vêm de locais conhecidos como click farms, fazendas de cliques onde pessoas trabalham criando perfis falsos e aumentando a popularidade de clientes. Índia, Arábia Saudita e Madagascar são alguns dos locais conhecidos por abrigarem click farms.

O especialista acredita que o uso de bots é mais comum do que os políticos querem admitir. “Com mais seguidores, as pessoas vão achar que você tem mais influência. Mas os bots também vão ajudar a espalhar o seu conteúdo. Eles vão te retweetar, por exemplo. Então, é uma ferramenta que muita gente usa, inclusive partidos políticos”, afirma ele.

Perigo para a democracia?

Os algoritmos das redes sociais que definem o que aparece na timeline de cada usuário dão preferência a temas que estão sendo comentados por muitas pessoas. Por isso, os bots têm o papel de criar um efeito de manada dentro da internet e, assim, influenciar a opinião pública.

“Algumas vezes basta uma simples fagulha e, por meio dos bots, a coisa se espalha por todo o mundo. E isso pode colocar em risco a democracia”, opina o especialista em marketing digital Hendrik Unger. “Por isso, os administradores das redes sociais devem cuidar para que os robôs, por meio de medidas de segurança, sejam completamente bloqueados.”

Unger estima que a quantidade de bots nas redes sociais varia de 10% a 30%, dependendo da plataforma. “O que algumas vezes notamos em páginas de Facebook ou de Instagram de famosos, como a do cantor pop Justin Bieber, é uma queda súbita na quantidade de fãs e seguidores. De repente, elas têm meio milhão de fãs a menos. E isso acontece quando os administradores de redes sociais fazem uma limpeza e apagam todas as contas falsas detectadas”, explica.

O especialista ainda alerta que o uso de bots é uma praga na internet, mas que só traz efeitos de curto prazo. “É realmente como o doping: os meus músculos crescem e eu fico bombado, super forte, mas não dura muito tempo”, avalia. Ele acredita que a compra de cliques é arriscada, podendo gerar danos à imagem de empresas e políticos e resultar na perda de confiança.

Convivendo com os robôs

Já Saiph Savage, cientista da computação da Universidade de West Virginia, não está muito preocupada com a ameaça dos robôs na internet. “Eu acho que é muito provável que nós, como sociedade, iremos estabelecer normas sobre quais tipos de bots são inofensivos para uso – e quais não”, diz Savage. “Por exemplo, se um candidato é flagrado com um exército de robôs, isso é algo que a sociedade vai punir.”

Por outro lado, os políticos que usam bots de uma forma mais sofisticada, a fim de se comunicarem melhor com seu eleitorado, poderiam muito bem ser recompensados, acrescenta ela. “É tudo uma questão de usar a mídia social para permitir colaborações entre os candidatos e os cidadãos”, opina.

Fonte: DW

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América do Sul Aviação Defesa Negócios e serviços Opinião Sistemas de Armas

Possível compra de aviões americanos causa polêmica na Argentina

O Ministério da Defesa dos Estados Unidos declarou sobre início de negociações para venda de aviões militares à Argentina, causando polêmica na mídia.

Em particular, a compra seria de aviões T6-C Texan II, destinados a proteger fronteiras e combater tráfego de drogas. A polêmica estaria relacionada ao fato de a fabricante de aviões argentina, Fábrica Argentina de Aviones (FAdeA), ter planos de recomeçar a produção do Pampa III: muito parecido ao T6-C Texan II, por suas funções. Ao mesmo tempo, o governo argentino demonstra interesse nos análogos americanos, italianos e franceses do avião de produção nacional.

De acordo com o diretor da FAdeA, Ercole Felippa, a fábrica dará início a produção de 40 aviões Pampa em 2017, logo após quitar dívidas de seus fornecedores estrangeiros. De acordo com o projeto, será realizada a substituição de 15 caças A4-AR Fightinghawk, que deixarão de ser usados no ano de 2018. Atualmente, 3 dos 15 aviões se encontram em estado normal de uso, segundo os dados da edição argentina La Voz.

O Ministério da Defesa considera também a possibilidade de comprar o avião M-346 Master do fabricante italiano, Aermacchi. O modelo italiano custa 30 milhões de dólares, ou seja, duas vezes mais que o Pampa III.

As autoridades argentinas consideram a aquisição dos análogos americanos T6-C Texan II apropriada, pois a compra de 24 aviões lhes custaria 300 milhões de dólares.

A terceira e última opção seria comprar do fabricante francês o modelo Mirage F-1. O avião custa 23 milhões de dólares, totalizando a compra em cerca de 280 milhões de dólares.

Segundo explicou à Sputnik Espanha o analista e especialista em política internacional, defesa e direitos humanos, Andrei Serbin:

“A mídia apressa em declarar que serão adquiridos aviões Texan. Mas nem tudo é tão simples. Segundo o procedimento adotado nos EUA, se um Estado estrangeiro estiver interessado na compra de tecnologia militar, o respectivo inquérito deve ser adotado para consideração e aprovado pelo Congresso. Esta questão ainda está na fase inicial das negociações. A Argentina somente pediu o orçamento dos americanos”.

Ainda não foram divulgadas declarações oficiais, e as especulações estão sendo interpretadas por muitos de forma cética.

“Uma grande parcela da mídia declarou que o governo realizou compra de aviões. Mas não é bem assim. Na realidade, os EUA simplesmente responderam ao pedido de orçamento para compra. Isso não significa de forma alguma que a compra tenha sido realizada. Às vezes, isso significa somente interesse”, explicou Serbin.

O especialista frisa que o pedido de orçamento, possa ser ponto de partida para início de negociações sobre o preço, tendo o comprador interessado em diminui-lo. Existe a possiblidade de a Argentina ter pedido orçamento aos Estados Unidos somente para comparar preços de um terceiro país, ou seja, tentar diminuir o preço dado pelo terceiro país envolvido na negociação.

Seja como for, há outro ponto que deve ser discutido: atualmente, a Argentina não tem capital necessário para prestar assistência técnica aos aviões em questão.

“É possível comprar todos os aviões do mundo, mas se não há dinheiro para combustível, reparo, motores e treinamento de pilotos, estes aviões não seriam úteis de forma alguma”, sublinhou o especialista entrevistado.

Foto: © AFP 2016/ JACK GUEZ

Fonte: Sputnik News

 

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Conflitos Defesa Destaques Economia Estados Unidos Geopolítica Negócios e serviços Opinião Rússia

Complexo militar dos EUA precisa da “ameaça russa” para sobreviver

A retórica de existência de uma alegada “ameaça russa” é muito propagada pelo complexo militar americano, e isso coincide com a política exterior de Hillary Clinton.

Michael Maloof, ex-funcionário do Pentágono e analista-chefe de política de segurança da Secretaria da Defesa, opinou que essa retórica regularmente propagada é crucial para manter a própria existência do complexo militar dos Estados Unidos.

“Os contratantes militares e as suas chefias estão de fato encorajando a retórica antirrussa para reforçar os seus negócios e, francamente, se nós não tivéssemos a Rússia, o complexo militar dos EUA criaria outro tipo qualquer de demônios para sobreviver,” disse.

Segundo o especialista explicou à rádio Sputnik, os contratantes militares dos Estados Unidos querem manter o alto nível de produção a que eles já se acostumaram desde o início da invasão ao Iraque em 2003:

“Esta foi uma política terrível, mas foi gratificante do ponto de vista financeiro para as indústrias da defesa e agora eles atingiram um tal nível de lucros que não estão dispostos a baixar. Eles tentam fazer o que podem para gerar novos conflitos ao redor do mundo.”

Maloof notou também que a posição antirrussa da candidata presidencial do partido Democrata Hillary Clinton mina as relações bilaterais entre os dois países. Segundo ele opinou no seu livro “A Nation Forsaken” (“Uma nação Abandonada”) e à Sputnik, os Estados Unidos devem prestar mais atenção aos problemas humanitários existentes e ao trabalho de reconstrução, além de cooperar mais com outros países, por exemplo, com a Rússia.

Edição/imagem: Plano Brasil

A “PAZ” é o principal e maior inimigo da economia e do complexo militar-industrial dos EUA.

Fonte: Sputnik News

 

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Novo sistema de defesa antiaérea iraniano Bavar-373, concorre com o S-300 russo?

No domingo (21) o presidente iraniano Hassan Rouhani apresentou o sistema de defesa antiaérea Bavar-373 que é capaz de atingir alvos a altitudes elevadas e é semelhante ao S-300 russo.

A produção do sistema de defesa antiaérea começou depois de o contrato de fornecimento de S-300 por Moscou a Teerã ter sido posto em questão em 2010.

Entretanto, altos funcionários do Irã declararam repetidamente que o sistema produzido por eles é um análogo completo do S-300 russo, ou pode ser mesmo um sistema mais potente.

Hoje em dia o Irã tem à sua disposição ambos os sistemas, o Bavar-373 e o S-300. Será que eles vão ser concorrentes?

“Do ponto de vista técnico é difícil hoje avaliar como estes dois sistemas de defesa antiaérea se distinguem ou em que são semelhantes, se podem ser usados ao mesmo tempo contra alvos iguais ou não. Mas outra coisa é evidente, a política do setor da Defesa do Irã se destina à satisfazer suas próprias necessidades militares, nomeadamente cumprir objetivos estratégicos, o principal dos quais é a defesa das suas fronteiras”, disse à Sputnik o especialista iraniano Mahmuud Shoori.

Ao mesmo tempo, segundo ele, o Irã precisa de um afluxo de ideias e tecnologias do estrangeiro. É por isso que foi assinado o contrato de fornecimento do S-300.

“Pessoalmente não vejo problemas em o Irã continuar comprando sistemas S-300 russos no âmbito do contrato e ao mesmo tempo apresentar a produção de sua indústria militar”, acrescentou ele.

Segundo o analista, apesar das diferenças na qualidade e funcionalidade destes dois sistemas, eles podem se completar um a outro.

Além disso, o analista acrescentou que, em sua opinião, a cooperação técnica militar entre a Rússia e o Irã será continuada.

“Pessoalmente acredito que a cooperação técnica militar entre os nossos países será continuada. O objeto de acordos futuros vai depender de muitos fatores, nomeadamente, do desenvolvimento das relações bilaterais entre a Rússia e o Irã”, acrescentou ele.

 

Os S-300, análogos aos mísseis Patriot dos Estados Unidos, têm alcance de até 200 quilômetros, o que permitirá ao Irã contar em breve com um escudo antimísseis considerado invulnerável.

O contrato de fornecimento dos S-300 ao Irã foi assinado em 2007. No entanto, a sua realização foi suspensa em 9 de Junho de 2010 devido à resolução do Conselho de Segurança da ONU que proibiu a entrega ao Irã de armas avançadas, incluindo mísseis e sistemas de mísseis. Em abril do ano passado, o presidente russo Vladimir Putin revogou a proibição de fornecimento de S-300 ao Irã.

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

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Conflitos Destaques Estado Islãmico Geopolítica Rússia Síria

Rússia fala sobre futura presença na Base Aérea de Hamadã no Irã

O Ministério da Defesa da Rússia informou sobre o futuro da sua presença na base aérea no Irã.

O próximo uso por parte da Força Aeroespacial russa da base de Hamadã será regulado por acordos bilaterais e dependerá da situação na Síria, informou nesta segunda-feira (22) o porta-voz oficial do Ministério da Defesa russo Igor Konashenkov.

Segundo ele, todos os aviões que estavam realizando ataques contra posições de militantes jihadistas a partir da base aérea iraniana já regressaram à Rússia. Konashenkov sublinhou que a aviação russa cumpriu com sucesso todas as tarefas atribuídas.

De acordo com o vice-presidente do Comitê da Defesa da Duma de Estado (câmara baixa do Parlamento russo) Sergei Zhigarev, a base aérea de Hamadã foi usada “no âmbito das operações rápidas e relações de parceria por um período breve”.

“Logo que a necessidade dela [Base Aérea de Hamadã] desapareceu, nós saímos”, disse.

Antes, o representante oficial do Ministério das Relações Exteriores do Irã Bahram Qasemi informou que a missão russa na base iraniana chegou ao fim. Ele também não excluiu que no futuro os aviões russos possam usar novamente a base.

Foto: © Sputnik/ Ministério da Defesa

Fonte: Sputnik News

Irã não proibiu a Rússia de usar base de Hamadã

O Irã não proibiu a aviação russa de usar a base de Hamadã para realizar voos sobre a Síria, disse o presidente do parlamento iraniano, Ali Larijani.

O presidente declarou que o país não colocou a base à disposição da Rússia, acrescentando que foi somente “uma medida temporária, tendo a base sido usada para realizar o reabastecimento de bombardeiros”.

Larijani sublinhou também que o Irã coopera com a Rússia no âmbito de luta contra o terrorismo.

Há que lembrar que em 16 de agosto, a Força Aeroespacial russa utilizou pela primeira vez a base aérea de Hamadã para alvejar instalações do Daesh e da Frente al-Nusra (grupos terroristas proibidos na Rússia). Antes disso, a Força Aeroespacial russa realizava ataques a partir de base aérea síria de Hmeymim.

De acordo com o vice-presidente do Comitê da Defesa da Duma de Estado (câmara baixa do Parlamento russo) Sergei Zhigarev, a base aérea de Hamadã foi usada “no âmbito das operações de curto prazo e relações de parceria por um breve período”. O responsável acrescentou que “logo que a necessidade da base desapareceu”, a Rússia saiu.

Fonte: Sputnik News

 

 

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América do Sul América Latina Geopolítica Negócios e serviços

Irã vai iniciar novo capítulo nas relações com Cuba

Ministro das Relações Exteriores do Irã Mohammad Javad Zarif com seu homólogo cubano Bruno Rodriguez.

Ao iniciar uma turnê de seis dias pela América Latina, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, disse nesta segunda-feira em Havana que sua visita abre um novo capítulo nas relações da república islâmica com a socialista Cuba.

O Irã, que tem mantido relações amigáveis com Cuba há tempos, está em uma transição para melhorar seu comércio exterior após a remoção das sanções internacionais contra o país islâmico em janeiro.

“Nós começaremos um novo capítulo nas relações bilaterais com Cuba com base em uma grande delegação (de negócios) que está me acompanhando nesta visita”, disse Zarif em uma reunião com o colega cubano, Bruno Rodriguez.

A comunidade internacional levantou as sanções contra o Irã como parte de um acordo no qual Teerã limitou seu programa nuclear.

Rodriguez parabenizou o Irã pelo “sucesso de sua política internacional”, enquanto reiterou seu apoio de longa data a “todos os países que desenvolvem a energia nuclear com fins pacíficos”.

Cuba e Irã têm em comum um longo impasse com os Estados Unidos. Ambos estavam na lista do Departamento de Estado dos EUA como países que patrocinavam o terrorismo até que Havana foi removida no ano passado como parte de uma distensão com Washington.

Sarah Marsh

Foto: ACN

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Reuters

 

 

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China Defesa Destaques Espaço Opinião Sistemas de Armas Tecnologia

China estuda viabilidade de uma estação de radar habitada na Lua

O programa espacial chinês encarregou seus cientistas de estudarem a viabilidade de uma estação de radar habitada na Lua, um projeto que alguns questionam como excessivamente caro, informou neste domingo o jornal “South China Morning Post”.

O estudo começou este ano com um financiamento de 16 milhões de iuanes (US$ 2,4 milhões), e se propõe a hipotética instalação de uma antena de radar de até 50 metros de altura capaz de monitorar áreas da Terra muito mais extensas do que os satélites convencionais.

Com uma base deste tipo poderiam ser obtidas imagens mais claras de nosso planeta que permitissem um melhor estudo da superfície terrestre e marinha, ou inclusive do subsolo.

O radar lunar, por enquanto só um projeto, poderia ter uso científico, (prognóstico meteorológico ou de terremotos, por exemplo) mas, também militares, afirmou o jornal.

Um dos pais do plano é o especialista em radares Guo Huadong, da Academia Chinesa de Ciências, que já propôs esta possibilidade há três anos em uma revista científica de seu país.

Nela, ressaltou que a Lua poderia oferecer grandes vantagens para a observação terrestre frente aos satélites artificiais, desde uma melhor estabilidade a uma maior durabilidade dos aparelhos que se construam nela.

Também advertiu que uma estação deste tipo requereria uma enorme quantidade de energia, sobretudo para o envio de transmissões de rádio de alta intensidade, por isso que sugeriu que sua construção fosse acompanhada da instalação de uma central de energia solar ou nuclear em solo lunar.

EFE

Edição/Imagem: Plano Brasil

Fonte: Terra

 

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China Conflitos Estado Islãmico Geopolítica Opinião Síria Terrorismo

Militares chineses pretendem intensificar a cooperação com os militares sírios

O fortalecimento da cooperação entre a China e os militares sírios pode perseguir o objetivo de enfraquecer o grupo Movimento Islâmico do Turquestão Oriental (ETIM na sigla em inglês) que defende a separação da região autônoma de Xinjiang Uygur da China.

A respetiva declaração foi feita pelo professor da Universidade Nacional da Austrália Michael Clarke em entrevista à agência RIA Novosti.

Segundo informou na semana passada o diretor para a cooperação internacional da Comissão Militar Central da China, o contra-almirante Guan Youfei, os militares chineses pretendem intensificar a cooperação com os militares sírios.

As partes também concordaram que os militares chineses vão providenciar ajuda humanitária bem como treinamento militar ao povo sírio.

Michael Clarke ressalta que, mesmo após este anúncio, ainda não está claro qual será o volume da ajuda militar oferecida por Pequim à Síria. Ele opina que Pequim corre riscos sérios de se tornar alvo de grupos terroristas como a Frente al-Nusra (proibida na Rússia, mudou seu nome para Frente Fatah al-Sham).

O professor australiano pensa que é pouco provável que militares chineses sejam enviados para a Síria. Segundo ele, o mais provável é que a China possa ajudar a Síria em conjunto com a Rússia.

Segundo as autoridades chinesas, o grupo terrorista ETIM, que atua na região autônoma de Xinjiang Uygur, é suspeito de estar ligado à Al-Qaeda e a outras organizações terroristas. Antes a mídia tinha informado que o ETIM recruta uigures locais e envia-os para campos extremistas na Síria e no Iraque.

Fonte:  Sputnik News