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Rheinmetall e Denel estão progredindo rapidamente com o desenvolvimento de seu míssil Cheeta

E.M.Pinto informações- Denel Munition

Rheinmetall e Denel estão progredindo rapidamente com o desenvolvimento de seu míssil Cheetah, uma arma desenhada para fazer frente a ameaça das baterias de saturação de foguetes.

A Cheetah é desenvolvida em parceria pela Rheinmetall e Denel Munition (RDM), a Denel Dynamics (DD) e a Rheinmetall Air Defense e Radar Systems (ADRS). A Denel Dynamics é responsável pelo sistema de mísseis, incluindo o buscador, o sistema de orientação, etc. O sistema completo e integrado está sendo comercializado pela Rheinmetall Air Defense.

O míssil Cheetah foi projetado para ser integrado aos sistemas de defesa aérea baseados em armas Oerlikon Skynex, Skyranger, Skyshield ou Skyguard da Rheinmetall, mas teoricamente poderia ser instalado em outros sistemas de defesa aérea.

O conceito do Cheetah foi revelado pela primeira vez na edição de setembro de 2016 da exposição Africa Aerospace and Defense (AAD-2016). O desenvolvimento do sistema foi iniciado em 2014, com testes de ogivas estáticas em 2017 e dois teste subsequentes em 2018. Outros testes de ogivas semi-dinâmicas estão planejados para o final de 2019.

De acordo com a Rheinmetall, o Cheetah está agora no nível três de prontidão tecnológica e estará no nível quatro no final do ano.  O desenvolvimento final provavelmente exigirá um cliente de lançamento, que a Rheinmetall ainda não possui, pois ainda não foram divulgados os potenciais clientes.

O míssil Cheetah é um sistema completamente novo com seu próprio radar que terá uma ogiva de proximidade, embora use tecnologias desenvolvidas para outros mísseis Denel Dynamics. 

A orientação é feita através de um uplink de dados com o terminal homing via buscador de radar do míssil. A Rheinmetall tem como objetivo que o míssil possua a capacidade de engajar e destruir desde foguetes de artilharia e munições até bombas BLU-109 ‘bunker buster’ em um alcance de 6 km.

O sistema é bastante complexo e para a defesa de uma área, um lançador do sistema em formato de conteiner poderá lançar até sessenta mísseis e poderá ser integrada a plataformas móveis, como caminhões ou veículos blindados.

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O Ministério da Defesa Russo apresentou o míssil 9M729 do sistema Iskander-M aos adidos militares

Rustam- Moscou

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

O Ministério da Defesa da Rússia apresentou nesta quarta-feira, para os adidos militares estrangeiros, o mais novo míssil tático do arsenal russo, o 9M729, A nova arma aumenta a gama de sistemas táticos russos e integra o sistema de mísseis táticos operacionais Iskander-M.

A nova arma denominada Novator 9M729 recebeu a designação da OTAN de SSC-8. Acredita-se que o míssil de cruzeiro  tenha um alcance entre 500 e 5.500 km e, portanto, transgride segundo um alto oficial da OTAN, os termos do tratado,de armas assinados pela Rússia.

Em 2016 analistas norte americanos afirmaram ao congresso que a Federação Russa continuava violando suas obrigações sob o Tratado INF de não possuir, produzir ou testar em voo um míssil de cruzeiro lançado no solo nesta faixa de alcance. Porém como relatado por Vladimir Putin em seu badalado discurso a nação

“A Rússia foi levada a desenvolver armas para a sua defesa, uma vez que  a OTAN e seus aliados violaram vários acordos como o de não expansão da OTAN para as ex-membros da União soviética”.

A nova arma apresentada é muito mais capaz que seu predecessor segundo informa o projetista, numa configuração especial do lançador autopropulsado que acomoda quatro mísseis 9M729, o Iskander-M  aumenta a capacidade duplicando o número de armas por veículo lançador.


O míssil de cruzeiro 9M729 é uma configuração mais recente do míssil 9M728, que faz parte do sistema Iskander-M. Foi desenvolvido pelo bureau de design Novator em Yekaterinburg. O míssil 9M729 possui uma ogiva de maior rendimento e um novo sistema de controle para maior precisão. A maioria das peças e componentes dos mísseis 9M728 e 9M729 é idêntica.

Na apresentação ao público o MD russo afirmou que a arma possui alcance de apenas 500km o que não é compartilhado pelos críticos do sistema e seus adversários.

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Novo míssil de cruzeiro Kalibr-M com autonomia de mais de 4.500 km em desenvolvimento na Rússia

De acordo com a fonte, grandes navios de superfície serão equipados com a nova versão denominada Kalibr-M começando com fragatas, bem como submarinos nucleares.

Informações TASS
Tradução e adaptação-E.M.pinto
© Ministério da Defesa da Federação Russa / TASS

MOSCOU, 8 de janeiro / TASS /.

  Uma nova versão do míssil Kalibr, denominada Kalibr-M, com alcance estendido para mais de 4.500 km, está atualmente em desenvolvimento atendendo a um pedido da Marinha Russa. Foi o que relatou uma fonte do complexo industrial-militar à TASS nesta terça-feira.

“O mais novo míssil de cruzeiro Kalibr-M de alta precisão baseado em navios, possui alcance máximo de disparo de mais de 4.500 km. Está sendo desenvolvido para a Marinha Russa. A criação do foguete propulsor está em fase de pesquisa e é financiada pelo Ministério da Defesa. Defesa “, disse a fonte à TASS.

A fonte esclareceu que o desenvolvimento do míssil foi incluído no programa de armamentos até 2027. A fonte acrescentou que o novo míssil será diferente dos mísseis Kalibr existentes em serviço, tanto em termos de maior alcance e dimensões.

“Será muito maior, o peso de sua ogiva se aproximará a 1 tonelada”, observou ele.

Segundo a fonte, grandes navios de superfície serão equipados com este míssil, começando com fragatas, bem como submarinos nucleares.

“O Kalibr-M foi projetado para destruir instalações terrestres e será capaz de transportar ogivas nucleares e convencionais”, disse ele.

A TASS não possui confirmação oficial das informações fornecidas pela fonte.

Atualmente, o sistema de mísseis Kalibr está em serviço com a Marinha russa. De acordo com dados de fontes abertas, o alcance máximo de disparo de um míssil de cruzeiro 3M-14, voando a uma velocidade subsônica, atinge cerca de 2.000 km.

Fonte: Tass

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Drone submarino Poseidon terá velocidade superior a 200 km/h.

Tradução e Adaptação: AR Plano Brasil

Informações-MOSCOU, 04 de janeiro. / TASS /. 

O veículo subaquático russo não tripulado “Poseidon”, cuja criação foi anunciada em março pelo presidente russo Vladimir Putin, terá velocidade de deslocamento superior a 200 km / h. 

Isto foi relatado pelo canal de notícias TASS, na sexta-feira, por uma fonte anônima do complexo militar-industrial.

Imagem conceitual do drone russo capaz de portar até duas ogivas nucleares.

“O drone, que é lançado por um submarino, percorrerá o trajeto até o alvo a uma profundidade de mais de 1 km, a uma velocidade de 200 km/ h ou mais (cerca de 110 nós)”, disse a fonte para a agência TASS. Ele esclareceu que, como no caso do torpedo Squall (VA-111 “Shkval”) o drone Poseidon se moverá nesta velocidade usando o processo de supercavitação”. 

Como acrescentou a fonte, “no caminho para o “gol”, o drone é capaz de manobrar continuamente ao longo do percurso que, tendo em conta a velocidade e profundidade de mais e 1 km que o drone alcança, impossibilita a interceptação do drone pelos atuais meios de defesa dos potenciais adversários”.

   O canal de notícias TASS não tem confirmação oficial fornecida pela fonte sobre esta informação.

 

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Nova versão do Pantsir receberá uma nova geração de mísseis

Tradução e adaptação- E.M.Pinto
Segundo a agência de notícias russas INTERFAX, o sistema de mísseis e armas antiaéreas Pantsir SM receberá uma nova antena de radar, bem mais poente potente e também,  uma nova geração de mísseis. Embora tais melhorias já constassem nos planos de atualização do sistema, alguns aprendizados colhidos no recente confronte Sírio lançaram luzes sobre as novidades para estas armas.
As informações concedidas  à Interfax por uma fonte do escritório de projetos da arma atestou que a nova antena permitirá uma detecção mais rápida do alvo, bem como resposta mais rápida e melhor trabalho do veículo em movimento à toda velocidade.

“Os trabalhos de modernização estão em andamento, tudo isso será implementado na nova versão do” SMC. “Primeiro de tudo, estamos falando de uma antena super-poderosa para isso… Além disso, o trabalho de criação de uma nova geração de mísseis para o novo” Pantsir “também está sendo concluído”.disse a fonte.

Em 15 de maio, o presidente russo Vladimir Putin definiu em uma reunião com os militares o procedimento de continuar a modernização do ZRPK PANTSIR e acelerar a produção em massa do novo sistema de defesa aérea S-500, o qual alegadamente será  capaz de engajar  alvos em elevadas altitudes próximo espaço.

“Uma das tarefas importantes – melhorar os meios de combate contra as armas de alta precisão. Os construores devem desenvolver activamente e expandir o avanço tecnológico no domínio da defesa para continuar a modernização do sistema ..” Pantsir “e concluir o desenvolvimento e pré-produção dos S-500 o mais novo sistema, capaz de operar a altitudes elevadas, incluindo o espaço próximo “, – disse Vladimir Putin em uma reunião sobre construção militar.
Mais cedo, uma fonte do complexo industrial de defesa informou à Interfax que o alcance do sistema de mísseis e armas antiaéreas Pantsir SM poderia aumentar para 60 km graças ao uso de mísseis hipersônicos. Ao informar que o sistema antiaéreo de mísseis e armas “Pantsir” usará armas hipersônicas e novos mísseis, que serão instalados no ZRPK, a fonte atestou que o seu  alcance de operação será aumentado em três vezes
“No momento, o trabalho está em andamento para criar para avaliar o míssil hipersônico que está previsto para aumentar o alcance do conjunto de 50-60 km.”, – disse a fonte.
Atualmente o alcance do sistema é de cerca de 20 km. 
Fontes do Ministério da Defesa da Federação Russa, afirmaram que está previsto para 2018 a incorporação das primeiras unidades da versão atualizada do sistema “Pantsir-SM”, que começará a equipar as unidades de defesa aérea. 
Na imagem o ZRPK Pantzir-SM sobre o novo chassi do KAMAZ 53958″ Tornado “8×8, durante aparição em Ashuluk.

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As implicações do S-300 na Síria

ARC- Plano Brasil

 

Prefácio

O último ataque contra posições do governo da Síria ocorrido no dia 13 de Abril ainda está repercutindo por todo o mundo. O ataque, que para a maioria dos especialistas, não passou de uma “demonstração de força” dos países ocidentais, provocou poucos danos as estruturas do Exército Sírio, mesmo assim, o Governo Sírio percebeu a necessidade de obter sistemas mais modernos, capazes de fazer frente aos mísseis e aeronaves que tem atuado impunemente e alvejado seu território.

Poucos dias após o ataque, alguns sites especializados de dentro e fora da Rússia levantaram a questão do fornecimento dos sistemas ao Governo Sírio, sistemas estes que poderiam sair dos estoques da Rússia ( A Rússia vem substituindo o S-300 pelo S-400) e que poderiam fortalecer as defesas Sírias.

Sistema S-300 – Rússia

É importante trazer a memória que a Rússia já havia levantado a questão do fornecimento destes sistemas  ao governo sírio, mas não julgou ser necessário até o último episódio.

Repercussão na Rússia

Alguns deputados russos apoiaram a ideia levantada pela mídia e por alguns especialistas do seguimento militar e inclusive, teve o apoio de Aleksander Sherin, vice-presidente do Comitê de Defesa da Duma, câmara baixa do parlamento russo. Segundo Aleksander, uma vez que sejam repassados esses sistemas ao Exército Sírio,  seria possível criar um sistema escalonado na Síria, capaz de atuar contra qualquer ameaça aos interesses do governo local e do governo russo.

Vale lembrar, que todas as decisões relacionadas a Síria, são muito complexas de serem tomadas pelo governo russo. Manter o apoio do publico interno tem sido a estratégia do Kremlim para alavancar os projetos de dentro e de fora do país. Alinhar essa estratégia com a manutenção da posição da Rússia como potencia global no cenário internacional, não é uma tarefa fácil, por isso, cada decisão é pensada, repensada, e pensada novamente antes de ser implementada, pois um erro pode por a perder todas as vitórias conquistadas até então pelo governo de Vladmir Putin.

Vladimir Putin – Presidente da Rússia

Apesar de toda a repercussão, o governo russo se calou durante algum tempo, não dando qualquer nota e somente depois de alguns dias, deram uma declaração sucinta e até vaga, no que cerne ao fornecimento dos sistemas ao governo da Síria ao declarar que não foi decidido nenhum repasse até então, porém, não negaram a possibilidade  da venda – ou doação – dos sistemas estocados para os sírios, deixando no ar a possibilidade do fornecimento.

Inquietação Israelita 

Tal possibilidade de fornecimento dos sistemas S-300 gerou inquietação dentro do governo de Israel, que já não andava muito satisfeito com a capacidade dos sírios em negar o espaço aéreo aos caças israelenses, que vale ressaltar, teve em seu último episódio, a perda de um F-16I alvejado por uma bateria do sistema S-200.

O Ministro da Defesa Israelense Avigdor Lieberman, ressaltou que se forem fornecidos estes sistemas ao governo sírio, as forças israelenses se verão obrigadas a destruí-los, haja visto que os mesmos tem a capacidade de dificultar ainda mais a capacidade operacional da força aérea de Israel no país árabe.

Benjamin Netanyahu e Vladmir Putin.

O temor por parte do governo de Israel no repasse desses sistemas, se deve as capacidades únicas deste SAM, pois algumas unidades deste sistema seriam suficientes para criar um “guarda chuva” de proteção sobre o governo sírio, e também sobre os combatentes do exército iraniano que tem atuado dentro do território do país aliado, e que de acordo com Tel Aviv, estariam repassando armamento para o Hezbollah (organização com atuação política e paramilitar fundamentalista islâmica xiita sediada no Líbano) e que poderiam ser usados contra Israel no futuro.

Resumo

Diante desse imbróglio, fica difícil prever se a Rússia fornecerá ou não os sistemas para os sírios, pois tal posição colocaria russos e israelenses em dois lados antagônicos, sendo as duas nações parceiras de longa data, mas ao mesmo tempo, permitir que o governo Sírio seja golpeado sequencialmente sem a atuação de Moscou pode enfraquecer os interesses do Kremlim no país árabe e tal possibilidade não está na agenda de Putin. Resta-nos esperar as cenas dos próximos capítulos…

 

 

 

 

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RVV-SD A nova arma para o SU-57 e demais caças da VKS

E.M.Pinto

Informações- Rustam- Moscou.

A OJSC fabricante dos mísseis Vympel apresentou alguns dados do perfil do novo míssil RVV-SD

Segundo a OJSC, o novo míssil “ar-ar” de médio alcance (BVR) foi concebido para destruir alvos aéreos tais como: caças, aviões de ataque, bombardeiros, UAV, helicópteros e mísseis de cruzeiro a qualquer tempo e sobre quaisquer condições climáticas. A nova arma possui perfil de operação aumentados em relação aos antecessores, podendo engajar alvos em qualquer ângulo.

Com sistema de disparo multi-canal a arma é do tipo dispare e esqueça e é muito mais resistente as interferências eletrônicas.

O RVV-SD foi desenvolvido para equipar as novas aeronaves Su-57 e Su 35, bem como os caças MIG-35 dentre outros do aparato militar russo como os caças SU-30SM e Su-34. A arma já estreou no conflito Sírio quando foi avista operando a partir do caça Su-35.

 

O sistema de orientação da arma é do tipo inercial com a correção de rádio e o posicionamento ativo do radar. O motor é de estágio único com combustível sólido e cabeça de guerra possui um sensor de alvo a laser que aciona a ogiva sem necessidade de contato com o alvo.

A cabeça de guerra em tandem possui sistemas de detonação em multicamadas aumentando a letalidade da arma, bem como a precisão no abate do alvo.

O míssil pode ser embarcado na aeronave a partir da unidade de ejeção de mísseis AKU-170E. Porém é possível adaptar-se a qualquer outro sistema de origem estrangeira estrangeira usando tecnologia desenvolvida pela empresa ARMACO, projetista do AKU- 170E.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Motor de propelente sólido

01 estágio

Alcance Mínimo / km

0,3

Alcance Máximo operacional / km

110

Altitude de engajamento mínima /km

0,02

Altitude de engajamento máxima /km

25

Massa / kg

190

Comprimento / m

3,71

Diâmetro / m

0,2

Envergadura / m

0,42

Dimensão dos lemes /m

0,68

 

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Mísseis Sistemas de Armas Tecnologia Traduções-Plano Brasil

Coreia do Sul confirma Meteor e Iris-T no  KF-X

 

 
Tradução e adaptação: E.M.Pinto

À medida que as negociações com os EUA estão enfrentando atrasos, a Coréia do Sul está agora voltando para a Europa para seus principais programas de compensação de compras de armas. Entre eles, um está se concentrando na integração dos mísseis ar-ar Diehl Defence, IRIS-T e do  MBDA Meteor  para o seu caça de de nova geração  KF-X.

Em 5 de Março passado a DAPA (departamento de defesa da Coréia do Sul) revelou uma lista de 18 projetos de compras elegíveis para contratos de compensação de 2018.

“Um dos principais objetivos para esses programas de compensação é ajudar as empresas de defesa locais a adquirir tecnologia de armas estrangeiras ou participar de projetos de compras de armas”, disse o porta-voz da DAPA, Kang Hwan-Seok em uma entrevista ao Defense News.

“Se nossas pequenas e médias empresas de defesa, em particular, tiverem a oportunidade de se juntarem aos principais programas de compras de armas como fornecedores, a competitividade da tecnologia de defesa doméstica podeá avançar”, acrescentou.

Esta lista de ofertas de compensação, em particular, coloca a prioridade na transferência de tecnologias dos mísseis Meteor e IRIS-T para o avião de combate KF-X, que está sendo desenvolvido localmente e cujo lançamento é esperado para 2026. Em Outubro de 2017, a DAPA firmou um contrato com MBDA para integrar o Meteor no futuro caça Coreano.

A DAPA inicialmente planejava equipar a aeronave com um míssil fabricado nos EUA, como os mísseis A-120 e AIM-9X. O Problema é que o governo dos EUA ainda tem que aprovar a integração de mísseis no KF-X.

“Agora, planejamos armar o KF-X com mísseis europeus devido aos problemas de licenças de exportação dos EUA”, disse um funcionário da DAPA, sob a condição de anonimato explicado para a Defense News.

O Meteor da MBDA é um misil BVRAAM integrado nos aviões de combate Eurofighter Typhoon, Rafale e F-35 Lightning II.

A Coréia do Sul lançou o projeto KF-X em 2015 com o objetivo de produzir mais de 120 caças de ponta para substituir sua frota de aeronaves defasadas compostas por caças F-4 e F-5. Ele planeja despejar um total de US $ 16 bilhões no projeto até 2026, com a produção de seis protótipos programados para começar em julho do próximo ano.

 

Fonte: Air Recognition

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MBDA Aster 30 agora integrado com o guarda-chuva de defesa aérea de Cingapura

Tradução e adaptação: GHOST

Cingapura recentemente integrou o sistema MBDA Aster 30 com o guarda-chuva da defesa aérea do país. A declaração foi feita pelo ministro da Defesa, Ng Eng Hen, que confirmou em um discurso em uma comissão de defesa no parlamento em 2 de março de 2018.

“Nossos céus estarão melhor protegidos com sistemas de armas avançados e nós também adicionamos recentemente o sistema de mísseis superfície-ar Aster 30”.  Hen não revelou detalhes, como números de sistemas e mísseis.

O ministro da Defesa de Cingapura anunciou em 2013 que a República da Força Aérea de Singapura (RSAF) adquiriria o Sistema de Defesa Aérea Aster 30 para estabelecer uma defesa multi-camadas contra ameaças aéreas.

O Aster 30 substituirá o I-Hawk, que possui um alcance de 40 km. Todas estas armas são operadas por uma única unidade, o 163 Squadron.

“O Aster nos permitirá engajar múltiplas ameaças simultaneamente e de uma distância mais longa”, disse o ministro da Defesa em 2013, acrescentando que isso complementaria o sistema Spyder de Indústria Aeroespacial (IAI) de menor alcance.

O míssil Aster 30 possui um motor de propulsão  sólida de primeira etapa em tandem que é descartado após o lançamento  antes da fase de meio curso. O míssil usa orientação inercial de meio curso, com dados de atualização de correção de orientação sendo transmitidos do centro de controle de fogo baseado no solo através do  data-link ao radar multifuncional Arabel. A velocidade máxima do míssil Aster 30 é de 1,4 km / s. O Aster 30 tem a capacidade de interceptar alvos em altitudes de 50 m a 20 km.

 

 

Fonte: Army Recognition

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A resposta da Rússia: Duro discurso de Vladmir Putin expõe a nova posição russa e suas novas armas

Tradução e adaptação: ARC

Em uma mensagem à Assembleia Federal Russa, o presidente  Vladmir Putin surpreendeu a plateia e aos jornalistas do mundo com o seu discurso inusitado. Todos os presentes aguardavam um discurso sobre as propostas para o seu mandato na tradicional conferência que antecede as eleições russas.

Entretanto, Putin chocou o público  ao anunciar os mais novos avanços em armas do arsenal russo. Vladimir Putin, apresentou o novo sistemas de mísseis intercontinentais estratégicos “Sarmat”, um míssil de alcance global capaz de atingir a qualquer posição do planeta e que segundo Putin é invulnerável a qualquer sistema de defesa atual ou em desenvolvimento.

Além do Sarmat Putin falou de uma nova e temida arma, um drone submarino movido a energia nuclear o qual possui alcance igualmente irrestrito capaz de implantar armas nucleares e atacar frotas de navios invasores. O Público tomou conhecimento também de uma nova arma hipersônica denominada “Dagger” e um sistema de laser de combate dentre outros. falando para o Público num duo discurso, Putin alertou aqueles que que querem criar problemas para a Rússia de que estes terão uma resposta imediata…

 

 

 

“Por quê?”

Talvez, essa seja a pergunta fundamental para tantos leitores e espectadores que assistiram a  conferência,  por que a Rússia investe tanto em armamentos com o intuito  de subjugar os sistemas de defesa norte americanos? Para respondê-la é necessário analisar os acontecimentos dos últimos anos, nesta artigo que condensa alguams informações divulgadas pela rede russa RT, são apresentados alguns detalhes sobre a ótica do canal de televisão e mídia digital russa.

Guerra fria – Parte II

Durante anos, a comunidade global assistiu inerte aos avanços da estratégia norte americana de criar um sistema de contenção para os mísseis nucleares da Rússia. Justificativas maltrapilhas fizeram parte dos discursos, que buscavam dar legitimidade ao projeto de Washington. Foram realizados diversas reuniões com o propósito de alavancar o projeto, como também foram “costuradas” alianças com diversos países pelo mundo especialmente na região circundante da Rússia.

Diversas autoridades estadunidenses estiveram à frente deste projeto o qual usou de muitas desculpa para tirar o foco do motivo real da implantação de seus sistemas de defesa. O Irã foi usado também como justificativa, que segundo os EUA, possuíam um  “avançado” arsenal balístico crescente, que seria capaz de alvejar a Europa em poucos anos…o que é bastante contestado e mesmo refutado nos dias de hoje, o que dizer de 10 anos atrás quando o assunto estave em pauta.

Diante dessas e de outras justificativas, foram vistos nos últimos anos, diversos sistemas de defesa anti aérea dos EUA (DAM) avançando para perto das fronteiras da Rússia, tanto no flanco leste como no oeste, e tais medidas foram diversas vezes questionadas por Moscou, que via e vê o acordo de equilíbrio de forças sendo minado pelo ocidente, sob alegações infundadas.

Vale ressaltar que o Kremlim tentou diversas vezes buscar uma aproximação para solucionar o caso iraniano, oferecendo inclusive, um sistema de defesa conjunto, com a finalidade de trazer segurança para ambas as partes, e liquidar as desconfianças referentes ao propósito de tais sistemas, mas mais uma vez, os EUA não aceitaram um diálogo sobre o tema, sobre a afirmativa de que os sistemas nada tinham a ver com a Rússia.

Passado alguns anos, os EUA deram passos mais incisivos rumo ao objetivo de conter a Rússia e dessa vez a justificativa não era mais o Irã ou Coréia do Norte – que inclusive tornou-se o bode expiatório para a implantação dos sistemas THAAD na Coréia do Sul – mas a própria Rússia, que segundo o ocidente, havia “agredido” a soberania ucraniana, tomando parte de seu território, conhecido como Crimeia comprovou através de plebicito realizado na península, a intenção de seus populares (maioria russa) de pertencer a federação dos estados russos e não ao que sobrou da Ucrânia cujo produto interno bruto desmorona sem apoio russo, seu mairo parceiro comercial de outrora. A esmagadora parcela da população votou a favor da anexação, na da menos de  97%  dos eleitores.

O primeiro ministro romeno Dacian Ciolos e oficiais dos EUA participam de inauguração do sistema antimíssil americano de Deveselu na Romênia.

Diante desse novo discurso, os EUA avançou, e implantou na Romênia um sistema AEGIS Ashore Missile Defense System (AAMDS), sistema este, capaz de conter grande parte do arsenal balístico russo, jogando por terra toda a capacidade de reação da Rússia à um eventual ataque. Depois da Romênia, a Polônia que também teve início a implantação do  mesmo sistema e por último, o Japão, que também aderiu a implantação do equipamento norte americano.

Moscou Never Sleeps

Observando tais acontecimentos e juntando essas e outras peças do quebra cabeças, era esperada uma resposta da parte russa em relação aos último avanços de seu adversário ocidental.

A resposta foi progressiva, começou com um elaborado programa de modernização da tríade nuclear russa, que ficou defasada por conta do colapso da extinta URSS, gerando um gap tecnológico entre os equipamentos usados na Rússia em relação aos seus potenciais adversários.

O submarino nuclear multipropósito “Severodvinsk” apoiado sobre a sua plataforma durante o lançamento no estaleiro Sevmash em 15 junho de 2010 na cidade russa de Severodvinsk em Arkhanguelsk.

Nestes programas foram projetados e construídos novos submarinos, como também foram  modernizados bombardeiros, mísseis balísticos, desenvolvidos novos sistemas de contra medidas, etc. Foram muitos os avanços no decorrer desses últimos anos e ainda hoje, os programas de modernização da tríade nuclear continuam ativos, sendo uma clara resposta ao flanqueamento realizado pelos EUA…mas não acabou por aí…

A revelação de Putin

Diante de uma platéia que esperava ouvir suas metas como candidato a presidência, Vladimir Putin surpreendeu a todos, dentro e fora do país, com um discurso agressivo, no qual anunciou que a Rússia havia desenvolvido com sucesso diversos sistemas de armas, que ultrapassam as capacidades de defesa criadas pelos americanos.

O presidente russo acusou os EUA de arrogância, dizendo que pensavam que a Rússia não seria capaz de se recuperar logo após o colapso da União Soviética e que seus interesses simplesmente poderiam ser ignorados. Um movimento particular – a retirada de George W Bush do Tratado de Misil Antibalístico (ABM) em 2002 – resultou no início da contenção aprimorada da Rússia, que passou a estar cada vez mais cercada por sistemas americanos, o que prejudicava a dissuasão nuclear do país.

Vladimir Putin – Presidente da Rússia

Sem uma dissuasão nuclear, a Rússia seria exposta à pressão militar dos EUA e não poderia prosseguir com uma política soberana, disse Putin. O presidente advertiu já em 2004 que a Rússia não ficaria ociosa e que responderia a essa ameaça ao desenvolver novos sistemas de armas.

“No final, se não houvesse nada, nenhuma ameaça de fato, isso tornaria o potencial nuclear russo inútil…    Eles poderiam simplesmente interceptar tudo”.disse Putin

O mundo assistiu surpreso, ao posicionamento mais incisivo por parte da Rússia com relação aos seus interesses soberanos, deixando claro que Moscou não somente rejeitará sistemas que busquem conter a capacidade militar russa como também destruirá tais sistemas se assim for necessário.

A ponta da lança eslava

A Rússia já fez isso, de acordo com Putin, que passou a apresentar uma série de novos sistemas, alguns dos quais ainda não têm nomes mas que segundo o discurso são todos destinados a contrariar sistemas ABM atuais e futuros. Seu discurso foi acompanhado por uma série de videoclipes mostrando esses novos sistemas, parcialmente, como filmagens de testes de alguns elementos e com imagens mostrando suas capacidades.

Um desses sistemas é o novo Míssil Balístico Intercontinental (ICBM) chamado Sarmat (RS-28), O qual já é bem conhecido, porém, Putin ressaltou que o seu maior alcance permite que o míssil atinja o território dos EUA da Rússia através de uma rota do Pólo Sul. Os EUA têm dezenas de mísseis interceptores implantados no Alasca sob a presunção de que os ICBM da Rússia se aproximariam dessa direção, o que não seria o caso do Sarmat o qual pode operar por uma rota alternativa circundado regiões desprotegidas impunimente.

https://www.youtube.com/watch?v=fcpSzX9a7HY

 

 

“Nós dissemos aos nossos parceiros várias vezes que teríamos tomado medidas em resposta à colocação de sistema antimísses norte-americanos. Apesar de todos os problemas que enfrentamos, a Rússia era e continua sendo uma potência nuclear, mas ninguém nos ouviu, então nos ouça agora”, ressaltou Putin.

Putin passou então a apresentação de sistemas de armas que não eram conhecidos pelo público. Um deles é um míssil de cruzeiro que ainda não possui nome, com um alcance muito superior aos atuais mísseis operados no mundo. Segundo ele, isto é conseguido graças ao reator nuclear miniaturizado que impulsiona o míssil. Tal míssil pode voar baixo o suficiente para evitar a detecção antecipada e pode mudar a rota para evitar sistemas antimíssil inimigos ao longo de seu caminho, além de manobrar para transpor os sistemas antiaéreos que protegem seu alvo.

A idéia de um sistema destes movidos à energia nuclear não é nova. Os EUA tentaram desenvolver um como parte do Projeto Plutão no início da década de 1960, mas abandonaram-no, uma vez que mísseis estratégicos com propelentes químicos provaram ser uma alternativa mais viável. A Rússia ao contrário, deu continuidade e avançou nesta tecnologia, tornando-se a primeira nação a alcançá-la.

Putin também disse que a miniaturização de um reator nuclear deu à Rússia outro sistema avançado de armas sob a forma de um drone submarino de longo alcance. O drone pode mergulhar a profundidades inalcançáveis até então e, viajar entre continentes a uma velocidade várias vezes superior a de um submarino ou mesmo um navio de superfície, disse ele.

De acordo com o presidente, tais drones podem atacar grupos navais e porta aviões inimigos, defesas ou infra-estrutura costeira e não podem ser combatidos por nenhum sistema de defesa do mundo que operam atualmente. Ambas as versões, convencionais e nuclear podem ser feitas, disse ele.

Em dezembro de 2017, a Rússia completou os ensaios de um reator nuclear que oferece aos drones tais recursos. O reator é “100 vezes menor” do que os usados ​​por submarinos de propulsão nuclear e são mais eficientes, além de poderem alcançar seu pico de potência 200 vezes mais rápido do que uma usina nuclear convencional.

O vídeo mostrado para este sistema de armas não incluiu nenhum teste real, mas presumivelmente a miniaturização reivindicada de um reator nuclear, que foi usado para o mísseis de cruzeiro, também pode funcionar para uma embarcação.

Putin apresentou duas variantes de um sistema de armas hipersônicas já desenvolvido pela Rússia. Um é um veículo lançado pelo ar que atualmente realiza os testes de comabate no sul da Rússia.

O projétil viaja a uma velocidade de Mach-10 e tem um alcance de cerca de 2.000 km (1.240 milhas). A arma, chamada Kinzhal, “adaga” ou “punhal” (“Dagger”). A arma está disponível em formas convencionais e nucleares, disse Putin. Num vídeo mostrado ao público incluiu o momento em que a arma foi lançada  por um avião de combate em seus testes.

Outra arma que está sendo desenvolvida, mas que não teve foto ou vídeo divulgado, está sendo testada, se trata de uma ogiva implantada em um planador hipersônico. A Rússia primeiro a testou em 2004 e fez progressos significativos desde então, disse o presidente. O planador pode voar na atmosfera a velocidades de mais de Mach-20 e pode suportar um calor de até 2.000C° (3.632F°). O sistema, segundo Putin, está em produção em série e é chamado Avangard (“Avanço” em russo).

O último sistema de armas apresentado por Putin durante seu discurso foi um sistema de defesa antimíssil à laser, que segtundo ele já começou a ser introduzido no arsenal das forças russa em 2017. Um pequeno videoclipe mostrou o que presumivelmente é um sistema de laser antiaéreo, mas nenhuma filmagem de teste foi mostrada.

 

O Desfecho 

Putin enfatizou que a Rússia não precisaria de todas essas novas armas se suas preocupações legítimas não fossem ignoradas pelos EUA e seus aliados.

 “Ninguém queria falar conosco sobre o coração dos problemas. Ninguém nos ouviu. Agora vocês escutarão”.

Ele sugeriu que os EUA abandonassem seus planos hostis e onerosos contra a Rússia e começassem a negociar um acordo de segurança que levaria em conta os interesses de Moscou.

 

Os presidentes Vladimir Putin e Trump

Na sua fala mais dura, Putin encerrou o discurso, evocando as razões que responde a pergunta fundamental, o porque de tudo isso? relembrando que a Rússia não esteve dormindo, que sabe se defender e atacará quando se sentir ameaçada.

“Para aqueles que nos últimos 15 anos tentaram começar uma corrida armamentista e que conseguiram uma vantagem unilateral contra a Rússia, especialmente pela imposição de sanções ilegais do ponto de vista do direito internacional e que visam apenas conter o desenvolvimento do nosso país, seja no teatro civil seja na área militar, eu tenho uma coisa a dizer: Tudo aquilo que vocês tentaram suprimir e evitar através das suas políticas, já aconteceram, seu esforço foi em vão. Vocês não conseguiram, a Rússia está de volta “, disse Putin.

O chefe de Estado da Rússia ainda garantiu que em caso de ataques ao seu país, a resposta será imediata.

“Qualquer uso de armas nucleares contra a Rússia, ou seus aliados, de pequeno, médio ou qualquer outro poder, será percebido como um ataque nuclear. A resposta será imediata e com todas as consequências óbvias”.

No entanto, ele enfatizou que seu país não quer o confronto.

“Não pretendemos atacar a ninguém, não devemos criar novas ameaças para o mundo, mas sim sentar na mesa de negociações, elaborar propostas para renovar o futuro sistema de segurança internacional”. …”A Rússia será sensível se conversarmos como parceiros, de igual para igual… 

Porém Putin desafiou a comunidade internacional a reconhecer que suas palavras não são vazias como os discursos que ele atacou.

“Agora vocês tem que reconhecer essa realidade, confirmar que tudo o que eu disse não é um blefe – o que não é – pensem por algum tempo, envie para a aposentadoria as pessoas presas no passado e incapazes de olhar para o futuro, [e] parem de balançar o barco em que todos nós estamos antes que ele afunde, este barco se  chama planeta Terra “ , disse ele. 

Putin declarou que a Rússia necessita resolver questões internas e crescer como nação, ele relembrou que a expectativa de vida da Rússia deve ultrapassar  8 anos a mais até o final da próxima década. A expectativa de vida cresceu ao longo dos sete anos e agora é de 73 anos, e que segundo ele não é suficiente e finalizando declarou:

Temos que resolver uma das principais questões para a próxima década: garantir um crescimento confiável a longo prazo nos rendimentos reais dos nossos cidadãos”, 

Fonte: Informações RT

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Israel Aerospace Industries lança cápsula rebocável de autodefesa

A Israel Aerospace Industries (IAI) lançou um novo sistema de guerra eletrônica que proporciona uma camada adicional de autodefesa às aeronaves. Esse sistema único e econômico, desenvolvido pelo ELTA Group, subsidiário de inteligência da IAI, é rebocado pela aeronave, protegendo-a à medida que atua como elemento de para os distração mísseis guiados por radar. A nova “isca” rebocada foi nomeada como ELL-8270.

O ELL-8270 se diferencia de outras soluções por ser totalmente autônomo, o que significa que não precisa de energia ou sinal da aeronave e é rebocado por ela com um simples cabo. Apesar de sua grande eficácia, a “isca” tem custo menor do que outras soluções que tentam obter o mesmo resultado. Durante voos em áreas ameaçadas por mísseis inimigos, a isca é posicionada a uma distância segura da aeronave e emite sinais para atrair o míssil para longe da aeronave. O sistema é capaz de lidar com várias ameaças simultâneas, pode ser utilizado por aeronaves de qualquer tipo, é extremamente leve e pode ser recolhido à aeronave ou descartado se preciso.

Esta é uma solução eficaz de autodefesa contra todos os mísseis guiados por radar, incluindo os mais modernos. Assim, ela funciona como uma última camada de proteção depois que todas as outras defesas falharam e um míssil foi lançado contra a aeronave. A IAI tem orgulho de oferecer mais uma solução avançada do ELTA em seu leque de opções para os clientes no segmento de autodefesa contra múltiplas ameaças e soluções para guerra.

O ELL-8270 se junta às cápsulas de autodefesa ELL-8212 e ELL-8222, aos sistemas de alerta antecipado e posicionamento ELL-8265, aos uniformes de autoproteção integrados ELL-8260, entre outros.

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Ucrânia realiza primeiros testes do novo míssil de cruzeiro

O secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia (CSDN), Aleksandr Turchinov, afirmou nesta terça-feira (30) que o país realizou os primeiros testes do míssil de cruzeiro de baseamento terrestre.

“O alcance de nossos mísseis de cruzeiro e suas ogivas não contradizem os acordos internacionais assinados pela Ucrânia sobre tal tipo de armas”, afirmou Turchinov, citado pela assessoria de imprensa do CSDN.

De acordo com ele, o míssil é “capaz de alcançar alvos terrestres e navais com precisão”.

 O secretário do CSDN comentou que a nova arma foi desenvolvida pela construtora ucraniana Luch em colaboração com outras empresas estatais e privadas.

Turchinov comunicou também que o país definiu como objetivo “o desenvolvimento de sistemas de mísseis de cruzeiro de baseamento terrestre, bem como naval e aéreo”.

Posteriormente, o CSDN publicou em sua conta no YouTube o vídeo dos testes do míssil.

 

Fonte: Sputnik

Comentário:

  • Primeiro míssil de cruzeiro ucraniano é de fato, o míssil anti-navio soviético KR-35U “Uranus”.

Míssil anti-navio Х-35УЭ-002

Sistema de mísseis costeiros “Bal-E” com mísseis anti-navio X-35E

Edição: Plano Brasil