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Coalizão liderada pelos EUA matou mais de 1.600 civis na Síria, acusa Anistia Internacional

Civis caminham emfrente a prédios severamente destruídos em Raqqa, na Síria Foto: Aboud Hamam / Reuters 14-05-18

Civis caminham emfrente a prédios severamente destruídos em Raqqa, na Síria (Foto: Aboud Hamam / Reuters 14-05-18)

Campanha para tomar a cidade de Raqqa do Estado Islâmico em 2017 deixou dez vezes mais vítimas civis do que apontam dados oficiais, segundo estudo

 

BEIRUTE – A coalizão liderada pelos Estados Unidos matou mais de 1.600 civis em Raqqa ao longo de vários meses em 2017, durante sua campanha para expulsar o Estado Islâmico da cidade, acusa um relatório lançado nesta quinta-feira pela Anistia Internacional e pelo Airwars, ONG de monitoramento de guerras.

O número indicado é dez vezes superior aos dados oficiais sobre vítimas civis. O documento diz que ataques aéreos e de artilharia americanos, franceses e britânicos mataram e feriram milhares de inocentes entre junho e outubro de 2017 na antiga capital do Estado Islâmico . Muitos dos casos, diz o texto, “constituem violações à lei humanitária internacional e exigem investigação adicional”.

As organizações passaram 18 meses pesquisando as mortes de civis, incluindo dois meses fazendo pesquisa de campo em Raqqa, disseram. “Nossa descoberta conclusiva depois de tudo isso é que a ofensiva militar da coalizão liderada pelos EUA (EUA, Grã-Bretanha e França) provocou diretamente mais de 1.600 mortes de civis em Raqqa”.

O relatório pede que os membros da coalizão criem um fundo para compensar as vítimas e suas famílias

A coalizão respondeu que tomou “todas as medidas razoáveis para minimizar as baixas civis” e que ainda existem alegações abertas que estão sendo investigadas. “Qualquer perda involuntária de vida durante a derrota do Daesh é trágica”, disse Scott Rawlinson, um porta-voz da coalizão, em um comunicado enviado por email mais tarde na quinta-feira, usando um acrônimo em árabe para Estado Islâmico.

“No entanto, estas perdas devem ser comparadas com o risco de permitir que o Daesh continuasse as suas atividades terroristas, causando dor e sofrimento a qualquer pessoa que quisesse”, acrescentou.

O Estado Islâmico dominou Raqqa no início de 2014, época em que avançou rapidamente na Síria e no Iraque e constituiu um autoproclamado califado. Caracterizado pelas execuções sumárias de opositores, o grupo cometeu uma matança em massa e escravizou minorias, em um processo que a ONU descreveu como um genocídio.

O grupo, que controlava um terço da Síria e do Iraque em 2014, já foi expulso de todo o território que controlou, a partir de campanhas militares empreendidas por um conjunto de forças, incluindo os governos da Síria e do Iraque, dos Estados Unidos, de seus aliados europeus e de seus rivais Rússia e Irã. Apesar de não controlar mais o território, o grupo ainda ameaça lançar ataques terroristas em todo o mundo.

As Forças Democráticas Sírias lideradas pelos curdos (SDF) e apoiadas por Washington  capturaram Raqqa em outubro de 2017, após uma ofensiva de cinco meses apoiada por ataques aéreos liderados pelos EUA e por forças especiais.

A Anistia disse no ano passado que havia evidências de que ataques aéreos e de artilharia da coalizão eem Raqqa violavam a lei humanitária internacional e punham em perigo as vidas de civis, mas até agora não tinha dado uma estimativa do número de mortos durante a batalha.

Durante e depois da campanha, repórteres em Raqqa noticiaram que o bombardeio causou destruição maciça na cidade, devastando bairros inteiros.

Fonte: O Globo e Reuters

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Conflitos Estado Islãmico Forças Especiais Geopolítica Terrorismo Traduções-Plano Brasil

Exército da Jordânia ataca militantes do Estado Islâmico que fogem das forças sírias

Reportagem de Suleiman Al-Khalidi; Edição por Richard Balmforth

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

AMAN (Reuters) – O Exército da Jordânia disse na quinta-feira que abateu vários militantes do Estado Islâmico que se aproximaram de suas fronteiras quando fugiram da ofensiva síria que os expulsou de seu enclave no sudoeste do país devastado pela guerra.

As unidades do Exército usaram “todos os tipos de armas” para bombardear um grupo de militantes que se aproximaram do vale de Yarmouk em confrontos que duraram quase vinte e quatro dias de terça a quarta à tarde, disse uma fonte do Exército.

“Nós aplicamos regras de engajamento aos membros do Daesh (Estado Islâmico) que foram forçados a recuar para dentro da Síria e alguns de seus membros foram mortos”, disse uma fonte do Exército à agência estatal de notícias Petra.

Depois de semanas de intenso bombardeio apoiado pelos russos, o exército sírio ocupou o exuberante território agrícola onde flui o rio Yarmouk, que já foi controlado por um grupo afiliado ao Estado Islâmico, conhecido como o Exército Khaled Bin Walid.

A Jordânia, ao lado de outros partidários ocidentais e árabes, forneceu armas e apoio logístico a ex-rebeldes do Exército Sírio Livre (FSA) para derrotar os militantes até que os próprios rebeldes foram derrotados pelo exército sírio no mês passado e perderam terreno. Uma fonte do exército jordaniano disse que os militantes que fugiram da fronteira foram perseguidos pelo exército sírio que conduzia operações na área para expulsá-los de seus últimos esconderijos.

Os militantes tentaram se proteger entre centenas de civis acampados perto da fronteira com a Jordânia para escapar do bombardeio de suas aldeias durante a ofensiva contra os militantes, disse uma fonte da inteligência. Os combates pesados ​​desalojaram a maioria dos 40 mil habitantes e causaram muitas vítimas civis, disse a fonte.

Após a captura da área, dezenas de militantes estimam que entre mil e 1.500 combatentes controlavam a área que se acredita estar escondida em um terreno acidentado que separa as fronteiras dos dois países próximos à bacia de Yarmouk.

 

Fonte: Reuters

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Conflitos Estado Islãmico Israel Terrorismo Traduções-Plano Brasil

Rússia vai implantar polícia militar nas colinas de Golan

Nayera Abdullah in Cairo

Tradução e Adaptação- E.M.Pinto

MOSCOU (Reuters) – A Rússia colocará sua polícia militar na fronteira entre a Síria e Israel, disse o Ministério da Defesa nesta quinta-feira, após semanas de crescente volatilidade na área.

Chefe da Diretoria Operacional Principal do Estado Maior General das Forças Armadas Russas, tenente-general Sergei Rudskoi durante uma entrevista coletiva, com um mapa mostrando o território de Israel, Jordânia, Líbano e Síria visto ao fundo, em Moscou, Rússia. , 2018. Alexander Zemlianichenko / Pool via REUTERS
O presidente sírio, Bashar al-Assad, está varrendo os rebeldes no sudoeste da Síria e tem preocupado Israel, que acredita que poderia permitir que seus partidários iranianos entrincheirassem suas tropas perto da fronteira. Sublinhando as tensões, Israel matou sete militantes em um ataque aéreo noturno na parte das colinas de Golan, na Síria, informou a rádio israelense na quinta-feira.
Sergei Rudskoi, um alto funcionário do Ministério da Defesa da Rússia, disse que a polícia militar russa começou na quinta-feira a patrulhar as colinas de Golan e planejou a instalação de oito postos de observação na área. Ele disse que a presença russa foi em apoio às forças de paz das Nações Unidas nas colinas de Golan, que, segundo ele, suspenderam suas atividades na área em 2012 porque sua segurança estava ameaçada.

“Hoje, as forças de manutenção da paz da ONU, acompanhadas pela polícia militar russa, realizaram suas primeiras patrulhas em seis anos na zona de separação”, disse Rudskoi em uma entrevista coletiva para jornalistas em Moscou.

“Com o objetivo de prevenir possíveis provocações contra postos da ONU ao longo da linha ‘Bravo’, está prevista a implantação de oito postos de observação da polícia militar das forças armadas russas”, disse Rudskoi.

Ele disse que a presença russa é temporária e que os postos de observação seriam entregues às forças do governo sírio assim que a situação se estabilizasse. O destacamento da polícia militar russa destaca o grau em que o Kremlin tornou-se um ator influente nos conflitos do Oriente Médio desde sua intervenção militar na Síria, que virou a maré da guerra a favor de Assad.

Israel tem pressionado o Kremlin a usar sua influência com Assad e  Teerã para tentar reduzir a presença militar iraniana na Síria. Israel vê o Irã e os aliados do Irã no exército xiita do Hezbollah como uma ameaça direta à sua segurança nacional.

Essa mensagem foi transmitida pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ao presidente russo, Vladimir Putin, quando se reuniram em Moscou no mês passado, disse uma importante autoridade israelense.

Forças iranianas retiraram suas armas pesadas na Síria a uma distância de 85 km das colinas de Golan ocupadas por Israel, disse um representante russo na quarta-feira, mas Israel considerou a retirada inadequada.

 

Fonte: Reuters

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Conflitos Estado Islãmico Estados Unidos Geopolítica Israel Terrorismo

Israel admite vitória militar de Assad e manutenção do regime na Síria

Regime toma províncias meridionais, e sua aliada Rússia já se instala nas Colinas de Golã

Forças sírias erguem bandeiras em Quneitra após retomada de território nas Colinas de Golã das mãos de rebeldes – YOUSSEF KARWASHAN / AFP

JERUSALÉM E DAMASCO – Com as recentes vitórias do regime de Bashar al-Assad na Síria, que o colocam virtualmente como vitorioso na guerra civil que há mais de sete anos assola o país, o vizinho Israel já admite a manutenção do presidente sírio no poder e não pretende intervir no conflito.

— Na Síria, do nosso ponto de vista, a situação volta a ser a que prevalecia antes da guerra civil (2011). Ou seja, que está claro a quem se dirigir, há alguém que é responsável e há um poder central — afirmou Lieberman durante uma visita a instalações de defesa antiaérea no Norte de Israel.

Forças iranianas recuam artilharia das Colinas de Golã

Rússia apela na ONU por reconstrução da Síria e repatriação de refugiados

Para Lieberman, há vantagens na vitória de Assad.

— Não nos misturamos, nem intervimos nos assuntos internos da Síria, com a condição de que se respeitem três pontos importantes para nós — insistiu Lieberman, mencionando “respeito dos acordos de separação de 1974” que estabelecem uma zona desmilitarizada nas Colinas de Golã, em grande parte ocupados por Israel e agora liberados de rebeldes na porção síria. A ONU e a Síria consideram ilegal a ocupação israelense.

Fonte: BBC

FORÇAS ISRAELENSES E JORDANIANAS MATAM JIHADISTAS

Depois de semanas de bombardeio intenso da Rússia, o governo sírio retomou o controle das três províncias meridionais do país, Deraa, Quneitra e Sueida, e também da fronteira com a Jordânia, anunciou nesta quinta-feira o Exército da Rússia, que apoia as Forças Armadas da Síria. Os últimos combates foram com grupos jihadistas ligados ao Estado Islâmico.

A liberação das áreas, inclusive de planícies férteis ao longo do Rio Yarmouk, propiciou uma grande mudança no quadro anterior ao conflito iniciado em 2011, com a polícia militar russa começando a se mobilizar na parte de Golã sob controle sírio e planeja montar oito postos de observação na área, informou o Ministério da Defesa em Moscou.

Moradores de Idlib observam destruição após ataque aéreo: região deve ser alvo da ofensiva final do regime – OMAR HAJ KADOUR / AFP

— Estão criadas as condições para que as forças de manutenção da paz da ONU nas Colinas de Golã retomem suas atividades — declarou em Moscou o general Serguei Rudskoi, do Estado-Maior russo.

Nesta quinta-feira, Israel e Jordânia comunicaram ainda que suas forças mataram insurgentes do Estado Islâmico que se aproximaram de suas fronteiras depois de serem expulsos do Sudoeste da Síria pelo Exército. Israel afirmou ter matado ao menos sete jihadistas, utilizando ataques aéreos. Já militares da Jordânia disseram ter confrontado combatentes do mesmo grupo, o chamado Exército Khaled Bin Walid, durante 24 horas entre terça e quarta-feira, matando um número não especificado deles.

SETE ANOS DE HORROR NA GUERRA SÍRIA EM IMAGENS

Ainda no período inicial da guerra civil na Síria, em 2011, manifestantes em Banias pedem liberdade na Síria. Conflito, que nasceu na esteira das manifestações da Primavera Árabe, acabou se tornando cada vez mais violento com atritos entre governo e rebeldes de diferentes facçõesFoto: AFP

Os ataques do governo, com bombardeios, começaram a fazer cada vez mais vítimas em várias cidades pontos de atrito. Alguns dos primeiros grandes foram em 2012, no bairro de Baba Amr, reduto da rebelião em Homs (centro). A imagem mostra o velório de um homem morto nos ataquesFoto: AFP

Menino passa por cima de corpos de crianças mortas em ataque químico em Ghouta, na Síria, em 2013: ataque deixou centenas de mortos. Número é incerto até hojeFoto: Reprodução

Em 2014, o Estado Islâmico conquista a cidade de Raqqa. É o início do autoproclamado califado do grupo, que se expande de maneira veloz e cria um estado de terror em várias cidades sírias e iraquianasFoto: Reuters

Ônibus são usados como barricada em bairro rebelde de Aleppo, em 2015Foto: KARAM AL-MASRI / AFP

Fila de refugiados palestinos se forma no campo de Yarmouk, em Damasco, para receber ajuda humanitária em 2015Foto: UNRWA / AP

A morte do menino sírio Aylan Kurdi, afogado em setembro de 2015 quando a família tentava ir da Turquia para a Europa, chama a atenção do mundo para a questão dos refugiados: com cada vez mais pessoas deixando a Síria, a Europa passa a viver uma grave crise migratóriaFoto: Reuters

Outro menino, o pequeno Omran, chama a atenção para os horrores da guerra ao ser clicado após ser resgatado em estado de choque de um bombardeio em Aleppo, em 2016Foto: MAHMOUD RSLAN / AFP

Em setembro de 2016, sírios carregam bebês em meio a bombardeios contra Aleppo: ofensiva sangrenta do regime reconquistou maior bastião rebelde da guerra, ao custo de dezenas de milhares de civis mortosFoto: AMEER ALHALBI / AFP

Rouhani, Putin e Erdogan se reúnem em Sochi: acordo de 2017 muda os rumos da guerra síria e afasta os EUAFoto: MIKHAIL METZEL / AFP

Explosão na cidade histórica de Palmira, na Síria: Estado Islâmico destruiu parte do patrimônio mundial, mas acabou perdendo terreno com ofensivas de coalizão pró-EUA e da Rússia, junto a AssadFoto: –

Em outubro de 2017, com o Estado Islâmico em forte recuo, forças de maioria curda conseguem reconquistar Raqqa, antes capital dos terroristas. Na imagem, o local é ocupado também por milicianas mulheres — elas eram as mais cerceadas pela visão ultrarradical do grupoFoto: ERIK DE CASTRO / Reuters

Fumaça de bombardeios entre os prédios de Ghouta Oriental, no subúrbio da capital síria Damasco: mais de 500 mortos em apenas uma semana de fevereiroFoto: HAMZA AL-AJWEH / AFP

Homem ferido em bombardeio recebe atendimento em Ghouta Oriental. A ofensiva do regime ao enclave, no início de 2018, marca uma das empreitadas finais de Assad para garantir a vitória na guerra. Com o bastião prestes a ser retomado, resta ao governo reconquistar apenas a província de IdlibFoto: AMER ALMOHIBANY / AFP

Fonte : O Globo

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Estado Islãmico Traduções-Plano Brasil

Foi divulgado um dos canais de fornecimento de armas aos militantes sírios

Tradução e adaptação– E.M.Pinto

Militantes na Síria receberam armas europeias modernas da Arábia Saudita, escreve o britânico The Independent . O jornalista da publicação acompanhou toda a cadeia.

Libertada dos terroristas de Aleppo, Robert Fisk, entre outros jornalistas, visitou o porão, onde havia arsenais da Al-Qaeda. Em um dos abrigos antiaéreos, Fisk encontrou um livro de registros – um formulário de fábrica para um lote de morteiros M75 de 120 mm do padrão da OTAN produzido na Bósnia. O documento foi assinado pelo chefe da empresa Ifta Krnjik.

“Sim, esta é a minha assinatura e lembro-me deste lote de 500 morteiros – um número muito grande para a Europa, nós os enviamos para a Arábia Saudita. No início de 2016, seus representantes visitaram a fábrica, inspecionaram as amostras e assinamos um contrato “, disse Krnjik em sua casa em Nowe Travnik. 

Ele ressaltou que a entrega foi oficial: o destino era Yer-Riyadh e os documentos anexos indicavam que a arma só podia ser usada pelo país para o qual foi enviada.

found in bombed Nusrah militia basements in eastern Aleppo

A embaixada saudita em Londres rejeitou a possibilidade de transferir armas para uma organização terrorista. Enquanto isso, Robert Fisk encontrou nos armazéns em Aleppo outros contêineres dos mísseis guiados anticarro que foram vendidos nos Estados Unidos.

 

Fonte: The Independent 

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Conflitos EDITORIAL Estado Islãmico Estados Unidos Terrorismo

Pago com Imposto do povo Francês- Os terroristas de Qalamoun que entregaram suas armas ao exército sírio tinham novos postos de comunicação de Rádio Digital: o prg4 de Thales

E.M.Pinto

No vídeo da rede de notícias ANNA News qeu apresenta o desfecho da vitória do Exército Árabe da Síria na operação conduzida pelas forças Tigre, são apresentados diversos sistemas de armas apreendidos.

Nele o lendário Gal. Suhell Salman Al Hassan examina os armamentos confiscados aos terroristas derrotados em damasco e arredores-23 Abril 2018.

As forças  tigre comandadas pelo general Salman Al-Hassan, conseguiram derrotar por completo todos os grupos terroristas da frente al-Nusra na cidade e na província de Damasco. Porém ainda persistem alguns integrantes nos bairros do campo de refugiados palestiniano em Armuque ao Sul da cidade de Damasco, tomada uma parte pelo ISIS e outra por elementos de Al-Nusra, que atualmente discutem a capitulação.

Os terroristas derrotados deixaram uma grande quantidade de armas antes de serem transportados em ônibus para o norte da Síria, após a negociação para deposição das armas e liberação de civis.

O material confiscado é, de pelo menos 30 carros de combate em que se incluem blindados e sistemas anti-aéreos móveis, mísseis anti-Tanque de fabrico americano, lança-foguetes, máscaras anti-Gás, morteiros, centenas de minas e granadas.

No montante são encontradas inúmeras armas pesadas, milhares de fuzis de assalto de todo o tipo e mais de 100.000 munições. Porém o que mais chama atenção no vídeo é a alegação de que dezenas de mochilas tácticas de Telecomunicações de fabrico francês e até 2 mísseis balísticos com um alcance de até 90 km foram encontrados.

Os militares Sírios informam que os terroristas de Qalamoun que entregaram suas armas ao exército sírio tinham novíssimos postos de comunicação de Rádio Digital: o prg4 de Thales. O que se supõe, foram financiados com dinheiro vindo dos contribuintes franceses que de alguma forma são os co-responsáveis pelas mortes de milhares de civis e militares Sírios vítimas deste confronto.

A ANNA afirma que isto que foi apresentado ao público não é tudo, uma vez que na tomada da Gouta as tropas sírias encontraram grandes quantidades de armas químicas, com importantes elementos fabricados na Alemanha e no Reino Unido.

O Exercito Sírio alega que estas provas demonstram que este conflito não se trata de uma revolução como a imprensa internacional tenta vender, mas sim, de uma grande invasão apoiada pelos EUA,  financiada pela OTAN e pela Arábia Saudita, Catar e os Emirados Árabes Unidos.

Veja o Vídeo

https://www.youtube.com/watch?v=VzDq39BR6Os&vl=en

 

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Estado Islãmico Forças Especiais Geopolitica Inteligência Traduções-Plano Brasil

Famílias pedem ao Kremlin que admita que mercenários russos foram mortos na Síria

Até 200 russos supostamente trabalhando para um contratado militar oculto podem ter morrido em ataques aéreos dos EUA este mês

Marc Bennetts em Moscou

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Stanislav Matveyev é considerado um dos 200 russos que perderam a vida durante ataques aéreos Sírios no confronto mais letal com os EUA desde a guerra fria.

Igor Kosotorov não era um membro do exército russo. Mas parentes do dono da loja de vinhos de 45 anos acreditam que ele está entre as dezenas de cidadãos russos assassinados este mês em um ataque aéreo efetuado pela coalizão comandada pelos EUA perto de Deir al-Zour, um território rico em petróleo no leste da Síria.

Após as recusas iniciais, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia admitiu na quinta-feira que cinco cidadãos provavelmente teriam sido mortos no bombardeio enquanto lutavam ao lado das forças sírias pró-regime em 7 de fevereiro. Mas os relatórios sugerem que cerca de 200 cidadãos russos poderiam ter perdido a vida, o que, se confirmado, seria o confronto mais letal entre os cidadãos dos EUA e da Rússia desde o fim da guerra fria.

Embora os números permaneçam obscuros, uma imagem está emergindo de alguns dos que acreditaram ter morrido; alguns eram veteranos endurecidos pela guerra de Moscou no leste, inspirados a viajar para a Síria pelo patriotismo ou por um ressurgimento do senso do nacionalismo russo. Outros simplesmente esperavam um dia de pagamento lucrativo.

Todos eram, segundo fontes, empregados da Wagner Group, um contratado militar privado vinculado ao Kremlin. Os críticos dizem que Moscou usa mercenários da Wagner para manter baixas as perdas militares oficiais na Síria. O número oficial de mortos do exército russo na Síria no ano passado foi de dezesseis soldados, embora acreditem que dezenas de mercenários morreram.

Igor era um ex-atirador do exército. Ele foi para a Síria porque ele era um patriota. Ele acreditava que, se não pararmos o Estado islâmico na Síria, então eles virão até a Rússia… Ele me disse que, se ele não fosse, as autoridades simplesmente enviariam crianças pequenas, com quase nenhuma experiência militar”. Nadezhda Kosotorova, sua ex-esposa, disse ao The Guardian em uma entrevista por telefone de sua casa em Asbest, na região dos Urais .

Ela disse que tinha ficado perto de Kosotorov após o seu divórcio, mas ele não havia contado a ela quem organizou sua jornada para a Síria. A notícia de sua morte relatada chegou a ela através de canais informais.

“Estou coletando informações bit-a-bit de diferentes fontes tentando descobrir onde os corpos dos mortos podem estar… Este é um jogo político que não entendo”, disse ela. Quando perguntada por que as autoridades russas não se pronunciarem.

O ataque aéreo marcou a primeira vez que cidadãos russos morreram nas mãos dos EUA na Síria desde que o Kremlin entrou no conflito do lado do presidente Bashar a-Assad em 2015.

Mikhail Polynkov, um blogueiro nacionalista, escreveu em uma publicação on-line que visitou homens feridos no ataque em um hospital sem nome na Rússia: “Minhas fontes me disseram que 200 homens de uma única unidade morreram no ataqueQuinze funcionários de uma empresa de segurança russa morreram numa explosão na Síria”.

O Kremlin manteve-se em silêncio quando os primeiros relatos das mortes rodaram na semana passada nas mídias sociais.

Dmitry Peskov, porta-voz do presidente, disse que era possível que alguns cidadãos russos estivessem na Síria, mas que o Kremlin só possuía informações sobre militares russos. Falando na quinta-feira, Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, disse que os relatórios de um número de mortos superior a cinco foram “desinformação clássica”.

“Nas zonas de conflito há muitos cidadãos de todas as partes do mundo, incluindo da Rússia … é extremamente difícil monitorá-los e verificar o que estão fazendo”, disse Zakharova.

Além de Kosotorov, acredita-se que pelo menos nove homens tenham viajado para a Síria de Asbest e da região para lutar com a Wagner nos últimos meses, de acordo com relatórios.

“Eles apnas os jogaram na batalha como porcos”, disse Yelena Matveyeva, a viúva de Stanislav Matveyev, um mercenário de 38 anos, de Asbest, que também acredita ter morrido.

Onde quer que os enviassem, eles não tinham proteção”, disse Matveyeva. Ela disse que as autoridades russas devem reconhecer os cidadãos que morrem lutando na Síria e, quando possível, ajudam a repatriar os corpos. “Deveria haver alguma coisa em memória deles, para que suas esposas não se envergonhem dos seus maridos e  que seus filhos possam se orgulhar de seus pais”.

Asbest, é uma cidade cerca de 1.100 milhas a leste de Moscou, com uma população de 70.000 habitantes, a qual abriga a maior mina de amianto aberto a céu aberto do mundo. Os salários médios oficiais são de cerca de 25 mil rublos (£ 314 libras) por mês, e os residentes estão atorados por doenças.

Em contrapartida, os salários mensais dos funcionários da Wagner na Síria variam de 90.000 rublos (£ 1.132) para um combatente de base para 250.000 (£ 3.147) para um especialista militar, disse Ruslan Leviev, fundador da Conflict Intelligence Team, um grupo investigativo que pesquisa as vítimas russas na Síria.

Os críticos disseram que a reticência do Kremlin em reconhecer, e muito menos homenagear os russos que morreram no confronto com as forças norte-americanas, contrastava com o funeral do herói dado no mês passado ao aviador Roman Filipov, da força aérea , o qual foi abatido sobre a Síria.

“Um recebe medalhas e honras, enquanto outros são sepultados silenciosamente e esquecidos”, Nadezhda, outra mulher que afirma que seu marido morreu enquanto lutava como mercenário na Síria em outubro, contou ao Guardian em uma conversa on-line. Outros cidadãos russos que morreram no confronto de fevereiro incluem Kirill Ananyev, um membro do partido esquerdista radical da Rússia.

“Ele foi para a Síria porque gostava de lutar – Os russos são muito capazes disso “, disse Alexander Averin, porta-voz do movimento. Apesar da raiva dos parentes, alguns defendem a relutância de Putin em divulgar as mortes.

“As autoridades têm o direito de silenciar informações nos interesses do país” Disse Alexander Prokhanov, um escritor nacionalista que se acredita estar perto de membros de alto escalão dos serviços de segurança russos.

“Essas pessoas que morreram foram avisadas antes de irem para a Síria que não receberiam honras militares se morressem lá.” Desde que você está aqui … nós temos um pequeno favor para pedir.

Fonte: The Guardian

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Isolada da Europa e dos EUA,  Tereza e Grâ Bretanha não tem poder para ameaçar Putin

A expulsão dos diplomatas russos após o envenenamento de um agente duplo é sem precedentes desde a Guerra Fria, mas causará poucos danos à Rússia. E por que Benjamin Netanyahu está em silêncio?

 

Theresa May, U.K. prime minister, during a meeting Luxembourg's prime minister in London, U.K. on March 14, 2018.
 Bloomberg
 

Anshel PfefferAnshel Pfeffer

O anúncio da primeiro-ministra britânica, Theresa May, na quarta-feira , que referia-se como “altamente provável” que a Rússia estivesse por trás da tentativa de assassinato de um ex-agente duplo e sua filha já era esperado.

A expulsão de 23 diplomatas russos acusados ​​de atividade de inteligência secreta na Grã-Bretanha – as sanções anunciadas em maio em resposta ao agente nervoso “militar” usado em Sergei Skripal e sua filha Yulia na cidade inglesa de Salisbury há uma semana e meia – é sem precedentes desde a Guerra Fria, mas não é um golpe importante para o Kremlin.

Moscou anunciará em breve uma expulsão recíproca de diplomatas britânicos e seus interesses não serão prejudicados pela cessação de contatos de alto nível com o governo britânico.

May não anunciou o confisco de ativos dos cidadãos russos em bancos britânicos ou um boicote à final da Copa do Mundo da FIFA na Rússia neste verão. Ela apenas observou que nenhum membro da família real estaria assistindo os jogos. Pelo menos, “pelo menos”, a Rússia não vai ter que pagar pela ação descarada de tentativa de assassinato matar em plena luz do dia – e expor centenas de civis britânicos, policiais e pessoal médico a uma substância mortal.

Como resultado do processo de separação da Europa com o Brexit, a Grã Bretanha só não está tão isolada quanto esteve nos primeiros anos da Segunda Guerra Mundial. As esperanças de sua “relação especial” histórica através do Atlântico que encheu o vácuo, foram precipitadas pela indiferença do presidente Donald Trump , cujo porta-voz nem mencionou a Rússia na declaração inicial da Casa Branca na segunda-feira. O secretário de Estado Rex Tillerson emitiu uma condenação muito mais feroz da Rússia, mas foi demitido algumas horas depois.

Sem uma resposta contundente dos EUA, a Grã-Bretanha não terá muito mais do que palavras da OTAN. Os líderes da aliança de defesa criticaram fortemente o ataque do agente nervoso ao solo soberano de um membro da OTAN, mas é improvável que haja qualquer ação além disso. Havia um coro de apoio dos líderes da União Européia, mas a Grã-Bretanha está desajeitadamente deixando a UE e não pode esperar que ela ponha-se em risco pelos interesses do Reino Unido agora.

E o presidente russo Vladimir Putin? se fosse ele o responsável pelo assassinato, ele saberia que não poderia ter escolhido um momento mais vulnerável para a Grã-Bretanha. Os Britânicos no entanto são relutantes em atacar Putin, onde realmente dói: os bilhões que os oligarcas russos têm guardados nos bancos britânicos, imóveis e outros bens de prestígio, como clubes de futebol e jornais.Tais medidas colocariam o status de Londres como um centro financeiro mundial em um momento em que a economia já está sofrendo com o Brexit.

Existe uma bala de prata para May. Sua posição vigorosa contra a Rússia concentrou a atenção indesejada em seu oponente do outro lado da caixa de despacho no Parlamento. O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, vem vencendo a maioria dos argumentos contra May  desde sua impressionante e forte exibição nas eleições gerais do ano passado, o que forçou os rebeldes deputados de seu partido a cerra fileira logo atrás dele.

Mas a política externa anti-americana de Corbyn ainda é profundamente impopular e ele achou difícil reunir qualquer entusiasmo pelas declarações de May no Parlamento. Como ex-convidado regular no canal da Rússia Hoje do Kremlin, ele mal tentou ocultar seu ceticismo sobre a culpabilidade da Rússia. Corbyn pode ser da extrema esquerda, mas suas posições no Kremlin são muito mais reminiscentes à Trump. Após a aguda resposta de Corbyn à Primeira-ministra, vários antigos membros da bancada dos Trabalhistas levantaram-se para elogiar os sentimentos de Mayno que era uma acusação condenatória de seu próprio líder. A Primeira-Ministro talvez não possa confiar nos aliados estrangeiros da Grã-Bretanha para se juntar a ela e  enfrentar a Rússia, mas pelo menos Putin ajudou a dividir de novo o Partido Trabalhista de Corbyn.

Enquanto isso, outro aliado britânico está desaparecido. Um líder proeminente que, no passado, alertou rapidamente sobre as armas de destruição em massa nas mãos de estados mal-intencionados e que no início da carreira marcou o envolvimento da Rússia no patrocínio de grupos terroristas, ficou notavelmente silencioso desde a envenenamentos de Salisbury. Sim, é o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu, que não disse uma palavra de apoio para a Grã-Bretanha ou uma condenação à Rússia em todo esse tempo.

O silêncio de Netanyahu sobre a Rússia não é novo. Ele nunca criticou publicamente Putin, com quem ele se dá tão bem. O mesmo padrão ocorreu exatamente quatro anos atrás, quando todo o mundo ocidental e todas as democracias condenaram ferozmente a ocupação e anexação da Rússia da Crimeia da Ucrânia. Mesmo quando a administração de Obama implorou que Israel fizesse uma declaração, o que surgiu foi uma exortação geral “para ambos os lados” para resolver suas diferenças de forma pacífica. Israel, que se orgulha sempre de apoiar os EUA nas Nações Unidas, estava ausente do voto de condenação na Assembléia Geral.

Nenhum político em nenhum país tem sido mais eloquente do que Netanyahu nos perigos das armas nucleares, biológicas e químicas nas mãos de atores estatais e organizações terroristas. O fato de que ele não pode reunir uma declaração simbólica sobre a tentativa de assassinato em Salisbury e a situação da aliada de Israel, a Grã-Bretanha mostra exatamente o quanto ele agora está sujeito a Putin, a força dominante no Oriente Médio. É também uma acusação condenatória de quão mal tanto Obama como Trump derrubaram seus aliados.

Fonte: Haretz

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Mattis admite que não há nenhuma evidência de que a o governo sírio tenha utilizado gás de veneno em seu povo

 

 

POR IAN WILKIE

Tradução e adaptação E.M.Pinto

 

Ian Wilkie é um advogado internacional, veterano do exército dos EUA e ex-contratado da comunidade de inteligência, que fez uma análise da mais recente polêmica do Governo Donald Trump. Numa declaração explosiva o Secretário (ex) de Defesa James Mattis afirmou o que vinha sendo apontado pela diplomacia russa e pelo governo Sírio como uma farsa sem comprovações de que o Governo Sírio usou armas químicas contra seu povo. Fica a Pergunta, se elas foram usadas, quem as lançou?

A Reportagem é do Newsweek

Perdido no hiper-politizado entorno do Memorando de Nunes e o Dossiê de Steele, a declaração impressionante do Secretário de Defesa James Mattis de que os EUA não têm “nenhuma evidência” de que o governo sírio usou o agente Sarbin contra o próprio povo aquece as discussões sobre o real motivo da guerra na síria, a derrubada do “Tirano” Assad pelos pupilos armados e apoiados pelo ocidente.

 

“Todas as guerras chegam ao fim”, diz Mattis, relatando o interesse dos talibãs nas conversas de paz afegãs

Esta afirmação aparece em frente ao Memorando da Casa Branca (NSC), que foi rapidamente produzido e divulgado para justificar um ataque de mísseis Tomahawk contra a base aérea de Shayrat na Síria.

Mattis não ofereceu qualificações temporais, o que significa que tanto o evento de 2017 em Khan Sheikhoun quanto a tragédia de 2013 em Ghouta são casos não resolvidos aos olhos do Departamento de Defesa e Agência de Inteligência de Defesa Americana.Ele continuou a reconhecer que “grupos de ajuda humanitária e outros” forneceram provas e relatórios, mas não fizeram acusações ao presidente Bashar Al Assad como sendo o culpado.

Houve vítimas de intoxicação por organofosforados em ambos os casos; Isso é certo. Mas a América acusou Assad da responsabilidade direta pelos ataques de Sarin e até culpou a Rússia pela culpa na tragédia de Khan Sheikhoun.

Agora, seu próprio chefe militar disse  que não tem evidências para sustentar esta conclusão. Ao fazê-lo, Mattis tácitamente impugnou os intervencionistas que foram responsáveis por empurrar a narrativa “Assad é culpado” duas vezes sem provas de apoio suficientes, pelo menos aos olhos do Pentágono.

Esta dissonância entre a Casa Branca e o Departamento de Defesa é especialmente preocupante quando vista contra os protestos sobre as armas de destruição maciça que questionaram as narrativas da Casa Branca (Obama e Trump) sobre armas químicas na Síria desde praticamente o momento que esses “eventos ordenados por Assad” ocorreram.

Especialistas em armas químicas e pesquisadores experientes, como Hans Blix, Scott Ritter, Gareth Porter e Theodore Postol, lançaram dúvidas sobre as narrativas americanas “oficiais” de que o presidente Assad havia empregado o Sarin.

Esses analistas se concentraram nos aspectos técnicos dos dois ataques e descobriram que eles não eram consistentes com o uso de munições Sarin de qualidade do estado nacional.

O evento Ghouta de 2013, por exemplo, empregou foguetes caseiros do tipo produzido pelos insurgentes. O Memorando da Casa Branca sobre Khan Sheikhoun parecia confiar fortemente em testemunhos dos Capacetes brancos sírios que foram filmados na cena com contato com supostas vítimas contaminadas com Sarin e não sofrendo quaisquer efeitos negativos.

Da mesma forma, esses mesmos atores foram filmados usando roupas de treinamento de armas químicas em torno do suposto “ponto de impacto” em Khan Sheikhoun, algo que faz seu testemunho (e amostras) altamente suspeito. Uma roupa de treino não oferece nenhuma proteção, e essas pessoas estariam mortas se tivessem entrado em contato com o Sarin de grau militar real. (nota a Rusia classifica os capacetes brancos como atores a servicod a Alqaeda e já denunciou a execução de soldados sírios por membros dos capacetes brancos em vários eventos. Os capacetes brancos comoveram ate Hollywood que os condecorou com prêmios no OSCAR).

As armas químicas são abomináveis e ilegais, e ninguém sabe disso mais do que Carla Del Ponte. Ela, no entanto, não pôde cumprir o mandato do Mecanismo de Investigação Conjunta da ONU na Síria e retirou-se em protesto contra os Estados Unidos, recusando-se a investigar completamente as alegações de uso de armas químicas por “rebeldes” (jihadis) aliados dos Estados Unidos para expulsar o presidente Assad ( incluindo o uso de Sarin por rebeldes anti-Assad).

O fato de os pesquisadores das Nações Unidas. estarem na Síria quando o evento de armas químicas em Khan Sheikhoun ocorreu em abril de 2017 torna altamente duvidoso que Assad teria dado a ordem de usar Sarin naquele momento. O senso comum sugere que Assad teria escolhido qualquer outro momento para usar uma arma proibida que ele concordou em destruir e nunca empregar.

Além disso, ele colocaria em risco o seu patrocínio da Rússia, tonando-o um criminoso de guerra o que forcaria a Russia a retirar seu apoio.

Tacticamente, como ex-soldado, não faz sentido para mim que alguém intencionalmente atinja civis e crianças, como os relatórios dos capacetes brancos sugerem que ele fez.

Há uma análise convincente de Gareth Porter, sugerindo que a fosfina poderia ter sido liberada por uma munição aérea que atingiu um depósito químico, uma vez que as nuvens e as baixas (enquanto aparecem organofosforados em alguns aspectos) não parecem ser semelhantes ao MilSpec Sarin.

A credibilidade dos Estados Unidos foi prejudicada por Colin Powell nas Nações Unidas em 2003 acusando falsamente Saddam Hussein de ter laboratórios móveis de antraz. Avanço rápido para 2017 e encontramos Nikki Haley em uma situação desconfortavelmente similar no Conselho de Segurança da ONU pedindo ação contra outro Estado não-ocidental com base em evidências fracas e infundadas.

Agora o secretário Mattis adicionou combustível à propaganda com um incêndio que gera mais duvida ao pôr em questão retroactivamente o raciocínio de um ataque de mísseis de cruzeiro americano.

Embora de modo algum prejudique o horror do que aconteceu contra civis inocentes na Síria, é hora da América parar de disparar primeiro e fazer perguntas mais tarde.

 

Fonte: NewsWeek

 

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Israel revela como exército sírio conseguiu abater seu caça F-16

Um F-16 israelense foi derrubado em 10 de fevereiro por um míssil sírio devido a um erro do piloto, informou a comissão responsável pela análise do incidente.

F-16 israelense

Segundo o relatório, a tripulação do F-16 continuou a realizar a tarefa em vez de se focar na autodefesa.O documento diz que os pilotos informaram com antecedência sobre um ataque vindo da terra contra eles. Sublinha-se que as ações da tripulação não correspondem às instruções padrões de comportamento durante um ataque inimigo. Mesmo assim, a decisão de deixar o avião atingido foi considerada correta.

Ambos os membros da tripulação do F-16, piloto e copiloto, conseguiram se ejetar sobre o território do país. O piloto está gravemente ferido e continua no hospital. O copiloto já voltou ao trabalho.

Caça israelense F-16 D (foto de arquivo)

De acordo com os militares, este é o primeiro avião de combate israelense desde 1982 que foi derrubado por um ataque vindo da terra. O caça estava participando do ataque contra uma base aérea perto da cidade síria de Palmira, de onde, segundo Tel Aviv, tinha lançado um drone de produção iraniana que depois entrou no espaço aéreo de Israel.Depois da derrubada em questão, a Força Aérea israelense atacou mais uma dúzia de alvos na Síria, incluindo baterias de defesa antiaérea.

Fonte: Sputnik

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Quais são as ‘guerras secretas’ do poderoso Exército de Israel

Piloto israelense em um F-16Direito de imagemGETTY IMAGES
Image captionSuspeita-se que a Força Aérea israelense atue também na península do Sinai, no Egito

Israel não perdia um avião em combate desde 1982, por isso o incidente disparou todos os alarmes possíveis. A derrubada, no sábado passado, de um caça F-16 do país pela artilharia antiaérea de forças sírias leais ao presidente Bashar Al-Assad foi interpretada como um passo preocupante na escalada bélica entre Israel e Irã, grande rival do país e aliado do governo da Síria.

Segundo a versão de autoridades israelenses, o avião foi interceptado quando voltava de uma ação em resposta à incursão no espaço áereo de Israel por um drone iraniano operado a partir da Síria. Teerã negou as acusações e diz que Israel violou a soberania síria com constantes operações aéreas.

O episódio revelou o esforço da poderosa máquina militar israelense para combater a crescente presença iraniana na Síria, algo que o país normalmente prefere manter em segredo.

De acordo com diversas fontes, a Síria não é a única frente de combate atual para Israel, que fica rodeado por países e grupos armados muçulmanos, no que avalia ser uma constante batalha por sua segurança.

Hoje, são três as áreas prioritárias para os estrategistas das Forças de Defesa, como Israel denomina suas Forças Armadas.

Síria: um território, vários inimigos

A derrubada do F-16 levou às manchetes uma suspeita antiga: a de que Israel não observa de braços cruzados o que ocorre no cada vez mais perigoso vespeiro sírio. “Aviões israelenses têm operado constantemente sobre a Síria nos últimos anos”, destaca Jonathan Marcus, especialista em assuntos de segurança e defesa da BBC.

Soldados irealenses nas Colinas de GolanDireito de imagemAFP
Image captionOs militares de Israel estão preocupados com a evolução dos acontecimento na Síria

“Israel está alarmado com a forma como as coisas estão acontecendo na guerra civil síria.”

A ajuda russa e iraniana, junto com o desinteresse dos Estados Unidos, que tem evitado se envolver a fundo no conflito e se concentrado na luta contra o grupo extremista autodenominado Estado Islâmico (EI), têm permitido que Assad se mantenha no poder.

Mas isso não é o que mais inquieta o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e seus assessores. David Makovsky, analista do centro de estudos Washington Institute for Near East Policy, nos Estados Unidos, diz que “Teerã tem se aproveitado da guerra para criar uma estrutura militar permanente na Síria”.

Soldado israelente com arma apontadaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionAs forças israelenses tentam combater a influência crescente do Irã na Síria

Em 11 de fevereiro, o general Yoel Strick, chefe do Comando Norte do Exército israelense, também alertou sobre as intenções do Irã. “Não permitiremos”, afirmou.

Esta estrutura militar que estaria sendo montada por Teerã inclui a abertura de rotas e o envio de equipamentos e armamentos para apoiar milícias xiitas patrocinadas pelo país, entre elas o grupo libanês Hezbollah, outro inimigo de Israel.

Em 2006, uma guerra entre Israel e o Hezbollah obrigou a ONU a prolongar sua missão de paz na fronteira israelense com o Líbano, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil, na sigla em inglês). “O objetivo das operações israelenses tem sido interferir no envio de armas iranianas ao Hezbollah através da Síria”, explica Marcus.

O envolvimento há sete anos na guerra síria custou muitas baixas ao grupo extremista, mas, segundo Marcus, também “deu ao grupo experiência em guerras convencionais”. Agora, pode ser um inimigo capaz de ir além das ações de guerrilha e de lançar operações mais ambiciosas.

Também fortaleceram o Hezbollah os conselhos do comando da Guarda Revolucionária, o grupo militar de elite do Irã, e os mísseis de longo alcance que suspeita-se que o Irã tenha fornecido.

Soldados da ONU e seguidores do Hezbollah no LíbanoDireito de imagemAFP
Image captionOs conflitos entre Israel e o Hezbollah fizeram com que missão de paz da ONU no Líbano fosse prolongada

Em setembro, Damasco informou que aviões de combate israelenses atacaram um centro de pesquisa militar em Masyaf, no noroeste da Síria, onde trabalham especialistas iranianos, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, organização baseada no Reino Unido. É uma das incursões de que se teve notícia. De muitas outras, dizem especialistas, não se sabe nada.

Não está claro se a estratégia de ataques aéreos está dando resultados para Israel. O que ninguém duvida é que há um elemento que o estrategistas israelenses não podem ignorar: os russos.

O colunista Anshel Pfeffer escreveu no jornal isrealense Haaretz que “ainda que, diante de seu controle do espaço áereo sírio, a Rússia não esteja interceptando aviões israelenses, tampouco deterá as tentativas das forças de Aassad de abatê-los”.

É possível que não se passem outros 36 anos antes que outro caça israelense seja derrubado. Pfeffer acredita que, “para Israel, não há outra alternativa a não ser aceitar as regras de Moscou”.

Posto militar na fronteira entre Israel e LíbanoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionA fronteira entre Israel e Líbano tem sido palco de enfrentamentos e protestos

Líbano: a próxima grande guerra?

Ao fim das rotas de transporte de armamento que atravessam a Síria está o Líbano, bastião do Hezbollah. Ali é guardado um poderoso arsenal que vem crescendo nos últimos anos. “O Hezbollah tem 100 mil foguetes no Líbano”, estima Makovsky.

“Teme-se que o Irã tenha entregue alguns de longo alcance e alta precisão”, destaca Marcus. É uma das razões pela qual o analista acredita que o Líbano também tenha sido alvo de ações das forças israelenses, ainda que o governo de Israel nunca tenha confirmado isso.

Em janeiro de 2015, um militar espanhol membro da Unifil morreu ao ser atingido por um projétil lançado por forças israelenses que combatiam o Hezbollah.

Restos de foguete na cidade libanesa de KaoukabaDireito de imagemAFP
Image captionEstima-se que o Hezbollah tenha 100 mil foguetes armazenados

Marcus afirma que “Israel tem um grande problema estratégico em sua fronteira ao norte”. “Há uma grande preocupação com todos esses mísseis e a grande capacidade do Hezbollah no sul do Líbano.”

Israel também teme que a chuva de foguetes com a qual foi atacado em confrontos anteriores por seus inimigos possa se tornar agora um ataque maciço, com mísseis de maior envergadura e poder de destruição. O especialista acredita “ser possível ocorrer uma intervenção em grande escala no Líbano para erradicar essa ameaça”.

Isso seria o gatilho de um novo grande conflito na região. “É muito provável, porque o arsenal de armas do outro lado da fronteira não é algo que o governo isrealense vá tolerar para sempre.”

O Líbano já foi no passado o palco de intervenções militares israelenses e um dos lugares mais castigados pela violência derivada da relação que mantém com os países árabes. Mas Marcus avalia que “uma nova guerra seria muito diferente das anteriores, e não está claro quem sairia vitorioso dela”.

“Grande parte do armamento do Hezbollah está escondido sob a terra, em vilarejos, por isso destruí-lo causaria muitas baixas entre civis e soldados israelenses nesse território.”

Sinai: uma luta à sombra do Egito

A terceira frente de conflito fica ao sul e também não é confirmada oficialmente. O jornal americano The New York Times informou recentemente, citando fontes americanas, que a Força Aérea israelense realiza há mais de dois anos ataques aéreos secretos contra grupos jihadistas que operam na península do Sinai, no Egito.

O Exército egípcio luta contra esses grupos, e o governo de Abdel Fattah El-Sisi teria pedido a colaboração de Israel. Segundo o New York Times, as aeronaves israelenses que participam dessas operações o fazem sem símbolos que identificam sua nacionalidade, como a estrela de Davi e seguem rotas habituais da aviação egípcia para dar a impressão de que fazem parte dela.

Jonathan Marcus afirma “estar claro terem ocorrido vários ataques e bombardeios, com aviões e drones na península do Sinai que não foram obra das forças egípcias, ainda que a Força Aérea do país tenha participado deles de alguma forma”.

Mesquita de Rawda após atentado em novembro de 2017Direito de imagemAFP
Image captionA zona do Sinai tem sido conário de sangrentos atentados promovidos por grupos jihadistas

A razão para a colaboração com o Egito, no passado a grande potência árabe de oposição a Israel, é que “ambos compartilham de um problema de segurança comum e muito claro no Sinai, onde operam grupos vinculados ou apoiados por jihadistas”.

Ali atuam, entre outros, o grupo conhecido como Província do Sinai (Wilayat Sinai, em árabe), que, em novembro de 2014, declarou sua lealdade ao Estado Islâmico.

A região, uma vasta extensão desértica, tem sido cenário de sangrentos atentados. Em 2015, uma bomba explodiu em um avião russo que havia decolado da cidade de Sharm el Sheikh, no sul da península, com 224 passageiros a bordo – não houve sobreviventes. Em 2017, mais de 300 fiéis morreram em um ataque a uma mesquita.

O Sinai é uma zona de interesse para a segurança israelense por sua conexão com a Faixa de Gaza, território controlado pelo movimento de resistência palestino Hamas.

A colaboração de autoridades egípcias tem permitido nos últimos anos frear o trânsito de armas e militantes pela rede de túneis escavada por insurgentes entre o Sinai e Gaza. O Cairo declarou o Sinai uma área de segurança militar e vetou o acesso de jornalistas.

Fonte: BBC Brasil

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Agência ‘SANA’: EUA evacuam chefes do Daesh de Deir ez-Zor Síria em helicópteros

Helicópteros dos EUA evacuaram os líderes do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia) da província síria de Deir ez-Zor à província de Al-Hasakah no nordeste da Síria, informou a agência SANA.

Imagem meramente ilustrativa

Segundo fontes citadas pela agência, na noite de 28 de dezembro, vários helicópteros decolaram no norte de Deir ez-Zor, sobrevoaram a baixa altitude o campo Al-Sad e aterrissaram ao sul da cidade de Al-Hasaka.

A bordo dos helicópteros viajavam comandantes do Daesh que planejavam se juntar às Forças Democráticas da Síria (FDS) apoiadas pela coalizão internacional liderada pelos EUA, informou a SANA.

As fontes sublinharam que não é a primeira vez que os líderes do Daesh fogem com ajuda de helicópteros norte-americanos.

Em novembro de 2017, habitantes da cidade síria de Al-Mayadin disseram que helicópteros dos EUA evacuaram chefes estrangeiros do Daesh da cidade síria de Al-Mayadin duas semanas antes do início da operação de libertação da cidade pelo exército sírio.

Em setembro, uma fonte diplomática e militar confirmou à Sputnik que em agosto a Força Aérea norte-americana evacuou mais de 20 chefes militares do Daesh e seus combatentes mais próximos de Deir ez-Zor em direção ao norte da Síria.

Fonte: Sputnik

Edição: Plano Brasil

http://www.planobrazil.com/russia-acusa-eua-de-treinarem-ex-combatentes-do-estado-islamico-na-siria/