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Rússia desenvolve aeronave hipersônica multipropóstito reutilizável

Tradução e adaptação-E.M.Pinto

Uma imagem do modelo da aeronave multipropósito russa que desperta a curiosidade dos estrategistas militares e curiosos do setor de defesa e espacial foi revelada esta semana. Trata-se de um veículo reutilizável desenvolvida na Rússia, um drone hipersônico para uso espacial, que tem um motor que o capacita a operar no espaço e na atmosfera da terra.

De acordo com a RIA Novosti, o trabalho de criação deste drone reutilizável é conduzido pela ISON para a Roscosmos.

O esquema apresentado pela Ria Novosti mostra o lançamento do drone por via aérea a partir de uma aeronave hipotética como Myasischev M-55 Geophysica.

A agência de notícias também publicou um diagrama mostrando o processo de lançamento do drone em órbita e seu retorno usando o sistema de pára-quedas.

O novo drone poderá voar a uma altitude de até 160km e, ao mesmo tempo, atingir velocidades de até Mach 7,0 ou aproximadamente 8643,6km/h.

Além disso, a Roscosmos informa que o sistema deverá ser capaz de lançar satélites em órbita de até 500 km.

O dispositivo é reutilizável e pode executar pelo menos 50 voos.

Em 2023, está prevista a realização de cinco testes de voo de um novo drone e dentre os interesses existe a possibilidade de exportação do veículo.

Fonte: Ria Novosti

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Russos querem desenvolver novo motor para foguetes comerciais leves dos países do bloco BRICS

Os cientistas russos estão estudando possibilidades para a produção de novos motores para foguetes ultraleves, leves e médios destinados aos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). As informações são de um comunicado divulgado pela empresa de engenharia aeroespacial Russa, NPO Energomash.

“Esse motor será o mais moderno, usaremos todos os nossos conhecimentos para criar peças para foguetes a combustível líquido. Além disso, teremos de seguir estritamente alguns requisitos financeiros, o que é uma tarefa incomum para nós”, disse o projetista-chefe da empresa, Poitr Lióvotchkin, citado em uma nota da agência Interfax-Azerbaijão.

Além disso, a empresa está modernizando os motores RD-191 para porta-foguetes de classe pesada Angará-A5P. “Em 2016, a Energomash finalizou a construção do motor RD-191m e realizou testes bem-sucedidos nas condições do impulso de 110%”, completou.

Fonte: Russia Beyond

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SpaceX- Lockheed Martin Corp e Boeing visitam a base de Alcântara no Maranhão

O ministro da Defesa do Brasil disse na quinta-feira que a Boeing, Lockheed Martin, SpaceX e outras empresas aeroespaciais dos EUA manifestaram interesse em lançar foguetes da base de Alcântara, e visitaram o local em dezembro.

“Eles ficaram muito impressionados “, Disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a repórteres. “Eles mostraram interesse, mas não posso dizer se isso se concretizará”.

A localização de Alcântara torna atrativo porque um quinto menos de combustível é usado para lançar satélites em órbita ao longo do equador em comparação com locais mais ao norte ou ao sul. Além da SpaceX, da Lockheed Martin Corp e da Boeing Co, a visita de Alcântara incluía as pequenas empresas aeroespaciais dos EUA como a Vector Space, que pretende lançar pequenos satélites, e Microcosm, que se concentra em fornecer acesso de baixo custo ao espaço, disse um organizador da viagem.

Rubens Barbosa, ex-embaixador brasileiro nos Estados Unidos que organizou a visita à base, disse que as empresas dos EUA estavam ansiosas para usar Alcantara. No entanto, a SpaceX disse que os comentários não estavam corretos. “Relatórios que a SpaceX está interessado em lançar do Brasil são incorretos”, disse o porta-voz John Taylor em um comunicado. Tambem em um comunicado, a Lockheed Martin confirmou uma viagem de estudos a Alcântara e Brasília. “Embora não haja decisões formais neste momento, esperamos um diálogo contínuo”.

A Vector Space Systems não respondeu aos pedidos de comentários.

Já a Boeing disse que enviou dois executivos para visitar a base. “A Boeing vê isso como um momento emocionante na indústria espacial à medida que construímos foguetes, para testar novas naves espaciais e desenvolver tecnologias inovadoras para manter os seres humanos vivos em órbita no espaço profundo”, disse a empresa. “As parcerias internacionais desempenharão um papel importante para tornar isso realidade e aguardamos a participação do Brasil”, continuaram.

As empresas americanas não poderão lançar foguetes do Brasil até que o país sul-americano assine um Acordo de Proteção de Tecnologia (TSA – Technology Safeguards Agreement) com Washington para proteger a propriedade intelectual dos Estados Unidos. Uma tentativa anterior de fazê-lo em 2000 foi barrada pelo governo esquerdista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando assumiu o poder em 2003 e nunca foi ratificado pelo Congresso.

Os legisladores brasileiros devem aprovar uma nova TSA que agora está sendo negociada com os Estados Unidos. Jungmann disse, além das empresas americanas, que a China, a Rússia, a França e Israel estavam interessados ​​em uma parceria com o Brasil para usar a base de Alcantara. O Brasil prevê vários usuários para a base. “Eu acho que poderíamos configurar cinco plataformas de lançamento”, disse Jungmann. Diversos países trabalharam com o Brasil em atividades espaciais. Nas últimas duas décadas, a China lançou cinco satélites que o Brasil usa para observar a agricultura, o meio ambiente e a destruição da floresta amazônica. O Brasil abandonou planos para construir seus próprios foguetes após uma explosão e um incêndio que em 2003 em Alcântara matou 21 técnicos de alto nivel. O país, então, se voltou para a Ucrânia para fornecer tecnologia espacial, mas cancelou o acordo em 2015 após os problemas financeiros da república da ex-União Soviética a deixaram incapaz de fornecer foguetes como prometido – e ao mau gerenciamento do lado brasileiro.

Fonte: Homem do Espaço

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EUA testam sistema de energia nuclear para sustentar astronautas em Marte

Testes iniciais em Nevada, nos Estados Unidos, num sistema de energia nuclear compacto desenhado para sustentar uma missão humana de longa duração da Nasa na inóspita superfície de Marte têm sido exitosos, e um teste com a potência máxima está programado para março, disseram autoridades nesta quinta-feira.

Foto: NASA

Autoridades da Nasa e do Departamento de Energia dos EUA, numa entrevista em Las Vegas, detalharam o desenvolvimento do sistema nuclear do projeto Kilopower da Nasa.

Os testes começaram em novembro numa localidade do Departamento de Energia em Nevada com a perspectiva de fornecer energia para missões futuras de astronautas e robôs no espaço e na superfície de Marte, da Lua e de outros destinos no Sistema Solar.

Um obstáculo chave para qualquer colônia de longo prazo na superfície de um planeta ou da Lua é ter uma fonte de energia forte o suficiente para sustentar a base, mas pequena e leve o suficiente para ser transportada pelo espaço.

“Marte é um ambiente muito difícil para sistemas de energia, com menos luz do que a Terra ou a Lua, temperaturas noturnas muito frias, tempestades de areia que podem durar semanas e meses e atingir o planeta inteiro, disse Steve Jurczyk, do setor de tecnologia espacial da Nasa.

”Assim, o tamanho compacto e a solidez do Kilopower permitem que enviemos unidades múltiplas num módulo único para a superfície, que fornece dezenas de kilowatts de energia”, acrescentou.

Fonte: Reuters

Edição: Plano Brasil

 

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Pentágono busca novas tecnologias para executá-las em guerras espaciais

A Agência de Investigação de Projetos Avançados da Defesa dos EUA (DARPA, siglas em inglês) anunciou estar buscando assistência de 11 organizações não especificadas para garantir supremacia tecnológica e estratégica dos EUA, bem como para preparar missões militares norte-americanas no espaço.

© AP Photo/ Northrop Grumman Corp

Os EUA estão buscando ajuda de 11 organizações não especificadas com intuito de desenvolver ferramentas e técnicas para realizar missões militares no espaço aberto, lê-se no comunicado da DARPA, divulgado na quarta-feira (10).

“Visando assegurar no futuro a supremacia tecnológica e estratégica dos EUA, o programa da DARPA Hallmark procura desenvolver ferramentas revolucionárias para planejar, acessar e executar missões militares dos EUA no espaço”, afirmou a agência

“O programa concluiu investigação inicial e adjudicou contratos da Fase 1 para 11 organizações, que promovem tecnologias comerciais existentes e buscam capacidades inteiramente novas.”

A DARPA descreveu a Fase 1 do Hallmark como o primeiro exemplo de utilização de “avaliação cognitiva” no desenvolvimento de ferramentas destinadas ao comando e controle militar dos EUA no espaço.

Segundo a explicação da agência, a avaliação cognitiva trata-se da combinação de ferramentas e objetivos que transmitem informações de forma rápida, permitindo tomar decisões em tempo real.

Recentemente, um novo relatório revelou que a última versão da lei de apropriação estadunidense para o ano fiscal de 2018 já prevê disponibilizar verbas para reforçar a capacidade defensória de mísseis balísticos espaciais, inclusive o desenvolvimento de uma camada sensorial para detectar mísseis balísticos intercontinentais, bem como de um interceptor para neutralizar ameaças.

Fonte: Sputnik

 

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A “reinvenção da roda”: como é o substituto quase indestrutível dos pneus criado pela Nasa

Uma liga de titânio e níquel que possui memória.

Essa é a chave por trás do novo pneu que o Centro de Pesquisas Glenn, da agência espacial americana, a Nasa, revelou recentemente.

Foto: NASA Glenn – Composição do pneu permite uma maior deformação, o que prolonga sua durabilidade.

Os seus desenvolvedores estão tão certos da importância da inovação que a chamaram de “reinvenção da roda”.

Mas por que ela é tão especial?

A realidade é que não há material novo nesta roda: ela é feita com uma liga de titânio e níquel que já é usada em outros objetos, como armações de óculos.

Mas ela tem sim um conceito inovador sobre o que um veículo precisa para se mover sobre rodas.

Malha tem composição semelhante à armadura usada por cavalheiros medievais | Foto: NASA Glenn

Desde meados da década passada, pesquisadores sob o comando do engenheiro Vivake Asnani estão trabalhando em uma roda de grande durabilidade para veículos usados em missões espaciais.

Depois de anos de testes, incluindo a recente visita de um carro-robô a Marte, eles apresentaram o Superelastic Tire, o pneu superelástico.

Com esta “nova” roda, o uso da borracha e de uma câmara de ar como nos pneus clássicos que conhecemos está definitivamente descartado.

O Superelastic Tire foi criado a partir da tecnologia utilizada nos veículos espaciais levados a Marte. | Foto: NASA Glenn

Em compensação, a malha deste material é extremamente resistente, com uma importante capacidade de adaptação a diferentes terrenos e grande durabilidade.

“O resultado é um pneu que pode suportar uma deformação excessiva sem danos permanentes”, disse o laboratório ao apresentar sua invenção.

Uma roda com ‘memória’

A principal característica do Superelastic Tire é a “memória de formato” desta malha metálica, que permite uma adaptação a qualquer tipo de terreno e um posterior retorno ao estado original.

Os testes mostraram que esta roda pode passar por cima de grandes rochas na estrada, ou em um terreno muito arenoso, sem perder a tração.

Os pesquisadores fizeram o mesmo teste com três tipos de rodas; a composta por uma malha metálica teve o melhor resultado | Foto: NASA Glenn

“Estas ligas com memória de formato são capazes de sofrer uma deformação reversível de até 10%”, dizem os pesquisadores.

Outros materiais têm uma capacidade de deformação entre 0,3 e 0,5%

Além disso, o novo produto promete uma melhoria na capacidade de carga de um veículo e também torna o eixo das rodas mais leve – o que diminui o peso do automóvel e, portanto, possibilita maior economia de combustível.

E pode ser usada como?

Até agora, não há estimativa de quanto custa um pneu desse tipo, pois o protótipo requer adaptações aos veículos existentes.

A NASA considera nova tecnologia uma alternativa ‘viável’ aos pneus de automóveis. | Foto: NASA Glenn

Mas os pesquisadores consideram que a nova invenção é “uma alternativa viável” aos pneus usados já há mais de um século.

Além dos automóveis de passeio, os veículos que podem se beneficiar dessa tecnologia são:

• Veículos militares;

• Máquinas para construção;

• Veículos de transporte pesado;

• Máquinas agrícolas;

• Aeronaves com grande capacidade de carga.

Fonte: BBC Brasil.com

Edição: Plano Brasil

 

 

 

 

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EUA destinaram 22 milhões de dólares anuais a programa secreto para investigar OVNIs

O projeto foi criado em 2007 pelo então líder do Partido Democrata no Senado, Harry Reid, e foi até 2012

Imagem de um vídeo gravado por dois aviões F-18 em que se vê um óvni.

NICOLÁS ALONSO

Entre 2007 e 2012, o Governo dos EUA destinou anualmente 22 milhões de dólares (72 milhões de reais) do orçamento de 600 bilhões de dólares do Departamento de Defesa (1,9 trilhão de reais) a um programa secreto para investigar objetos voadores não identificados (óvnis), segundo uma investigação do The New York Times. As autoridades nunca informaram sobre a existência do Programa de Identificação Avançada de Ameaças Aeroespaciais (Advanced Aerospace Threat Identification Program, em inglês), mas depois das revelações o Pentágono reconheceu sua existência. Embora o projeto, impulsionado pelo ex-senador democrata Harry Reid, tenha perdido o financiamento do Departamento de Defesa em 2012, suas investigações continuam em andamento.

De um escritório escuro, escondido nos labirínticos corredores do quinto andar do Pentágono, o especialista em inteligência militar Luis Elizondo e sua equipe analisavam vídeos, documentos e outros materiais. Neles se descrevem velozes aeronaves e estranhos objetos que flutuam no ar. Em um dos vídeos, publicado pelo The New York Times, um objeto voador avistado em San Diego (Califórnia) viaja contra ventos de mais de 200 quilômetros por hora. Foi detectado por dois aviões de combate F/A-18F da Marinha. Os pilotos não podiam acreditar.

Os investigadores do programa também entrevistaram pessoas que garantiram ter tido encontros físicos com óvnis. E falaram com membros do serviço militar que tinham informado sobre avistamentos de aviões estranhos. No início deste ano, a Agência Central de Inteligência (CIA)publicou em seu site milhões de páginas de documentos desclassificados, alguns dos quais registram avistamentos de óvnis e testemunhos sobre eles.

Durante seus cinco anos de duração oficial, o projeto analisou informes e entrevistou supostas testemunhas de objetos voadores não identificados. Embora o financiamento do programa tenha acabado em 2012 por corte de despesas, os trabalhos prosseguiram, assinalaram participantes do projeto e funcionários do Departamento de Defesa. Elizondo também disse ao jornal que o projeto continuou se desenvolvendo sob sua liderança no Pentágono até outubro, quando ele se demitiu em protesto contra “um excessivo secretismo”.

A maior parte dos fundos foi destinada à Bigelow Aerospace, empresa de investigação aeroespacial dirigida por um amigo de Harry Reid, Robert Bigelow, um empresário multimilionário que trabalha com a Nasa para produzir naves espaciais expansíveis. “Estou totalmente convencido de que os alienígenas existem”, disse Bigelow anos atrás em um programa de televisão.

No entanto, o debate sobre a existência de seres extraterrestes e a presença de óvnis na Terra continua aberto. Sara Seager, uma astrofísica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), afirmou ao jornal americano que o fato de não poder identificar um objeto voador não significa que ele venha de outro planeta ou galáxia. “Às vezes, as pessoas não entendem que frequentemente há fenômenos que não têm explicação”, assinalou a cientista.

O SENADOR HARRY REID, IMPULSOR DO PROGRAMA

Reid, que se aposentou este ano do Congresso dos EUA, reiterou que está orgulhoso do programa e afirmou não estar envergonhado por nada. “Acredito que essa seja uma das coisas boas que fiz no Congresso. Fiz algo que ninguém tinha feito antes”, disse ele em uma entrevista recente em Nevada.

Em 2009, o líder democrata assegurou em uma carta ao então subsecretário de Defesa, William Lynn III, que tinham sido obtidos muitos avanços com “a identificação de vários achados altamente sensíveis e pouco convencionais relacionados com a indústria aeroespacial”, e pediu que o acesso ao programa fosse limitado a “alguns poucos funcionários da lista”.

Fonte: El País

 

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Por que o homem não pisou mais na Lua?

Foi, nas palavras de Neil Armstrong, um pequeno passo para o homem, mas um salto enorme para a humanidade.

GETTY IMAGES – Estados Unidos enviaram seis tripulações à Lua entre 1969 e 1972

Em 21 de julho de 1969, às 2h56 no horário local (0h56 no horário de Brasília), um ser humano – no caso, Armstrong – pisou pela primeira vez na Lua. A notícia estremeceu o mundo. Outras cinco expedições americanas chegaram ali até dezembro de 1972, quando Eugene Cernan fechou o ciclo de alunissagens, ou seja, de pousos na superfície da Lua. Depois dele, nenhum homem voltou ao satélite natural da Terra em mais de 45 anos.

Muitas teorias de conspiração foram criadas deste então para apoiar a ideia de que as alunissagens nunca aconteceram e que as imagens que se difundiram não foram nada mais do que montagens feitas em estúdios de televisão. Mas os motivos, na verdade, são outros: dinheiro, relevância científica e, é claro, questões políticas.

Mas quase meio século depois, o governo dos Estados Unidos anunciou que pretende voltar ao satélite em breve. E que isso pode ser só uma primeira parada em uma jornada para a conquista de Marte.

AFP – Armstrong foi o primeiro homem a pisar na Lua

Na segunda-feira, o presidente Donald Trump aprovou a Diretriz de Política Espacial 1, uma ordem presidencial que autoriza a Nasa a enviar novamente missões tripuladas à Lua.

A previsão é que a diretriz, que foi firmada sem consulta prévia ao Senado, só entre em vigor quando restar ao presidente dois anos na Casa Branca. Mas tendo em vista os prazos para a aprovação dos orçamentos, muitos especialistas temem ela não será efetiva – a menos que Trump seja reeleito em 2020.

Entenda a seguir o que fez os Estados Unidos, e nenhum outro país, não enviarem uma tripulação sequer à Lua em quase meio século – e por que isso pode mudar agora.

Questão de orçamento

Com a façanha de Armstrong, os Estados Unidos foram coroados em sua batalha pela corrida espacial com a então União Soviética, que já havia colocado um cachorro e um tripulante, Yuri Gagarin, no espaço, mas não conseguiu chegar muito além da atmosfera terrestre.

A iniciativa foi, no entanto, extremamente dispendiosa.

EPA – Trump assinou uma ordem presidencial para a Nasa enviar novamente missões tripuladas à Lua

“Enviar uma nave tripulada à Lua era extremamente caro, e realmente não há uma explicação verdadeiramente científica para sustentá-la”, explica à BBC Mundo Michael Rich, professor de Astronomia da Universidade da Califórnia em Los Angeles.

De acordo com o especialista, para além do interesse científico, por trás das missões à Lua encontravam-se razões políticas – basicamente a competição pelo controle do espaço.

Ao longo dos anos, com a Lua “conquistada” pelos Estados Unidos, pisar no satélite começou a perder o interesse. “Não havia justificativa científica ou política para retornar”, diz Rich.

George W. Bush propôs em 2004, durante seu mandato, um plano semelhante ao de Trump: enviar uma nova tripulação à Lua e, de lá, abrir as portas para a conquista de Marte.

Mas o projeto se desfez, segundo Rich, pela mesma razão pela qual não havia se repetido antes: seu custo.

O governo Barack Obama, que sucedeu Bush, não se mostrou disposto a gastar os US$ 104 bilhões (o equivalente a R$ 344,44 bilhões) calculados como o custo da empreitada.

“Na prática, é muito difícil convencer o Congresso a aprovar um orçamento tão exorbitante quando, a partir do ponto de vista científico, não havia razões suficientes para retornar à Lua. O projeto Apollo (para levar o homem até lá) foi grandioso, mas pouco produtivo cientificamente falando”, comenta.

Durante os anos do programa, o montante que o governo dos Estados Unidos destinava aos projetos da Nasa representava quase 5% do orçamento federal. Atualmente, corresponde a menos de 1%.

“Naqueles anos, os americanos estavam convencidos de que destinar tal quantia para esses projetos era necessário. Depois disso, acredito que a maioria da população não estivesse muito convencida da ideia de que seus impostos fossem destinados a um passeio pela Lua”, afirma.

GETTY IMAGES – Muitas iniciativas privadas buscam um modelo de negócios espacial para explorar minerais da Lua

Outra razão, comenta, é que a Nasa se viu envolvida em outros projetos mais importantes nos anos que se seguiram: novos satélites, sondas a Júpiter, pôr em órbita a Estação Espacial Internacional, investigações sobre outras galáxias e planetas, ou seja, projetos que tinham mais “relevância científica” do que uma potencial viagem de volta ao satélite.

A nova corrida espacial

As potenciais viagens à Lua começaram, no entanto, a ganhar novamente interesse nos últimos anos.

Há cada vez mais iniciativas estatais e privadas que não só anunciam um retorno ao satélite, mas também planos ambiciosos de colonização, a maioria baseada no barateamento de tecnologias e na fabricação de naves espaciais.

A China, por exemplo, planeja pousar na superfície da Lua em 2018, enquanto a Rússia anunciou que pretende ter uma nave ali em 2031.

Rússia pretende ter uma nave na superfície da lua em 2031 – a China prevê pousar ali no ano que vem | Foto: ESA

Enquanto isso, muitas iniciativas privadas buscam um modelo de negócios espacial que englobe desde explorar os minerais que existem na Lua até vender fragmentos do satélite como pedras preciosas.

E, ao que parece, os Estados Unidos não querem ficar para trás.

Novas justificativas

A agência espacial americana sustenta há anos que ainda existem grandes razões para voltar à Lua.

A Nasa considera que o retorno do homem poderia trazer um maior conhecimento da ciência lunar e permitir a aplicação de novas tecnologias no solo.

Além disso, Laurie Castillo, porta-voz da Nasa, assegurou à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, que a agência continua na Lua – mesmo sem a presença humana.

“Temos hoje a Lunar Reconnaissance Orbiter (uma sonda especial americana lançada em 2009 para exploração da Lua), que está fazendo coisas impressionantes”, disse

“Mas quando se leva em conta o desenvolvimento tecnológico que alcançamos, você se pergunta se ainda é necessário enviar um homem fisicamente à Lua para comprovar qualquer tecnologia. Então você conclui que as razões para voltar fogem novamente ao meramente científico”, opina o professor Rich.

BLUE ORIGIN – Jeff Bezos, o magnata da Amazon, é um dos grandes empreendedores do espaço

Logo, o anúncio feito por Trump tem fundo político, avalia.

“Acredito que ele queira dar a ideia de que os Estados Unidos não ficarão para trás na nova corrida espacial.”

Dados os avanços tecnológicos e a aposta do setor privado na conquista especial, Rich não acredita que uma base na Lua ou em Marte esteja longe da realidade.

“Em menos de cem anos, estou quase certo de que a Lua estará muito próxima e que estaremos explorando outros lugares do Universo.”

Fonte: BBC Brasil.com

 

 

 

 

 

 

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ONU vê “porta entreaberta” para negociação com Pyongyang

Na visita de mais alto nível de um emissário das Nações Unidas ao país comunista, diplomata enxerga chance ao diálogo, mas diz que não há ainda qualquer compromisso: “Eles ouviram seriamente os nossos argumentos.”

Diplomata da ONU, Jeffrey Feltman, em encontro com o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong-ho

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman, afirmou nesta terça-feira (13/12) que, após sua recente visita a Pyongyang, acredita que há uma “porta entreaberta” para uma saída negociada com a Coreia do Norte.

Segundo Feltman, as autoridades norte-coreanas afirmaram que é importante evitar a guerra, mas eles não selaram nenhum compromisso.

Feltman se encontrou com o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong-ho, e seu vice, Pak Myong-guk, durante uma viagem de quatro dias a Pyongyang. Foi a visita de nível mais alto de um emissário da ONU à Coreia do Norte desde 2011.

“O tempo dirá qual foi o impacto de nossas discussões, mas acho que deixamos a porta entreaberta e espero firmemente que a porta para uma solução negociada se abra agora”, disse Feltman.

O diplomata da ONU explicou que Pyongyang não lhe ofereceu nenhum compromisso com sua vontade de negociar com a comunidade internacional, mas se mostrou favorável em continuar o diálogo com as Nações Unidas.

“Eles ouviram seriamente os nossos argumentos. Porém, eles não nos ofereceram nenhum tipo de compromisso nesse ponto”, afirmou Feltman. “Eles concordaram que era importante evitar a guerra. E como faremos isso foi o tema de mais de 15 horas de debates.”

O ex-diplomata dos Estados Unidos disse que Pyongyang precisa de tempo para “digerir e considerar” o que foi dialogado e que ele acredita que Ri transmitirá as informações ao líder norte-coreano Kim Jong-un. “Nós insistimos que acreditamos que eles devem indicar se estão dispostos a seguir um caminho diferente”, afirmou.

Feltman disse que pediu que a Coreia do Norte considere “dialogar sobre as negociações” e possivelmente abrir “canais técnicos de comunicação, como uma linha direta entre militares, para reduzir riscos, sinalizar intenções, prevenir mal-entendidos e gerenciar qualquer crise”.

O diplomata, do ponto de vista pessoal, reconheceu que sua visita ao país asiático foi sem dúvida “a missão mais importante de sua carreira”. “Senti a responsabilidade sobre os meus ombros durante o tempo que estive ali”, admitiu.

Condições para o diálogo

Em uma aparente guinada na posição política, o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, disse que os Estados Unidos estão dispostos a conversar com a Coreia do Norte sem pré-condições.

“Estamos prontos para conversar a qualquer momento em que a Coreia do Norte quiser falar. E estamos prontos para termos um primeiro encontro sem condições prévias”, disse Tillerson, na terça-feira, em Washington.

A posição anterior dos Estados Unidos era que a Coreia do Norte teria que chegar à mesa de negociações pronta para desistir de seus programas de mísseis nucleares e balísticos.

“Vamos apenas nos conhecer e podemos falar sobre o tempo, se quiserem. Podemos falar sobre se é uma mesa quadrada ou uma mesa redonda, se isso é o que lhes entusiasma”, disse Tillerson. “Mas podemos ao menos nos sentar e ver um ao outro e então podemos começar a elaborar um mapa, um roteiro, daquilo que talvez estejamos dispostos a trabalhar.”

No entanto, o diplomata americano disse que Pyongyang precisaria suspender os testes de mísseis nucleares e balísticos por um período antes do início das negociações. A diretriz diplomática tem o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, garantiu Tillerson.

Fonte: DW

 

 

 

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Brasil China Espaço Tecnologia

Corte no orçamento do Inpe ameaça novo Satélite Sino-Brasileiro o CBERS 4A

Orçamento real do instituto encolheu quase 70% nos últimos sete anos; dispositivo feito em parceria com a China corre risco de ficar pronto e não chegar ao espaço.

Engenheiros chineses estão no Inpe para iniciar montagem do CBERS 4A Foto: Werther Santana/Estadão

Herton Escobar

Na grande sala de integração de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um misto de engenheiros brasileiros e chineses se aglomera ao redor do corpo metálico e ainda nu do novo Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, o CBERS 4A. Vestindo jaleco, touca e sapatos especiais, eles examinam e testam cada um dos equipamentos que planejam enviar ao espaço.

Previsto para ser lançado em dezembro de 2018, mas já adiado para meados de 2019, o CBERS 4A é uma das vítimas mais ilustres da crise de recursos humanos e financeiros que ameaça paralisar projetos e serviços essenciais do Inpe. Entre eles, o monitoramento da Amazônia e as “previsões numéricas” do tempo, que são a base de toda a meteorologia nacional.

“A situação é terrível”, diz o diretor do instituto, Ricardo Galvão. O orçamento real do Inpe encolheu quase 70% nos últimos sete anos, de R$ 326 milhões, em 2010, para R$ 108 milhões, em 2017, segundo dados obtidos pelo Estado e corrigidos pela inflação. Já o quadro de funcionários encolheu quase 25% em dez anos.

Para 2018, a tendência é piorar. A proposta do governo é cortar 39% do orçamento de todos os institutos e autarquias ligadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, incluindo o Inpe e a Agência Espacial Brasileira.

“Esse corte certamente implicará a descontinuidade de alguns programas de grande relevância no instituto”, alerta Galvão. “Tenho sérias dúvidas se vamos conseguir renovar essa colaboração com a China.”

O CBERS 4A (pronunciado “cibers”, na sigla em inglês) é o sexto satélite produzido em parceria pelos dois países. Dotados de câmeras que escaneiam continuamente a superfície terrestre, eles produzem imagens essenciais para o planejamento e monitoramento de safras, gestão de recursos hídricos, planejamento urbano, controle do desmatamento e outras aplicações. As imagens são distribuídas gratuitamente online para milhares de usuários, principalmente do setor agrícola.

Cegueira espacial

Já existe a intenção de renovar a parceria para a construção de mais dois satélites, mas o CBERS 4, que é o único ainda operacional em órbita, dificilmente viverá o suficiente para isso – sua expectativa de vida útil se encerra agora, em dezembro. A partir daí, ele pode parar de funcionar a qualquer momento, deixando o Brasil “cego” no espaço.

“O CBERS 4A foi concebido para preencher essa lacuna entre o fim da vida do CBERS 4 e a concepção da próxima geração de satélites”, diz o coordenador do Segmento Espacial do programa, Antonio Carlos Pereira Junior. O projeto do 4A é quase idêntico ao dos CBERS 3 e 4, aproveitando peças sobressalentes para encurtar ao máximo o tempo necessário para colocá-lo em órbita. Ainda assim, os entraves burocráticos, jurídicos e financeiros são muitos, diz Pereira Junior.

Para voar em dezembro de 2018, diz ele, o contrato de lançamento deveria ter sido assinado em junho – com 18 meses de antecedência, pelo menos, por causa de todos os preparativos necessários. A dúvida agora é se haverá recursos suficientes nas contas do ano que vem para lançá-lo em 2019. “Corremos o risco de ter o satélite pronto e não conseguir lançá-lo.”

O orçamento aprovado para o programa CBERS neste ano foi de R$ 70 milhões. Em meio a cortes e contingenciamentos, porém, o Inpe recebeu menos da metade disso: R$ 31,5 milhões. O custo do lançamento é de US$ 15 milhões para cada país (cerca de R$ 50 milhões, pela cotação do dólar).

Impactos

Outro projeto ameaçado pelo aperto fiscal é o do Amazonia 1, primeiro satélite de observação da Terra 100% brasileiro, que está em construção no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Inpe.

A meta é ter o satélite pronto em janeiro de 2019, mas contratos e licitações que precisam ser feitos com antecedência estão caindo em atraso. Dos R$ 58 milhões previstos no orçamento deste ano, o projeto recebeu só R$ 15 milhões.

Tanto o CBERS quanto o Amazonia são considerados essenciais para que o Brasil não dependa exclusivamente de satélites estrangeiros para monitorar seu território. O Inpe gasta US$ 250 mil por ano comprando imagens dos satélites Landsat (americano) e Resourcesat (indiano), indispensáveis para o monitoramento do desmatamento na Amazônia – complementadas pelo CBERS 4.

Mas até para isso o Inpe está sem recursos, afirma Galvão. “Não paguei o contrato do Landsat este ano, e não sei como vou pagar no ano que vem.”

Fonte: Estadão

 

 

 

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Brasil Defesa Espaço Negócios e serviços Opinião Tecnologia

Opinião: ‘Itália pode ajudar o Brasil a construir satélites’

Brasil e Itália escreveram um novo capítulo nas suas relações políticas e comerciais ao longo da semana no âmbito da cooperação espacial. O especialista em armamento e defesa Pedro Paulo Resende falou com exclusividade à Sputnik Brasil sobre a possível cooperação da Itália no âmbito do programa espacial brasileiro.

Na quarta-feira, 22 de novembro, durante o encontro Seminário de Amizade, realizado na Câmara dos Deputados, o Brasil convidou a Itália para participar do programa espacial brasileiro.

O especialista em questões de armamento e defesa, o jornalista Pedro Paulo Rezende disse em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil que a cooperação italiana no programa espacial brasileiro poderia se dar no âmbito da construção de satélites geoestacionários.

“O Brasil pretende construir três satélites geoestacionários. Nós já temos um em órbita, basicamente de tecnologia francesa, e o governo brasileiro vem fazendo convites a vários países para resultar em propostas que atendam às nossas necessidades relacionadas à pesquisa espacial. Esses satélites geoestacionários são dedicados 50% à utilização para uso militar e 50% para uso civil”, afirmou.

São chamados de geoestacionários os satélites que se encontram aparentemente parados em relação a um ponto fixo sobre a Terra. Esse ponto fixo ocorre, geralmente, sobre a Linha do Equador. Como são posicionados sempre sobre o mesmo ponto da Terra, os satélites geoestacionários são utilizados para comunicações e para observação de regiões específicas do planeta.

De acordo com Pedro Paulo Rezende, o Brasil vem procurando ampliar a cooperação espacial com diversos países além da Itália.

“Há alguns dias, o Ministro da Defesa, Raul Jungmann, esteve em Washington conversando com responsáveis pelo setor aeroespacial dos Estados Unidos. E como o Brasil está estendendo este chamado a vários outros países, não me surpreenderei se os próximos convidados forem Rússia e China. Então, é bem provável que outros países entrem nessa disputa”, declarou.

Além disso, foi destacado que há negociações entre Brasil e Itália para modernização de blindados e para as operações do avião militar AMX construído em conjunto pelos dois países. Além disso, a Itália está participando de licitação internacional para construção de quatro corvetas para a Marinha do Brasil.

A Sputnik Brasil também procurou a Agência Espacial Brasileira para se manifestar sobre o convite à Itália para participar do programa espacial brasileiro mas, até o momento do fechamento desta matéria, a AEB ainda não havia designado representante para prestar as informações solicitadas.

Fonte: Sputnik

 

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China revela seu ambicioso programa espacial

Foto – © AFP 2017/

A China tenciona reforçar seu sistema de transporte espacial no âmbito de seu objetivo estratégico de se tornar uma superpotência espacial, de acordo com o quadro de referência para 2017-2045, publicado no site da Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China.

A agenda estabelece um conjunto de objetivos ambiciosos, descrevendo o que nas próximas décadas a República Popular planeja atingir no espaço.

Até 2020, Pequim planeja modernizar sua família de foguetes Longa Marcha, um dos quais, o  Longa Marcha 8, deverá fazer seu voo experimental  em 2019.

O foguete Longa Marcha 9, capaz de transportar mais de 100 toneladas de carga e projetado para enviar missões tripuladas à Lua e não tripuladas a Marte, realizará seu primeiro voo em 2030, como parte do programa chinês de exploração da Lua e de Marte.

Também, até 2020, Pequim planeja começar a prestar vários serviços de lançamento comercial, que serão relativamente baratos e eficazes devido à modernização em curso de seus foguetes portadores.

De acordo com a agenda, até 2025, a China planeja também passar a utilizar seu próprio veículo espacial reutilizável e tornar todos os seus veículos espaciais reutilizáveis até 2035. Isso ajudaria a desenvolver a indústria do turismo espacial suborbital, já que o primeiro ônibus espacial da China realizará seu voo inaugural em 2020.

Além disso, o país asiático planeja lançar uma nova geração de foguetes reutilizáveis de dois estágios e ônibus espaciais de energia nuclear, com vista à prospeção de recursos minerais em planetas e asteroides pequenos, bem como para construir estações de energia solar no espaço.

Nas últimas décadas a China tem alcançado grandes êxitos na área de exploração do espaço. O país pretende pousar no lado escuro da Lua até 2018, e chegar a Marte antes do final da década.

Desde 2003, a República Popular tem organizado passeios espaciais, fez pousar um rover na superfície da Lua e inaugurou um laboratório espacial que, como se espera, preparará o terreno para uma estação espacial de 20 toneladas.

A construção de novos centros de lançamento espacial, ambiciosos programas de exploração da Lua e de Marte, voos espaciais regulares fazem com que o país rapidamente ocupe seu nicho na exploração espacial em pé de igualdade com a Rússia e os EUA.

Fonte: Sputnik