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Brasil quer reativar acordo com EUA sobre a Base de Alcântara

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou nesta sexta-feira, 30, que o governo espera retomar as negociações com os Estados Unidos sobre o uso da base de lançamento de foguetes de Alcântara, no Maranhão. A declaração foi dada durante um evento no Palácio do Itamaraty, que busca aumentar a parceria comercial entre os dois países na área da defesa.

“Um exemplo dessa parceria seria a utilização da Base de Alcântara (pelos EUA). Nós queremos que ela seja retomada dentro de uma perspectiva soberana e um jogo de ganhar e ganhar (para os dois países)”, disse Jungmann.

Segundo o ministro, o governo pretende mandar um novo projeto de lei ao Congresso para regularizar a utilização do local pelos americanos. Ele não deu detalhes sobre o que seria mudado em relação a lei em vigor, mas disse que o tema tem sido tratado sob a ótica “comercial”. “Evidentemente que se trata da utilização comercial da base, que tem vantagens geográficas frente a outras plataformas de lançamento”, comentou.

Em 2013, a então presidente da República, Dilma Rousseff, ensaiou uma reaproximação com os EUA, mas as conversas bilaterais não avançaram. Na época, o governo afirmava que a hipótese de reservar áreas da base para uso exclusivo americano, como chegou a ser estabelecido no Tratado de Salvaguardas (TSA) assinado pelo governo Fernando Henrique Cardoso, em abril de 2000, nem sequer seria considerada.

Também presente no evento, a embaixadora dos Estados Unidos, Liliana Ayalde, afirmou que o país vai avaliar esta possibilidade, mas que o fato de os dois países terem retomado essa conversa é “muito importante”.

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: O Povo

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Se a Rússia não tivesse intervindo, a Síria já não existiria

 

 

 

O conflito civil na Síria já se prolonga por mais de cinco anos e, segundo a estatística oficial da ONU, já levou as vidas de mais de 400 mil pessoas. De fato, o país passa por uma catástrofe humanitária.

As ações militares forçaram quase metade da população de 23 milhões de habitantes a deixar suas casas.

A situação na Síria era assim um ano atrás, quando a Rússia decidiu prestar ajuda no contexto da ameaça global do terrorismo. O presidente sírio Bashar Assad pediu ao seu homólogo russo Vladimir Putin para prestar ajuda militar ao seu país na luta contra terrorismo. Na altura foi tomada a decisão de que esta ajuda só seria expressa por apoio aéreo russo para reforçar as ações das tropas do exército sírio. A participação das tropas russas no terreno nunca foi considerada como uma possível variante do desenvolvimento da situação.

Não obstante o descontentamento e receios dos Estados Unidos, os ataques da Força Aeroespacial russa foram precisos e levaram a perdas sérias nas fileiras do grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia).

Agora, passado um ano, chegou a altura de fazer um balanço e vários especialistas russos e estrangeiros estão fazendo isso. Uma das questões principais é bastante simples: será que a participação russa mudou de forma drástica o desenvolvimento da situação?  O editor-chefe do jornal Rússia na Política Global Fyodor Lukyanov partilhou da sua visão da situação com a Sputnik Japão.

“O êxito principal da Rússia é que conseguiu evitar a completa desorganização do Estado sírio. Se a Rússia não tivesse interferido um ano atrás, é provável que Bashar Assad e o próprio Estado da Síria simplesmente já não existissem. No verão e outono de 2015 [inverno e primavera no hemisfério Sul] tal cenário era muito realístico”, disse.

Ao mesmo tempo, o especialista nota que seria incorreto dizer que foi atingido algum tipo de regulação política, “já que nenhuma das partes pode vencer por via militar”. Mesmo com a ajuda russa, as forças governamentais sírias não têm potencial suficiente para resolver todas as tarefas militares necessárias, acha o especialista.
É importante destacar também que a situação na Síria continua ficando mais complicada com o decorrer do tempo, especialmente com a repetida confrontação mútua entre os EUA e a Rússia relativamente à coordenação das ações no formato comum numa luta conjunta contra o Daesh.

“O nível de desconfiança entre os EUA e a Rússia é de quase 100%. Nesta situação, a guerra informacional faz parte dessa confrontação dentro do conflito sírio. Pois a Rússia na Síria desempenha atualmente um papel vital, ela é quase a protagonista do ponto de vista de sua influência nesse conflito. E isso causa muito descontentamento e irritação aos americanos”, notou Lukyanov.

Enquanto a situação está perturbada e incerta, todo o mundo, inclusive o especialista, admite que Rússia atingiu seu objetivo principal de não permitir uma desintegração completa da Síria.

Foto: © Foto: Russian Defence Ministry

Fonte: Sputnik News

EUA: “Não conseguiremos impedir outras forças de armar a oposição síria”

O vice do Secretário de Estado norte-americano, Anthony Blinken, declarou que, no caso da falha do acordo da Rússia e dos EUA sobre a Síria, Washington terá dificuldade de impedir “outras forças” de armar a oposição síria.

“Existem muitos players externos e nós, durante estes anos, contivemos alguns deles. No entanto, acredito que será difícil de conter os aliados externos de diferentes grupos na Síria”, disse o diplomata norte-americano à agência Sputnik.

Mais cedo nesta quarta-feira, o porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, causou grande mal-estar internacional ao afirmar que a Rússia sofreria graves consequências com a falta de paz na Síria, incluindo ataques terroristas contra interesses, aviões, cidades e soldados russos.

Fonte: Sputnik News

Moscou adverte Washington contra fornecimento de MANPADS à oposição síria

Quaisquer tentativas de Washington de fornecer sistemas de defesa aérea portáteis (MANPADS) à oposição síria seria absolutamente contraproducente, afirmou nesta sexta-feira (30) o vice-chanceler russo Mikhail Bogdanov.

“Eu acho que vai ser uma abordagem completamente contraproducente”, disse Bogdanov em entrevista à RT, comentando relatos de que os EUA poderiam estar considerando equipar a oposição síria com armamentos modernos, incluindo sistemas de defesa aérea.

“No final, essas pessoas [os rebeldes sírios], que foram treinadas e armadas pelos americanos, podem fazer o mesmo que eles fizeram em 11 de Setembro em Nova York”, advertiu Bogdanov

Fonte: Sputnik News

  • Talvez o exemplo mais notório no emprego de mísseis MANPADS, tenha ocorrido na guerra do Afeganistão nos anos 80, quando os EUA decidiram disponibilizar os mísseis Stinger aos Mujahideens, que combatiam contra os soviéticos. Algumas fontes dão conta de que a CIA colocou nas mãos dos combatentes Mujahideens, cerca de dois mil mísseis Stinger.

Edição:Konner/Plano Brasil

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Rússia responde à ameaça dos EUA de romper cooperação na Síria

A porta-voz oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, respondeu à ameça feita pelo Departamento de Estado dos EUA de suspender a cooperação com Moscou na Síria.

Em sua conta oficial no Facebook, a diplomata escreveu que o fim da cooperação entre Moscou e Washington seria o melhor presente possível que os EUA poderiam oferecer aos terroristas.

“Um “presente aos terroristas” é certamente a junção da Frente al-Nusra com a “oposição moderada”, a entrega de ajuda humanitária aos rebeldes e o bombardeio do exército sírio que combate o Daesh [Estado Islâmico]. Mas o melhor deles seria a recusa de Washington em cooperar com a Rússia sobre a regulação da crise síria” – escreveu Zakharova.

Segundo ela, “se a ameaça vinda de Washington sobre o fim da cooperação for consolidada numa decisão formal, não haverá mais dúvidas – a Casa Branca apadrinhou os rebeldes e a praça terrorista está em grande festa”.

Comentário de Zakharova também faz alusão à declaração da porta-voz da representante permanente dos EUA na ONU, Samantha Power, que tachou as ações das forças russas e sírias de “presente” aos grupos terroristas Daesh e Frente al-Nusra, ambos proibidas na Rússia e em diversos países.

Em sua mensagem, a diplomata russa lembrou ainda que por muito tempo Washington sequer assumia a existência de terroristas na Síria.

Fonte: Sputnik News

 

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“Washington mais uma vez mostra-se ignorante quanto ao Direito internacional”

A assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores acredita que Washington mais uma vez mostra-se ignorante quanto ao direito internacional por adotar a Lei da Justiça Contra Patrocinadores do Terrorismo.

A lei (JASTA, sigla em inglês) chamada de antissaudita, permite aos familiares das vítimas dos ataques de 11 de Setembro de 2001 de processar a Arábia Saudita, sendo este suspeito de ligação com os terroristas que sequestraram os aviões derrubados.

“Os EUA, onde políticos acreditam demasiadamente na sua ‘exclusividade’, continuam persistentemente proliferando a sua jurisdição em todo o mundo, sem respeitar o conceito de soberania nacional e bom senso”, avaliou a lei a diplomacia russa.

O Ministério do Exterior destacou que “chegou ao ponto, nesse caso, que até a administração de Barack Obama, que usa e abusa da chantagem jurídica contra outros países, posicionou-se contra… Entretanto, o Congresso norte-americano anulou o veto devido à agiotagem eleitoral”.

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou a eliminação do veto com 348 votos a favor e 77 contra. O Senado contou com 97 votos a favor e apenas 1 contra.

Foto: © flickr.com/ rj_schmidt

Fonte: Sputnik News

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Arábia Saudita alerta EUA para consequências “desastrosas” e “perigosas” da lei sobre 11/Setembro

Arábia Saudita pede ao Congresso americano para que recue da legislação que permite a familiares das vítimas dos atentados terroristas processar o governo do reino e alerta para “consequências desastrosas e perigosas”.

A Arábia Saudita condenou, nesta sexta-feira (30/09), a lei dos Estados Unidos que abre a familiares de vítimas dos atentados de 11 de Setembro a possibilidade de processar o governo saudita por uma suposta colaboração com os terroristas. Um diplomata do reino afirmou que a lei americana é uma questão de “grande preocupação”.

O Ministério do Exterior da Arábia Saudita afirmou que Congresso dos EUA deve “tomar as medidas necessárias para corrigir essa legislação a fim de evitar as consequências desastrosas e perigosas que podem resultar”. A afirmação foi feita por um porta-voz, sob anonimato, e divulgada pela agência de notícias oficial do reino.

O alerta veio depois de o Congresso dos Estados Unidos ter votado por ampla maioria, nesta quarta-feira, contra o veto do presidente Barack Obama à chamada “Lei de Justiça contra Promotores do Terrorismo” (Jasta, na abreviação em inglês). A legislação dá aos parentes dos mortos nos ataques de 2001 o direito de exigir indenização do governo saudita nos tribunais federais americanos.

A lei “enfraquece a imunidade dos Estados”, uma situação que “vai ter um impacto negativo sobre todos os Estados, incluindo os EUA”, afirmou o porta-voz do Ministério do Exterior da Arábia Saudita. Riad pressionou fortemente contra a lei no período que antecedeu a votação.

Embora 15 dos 19 terroristas envolvidos nos ataques de 11 de Setembro em solo americano fossem cidadãos sauditas, não há nenhuma evidência que conecte o governo saudita aos extremistas. Riad, um aliado-chave para os EUA, sempre negou veementemente as acusações de envolvimento nos atentados, que deixaram cerca de 3 mil mortos.

Consequências negativas

Obama também se mostrou preocupado com a Jasta, afirmando que a legislação poderia colocar os EUA no banco dos réus devido ao princípio da reciprocidade. A legislação poderia, por exemplo, levar a ações judiciais de estrangeiros que busquem compensações por danos ou mortes causadas por missões militares dos Estados Unidos no exterior.

Enquanto isso, analistas advertem que a incerteza em torno da legislação pode afetar negativamente o comércio bilateral, os investimentos e a cooperação de inteligência com um grande aliado. “Será muito difícil para a Arábia Saudita continuar com a cooperação de inteligência se eles [os americanos] tomam uma posição tão hostil”, disse Jamal Khashoggi, um veterano analista e jornalista saudita.

Segundo ele, as autoridades sauditas provavelmente estão debatendo se devem agir agora ou “esperar até a abertura do primeiro processo em alguma pequena cidade americana”.

PV/lusa/rtr/afp/ap

Foto: © Kevin Lamarque / Reuters – Barack Obama com o Rei saudita Salman no Erga Palace em Riad, Arábia Saudita em 20 de Abril de 2016.

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: DW

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FAB PÉ DE POEIRA: Terceiro Grupo de Artilharia Antiaérea (3º GDAAe) Grupo Defensor realiza cursos operacionais

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Militares do Terceiro Grupo de Defesa Antiaérea, sediado em Anápolis (GO), participam, até a próxima sexta-feira (30/09), de cursos operacionais relacionados ao Sistema Antiaéreo IGLA, que é o míssil de curto alcance utilizado por todas as antiaéreas da Força Aérea Brasileira (FAB).

O objetivo é o treinamento dos sargentos, cabos e soldados do grupo para que possam realizar as missões das unidades de tiro na menor fração de emprego de defesa antiaérea. A meta também é capacitar os militares para detectar e engajar, com o próprio equipamento orgânico, um vetor hostil designado por um centro de controle.

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Uma das atividades já realizadas foi o disparo reduzido do Sistema Antiaéreo IGLA. O exercício teve a finalidade de permitir aos alunos que conheçam o primeiro estágio de funcionamento do míssil. Um dos 24 alunos do curso, o Cabo Calmon Rafael Oliveira Teixeira explicou a importância dessa atividade.

“O disparo reduzido possibilita um crescimento operacional muito grande para o atirador, simulando todas as condições de um disparo real”, destacou.

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Foto: Fagner Vinicius

Já o coordenador do curso, Capitão de Infantaria Júlio César do Amaral Junior, destacou a importância operacional do curso.

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“O objetivo é formar Comandante de Unidade de Tiro, atirador e remuniciadores para Defesa Antiaérea da Força Aérea Brasileira. Esses três militares compõem a unidade de tiro, que é posicionada no terreno em treinamentos de missões reais, como realizado nos Jogos Olímpicos 2016. Os grupos de Defesa Antiaérea atuam como elos do Comando de Defesa Aéreo Espacial Brasileiro (COMDABRA)”, explicou.

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Fonte: FAB

Edição Pé de Poeira

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Uralvagonzavod T-90MS – Um dos melhores

Expressão russa de um Carro de Combate de 3ª geração o T-90 em todas as suas versões, é um dos produtos que claramente demonstram a transformação industrial da então União Soviética para a Rússia atual, porém, sem perder é claro a identidade do produto e as boas qualidades e lições aprendidas no passado.

Em uma mistura clara entre “o velho” e “o novo” o T-90 MS emerge como a mais moderna versão de Carro de Combate disponível na indústria Russa hoje, demonstrando que mesmo nos mais avançados teatros de operação ainda podem existir espaços para soluções advindas até mesmo da década de 60 atuando em conjunto com as soluções da última década.

O T-90MS dá novo fôlego ao herdeiro de uma longa história de carros de combates soviéticos e garante não só sua permanência no mercado mas também a tomada da dianteira sob diversos aspectos de inovação em um veículo ágil e muito mais leve do que seus principais concorrentes.

https://www.youtube.com/watch?v=ZZsalv6HmsQ

Texto de Luiz Medeiros

Edição: Konner/Plano Brasil

 

 

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Conflitos Estado Islãmico Estados Unidos Geopolítica Opinião Rússia Síria Terrorismo

EUA investiram muito na oposição Síria para se retirar assim facilmente

Comentando a retórica militarista dos EUA em relação à Rússia, e suas ameaças que os terroristas iriam atacar a Rússia, o analista político russo Aleksei Fenenko explicou por que os EUA continuarão armando a oposição radical na Síria e quais são os motivos dessa retórica.

“Os grupos extremistas continuarão usando o vácuo que há na Síria para expandir sua atividade, o que pode incluir ataques contra interesses russos, talvez até contra cidades russas. A Rússia vai continuar enviando soldados para casa em sacos para cadáver e vai continuar perdendo recursos, talvez até mesmo aeronaves”, disse John Kirby, porta-voz do Departamento de Estado durante sua coletiva de imprensa.

Comentando esta declaração, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia Sergei Ryabkov disse na quinta-feira que isto reflete um estado de “frustração emocional”.

Aleksei Fenenko, pesquisador principal no Instituto de Problemas de Segurança Internacional da Academia de Ciências da Rússia, explicou à RIA Novosti o que está por trás desta retórica e como os EUA continuarão armando a oposição radical na Síria.

“Os EUA vão continuar tentando armar a oposição radical na Síria, isso é parte de sua estratégia”, disse o especialista.

“Os americanos têm investido demasiado na Síria para serem capazes de se retirar assim tão facilmente. Apesar de toda sua retórica sobre a Síria, qualquer tentativa dos EUA para recuarem será considerada como uma derrota, assim eles vão continuar ajudando a oposição radical”, disse o cientista político.

Ele explicou ainda que, a partir de agora e até janeiro, irá decorrer um período muito perigoso, porque Obama em breve vai abandonar o cargo presidencial e precisa fazer algo realmente notável até o final de sua presidência.

“Eu não sou otimista sobre as nossas perspectivas da cooperação. Obama não se está tornando apenas um ‘pato coxo’, mas ele sente a extrema necessidade de fazer algo extraordinário antes do fim do mandato. O chamado ‘resgate’ ou ‘salvação’ da oposição síria pode se tornar algum desses ‘eventos extraordinários'”, afirmou o especialista.

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

 

 

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Destaques Geopolítica Opinião Rússia

Estaria Pútin realmente planejando o retorno da URSS?

O presidente russo Vladímir Pútin declarou em várias ocasiões que o colapso da União Soviética foi um erro geopolítico. Embora seu discurso seja muitas vezes interpretado como um desejo de retomar o bloco, há pouca razão para acreditar nisso.

Será que Vladímir Pútin quer restaurar a União Soviética? Ninguém pode provar que ele não queira. No entanto, ninguém pode provar também que Barack Obama não quer transformar os EUA em  uma monarquia ou que Bill Bailey não tenha o desejo de se tornar o novo Dalai Lama.

É evidente que Pútin se sente nostálgico em relação ao passado soviético, já que isso é natural para muitos russos com sua idade – e, sobretudo, com seu histórico. Eu também sinto saudade dos anos 1970 e 1980; essa foi a época de minha infância e juventude, com todas as lembranças maravilhosas e inesquecíveis tão exclusivamente associadas a esse período da vida.

Mas, deixando de lado todos os sonhos, desejos (inclusive ocultos) e nostalgia, estaria Pútin realmente planejando o retorno da URSS? A resposta é um “não” definitivo, afinal, o líder russo é um político racional capaz de fazer uma avaliação realista das capacidades atuais da Rússia, bem como da natureza do atual sistema internacional.

Em primeiro lugar:

A União Soviética foi erguida sobre uma coesa e poderosa base ideológica comunista que contava – pelo menos durante a primeira metade do século 20 – com centenas de milhões de seguidores por todo o mundo.

A ênfase atual do Kremlin na “soberania” e sua preocupação com as “revoluções coloridas” indicam o caráter mais isolacionista do que expansionista do regime; ambos escancaram o medo evidente de ideologias estrangeiras penetrarem na Rússia, e não a intenção de promover uma ideologia universalista no exterior.

Em segundo lugar:

A União Soviética se baseava em um modelo de modernização exclusivo. Era cruel e implacável, mas, em vários aspectos, permitia uma mobilização social e política muito eficiente. O exemplo mais representativo dessa capacidade é, naturalmente, a Segunda Guerra Mundial, mas há outros, como o programa espacial soviético. Hoje, essa singularidade não existe mais – a Rússia tornou-se um Estado capitalista, ainda que sua transição do comunismo seja incompleta e incoerente.

Em terceiro lugar:

Não há simplesmente vontade política nem compromisso necessário para iniciar a restauração da ex-União Soviética. Após a reunificação alemã, Berlim introduziu o chamado “imposto de solidariedade” para facilitar a integração da antiga Alemanha Oriental à República Federal; e a sociedade alemã aceitou esse encargo adicional sem grande oposição. No entanto, a ideia de um imposto similar para reintegrar a Crimeia à Rússia não foi recebido com entusiasmo em Moscou, e a ideia foi rapidamente abandonada.

Será que isso significa que a Rússia não está tentando manter sua influência sobre o território da antiga União Soviética? Claro que não. As ex-repúblicas soviéticas não são para a Rússia o mesmo que as colônias britânicas na África foram para o Reino Unido; o nível de integração econômica, social e cultural soviética faz com que essas repúblicas sejam mais semelhantes a Irlanda e Escócia.

O histórico de políticas do Kremlin na vizinhança ao longo dos últimos 25 anos tem sido, em grande parte, marcado por diversas tentativas – sobretudo desajeitadas e mal sucedidas – de criar um cinturão de ‘Estados amigos’ ao longo das fronteiras russas, mantendo, assim, os laços econômicos, sociais e humanitários que tem raízes profundas na história dessa imensa região do planeta.

As prolongadas repercussões das crises na Geórgia e na Ucrânia tornam esse objetivo mais difícil e distante do que nunca, mas nem mesmo esses conflitos sangrentos alteram um fator fundamental: a Rússia só pode garantir segurança e prosperidade se o país estiver rodeado por vizinhos estáveis, vibrantes e amigáveis.

A tentativa mais recente de assumir essa grande tarefa vem do conceito da União Econômica da Eurásia (UEE). Os países do chamado Ocidente deveriam estar preocupados com essa iniciativa? Trata-se de um disfarce para uma nova União Soviética?

Mais uma vez, repito: não. A meu ver, a UEE é um projeto sem futuro ou inofensivo. É uma iniciativa inútil se continuar sendo essa “santa aliança” de regimes econômicos e sociais antiquados incapazes e sem disposição para gerar reformas significativas. E é inofensiva se a integração econômica da Eurásia continuar baseada em uma profunda transformação dos Estados-membros no sentido de estimular livre mercado, inovação social e pluralismo político. Neste último caso, a Rússia poderia, enfim, superar seu trauma pós-imperial sem despender mais sangue e dinheiro.

Andrêi Kortunov

  • Andrêi Kortunov é diretor do Conselho Russo para Assuntos Internacionais.

Foto: © Alexandr Demyanchuk / Sputnik

Edição: Konner/Plano Brasil

 

Fonte: Gazeta Russa

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Conflitos Terrorismo

Índia lança ofensiva na Caxemira

Em resposta a atentado em base militar atribuído a grupo baseado no Paquistão, Exército indiano realiza “ataques cirúrgicos” na fronteira. Os dois países disputam há décadas a região.

O Exército da Índia anunciou nesta quinta-feira (29/09) que lançou “ataques cirúrgicos” na noite anterior ao longo da fronteira de fato com o Paquistão, na disputada região da Caxemira. O objetivo das operações “antiterroristas” seria frustrar uma série de atentados planejados contra importantes cidades.

Segundo o tenente-general indiano Ranbir Sing, os “ataque cirúrgicos” pretendem evitar a “infiltração de terroristas” nas regiões de Jammu e Caxemira. O militar disse que houve “baixas significativas”.

O Paquistão, por sua vez, afirmou que dois de seus soldados foram mortos em trocas de tiros ao tentar repelir a “incursão” indiana. Islamabad negou que a Índia tenha realizado ataques com alvos específicos, como alegou o país vizinho.

As operações foram realizadas dias depois de um grupo de quatro insurgentes, supostamente do Paquistão, se infiltrarem e executarem um ataque suicida na base de Uri, na Caxemira. O atentado na instalação militar de infantaria perto da chamada Linha de Controle (LoC), a fronteira de fato, causou a morte de 18 soldados no último dia 18 de setembro.

Nova crise

O Exército indiano atribuiu o ataque ao grupo rebelde Jaish-e-Mohammad, com base no Paquistão. Este já tinha sido implicado num ataque, em janeiro, a uma base da Força Aérea indiana em Pathankot, no estado do Punjab, no qual morreram sete soldados.

O ministro do Interior indiano, Rajnath Singh, chegou a acusar Islamabad de enviar radicais para realizar o ataque, dizendo que o país vizinho era um “Estado terrorista”. O episódio abriu uma nova crise entre os dois países, levantando a possibilidade de uma escalada militar que colocaria fim a um cessar-fogo declarado na Caxemira em 2003.

Uma ofensiva da diplomacia indiana levou ao cancelamento da cúpula da Associação para a Cooperação Regional do Sul da Ásia (Saarc). Programado para novembro em Islamabad, o encontro não será realizado devido à decisão da Índia, de Bangladesh, do Butão e do Nepal de não comparecer.

A Índia e o Paquistão reivindicam a soberania sobre a Caxemira, dividida entre eles após o fim do domínio britânico, em 1947. Três guerras foram disputadas pelos dois países desde então, duas delas envolvendo a Caxemira.

LPF/lusa/efe/rtr

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: DW

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OPEP vai reduzir produção de Petróleo

Medida visa aumentar preço da commodity, que despencou pela metade nos últimos dois anos. Contribuição de países-membros no corte será definida em Novembro. Após notícia, cotação fecha em alta de 5,9%.

Os países-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) chegaram nesta quarta-feira (28/09), em Argel, a um acordo para reduzir a produção de petróleo na tentativa de aumentar o preço da commodity. O corte é o primeiro realizado desde 2008.

O acordo preliminar prevê uma redução na produção para uma faixa entre 32,5 milhões e 33 milhões de barris por dia em 2017. Atualmente, os países da organização produzem 33,2 milhões de barris diariamente. Os níveis individuais de corte para cada país-membro e a duração da medida serão decididos numa reunião marcada para o fim de novembro.

Os países da Opep – entre eles a Arábia Saudita, Iraque, Irã, Nigéria e Angola – fornecem cerca de 40% da oferta mundial de petróleo. Riade tem parte da culpa na queda dos preços. O país possui a segunda maior reserva mundial do produto e inundou o mercado com a commodity para combater a extração por fracking, em expansão nos Estados Unidos, e dificultar a entrada do Irã no mercado.

A notícia do acordo preliminar animou o mercado e fez com que o preço da commodity fechasse em alta nesta quarta-feira. O petróleo Brent subiu 5,9%, sendo comercializado a 48,69 dólares o barril. O tipo U.S. West Texas Intermediate (WTI) subiu 2.38 dólares, ou 5,3%, para 47,05 dólares.

O preço do petróleo caiu mais de 50% desde meados de 2014, quando o barril era cotado a mais de 100 dólares e chegou, no início deste ano, a ser comercializado por 30 dólares. Essa queda causou problemas nas economias de alguns países exportadores, como a Venezuela e a Rússia.

CN/lusa/afp/ap/rtr

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: DW

Petróleo de Xisto americano sobrevive ao colapso

Quando os preços do petróleo começaram a cair há dois anos, devido ao excedente global de oferta, os especialistas previram que os produtores de petróleo de xisto dos Estados Unidos seriam as grandes vítimas.

Mas as empresas americanas que revolucionaram o negócio de petróleo e gás com o fraturamento hidráulico, ou “fracking”, e a perfuração horizontal estão sobrevivendo ao massacre praticamente ilesas.

Embora o colapso de preços tenha provocado uma onda de falências, a produção total de petróleo americano caiu apenas 535 mil barris por dia até o momento este ano ante o mesmo período de 2015, quando ela ficou em uma média de 9,4 milhões de barris, segundo os dados federais mais recentes.

Num momento em que os mercados tentam adivinhar em quais regiões a produção voltará a crescer quando os preços se recuperarem, uma resposta está clara: América. O Goldman Sachsprevê que os EUA estarão bombeando um adicional de 600 mil a 700 mil barris de petróleo por dia até o fim de 2017 — compensando cada gota perdida durante a crise.

Poucos previram isso no segundo semestre de 2014, quando a Arábia Saudita sinalizou que não iria reduzir sua produção para derrubar os preços do petróleo. Especialistas do setor concluíram que uma redução brutal de preços forçaria os produtores menos eficientes conhecidos como “marginais” — um grupo que inclui os produtores de xisto — a sair do mercado.

Mas a maior consequência da decisão saudita e subsequente queda nos preços foi um atraso nos megaprojetos caros de petróleo, como as plataformas em águas profundas na costa de Angola e as minas de areias betuminosas no Canadá.

Mesmo se os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), reunidos esta semana na Argélia, conseguirem fechar um acordo ainda este ano para cortar a produção, os produtores americanos cobrirão esse vácuo. “Os EUA não são produtores marginais, mas são os mais flexíveis”, diz R.T. Dukes, analista da consultoria britânica Wood Mackenzie. “Serão os mais rápidos a voltar.”

Mais de 100 produtores americanos de petróleo entraram em recuperação judicial durante a crise, mas mesmo essas empresas continuaram a explorar petróleo e gás. Muitos se livraram da recuperação judicial e ficaram mais fortes graças a um resultado financeiro sem dívidas. A SandRidge Energy Inc., que entrou em recuperação judicial em maio, sairá desse processo no próximo mês, depois de eliminar quase US$ 3,7 bilhões em dívidas.

Muitos operadores de xisto enfrentam dificuldades no nível atual de preços, buscando novas injeções de recursos em Wall Street enquanto operam com prejuízo. Mas os produtores mais fortes, como a EOG Resources Inc. e a Continental Resources Inc., em breve serão capazes de gerar dinheiro suficiente para fazer novos investimentos e pagar dividendos — assim como impulsionar a produção — mesmo com os preços baixos, dizem analistas.

 A produção americana começou a crescer em julho, logo depois que os preços do petróleo voltaram para o território de US$ 50 por barril. Rapidamente, os produtores puseram 100 sondas em operação nos últimos meses. O aumento na produção assustou o mercado, derrubando as cotações em 20%, de volta ao nível de US$ 40. Mais recentemente, elas subiram para cerca de US$ 45.

As oscilações devem continuar por meses, à medida que os produtores de xisto voltem ao trabalho, diz Eric Lee, analista do Citibank, que prevê que o petróleo bruto se estabilizará em torno de US$ 60 por barril no fim de 2017.

Embora os tanques de armazenamento de petróleo estejam lotados no mundo todo, novas fontes logo serão necessárias porque campos de petróleo mais antigos registram queda de 5% ao ano na produção enquanto a demanda global cresce a um ritmo de 1,2% ao ano. A demanda atingirá a marca de 100 milhões de barris diários em 2020, de acordo com a Agência Internacional de Energia.

O iminente descasamento entre oferta e demanda é um dos motivos pelo qual o dinheiro fácil que impulsionou o boom da exploração americana não secou, diz Lewis Hart, diretor sênior de consultoria corporativa e bancos do Brown Brothers Harriman, banco de Nova York.

Mesmo com os bancos e outros financiadores tradicionais fechando os cofres, fontes alternativas de dinheiro estão se multiplicando, desde fundos de private equity até especialistas em dívidas de risco.

“A própria existência desse capital significa que os preços devem ficar baixos por mais tempo, porque ele só piora o problema de oferta”, diz Hart.

Um motivo importante para a resistência dos produtores americanos é que eles encontraram formas de cortar custos e maximizar suas eficiências durante os anos de crise. Essas inovações agora devem impulsionar o ressurgimento do setor. Os cortes de custos foram dolorosos para muitos. Quase 160 mil trabalhadores foram demitidos em todo o país, segundo os dados mais recentes da consultoria Graves & Co.

Mesmo assim, muitas empresas que não acumularam dívida ou gastaram além de seus recursos durante o boom agora têm recursos suficientes para tirar proveito dos efeitos negativos do colapso nas finanças do setor.

Albert Huddleston, fundador e sócio-gerente da Aethon Energy, diz que a empresa, com sede em Dallas, gastou mais de US$ 600 milhões com a aquisição de ativos de petróleo e gás abatidos por dívidas desde o começo do declínio de preços, em 2014. “Pode-se matar o xisto? A resposta é não”, diz ele.

BRADLEY OLSON

Colaboração: Erin Ailworth

Foto: Eugene Richards / National Geographic – Gás natural queimado sinalizando outro poço de petróleo em Dakota do Norte/EUA, um dos centros do “boom” no abastecimento de petróleo dos Estados Unidos a partir de “Fracking”.

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: Wall Street Journal