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Rússia oferece MiG-29M para o México

Caças multifuncionais médios Mikoyan-Gurevich MiG-29M (MiG-35) da Força Aérea do Egito, recebido em 2017 (Alexei Karpulev / RussianPlanes.NET)

Rússia apresenta mais de 200 produtos durante a expo FAMEX 2019, inaugurada nesta quarta (24) no país latino-americano.

 

Mais de 200 equipamentos militares da Rússia estão em exposição na FAMEX 2019, que acontece até o próximo sábado (27) no México, segundo o comunicado oficial da Rosoboronexport, a agência estatal russa para exportação e importação de armas.

Esta é a segunda vez que a Rússia, representada também pela Russian Helicopters, participa do evento.

“A Rosoboronexport continua a fortalecer gradualmente sua presença no mercado latino-americano. Aqui eles conhecem bem e valorizam as aeronaves militares, helicópteros e veículos blindados por suas características impecáveis e segurança”, disse o diretor-geral da Rosoboronexport, Alexander Mikheyev.

 

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Decolagem do MiG-35 (MiG-29M) egípcio no MAKS 2017

Segundo estimativas da empresa, o caça multifuncional MiG-29M e o avião de combate e treinamento Yak-130 tem boas chances na América Latina. Quanto aos helicópteros, os países da região demonstram especial interesse pelos modelos militares Mi-17B-5, Mi-171Sh, Mi-35M e Ka-52, dentre outros.

Yakovlev Yak-130 da Força Aérea do Laos, recebido em 2018. (Jane’s Defence)

O site americano Defense World confirma o interesse do México pelos caças russos e garante que a Rosoboronexport está cortejando a Força Aérea Mexicana para fornecer modelos MiG-29M e Yak-130. “De fato, o México não conta atualmente com nenhum caça, já que os obsoletos F-5 dos EUA estão se aposentando após 34 anos de serviço”, segundo o Defense World.

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Vídeo demonstrativo do MiG-35 (Zvezda, traduzido para o inglês pelo SouthFront)

A Força Aérea do México aposentou recentemente seus oito exemplares do caça tático Northrop F-5E e encontra-se sem vetores para defesa aérea. Além disso, a eleição da coalizão Movimento de Regeneração Nacional – MORENA (formada por partidos socialistas, cardenistas e social-democratas) liderada pelo presidente Andrés Manuel López Obrador, tende a esfriar as relações estratégicas do México com os EUA, quadro agravado com a proposta do presidente norte-americano Donald Trump para a construção do muro na fronteira e a maior contenção de imigrantes mexicanos e centro-americanos, e também a decisão de Obrador de encerrar a “Guerra às Drogas”, iniciado pelo presidente Felipe Calderón (2006 – 2012) com o “Plano Mérida”, resultando na ajuda norte-americana para equipamentos de vigilância, monitoramento, armas e inteligência para combate aos cartéis narcotraficantes.

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Um dos oito F-5E mexicanos antes da aposentadoria (Ruben Venegas / Airliners.NET)

O afastamento do México com os EUA pode resultar numa janela de oportunidade para maior aproximação com a Rússia e até a China (este último, sendo o segundo principal parceiro comercial mexicano) para a cooperação estratégica e técnico-militar. Inclusive o México já opera vetores militares russos desde os anos 1990, como helicópteros multifuncionais Mil Mi-17, blindados para transporte de tropas BTR-60, caminhões Ural-4320, mísseis antiaereos Igla e lança-foguetes RPG-29. já a Comissão Nacional de Segurança do México utiliza carros blindados Gorets-M e aviões Sukhoi Superjet 100 foram entregues a companhia aérea Interjet.

 

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helicóptero Mil Mi-17 da Marinha mexicana (helis.com)

Por ser uma “região periférica” de importância estratégica durante a Guerra Fria, o México, assim como a maioria dos países latino-americanos nunca teve uma atenção prioritária para equipamento de suas Forças Armadas, tendo operado tardiamente vetores já obsoletos como o De Havilland Vampire, de 1961 a 1982 e o F-5E a partir dessa última data, inclusive durante os anos 1980, países muito menores e mais pobres da América Central e Caribe, como Cuba e Nicarágua tinham vetores capazes de contestar o poder aéreo mexicano.

Por isso, na avaliação deste autor, a incorporação de um vetor como o MiG-29M / MiG-35, caso se concretize, concederá ao México uma capacidade nunca antes vista no país, representando um enorme salto qualitativo tal como foi a aquisição pela FAM, do P-51D Mustang durante a Segunda Guerra Mundial

Fonte: Russia Beyond e Defense World

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 Emirados adquirem sistemas de mísseis anti-carro russos Kornet-E 

Rustam Moscou

tradução e adaptação-E.M.Pinto

Os Emirados Árabes Unidos assinaram um contrato com a Rússia para a compra de sistemas de mísseis anti carro Kornet-E no valor de mais de US $ 40 milhões, disse neste domingo um representante das forças armadas dos Emirados Árabes Unidos, o brigadeiro-general Mohammed al-Hasani, na exposição de defesa IDEX.

https://www.youtube.com/watch?v=pSl1TsaPOm4

“Um acordo foi concluído com a empresa russa Instrument Design Bureau para a aquisição dos Kornet-E, no valor de 146,92 milhões de dirhams dos Emirados Árabes Unidos”,disse Hasani aos repórteres.

Kornet E é o nome dado à versão de exportação do sistema de mísseis russo Kornet.

O sistema, apresentado pela primeira vez em 1994, foi desenvolvido pelo KBP Instrument Design Making Bureau, Tula, Rússia, e está em produção e serviço com o exército russo.

O míssil já foi exportado para a Síria, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Arábia Saudita, Turquia, Índia, Marrocos, Argélia e Grécia.

O Kornet é um sistema de terceira geração, desenvolvido para substituir os sistemas de mísseis Fagot e Konkurs no Exército russo. Ele é projetado para destruir carros de combate, incluindo aqueles equipados com armaduras reativas explosivas (ERA), fortificações, tropas entrincheiradas, bem como alvos de pequena escala.

O sistema pode ser montado em uma variedade de veículos com rodas e de esteira, incluindo o veículo de combate de infantaria BMP-3, além de servir como um sistema portátil autônomo. O sistema de mísseis autopropulsados Kornet é fabricado pela fábrica mecânica de Volsk, da Federação Russa.

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Exército russo recebe lote de metralhadoras RPK-16 para testes operacionais e Kalashnikov apresenta novos projetos

A metralhadora leve Kalashnikov RPK-16 de 5.45mm exibida na feira Army-2017, ´perto de Moscou, na Rússia. (Fonte: Army Recognition)

 

O Grupo Kalashnikov providenciou para o Ministério da Defesa da Federação Russa um lote da nova metralhadora leve RPK-16 para testes operacionais nas tropas, segundo informações da empresa. “O Ministério da Defesa recebeu no primeiro quartel de 2018 um lote das novas metralhadoras leves RPK de 5.45 mm para testes operacionais. A produção em série do RPK-16 é esperado em paralelo com os rifles AK-12 e AK-15.” diz a empresa.

Forças de segurança e clientes estrangeiros demonstraram interesse no produto. Sua grande vantagem é a possibilidade de troca de cano. A arma também possui um tripé desmontável, um carregador para 95 projéteis, um silenciador opcional de rápida instalação, e equipamento para transporte.

Com um cano curto, a nova metralhadora pode atuar como um rifle de assalto em curtas distâncias assegurando um tiro automático. Já um cano mais longo providencia maior precisão a média e longa distancia.

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Vídeo de demonstração da RPK-16 (Fonte: Russia Beyond)

 

Novos Projetos

A Kalashnikov também está criando uma nova geração de rifles usando como base o rifle compacto AM-17 e o AMB-17 (este último com silenciador embutido, sucessor do AS Val). “O trabalho está em curso para desenhar uma plataforma futura começando com os modelos compactos AM-17 e AMB-17”, segundo a empresa.

Rfle compacto AM-17 (Fonte: Modern Firearms.Net)

A nova arma utilizará materiais poliméricos, novas tecnologias de produção e buscará satisfazer os atuais requerimentos ergonômicos e operacionais.

O Rifle silencioso AMB-17 (Fonte: Modern Firearms.Net)

 

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Vídeo de demonstração do AM-17 e AMB-17 (Fonte: Kalashnikov Media)

 

 

Com informações de ArmyRecognition e Agência Tass

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As implicações do S-300 na Síria

ARC- Plano Brasil

 

Prefácio

O último ataque contra posições do governo da Síria ocorrido no dia 13 de Abril ainda está repercutindo por todo o mundo. O ataque, que para a maioria dos especialistas, não passou de uma “demonstração de força” dos países ocidentais, provocou poucos danos as estruturas do Exército Sírio, mesmo assim, o Governo Sírio percebeu a necessidade de obter sistemas mais modernos, capazes de fazer frente aos mísseis e aeronaves que tem atuado impunemente e alvejado seu território.

Poucos dias após o ataque, alguns sites especializados de dentro e fora da Rússia levantaram a questão do fornecimento dos sistemas ao Governo Sírio, sistemas estes que poderiam sair dos estoques da Rússia ( A Rússia vem substituindo o S-300 pelo S-400) e que poderiam fortalecer as defesas Sírias.

Sistema S-300 – Rússia

É importante trazer a memória que a Rússia já havia levantado a questão do fornecimento destes sistemas  ao governo sírio, mas não julgou ser necessário até o último episódio.

Repercussão na Rússia

Alguns deputados russos apoiaram a ideia levantada pela mídia e por alguns especialistas do seguimento militar e inclusive, teve o apoio de Aleksander Sherin, vice-presidente do Comitê de Defesa da Duma, câmara baixa do parlamento russo. Segundo Aleksander, uma vez que sejam repassados esses sistemas ao Exército Sírio,  seria possível criar um sistema escalonado na Síria, capaz de atuar contra qualquer ameaça aos interesses do governo local e do governo russo.

Vale lembrar, que todas as decisões relacionadas a Síria, são muito complexas de serem tomadas pelo governo russo. Manter o apoio do publico interno tem sido a estratégia do Kremlim para alavancar os projetos de dentro e de fora do país. Alinhar essa estratégia com a manutenção da posição da Rússia como potencia global no cenário internacional, não é uma tarefa fácil, por isso, cada decisão é pensada, repensada, e pensada novamente antes de ser implementada, pois um erro pode por a perder todas as vitórias conquistadas até então pelo governo de Vladmir Putin.

Vladimir Putin – Presidente da Rússia

Apesar de toda a repercussão, o governo russo se calou durante algum tempo, não dando qualquer nota e somente depois de alguns dias, deram uma declaração sucinta e até vaga, no que cerne ao fornecimento dos sistemas ao governo da Síria ao declarar que não foi decidido nenhum repasse até então, porém, não negaram a possibilidade  da venda – ou doação – dos sistemas estocados para os sírios, deixando no ar a possibilidade do fornecimento.

Inquietação Israelita 

Tal possibilidade de fornecimento dos sistemas S-300 gerou inquietação dentro do governo de Israel, que já não andava muito satisfeito com a capacidade dos sírios em negar o espaço aéreo aos caças israelenses, que vale ressaltar, teve em seu último episódio, a perda de um F-16I alvejado por uma bateria do sistema S-200.

O Ministro da Defesa Israelense Avigdor Lieberman, ressaltou que se forem fornecidos estes sistemas ao governo sírio, as forças israelenses se verão obrigadas a destruí-los, haja visto que os mesmos tem a capacidade de dificultar ainda mais a capacidade operacional da força aérea de Israel no país árabe.

Benjamin Netanyahu e Vladmir Putin.

O temor por parte do governo de Israel no repasse desses sistemas, se deve as capacidades únicas deste SAM, pois algumas unidades deste sistema seriam suficientes para criar um “guarda chuva” de proteção sobre o governo sírio, e também sobre os combatentes do exército iraniano que tem atuado dentro do território do país aliado, e que de acordo com Tel Aviv, estariam repassando armamento para o Hezbollah (organização com atuação política e paramilitar fundamentalista islâmica xiita sediada no Líbano) e que poderiam ser usados contra Israel no futuro.

Resumo

Diante desse imbróglio, fica difícil prever se a Rússia fornecerá ou não os sistemas para os sírios, pois tal posição colocaria russos e israelenses em dois lados antagônicos, sendo as duas nações parceiras de longa data, mas ao mesmo tempo, permitir que o governo Sírio seja golpeado sequencialmente sem a atuação de Moscou pode enfraquecer os interesses do Kremlim no país árabe e tal possibilidade não está na agenda de Putin. Resta-nos esperar as cenas dos próximos capítulos…

 

 

 

 

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A resposta da Rússia: Duro discurso de Vladmir Putin expõe a nova posição russa e suas novas armas

Tradução e adaptação: ARC

Em uma mensagem à Assembleia Federal Russa, o presidente  Vladmir Putin surpreendeu a plateia e aos jornalistas do mundo com o seu discurso inusitado. Todos os presentes aguardavam um discurso sobre as propostas para o seu mandato na tradicional conferência que antecede as eleições russas.

Entretanto, Putin chocou o público  ao anunciar os mais novos avanços em armas do arsenal russo. Vladimir Putin, apresentou o novo sistemas de mísseis intercontinentais estratégicos “Sarmat”, um míssil de alcance global capaz de atingir a qualquer posição do planeta e que segundo Putin é invulnerável a qualquer sistema de defesa atual ou em desenvolvimento.

Além do Sarmat Putin falou de uma nova e temida arma, um drone submarino movido a energia nuclear o qual possui alcance igualmente irrestrito capaz de implantar armas nucleares e atacar frotas de navios invasores. O Público tomou conhecimento também de uma nova arma hipersônica denominada “Dagger” e um sistema de laser de combate dentre outros. falando para o Público num duo discurso, Putin alertou aqueles que que querem criar problemas para a Rússia de que estes terão uma resposta imediata…

 

 

 

“Por quê?”

Talvez, essa seja a pergunta fundamental para tantos leitores e espectadores que assistiram a  conferência,  por que a Rússia investe tanto em armamentos com o intuito  de subjugar os sistemas de defesa norte americanos? Para respondê-la é necessário analisar os acontecimentos dos últimos anos, nesta artigo que condensa alguams informações divulgadas pela rede russa RT, são apresentados alguns detalhes sobre a ótica do canal de televisão e mídia digital russa.

Guerra fria – Parte II

Durante anos, a comunidade global assistiu inerte aos avanços da estratégia norte americana de criar um sistema de contenção para os mísseis nucleares da Rússia. Justificativas maltrapilhas fizeram parte dos discursos, que buscavam dar legitimidade ao projeto de Washington. Foram realizados diversas reuniões com o propósito de alavancar o projeto, como também foram “costuradas” alianças com diversos países pelo mundo especialmente na região circundante da Rússia.

Diversas autoridades estadunidenses estiveram à frente deste projeto o qual usou de muitas desculpa para tirar o foco do motivo real da implantação de seus sistemas de defesa. O Irã foi usado também como justificativa, que segundo os EUA, possuíam um  “avançado” arsenal balístico crescente, que seria capaz de alvejar a Europa em poucos anos…o que é bastante contestado e mesmo refutado nos dias de hoje, o que dizer de 10 anos atrás quando o assunto estave em pauta.

Diante dessas e de outras justificativas, foram vistos nos últimos anos, diversos sistemas de defesa anti aérea dos EUA (DAM) avançando para perto das fronteiras da Rússia, tanto no flanco leste como no oeste, e tais medidas foram diversas vezes questionadas por Moscou, que via e vê o acordo de equilíbrio de forças sendo minado pelo ocidente, sob alegações infundadas.

Vale ressaltar que o Kremlim tentou diversas vezes buscar uma aproximação para solucionar o caso iraniano, oferecendo inclusive, um sistema de defesa conjunto, com a finalidade de trazer segurança para ambas as partes, e liquidar as desconfianças referentes ao propósito de tais sistemas, mas mais uma vez, os EUA não aceitaram um diálogo sobre o tema, sobre a afirmativa de que os sistemas nada tinham a ver com a Rússia.

Passado alguns anos, os EUA deram passos mais incisivos rumo ao objetivo de conter a Rússia e dessa vez a justificativa não era mais o Irã ou Coréia do Norte – que inclusive tornou-se o bode expiatório para a implantação dos sistemas THAAD na Coréia do Sul – mas a própria Rússia, que segundo o ocidente, havia “agredido” a soberania ucraniana, tomando parte de seu território, conhecido como Crimeia comprovou através de plebicito realizado na península, a intenção de seus populares (maioria russa) de pertencer a federação dos estados russos e não ao que sobrou da Ucrânia cujo produto interno bruto desmorona sem apoio russo, seu mairo parceiro comercial de outrora. A esmagadora parcela da população votou a favor da anexação, na da menos de  97%  dos eleitores.

O primeiro ministro romeno Dacian Ciolos e oficiais dos EUA participam de inauguração do sistema antimíssil americano de Deveselu na Romênia.

Diante desse novo discurso, os EUA avançou, e implantou na Romênia um sistema AEGIS Ashore Missile Defense System (AAMDS), sistema este, capaz de conter grande parte do arsenal balístico russo, jogando por terra toda a capacidade de reação da Rússia à um eventual ataque. Depois da Romênia, a Polônia que também teve início a implantação do  mesmo sistema e por último, o Japão, que também aderiu a implantação do equipamento norte americano.

Moscou Never Sleeps

Observando tais acontecimentos e juntando essas e outras peças do quebra cabeças, era esperada uma resposta da parte russa em relação aos último avanços de seu adversário ocidental.

A resposta foi progressiva, começou com um elaborado programa de modernização da tríade nuclear russa, que ficou defasada por conta do colapso da extinta URSS, gerando um gap tecnológico entre os equipamentos usados na Rússia em relação aos seus potenciais adversários.

O submarino nuclear multipropósito “Severodvinsk” apoiado sobre a sua plataforma durante o lançamento no estaleiro Sevmash em 15 junho de 2010 na cidade russa de Severodvinsk em Arkhanguelsk.

Nestes programas foram projetados e construídos novos submarinos, como também foram  modernizados bombardeiros, mísseis balísticos, desenvolvidos novos sistemas de contra medidas, etc. Foram muitos os avanços no decorrer desses últimos anos e ainda hoje, os programas de modernização da tríade nuclear continuam ativos, sendo uma clara resposta ao flanqueamento realizado pelos EUA…mas não acabou por aí…

A revelação de Putin

Diante de uma platéia que esperava ouvir suas metas como candidato a presidência, Vladimir Putin surpreendeu a todos, dentro e fora do país, com um discurso agressivo, no qual anunciou que a Rússia havia desenvolvido com sucesso diversos sistemas de armas, que ultrapassam as capacidades de defesa criadas pelos americanos.

O presidente russo acusou os EUA de arrogância, dizendo que pensavam que a Rússia não seria capaz de se recuperar logo após o colapso da União Soviética e que seus interesses simplesmente poderiam ser ignorados. Um movimento particular – a retirada de George W Bush do Tratado de Misil Antibalístico (ABM) em 2002 – resultou no início da contenção aprimorada da Rússia, que passou a estar cada vez mais cercada por sistemas americanos, o que prejudicava a dissuasão nuclear do país.

Vladimir Putin – Presidente da Rússia

Sem uma dissuasão nuclear, a Rússia seria exposta à pressão militar dos EUA e não poderia prosseguir com uma política soberana, disse Putin. O presidente advertiu já em 2004 que a Rússia não ficaria ociosa e que responderia a essa ameaça ao desenvolver novos sistemas de armas.

“No final, se não houvesse nada, nenhuma ameaça de fato, isso tornaria o potencial nuclear russo inútil…    Eles poderiam simplesmente interceptar tudo”.disse Putin

O mundo assistiu surpreso, ao posicionamento mais incisivo por parte da Rússia com relação aos seus interesses soberanos, deixando claro que Moscou não somente rejeitará sistemas que busquem conter a capacidade militar russa como também destruirá tais sistemas se assim for necessário.

A ponta da lança eslava

A Rússia já fez isso, de acordo com Putin, que passou a apresentar uma série de novos sistemas, alguns dos quais ainda não têm nomes mas que segundo o discurso são todos destinados a contrariar sistemas ABM atuais e futuros. Seu discurso foi acompanhado por uma série de videoclipes mostrando esses novos sistemas, parcialmente, como filmagens de testes de alguns elementos e com imagens mostrando suas capacidades.

Um desses sistemas é o novo Míssil Balístico Intercontinental (ICBM) chamado Sarmat (RS-28), O qual já é bem conhecido, porém, Putin ressaltou que o seu maior alcance permite que o míssil atinja o território dos EUA da Rússia através de uma rota do Pólo Sul. Os EUA têm dezenas de mísseis interceptores implantados no Alasca sob a presunção de que os ICBM da Rússia se aproximariam dessa direção, o que não seria o caso do Sarmat o qual pode operar por uma rota alternativa circundado regiões desprotegidas impunimente.

https://www.youtube.com/watch?v=fcpSzX9a7HY

 

 

“Nós dissemos aos nossos parceiros várias vezes que teríamos tomado medidas em resposta à colocação de sistema antimísses norte-americanos. Apesar de todos os problemas que enfrentamos, a Rússia era e continua sendo uma potência nuclear, mas ninguém nos ouviu, então nos ouça agora”, ressaltou Putin.

Putin passou então a apresentação de sistemas de armas que não eram conhecidos pelo público. Um deles é um míssil de cruzeiro que ainda não possui nome, com um alcance muito superior aos atuais mísseis operados no mundo. Segundo ele, isto é conseguido graças ao reator nuclear miniaturizado que impulsiona o míssil. Tal míssil pode voar baixo o suficiente para evitar a detecção antecipada e pode mudar a rota para evitar sistemas antimíssil inimigos ao longo de seu caminho, além de manobrar para transpor os sistemas antiaéreos que protegem seu alvo.

A idéia de um sistema destes movidos à energia nuclear não é nova. Os EUA tentaram desenvolver um como parte do Projeto Plutão no início da década de 1960, mas abandonaram-no, uma vez que mísseis estratégicos com propelentes químicos provaram ser uma alternativa mais viável. A Rússia ao contrário, deu continuidade e avançou nesta tecnologia, tornando-se a primeira nação a alcançá-la.

Putin também disse que a miniaturização de um reator nuclear deu à Rússia outro sistema avançado de armas sob a forma de um drone submarino de longo alcance. O drone pode mergulhar a profundidades inalcançáveis até então e, viajar entre continentes a uma velocidade várias vezes superior a de um submarino ou mesmo um navio de superfície, disse ele.

De acordo com o presidente, tais drones podem atacar grupos navais e porta aviões inimigos, defesas ou infra-estrutura costeira e não podem ser combatidos por nenhum sistema de defesa do mundo que operam atualmente. Ambas as versões, convencionais e nuclear podem ser feitas, disse ele.

Em dezembro de 2017, a Rússia completou os ensaios de um reator nuclear que oferece aos drones tais recursos. O reator é “100 vezes menor” do que os usados ​​por submarinos de propulsão nuclear e são mais eficientes, além de poderem alcançar seu pico de potência 200 vezes mais rápido do que uma usina nuclear convencional.

O vídeo mostrado para este sistema de armas não incluiu nenhum teste real, mas presumivelmente a miniaturização reivindicada de um reator nuclear, que foi usado para o mísseis de cruzeiro, também pode funcionar para uma embarcação.

Putin apresentou duas variantes de um sistema de armas hipersônicas já desenvolvido pela Rússia. Um é um veículo lançado pelo ar que atualmente realiza os testes de comabate no sul da Rússia.

O projétil viaja a uma velocidade de Mach-10 e tem um alcance de cerca de 2.000 km (1.240 milhas). A arma, chamada Kinzhal, “adaga” ou “punhal” (“Dagger”). A arma está disponível em formas convencionais e nucleares, disse Putin. Num vídeo mostrado ao público incluiu o momento em que a arma foi lançada  por um avião de combate em seus testes.

Outra arma que está sendo desenvolvida, mas que não teve foto ou vídeo divulgado, está sendo testada, se trata de uma ogiva implantada em um planador hipersônico. A Rússia primeiro a testou em 2004 e fez progressos significativos desde então, disse o presidente. O planador pode voar na atmosfera a velocidades de mais de Mach-20 e pode suportar um calor de até 2.000C° (3.632F°). O sistema, segundo Putin, está em produção em série e é chamado Avangard (“Avanço” em russo).

O último sistema de armas apresentado por Putin durante seu discurso foi um sistema de defesa antimíssil à laser, que segtundo ele já começou a ser introduzido no arsenal das forças russa em 2017. Um pequeno videoclipe mostrou o que presumivelmente é um sistema de laser antiaéreo, mas nenhuma filmagem de teste foi mostrada.

 

O Desfecho 

Putin enfatizou que a Rússia não precisaria de todas essas novas armas se suas preocupações legítimas não fossem ignoradas pelos EUA e seus aliados.

 “Ninguém queria falar conosco sobre o coração dos problemas. Ninguém nos ouviu. Agora vocês escutarão”.

Ele sugeriu que os EUA abandonassem seus planos hostis e onerosos contra a Rússia e começassem a negociar um acordo de segurança que levaria em conta os interesses de Moscou.

 

Os presidentes Vladimir Putin e Trump

Na sua fala mais dura, Putin encerrou o discurso, evocando as razões que responde a pergunta fundamental, o porque de tudo isso? relembrando que a Rússia não esteve dormindo, que sabe se defender e atacará quando se sentir ameaçada.

“Para aqueles que nos últimos 15 anos tentaram começar uma corrida armamentista e que conseguiram uma vantagem unilateral contra a Rússia, especialmente pela imposição de sanções ilegais do ponto de vista do direito internacional e que visam apenas conter o desenvolvimento do nosso país, seja no teatro civil seja na área militar, eu tenho uma coisa a dizer: Tudo aquilo que vocês tentaram suprimir e evitar através das suas políticas, já aconteceram, seu esforço foi em vão. Vocês não conseguiram, a Rússia está de volta “, disse Putin.

O chefe de Estado da Rússia ainda garantiu que em caso de ataques ao seu país, a resposta será imediata.

“Qualquer uso de armas nucleares contra a Rússia, ou seus aliados, de pequeno, médio ou qualquer outro poder, será percebido como um ataque nuclear. A resposta será imediata e com todas as consequências óbvias”.

No entanto, ele enfatizou que seu país não quer o confronto.

“Não pretendemos atacar a ninguém, não devemos criar novas ameaças para o mundo, mas sim sentar na mesa de negociações, elaborar propostas para renovar o futuro sistema de segurança internacional”. …”A Rússia será sensível se conversarmos como parceiros, de igual para igual… 

Porém Putin desafiou a comunidade internacional a reconhecer que suas palavras não são vazias como os discursos que ele atacou.

“Agora vocês tem que reconhecer essa realidade, confirmar que tudo o que eu disse não é um blefe – o que não é – pensem por algum tempo, envie para a aposentadoria as pessoas presas no passado e incapazes de olhar para o futuro, [e] parem de balançar o barco em que todos nós estamos antes que ele afunde, este barco se  chama planeta Terra “ , disse ele. 

Putin declarou que a Rússia necessita resolver questões internas e crescer como nação, ele relembrou que a expectativa de vida da Rússia deve ultrapassar  8 anos a mais até o final da próxima década. A expectativa de vida cresceu ao longo dos sete anos e agora é de 73 anos, e que segundo ele não é suficiente e finalizando declarou:

Temos que resolver uma das principais questões para a próxima década: garantir um crescimento confiável a longo prazo nos rendimentos reais dos nossos cidadãos”, 

Fonte: Informações RT

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Sea Hunter “caçador marítimo” não tripulado dos EUA passou com sucesso os testes

O Sea Hunter, novo caçador marítimo não tripulado dos EUA, desenvolvido para detectar e vigiar submarinos inimigos, passou com sucesso os testes, provando suas capacidades inéditas.

O vídeo dos testes do novo robô antissubmarino estadunidense Sea Hunter (Caçador Marítimo) foi publicado no YouTube pela Agência de Projetos de Investigação Avançados de Defesa (DARPA, na sigla em inglês).
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O novo sistema robótico tem por objetivo detectar e vigiar pequenos submarinos diesel-elétricos equipados com tecnologia de camuflagem ‘stealth’. Os trabalhos de construção começaram em 2010 no âmbito da cooperação conjunta entre a DARPA e o US Office of Naval Research (Escritório de Investigação Naval).
Os testes do sistema foram iniciados em abril de 2016. Até o momento, poucos detalhes sobre o Sea Hunter foram divulgados. Em particular, sabe-se que o novo submarino autônomo tem 40 metros de comprimento e é capaz de alcançar a velocidade de 50 km/hora. O Sea Hunter está equipado com vários sonares e sistemas de navegação.
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Ao mesmo tempo, os engenheiros militares do Instituto de Problemas de Tecnologias Marítimas da Academia de Ciências da Rússia estão trabalhando para criar um sistema robótico submarino capaz detectar e destruir alvos analisando a estrutura espaciotemporal dos campos sonoros e energéticos.

Fonte: Sputnik

Edição: Plano brasil

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Ucrânia realiza primeiros testes do novo míssil de cruzeiro

O secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia (CSDN), Aleksandr Turchinov, afirmou nesta terça-feira (30) que o país realizou os primeiros testes do míssil de cruzeiro de baseamento terrestre.

“O alcance de nossos mísseis de cruzeiro e suas ogivas não contradizem os acordos internacionais assinados pela Ucrânia sobre tal tipo de armas”, afirmou Turchinov, citado pela assessoria de imprensa do CSDN.

De acordo com ele, o míssil é “capaz de alcançar alvos terrestres e navais com precisão”.

 O secretário do CSDN comentou que a nova arma foi desenvolvida pela construtora ucraniana Luch em colaboração com outras empresas estatais e privadas.

Turchinov comunicou também que o país definiu como objetivo “o desenvolvimento de sistemas de mísseis de cruzeiro de baseamento terrestre, bem como naval e aéreo”.

Posteriormente, o CSDN publicou em sua conta no YouTube o vídeo dos testes do míssil.

 

Fonte: Sputnik

Comentário:

  • Primeiro míssil de cruzeiro ucraniano é de fato, o míssil anti-navio soviético KR-35U “Uranus”.

Míssil anti-navio Х-35УЭ-002

Sistema de mísseis costeiros “Bal-E” com mísseis anti-navio X-35E

Edição: Plano Brasil

 

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Soldados russos receberão novos fuzis AK-12 e AK-15

Novos fuzis Kalashnikov serão a principal arma de pequeno calibre das Forças Armadas do país e comporão o equipamento de combate Rátnik.

Na última segunda-feira (29), o Consórcio Kalashnikov recebeu o direito para fornecer os novos fuzis AK-12 e AK-15 às Forças Armadas russas. O armamento comporá o equipamento de combate Rátnik (“guerreiro”, em português), também conhecido como “soldado do futuro”.

À primeira vista, o novo AK-12 parece uma versão modificada do AK-74. O novo fuzil usa o mesmo cartucho, de calibre de 5,45 mm, mas apresenta paramentos melhores que seu antecessor.

O AK-12 recebeu trilhos Picatinny integrados para a instalação de equipamentos adicionais e tem mira mecânica, com uma linha de pontaria mais extensa.

Além disso, o cano do fuzil foi adaptado para disparar granadas de fabricação estrangeira.

 

O AK-12 também recebeu carregadores em forma de caixa, com capacidade para 30 a 60 cartuchos, e carregadores tipo tambor, com capacidade de 95 cartuchos. Devido à nova forma dos carregadores, os soldados também poderão ver quantos cartuchos já foram disparados.

Segundo especialistas militares, os novos fuzis da Kalashnikov mantêm caraterísticas marcantes do AK-47 e AK-74: simplicidade na concepção, alta confiabilidade, elevada resistência operacional e preço relativamente baixo.


Os novos fuzis podem disparar em fogo seletivo, ou seja, tiros ininterruptos, tiros automáticos e rajadas curtas de dois ou três tiros.

A única diferença técnica entre o AK-12 e AK-15 é o tipo de cartucho. O AK-15 usa cartuchos mais poderosos, de calibre de 7,62 x 39 mm (como o AK-103 e o AK-47).

Fonte: Russia Beyond

Edição: Plano Brasil

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Kommuna – Navio russo de resgate de submarinos

O navio de resgate de submarinos Kommuna, lançado à água em 1913, começou exercícios no mar Negro, sendo a embarcação mais antiga da Rússia e do mundo inteiro em serviço ativo.

© Sputnik/ Georgy Zimarev

A construção do catamarã de dois cascos Volkhov, que era o nome original do Kommuna, foi iniciada em 1912 e, três anos depois, ele entrou em serviço da Frota do Mar Báltico. Maria, filha do imperador Nicolau II da Rússia, foi quem, segundo a tradição, abriu a garrafa de champanhe durante a cerimônia de lançamento do navio à água.

Desenhado para resgatar submarinos, o navio Kommuna serviu também como navio auxiliar para os submarinos, transportando torpedos e combustível e oferecendo alojamento para cerca de 60 marinheiros em simultâneo.

© SPUTNIK/ RAMIL SITDIKOV – Navio de resgate Kommuna na baía de Sevastopol
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O segredo da longevidade do navio é literalmente isso mesmo: um segredo. Na produção dos cascos do Kommuna foi usado um tipo de aço naval especial concebido pelos engenheiros da usina Putilov, cujo processo tecnológico hoje em dia se perdeu.
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© SPUTNIK/ GEORGY ZIMAREV – Navio de resgate Kommuna
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Os especialistas estimam o estado dos cascos da embarcação como quase perfeito: de fato, só se deterioram as partes adicionadas posteriormente.

Apesar de integrar a Marinha russa, o Kommuna é um navio civil especializado na preparação de mergulhadores e buscas subaquáticas.

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© SPUTNIK/ GEORGY ZIMAREV – O batiscafo AS-28 usado no navio de resgate Kommuna
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Graças a múltiplas modernizações, o navio tem equipamentos modernos, entre os quais os batiscafos de salvamento e resgate AS-28 e o robô submarino Pantera Plus, o mesmo que o navio russo Yantar usou nas buscas do submarino argentino desaparecido ARA San Juan.

O objetivo das manobras no mar Negro é precisamente praticar o uso dos aparelhos submersíveis e a gestão do trabalho dos mergulhadores, detalhou o serviço de imprensa do Distrito Militar do Sul.

Fonte: Sputnik

 

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Exército russo aguarda os novos T-14 Armata

A fabricante Uralvagonzavod, que responde pela produção dos novos tanques T-14 Armata, ainda não confirmou a data nem o volume de entrega dos veículos militares encomendados pela pasta da Defesa russa no final do ano passado.

NIKOLAI LITÔVKIN

Novos modelos foram encomendados pelo Ministério da Defesa do país no final de 2017.

De acordo com a empresa, o preço de cada tanque (250 milhões de rublos, ou cerca de R$ 14 milhões) poderá sofrer redução.

Além disso, embora a versão básica do T-14 possua um canhão de 125 mm, os novos modelos poderão ser equipados com uma arma de 152 mm.
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O tanque será capaz de realizar até dez disparos por minuto e atingir alvos a 7 quilômetros de distância; paralelamente, seu análogo americano Abrams pode disparar apenas três vezes por minuto e tem alcance de 4,6 km.

Os tanques russos serão equipados ainda com um sistema de radar próprio e terão vantagens específicas em termos de mira e controle de tiro. Isso permitirá que o T-14 atinja aeronaves e intercepte foguetes e mísseis inimigos.
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Veja especificações:
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Fonte: Russia Beyond
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Edição: Plano Brasil

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Segundo o WSJ Washington considera utilizar aviões baratos nas operações no Oriente Médio

Washington está considerando a possibilidade de utilizar aviões baratos nas operações no Oriente Médio, enquanto os caças mais recentes serão encarregados de conter as ameaças na Europa e Ásia.

CC0 / Departamento de Defesa dos EUA

Como destaca o jornal The Wall Street Jornal, se referindo a fontes no Pentágono e no Congresso dos EUA, Washington opta cada vez mais frequentemente pelos caças de alta tecnologia como, por exemplo, os F-22 ou F-35. O custo de cada um destes caças é avaliado em 150 milhões de dólares (quase R$ 480 milhões), enquanto os gastos para uma hora de voo — 35 mil de dólares (cerca de R$ 112 mil).

Os especialistas no Congresso apelam ao Pentágono a revisar a estratégia de usar caças caros para atacar posições de terroristas que são apenas um conglomerado de tendas no ar livre. Estes caças, segundo especialistas, podem ser usados com mais eficácia para a “contenção” das ameaças na Europa e Ásia.

Como alternativa se propõe usar aviões mais baratos, como, por exemplo, os caças de assalto leves Super Tucano de produção brasileira, que os EUA compram para as Forças Armadas do Afeganistão, afirmou a fonte do Pentágono.

Está sendo considerada uma variante de aviões a jato baratos e duas variantes de aviões a turboélice para as operações no Oriente Médio. O custo de um desses aviões é avaliado em 20 milhões de dólares (R$ 64 milhões) e uma hora de voo custa apenas 500 dólares (R$ 1.600) para aviões a turboélice e 3 mil (R$ 9.600) para os a jato.

O chefe do Estado-Maior da Força Aérea estadunidense, David L. Goldfein, declarou que os militares escolherão o modelo de avião adequado para as operações no Oriente Médio já este ano. No entanto, segundo estimativas de responsáveis militares, o dinheiro para a compra dos aviões será alocado apenas no orçamento do ano que vem.

Deverá igualmente ser proposto aos aliados dos EUA a compra de novos aviões, de maneira a criar esquadrilhas internacionais para combater os terroristas.

O Pentágono espera que a utilização de equipamentos mais baratos estimule os aliados na Europa e América Latina na luta contra os terroristas. Segundo o jornal, Goldfein já negociou a possibilidade de criação destas esquadrilhas durante o encontro com os aliados da coalizão antiterrorista, contudo Washington ainda não apresentou a iniciativa oficialmente.

Se os aliados não quiserem comprar aviões norte-americanos eles podem contribuir cedendo pilotos para os aviões que estão no serviço da Força Aérea dos EUA. Este passo é destinado para diminuir o problema da falta de pilotos nos próprios EUA, afirmou um dos interlocutores do The Wall Street Journal.

Fonte: Sputnik

 

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Sistema russo de defesa antiaérea Pantsir-S1 simboliza o orgulho da Rússia

A mídia norte-americana sublinhou que o sistema russo de defesa antiaérea Pantsir-S1 pode ser considerado o armamento ideal. O especialista em assuntos militares, Viktor Baranets, comentou a publicação.

© Sputnik/ Maksim Blinov

O sistema russo de defesa antiaérea Pantsir-S1, considerado armamento ideal para repelir ataques massivos com drones, não tem análogos nos EUA, sublinha Sebastien Roblin, em seu artigo para a revista The National Interest.

De acordo com a edição, durante conflito na Síria, estes complexos atacaram repetidamente vários mísseis e drones. Assim, em dezembro do ano passado, eles derrubaram dois mísseis disparados contra a base aérea de Hmeymim, frisou Roblin.

Este armamento não atraiu tanta atenção na Síria de analistas e jornalistas se comparado ao S-400 por ser um sistema de raio curto, assinala NI. Ele age na última linha da defesa antiaérea, bem como elimina aviões, helicópteros, drones e mísseis que estejam voando baixo, fazendo com o Pantsir-S1 adquira importância especial nas condições modernas.

No dia 6 de janeiro, terroristas tentaram atacar a base aérea de Hmeymim e o ponto de manutenção técnica em Tartus, lançando 13 drones de combate. Os militares russos conseguiram interceptar seis veículos aéreos, enquanto sete outros foram eliminados pelos sistemas Pantsir-S1.

O especialista em assuntos militares, Viktor Baranets, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, comentou conclusões da mídia norte-americana.

“Nosso armamento Pantsir-S1 está na Síria desde o início da operação, ele protege a zona próxima à defesa antiaérea das bases de Hmeymim e do porto de Tartus, destino de nossos navios. Trata-se de armamento único que nos últimos anos foi aperfeiçoado e, no momento, além de dois canhões antiaéreos, possui 12 mísseis guiados”, explicou o especialista.

“Estes mísseis se explodem na altitude de drones, eliminando o ‘bando’ de veículos aéreos. Eu acredito que o Pantsir-S compartilhe o mesmo patamar dos sistemas legendários, tais como o Iskander, S-300, S-400, e o S-500, que será desenvolvido em breve. Sendo assim, este armamento é orgulho nacional. Ele possui uma alta cadência de tiro e bons ‘olhos’, que são capazes de enxergar a várias dezenas de quilômetros. O sistema pode ser considerado armamento de alta precisão”, ressaltou Viktor Baranets.

Fonte: Sputnik

Edição: Plano Brasil