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Arábia Saudita realiza manobras navais de grande escala no Golfo Pérsico

A Arábia Saudita iniciou exercícios navais de guerra que incluem disparos com munição real nesta terça-feira no Golfo Pérsico e no Estreito de Hormuz, a rota petrolífera mais importante do mundo, relatou a mídia estatal, um gesto que coincide com o aumento das tensões com o rival regional Irã.

Navios de guerra, lanchas, aeronaves da Marinha, fuzileiros navais e unidades especiais de segurança naval participaram dos exercícios, noticiou a estatal Agência de Imprensa Saudita (SPA, na sigla em inglês). Munição real foi usada durante as atividades. 

As manobras têm por objetivo testar a prontidão de combate “em preparação para a proteção dos interesses marítimos do Reino da Arábia Saudita contra qualquer agressão possível”, disse o comandante dos exercícios, o contra-almirante Majed bin Hazza’a Al-Qahtani, segundo a agência.

Exercícios também estão sendo realizado no mar de Omã, relatou a SPA.

País sunita, a Arábia Saudita está preocupada com a influência regional crescente do xiita Irã, que começa a se recuperar de anos de sanções econômicas internacionais graças a um acordo sobre seu programa nuclear acertado entre Teerã e potências globais em 2015.

A Arábia Saudita está liderando uma coalizão de nações muçulmanas, com apoio dos Estados Unidos, Reino Unido e França, na guerra do vizinho Iêmen. A campanha, cuja meta é restaurar um governo deposto por uma milícia aliada ao Irã, é parte de um esforço mais assertivo que Riad vem levando a cabo desde o ano passado para se contrapor à ascendência iraniana.

Cerca de 17 milhões de barris diários, ou aproximadamente 30 por cento de todo o petróleo transportado por mar, passaram pelo Estreito de Hormuz em 2013, de acordo com a Administração de Informação de Energia dos EUA.

Hadeel Al Sayegh

Foto: © flickr.com/ Matt Buck

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: Reuters

Arábia Saudita realiza manobras navais de grande escala no Golfo Pérsico

A Marinha da Arábia Saudita iniciou os exercícios de grande escala, intitulados “Escudo do Golfo 1”, no Golfo Pérsico, Golfo de Omã e no estreito de Ormuz. A informação foi divulgada pela televisão saudita Al Ekhbariya.

Participam das manobras navios, barcos e aeronaves da Marinha de Guerra, além de unidades de Missões Especiais da Frota Oriental da Marinha Saudita. De acordo com o comandante dos exercícios, o almirante Majed al Qahtani, o “Escudo do Golfo 1” realiza  os maiores exercícios que a Frota Oriental do Reino já realizou no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã, onde são testadas operações navais de todo o tipo, incluindo exercícios subaquáticos, de desminagem e de “guerra eletrônica”.

“O objetivo destas práticas consiste em melhorar a disposição de combate e o domínio das unidades da Marinha, preparando-as para serem capazes de defender os interesses navais do Reino da Arábia Saudia contra uma eventual agressão”, disse Al Qahtani em entrevista.

Fonte: Sputnik News

 

 

 

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Destaques Estados Unidos Geopolítica

Marinha dos EUA volta ao Vietnã após 40 anos

Em meio a fortes tensões no mar do Sul da China, dois navios da Marinha dos Estados Unidos aportaram na costa do Vietnã pela primeira vez desde o fim da guerra entre os dois países, em 1975.

No último domingo, o destróier USS John S. McCain, batizado em homenagem ao pai e ao avô do senador John Sidney McCain III, e o submarino USS Frank Cable fizeram uma visita histórica ao porto da baía de Cam Ranh, na província de Khanh Hoa, perto das polêmicas águas disputadas por China, Vietnã e outros países da região, marcando uma nova etapa nas relações entre Hanói e Washington.

“As visitas desses navios ao terminal internacional da baía de Cam Ranh e ao porto naval de Da Nang, assim como uma série de exercícios com a Marinha vietnamita, são uma evidência da crescente relação estratégica entre os Estados Unidos e o Vietnã”, afirmou o congressista McCain através de um comunicado oficial.

“Estou confiante de que nossas nações continuarão trabalhando juntas para fortalecer o comércio marítimo aberto e manter um balanço de poder que favoreça as ordens, baseadas em regras, que sustentam nossa segurança e prosperidade compartilhadas”.

As duas embarcações deixaram o porto vietnamita nesta terça-feira.

Foto: © AP / Bullit Marquez

Fonte: Sputnik News

 

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Geopolítica Negócios e serviços Rússia

Em apoio a decisão da OPEP, Rússia congelará produção de petróleo

Ministros dos países da OPEP chegaram a um acordo sobre o limite de produção de petróleo durante uma reunião informal em Argel, capital da Argélia, na última quarta-feira (28). Pela primeira vez desde 2008, a organização definiu um limite de produção para o produto: 32,5 milhões de barris por dia, ou seja, um milhão de barris a menos do produzido em agosto.

O ministro da Energia da Rússia, Aleksandr Novak, declarou que Moscou está disposto a apoiar a iniciativa dos membros da OPEP e outros países produtores. “Sempre fomos muito flexíveis”, declarou Novak.

Segundo ele, os limites sobre a produção impostos pelos países produtores de petróleo valerão por cerca de seis meses.

Um acordo final sobre o congelamento será assinado pelos membros da OPEP durante a reunião oficial da organização, em 30 de novembro.

A Rússia sempre apoiou o congelamento da produção de petróleo. Em 5 de setembro, durante a Cúpula do G-20 na China, o país já havia assinado com a Arábia Saudita um memorando para buscar manter a estabilidade do mercado de petróleo e garantir um nível sustentável de investimentos.

O documento foi assinado pelo ministro da Energia da Rússia, Aleksander Novak, e seu homólogo saudita, Khalid Al-Falih.

Logo após a decisão, os preços do petróleo tipo Brent subiram em 6%, o que provocou o fortalecimento das moedas nacionais dos países produtores de petróleo, principalmente do rublo.

“Assim, em 29 de Setembro, os mercados cresceram de forma constante: o indicador japonês Nikkei aumentou 1,4%, o chinês Shanghai Composite – 0,33%, o MICEX russo – 1,2%, enquanto as ações da empresas petrolíferas listadas em Wall Street cresceram 4%”, diz o diretor do banco Ultima, Vitáli Bagamanov.

“No entanto, não vamos nos empolgar com essa decisão, já que o aumento dos preços do petróleo deve durar por um curto período”, diz o analista do Sberbank, Valéri Nêsterov.

Na opinião de Nêsterov, Brasil, Canadá, Noruega, EUA e México não apoiarão a decisão da OPEP.

Além disso, os efeitos do congelamento poderão ser nivelados pelo aumento da produção em outros países.

“Diversos produtores de petróleo que não são membros da OPEP continuam estabelecendo novos recordes nos volumes de produção. Em 2017, o Cazaquistão pretende começar a explorar a maior jazida o mundo, a Kashaghan”, diz o gerente de ativos da consultoria financeira Leon Family Office, Artiom Kalínin.

De acordo Nêsterov, porém, a decisão da OPEP causará oscilações no mercado de petróleo que devem prevalecer por vários anos.

“O mercado não é capaz de manter os altos preços do petróleo. Assim, os produtores de petróleo de xisto norte-americanos têm um papel decisivo, já que conseguiram reduzir o custo médio do produto de 25% a 50%. Como resultado,  preços superiores a US$ 50 por barril levarão a um aumento da produção do petróleo de xisto nos EUA e à consequente queda dos preços”, explica Nêsterov.

“Não devemos esperar mudanças radicais no mercado de petróleo ou uma redução substancial da produção. A demanda por petróleo está crescendo de forma estável e estimula os produtores a aumentar os volumes de produção”, completa Kalínin.

KIRA EGOROVA

Foto: © Christian Hartmann / Reuters

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: Gazeta Russa

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China Defesa Destaques Equipamentos Sistemas de Armas Tecnologia

China desenvolve radar quântico capaz de detectar aviões furtivos

Cientistas chineses elaboraram um sistema pequeno, potente e seguro de radar baseado na física quântica com objetivo de detectar alvos furtivos localizados a 100 quilômetros de distância, informa a corporação chinesa China Electronics Technology Group Corporation (CETC).

A empresa descreve o dispositivo como o primeiro sistema de radar quântico que usa fótons interligados que permanecem invisíveis para os sistemas já existentes. Caso o equipamento se torne realidade, essa notícia não será boa para o Pentágono que investe fortemente nas tecnologias stealth.

As mais recentes entregas do Departamento da Defesa dos EUA incluem o caça multimissão Lockheed Martin F-35 Lightning II e o destroier de mísseis guiados USS Zumwalt (DDG-1000) que possuem tecnologia stealth.

O radar inovador chinês usa um fenômeno chamado de entrelaçamento quântico. O uso desta tecnologia permite obter informações críticas sobre o alvo, incluindo sua forma, localização, velocidade, temperatura, entre outras características, revela o cientista Stephen Chen.

O radar já passou por uma série de testes interceptando alvos a 100 quilômetros de distância, embora seu alcance possa ser ainda maior.

Segundo informou o professor chinês Ma Xiaosong ao jornal South China Morning Post, o anúncio do novo modelo já se tornou viral na comunidade de pesquisadores. A CETC projeta e fábrica equipamentos eletrônicos avançados, sistemas de informação, software e componentes militares e civis.

A corporação é composta por vários institutos de pesquisa que, segundo é informado, desenvolveram sistemas eletrônicos para a primeira bomba nuclear da China, um míssil guiado e um satélite geoestacionário.

Imagem: © Youtube/arronlee33

Fonte: Sputnik News

 

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Conflitos Defesa Defesa Anti Aérea Destaques Geopolítica Mísseis Rússia Síria Sistemas de Armas

Rússia confirma reforço na defesa de sua Base Naval em Tartus na Síria

O porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, major-general Igor Konashenkov, confirmou nesta-terça-feira (4) o envio do sistema de defesa S-300 para a base naval russa na Síria.

“De fato, o sistema de defesa antimísseis S-300 foi enviado para a República Árabe da Síria . Este complexo foi concebido para garantir a segurança da base naval em Tartus”, disse ele.

Konashenkov acrescentou que não está claro por que a entrega do sistema S-300 na Síria causou um rebuliço no Ocidente.

“Quero lembrar que o S-300 é um sistema puramente defensivo, e não representa nenhuma ameaça a ninguém. Além disso, anteriormente, como vocês sabem, na região havia um sistema semelhante em execução marítima — o complexo “Fort”, que está equipado com o cruzador de mísseis guiados ‘Moskvá’ [Moscou, em russo] da Frota do Mar Negro”, frisou.

Foto: © Sputnik/ Alexei Danichev

Fonte: Sputnik News

Rússia envia mísseis antiaéreos para a Síria

Sistema de mísseis será posicionado no porto de Tartus. Moscou diz que medida visa garantir segurança de base naval e de navios de guerra na região. EUA questionam intenções russas.

O Ministério de Defesa da Rússia anunciou nesta terça-feira (04/10) o envio de uma bateria de mísseis antiaéreos S-300 para a Síria, com o objetivo de defender a base naval no porto de Tartus.

“O sistema destina-se a garantir a segurança da base naval de Tartus e dos navios de guerra na zona costeira. Lembro que o S-300 é um sistema de defesa e não ameaça a ninguém. Não sabemos por que o envio dos S-300 causou tanto alvoroço entre nossos parceiros do Ocidente”, ressaltou o porta-voz do ministério Igor Konashenkov, num comunicado.

O anúncio foi feito um dia após os Estados Unidos suspenderam as negociações com a Rússia para um cessar-fogo no conflito sírio. O porta-voz do Pentágono, Peter Cook, disse que o sistema de mísseis russo não afetará as operações da campanha aérea da coalizão liderada pelos americanos contra o grupo extremista “Estado Islâmico” (EI).

Cook questionou ainda o motivo que levou Moscou a enviar o sistema para a região. “Os russos disseram que seu objetivo na Síria era combater extremistas, como o grupo ‘Estado Islâmico’ e a Frente al-Nusra. Nenhum deles possuiu uma força aérea. Por isso, observarmos com atenção o movimento”, acrescentou.

Os EUA acusaram Moscou e o regime de Bashar al-Assad de bombardear indiscriminadamente a cidade de Aleppo, além de atacar alvos civis e um comboio de ajuda humanitária do Crescente Vermelho e da ONU.  A Rússia negou que os bombardeios tenham atingidos hospitais e instalações civis.

CN/rtr/afp/dpa/lusa

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: DW

 

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Defesa Equipamentos Infantry Fighting Vehicles Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia Ucrânia Vídeo

Veículo Blindado Leve (LAV) com canhão 23 mm

Empresa ligada a estatal Ukroboronpron da Ucrânia, propõe canhão 23mm (GSH-23L) em modulo de combate controlado remotamente para veículos leves (LAV).

Este tipo de arma, já é bem conhecido e aprovado, para emprego em aeronaves como o Mi-24/35, mas, em veículo blindado leve, é ainda considerado uma novidade.

De fato, trata-se de uma arma poderosa, principalmente operando em veículos leves. É promessa de eficácia em ações de patrulha e reconhecimento, bem como no combate aéreo contra aeronaves voando baixo.

 

A simplicidade do conceito deste modulo de combate, consiste em ele estar montado em uma escotilha de um tanque T-64. Essa, digamos reciclagem no projeto, acabou por trazer maior simplicidade na fabricação e consequente redução de custos.

Sua caixa de munições alojada na parte de traz do modulo, tem capacidade para acomodar até 250 munições 23mm. Segundo algumas fontes, a taxa de disparos da arma está em cerca de 2.300 tiros por minuto, prometendo disparos com alcance efetivo de 1.800 metros.

Edição: Konner/Plano Brasil

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Infantaria da Aeronautica PÉ DE POEIRA Vídeo

FAB PÉ DE POEIRA: Cadetes do 4º Ano da AFA concluíram Estágio de Patrulha em Ambiente de Selva ministrado pelo 1ºBIS.

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Manaus –  No dia 25 de setembro, o 1º Batalhão de Infantaria de Selva realizou uma formatura de encerramento do Estágio de Patrulha em Ambiente de Selva para 24 Cadetes do 4º Ano do CFOInf (Curso de Formação de Oficiais de Infantaria da Aeronáutica) da Academia da Força Aérea (AFA).

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O Estágio foi ministrado por uma equipe de instrução do 1º Batalhão de Infantaria de Selva realizado no período de 21 a 25 de setembro.

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Os cadetes do Curso de Infantaria da AFA receberam instruções teóricas e práticas das peculiaridades das operações de patrulhas no ambiente de selva e  instruções sobre obtenção de água e fogo, pernoite isolado, capturas de ofídios, abrigos improvisados, alimentos vegetais e animais, caça, orientação utilizando bússolas no interior da floresta e sobrevivência.

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Fonte: 1º BIS

Edição Pé de Poeira

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América do Sul Brasil Defesa Destaques EVENTOS Negócios e serviços Opinião Sistemas de Armas Tecnologia Vídeo

4ª Mostra BID-Brasil: Defesa é muito mais que só segurança

O último dia da 4ª Mostra BID-Brasil contou com a presença de estudantes universitários de cursos de engenharia e administração, entre outros, que assistiram a uma palestra para entenderem melhor o que é a indústria nacional de defesa, sua importância para a soberania e para a economia do País e as oportunidades de mercado de trabalho do setor.

Edição: Konner/Plano Brasil

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Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia Vídeo

AM General apresenta o Hawkeye 105 mm montado na Plataforma HMMWV.

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A empresa Norte Americana AM General apresentou durante o evento anual AUSA (Annual Meeting and Exposition of the Association of the U.S.) o obuseiro leve de 105 mm Hawkeye montado na plataforma do veículo 4×4 M1152 Expanded Capacity HMMWV. O Hawkeye 105 mm e um projeto modular com recuo de disparo reduzido. Além disso o projeto incorpora controle de fogo totalmente digital, peso reduzido (1,100 kg), fácil manutenção e operação.

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O projeto do Hawkeye foi incorporado ao 4×4 HMMWV devido ao grande número de usuários do modelo. Além disso o uso da plataforma HMMWV proporciona alta mobilidade nos mais variados terrenos. Com o uso da Plataforma HMMWV e suas excepcionais características aliada ao projeto moderno e modular do Hawkeye ambos de baixo custo visa atender as exigências expedicionárias de possíveis clientes. A plataforma de armas HMMWV/Hawkeye e totalmente aerotransportada em aeronaves C-130 Hércules, Helicópteros como o CH-47 Chinook ou CH-53 Super/King  Stallion.

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Armored Personnel Carriers Defesa Sistemas de Armas Ucrânia Vídeo

Indonésia recebe primeiro lote de veículos anfíbios BTR-4 Bucephalus da Ucrânia

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O Corpo de Fuzileiros Navais da Indonésia (Korps Marinir, KorMar)  recebeu seu primeiro lote de veículos blindados Anfibios BTR4 Bucephalus. Os veículos chegaram a bordo do navio mercante MV Texel ao porto de Tanjung Piok  norte de Jacarta, capital da Indonésia no dia 28 de setembro. Ao todo foram recebidos cinco unidade do BTR-4. A encomenda da Indonésia contempla a aquisição de um total de 55 unidades do BTR4 Bucephalus que devem começar a substituir os velhos BTR-50 atualmente em uso.

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Os veículos adquiridos pelo Fuzileiros receberam um pacote de atualização afim de se adequar aos requerimentos indonésios onde o mesmo recebeu um motor de origem alemã Deutz BF6M 1015C diesel de 598cv acoplado a uma transmissão automática Allison 4600SP. Melhorias nas operações anfíbias com um novo sistema de propulsão e flutuação (através de flutuadores) instalados. Os veículos também foram equipados com um modulo de armas SHKVAL no qual e armado com um canhão ZTM-1 / 2A72  de 30 mm, uma metralhadora  PKT  7,62 mm   e misseis 9P135M Konkurs ou Baryer do tipo ATGM ( anti-tank missile).

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América do Sul América Latina Aviação Defesa Destaques

Welcome To The Jungle: CIGS realiza o Estágio Internacional de Operações na Selva

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Manaus (AM) – O Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) realiza, entre os dias 12 de setembro e 14 de outubro, o Estágio Internacional de Operações na Selva (EIOS) para militares de quinze países. Serão quatro semanas de instruções, divididas em três fases: Vida na Selva, Técnicas Especiais e Operações. Todas as instruções serão ministradas no idioma inglês.

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Os países que participam do Estágio são: Canadá, Estados Unidos da América, China, Japão, Bolívia, Polônia, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Índia, Sri Lanka, Nigéria, Guiana, Vietnã e Portugal.

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 EIOS: Técnicas de Vida na Selva

 A primeira semana, de 12 a 18 de setembro, foi de mobilização e ambientação. Nessa semana, os estagiários foram recebidos no Centro, prepararam seus equipamentos e cumpriram os protocolos de segurança do CIGS, realizando testes físico, medição antropométrica, teste psicológico e inspeção de saúde.

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Em seguira, foram transmitidas informações necessárias sobre o Estágio e realizada uma aclimatação.

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 Após o cerimonial que marcou o início das atividades, os estagiários foram para a Base de Instrução Nº 02 (Base Plácido de Castro), onde tiveram instruções sobre obtenção de água e fogo, pernoite isolado, capturas de ofídios, abrigos improvisados, alimentos vegetais e animais, caça, orientação utilizando bússolas no interior da floresta e sobrevivência.

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 Na próxima semana, ocorrerá a fase de técnicas especiais, na qual os estagiários terão instruções de natação, módulos de tiro, técnicas aeromóveis, luta Krav Magá, infiltração aquáticas, dentre outras.

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Fonte: EB

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América do Sul América Latina Conflitos Destaques Opinião

2016 – O ano que vivemos de maneira estúpida

Os resultados eleitorais de 2016 se definem pelo cinismo manipulador dos políticos e pela ignorância ou irresponsabilidade dos eleitores.

O que nos falta agora é que Donald Trump acabe sendo presidente. Os resultados eleitorais neste ano de 2016 estão sendo definidos pelo cinismo manipulador dos políticos e pela ignorância, negligência e irresponsabilidade dos eleitores.

Eis o coquetel fatal que levou Trump à candidatura presidencial republicana, levou à vitória do Brexit no Reino Unido e, o mais terrível até a data, ao “não” ao acordo de paz no referendo colombiano e o “sim” à perpetuação de uma guerra civil que já dura meio século.

Em todos os casos a mentira triunfou. Existe um fio comum entre Álvaro Uribe, o homem-orquestra populista que dirigiu a campanha pelo não na Colômbia; Boris Johnson, o mais carismático pelo não à permanência do Reino Unido na União Europeia; e Trump, que insulta a verdade a cada hora do dia em sua campanha para que a estupidez tome posse da Casa Branca.

Os eleitores, por sua vez, são levados como vacas ao abismo. Com o perdão às vacas, que certamente mostrariam mais senso comum diante da perspectiva de autoaniquilação do que as variedades de homo sapiens que habitam Colômbia, Inglaterra e Estados Unidos.

plebiscito colombiano foi a obra-prima da longa carreira política do ex-presidente Uribe, que conseguiu ganhar as mentes (se essa é a palavra) e os corações (escuros) da maioria dos poucos colombianos que se deram ao trabalho de participar da votação mais importante da história do seu país. Lembrou o que todos sabiam, que os guerrilheiros das FARC com as quais o Governo colombiano havia assinado o acordo de paz, eram detestados por 95% ou mais da população; em seguida, convenceu-os de que, abracadabra, caso fosse permitido às FARC participar na política, como contemplava o acordo, ganhariam as próximas eleições e seu líder, um marxista ultrapassado apelidado de “Timoshenko”, seria o próximo presidente do país. Mais da metade dos colombianos que votaram domingo não foram capazes de detectar a ilógica matemática da sua maneira de ver.

Boris Johnson, o bufão atual chanceler britânico, mentiu descaradamente aos eleitores sobre os milhões de euros que o Reino Unido entregava a cada semana à União Europeia e insinuou ao dócil eleitorado que, se seu país permanecesse na UE a Turquia se esvaziaria e seus 78 milhões de habitantes iriam para o território britânico.

Trump diz tantas mentiras que seria necessário um livro para documentá-las, mas a maior, a que diz que apenas um muro de 3.200 quilômetros poderia impedir uma invasão de estupradores e narcotraficantes mexicanos, é a que mais repercutiu entre os fiéis.

Em todos os casos — Uribe, Johnson, Trump — a mentira foi um instrumento de medo, a mais primária das emoções humanas, a que mais perturba os processos mentais das crianças pequenas, apelando aos terrores que assaltaram nossos antepassados desde que começaram a escrever os livros de história, e certamente antes da idade da pedra — os terrores que temos ancorados no fundo do cérebro reptiliano.

Muita rede digital, mínimo critério racional. A ciência evolui, mas o animal humano não. Infantil e primitivo, é presa fácil das vaidades, das loucas ânsias de poder e do cinismo dos machos alfa manipuladores. O ano de 2016 está mostrando com mais clareza do que o habitual, mas não é nenhuma exceção à regra.

JOHN CARLIN

Foto: AFP – Ex-presidente colombiano Alvaro Uribe depositando seu voto pelo NÃO. A capacidade de mobilização de Uribe foi crucial para o processo, que teve uma taxa de abstenção de 63%. 

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: El País