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Panorama: Fuerzas Comando 2019

Entre 17 e 27 de junho aconteceu a competição Forças Comandos 2019 no Chile, que está na 15º edição do exercício, a competição envolveu unidades policiais e forças armadas de 19 países, sendo eles, Argentina, Belize, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Jamaica, Panamá, Paraguai, Peru, Trinidad e Tobago, Uruguai e Estados Unidos .

Forças Comandos 2019 é um exercício anual patrocinado pelo Comando Sul dos EUA, executado pelo Comando de Operações Especiais do Sul (SOCSOUTH), que tem sido realizado principalmente na América Central, América do Sul e Caribe desde 2004. O exercício tem duas partes: uma competição de habilidades e um Seminário de Líderes Sênior voltado para o combate ao terrorismo. O evento demonstra e testa as habilidades dos participantes por meio de competições de forças de operações especiais. O concurso multinacional de habilidades operacionais e o Seminário de Liderança Sênior deste ano foram oferecidos pelo Exercito de Chile e Estado Maior Conjunto do Chile. O SOCSOUTH , com sede na Homestead Air Reserve Base, na Flórida, é o principal comando de execução dos EUA para o exercício. O SOCSOUTH serve como componente de operações especiais para o Comando Sul dos EUA.

Objetivo da Competição Forças Comandos é adestrar as unidades de Operações Especiais dos Países das Américas no que tange ao combate ao Narcotráfico, Terrorismo e Pirataria além de promover as relações e trocas de experiências entre os países.

Cada equipe participante é formada por 7 militares sendo eles, 4 militares da equipe de assalto, 2 militares atiradores de elite e 1 militar suplente. O Brasil em 2019 participou com uma equipe formada por militares do Primeiro Batalhão de Ações de Comandos(1BAC) representando o COpEsp (Comando de Operações Especiais do Exercito Brasileiro) que foram provados em uma série de tarefas e eventos críticos individuais e coletivos que incluem um teste de aptidão física, pista de obstáculos, qualificação de rifle e pistola, teste de combate a curta distância, marcha forçada e um evento de água. Os eventos testam as habilidades e proficiência do participante sob condições desconhecidas e estressantes em cenários simulados.

 

 

Análise do Brasil no Forças Comando 2019:

 

O primeiro dia do evento consistiu na prova de qualificação de armamento principal e secundário dos operadores. A equipe Brasileira Liderada pelo Primeiro Tenente Marcus Marello participou utilizando o fuzil(HK416) e a pistola(GLOCK 9mm) de dotação do COPESP, ao final desse primeiro dia de evento o Brasil alcançou a 10ª colocação com 610 pontos, o maior pontuador foi a Colômbia(AFEUR) com 765 pontos.

 

 

O segundo dia do evento consistiu na prova de Avaliação de distâncias. Cada país representado por 2 Atiradores de precisão mostraram suas habilidades contra alvos localizados em diferentes distâncias. A equipe Brasileira participou utilizando o fuzil de precisão multicalibre Remington MSR(.308 e .338). Ao final do segundo dia de evento a equipe brasileira conseguiu alcançar 625 pontos permanecendo na 10ª colocação geral. Os maiores pontuadores dessa prova foram Colômbia(AFEUR), Chile(BOE Lautaro) e EUA(7th Special Forces Group), ambos conseguindo 765 pontos.

 

 

O terceiro dia do evento consistiu na prova de Pista de Obstáculos, nessa prova os países participantes mostraram suas capacidades de trabalho em equipe para completar o percurso sem deixar nenhum homem para trás. Ao final desse dia a equipe brasileira conseguiu 150 pontos continuando na 10ª colocação geral, o maior pontuador dessa prova foi o Chile(BOE Lautaro) conseguindo 200 pontos.

 

 

O quarto dia de evento colocou à prova as capacidades anfíbias das equipes participantes. Nessa prova as equipes foram lançadas de helicóptero na costa Chilena utilizando a técnica Hello Casting(Bastante empregada pelo Brasil nos Rios da Região Amazônica), os competidores já na água tiveram que chegar a praia nadando e posteriormente realizaram um pequeno percurso de marcha e terminando com avaliação de tiros de pistola. A equipe Brasileira conseguiu alcançar 160 pontos, permanecendo na 10ª colocação geral, o maior pontuador dessa prova foi o Chile(BOE Lautaro) conseguindo 200 pontos.

 

 

 

No quinto e sexto dia as equipes participantes colocaram na prova de tarefas criticas suas habilidades de disparos de armas táticas e de precisão, Nessa Prova o Brasil acumulou 280 pontos(permanecendo na 10ª colocação geral), com o maior pontuador sendo os EUA(7th Special Forces Group) com 400 pontos.

 

 

O sétimo dia de evento foi caracterizado pela prova de combate urbano, essa prova foi iniciada com um disparo de precisão efetuado pelos Atiradores de elite de cada equipe e seguida de uma incursão das equipes de assalto em um ambiente de combate confinado(CQB) com o intuito de eliminar as ameaças e resgatar um refém fictício. A equipe Brasileira conseguiu a 3ª melhor colocação da prova(atrás de Colômbia com 580 pontos e Equador com 570 pontos) alcançando 535 pontos elevando na colocação geral para a 9ª posição.

 

 

No oitavo dia de evento as equipes participantes enfrentaram a prova física e marcha noturna com cada operador das equipes carregando 50kg de equipamentos. Nessa Prova o Brasil acumulou 175 pontos(finalizando na 9ª colocação geral), com o maior pontuador sendo o Equador(Grupo Especial de Operações-GEO) com 200 pontos.

Nos dois últimos dias de evento aconteceram o concurso multinacional de habilidades operacionais e o Seminário de Liderança Sênior ministrados pelo Exercito de Chile e Estado Maior Conjunto do Chile.

 

 

FONTE: SOCSOUTH e Ejército de Chile(Tradução, adaptação e análise de Mateus Barbosa).

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Exército da Jordânia ataca militantes do Estado Islâmico que fogem das forças sírias

Reportagem de Suleiman Al-Khalidi; Edição por Richard Balmforth

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

AMAN (Reuters) – O Exército da Jordânia disse na quinta-feira que abateu vários militantes do Estado Islâmico que se aproximaram de suas fronteiras quando fugiram da ofensiva síria que os expulsou de seu enclave no sudoeste do país devastado pela guerra.

As unidades do Exército usaram “todos os tipos de armas” para bombardear um grupo de militantes que se aproximaram do vale de Yarmouk em confrontos que duraram quase vinte e quatro dias de terça a quarta à tarde, disse uma fonte do Exército.

“Nós aplicamos regras de engajamento aos membros do Daesh (Estado Islâmico) que foram forçados a recuar para dentro da Síria e alguns de seus membros foram mortos”, disse uma fonte do Exército à agência estatal de notícias Petra.

Depois de semanas de intenso bombardeio apoiado pelos russos, o exército sírio ocupou o exuberante território agrícola onde flui o rio Yarmouk, que já foi controlado por um grupo afiliado ao Estado Islâmico, conhecido como o Exército Khaled Bin Walid.

A Jordânia, ao lado de outros partidários ocidentais e árabes, forneceu armas e apoio logístico a ex-rebeldes do Exército Sírio Livre (FSA) para derrotar os militantes até que os próprios rebeldes foram derrotados pelo exército sírio no mês passado e perderam terreno. Uma fonte do exército jordaniano disse que os militantes que fugiram da fronteira foram perseguidos pelo exército sírio que conduzia operações na área para expulsá-los de seus últimos esconderijos.

Os militantes tentaram se proteger entre centenas de civis acampados perto da fronteira com a Jordânia para escapar do bombardeio de suas aldeias durante a ofensiva contra os militantes, disse uma fonte da inteligência. Os combates pesados ​​desalojaram a maioria dos 40 mil habitantes e causaram muitas vítimas civis, disse a fonte.

Após a captura da área, dezenas de militantes estimam que entre mil e 1.500 combatentes controlavam a área que se acredita estar escondida em um terreno acidentado que separa as fronteiras dos dois países próximos à bacia de Yarmouk.

 

Fonte: Reuters

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Exército russo recebe lote de metralhadoras RPK-16 para testes operacionais e Kalashnikov apresenta novos projetos

A metralhadora leve Kalashnikov RPK-16 de 5.45mm exibida na feira Army-2017, ´perto de Moscou, na Rússia. (Fonte: Army Recognition)

 

O Grupo Kalashnikov providenciou para o Ministério da Defesa da Federação Russa um lote da nova metralhadora leve RPK-16 para testes operacionais nas tropas, segundo informações da empresa. “O Ministério da Defesa recebeu no primeiro quartel de 2018 um lote das novas metralhadoras leves RPK de 5.45 mm para testes operacionais. A produção em série do RPK-16 é esperado em paralelo com os rifles AK-12 e AK-15.” diz a empresa.

Forças de segurança e clientes estrangeiros demonstraram interesse no produto. Sua grande vantagem é a possibilidade de troca de cano. A arma também possui um tripé desmontável, um carregador para 95 projéteis, um silenciador opcional de rápida instalação, e equipamento para transporte.

Com um cano curto, a nova metralhadora pode atuar como um rifle de assalto em curtas distâncias assegurando um tiro automático. Já um cano mais longo providencia maior precisão a média e longa distancia.

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Vídeo de demonstração da RPK-16 (Fonte: Russia Beyond)

 

Novos Projetos

A Kalashnikov também está criando uma nova geração de rifles usando como base o rifle compacto AM-17 e o AMB-17 (este último com silenciador embutido, sucessor do AS Val). “O trabalho está em curso para desenhar uma plataforma futura começando com os modelos compactos AM-17 e AMB-17”, segundo a empresa.

Rfle compacto AM-17 (Fonte: Modern Firearms.Net)

A nova arma utilizará materiais poliméricos, novas tecnologias de produção e buscará satisfazer os atuais requerimentos ergonômicos e operacionais.

O Rifle silencioso AMB-17 (Fonte: Modern Firearms.Net)

 

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Vídeo de demonstração do AM-17 e AMB-17 (Fonte: Kalashnikov Media)

 

 

Com informações de ArmyRecognition e Agência Tass

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Famílias pedem ao Kremlin que admita que mercenários russos foram mortos na Síria

Até 200 russos supostamente trabalhando para um contratado militar oculto podem ter morrido em ataques aéreos dos EUA este mês

Marc Bennetts em Moscou

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Stanislav Matveyev é considerado um dos 200 russos que perderam a vida durante ataques aéreos Sírios no confronto mais letal com os EUA desde a guerra fria.

Igor Kosotorov não era um membro do exército russo. Mas parentes do dono da loja de vinhos de 45 anos acreditam que ele está entre as dezenas de cidadãos russos assassinados este mês em um ataque aéreo efetuado pela coalizão comandada pelos EUA perto de Deir al-Zour, um território rico em petróleo no leste da Síria.

Após as recusas iniciais, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia admitiu na quinta-feira que cinco cidadãos provavelmente teriam sido mortos no bombardeio enquanto lutavam ao lado das forças sírias pró-regime em 7 de fevereiro. Mas os relatórios sugerem que cerca de 200 cidadãos russos poderiam ter perdido a vida, o que, se confirmado, seria o confronto mais letal entre os cidadãos dos EUA e da Rússia desde o fim da guerra fria.

Embora os números permaneçam obscuros, uma imagem está emergindo de alguns dos que acreditaram ter morrido; alguns eram veteranos endurecidos pela guerra de Moscou no leste, inspirados a viajar para a Síria pelo patriotismo ou por um ressurgimento do senso do nacionalismo russo. Outros simplesmente esperavam um dia de pagamento lucrativo.

Todos eram, segundo fontes, empregados da Wagner Group, um contratado militar privado vinculado ao Kremlin. Os críticos dizem que Moscou usa mercenários da Wagner para manter baixas as perdas militares oficiais na Síria. O número oficial de mortos do exército russo na Síria no ano passado foi de dezesseis soldados, embora acreditem que dezenas de mercenários morreram.

Igor era um ex-atirador do exército. Ele foi para a Síria porque ele era um patriota. Ele acreditava que, se não pararmos o Estado islâmico na Síria, então eles virão até a Rússia… Ele me disse que, se ele não fosse, as autoridades simplesmente enviariam crianças pequenas, com quase nenhuma experiência militar”. Nadezhda Kosotorova, sua ex-esposa, disse ao The Guardian em uma entrevista por telefone de sua casa em Asbest, na região dos Urais .

Ela disse que tinha ficado perto de Kosotorov após o seu divórcio, mas ele não havia contado a ela quem organizou sua jornada para a Síria. A notícia de sua morte relatada chegou a ela através de canais informais.

“Estou coletando informações bit-a-bit de diferentes fontes tentando descobrir onde os corpos dos mortos podem estar… Este é um jogo político que não entendo”, disse ela. Quando perguntada por que as autoridades russas não se pronunciarem.

O ataque aéreo marcou a primeira vez que cidadãos russos morreram nas mãos dos EUA na Síria desde que o Kremlin entrou no conflito do lado do presidente Bashar a-Assad em 2015.

Mikhail Polynkov, um blogueiro nacionalista, escreveu em uma publicação on-line que visitou homens feridos no ataque em um hospital sem nome na Rússia: “Minhas fontes me disseram que 200 homens de uma única unidade morreram no ataqueQuinze funcionários de uma empresa de segurança russa morreram numa explosão na Síria”.

O Kremlin manteve-se em silêncio quando os primeiros relatos das mortes rodaram na semana passada nas mídias sociais.

Dmitry Peskov, porta-voz do presidente, disse que era possível que alguns cidadãos russos estivessem na Síria, mas que o Kremlin só possuía informações sobre militares russos. Falando na quinta-feira, Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, disse que os relatórios de um número de mortos superior a cinco foram “desinformação clássica”.

“Nas zonas de conflito há muitos cidadãos de todas as partes do mundo, incluindo da Rússia … é extremamente difícil monitorá-los e verificar o que estão fazendo”, disse Zakharova.

Além de Kosotorov, acredita-se que pelo menos nove homens tenham viajado para a Síria de Asbest e da região para lutar com a Wagner nos últimos meses, de acordo com relatórios.

“Eles apnas os jogaram na batalha como porcos”, disse Yelena Matveyeva, a viúva de Stanislav Matveyev, um mercenário de 38 anos, de Asbest, que também acredita ter morrido.

Onde quer que os enviassem, eles não tinham proteção”, disse Matveyeva. Ela disse que as autoridades russas devem reconhecer os cidadãos que morrem lutando na Síria e, quando possível, ajudam a repatriar os corpos. “Deveria haver alguma coisa em memória deles, para que suas esposas não se envergonhem dos seus maridos e  que seus filhos possam se orgulhar de seus pais”.

Asbest, é uma cidade cerca de 1.100 milhas a leste de Moscou, com uma população de 70.000 habitantes, a qual abriga a maior mina de amianto aberto a céu aberto do mundo. Os salários médios oficiais são de cerca de 25 mil rublos (£ 314 libras) por mês, e os residentes estão atorados por doenças.

Em contrapartida, os salários mensais dos funcionários da Wagner na Síria variam de 90.000 rublos (£ 1.132) para um combatente de base para 250.000 (£ 3.147) para um especialista militar, disse Ruslan Leviev, fundador da Conflict Intelligence Team, um grupo investigativo que pesquisa as vítimas russas na Síria.

Os críticos disseram que a reticência do Kremlin em reconhecer, e muito menos homenagear os russos que morreram no confronto com as forças norte-americanas, contrastava com o funeral do herói dado no mês passado ao aviador Roman Filipov, da força aérea , o qual foi abatido sobre a Síria.

“Um recebe medalhas e honras, enquanto outros são sepultados silenciosamente e esquecidos”, Nadezhda, outra mulher que afirma que seu marido morreu enquanto lutava como mercenário na Síria em outubro, contou ao Guardian em uma conversa on-line. Outros cidadãos russos que morreram no confronto de fevereiro incluem Kirill Ananyev, um membro do partido esquerdista radical da Rússia.

“Ele foi para a Síria porque gostava de lutar – Os russos são muito capazes disso “, disse Alexander Averin, porta-voz do movimento. Apesar da raiva dos parentes, alguns defendem a relutância de Putin em divulgar as mortes.

“As autoridades têm o direito de silenciar informações nos interesses do país” Disse Alexander Prokhanov, um escritor nacionalista que se acredita estar perto de membros de alto escalão dos serviços de segurança russos.

“Essas pessoas que morreram foram avisadas antes de irem para a Síria que não receberiam honras militares se morressem lá.” Desde que você está aqui … nós temos um pequeno favor para pedir.

Fonte: The Guardian

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Intervenção federal no Rio de Janeiro

 

http://eblog.eb.mil.br/images/easyblog_avatar/812_Ten_Monteiro.jpgDesde a assinatura do decreto presidencial que determina a intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro, proliferam na mídia e nas redes sociais os mais variados comentários e artigos. Alguns merecedores de atenção, outros contaminados ideologicamente, muitos deles irreais, fantasiosos e até ridículos. Sempre que o tema é segurança pública, voltam à TV os especialistas, vários deles sérios e competentes, outros nem tanto.

Questiona-se o real objetivo da medida. Teria sido uma providência embasada no dever constitucional do Estado de prover a segurança dos cidadãos? Ou, apenas, um artifício político para desviar as atenções do fracasso do governo federal no tema da reforma previdenciária? Ou, quem sabe, uma jogada meramente eleitoreira visando à melhoria da baixa popularidade do Presidente da República?

Qualquer que tenha sido o verdadeiro motivo, a intervenção na gestão da segurança do Estado do Rio de Janeiro é uma realidade. A priori, parece-nos que a situação caótica do Estado justificaria, plenamente, uma medida de intervenção federal que afastasse o atual governador. Entretanto, optou o Presidente por uma discutível medida setorizada, produzindo efeitos somente na gestão da segurança pública. Objetivamente, a medida era necessária e a decisão talvez tenha sido retardada em demasia.

Ninguém duvida de que os últimos governos estaduais do Rio vêm perdendo a luta contra a bandidagem. As causas são conhecidas: má gestão pública, incompetência administrativa, corrupção desenfreada, judiciário leniente, legislativo cooptado pelo crime, contaminação policial etc. Vale lembrar que o início do processo de desintegração da segurança pública no Estado remonta ao ano de 1983, quando o governador Leonel Brizola proibiu os efetivos policiais de subirem os morros.

O atual cenário da segurança pública no Rio revela-se insuportável: criminalidade fora de controle; órgãos policiais infiltrados, desmotivados e despreparados, incapazes, portanto, de reverter a situação; governo estadual assumindo a sua inoperância e incapacidade de comando; população acuada e vitimada diuturnamente; vastas áreas do território estadual sob total controle dos criminosos.

As Forças Armadas (FA) – instituições nacionais que detém o maior índice de confiabilidade da população -, por decisão do Presidente da República, (constitucionalmente, o seu comandante supremo), receberam a missão de assumir a gestão da segurança pública no Rio, na pessoa do Comandante Militar do Leste, General de Exército Walter Souza Braga Netto, nomeado interventor.

Terá sucesso a intervenção federal? As forças envolvidas conseguirão reverter essa lamentável situação? Os tão esperados resultados positivos dependerão de múltiplos fatores. Preliminarmente, é necessário frisar que o decreto em tela determina, apenas, uma intervenção federal na gestão da segurança pública. Não se trata, portanto, de uma intervenção militar. Ou seja, o governo da República está intervindo num Estado da federação, em setor específico, designando como interventor um oficial-general da ativa do Exército, comandante militar da área abrangida pelo decreto. Como se observa, num primeiro momento, não há no documento a determinação expressa de atuação direta do Exército – ou das FA – no combate à criminalidade. Efetivamente, o decreto dispõe que o comando da segurança pública será exercido pelo general interventor, que desempenhará seu cargo tipificado como de natureza militar, cumulativamente com o de Comandante Militar do Leste.

Portanto, há que se aguardarem as definições e as diretrizes que complementarão o decreto, sem o que será impossível avaliar o nível de emprego e engajamento das Forças Armadas em futuras operações contra o banditismo. Note-se que as FA, pelo decreto presidencial de 28 de julho de 2017, já estão acionadas no Rio em missões de Garantia da Lei e da Ordem. Tais ações continuam em pleno desenvolvimento, sendo que as forças federais têm atuado, basicamente, em apoio às operações policiais. Ou seja, até aqui, as tropas, em geral, têm sido coadjuvantes. Uma importante questão a esclarecer é se os militares continuarão apenas apoiando as polícias ou se, em face dos decretos de GLO e de intervenção, ambos em vigor, serão protagonistas e, via de consequência, empregados na primeira linha de combate e repressão à criminalidade.

Muitos alegam que as FA não estariam preparadas para essas missões. Ledo engano. Embora sua principal destinação constitucional seja a defesa da Pátria, de há muito que os nossos militares vêm se preparando para as ações subsidiárias de GLO. O melhor exemplo disso veio do Haiti. Desde 2004, cerca de 37 mil militares brasileiros participaram das operações no país caribenho, sendo 30.579 do Exército, 6.014 da Marinha e 357 da Aeronáutica. Foram 13 anos de excelente atuação dos nossos soldados, reconhecida internacionalmente. Na primeira fase das ações, o Brasil liderou as operações da ONU contra o crime organizado no Haiti, enfrentando o banditismo nas favelas mais violentas da capital (Bel Air, Cité Militaire e Cité Soleil). A missão foi cumprida com total eficácia, fazendo com que os criminosos se entregassem ou fossem abatidos.

Os militares brasileiros, hoje no comando da segurança pública no Rio de Janeiro, estão plenamente aptos a reverter esse trágico cenário em que aqui vivemos. Mas, para atingir plenamente esse objetivo, as forças atuantes – militares e policiais – necessitarão de diversas medidas de suporte, entre elas: unidade de comando; total segurança jurídica para as ações e efetivos envolvidos; recursos financeiros e meios operacionais adequados; comprometimento dos demais setores da administração pública (federal, estadual e municipal) no apoio às atividades de enfrentamento da criminalidade; liberdade de ação no planejamento e na execução das operações; integração entre os órgãos operacionais e de inteligência das organizações militares e policiais; apoio da sociedade, expresso pela mídia e pelas redes sociais, em que a população reconheça o trabalho desenvolvido pelas forças e demonstre compreensão por eventuais limitações ou transtornos ocasionados pelas operações.

Embora as pesquisas revelem alto índice de aprovação popular à intervenção no Rio de Janeiro, grande parte da mídia navega na contramão do desejo da sociedade e já começa a apontar suas baterias contra ela. São os idiotas do politicamente correto a anunciarem violações dos direitos humanos e das garantias individuais nas futuras operações de combate ao crime. Conhecemos muito bem esses arautos de ideologias jurássicas. Falarão em paz, desfilarão na zona sul do Rio em passeatas pela vida. Dirão que a batalha contra os criminosos será direcionada somente contra pobres e negros das comunidades. Cobrarão resultados estatísticos da diminuição da criminalidade, mesmo antes das primeiras operações. Exaltarão a necessidade do uso da “inteligência” – tema em que são analfabetos – com prevalência sobre as demais operações. Farão enorme barulho quando da morte de algum inocente. Mas, omitir-se-ão, vergonhosamente, como o fazem hoje, quanto às vítimas da bandidagem, civis inocentes, militares e policiais.

Por último, cabe-nos breve comentário sobre a estrutura da criminalidade no Estado do Rio. O crime organizado atua como uma verdadeira empresa. A receita financeira deriva, principalmente, de três fontes: comércio de drogas, armas e munições; roubo e furto de cargas e, mais recentemente, ataques a bancos e caixas eletrônicos. Com grande potencial financeiro, a “empresa” infiltrou-se no poder público, contaminando e aliciando efetivos policiais, políticos, legisladores, empresários, membros do judiciário etc.

Outro aspecto da complexa situação no Rio é o crime desorganizado. Trata-se do criminoso que age isoladamente, ou em pequenos bandos, não necessariamente vinculado às “empresas”. São eles os responsáveis pela maioria dos delitos praticados, a todo o momento, contra os cidadãos fluminenses, principalmente nas vias públicas. Esse tipo de bandido, pela rapidez e dispersão das suas ações, é de difícil embate, exigindo numerosa presença policial nas ruas, além de grande mobilidade dos efetivos.

Resta-nos proclamar a nossa confiança nas ações das Forças Armadas e das forças policiais. Os resultados positivos não serão facilmente alcançados, muito menos com a rapidez desejável. O que se espera, em curto prazo, é a reversão do incremento da criminalidade e a retomada dos territórios ocupados pelo crime, melhorando a sensação de segurança do cidadão fluminense. Somente com o saneamento da gestão da segurança pública no Rio e o adequado e intenso combate ao crime, o Rio de Janeiro resgatará a sua condição de Cidade Maravilhosa.

*O autor é professor, oficial da reserva do Exército, membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e da Academia Brasileira de Defesa, presidente do Conselho Deliberativo da Associação Nacional dos Veteranos da FEB e fundador do Conselho Nacional de Oficiais da Reserva do Exército – CNOR. O artigo não representa, necessariamente, o pensamento das entidades mencionadas.

Fonte: Eblog

 

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Abertamente e sem vergonha: militares dos EUA planejam copiar armas russas

As metralhadoras russas são as melhores do mundo e as forças especiais dos EUA querem se apoderar delas a todo custo… copiando-as sem licença.

“Por que as forças especiais dos EUA querem fabricar metralhadoras russas?”, pergunta-se Michael Peck, analista militar norte-americano em artigo na revista The National Interest.

“Bastaria assistir a “qualquer vídeo de um conflito como o do Iraque ou Síria e a resposta se torna clara”, disse ele. “Muitos dos combatentes usam armas russas, soviéticas ou suas cópias, de fuzis e lança-foguetes a metralhadoras pesadas montadas em caminhonetes”, acrescentou o analista.

Segundo Peck, “quando as forças especiais dos EUA fornecem armas a alguns desses grupos eles têm que adquirir as armas russas em mercados internacionais de armamento”. O especialista sublinha que nessas circunstâncias os líderes do Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos (USSOCOM) fazem com que as empresas arranjem um plano para produzir armas russas.

Em outras palavras, os norte-americanos podem começar a produzir cópias de armas russas sem licença alguma ou através de simples roubos de propriedade intelectual, em termos jurídicos.

Tanto o especialista da National Interest como o Comando de Operações Especiais dos EUA estão conscientes disso. Peck tenta explicar: “perguntam-se se pode haver problema de direitos intelectuais com a produção de armas russas nos EUA sem licença, embora espiões russos e chineses não estejam nem um pouco interessados em possuir tecnologia dos EUA.”

“De qualquer maneira, parece uma ideia sensata e econômica produzir armas estrangeiras nos EUA em vez de recorrer a elas através de comerciantes internacionais de armas”, afirmou o analista.

O objetivo que o USSOCOM estabeleceu perante as empresas nacionais é “desenvolver uma capacidade doméstica inovadora para produzir cópias em pleno funcionamento de armas de fabricação estrangeira que sejam iguais ou melhores do que as produzidas a nível internacional”.

Mais especificamente, o USSOCOM quer que as empresas dos EUA estudem viabilidade “da engenharia reversa ou do redesign e produção interna de armas estrangeiras, como uma metralhadora leve com calibre de 7,62 x 54R que seja parecida com a metralhadora Kalashnikov [PK-PKM], de design russo, e uma metralhadora pesada de 12,7 × 108 mm semelhante ao NSV [Nikitin, Sokolov, Volkov], de design russo”.

Fonte: Sputnik

 

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Defesa Forças Especiais

O Conceito de Alta Performance Aplicado à Atividade de Operações Especiais

Texto elaborado por Rodney Alfredo P. Lisboa


Fotografia 1: Quadros operacionais do Comando Especial das Forças Armadas (Forsvarets Spezialkommando [FSK]) da Noruega participam de um adestramento de ação contraterrorista. (Fonte: Disponível em: http://www.difesaonline.it/mondo-militare/siria-la-norvegia-schiera-60-operatori-dei-reparti-speciali Acesso em: 18 nov. 2017).

Na acepção do termo a expressão “alta performance” refere-se ao comportamento do indivíduo ao realizar determinada atividade, sendo esse comportamento influenciado por fatores intrínsecos e extrínsecos, valendo-se do máximo potencial das capacidades humanas para a execução das tarefas a serem efetuadas. No contexto das Operações Especiais (OpEsp), o alto desempenho envolve, sobretudo mas não somente, o conjunto de capacidades humanas (física, intelectual e psicológica), que somado ao agrupamento de valores morais, conferem ao Elemento de Operações Especiais (ElmOpEsp) o cabedal formativo necessário para que possa conduzir ações de natureza crítica e arriscada.

Independentemente da forma como os Estados patrocinadores consideram o emprego de suas FOpEsp (Forças de Operações Especiais), dos procedimentos doutrinários adotados por cada unidade, ou do aparato tecnológico (armas e equipamentos) que lhes é disponibilizado, a eficiência das OpEsp está centrada na capacidade do indivíduo operar em favor da equipe em que encontra-se inserido visando a consecução dos objetivos que lhes são atribuídos.

Em se tratando de OpEsp, a alta performance do ElmOpEsp é fruto de uma intrincada combinação de fatores que envolve: o conjunto de experiências assimiladas pelo indivíduo ao longo da vida; o processo de seleção e treinamento bem estruturado; o sistema de formação progressiva e continuada (sistemática); o estabelecimento de vínculos de comprometimento nos níveis individual, coletivo e institucional; o desenvolvimento de uma profunda coesão (confiança) com os companheiros de equipe; além de engajamentos reais que permitam experimentações variadas em diferentes cenários.

É imperativo esclarecer que a eficiência das FOpEsp depende, fundamentalmente, de outros componentes e não se limita apenas aos aspectos inerentes à tropa, por mais bem preparada e motivada que ela se mostre ser. Para que as competências dos ElmOpEsp sejam exploradas no mais alto nível de rendimento, é imperativo: que a tropa comprometa-se com operações que estejam em conformidade com o nível de condução do enfrentamento (político; estratégico; operacional; tático) para o qual é vocacionada; adote doutrinas de emprego compatíveis com a tipologia dos engajamentos em que se envolve; tenha à sua disposição recursos tecnológicos de última geração (estado da arte); desenvolva capacidade para operar suportando ou sendo suportada por forças convencionais; atue de forma combinada em um sistema que integra expertises de agências distintas (militares e civis); opere valendo-se de capacidade C2 (Comando e Controle) de modo a assegurar um gerenciamento operacional adequado aos requisitos da missão; bem como da relação entre o volume, a intensidade, e o tempo de engajamento.

Fotografia 2: Operadores da 26ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais com Capacidade de Operações Especiais (26th Marine Expeditionary Unit Special Operations Capable [26th MEU SOC]) durante exercício de tiro com pistola na Jordânia em 2013. (Fonte: Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/26th_Marine_Expeditionary_Unit Acesso em: 18 nov. 2017). 

O alto desempenho operativo que caracteriza uma diversidade de unidades especiais que atuam no cenário internacional ocorreu a partir de um gradativo processo de transformação da percepção e atitude, partindo dos ElmOpEsp para com eles próprios e posteriormente da sociedade militar para com a atividade OpEsp. O sentimento mútuo de desprezo entre os quadros operacionais das OpEsp e das tropas regulares que, não sem motivo, caracterizou as relações passadas, sofreu um revés quando as unidades de elite tiveram que  ser suportadas por forças convencionais devido às exigências do engajamento.

O conceito de Special Forces Centric Warfare (Guerra Centrada nas Forças de Operações Especiais) difundido, principalmente, por ocasião da Guerra Global contra o Terrorismo, conduzida pelos EUA e seus aliados após os atentados de 11 de Setembro de 2001, arrefeceu as diferenças históricas que caracterizavam as relações entre as OpEsp e as tropas convencionais, levando os Estados engajados no conflito a adaptarem-se à nova realidade, criando condições para que as forças regulares desenvolvessem competências que permitisse mobilizar toda sua panóplia militar em favor do desempenho das FOpEsp.

Por sua vez, coube aos ElmOpEsp a incumbência de assumir sua conduta prepotente despojando-se da convicção autossuficiente, de modo a reconhecer a extrema relevância do apoio ofertado pelas tropas convencionais à atividade OpEsp.

Em última análise, assim como ocorre em qualquer segmento profissional, no que concerne às OpEsp, operar em alta performance consiste no esforço para mobilizar todos os recursos (do indivíduo, da equipe, da unidade, da instituição, e do Estado) no intuito de alcançar os objetivos/atribuições reduzindo ao máximo as possibilidades de fracasso.

 

Fonte: FOESP

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Ministério da Defesa Russo declara que Jabhat al-Nusra foi aniquilada após ataques Aéreos da VKS em Idlib

E.M.Pinto

Segundo o Ministério da Defesa Russo,  a rede terrorista Jabhat al-Nusra foi aniquilada em Idlib após os ataques aéreos das Forças Aeroespaciais Russas. As informações foram declaradas pelo porta-voz do Ministério da Defesa, Igor Konashenkov e reproduzidas nas mídias oficiais russas.

Konashenkov afirmou que os ataques centraram-se na destruição da infra estrutura de apoio da Al-Nusra, um braço da rede AlQaeda na Síria, a qual chegou a ser desconsiderada da lista de grupos terroristas pelas autoridades americanas, fato este que os popou de sanções e até mesmo facilitou o seu trânsito pelos territórios Sírios.

A Jabhat al-Nusrafoi foi constituída de uma frente jihadista, de orientação sunita que operava na Síria com o objetivo de instalação de um Estado Islâmico e que se tornou um dos mais ferrenhos opositores do  governo de Bashar al-Assad.

Criado em janeiro de 2012 a  Jabhat al-Nusra  passou a integrar as forças da oposição síria demonstrando-se ser um dos mais agressivos e eficientes grupos a integrar as forças rebeldes. Em abril de 2013, a Al-Nursa jurou fidelidade ao chefe da al-Qaeda, com quem mantém laços ideológicos e logísticos. O grupo era descrito como uma das maiores e mais organizadas  forças rebeldes a atuarem dentro da Síria.

Em 2016 o grupo chegou a anunciar a sua ruptura com a Al Qaeda alterando inclusive o seu nome para Fatah al Sham Front (Frente para a Conquista do Levante) entretanto, bandeiras da al Nusra e seus militantes continuaram a operar na Síria.

A Al-Nusra é acusada de vários atentados terroristas que causaram milhares de  mortos incluindo civis. É também acusada de execuções sumárias em seus tribunais praticando justas à civis e militares bem como de milicianos de outros grupos menores considerados opositores.

Segundo o MD Russo, os ataques promovidos à leste de Hama destruíram inicialmente alvos estratégicos, como paióis, depósitos de água, gêneros alimentícios, e veículos, mas também se concentraram em suas tropas e comboios que movimentavam-se no terreno e em fuga. A VKS alegadamente aniquilou cerca de 850 terroristas numa operação coordenada, outros mais teriam sido abatidos em operações subsequentes.

Rebatendo as acusações de que ataques aéreos Russo-Sírios tenham ceifado a vida de cerca de 150 civis, o Ministério da Defesa Russo declarou serem inverdades as informações e reivindica de fato sim do apoio americano a grupos terroristas que operam em territórios dominados pelo ISIS. Por sua vez, a coalizão liderada pelos EUA nega as acusações de que unidades norte-americanas liderem a “oposição” síria a partir das linhas inimigas dominadas pelo ISIS.

O MD russo declarou que a Defesa Civil da Síria, a agência de notícias com sede em Londres, a qual é citada na matéria da Reuters que alega tais baixas civis, baseia suas informações nos chamados “capacetes Brancos” grupo o qual já foi constatado apoiar terroristas, infiltrar armas em regiões dos rebeldes e terroristas e desrespeitar os acordos de cessar fogo, provendo mantimentos aos terroristas os quais deveriam ser entregues aos civis e até mesmo entregar refugiados para seus julgamentos nos tribunais de execução pública promovidos por grupos terroristas.

Segundo ele, os capacetes  brancos também já foram flagrados descartando corpos de soldados do Exército Árabe Sírio em valas comuns, torturados e executados após atenderem aos seus pedidos de socorro e serem emboscados por grupos terroristas, demonstrando claramente ações coordenadas do grupo que  se proclama, “de ajuda humanitária”.

O MD russo  considera que as tentativas da agência de notícias do Reino Unido de apresentar o que classificou como “fraudadores em um novo disfarce”, como uma fonte de informação imparcial é um truque que pode enganar apenas os amadores.

Konashenkov  afirmou que as aeronaves das Forças Aeroespaciais Russas não atacam áreas residenciais em nenhuma localidade para evitar vítimas civis. Finalizando o seu pronunciamento, ele afirmou que durante toda a semana, os ataques aéreos em Idlib foram baseados nos dados da inteligência que constatou uma movimentação coordenada da Al Nusra, a qual consumou-se na preparação de um ataque surpresa ao cerco de  Akerbat, no leste da província de Hama. Após confirmadas as posições e o material e tropas empregados, a aviação Russa na Síria deflagrou um ataque concentrado, preciso e coordenado, aniquilando completamente a estrutura de apoio e os militantes terroristas do grupo naquela região.

 

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Sniper canadense bateu recorde de distância ao eliminar militante do Daesh no Iraque

Um sniper das forças especiais canadenses no Iraque bateu o recorde de distância ao eliminar um militante do Daesh, informou The Globe and Mail.

Segundo a publicação canadense, o sniper eliminou um militante do grupo terrorista Daesh, ao disparar de uma distância de 3.540 metros.

O jornal informou que o disparo foi realizado com um rifle McMillan TAC-50. A bala levou quase 10 segundos até atingir o alvo. O disparo foi monitorado por câmeras e foi confirmado por fontes independentes. Segundo especialistas, o atirador de elite, com ajuda de sua equipe, precisou calcular a força dos ventos, as condições atmosféricas, e até mesmo a velocidade da rotação da Terra na latitude em questão.

“O disparo em questão realmente interrompeu um ataque do Daesh contra as forças de segurança iraquianas”, disse uma fonte militar ao Globe and Mail. “Em vez de jogar uma bomba, que poderia potencialmente matar civis na área, essa foi uma aplicação muito precisa da força e, por estarem tão longe, os terrorista não tiveram ideia do que estava acontecendo”, explicou o interlocutor do jornal.

Por medida de segurança, a identidade do sniper não foi revelada.

Foto: © Sputnik/ Anton Denisov – Meramente ilustrativa

Fonte: Sputnik News

Em 2016 um Sniper misterioso aterrorizava comandantes do Daesh na Líbia

Um misterioso franco-atirador começou a caçar líderes do Daesh (Estado Islâmico) na Líbia, segundo relatou o Telegraph.

Pelo menos três comandantes do grupo terrorista foram mortos a tiros de longa distância em um espaço de 10 dias na cidade de Sirte, provocando uma atmosfera de medo e confusão entre os jihadistas. Ainda não se sabe se o misterioso atirador é um lobo solitário ou se há uma equipe de snipers trabalhando para derrubar os comandantes do Daesh, informou o jornal britânico, citando a mídia local.

Na tentativa de rastrear o franco-atirador, os jihadistas começaram a prender e executar uma série de pessoas supostamente suspeitas, mas o esforço tem sido em vão: recentemente, o matador desconhecido abateu Abdullah Hamad al-Ansari, um alto comandante do Daesh da cidade líbia de Obari.

“Um estado de terror prevaleceu entre as fileiras [do Daesh] após sua morte. Eles atiraram aleatoriamente no ar para assustar os habitantes, enquanto procuravam o atirador”, disse uma testemunha local ao site al-Wasat, de acordo com o International Business Times.

Quanto mais tempo o sniper desconhecido permanece à solta, mais o pânico se alastra entre os militantes do grupo terrorista nas ruas de Sirte. A identidade do atirador é objeto de intensas discussões on-line e entre as pessoas da cidade líbia.

Alguns afirmam que se trata de um miliciano da cidade de Misrata, que lutou contra o Daesh no passado pelo controle de Sirte. Outros especulam que ele pode ser um atirador de elite das forças especiais dos EUA que operam na região, segundo relata o Telegraph.

Após a derrubada do governo de Muammar Kadhafi em 2011, a Líbia caiu no caos. O estado de turbulência política e social levou à expansão dos grupos extremistas islâmicos e, atualmente, existem pelo menos 5.000 militantes do chamado Estado Islâmico tentando estabelecer o“califado no país.

Há relatos de que o Daesh tenha enviado à Líbia seu principal líder no Iraque, Abu Omar, para aumentar a influência do grupo terrorista na cidade de Sirte, bem como para preparar um asilo potencial para os líderes do Daesh que atualmente se encontram na Síria e no Iraque.

Foto: © flickr.com/ Butz.2013 – Meramente ilustrativa

Fonte: Sputnik News

 

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Como as forças especiais dos EUA utilizam aviões humanitários e privados

O Pentágono e a comunidade da inteligência dos EUA tentam esconder e tornar secreto ao máximo a realização de operações especiais fora dos EUA e utilizam o serviço de companhias privadas. Às vezes surge a pergunta até que ponto esta prática corresponde às normas do direto internacional.

Junho deste ano foi marcado pelo seguinte escândalo: as forças especiais dos EUA utilizavam a companhia Transoceanic Development, que trabalha com organizações humanitárias, para esconder a sua atividade no Iêmen.

Sob cobertura humanitária

Em março de 2015, na capital iemenita Sanaa, os militantes houthis detiveram o cidadão americano Scott Darden. Depois de seis meses, ele foi liberado após interferência pessoal do sultão de Omã.

No Iêmen Darden chefiava a atividade operacional da companhia Transoceanic Development da Nova Orleães. Esta empresa trabalhava com a logística e transporte de cargas humanitárias de organizações como a Cruz Vermelha e UNICEF (Fundo de Criança da ONU).

Mas, de acordo com The New York Times, Darden também era responsável pela logística das forças especiais americanas, nomeadamente, do destacamento Task Force 48-4.2 no Iêmen. Na altura de seu rapto, neste país do Oriente Médio trabalhavam cerca de 125 assessores militares das forças de operações especiais dos EUA.

O que precedeu a logística privada

Os EUA têm efetuado operações contra a Al-Qaeda (grupo terrorista proibido na Rússia e muitos outros países) no Iêmen no mínimo desde 2009. Eles treinaram unidades locais, forneceram equipamentos e atacaram a partir do ar, principalmente através de drones, porém às vezes também utilizaram mísseis de cruzeiro, como em outubro de 2016.

Em dezembro de 2009, durante a operação Duna de Cobre, cerca de 40 civis foram assassinados por mísseis de cruzeiro quando os americanos atacaram uma povoação de província iemenita com base em uma informação falsa.

Depois do início da operação em grande escala da Arábia Saudita no Iêmen, os navios da Marinha americana foram várias vezes alvo de disparos dos houthis. Depois disso, se verificou que informação falsa pode provocar escândalos internacionais.

Envolvimento de companhias privadas

Em 2007, o equipamento e material militar dos EUA para o Iêmen foi encomendado pela companhia privada Panalpina, em 2008 – pela DHL Global Forwarding.

O envolvimento de companhias logísticas privadas é compreensível do ponto de vista militar. Não é preciso desdobrar para operações de pequena escala toda uma infraestrutura militar, que é grande, lenta e visível, não é preciso destacar aviões e pessoal, se pode evitar a atenção da mídia e da opinião pública.

De qualquer forma, a mistura de cargas humanitárias e militares, ou civis com objetivos militares, provoca muitos problemas — em primeiro lugar para as organizações humanitárias.

Por um lado, prejudica a reputação delas e as relações com as autoridades regionais, por outro – os funcionários das organizações humanitárias e empresas de logística se sentem ameaçados, porque para muitos agrupamentos eles não são voluntários, mas participantes das ações de combate.

Ilia Plekhanov para a Sputnik

Foto: Khaled Abdullah / Reuters – Combatente Houthi protege transferência de ajuda humanitária em Sana, capital do Iêmen em 2015. 

  • Artigo base: The New York Times – Aid Coordinator in Yemen Had Secret Job Overseeing U.S. Commando Shipments – by ADAM GOLDMAN / ERIC SCHMITT

Edição: Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

 

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Veículo ‘Falkatus’ da (FSB) – Serviço Federal de Segurança da Federação Russa

 

https://www.youtube.com/watch?v=Ln2nH71m14I

 

 

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Ataque no coração de Londres

Homem avança com carro contra pedestres, mata dois, fere dezenas e assassina policial a facadas ao tentar entrar no Parlamento britânico. Incidente é tratado como terrorista por investigadores.

Um ataque nos arredores do Parlamento do Reino Unido paralisou o coração de Londres nesta quarta-feira (22/03).

Um veículo avançou contra pedestres na ponte Westminster, matando pelo menos duas pessoas e deixando vários feridos. Próximo dali, no perímetro do Parlamento, o motorista esfaqueou um policial, que também morreu, antes de ser baleado e morto por policiais.

As autoridades já classificam o ato como terrorista, mas ainda não houve reivindicação de autoria. Segundo Mark Rowley, da Polícia Metropolitana de Londres, o autor do ataque avançou com o carro contra pedestres e, após atingir várias pessoas e colidir com uma mureta, atacou o policial – um dos oficiais que fazem a segurança do Parlamento –  enquanto tentava entrar no prédio.

Policial corre diante dos portões do Parlamento

O autor do ataque não conseguiu cruzar os portões do Parlamento, e os deputados, que realizavam uma sessão na Câmara dos Comuns, ficaram trancados até que a situação fosse controlada.

“Estamos satisfeitos, nesta fase, com a hipótese de apenas um agressor. Mas um excesso de confiança [nessa hipótese] seria inocente num estágio tão inicial”, declarou Rowley em pronunciamento à imprensa.

Segundo as últimas estimativas oficiais, há pelo menos 20 feridos, além dos quatro mortos. Três policiais e três adolescentes franceses estão entre os feridos, informaram autoridades. Uma mulher foi resgatada do rio Tâmisa com ferimentos graves, mas as circunstâncias da queda não foram esclarecidas.

“Havia pessoas no chão ao longo de toda a ponte”, relatou uma testemunha. Um vídeo publicado pelo ex-ministro do Exterior da Polônia, Radoslaw Sikorski, mostra cenas da ponte poucos instantes após o atropelamento. “Um carro em Westminster acabou de ‘moer’ ao menos cinco pessoas.”

A testemunha Rick Longley disse à Press Association que presenciou os ataques nos arredores do Parlamento. “Estávamos apenas caminhando até a estação de metrô e houve um estrondo alto, e alguém bateu um carro e acertou alguns pedestres”, afirmou. “Eles estavam simplesmente deitados ali e então toda a multidão apenas correu virando a esquina pelos portões em frente ao Big Ben.”

A ponte Westminster, onde ocorreu o ataque

“Um cara passou pelo meu ombro direito com uma faca grande e começou a apunhalar um policial. Nunca vi nada assim. Não posso acreditar no que eu acabei de presenciar”, descreveu ele.

A sessão que ocorria no Parlamento nesta quarta-feira precisou ser suspensa em decorrência do incidente. Um porta-voz do gabinete do governo informou que a primeira-ministra britânica, Theresa May, estava em segurança após o ataque, mas não quis confirmar sua localização quando tudo ocorreu. Segundo o jornal The Guardian, a premiê foi retirada do prédio poucos minutos após o ataque por ao menos oito homens armados.

May convocou uma reunião do comitê de emergência do governo para discutir o incidente terrorista, reunindo ministros e oficiais dos serviços de emergência e das agências de segurança e inteligência.

Em pronunciamento à imprensa após a reunião, May condenou o “ataque terrorista doentio e perverso” desta quarta-feira e comunicou que o Reino Unido manterá seu segundo maior nível de alerta, que significa que um ato terrorista é tido como altamente provável. “Nossos pensamentos e orações estão com todos aqueles que foram afetados”, afirmou ela. “Nunca cederemos ao terror.”

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, também se pronunciou, informando que o policiamento nas ruas de Londres foi reforçado para garantir a segurança dos residentes e dos visitantes. “Estamos unidos contra aqueles que procuram nos prejudicar e destruir nosso modo de vida. Sempre estivemos e sempre estaremos. Os londrinos nunca serão intimidados pelo terrorismo”, disse o prefeito.

O ataque – que coincidiu com o primeiro aniversário dos atentados de Bruxelas, quando 32 morreram e mais de 300 ficaram feridas – ocorreu num local importante de Londres. A ponte Westminster costuma estar aglomerada de turistas em busca de uma foto da torre do Big Ben, ponto icônico da capital inglesa, ou da famosa roda-gigante London Eye, do lado oposto do rio Tâmisa.

Reações internacionais

Líderes estrangeiros se pronunciaram nesta quarta-feira para prestar condolências a Londres. A chanceler federal alemã, Angela Merkel, afirmou que seus pensamentos estão voltados “aos amigos britânicos e a todo o povo de Londres”, em particular aos feridos. “Estamos firmes ao lado do Reino Unido no combate a todas as formas de terrorismo”, disse em comunicado.

Por sua parte, o presidente francês, François Hollande, declarou a repórteres que a França, “que tem sida atingida tão duramente nos últimos tempos, entende o que povo britânico está sofrendo hoje”. “Todos nós estamos preocupados com o terrorismo”, disse o líder, destacando que os países europeus “precisam reunir todas as condições necessárias para responder a esses ataques”.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, também condenou o incidente em telegrama enviado à líder britânica May. “Um ato terrorista execrável como o que aconteceu hoje é um lembrete de que enfrentamos desafios complexos acerca da segurança de nossas sociedades”, escreveu. “Precisamos permanecer unidos contra esse tipo de ameaças que afetam a todos nós igualmente.”

Por meio de rede social, o presidente americano, Donald Trump, disse ter conversado por telefone com May e oferecido condolências ao governo britânico, além do “total apoio e cooperação” dos Estados Unidos nas investigações. Um comunicado da Casa Branca diz ainda que Washington parabeniza “a rápida resposta da polícia britânica e dos primeiros socorristas”.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW

Londres em alerta após ataque

As imagens de um dia de pânico em Londres: um ataque nos arredores do Parlamento, descrito como terrorista pela polícia, paralisou o centro da capital britânica em plena tarde. Região foi isolada.

No coração de Londres

O ataque ocorreu num local icônico da cidade de Londres. A ponte Westminster costuma estar aglomerada de turistas em busca de uma foto da torre do Big Ben, um dos principais pontos turísticos da capital inglesa, ou da famosa roda-gigante London Eye, no lado oposto do rio Tâmisa.

Drama na ponte Westminster

Neste local na ponte Westminster, um veículo avançou contra os pedestres, matando duas pessoas e ferindo pelo menos outras 20. Testemunhas relatam que havia pessoas feridas no chão ao longo de toda a ponte. Após os atropelamentos, o carro bateu contra uma mureta próxima à entrada do Parlamento, informou a polícia.

Correria nas ruas

Policial corre diante dos portões do Parlamento: imagens mostraram momentos de pânico após o incidente. Autoridades afirmaram que o autor do ataque, após colidir o veículo, dirigiu-se à entrada do Parlamento e esfaqueou e matou um policial, antes de ser baleado e morto pelas forças de segurança.

Parlamento isolado

Helicóptero-ambulância aterrissa para levar feridos nos arredores do Parlamento britânico. A sessão da Câmara dos Comuns foi suspensa, e os legisladores que estavam no local foram instruídos a permanecer lá.

Segurança máxima

Dezenas de ambulâncias e carros de polícia foram rapidamente mobilizados para o local. Um amplo dispositivo de segurança em torno do perímetro do Parlamento foi estabelecido, com ruas com tráfego bloqueado. O prefeito de Londres, Sadiq Khan, informou que o policiamento nas ruas de toda a capital foi reforçado para garantir a segurança dos residentes e dos visitantes.

Políticos em segurança

A primeira-ministra Theresa May estava em segurança após o incidente, disse um porta-voz do gabinete do governo. Ele não quis dizer onde May estava quando ocorreu o incidente. O agressor não conseguiu entrar na sede do Legislativo.

Grande aparato policial

Um grande número de policiais armados, alguns portando escudos, entraram no prédio do Parlamento para proteger os políticos. Antes do incidente, o Reino Unido estava em seu segundo maior nível de alerta, o que significa que um ataque terrorista era tido como altamente provável.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW