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Plano Brasil/MB/Diretoria de Sistemas e Armas da Marinha (DASM)/Fundação EZUTE/SIATT/Análise: “SIATT entrega à Marinha do Brasil os subsistemas para primeiro lançamento do míssil MANSUP”

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Imagem-  o autor Agradece à Alexandre Galante – Poder Naval,

NOTA DO PLANO BRASIL; por Gérsio Mutti: Plano Brasil/MB/Diretoria de Sistemas e Armas da Marinha (DASM)/Fundação EZUTE/SIATT/Análise: “SIATT entrega à Marinha do Brasil os subsistemas para primeiro lançamento do míssil MANSUP”.

 

Fundação EZUTE

A Fundação EZUTE foi criada em 1997 com o nome de Fundação ATECH pelo Governo Federal. Inicialmente essa instituição sem fins lucrativos integradora do Projeto SIVAM/SIPAM (Sistema de Vigilância da Amazônia/Sistema de Proteção da Amazônia). No mesmo ano, a Fundação ATECH foi escolhida para outro grande desafio, ser a parceira da Força Aérea Brasileira (FAB), para absorção de tecnologia em sistemas de controle de tráfego aéreo, etc.

Hoje, passados 20 anos, a instituição acumulou conhecimento e possui capital humano diferenciados e participa dos Programas Estratégicos da Marinha do Brasil (MB) e do Exército Brasileiro (EB)  como a  concepção de Projetos para Vigilância das Fronteiras Nacional que vem a ser o atual  SISFRON (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras) e o SisGAAz (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul); na Gestão Complementar e Engenharia de Sistemas do MAN-SUP (Projeto de Míssil Antinavio) e no Programa de Absorção de Tecnologia do Sistema de Combate de Submarinos do PROSUB (Programa de Desenvolvimento de Submarinos).

SIATT

A empresa SIATT vem a ser a refundação da empresa MECTRON após o envolvimento da Odebrecht no Caso da Lava-Jato, mas agora separada do Grupo Odebrecht (http://www.siatt.com.br/siatt/index.php/a-siatt/).

A sigla SIATT significa “Sistemas Integrados de Alto Teor Tecnológico”.

A SIATT também tem relação com os nossos valores: Sinceridade, Integridade, Austeridade, Tenacidade e Transparência. Ou seja:

“Sistemas (Sinceridade); Integrados de (Integridade); Alto (Austeridade); Teor (Tenacidade); e Tecnológico (Transparência)”.

AVIBRAS

 Concomitante, coube a AVIBRAS na fase atual a certificação do motor AV-RE 40 para os mísseis EXOCET MM40 com a montagem do motor, testes do modelo e testes de voo. A AVIBRAS é responsável pelo fornecimento do motor-foguete, pelo desenvolvimento da SAU (Safety and Arming Unit), que é um sofisticado sistema de armação e segurança do motor, desenvolvimento das asas, das calhas, das cintas de fixação entre as várias partes do míssil.

SIATT entrega à Marinha do Brasil os subsistemas para primeiro lançamento do míssil MANSUP

 

SIATT, 16/08/2018

 Na tarde desta quinta-feira, 16/08/2018, com testes finais em seus laboratórios, a SIATT realizou a entrega à Marinha do Brasil dos modelos de qualificação (QM1) dos seus subsistemas que serão utilizados para lançamento do primeiro protótipo do MANSUP – Míssil Antinavio Nacional, versão de Superfície, programado para outubro deste ano.

Representantes da MB e da Fundação Ezute acompanharam os testes finais do Compartimento de Vante, da Cabeça de Combate Inerte e o do Compartimento de Ré, subsistemas que agora seguem para integração ao míssil completo e demais preparativos para o lançamento.

A entrega destes modelos de qualificação representa passos significativos na conclusão com sucesso do desenvolvimento do MANSUP, materializando os objetivos finais do programa: equipar a frota brasileira com mísseis desta classe e proporcionar ao Brasil controle e autonomia tecnológica dentro do ciclo-de-vida completo destes armamentos, desde o desenvolvimento até a operação e suporte técnico, sempre em parceria com a indústria nacional de defesa.

Fonte: SIATT

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Plano Brasil/MB e USN/Relações Bilaterais (Parte 04)/Análise: “Sobre as Estruturas Organizacionais e suas diferenças entre as duas Marinhas de Guerra, do Brasil e dos EUA”

 Autor: Gérsio Mutti

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/MB e USN/Relações Bilaterais (Parte 04)/Análise: “Sobre as Estruturas Organizacionais e suas diferenças entre as duas Marinhas de Guerra, do Brasil e dos EUA”.

 

 

Foto 01: Marine Forces South (@MARFORSOUTH)

 

 

 

Concepção do Ministério da Defesa dos EUA (Pentágono): O edifício do Ministério da Defesa dos EUA foi concebido como sendo uma figura geométrica de cinco lados ( Pentágono – https://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7as_Armadas_dos_Estados_Unidos ) pelo fato das Forças Armadas Americanas serem constituídas da Marinha de Guerra (USN), Corpo de Fuzileiros Navais (Marine Corps), Exército Americano (US Army), Força Aérea dos EUA (USAF), e Guarda Costeira dos EUA (US Coast Guard).

Se adentramos na formação militar naval vigente na Academia Naval dos Estados Unidos, Maryland, USA ( United States Naval Academy – USNA – https://pt.wikipedia.org/wiki/Academia_Naval_dos_Estados_Unidos  + https://www.usna.edu/homepage.php ) e, também, na formação militar naval da Escola Naval (EN), Ilha de Villegagnon, Rio de Janeiro, Brasil  (https://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_Naval_(Brasil) + https://www.marinha.mil.br/en/ ), visto que na disciplina de Língua Inglesa há a presença de um Oficial da USN para ministrar assuntos de marinharia militar naval e cultura militar naval, que em se tratando de tradições marinheiras são praticamente comuns, concluiremos que dentre essas cinco instituições militares americanas que constituem as Forças Armadas dos EUA, a ocupação do Edifício do Pentágono está distribuída na seguinte proporção:

1) 3/5 dos lados do polígono derivam da mentalidade marítima ou tradição marítima (USN, Marine Corps e US Coast Guard). A Marinha dos EUA (USN) e o Corpo dos Fuzileiros Navais (Marine Corps) foram criados em 1775. A USN tem um efetivo de 325.802 militares e opera em Ações Navais de Combate, Transporte e Logística nos mares mundo afora, mas mantém também equipes como os Seals, Grupo de Elite da Marinha para missões especiais em mar, terra e ar. O Marine Corps tem um efetivo de 184.427 militares. Ligados à Marinha, os “Marines” operam de forma independente na área de conflito como Infantaria e Força Tática em combate envolvendo às Forças Armadas. A Guarda Costeira dos EUA (US Coast Guard) foi criada em 1915 e tem um efetivo de 42.042 militares. A sua Função Constitucional é de “Proteger Vidas e Interesses do País” em mares, lagos e rios. Possui no seu inventárionavios, barcos, helicópteros e aviões para impedir contrabando e outros crimes, e resgata embarcações diversas;

2) 1/5 do lado do polígono deriva da mentalidade terrestre ou tradição terrestre (US Army). O Exército dos EUA (US Army) foi criado em 1775 e tem no seu efetivo 471.513 militares. É o maior contingente das Forças Armadas, operando em Defesa, Segurança Nacional e Combates fora dos EUA. Integra ainda Missões de Pacificação e atua em Locais de Desastres; e

3) 1/5 do lado do polígono dirá respeito a (USAF). Fundada em 1947, tem no seu efetivo 323.222 militares. Suas principais áreas são Combate Aéreo, Ataques Preventivos, Logística e Transportes. Atua ainda na Frente Cibernética, e, hoje, é a Força Militar que cuida dos Assuntos Espaciais.

Isso explica do porquê foi escolhido a figura geométrica de um pentágono, cujo projeto foi concebido e executado no Governo Roosevelt ( https://pt.wikipedia.org/wiki/Franklin_Delano_Roosevelt ).

No caso da USAF por ser uma arma oriunda de uma invenção tecnológica do Século XX, por tanto algo muito recente, ainda não há por assim dizer uma tradição militar que possa rivalizar com as tradições das Marinha de Guerra (USN) e do Exército (US Army) que são mais do que centenárias nos EUA, e milenares em relação a História Militar do Mundo Ocidental.

Na Parte 01, texto bilíngue, da presente coleção de matérias, na tradução e adaptação para o Plano Brasil, nos dois primeiros parágrafos esse problema veio à tona como podemos analisar abaixo:

Texto Inglês, Primeiro e Segundo Parágrafos:

RIO DE JANEIRO, Brazil (NNS) — Chief of Naval Operations (CNO) Adm. John Richardson visited Brazil, July 31 – Aug. 1, where he met with Brazilian navy leadership, discussed deepening the US-Brazil naval partnership and gave remarks at the Brazilian Naval War College.

During the visit, CNO also met with his Brazilian counterpart, Adm. Eduardo Bacellar Leal Ferreira, commander of the Brazilian navy, to seek opportunities to expand their naval partnership and increase interoperability through officer exchange programs and combined operations.

Texto em Português do Brasil, Primeiro e Segundo Parágrafos:

RIO DE JANEIRO, Brasil (NNS 180802-05) – Chefe de Operações Navais (CNO), Almirante John Richardson visitou o Brasil de 31 de julho a 1º de agosto, onde se reuniu com o Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, para discutir um maior aprofundamento da parceria naval EUA-Brasil e também proferiu uma palestra aos alunos da Escola de Guerra Naval.

No encontro com o Comandante da Marinha do Brasil, AE Leal Ferreira, o CNO da USN, Almirante Richardson, tratou de buscar oportunidades de ampliar a parceria naval e aumentar a interoperabilidade por meio de Programas de Intercâmbio de Oficiais e Operações Combinadas.

 

Como pode-se analisar o CNO da USN, Almirante John Richardson no primeiro parágrafo se dirigiu à liderança da MB, pois nos EUA esse cargo, que é eminentemente político, é ocupado por um civil que vem a ser o Secretário da Marinha dos EUA e o seu Gabienete fica no Pentágono.

 

Na data de 1º de julho de 2018 publiquei a seguinte matéria:

Plano Brasil/MB/CEMA/Análise: “Ordem do Dia Nº 2/2018 do Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA) publicada no BONO Especial Geral Nº 497/2018. Assunto: Mostra de Armamento do Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) Atlântico A 140”

http://www.planobrazil.com/plano-brasil-mb-cema-analise-ordem-do-dia-no-2-2018-do-chefe-do-estado-maior-da-armada-cema-publicada-no-bono-especial-geral-no-497-2018-assunto-mostra-de-armamento-do-porta-helicopteros/ ),

onde no primeiro parágrafo consta o seguinte: “Na Marinha do Brasil (MB), o CEMA, vem a ser o Oficial-General, no posto de Almirante de Esquadra do Corpo da Armada, mais antigo no Serviço Ativo da Marinha (SAM). Assim, na hierarquia militar da MB acima desse posto está somente o Comandante da MB que é um cargo político.

Os Oficiais-Generais do Corpo da Armada no posto de Almirante-de-Esquadra, ao serem convidados pelo Presidente da República para assumirem o posto de Comandante da MB, são imediatamente passados para a Reserva Remunerada (RRm).”

Estrutura Organizacional da MB: https://www.marinha.mil.br/content/estrutura-organizacional )

Na Estrutura Organizacional da Marinha dos EUA há uma “Equipe de Comando que Comanda a Marinha dos EUA” constituída pelos Secretário da Marinha (Secretary of the Navy), Comandante de Operações Navais (Chief of Naval Operations (CNO)) e o Comandante do Corpo de Fuzileiros Navais (Commandant of the Marine Corps).

Essa Estrutura Organizacional está centralizada no Edifício do Pentágono.

No Organograma da Marinha dos EUA, os Cargos encontram-se distribuídos hierarquicamente de cima para baixo na seguinte ordem:

Secretary of the Navy (Secretário da Marinha) – Cargo Civil (Escolha Convite Presidencial);

 

USN – Chief of Naval Operations (CNO) da US Navy (USN) – Cargo Admiral (Oficial General de Quatro Estrelas da Ativa); e

 

Marine Corps – Commandant of the Marine Corps – Cargo Lieutenant General (Oficial General de Quatro Estrelas da Ativa).

Na Estrutura Organizacional da Marinha dos EUA o Chief of Naval Operations (CNO) do seu Gabinete comanda os seguintes subordinados:

1) Os Vice-Chefes de Operações Navais e os respectivos Chefes Assistentes de Operações Navais;

2) O Chefe de Assuntos Legislativos; e

3) Várias Diretorias, dentre as quais, a Diretoria de Inteligência Naval, e a Diretoria de Assuntos Nucleares Navais; e

4) Etc.

O Diretor do Programa de Propulsão Nuclear Naval é um Cargo Exclusivo a ser ocupado por oito anos e foi concebido pelo Almirante Hyman G. Rickover ( https://pt.wikipedia.org/wiki/Hyman_Rickover ).

Estrutura Organizacional da Marinha dos EUA (USN Organisation of the CNO Office): https://en.wikipedia.org/wiki/Chief_of_Naval_Operations#/media/File:US_Navy_Office_of_Chief_Naval_Operations_Org_Chart.png )

Estrutura Organizacional Departamento de Defesa dos EUA, fundado em 18 de setembro de 1947

Acima do Secretário da Marinha está o Secretário da Defesa e acima deste o Presidente dos EUA, que vem a ser o Comandante em Chefe das Forças Armadas dos EUA.

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Plano Brasil/MB e USN/Relações Bilaterais (Parte 03)/Análise: “As Excelentes Relações Bilaterais que perduram no tempo entre a EN e a USNA”

 

Foto 01: Escola Naval (EN), Ilha de Villegagnon, Rio de Janeiro, Brasil – Formatura de Guardas-Marinha

Foto 02: U.S. Naval Academy Midshipmen stand in formation before a Color Parade in Tecumseh Court in Annapolis, Maryland. | Photo courtesy of the U.S. Naval Academy

 

Relações Bilaterais entre a Escola Naval (EN) e a Academia Naval dos Estados Unidos (USNA)

Cursei a Escola Naval (EN) entre os anos de 1973 a 1976 e fui declarado Guarda-Marinha (GM) do Corpo da armada em 13 de Dezembro de 1976.

A minha turma vem a ser a turma do Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior, o atual Chefe do Estado Maior da Armada (CEMA), que vem a ser o Oficial General de Quatro Estrelas mais antigo no posto no Serviço Ativo da Marinha (SAM) (http://www.planobrazil.com/plano-brasil-mb-cema-analise-ordem-do-dia-no-2-2018-do-chefe-do-estado-maior-da-armada-cema-publicada-no-bono-especial-geral-no-497-2018-assunto-mostra-de-armamento-do-porta-helicopteros/ ).

No 4º Ano da Escola Naval (EN) haviam duas disciplinas que, eram irmãs siamesas: Geografia Econômica (Nacional e Mundial); e História Militar Naval (Nacional e Mundial), analisada nas suas 3 dimensões (mar, terra e ar), desde os primórdios da Humanidade, mas fixando-se, como base para a História do Mundo Ocidental a partir de duas Vitórias: Maratona no ano 490 a. C (Batalha Terrestre) contra Dario; e Salamina (Baia de Salamina) no ano 480 a. C (Batalha Naval) contra o filho de Dario, Xerxes, ambos Reis da Pérsia.

Num terceiro momento com a “Universalização do Monoteismo em um só D´s” pela pregação e difusão do Cristianismo na Língua Grega por Paulo de Tarso, e posteriormente em Latim, no Império Romano do Imperador Constantino em diante, de modo que no ano de 1582 o Calendário do Mundo Ocidental teve de ser alterado pelo Papa Gregório XIII em a.C. e d.C., e que vigora a partir desta data até os dias de hoje, o  Mundo Ocidental encontra-se assentado nesse tripé: Maratona (Batalha Terrestre), Salamina (Batalha Naval) e Universalização do Cristianismo para todos os Povos.

Mediante acordos de longa data, entre as duas Marinha de Guerra, MB e USN, a disciplina de Língua Inglesa contava com um Oficial Instrutor da USN no Posto de Capitão-Tenente (CT) do Corpo da Armada.

Nos quatro anos em que cursei a EN convivi com dois CTs da USN sendo ambos, cada um num intervalo de dois anos, um dos Instrutores para a disciplina Língua Inglesa:

  1. a) (1973 e 1974) – Capitão-Tenente (CT) do Corpo da Armada David; e
  1. b) (1975 e 1976) – Capitão-Tenente (CT) do Corpo da Armada Mark.

Ambos ao serem designados pela USN para servir na EN, falavam o Português do Brasil, eram Católicos e traziam nos seus Curricula Vitae (CVs) o “Histórico de Combatente do Vietnã com direito a Barrete e Condecoração”, o que é meritório em se tratando de Instrutoria Militar numa Academia Naval!

O CT David tinha exercido a função de Comandante de “Swift” boat/Patrol Craft Fast ( PCF – https://en.wikipedia.org/wiki/Patrol_Craft_Fast ) no Delta do Mekong muito antes de ser designado para o Brasil.

Foto 03: “Swift” boat/Patrol Craft Fast (PCF) – Foto meramente ilustrativa.

OPERAÇÃO UNITAS XVII (1976)

 

A OPERAÇÃO UNITAS XVII foi um exercício realizado na área marítima compreendido entre as Cidades de Recife (PE) e do Rio de Janeiro (RJ).

O Grupo-Tarefa (GT) norte-americano, estava sob o comando do Contra-Almirante (USN) James A. Sagerholm (USCOMSOLANT) e era composto pelos seguintes navios da Força-Tarefa (FT) Americana:

1) Fragata Classe Knox USS Thomas C. Hart FF 1092, Fragata Classe Knox USS Truett FF 1095;

2) 14º Esquadrão de Contratorpedeiros (COMDESRON) constituído pelos Contratorpedeiro (CT) Classe Farragut USS MacDonough DDG 39 e CT Classe Forrest Sherman USS Davis DDG 937; e

3) Submarino Nuclear de Ataque da Classe Thresher/Permit USS Gato SSN 615.

Uma visita agendada foi solicitada pelo CT Mark ao Contra-Almirante (USN) James A. Sagerholm, Comandante do GT americano, para acompanhar cerca de uns 10 Aspirantes da EN ao Submarino Nuclear de Ataque da Classe Thresher/Permit USS Gato SSN 615 na condição de cicerone, o que foi autorizado. Fiz parte desse grupo de Aspirantes e fomos recepcionados a bordo com as boas-vindas pelo Senhor Comandante R. G. “Partlow” para uma visita guiada.

Foto 04: Submarino Nuclear de Ataque da Classe Thresher/Permit USS Gato SSN 615

Foto 05: Aspirante do 4º Ano do Corpo da Armada, Gérsio Mutti

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Plano Brasil/MB e USN/Relações Bilaterais (Parte 02)/Análise: “Comando em Chefe da Esquadra recebe visita de Comitiva do Comandante de Operações Navais dos EUA”

Autor:Gérsio Mutti

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/MB e USN/Relações Bilaterais (Parte 02)/Análise: “Comando em Chefe da Esquadra (ComemCh) recebe visita de Comitiva do Comandante de Operações Navais dos EUA (CON da USN)”.

OPERAÇÃO UNITAS XXII (1981)

 

Entre as datas de 2 a 20 de agosto de 1981, a MB participou da OPERAÇÃO UNITAS XXII que foi realizada na costa Norte e Nordeste do Brasil integrando o Grupo-Tarefa (GT) 138.2 sob o comando do Vice-Almirante Wilson Mourão dos Santos. O GT 138.2 da MB era composto dos seguintes navios da Força-Tarefa (FT) brasileira:

  1. I) NAeL Classe Colossus Minas Gerais A 11;
  1. II) Fragata (F) Classe Niterói (CN) Niterói F 40, F/CN Constituição F 42, F/CN Independência F 44;

III) Contratorpedeiro (CT) Classe Allen M. Sumner-FRAM II Sergipe D 35, CT Classe Allen M. Sumner Alagoas D 36 (Capitânia do GT 138.2), CT Classe Allen M. Sumner Rio Grande do Norte D 37, e CT Classe Allen M. Sumner Espírito Santo D 38;

  1. IV) Submarino (S) Classe Balao S 15 e S Riachuelo Classe Gato S 22;
  1. V) Navio Tanque (NT) Classe Marajó Marajó G 27;
  1. VI) Navio Oficina (NO) Classe Aristaeus Belmonte G 24;

VII) Navio Varredor (NV) Classe Aratu Araçatuba M 18; e

VIII) Helicópteros do Grupo HU-1 e HS-1.

O Grupo-Tarefa (GT) norte-americano, que estava sob o comando do Contra-Almirante (USN) Peter K. Cullins, era composto dos seguintes navios da Força-Tarefa dos EUA:

  1. A) Contratorpedeiro (CT) Classe Spruence USS Stump DD 978 (Capitânia do GT), CT Classe Farragut USS Dahlgren DDG 43, CT Classe Charles F. Adams USS Barney DDG 6, CT Classe Gearing USS Vogelsand DD 862, CT Classe Gearing USS Steinaker DD 863, e CT Classe Garcia USS Koelsch FF 1049;
  1. B) Fragata Classe Knox USS Capodanno FF 1093;
  1. C) Navio Tanque USS Marias T-AO 57;
  1. D) Navio Desembarque Doca Classe Thomaston USS Plymouth Rock LSD 29;
  1. E) Navio Patrulha Oceânico (NaPaOc) de deslocamento de 759 toneladas que serve a Guarda Costeira dos EUA tipo “Medium Endurance Cutter” USCGC Steadfast WMEC 623; e
  1. F) Submarino Nuclear de Ataque Classe Ethan Allen [M (Modificado)] USS Thomas Jefferson SSN 618.

No término da OPERAÇÃO UNITAS XXII os navios dos GT da MB retornaram para as suas bases no interior da Baia da Guanabara e o GT da USN também rumou para a Cidade do Rio de Janeiro onde fundeou no interior da Baia da Guanabara.

Nessa fase da Operação UNITAS XXII os Países envolvidos na operação com os EUA, além dos EUA, foram o Brasil e a Venezuela.

Durante a permanência dos navios do GT da USN no interior da Baia da Guanabara, mediante convite feito pela USN ao Senhor ComemCh, Vice Almirante Arthur Ricart da Costa, Oficial de Máquinas, o Comando em Chefe da Esquadra selecionou alguns Oficiais, em torno de uns dez militares, e todos então nos Postos de Capitães-Tenentes e servindo a bordo dos navios da Esquadra para representar a MB segundo convite formulado pela USN, para visitarem o Submarino Nuclear de Ataque Classe Ethan Allen [M (Modificado)] USS Thomas Jefferson SSN 618.  Dentre esses Oficiais escolhidos, fui um dos selecionados. Fomos recebidos com as boas vindas pelo Senhor Comandante do submarino nuclear para uma visita guiada a bordo.

Na MB os Oficiais nos postos de Capitães-Tenentes são todos habilitados em Cursos de Aperfeiçoamentos com os respectivos diplomas reconhecidos pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC) no grau de Pós Graduação Lato-Sensu. O Curso de Aperfeiçoamento Pós Graduação Lato-Sensu tem duração de um ano e os Oficiais realizam esse curso na Patente de Primeiro-Tenente (1T).

Os Oficiais de Superfície são habilitados para fazerem os seguintes Cursos de Aperfeiçoamentos de Pós Graduação Lato-Sensu: Armamento, Eletrônica, Comunicações e Máquinas.

Há também os Cursos de Aperfeiçoamentos de Pós Graduação Lato-Sensu de Submarinista e de Aviador Naval.

Na condição de Oficial de Superfície da MB, fiz a opção pela habilitação para o Curso de Aperfeiçoamento de Máquinas para Oficiais (CAMO 1/1979).

Foto 01:  Submarino Nuclear de Ataque Classe Ethan Allen [M (Modificado)] USS Thomas Jefferson SSN 618

Na visita guiada a bordo do Submarino Nuclear USS Thomas Jefferson SSN 618  nos foi dada a seguinte explanação: Em decorrência do acordo com a URSS, “SALT (Strategic Arms Limitation Talks /Tratado de Limitação de Armas Estratégicas) 1” a Seção de Mísseis Balísticos do USS Thomas Jefferson SSBN 618 tinha sido desativada, de modo que o Submarino Nuclear de Mísseis Balísticos (SNMB) Classe Ethan Allen USS Thomas Jefferson SSBN 618 havia sido renomeado para Submarino Nuclear de Ataque Classe Ethan Allen [M (Modificado)] USS Thomas Jefferson SSN 618 ( https://en.wikipedia.org/wiki/USS_Thomas_Jefferson_(SSBN-618) ). Os tubos verticais para Lançamentos de Mísseis Balísticos e os Sistema de Controle de Lançamentos de Mísseis Balísticos tinham sido desativados. Com essa nova classificação o submarino nuclear passou realizar exercícios de Guerra Antissubmarino.

Foto 02: Desenho Esquemático do Submarino USS Ethan Allen ( SSBN-608 – https://en.wikipedia.org/wiki/USS_Ethan_Allen_(SSBN-608) ). Submarino Nuclear Balístico que deu nome à Classe Ethan Allen.

No texto abaixo a seguir, após 37 anos, no dia 1º de agosto de 2018 o Senhor Comandante em Chefe da Esquadra (ComemCh) da MB, Vice Almirante Alípio Jorge Rodrigues da Silva recepcionou e ciceroneou na condição de anfitrião o Comandante em Chefe da Esquadra dos EUA, o CON da USN, Almirante John M. Richardson, e Comitiva dos EUA onde foram apresentados pelo ComemCh aos Comandantes das Forças de Submarino, de Superfície e Aeronaval da Marinha do Brasil. Após as devidas apresentações, o Almirante Richardson ciceroneado pelo VA Alipio Jorge conheceu o Centro de Operações da Esquadra (COE).

Comando em Chefe da Esquadra recebe visita de comitiva do Comandante de Operações Navais dos EUA

Marinha do Brasil (MB), 02/08/2018

Foto 03: Comandante de Operações Navais dos EUA visita a Esquadra

 O Comando em Chefe da Esquadra recebeu, no dia 1º de agosto, a visita de uma comitiva do Comandante de Operações Navais da Marinha dos Estados Unidos da América (CNO), Almirante de Esquadra John M. Richardson, composta por outros nove integrantes, entre eles a Assessora Política Victoria Krikorian; o Adido de Defesa dos EUA no Brasil, Coronel Lorenzo Harris; o Adido Naval dos EUA no Brasil, Capitão de Mar e Guerra Benedict Clark; e o Chefe do Escritório de Ligação Militar, Capitão de Fragata Jose Gomez.

Após se reunir com o Comandante em Chefe da Esquadra e com os Comandantes das Forças de Submarino, de Superfície e Aeronaval da Marinha do Brasil, o Almirante John Richardson conheceu o Centro de Operações da Esquadra (COE).

Em seguida, a comitiva do CNO se dirigiu ao Navio Doca Multipropósito “Bahia”, onde foi realizada uma breve apresentação sobre o navio, com a presença do Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, e visitação ao passadiço, torre de controle, convoo, complexo hospitalar e praça de máquinas.

A visita ao Complexo Naval de Mocanguê integrou o programa de eventos oficial do Comandante de Operações Navais da Marinha dos EUA ao Brasil e teve por finalidade estreitar as relações entre as Marinhas Amigas.

 

Fonte: Marinha do Brasil (MB) 

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Plano Brasil/MB e USN/Relações Bilaterais (Parte 01)/Navy.mil/Texto Bilíngue/Análise: “CNO visita Parceiros Navais no Brasil e aprofunda Relação Estratégica (CNO Visits Naval Partners in Brazil, Deepens Strategic Relationship)”

Autor: Gérsio Mutti

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/MB e USN/Relações Bilaterais (Parte 01)/Texto Bilíngue/Análise: “CNO visita Parceiros Navais no Brasil e aprofunda Relação Estratégica (CNO Visits Naval Partners in Brazil, Deepens Strategic Relationship)”.

 

A presente visita do Comandante de Operações Navais da Marinha dos Estados Unidos da América (CNO da USN), Almirante (*) John Michael Richardson, ao Comandante da MB, Almirante de Esquadra, Eduardo Bacellar Leal Ferreira, trata das Relações Bilaterais existentes entre as duas Marinhas de Guerra.

(*) Na Hierarquia Militar dos EUA ( US Navy Ranks – Officers – Navy.mil – http://www.navy.mil/navydata/ranks/officers/o-rank.html ), Oficial General de Quatro Estrelas é tratado por Admiral = Almirante; Oficial General de Cinco Estrelas (promoção em tempo de guerra) que vem a ser Fleet Admiral = Almirante de Esquadra. No link do Navy.mil há a seguinte observação sobre Fleet Admiral: “The rank of Fleet Admiral has been reserved for war time use only. The last Fleet Admirals were in World War II. Fleet Admirals during that war were Chester W. Nimitz, William D. Leahy, Ernest J. King, and William F. Halsey.” Na MB ocorre o inverso. Oficial General de Quatro Estrelas é Almirante de Esquadra e em tempo de Guerra um Oficial General de Quatro de Estrelas ao ser promovido o será para General de Cinco Estrelas ou simplesmente denominado “Almirante”.

Na data de 25 de Agosto de 2015 ( http://www.planobrazil.com/comandante-da-marinha-do-brasil-mb-e-recebido-pelo-chief-of-naval-operations-cno/ ), foi o então Comandante de Operações Navais (ComOpNav), Almirante Jonathan W. Greenert  (Chief of Naval Operations (CNO) da US Navy (USN), Admiral Jonathan W. Greenert), que vem a ser o equivalente ao Comandante da Marinha do Brasil (MB), quem recepcionou na condição de anfitrião o Comandante da MB, o Almirante de Esquadra, Eduardo Bacellar Leal Ferreira, para uma visita protocolar.

Foto 01: Comandante da MB, AE Leal Ferreira, é recebido com Honras Militares pela Marinha dos EUA

Foto 02: CNO da USN, Almirante Richardson, recepciona e dá as boas-vindas ao Comandante da MB, AE Leal Ferreira

Agora, a retribuição se fez, também na forma de visita protocolar, no mesmo grau hierárquico, onde foi o Comandante da MB quem passou a ser o anfitrião ao receber e dar as boas-vindas a Comitiva americana presidida pelo atual CNO da USN, Almirante John Michael Richardson.

BRAVO ZULU (BZ) PARA AS “PROFÍCUAS RELAÇÕES BILATERAIS ENTRE AS MARINHAS DE GUERRA DO BRASIL (MB) E DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA (USN)”.

CNO visita Parceiros Navais no Brasil e aprofunda Relação Estratégica”

Tradução e Adaptação para o Plano Brasil (PB) do texto em inglês da Navy.mil ( NNS180802-05 – http://www.navy.mil/submit/display.asp?story_id=106581 +https://twitter.com/CNORichardson/status/1025039305968955394 ) publicado abaixo.

CNO visita Parceiros Navais no Brasil e aprofunda Relação Estratégica”

RIO DE JANEIRO, Brasil (NNS180802-05) – O Chefe de Operações Navais (CNO), Almirante John Richardson visitou o Brasil de 31 de julho a 1º de agosto, onde se reuniu com o Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, para discutir um maior aprofundamento da Parceria Naval EUA-Brasil e também proferiu uma palestra aos alunos da Escola de Guerra Naval.

Foto 03: Comandante da MB, AE Leal Ferreira, recepciona e dá as boas-vindas ao CNO da USN, Almirante Richardson.

No encontro com o Comandante da Marinha do Brasil, AE Leal Ferreira, o CNO da USN, Almirante Richardson, tratou de buscar oportunidades de ampliar a Parceria Naval e aumentar a Interoperabilidade por meio de Programas de Intercâmbio de Oficiais e Operações Combinadas.

“O resultado final dessas trocas e Exercícios Navais é o estabelecimento de colaboração entre nossas Instituições Interamericanas e uma postura que venha nos ajudar a enfrentar os Desafios de Seguranças Compartilhadas e manter esse Hemisfério em Ordem e Segurança”, disse o Almirante Richardson.

Foto 04:  Reunião Bilateral, em que foram tratados diversos assuntos de interesse entre as duas Marinhas de Guerra, MB e USN

O Almirante Richardson destacou o fato de que o AE Leal Ferreira atuou como Instrutor no Departamento de Marinharias e Navegação da Academia Naval dos EUA e que os Oficiais da Marinha do Brasil estudam regularmente Operações e Estratégia na Escola de Guerra Naval dos EUA (Undergraduation/Graduação)  e na Escola Superior Guerra Naval dos EUA (Graduation/Pós-Graduação).

“Estas são Amizades Estratégicas que são formadas em virtude dessas trocas”, disse o Almirante Richardson. “Isso torna as Operações Combinadas rápidas, ágeis e responsivas muito mais fáceis, porque você pode pegar o telefone/celular e ligar/enviar um WhatsApp para o seu amigo. Há um laço de confiança que existe há décadas.”

Após os comentários do Almirante Richardson, ele foi acompanhado no parlatório pelo AE Leal Ferreira, e os dois Chefes de Marinhas conduziram uma sessão de perguntas e respostas com Oficiais da Marinha do Brasil sobre Segurança Global, Estratégia e Questões Atuais.

Fotos 05 e 06: O Almirante John M. Richardson destacou os laços de amizade históricos entre o EUA e o Brasil – O CNO da USN, Almirante Richardson, ciceroneado pelo Comandante da MB, AE Leal Ferreira, esteve no Auditório Tamandaré da Escola de Guerra Naval, localizada na Praia Vermelha no Rio de Janeiro, onde ministrou palestra sobre o tema “Estratégia Nacional de Defesa (END) dos EUA e os esforços marítimos da Marinha dos EUA em apoio à END”. O evento contou com a presença do Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior, Almirantes da Área Rio, Oficiais Superiores em Cargos de Comando e Direção, Colaboradores e Conselheiros do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha, Professores e Instrutores da EGN e Oficiais-Alunos do Curso de Política e Estratégia Marítimas (C-PEM) e do Curso de Estado-Maior para Oficiais Superiores (C-EMOS).

“Essa é uma das coisas que nos une – somos ambos Nações Globais e ambos temos Marinhas que têm que proteger esses Interesses Globais”, disse o Almirante Richardson.

O CNO também visitou o Comandante do Primeiro Distrito Naval (1º DN) do Rio de Janeiro e esteve a bordo do Navio Anfíbio Multiuso NDM Bahia (G40).

Foto 05: CNO da USN passa em revista a Guarda de Honra ao ser recebido pelo Comandante do Primeiro Distrito Naval

“Os Estados Unidos e o Brasil trabalharam e navegaram juntos para defender a Segurança Marítima por centenas de anos”, disse o Almirante Richardson. “Celebramos uma parceria de longa data entre o Brasil e os Estados Unidos à medida que nos posicionamos ombro a ombro para defender a Segurança Marítima Global. Celebramos os Valores Interamericanos e nosso interesse comum por um Hemisfério Próspero, Ordeiro e Seguro”.

A visita faz parte de uma série de compromissos na América do Sul, a começar pela Conferência Naval Interamericana (IANC) na Colômbia, onde 18 Chefes de Marinha se reuniram para discutir o fortalecimento de parcerias e o aumento da Cooperação Marítima.

CNO Visits Naval Partners in Brazil, Deepens Strategic Relationship

 

Story Number: NNS180802-05 Release Date: 8/2/2018 10:27:00 AM

From Chief of Naval Operations Public Affairs Communications

180801-N-ES994-025 RIO DE JANEIRO, Brazil (Aug. 1, 2018) Chief of Naval Operations (CNO) Adm. John Richardson visits with leadership in the Brazilian navy while aboard the multipurpose amphibious ship NDM Bahia (G40). CNO is on a trip to deepen the US-Brazil naval relationship. The engagement is part of a multi-day trip to South America to strengthen partnerships and increase maritime cooperation. (U.S. Navy photo by Chief Mass Communication Specialist Elliott Fabrizio/Released)

Foto 06: Photo: (180801-N-ES994-025) – RIO DE JANEIRO, Brazil (Aug. 1, 2018) Chief of Naval Operations (CNO) Adm. John Richardson visits with leadership in the Brazilian navy while aboard the multipurpose amphibious ship NDM Bahia (G40). CNO is on a trip to deepen the US-Brazil naval relationship. The engagement is part of a multi-day trip to South America to strengthen partnerships and increase maritime cooperation. (U.S. Navy photo by Chief Mass Communication Specialist Elliott Fabrizio/Released).

 

RIO DE JANEIRO, Brazil (NNS) — Chief of Naval Operations (CNO) Adm. John Richardson visited Brazil, July 31 – Aug. 1, where he met with Brazilian navy leadership, discussed deepening the US-Brazil naval partnership and gave remarks at the Brazilian Naval War College.

During the visit, CNO also met with his Brazilian counterpart, Adm. Eduardo Bacellar Leal Ferreira, commander of the Brazilian navy, to seek opportunities to expand their naval partnership and increase interoperability through officer exchange programs and combined operations.

“The end result of these naval exchanges and exercises is the establishment of collaboration between our inter-American institutions and a posture that helps us confront shared security challenges and keep this hemisphere prosperous orderly and secure,” said Richardson.

Richardson highlighted the fact that Leal Ferreira served as instructor in the U.S. Naval Academy’s department of seamanship and navigation and that Brazilian naval officers regularly study operations and strategy at the U.S. Naval War College and Naval Postgraduate School.

“These are strategic friendship that are formed by virtue of these exchanges,” said Richardson. “This makes fast, agile and responsive combined operations so much easier, because you can pick up the phone and call your friend. There’s a bond of trust and confidence that has existed for decades.”

Following Richardson’s remarks, he was joined onstage by Leal Ferreira, and the two heads of navy conducted a question-and-answer session with Brazilian navy officers on global security, strategy and current issues.

“This is one of the things that binds us together-we are both global nations, and we both have navies that have to protect those global interests,” said Richardson.

CNO also spent time with leadership in Brazil’s First Naval District Command and aboard the multipurpose amphibious ship NDM Bahia (G40).

“The United States and Brazil have worked and sailed together to defend their maritime security for hundreds of years,” said Richardson. “We celebrate the long-standing partnership between Brazil and the United States as we stand shoulder-to-shoulder to defend global maritime security. We celebrate inter-American values, and our shared interest in a prosperous, orderly, and secure hemisphere.”

The visit is part of a series of engagements in South America, beginning with the Inter-American Naval Conference (IANC) in Colombia, where 18 heads of navy met to discuss strengthening partnerships and increasing maritime cooperation.

Source: Navy.mil ( http://www.navy.mil/submit/display.asp?story_id=106581 )

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Defesa Geopolítica Sistemas Navais

Brasil junta-se às Forças Marítimas Combinadas

O Brasil uniu-se às Forças Marítimas Combinadas (CMF), tornando-se o 33º membro da parceria naval multinacional. 

O Brasil tem um número de oficiais de ligação trabalhando ao longo dos anos dentro da organização para desenvolver habilidades e entender como a CMF trabalha.

O comandante João Prudêncio Enes, da Marinha do Brasil, torna-se o primeiro oficial a atuar como Representante Nacional Sênior do Brasil como membro ativo.

“No dia 30 de julho, a Marinha do Brasil atendeu a carta convite do CCFM aceitando a afiliação como membro titular da CMF. A Marinha do Brasil considera esse tipo de evento uma excelente oportunidade para reforçar os laços de amizade, além de promover a cooperação e o respeito mútuo entre as marinhas participantes ”,afirmou  um porta-voz da Marinha do Brasil.

Como explicado, a adição do Brasil à coalizão CMF significa que eles agora têm representação em todos os continentes habitados e se tornaram uma força-tarefa marítima global.

“Estou muito feliz em receber o Brasil em nossa crescente organização. Isso mostra que as questões de segurança marítima, como pirataria e atividades terroristas, são uma preocupação verdadeiramente global e estamos ansiosos para que a Marinha do Brasil contribua com nossa parceria internacional ”  , comentou o Comodoro Steve Dainton, vice-comandante da CMF.

A CMF dedica-se a promover a segurança e o livre fluxo do comércio em 3,2 milhões de milhas quadradas de águas internacionais no Mar Vermelho, no Golfo de Aden, na Bacia Somali, no Oceano Índico e no Golfo. As principais áreas de foco da CMF são a interrupção do terrorismo, a prevenção da pirataria, a redução de atividades ilegais e a promoção de um ambiente marítimo seguro para todos.

 

Fonte: Naval Today

 

Nota: Atualmente a CMF é composta pelas  marinhas dos seguintes países.

Alemanha,

Austrália,

Bahrein,

Bélgica,

Brasil,

Canada,

Catar,
Dinamarca,

Emirados Árabes Unidos,

Espanha,

Estados Unidos,

Filipinas,

França, 

Holanda,

Grécia,

Itália,

Iraque,

Japão,

Jordânia,

Kuwait,

Malásia,

Nova Zelândia,

Noruega,

Paquistão,

Portugal,

República da Coréia do Sul

Reino da Arábia Saudita,

Reino Unido,

Seycheles,

Singapura

Tailândia,

Turquia

Yemen.

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Defesa Sistemas Navais

Esquadrão VF-1 realiza campanha de emprego ar-solo com a primeira Aeronave Biposto Modernizada

VF-1 em preparação com bombas de exercício
Durante o período de 16 de junho a 3 de julho, o 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque  (EsqdVF-1)  deslocou duas aeronaves AF-1 para a ALA-10 da Força Aérea Brasileira (FAB), em Parnamirim-RN, com o objetivo de cumprir a campanha de emprego ar-solo. O EsqdVF-1 contou com a primeira aeronave biposto modernizada (AF-1C N-1022) recebida pela MB, para a realização da campanha. A presença da aeronave fez com que a retomada das atividades fosse feita de maneira mais segura e fluida, uma vez que dois pilotos dividiam a cabine de pilotagem e se requalificavam e se adestravam durante as missões.
Foram realizados voos de emprego de armamento ar-solo, no estande de tiro de Maxaranguape, sendo empregadas 74 bombas de exercício (BEx-11). O treinamento serviu, além do adestramento dos pilotos, para a aferição do sistema de pontaria da aeronave modernizada em seus diversos modos e proporcionar correções no software, para o pronto emprego operacional da aeronave.
Também foram realizados voos de adestramento em ataque terrestre, navegação a baixa altura, voos por instrumentos e requalificação de novos pilotos na aeronave AF-1C.

VF-1 durante voo de adestramento em ataque terrestre
O Destacamento Aéreo Terrestre foi composto por 40 militares, sendo apoiado por uma aeronave da FAB e transporte terrestre do Centro de Intendência da Marinha em São Pedro da Aldeia. Este tipo de deslocamento também demonstra a capacidade expedicionária do Esquadrão VF-1 e da Aviação Naval em poder operar a partir de diversas bases. O apoio da FAB, com suas instalações, pessoal e aeronave, contribui também para a interoperabilidade entre as forças.
A campanha de emprego ar-solo, além de elevar a capacidade operativa do Esquadrão VF-1, também faz parte do programa de adestramento para a preparação da operação CRUZEX, que será realizada no mês de novembro deste ano. Trata-se de um exercício que conta com a participação de aeronaves de caça de diversos países, inseridos em ações de defesa aeroespacial.
Fonte: Marinha do Brasil

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Defesa Sistemas Navais Traduções-Plano Brasil

Marinha do Brasil não participará do RIMPAC 2018

Ilustração: Navios e submarinos representando 15 nações parceiras internacionais  em estreita formação durante o exercício Rim of the Pacific (RIMPAC) 2014. Foto: Marinha dos EUA

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

A Marinha do Brasil cancelou sua participação na manobra naval multinacional Rim of Pacífico (RIMPAC) 2018 devido a cronogramas operacionais.

A informação foi divulgada no USNI News que afirmou que a retirada da Marinha do Brasil do exercício foi confirmada pela 3ª Frota dos EUA. Esperava-se que o Brasil participasse do exercício no qual reuniria 25 nações pela primeira vez porém,  após a retirada da edição de 2016 o Brasil repete o feito. Como foi o caso neste ano, o Brasil citou  compromissos de cronograma imprevistos  como motivo para cancelar a participação.

O Brasil não havia planejado enviar navios para participar da RIMPAC 2018 e nenhum exercício terá que ser modificado para se adaptar à falta de pessoal da Marinha do Brasil, segundo o relatório. Os outros três estreantes no RIMPAC 2018 são, Israel, Sri Lanka e Vietnã, os quais participam como programado, já a China foi convidada a não participar.

O exercício RIMPAC começou em 29 de junho e está programado para terminar em 2 de agosto, após mais de um mês de cooperações, Neste evento é a primeira vez que uma nação não-fundadora, o Chile, ocupará uma posição de liderança de comandante de componente. Este ano também contará com lançamento ao vivo de um Míssil Anti-Navio de Longo Alcance (LRASM) de uma aeronave da Força Aérea dos Estados Unidos, bem como, de mísseis pela Força de Autodefesa do Japão.

Além disso, pela primeira vez desde RIMPAC 2002, que o 3º Centro de Comando da Frota dos EUA se mudará de San Diego para Pearl Harbor para apoiar o comando e controle de todas as forças da 3ª Frota na área de responsabilidade da Terceira Frota, incluindo forças que operam no Pacífico Ocidental. O Centro de Comando da Frota será estabelecido em um comando e controle conjunto implantável no Hospital Point para a primeira parte do exercício e, em seguida, a transição para a USS Portland (LPD 27) para o restante do exercício.

Fonte: Naval Today

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Defesa Sistemas Navais

Complexo não ficará restrito a 4 submarinos, diz gerente do Prosub

Foto: Danilo Oliveira

Por Danilo Oliveira

A Marinha estuda possibilidades para dar sequência à construção de submarinos após a entrega das encomendas iniciais de seu Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). O contra-almirante Celso Mizutani Koga, gerente de empreendimento modular de obtenção de submarinos, disse na última segunda-feira (4), que os investimentos no complexo naval de Itaguaí (RJ) não ficarão restritos aos quatro submarinos convencionais e a um de propulsão nuclear do Prosub. No radar da força naval estão eventuais fabricações para países da América do Sul e novas unidades para o Brasil, além da participação em concorrências no exterior.

O lançamento ao mar da primeira unidade, o S-BR 1 (S Riachuelo), está previsto para o próximo dia 12 de dezembro. O primeiro submarino está em fase de união final das seções e acabamento interno no estaleiro do complexo de Itaguaí. Quando a integração for finalizada e os sistemas instalados, será iniciado o comissionamento dos sistemas a bordo. A entrega ao setor operativo está prevista para julho de 2020. A expectativa é que as próximas unidades sejam lançadas, respectivamente, em setembro de 2020, dezembro de 2021 e dezembro de 2022: S-BR2 (S Humaitá), S-BR3 (S Tonelero) e S-BR4 (S Angostura). Os submarinos S-BR2 e S-BR3 já estão na unidade de fabricação e estruturas metálicas do complexo (UFEM), enquanto parte do casco do S-BR4 está na Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep), também em Itaguaí.

Atualmente, a Itaguaí Construções Navais (ICN) emprega aproximadamente 2.200 pessoas, a maior parte é de trabalhadores brasileiros ou treinados na França ou treinados por brasileiros que receberam capacitação no país europeu. No estaleiro em Itaguaí, cerca de 240 trabalhadores se dividem em três turnos na construção do SBR-1. Até setembro de 2017, foram desembolsados R$ 15,5 bilhões dos R$ 30 bilhões previstos pelo Prosub. Desse montante, R$ 7,4 bilhões foram para o estaleiro e a base, R$ 6 bilhões para os submarinos convencionais e R$ 2,1 bilhões para o submarino de propulsão nuclear. A ICN é formada pela brasileira Odebrecht e o estaleiro francês Naval Group, antiga DCNS. A Marinha do Brasil possui participação chamada de golden share, que permite o veto em decisões relacionadas ao projeto.

A parceria entre Brasil e França, assinada em 2009, prevê a transferência de tecnologia entre empresas dos dois países. No entanto, não houve acordo ou viabilidade para transferência de tecnologia de alguns itens como: motores, sistemas de propulsão e reator. “Existem dificuldades impostas pelos países estrangeiros para que avancemos com programa. Muita coisa nós precisamos desenvolver do zero, principalmente o enriquecimento [de urânio]”, explicou o almirante Koga em coletiva de imprensa em Itaguaí. Ele ressaltou que o processo é progressivo e já conseguiu nacionalizar itens como escoras, baterias, válvulas e parte dos sistemas de combate. Na ocasião, o contra-almirante Koga destacou que o programa foi concebido direcionado para o submarino de propulsão nuclear e acrescentou que os submarinos convencionais são importantes para abrir caminho para o modelo mais complexo.

Reator multipropósito — Na próxima sexta-feira (8) ocorrerá, em Iperó (SP), o lançamento da pedra fundamental do reator multipropósito brasileiro (RMB) e o início dos testes de integração dos turbogeradores do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (Labgene). O RMB é um reator nuclear com objetivo de tornar o Brasil autossuficiente na produção de radioisótopos – insumo importante para fabricação de rádiofármacos, hoje importado pelo país. O Labgene, parte do Programa Nuclear da Marinha (PNM), é o protótipo em terra da planta nuclear do futuro submarino com propulsão nuclear brasileiro. Ele vai permitir testes de  alguns equipamentos que serão usados nesse submarino.

Parte do submarino de propulsão nuclear é desenvolvida pelo Programa Nuclear da Marinha, em parceria com o Prosub. O PNM foi criado com objetivo de dominar com tecnologia nacional o ciclo completo do combustível, desde a prospecção e enriquecimento do urânio até a fabricação do elemento combustível para uso no submarino de propulsão nuclear e geração de energia elétrica.  O centro tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) possui laboratórios de testes e um centro de desenvolvimento de submarinos. O Labgene reproduzirá em terra a planta de propulsão nuclear do submarino de propulsão nuclear.

Fonte: Portos e Navios

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ADSUMUS Brasil Defesa Sistemas Navais

Mais de 250 fuzileiros navais são enviados para proteger o Porto de Santos, SP

Navio Doca Multipropósito Bahia foi deslocado do Rio de Janeiro com sete caminhões, três blindados e dois helicópteros. Ordem do Governo Federal é normalizar as operações no cais.

Navio Doca Bahia, da Marinha do Brasil, chega ao Porto de Santos, SP, com 260 fuzileiros

O comando das Forças Armadas deslocou, neste domingo (27), o Navio Doca Multipropósito Bahia (G40), com 260 fuzileiros navais, para manter a segurança e garantir as operações no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O complexo portuário é alvo de protestos de caminhoneiros, que estão em greve há uma semana.

No sábado (26), Navio-Patrulha Macaé (P70) atracou no cais santista com 22 fuzileiros como medida emergencial decorrente do decreto presidencial para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), estabelecido na sexta-feira (25). O Governo Federal quer que o porto retome as atividades rotineiras o “mais breve possível”.

O Bahia foi deslocado do Rio de Janeiro com sete caminhões para transportar tropas, três blindados e dois helicópteros. Uma das aeronaves foi vista durante a manhã de domingo sobrevoando o complexo portuário para, segundo o Comando do Exército, fazer o reconhecimento de eventuais pontos de protesto no cais.

Primeiros fuzileiros navais foram deslocados para garantir a segurança do Porto de Santos, SP, no sábado (26) (Foto: Divulgação/Marinha do Brasil)

Primeiros fuzileiros navais foram deslocados para garantir a segurança do Porto de Santos, SP, no sábado (26) (Foto: Divulgação/Marinha do Brasil)

Ainda durante a manhã, o general Alexandre de Almeida Porto, comandante da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, que coordena as operações das Forças Armadas no litoral paulista, participou de uma videoconferência com o comando em São Paulo e em Brasília. O objetivo foi traçar estratégias para as ações no cais.

G1 apurou que o Governo Federal também foi informado neste domingo que os caminhoneiros não realizam bloqueios efetivos nos acessos terrestres ao Porto de Santos, o que impediria a passagem de veículos. Entretanto, mantêm pontos de aglomeração e acampamentos nas duas margens, desde o início da paralisação.

Helicóptero da Marinha sobrevoou área de paralisação de caminhoneiros no Porto de Santos, SP, neste domingo (27) (Foto: Rodrigo Nardelli/G1 Santos)

Helicóptero da Marinha sobrevoou área de paralisação de caminhoneiros no Porto de Santos, SP, neste domingo (27) (Foto: Rodrigo Nardelli/G1 Santos)

O Bahia atracou no Porto de Santos às 14h, conforme previsto inicialmente. No início tarde, militares do Exército também circularam armados pelas vias do porto utilizando motos. Não houve qualquer tipo de intervenção ou ação para retirar os caminhoneiros que protestam pacificante e esão instalados às margens das pistas.

Refinaria

Militares do Exército foram enviados para fazer a segurança no entorno da Refinaria Presidente Bernardes (RPBC) e da Base de Distribuição de Combustível da Petrobras (Bacub) em Cubatão, neste domingo (27). As instalações também são alvos dos protestos de caminhoneiros, parados há uma semana.

Equipes do 2º Batalhão de Infantaria Leve, localizado em São Vicente, receberam a missão do Comando em Brasília para permanecerem nas portarias da RPBC e da Bacub. Por volta das 15h, eles foram flagrados por funcionários da empresa. O objetivo, é permitir que ocorra o “funcionamento normal das instalações e a distribuição de caminhões com combustíveis”.

Exército faz a segurança de refinaria da Petrobrás em Cubatão, SP (Foto: G1 Santos)

Paralisação

O Porto de Santos não registra movimentação de caminhões nas duas margens desde segunda-feira (21), segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a autoridade portuária. O modal rodoviário representa 70% das operações, que foram diretamente impactadas com a paralisação da categoria.

A Codesp informou ao longo da semana e, reafirmou neste domingo ao G1, que mantém todas as operações no costado, com o embarque e desembarque de cargas nos navios que fazem escalas. A movimentação de mercadorias a partir de ferrovia, que representa 26% do total, e de dutovia (4%), também não foram interrompidas.

Cerca de dez motos do Exército fizeram reconhecimento da área na Alemoa neste domingo (27) (Foto: Rodrigo Nardelli/G1 Santos)

Cerca de dez motos do Exército fizeram reconhecimento da área na Alemoa neste domingo (27) (Foto: Rodrigo Nardelli/G1 Santos)

Caminhoneiros permanecem protestando nos acesso ao Porto de Santos, SP (Foto: Solange Freitas/G1)

Caminhoneiros permanecem protestando nos acesso ao Porto de Santos, SP (Foto: Solange Freitas/G1)

Navio Docas Multipropósito Bahia chega ao Porto de Santos, no litoral de SP (Foto: G1 Santos)

Navio Docas Multipropósito Bahia chega ao Porto de Santos, no litoral de SP (Foto: G1 Santos)

Navio Doca Multipropósito Bahia foi deslocado do Rio de Janeiro a Santos, SP (Foto: Divulgação/Marinha do Brasil)

Navio Doca Multipropósito Bahia foi deslocado do Rio de Janeiro a Santos, SP (Foto: Divulgação/Marinha do Brasil)

Navio Doca Multipropósito Bahia tem 260 fuzileiros navais a bordo (Foto: Divulgação/Marinha do Brasil)

Navio Doca Multipropósito Bahia tem 260 fuzileiros navais a bordo (Foto: Divulgação/Marinha do Brasil)

Fonte: G1

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Defesa Navios Negócios e serviços Sistemas de Armas Sistemas Navais

Protótipo do Submarino nuclear ficará pronto em 3 anos, afirma Marinha...

O protótipo em terra do submarino nuclear brasileiro projetado pela Marinha ficará pronto em pouco mais de três anos. As obras do prédio onde o modelo em tamanho natural está sendo montado foram apresentadas nesta quarta-feira (16) a jornalistas pelo almirante André Luis Ferreira Marques, diretor de Desenvolvimento Nuclear da Marinha, em Iperó, no interior de São Paulo.

O projeto consumiu US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões) nos últimos 40 anos. Outros R$ 2,2 bilhões serão investidos até dezembro de 2021, quando o submarino “terrestre”, equipado com o reator nuclear, entra em funcionamento a 200 quilômetros do mar. A versão definitiva, que vai para o oceano, no Rio de Janeiro, só ficará pronta entre 2028 e 2030.

Na avaliação do almirante, as crises econômicas vividas pelo país afetaram mais o projeto do que a Operação Lava Jato, que levou à prisão um dos idealizadores do programa, o ex-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, por denúncia de corrupção na Eletronuclear, que ele dirigiu após passar para a reserva na Marinha, em 2005. Othon, que sempre negou as acusações, foi libertado em 2017, graças a um habeas corpus.

A versão definitiva, que vai para o oceano, no Rio de Janeiro, só ficará pronta entre 2028 e 2030

“O TCU (Tribunal de Contas da União) acompanha o projeto desde o início e nunca tivemos problema desse tipo aqui. Quando vimos algo errado, abrimos sindicância e até inquérito militar, mas não deixamos avançar”, afirmou Marques.

As obras do estaleiro da Marinha em Itaguaí (RJ) também têm participação da Odebrecht, uma das empresas que foram alvo da Lava Jato. A empreiteira, no entanto, não realizou obras em Iperó.

De acordo com Marques, o programa sofreu grande contingenciamento financeiro entre 1997 e 2007, mas nunca parou. Na época, houve redução de 50% no número de funcionários. No ano passado, o projeto foi afetado indiretamente pela crise, que levou à insolvência muitas empresas fornecedoras de equipamentos e insumos.

Avanço

A conclusão do modelo em terra do submarino equipado com reator nuclear construído no Brasil será o segundo grande avanço do programa nuclear da Marinha. O primeiro ocorreu na década de 1980, com o domínio do enriquecimento de urânio – o combustível do submarino.

O marco foi a inauguração, em abril de 1988, da Usina Almirante Álvaro Alberto, pelo então presidente José Sarney, na presença do presidente da Argentina na época, Raúl Alfonsín. Os 30 anos da inauguração da usina de enriquecimento de urânio serão lembrados no dia 8 de junho, com uma visita dos presidentes atuais dos dois países, Michel Temer e Mauricio Macri, ao Centro Tecnológico da Marinha, em Iperó.

Os chefes de governo irão conhecer as obras do Laboratório de Geração de Energia Núcleo Elétrica (Labgene), onde o modelo padrão do submarino está sendo montado em ritmo acelerado. “Estamos tocando ao mesmo tempo as obras civis e a montagem do protótipo com o reator. O Labgene tem de ficar pronto primeiro, para que possamos qualificar o projeto do submarino que será construído no complexo naval de Itaguaí “, disse o almirante.

O prédio tem paredes com 33 metros de altura e já abriga parte do casco do submarino – um cilindro de aço com 10 metros de diâmetro que terá cerca de 70 metros de comprimento. A escala do protótipo é de um metro por um, ou seja, o modelo em terra será similar ao que vai navegar.

O compartimento que abrigará o reator é considerado instalação nuclear e segue normas para licenciamento pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O conjunto de turbinas e o freio dinamométrico já estão instalados. A base para o motor elétrico de propulsão, de 7,4 megawatts, também está pronta. O próprio equipamento está em testes em laboratório vizinho.

Conforme o almirante, todos os componentes do reator nuclear já foram testados individualmente. O início da montagem está previsto para este ano. “É similar ao que vai equipar o submarino e será testado aqui antes.” As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Fonte: UOL

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Brasil Defesa

Navio brasileiro participa de exercício internacional em região africana

Marinha do Brasil e Marinha da Angola trocam experiências em águas internacionais
O Navio Patrulha Oceânico “Amazonas” participou do exercício multinacional “Obangame Express 2018”, realizado na costa da África, e conduzido pela U.S. Naval Forces Africa do Comando Africano dos Estados Unidos, entre os dias 21 e 29 de março. Esta foi a quinta participação da Marinha do Brasil no exercício que ocorre anualmente desde 2010.
A operação contou com a mobilização de efetivos das Marinhas africanas, americanas e europeias, totalizando 31 países, permitindo a interoperabilidade das nações participantes a fim de contribuir para o incremento da segurança marítima no Golfo da Guiné. O “Amazonas” atuou nas águas de jurisdição de Angola, República Democrática do Congo e República do Congo, realizando exercícios de segurança na Zona Econômica Exclusiva (ZEE) e de combate à pirataria, ao roubo armado, à pesca ilegal, ao tráfico ilícito de drogas e de pessoas.
De acordo com o Comandante do Navio, Capitão de Fragata Márcio Braga de Souza, o “Obangame Express” proporcionou compartilhar com outras Marinhas a doutrina e os procedimentos adotados no Brasil, além da troca de experiências em relação à atuação em águas internacionais. “Mostramos nossa bandeira em águas jurisdicionais de países africanos de importância estratégica para o Brasil. Pudemos constatar como eles estão lidando no combate aos crimes de pirataria e tráfico no mar. Além de estreitar nossos laços de amizade e cooperação”, afirmou.
Tripulação do NaPaOc “Amazonas” durante a operação “Obangame Express 2018”