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Coalizão liderada pelos EUA matou mais de 1.600 civis na Síria, acusa Anistia Internacional

Civis caminham emfrente a prédios severamente destruídos em Raqqa, na Síria Foto: Aboud Hamam / Reuters 14-05-18

Civis caminham emfrente a prédios severamente destruídos em Raqqa, na Síria (Foto: Aboud Hamam / Reuters 14-05-18)

Campanha para tomar a cidade de Raqqa do Estado Islâmico em 2017 deixou dez vezes mais vítimas civis do que apontam dados oficiais, segundo estudo

 

BEIRUTE – A coalizão liderada pelos Estados Unidos matou mais de 1.600 civis em Raqqa ao longo de vários meses em 2017, durante sua campanha para expulsar o Estado Islâmico da cidade, acusa um relatório lançado nesta quinta-feira pela Anistia Internacional e pelo Airwars, ONG de monitoramento de guerras.

O número indicado é dez vezes superior aos dados oficiais sobre vítimas civis. O documento diz que ataques aéreos e de artilharia americanos, franceses e britânicos mataram e feriram milhares de inocentes entre junho e outubro de 2017 na antiga capital do Estado Islâmico . Muitos dos casos, diz o texto, “constituem violações à lei humanitária internacional e exigem investigação adicional”.

As organizações passaram 18 meses pesquisando as mortes de civis, incluindo dois meses fazendo pesquisa de campo em Raqqa, disseram. “Nossa descoberta conclusiva depois de tudo isso é que a ofensiva militar da coalizão liderada pelos EUA (EUA, Grã-Bretanha e França) provocou diretamente mais de 1.600 mortes de civis em Raqqa”.

O relatório pede que os membros da coalizão criem um fundo para compensar as vítimas e suas famílias

A coalizão respondeu que tomou “todas as medidas razoáveis para minimizar as baixas civis” e que ainda existem alegações abertas que estão sendo investigadas. “Qualquer perda involuntária de vida durante a derrota do Daesh é trágica”, disse Scott Rawlinson, um porta-voz da coalizão, em um comunicado enviado por email mais tarde na quinta-feira, usando um acrônimo em árabe para Estado Islâmico.

“No entanto, estas perdas devem ser comparadas com o risco de permitir que o Daesh continuasse as suas atividades terroristas, causando dor e sofrimento a qualquer pessoa que quisesse”, acrescentou.

O Estado Islâmico dominou Raqqa no início de 2014, época em que avançou rapidamente na Síria e no Iraque e constituiu um autoproclamado califado. Caracterizado pelas execuções sumárias de opositores, o grupo cometeu uma matança em massa e escravizou minorias, em um processo que a ONU descreveu como um genocídio.

O grupo, que controlava um terço da Síria e do Iraque em 2014, já foi expulso de todo o território que controlou, a partir de campanhas militares empreendidas por um conjunto de forças, incluindo os governos da Síria e do Iraque, dos Estados Unidos, de seus aliados europeus e de seus rivais Rússia e Irã. Apesar de não controlar mais o território, o grupo ainda ameaça lançar ataques terroristas em todo o mundo.

As Forças Democráticas Sírias lideradas pelos curdos (SDF) e apoiadas por Washington  capturaram Raqqa em outubro de 2017, após uma ofensiva de cinco meses apoiada por ataques aéreos liderados pelos EUA e por forças especiais.

A Anistia disse no ano passado que havia evidências de que ataques aéreos e de artilharia da coalizão eem Raqqa violavam a lei humanitária internacional e punham em perigo as vidas de civis, mas até agora não tinha dado uma estimativa do número de mortos durante a batalha.

Durante e depois da campanha, repórteres em Raqqa noticiaram que o bombardeio causou destruição maciça na cidade, devastando bairros inteiros.

Fonte: O Globo e Reuters

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17 de janeiro de 1991: Começa a operação “Tempestade no Deserto” contra o Iraque

No dia 17 de janeiro de 1991, soldados de 31 países aliados iniciaram uma ofensiva contra o Iraque, em represália à invasão daquele país no Kuwait, em 2 de agosto do ano anterior.

“Há duas horas, os aviões dos aliados iniciaram um ataque contra alvos militares no Iraque e no Kuwait. Enquanto falo aqui, os bombardeios prosseguem. Esse conflito iniciou-se no dia 2 de agosto, quando o ditador do Iraque atacou seu pequeno vizinho indefeso.”

Desta maneira, o então presidente dos Estados Unidos, George Bush (pai) comunicou aos norte-americanos o início dos bombardeios em 17 de janeiro de 1991, duas horas depois do começo da operação Tempestade no Deserto. O presidente iraquiano, Saddam Hussein, invadira o Kuwait em agosto de 1990, e pouco tempo depois proclamara o emirado província iraquiana. O motivo do ataque foram dívidas de Bagdá, de cerca de 80 bilhões de dólares, criadas durante a guerra com o Irã. Os principais credores eram o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos.

A economia iraquiana estava muito enfraquecida devido aos altos gastos militares durante a primeira Guerra do Golfo. Além disso, os jovens soldados iraquianos não conseguiam emprego. Saddam exigia que os dois credores diminuíssem a quantidade de petróleo explorado, para que o Iraque pudesse vender mais. Como os dois países se negassem a aceitar a exigência, o ditador em Bagdá viu na invasão a possibilidade de fortalecer seu poder na região.

Arrogância

Saddam Hussein menosprezou a reação internacional. Em vista do importante papel estratégico da região, os Estados Unidos não aceitaram mudanças nas relações de poder. O Conselho de Segurança das Nações Unidas chegou a exigir ainda a 2 de agosto a retirada imediata e incondicional dos iraquianos do Kuwait e, quatro dias mais tarde, impôs um embargo militar e financeiro contra Bagdá.

Seis dias após o ataque iraquiano ao Kuwait, George Bush mobilizou, contra a vontade de seu secretário de Estado, James Baker, 400 mil soldados para defender a Arábia Saudita. Em pouco tempo, formou-se um bloco anti-iraquiano de cerca de 30 países, que ia desde os aliados ocidentais até a Síria e o Egito.

Vendo-se isolado, o ditador iraquiano começou a jogar o jogo dos palestinos, que aceitaram o apoio de bom grado. Seguiu-se uma conferência do Oriente Médio, em que Hussein condicionou a saída iraquiana do Kuwait à retirada israelense dos territórios palestinos ocupados. A sugestão foi rejeitada pelos Estados Unidos, enquanto Saddam ameaçou com a destruição de todos os campos de exploração de petróleo.

O último prazo para a resolução diplomática do conflito expirou no fracassado encontro entre Baker e seu homólogo iraquiano Tariq Aziz, no dia 9 de janeiro de 1991, em Genebra. Hussein, por seu lado, deixou expirar o ultimato à meia-noite de 15 de janeiro, confiando na predisposição de 10 mil homens de se sacrificarem pela pátria.

Em 17 de janeiro de 1991, Bush ordenou o início da operação ao general Norman Schwarzkopf. Os aviões das tropas aliadas voaram em mais de 1.300 missões nas primeiras 14 horas da operação. Os bombardeios arrasaram os complexos militares e industriais do Iraque.

Hussein tentou demonstrar indiferença. Parecendo não estar intimidado, nem ordenou que fossem apagadas as luzes de Bagdá na primeira noite dos ataques. Pelo contrário, proclamou o início da “mãe de todas as batalhas” e ordenou bombardeios contra Israel.

Catástrofe ecológica

Apesar da morte de 13 israelenses, Ytzhak Rabin renunciou à retaliação e seguiu a estratégia ocidental. Depois de uma ofensiva terrestre, Saddam Hussein se rendeu em 28 de fevereiro de 1991, e assinou um acordo unilateral de cessar-fogo. Antes, ainda mandou incendiar 700 poços de petróleo no Kuwait, provocando uma catástrofe ecológica sem precedentes. O fogo demorou oito meses para ser apagado.

O saldo de mortos nunca ficou claro: entre 85 mil e 250 mil soldados do Iraque, entre 40 mil e 180 mil civis iraquianos, entre 4 mil e 7 mil kuwaitianos, e possivelmente 343 soldados aliados.

Fonte: DW

Edição: Plano Brasil

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Conjunto híbrido: Veículo dos EUA, mas com arma da Rússia

O exército iraquiano decidiu criar uma arma híbrida juntando os veículos blindados norte-americanos Hummer com os sistemas de mísseis antitanque russos Kornet.

O resultado é um blindado norte-americano com uma arma russa na carroceria. O 9M133 Kornet é um míssil antitanque utilizado no Iraque na luta contra os grupos terroristas, tendo provado sua eficácia contra blindados ligeiros.

Para acoplar os Kornet aos Hummer, foi necessário desmontar as metralhadoras Browning de calibre 50. Os especialistas sublinham que esse “Hummer russo” dá aos mísseis antitanque maior mobilidade e protege melhor o operador.

9M133 Kornet – míssil antitanque russo

No Hummer há espaço para quatro mísseis Kornet, capazes de alcançar alvos a uma distância de 5,5 mil metros durante o dia e 4,5 mil metros à noite. Estes mísseis penetram blindagens de 120 centímetros e suas ogivas termobáricas são muito eficazes contra a infantaria e blindados ligeiros.

Fonte: Sputnik

Edição: Plano Brasil

 

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Conflitos Geopolítica Iraque Terrorismo

Forças do Iraque capturam último bastião do Estado Islâmico no norte do país

Forças da Mobilização Popular Xiita e do Exército iraquiano se reúnem nas redondezas de Hawija, no Iraque 04/10/2017 REUTERS/Stringer

BAGDÁ (Reuters) – Forças do Iraque capturaram o último bastião do Estado Islâmico no norte do país, disseram os militares nesta quinta-feira, deixando o grupo militante entrincheirado em bolsões de território junto à fronteira síria.

A cidade de Hawija e as áreas circundantes foram tomadas em uma ofensiva realizada por soldados do governo iraquiano apoiados pelos Estados Unidos e por grupos paramilitares xiitas treinados e armados pelo Irã conhecidos como Mobilização Popular.

Alguns combates continuavam no norte e no leste da cidade, na qual os militantes estavam cercados.

Com a queda de Hawija, que fica próxima da cidade petroleira de Kirkuk, controlada pelos curdos, a única área que continua sob o comando do Estado Islâmico no Iraque é um trecho ao longo da fronteira oeste com a Síria, onde o grupo extremista também está recuando.

“A 9ª divisão blindada do Exército, a Polícia Federal, a divisão de Reação de Emergência e (…) a Mobilização Popular libertaram Hawija”, disse um comunicado do comandante de operações conjuntas, general Abdul Ameer Rasheed Yarallah.

A televisão estatal mostrou imagens de forças iraquianas colocando bandeiras em uma das principais praças da cidade enquanto veículos Humvee patrulhavam ruas vazias repletas de destroços de carros, casas cobertas de balas e vitrines de loja destruídas.

Uma fumaça negra e espessa continuava a emanar de poços de petróleo de áreas dos arredores de Hawija que os militantes incendiaram para evitar a detecção aérea.

A captura de Hawija coloca as forças do Iraque em contato direto com os combatentes curdos peshmerga que controlam Kirkuk, uma região multiétnica reivindicada tanto por Bagdá quanto pelo governo regional do Curdistão.

Fonte: Reuters

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O futuro do Daesh (“Estado Islâmico”) pós-califado

Organização perdeu Mossul, sua principal base no Oriente Médio. Mas ameaça ainda está longe do fim: extremistas conseguiram exportar seu modelo de terror, numa jihad descentralizada difícil de se combater.

Imagem aérea mostra destruição de Mossul após expulsão do EI

“Anuncio o fim, o fracasso e o colapso do estado de falsidade e terrorismo que o ‘Estado Islâmico’ havia declarado em Mossul”, declarou em tom triunfal o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, após a expulsão do grupo terrorista da estratégica cidade.

Mas, embora a campanha para libertar Mossul tenha sido bem-sucedida, ainda não é o fim do “Estado Islâmico” – que emergiu em 2006 e que, uma década depois, transformou-se em um fenômeno global.

Na sequência da vitória em Mossul, os esforços internacionais passaram a focar na erradicação do grupo de seu bastião na Síria, Raqqa. As forças democráticas sírias, apoiadas pelos EUA, uma aliança liderada por combatentes locais curdos, ganharam terreno na batalha por Raqqa. Mas centenas ou até milhares de terroristas conseguiram fugir para a fronteira sírio-iraquiana e até para fora da região.

O EI ganhou notoriedade em junho de 2014, quando lançou uma campanha militar truculenta e capturou grandes territórios no Iraque e na Síria, culminando na ocupação de Mossul. No final daquele mês, o líder do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, anunciou da histórica Grande Mesquita de Mossul o estabelecimento de um califado mundial.

“Na minha opinião, o Isis [sigla em inglês para Estado Islâmico no Iraque e na Síria] é uma organização iraquiana e, por isso, sua derrota no Iraque vai quebrar sua espinha dorsal, mesmo que os restos continuem aqui e ali, ou se pessoas violentas ou grupos de países não árabes usarem seu nome”, opina Yezid Sayigh, do instituto Carnegie Middle East.

Jihad descentralizada

Mas, apesar de suas perdas, o grupo continua a se manter em partes do Iraque e da Síria, especialmente perto da região fronteiriça. Tomas Olivier, especialista em inteligência e contraterrorismo da consultoria Twickelerveld Intelligence and Investigations, diz que mesmo enfrentando um conflito aberto no Iraque e na Síria, o “Estado Islâmico” conseguiu exportar seus braços operacionais para fora da região, chegando a lugares do norte da África, da Europa, do Sudeste Asiático e da África Oriental e Ocidental.

“O fato mais perturbador sobre a atual organização do Isis é a sua flexibilidade de resposta mesmo depois de uma derrota. Aparentemente eles conseguiram estabelecer uma série de centros operacionais em todo o hemisfério ocidental com a capacidade comprovada de – em termos militares – atacar ‘sob demanda’ ou com base em motivação ideológica”, afirma Olivier.

Ex-funcionário sênior do Ministério da Defesa holandês, Oliver afirma ainda que, enquanto monitorava a mais recente atividade online do grupo, testemunhou um aumento desconcertante de mensagens que falam em cometer ataques contra os “cruzados” usando qualquer meio necessário.

“O Isis está promovendo uma jihad descentralizada com atenção específica aos ataques de lobos solitários no Ocidente e contra alvos da coalizão em todo o mundo, das ruas de Manchester a Marawi nas Filipinas”, completa.

A perspectiva da criminalidade

Na sequência da ascensão do grupo, em 2014, mais de 5 mil cidadãos europeus viajaram ao Oriente Médio para lutar ao lado do “Estado Islâmico”. Com a perda de território na região, as autoridades internacionais alertaram sobre a possível volta dos combatentes estrangeiros aos seus países de origem na Europa e em outros lugares.

Um estudo publicado no ano passado pelo Centro Internacional para o Estudo de Radicalização e Violência Política do King’s College, em Londres, mostrou que cerca de metade de todos os combatentes estrangeiros europeus tinha antecedentes criminais antes da radicalização.

Em sua edição de maio, a revista do “Estado Islâmico” Rumiyah apresentou táticas terroristas para seus apoiadores, instando-os a adquirir armas “por meio de negociantes e redes criminosas subterrâneas”, mirando naqueles capazes de cultivar essas conexões”. O artigo mostrou a vontade do grupo de usar redes mais amplas que do que suas convencionais ou religiosas.

Muitos dos terroristas na Europa tiveram uma história de pequenos crimes, incluindo o suspeito de ataque de Berlim, Anis Amri, e Salah Abdeslam, que lidou com a logística dos atentados de Paris em 2015.

Ian Oxnevad, um estudioso do Oriente Médio na Universidade da Califórnia em Riverside, diz que uma estratégia de combate ao terrorismo para enfrentar o problema do retorno de combatentes estrangeiros é empurrá-los para atividades criminosas, pressionando suas redes financeiras.

“Por exemplo, se você tem ex-combatentes do Isis em uma célula no norte da Itália, mas todo o dinheiro que eles estão usando para patrocinar terrorismo não está integrado no sistema financeiro, eles vão ter que manter esse financiamento recorrendo ao crime”, explica Oxnevad.

“Se eles estão cometerem roubos, roubos a banco ou negociação de peças de automóveis no mercado negro, isso aumenta a probabilidade de eles serem presos, ao contrário do que ocorreria se eles aceitassem doações.”

Ideologia sem fim

Ainda que a perspectiva da derrota militar do EI no Iraque e na Síria aumentou a esperança para o fim do grupo, as ideias que o impulsionaram para a notoriedade continuam a ser acessíveis por meio de redes sociais, repositórios digitais e arquivos online.

Oxnevad observa que, mesmo que o grupo seja “afastado de um mapa”, isso não significa que a ideologia que propaga esse extremismo deixará de existir, especialmente com a declaração de Estado feita por Baghdadi em Mossul.

“Você vê isso com grupos neonazistas e o Terceiro Reich e certas pessoas no Sul americano com relação à Confederação. Você vê o mesmo até na Rússia com a União Soviética”, diz Oxnevad. “É a ideia de recuperar algo que foi perdido, ou, pelo menos, recriar. Isso é algo do que o mundo terá que aprender a ser proteger de todas as maneiras possíveis.”

Fonte: DW

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Conflitos Destaques Estado Islãmico Iraque

Iraque declara vitória sobre Daesh (Estado Islâmico) em Mossul

Primeiro-ministro anuncia derrota do grupo extremista na cidade iraquiana, controlada pelos jihadistas há três anos. Nove meses de batalha deixam destruição, milhares de civis mortos e quase um milhão de deslocados.

Forças iraquianas celebram retomada de Mossul

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, declarou neste domingo (09/07) a vitória das Forças Armadas do país sobre o grupo extremista “Estado Islâmico” (EI) em Mossul, colocando fim a três anos de controle dos jihadistas sobre a cidade.

A batalha para recuperar Mossul, iniciada há quase nove meses, deixou grande parte da cidade em ruínas e milhares de civis mortos. Quase um milhão de residentes fugiram da cidade desde a chegada das forças iraquianas, em outubro passado.

“O comandante das Forças Armadas [primeiro-ministro] Haider al-Abadi, chegou à cidade liberada de Mossul e parabenizou os combatentes heroicos e o povo iraquiano pela grande vitória”, disse o gabinete do premiê em comunicado.

O “Estado Islâmico” havia prometido “lutar até a morte” em Mossul, mas um porta-voz do Exército iraquiano disse à TV estatal do país neste domingo que 30 militantes foram mortos ao tentarem escapar da cidade nadando pelo rio Tigre.

O governo iraquiano não divulgou quantas baixas teve seu Exército na batalha, mas o Departamento de Defesa dos EUA afirma que o serviço iraquiano de combate ao terrorismo perdeu 40% de suas forças. Washington lidera uma coalizão internacional que apoia a campanha contra o EI em Mossul, conduzindo bombardeios contra os militantes e auxiliando soldados em solo.

Sem Mossul – que era de longe a maior cidade controlada pelos jihadistas – o domínio do “Estado Islâmico” no Iraque será reduzido a áreas predominantemente rurais ou desertas a oeste e sul da cidade.

Faz quase três anos que o líder do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, declarou um califado na Síria e no Iraque. Como vêm perdendo território, é possível que os militantes revejam suas táticas de insurgência. O grupo também é alvo de uma ofensiva apoiada pela coalizão internacional na Síria, sobretudo na cidade de Raqqa, capital não oficial do EI.

A ONU estima que serão necessários mais de 1 bilhão de dólares para reparar a infraestrutura básica de Mossul, no norte do Iraque. Em algumas das áreas mais afetas, quase nenhum prédio parece ter ficado livre de danos.

Fonte: DW

 

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Conflitos Inteligência Iraque Terrorismo

FORÇAS IRAQUIANAS DECLARAM QUE O AUTOPROCLAMADO CALIFADO "CAIU" APÓS VITÓRIA SIMBÓLICA EM MOSUL DEPOIS DE UMA ÉPICA BATALHA.

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Segundo nota do Independent, as tropas iraquianas recapturaram as ruínas da grande mesquita de Mosul expulsando os terroristas do ISIS, foi o que informaram militares iraquianos em um anúncio, declarando que o reinado dos extremistas no país acabou.

“Seu estado fictíciocaiu”,

 Disse o porta-voz militar, Brigadeiro-geral Yahya Rasool, à TV estatal na quinta-feira – no mesmo local onde três anos antes, o seu então líder, Abu Bakr Al-Baghdadi autoproclamou a criação do califado.

O Isis explodiu na semana passada a mesquita Al-Nuri, uma construção do século 12. O ato de desespero ocorreu depois de se tornar evidente  que as forças iraquianas forçaram as defesas conquistando passo a passo o caminho até a as ruínas da Mesquita. A bandeira negra desfraldada no minarete deAl-Hadba desde junho de 2014.

O general Gen Abdul Wahab Al-Saadi informou à Associated Press, que às forças especiais Iraquianas entraram no complexo e assumiram o controle das ruas circundantes na tarde de quinta-feira após uma ofensiva ao longo da madrugada.

A região precisará ser limpa por especialistas em explosivos, já que por prática o ISIS dissemina nos locais armadilhas.

Embora existam aproximadamente 300 militantes que ainda lutam até a morte no distrito da Cidade Velha, as autoridades iraquianas esperam que a batalha de oito meses de duração acabe nos próximos dias. O ISIS que havia tomado três anos antes cerca de um terço do território iraquiano após romper pela fronteira Síria, detém agora em solo Iraquiano uma pequena área do lado oeste do rio Tigre com menos de 1 km de quadrado.

A vitória chegou após um elevado custo: A luta feroz e a campanha de bombardeio liderada pelos EUA mataram milhares de civis, especialmente nos últimos três fins de semana e, deslocaram cerca de 850 mil refugiados. Uma vasta região da cidade foi reduzida à escombros, e no calor do verão, o fedor dos cadáveres é irresistível, dizem os soldados na linha de frente.

A operação de retomada da cidade começou em outubro de 2016. Mosul uma cidade cosmopolita de 1,5 milhão de habitantes foi a jóia da coroa do ISIS a batalha está próxima do fim, os militantes concentram-se em pequenos bolsões de resistência ao norte do Iraque e perto a fronteira com a Síria.

A complexa operação da coalizão composta pelo exército iraquiano, unidades de combate de elite, milícias financiadas pelo Irã e os Peshmerga curdos acompanharam os esforços das forças curdas apoiadas pelos EUA na fronteira para expulsar o ISIS da capital síria de Raqqa.

A destruição da mesquita de Mosul é outro exemplo de “culturalidade”

O ISIS lançou uma onda de atentados suicidas como última tentativa desesperada para resistir em Mosul.

A queda de ambas as cidades marcará o fim de ISIS como uma força de dominação de território, embora os analistas esperem que o grupo se transforme em uma força insurgência terrorista nos dois países e que inevitavelmente intensificará os ataques terroristas em todo o mundo no futuro.

 

“É importante diferenciar o ISIS como uma ideologia global e seu projeto de quase-estadofísico”,

 disse Dr. Andreas Krieg, do Departamento de Estudos de Defesa do King’s College em Londres, à The Independent.

“O ISIS não é a principal causa dos problemas do Iraque, e sim um sintoma dele. E todas as queixas locais que permitiram que ISIS florescesse em primeiro lugar pode se deizer, foram e insegurança física, privação de direitos, estes problemas não vão desaparecer. Há muitos no norte do Iraque que não irão encorajar e apoiar o governo de Bagdá, agora eles foram liberados de uma forma de opressão. Eles já se preparam para a próxima luta.”

Fonte: Independent

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Conflitos Defesa Destaques Estado Islãmico Forças Especiais Iraque

Sniper canadense bateu recorde de distância ao eliminar militante do Daesh no Iraque

Um sniper das forças especiais canadenses no Iraque bateu o recorde de distância ao eliminar um militante do Daesh, informou The Globe and Mail.

Segundo a publicação canadense, o sniper eliminou um militante do grupo terrorista Daesh, ao disparar de uma distância de 3.540 metros.

O jornal informou que o disparo foi realizado com um rifle McMillan TAC-50. A bala levou quase 10 segundos até atingir o alvo. O disparo foi monitorado por câmeras e foi confirmado por fontes independentes. Segundo especialistas, o atirador de elite, com ajuda de sua equipe, precisou calcular a força dos ventos, as condições atmosféricas, e até mesmo a velocidade da rotação da Terra na latitude em questão.

“O disparo em questão realmente interrompeu um ataque do Daesh contra as forças de segurança iraquianas”, disse uma fonte militar ao Globe and Mail. “Em vez de jogar uma bomba, que poderia potencialmente matar civis na área, essa foi uma aplicação muito precisa da força e, por estarem tão longe, os terrorista não tiveram ideia do que estava acontecendo”, explicou o interlocutor do jornal.

Por medida de segurança, a identidade do sniper não foi revelada.

Foto: © Sputnik/ Anton Denisov – Meramente ilustrativa

Fonte: Sputnik News

Em 2016 um Sniper misterioso aterrorizava comandantes do Daesh na Líbia

Um misterioso franco-atirador começou a caçar líderes do Daesh (Estado Islâmico) na Líbia, segundo relatou o Telegraph.

Pelo menos três comandantes do grupo terrorista foram mortos a tiros de longa distância em um espaço de 10 dias na cidade de Sirte, provocando uma atmosfera de medo e confusão entre os jihadistas. Ainda não se sabe se o misterioso atirador é um lobo solitário ou se há uma equipe de snipers trabalhando para derrubar os comandantes do Daesh, informou o jornal britânico, citando a mídia local.

Na tentativa de rastrear o franco-atirador, os jihadistas começaram a prender e executar uma série de pessoas supostamente suspeitas, mas o esforço tem sido em vão: recentemente, o matador desconhecido abateu Abdullah Hamad al-Ansari, um alto comandante do Daesh da cidade líbia de Obari.

“Um estado de terror prevaleceu entre as fileiras [do Daesh] após sua morte. Eles atiraram aleatoriamente no ar para assustar os habitantes, enquanto procuravam o atirador”, disse uma testemunha local ao site al-Wasat, de acordo com o International Business Times.

Quanto mais tempo o sniper desconhecido permanece à solta, mais o pânico se alastra entre os militantes do grupo terrorista nas ruas de Sirte. A identidade do atirador é objeto de intensas discussões on-line e entre as pessoas da cidade líbia.

Alguns afirmam que se trata de um miliciano da cidade de Misrata, que lutou contra o Daesh no passado pelo controle de Sirte. Outros especulam que ele pode ser um atirador de elite das forças especiais dos EUA que operam na região, segundo relata o Telegraph.

Após a derrubada do governo de Muammar Kadhafi em 2011, a Líbia caiu no caos. O estado de turbulência política e social levou à expansão dos grupos extremistas islâmicos e, atualmente, existem pelo menos 5.000 militantes do chamado Estado Islâmico tentando estabelecer o“califado no país.

Há relatos de que o Daesh tenha enviado à Líbia seu principal líder no Iraque, Abu Omar, para aumentar a influência do grupo terrorista na cidade de Sirte, bem como para preparar um asilo potencial para os líderes do Daesh que atualmente se encontram na Síria e no Iraque.

Foto: © flickr.com/ Butz.2013 – Meramente ilustrativa

Fonte: Sputnik News

 

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Imagens de um helicóptero de ataque Mil Mi-28 do exército iraquiano enquanto voa sobre Mosul

Imagens extraordinárias da BBC permitem que você se junte aos pilotos do exército iraquiano enquanto voam sobre Mosul, lutando contra os militantes do chamado Estado Islâmico.

O jornalista da BBC Joe Inwood e Nafiseh Kohnavard, da BBC Persa, passaram uma semana em uma base aérea ao sul da segunda cidade do Iraque. Eles capturaram o conflito como nunca foi visto antes.

 

Fonte: BBC News

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Iraque denuncia uso de armas químicas pelo Daesh ou “Estado Islâmico” (EI)

Extremistas teriam utilizado armamento contra ofensiva das tropas do governo em Mossul. Ataque não causou mortes. Segunda maior cidade do país foi tomada por jihadistas em 2014.

Forças de segurança do Iraque denunciaram neste domingo (16/04) o uso de armas químicas pelo grupo extremista “Estado Islâmico” (EI). O armamento foi utilizado pelos jihadistas no sábado durante um combate em Mossul. O ataque não causou mortes.

De acordo com as forças de segurança, os combatentes do EI usaram “mísseis que continham substâncias químicas tóxicas” durante o confronto travado na parte ocidental de Mossul, a segunda maior cidade do país que foi tomada pelos extremistas em 2014.

As forças iraquianas indicaram ainda que “os mísseis tinham um efeito limitado e causaram danos limitados”, e apontaram que o ataque não deixou “nenhum morto” e “não afetou o avanço” das unidades militares que continuaram com a libertação das áreas ocupadas.

As forças iraquianas condenaram o uso das armas químicas dentro dos bairros residenciais e afirmaram que continuam com o ataque para debilitar os extremistas e expulsá-los do território iraquiano.

De acordo com as Nações Unidas, no último mês, ao menos 12 pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram tratadas após uma possível exposição a armas químicas em Mossul.

As unidades da Polícia Federal progrediram neste domingo cerca de 200 metros na complexa zona central de Mossul, e conseguiram rodeá-la com o objetivo de expulsar os combatentes, segundo o comandante Raid Shaker Yaudat.

As forças governamentais começaram sua ofensiva no oeste de Mossul em fevereiro, um mês depois de expulsar o EI da parte oriental da cidade. Estima-se que 400 mil pessoas estejam presas na região da cidade controlada pelos extremistas.

Foto: Forças de segurança iraquianas travam batalha contra o EI em Mossul

Fonte: DW

“Daesh ou “Estado Islâmico” (EI) produz em massa armamentos de qualidade surpreendente”

Em entrevista à DW, diretor de ONG responsável por relatório sobre arsenais do “Estado Islâmico” afirma que organização terrorista fabrica armas e munições em grande escala e com bons padrões de produção.

Equipes da ONG britânica Conflict Armament Research (CAR) acompanharam tropas do Iraque durante uma ofensiva contra a milícia terrorista do “Estado Islâmico” (EI) na cidade de Mossul, em novembro último.

Após examinar armas e munições abandonadas no campo de batalha, assim como seis fábricas de armamentos, os especialistas britânicos constataram que os jihadistas do EI estão capacitados a produzir equipamento militar de qualidade surpreendentemente elevada. Os materiais de produção vêm sobretudo da Turquia.

A DW entrevistou o diretor da ONG, James Beavan.

Especialista em armas James Beavan no Iraque

DW: Que tipos de armas eram produzidos nas fábricas do EI, em que quantidade e qualidade?

James Beavan: Em primeira linha, o “Estado Islâmico” produzia granadas de morteiro de diversos calibres, sobretudo de 120 milímetros, assim como, pelo menos, dois tipos de mísseis. Tanto o que vimos nas oficinas como o que pudemos recolher no campo de batalha permite concluir que foram fabricadas dezenas de milhares dessas granadas.

Em relação à qualidade, o EI trabalha com regras de controle padronizadas. Documentos que encontramos enumeram as especificações exatas: ao conferir as medidas, constatamos que a munição encontrada correspondia exatamente às indicações. A precisão era elevada, a qualidade de produção, boa.

Simplicidade mortal: formas de fundição para granadas de morteiro

Então, até que ponto o EI depende da própria produção armamentista? Que papel ela desempenha na logística bélica da milícia terrorista?

O EI emprega armas improvisadas, mas as aplica de forma convencional. Na maioria, seus comandantes eram oficiais do Exército ou dos serviços secretos iraquianos, por isso tendem mais a um uso convencional. Com a fabricação de granadas de morteiro, por exemplo, fica suprida a demanda de artilharia local; o mesmo se aplica aos mísseis. Eles foram e são usados em larga escala, também durante a estada da equipe da CAR em Mossul.

Quão sofisticada é essa produção de armamentos?

Falamos de armas improvisadas no sentido de não se utilizarem materiais padronizados, ou explosivos e combustíveis para mísseis industriais. Contudo, mesmo se as oficinas pareciam muito simples, os terroristas produziam o que necessitavam em regime de divisão de trabalho, em grande escala e com qualidade adequada. Era bem mais desenvolvido do que tudo o que já vimos numa tropa não estatal.

Também examinamos fábricas armamentistas do EI em Ramadi, Fallujah ou Tikrit, mas o volume de produção em Mossul era muito maior. Afinal, a cidade é o centro econômico do “Estado Islâmico”, é uma metrópole importante, a segunda maior do Iraque, possuía enorme capacidade tecnológica e de produção, e o EI se aproveitou dela.

Nitrato de potássio: da agricultura para o campo de batalha

Segundo o relatório da CAR, o EI obteve, em grande quantidade, os produtos químicos primários para combustível de mísseis e explosivos através de uma cadeia de fornecimento estável, partindo sobretudo da Turquia. Como o EI consegue manter uma rede de abastecimento assim no longo prazo, sem que os serviços secretos se deem conta?

O governo turco sabe que tem um problema nas mãos. Ele até toma medidas para, por exemplo, regular a venda de nitrato de sódio, ou salitre, no mercado nacional. Essa substância é aplicada na agricultura como fertilizante, mas também pode servir à produção de explosivos. Mas o fato permanece: por muito tempo o EI pôde se suprir com produtos primários ou matérias primas químicas no mercado comercial do Sul da Turquia.

O estudo da cadeia de abastecimento mostra isso muito claramente. Durante muito tempo a fronteira entre as áreas controladas pelo EI e o Sul da Turquia esteve mais ou menos aberta, havia muito comércio transfronteiriço. Aqui é interessante o contraste com a fronteira separando a Turquia das zonas sob controle da milícia curda YPG, que está hermeticamente fechada.

Padrões rigorosos de produção: munição do EI é cuidadosamente rotulada

Além da produção armamentista, que outras informações sobre as armas do EI a CAR conseguir coletar em Mossul?

De início – e isso também foi divulgado – o EI se apoderou de muitas armas e munição do Exército do Iraque. Até hoje encontramos entre os jihadistas armas provenientes dos arsenais iraquianos. Também do Exército sírio eles tomaram muitas armas. Recentemente passaram a utilizar cada vez mais armas chegadas através do Norte da Síria. Com financiamento internacional, elas foram entregues pela Turquia a tropas rebeldes sírias, antes de chegarem às mãos do EI.

Qual a relevância das pesquisas da CAR para a continuação da ofensiva contra o EI em Mossul, em relação ao abastecimento da milícia terrorista com armas e munição?

Prefiro não especular. Mas o que estamos vendo é que no momento o EI dispara munição que acabou de ser produzida, nos últimos três anos. O consumo de munição deles é enorme, mas o fornecimento parece que segue funcionando. Eu concluiria que o EI está bem provido de armas e munição.

Foto: 1°- ONG britânica CAR examinou fábricas de armas do EI em Mossul

Fonte: DW

 

 

 

 

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EUA admitem ‘provável’ envolvimento da coalizão em morte de “mais de 130 civis” em Mossul no Iraque

A coalizão militar liderada pelos Estados Unidos “provavelmente” teve um papel no ataque aéreo que matou vários civis na cidade iraquiana de Mossul, declarou nesta terça-feira o general americano das operações contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI).

“Provavelmente tivemos um papel nessas baixas”, admitiu o general Stephen Townsend sobre o bombardeio de 17 de março.

O oficial mencionou a possibilidade de um “acidente” de combate e lembrou que “um funcionário oficial foi designado para liderar a investigação sobre o ocorrido”.

No domingo, o chefe das forças americanas no Oriente Médio, o general Joseph Votel, havia dito que a morte de civis no bombardeio de 17 de março foi “uma terrível tragédia”.

As forças iraquianas, apoiadas pelos bombardeios aéreos da coalizão internacional contra o Estado Islâmico, estão envolvidas em uma grande ofensiva para recuperar o controle de Mossul, a segunda maior cidade do país.

Na segunda-feira, o Pentágono anunciou que analisaria mais de 700 vídeos de ataques aéreos da coalizão contra o oeste de Mossul para esclarecer as informações.

Segundo o governador da região, Nawfal Hammadi, “mais de 130 civis” foram mortos em ataques aéreos que se estenderam por vários dias no bairro de Al-Jadida de Mossul, especialmente no realizado no dia 17 de março.

E nesta terça-feira, um porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Rupert Collville, declarou em Genebra que mais de 300 civis morreram do dia 17 de fevereiro ao dia 22 de março na ofensiva contra combatentes do EI, especialmente em Mossul.

Cerca de 600.000 pessoas continuam nas zonas que ainda não foram recuperadas pelas forças iraquianas na parte oeste de Mossul (cerca de 60%), entre as quais 400.000 seguem no centro histórico, segundo a ONU.

Foto: AP

AFP

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: YAHOO

Ocidente silencia adimensão doque está acontecendo em Mossul

Países ocidentais continuam encobrindo a extensão da situação humanitária em Mossul no Iraque, disse o chanceler russo Sergei Lavrov.

“Todo mundo se lembra de como reagiram emocionalmente os países ocidentais e mídia controlada por eles à situação em Aleppo, na Síria. Ao mesmo tempo, eles continuam “retocando” a situação humanitária em Mossul, abafando a escala do que está acontecendo. Enquanto isso, quase quatro centenas de milhares de pessoas que se viram nas condições mais difíceis deixaram a cidade”, disse ele em uma entrevista ao jornal Argumenty i Fakty.

Comentando a operação da coalizão liderada pelos Estados Unidos em Mossul, Lavrov expressou a opinião de que “a comparação de suas ações com ‘uma operação cirúrgica’ não é apropriada no contexto das numerosas vítimas entre os civis e a destruição de infraestrutura”.

“No entanto, no teatro de operações iraquiano ocorreu uma mudança radical. No aspeto militar, o ‘califado’ está sendo derrotado”, acrescentou.

A operação na parte ocidental de Mossul continua desde fevereiro com participação da aviação da coalizão internacional liderada pelos EUA. A mídia iraquiana relatou esta semana que pelo menos 200 pessoas se tornaram vítimas do bombardeio de Mossul ocidental.

Os ataques aéreos são efetuados pelas forças aéreas da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos no âmbito da operação contra o grupo terrorista Daesh. A coalizão prometeu investigar os relatos. Neste caso, o serviço de imprensa da coalizão não confirmou diretamente as informações da mídia sobre a morte de civis. No comunicado do serviço de imprensa se observa que “as informações sobre este caso estão sendo verificadas”.

Vídeo: Associated Press

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Sputnik News

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22 de março de 1945: Era fundada a Liga Árabe

No dia 22 de março de 1945, foi criada a Liga Árabe. Seus iniciadores foram o Egito, Síria, Líbano, Transjordânia, Iraque, Arábia Saudita e Iêmen.

Depois da Segunda Guerra Mundial, a Síria e o Líbano permaneceram sob influência da França, mas se tornaram oficialmente independentes. Também no Egito e na Palestina, a influência britânica começou a ser cada vez mais restrita. Os palestinos, no entanto, temiam a proclamação do Estado de Israel.

Na tentativa desesperada de evitar que se formasse uma nova base de influência não árabe na região, sete países independentes resolveram reunir-se em 1944, em Alexandria, e um ano depois, no Cairo, para discutir medidas a serem tomadas.

A 22 de março de 1945, então, os representantes da Síria, Egito, Líbano, Transjordânia, Iraque, Arábia Saudita e Iêmen anunciaram a criação de um “pacto de solidariedade”. Outros países seriam convidados a integrar a aliança, assim que conquistassem sua independência.

O grupo, entretanto, enfrentou divergências internas. A Síria e o Iraque defendiam a formação de uma unidade política. A Síria ainda não via no Líbano uma nação soberana, enquanto os libaneses brigavam entre si pela conquista do poder. Já a Arábia Saudita e o Iêmen tinham muitas afinidades, mas desenvolveram características próprias que os distanciaram entre si.

Embora a Palestina ainda não possuísse representação política oficial árabe, enviou um representante para a assinatura do pacto de criação da Liga Árabe. Seu objetivo era a cooperação pan-árabe nos setores comercial, cultural, educacional e da saúde. Apesar de criticar duramente a criação de Israel, a Liga não conseguiu evitá-la. Nem resolveu seus problemas internos.

O Egito, por exemplo, foi expulso da aliança em 1979, depois de assinar o acordo de paz com Israel em Camp David. A partir daí, a organização transferiu sua sede do Cairo para a Tunísia. Somente alguns anos mais tarde, com a reconciliação, retornaria à capital egípcia. A impotência da Liga ficou clara no conflito do Golfo Pérsico. Sem consultas prévias, Bagdá marchou sobre o Kuwait em 1990 e uma aliança liderada pelos Estados Unidos – e com o apoio de várias nações árabes – libertou o emirado.

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: DW