Defesa & Geopolítica

EUA admitem ‘provável’ envolvimento da coalizão em morte de “mais de 130 civis” em Mossul no Iraque

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A coalizão militar liderada pelos Estados Unidos “provavelmente” teve um papel no ataque aéreo que matou vários civis na cidade iraquiana de Mossul, declarou nesta terça-feira o general americano das operações contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI).

“Provavelmente tivemos um papel nessas baixas”, admitiu o general Stephen Townsend sobre o bombardeio de 17 de março.

O oficial mencionou a possibilidade de um “acidente” de combate e lembrou que “um funcionário oficial foi designado para liderar a investigação sobre o ocorrido”.

No domingo, o chefe das forças americanas no Oriente Médio, o general Joseph Votel, havia dito que a morte de civis no bombardeio de 17 de março foi “uma terrível tragédia”.

As forças iraquianas, apoiadas pelos bombardeios aéreos da coalizão internacional contra o Estado Islâmico, estão envolvidas em uma grande ofensiva para recuperar o controle de Mossul, a segunda maior cidade do país.

Na segunda-feira, o Pentágono anunciou que analisaria mais de 700 vídeos de ataques aéreos da coalizão contra o oeste de Mossul para esclarecer as informações.

Segundo o governador da região, Nawfal Hammadi, “mais de 130 civis” foram mortos em ataques aéreos que se estenderam por vários dias no bairro de Al-Jadida de Mossul, especialmente no realizado no dia 17 de março.

E nesta terça-feira, um porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Rupert Collville, declarou em Genebra que mais de 300 civis morreram do dia 17 de fevereiro ao dia 22 de março na ofensiva contra combatentes do EI, especialmente em Mossul.

Cerca de 600.000 pessoas continuam nas zonas que ainda não foram recuperadas pelas forças iraquianas na parte oeste de Mossul (cerca de 60%), entre as quais 400.000 seguem no centro histórico, segundo a ONU.

Foto: AP

AFP

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: YAHOO

Ocidente silencia adimensão doque está acontecendo em Mossul

Países ocidentais continuam encobrindo a extensão da situação humanitária em Mossul no Iraque, disse o chanceler russo Sergei Lavrov.

“Todo mundo se lembra de como reagiram emocionalmente os países ocidentais e mídia controlada por eles à situação em Aleppo, na Síria. Ao mesmo tempo, eles continuam “retocando” a situação humanitária em Mossul, abafando a escala do que está acontecendo. Enquanto isso, quase quatro centenas de milhares de pessoas que se viram nas condições mais difíceis deixaram a cidade”, disse ele em uma entrevista ao jornal Argumenty i Fakty.

Comentando a operação da coalizão liderada pelos Estados Unidos em Mossul, Lavrov expressou a opinião de que “a comparação de suas ações com ‘uma operação cirúrgica’ não é apropriada no contexto das numerosas vítimas entre os civis e a destruição de infraestrutura”.

“No entanto, no teatro de operações iraquiano ocorreu uma mudança radical. No aspeto militar, o ‘califado’ está sendo derrotado”, acrescentou.

A operação na parte ocidental de Mossul continua desde fevereiro com participação da aviação da coalizão internacional liderada pelos EUA. A mídia iraquiana relatou esta semana que pelo menos 200 pessoas se tornaram vítimas do bombardeio de Mossul ocidental.

Os ataques aéreos são efetuados pelas forças aéreas da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos no âmbito da operação contra o grupo terrorista Daesh. A coalizão prometeu investigar os relatos. Neste caso, o serviço de imprensa da coalizão não confirmou diretamente as informações da mídia sobre a morte de civis. No comunicado do serviço de imprensa se observa que “as informações sobre este caso estão sendo verificadas”.

Vídeo: Associated Press

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Sputnik News

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