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ADSUMUS: Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília (GptFNB) participa de Adestramento de Equipe Ribeirinha do Pantanal

Militares em adestramento de equipe ribeirinha do Pantanal
No período de 24 de agosto a 3 de setembro, 38 militares do Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília participaram do Adestramento de Equipe Ribeirinha do Pantanal, na cidade de Ladário, estado do Mato Grosso do Sul.
As instruções foram ministradas pelo Grupamento de Fuzileiros Navais de Ladário e teve como objetivo adestrar tropas de Fuzileiros Navais em atividades e procedimentos táticos e técnicos em operações ribeirinhas.
Na ocasião, os militares tiveram instruções de navegação terrestre e fluvial, primeiros socorros, características do Pantanal, escola de embarcação, tiro embarcado em combate e sobrevivência na selva.
Fonte: MB

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Defesa Sistemas Navais

Plano Brasil/MD/FAB/EMAER ... MB/Turma Aspirante Conde (Colégio Naval (CN) 1971 e 1972, e Escola Naval (EN) 1973 a 1976)/Análise: “EMAER sedia Reunião do Comitê de Chefes de Estados-Maiores das FFAA”

 

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/MD/FAB/EMAER … MB/Turma Aspirante Conde (Colégio Naval (CN) 1971 e 1972, e Escola Naval (EN) 1973 a 1976)/Análise: “EMAER sedia Reunião do Comitê de Chefes de Estados-Maiores das FFAA”.

 

Comentário Pertinente

Na foto abaixo da matéria em questão, os dois Oficiais Generais de Quatro Estrelas da Marinha do Brasil (MB) são integrantes da minha turma, Turma Aspirante Conde, declarados Guardas-Marinha do Corpo da Armada (CA) em 13 de dezembro de 1976.

Da esquerda para a direita:

Almirante de Esquadra Ademir Sobrinho – Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (CEMCFA); e   

 

Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior – Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA).

Razão do Nome da Turma

A minha turma, Colégio Naval (CN) 1971 e 1972, e Escola Naval (EN) 1973 a 1976, escolheu como nome de turma, “Turma Aspirante Conde”, em homenagem póstuma (In Memoriam) a um colega de turma, Aspirante Conde (Guilherme de Albuquerque Conde), que nas férias de fim de ano, do 2º ano para o 3º ano da EN, veio a falecer num acidente de carro.

No retorno das férias e início do 3º ano letivo essa notícia deixou toda a turma atônita o que serviu para uni-la e fortalecê-la ainda mais durante todo o 3º e 4º anos da EN.

A Turma Aspirante Conde fez doze (12) Oficiais Generais de duas Estrelas, posto de Contra-Almirante, sendo 7 no Corpo da Armada (CA), 1 no Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), 3 no Corpo de Intendência da Marinha (CIM), e 1 no Corpo de Engenheiros da Marinha (CEM).

 

Mantendo o foco somente no Corpo da Armada (CA), que vem a ser o meu Corpo de formação profissional-militar, a Turma Aspirante Conde fez dois “Comandante em Chefe da Esquadra (ComemCh), cargo, segundo Organograma da MB, a ser ocupado por um Vice-Almirante a saber:

 

Período 05/04/2013 a 09/04/2014 – cargo ocupado pelo então Vice-Almirante Sérgio Roberto Fernandes dos Santos, atualAlmirante de Esquadra (RM-1) Sérgio Roberto Fernandes dos Santos; e

 

Período 09/04/2014 a 09/12/2014 – cargo ocupado pelo então Vice-Almirante Ilques Barbosa Junior, atual Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior – Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA).

 

Para que os integrantes do Corpo da Armada (CA) de uma mesma turma da EN venham a ser designados a assumir por duas vezes consecutivas o cargo de ComemCh ( https://www.marinha.mil.br/comemch/?q=comandantes ) na MB, faz-se necessário contar, e muito!!!, com a “Fortuna do Mar proporcionando Bons Ventos e Mares Tranquilos”.

Desses doze Oficiais Generais de duas Estrelas, três chegaram ao posto de Oficial General de Quatro Estrelas no Corpo da Armada (CA), e na data presente dois Almirantes de Esquadra (AE) estão no Serviço Ativo da Marinha (SAM): AE Ilques (CEMA) e AE Ademir (CEMCFA).

 

EMAER sedia reunião do Comitê de Chefes de Estados-Maiores

A isenção de impostos em produtos de defesa e o uso do Porta-Helicópteros Atlântico por militares das três Forças foram alguns dos assuntos debatidos

Fonte: Agência Força Aérea, por Aspirante Carlos Balbino

Edição: Agência Força Aérea, por Tenente João Elias – Revisão: Major Alle, 04/09/2018

O Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) sediou, nesta terça-feira (04/09), a reunião do Comitê de Chefes de Estados-Maiores das Forças Armadas. Participaram do encontro, no Gabinete do EMAER, em Brasília (DF), além do Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Almirante de Esquadra Ademir Sobrinho; o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior; do Exército Brasileiro (EB), General de Exército Paulo Humberto Cesar de Oliveira; e da Força Aérea Brasileira (FAB), Tenente-Brigadeiro do Ar Raul Botelho.

A isenção de impostos em produtos de defesa e o uso do porta-helicópteros Atlântico por militares das três forças foram alguns dos assuntos debatidos. Temas de interesse comum das três forças, ligados às áreas de comunicações, comando e controle, também entraram na pauta de discussão do encontro.

“Cada força passa as decisões tomadas aqui para a sua estrutura de comando. No caso do Ministério da Defesa, passamos para a chefia do Estado-Maior para que sejam tomadas as providências dentro das resoluções que foram decididas no Comitê de Chefes de Estados-Maiores”, destacou o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.

O oficial-general lembrou ainda que, além de assessorar o Ministro de Estado da Defesa em assuntos específicos, esse grupo também é responsável pelo cumprimento de tarefas de extrema importância.

“É muito importante que haja essa integração no debate porque nós damos o exemplo da interoperabilidade vindo de cima, entre as forças, e determinamos para baixo o cumprimento dessas novas ações. Isso permite um maior intercâmbio entre as forças”, avaliou.

Esta foi a primeira vez que a FAB sediou o encontro, desde que foi implementado o sistema de rodízio entre as três forças. Antes, todas as reuniões, convocadas geralmente a cada dois meses, eram realizadas no Ministério da Defesa.

Foto: Wilhan Campos / CECOMSAER

 

Fonte: Agência Força Aérea 

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Plano Brasil/MB/PROSUB/Análise: “Comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira: “Submarinos podem atrasar mais se houver novos cortes””

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/MB/PROSUB/Análise: “Comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira: “Submarinos podem atrasar mais se houver novos cortes””. “Redução de investimentos traria dificuldade para o País horar compromissos, diz o Comandante da Marinha. Para economizar, Marinha vai cortar 12 mil vagas até 2030, diz o Almirante-de-Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira”. Valor Econômico, Página A 16, 5ª e 6ª Feiras, 6 e 7 de setembro de 2018 ( https://www.valor.com.br/brasil/5810051/submarinos-podem-atrasar-mais-se-houver-novos-cortes ).

 

 

 

 

Especial/Defesa:

 

Submarinos podem atrasar mais se houver novos cortes

João Luiz Rosa
Valor

Iniciado há 20 anos, o Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha brasileira está prestes a dar um passo decisivo. O país vai lançar ao mar, em 12 de dezembro, o “Riachuelo”, primeiro dos quatro submarinos convencionais previsto no acordo de cooperação firmado com a França, em 2008. A expectativa é que os demais fiquem prontos em 2020, 2021 e 2022.

Mas o cronograma pode ser comprometido se houver cortes de orçamento, diz ao Valor o almirante de esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, comandante da Marinha do Brasil. Com gastos originalmente previstos em R$ 2,6 bilhões por ano, o PROSUB já passou por reduções orçamentárias, um dos fatores no atraso do projeto.

Os submarinos convencionais acumulam atraso de pouco mais de dois anos e o quinto e mais aguardado navio – o Álvaro Alberto, primeiro do país com propulsão nuclear – não tem data de entrega. “Não conseguimos prever”, diz o almirante.

O passivo está se acumulando. Se houver outro corte, vamos ter dificuldades.

Valor: Existe essa possibilidade? O que fazer para evitar mais cortes?

Bacellar: É um risco real. Estamos conversando com o Ministério do Planejamento. Temos dois argumentos. Um é bem objetivo: há um acordo de governo com a França, há contratos assinados com empresas e há financiamentos com bancos. É um compromisso que o Brasil assumiu. Outro aspecto, subjetivo, diz respeito a benefícios como a transferência de
tecnologia e a criação de emprego para milhares de técnicos altamente qualificados. Tem muita gente da USP [Universidade de São Paulo] contratada pela Marinha.

Valor: São quantos técnicos?

Eduardo Bacellar: Dois mil e poucos no programa nuclear e um número parecido no de submarinos. Isso em empregos diretos. Fora as empresas que estão contratadas no Brasil.

Valor: São dois programas?

Bacellar: São quatro. O de construção de submarinos [Prosub] está dividido em dois subprogramas: os convencionais e o nuclear, ambos com os franceses. Além disso, temos o programa nuclear propriamente dito [PNM] para desenvolver o reator e o ciclo de combustível nuclear. Como ninguém vai vender urânio enriquecido para operarmos o submarino nuclear, tivemos que desenvolver o ciclo de combustível. Isso já está resolvido, em fase quase industrial. O reator está no meio do desenvolvimento. E há o programa de construção de estaleiros e da base naval em Itaguaí (RJ), onde entra a Odebrecht.

Valor: O escândalo da Odebrecht afetou o projeto?

Bacellar: Não fomos afetados. Somos muito rigorosos. Temos quatro auditorias. Um setor da Marinha constrói e outro, que não tem nada a ver com esse, faz auditoria de custos e serviços, principalmente na área ligada à Odebrecht, de construção civil. É a diretoria de obras civis da Marinha. Também contratamos a Fundação Getulio Vargas e o Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos. Além do próprio TCU [Tribunal de Contas da União], que tomamos a iniciativa de chamar.

Valor: Vocês não esperaram a obra terminar para chamar o TCU?

Bacellar: Chamamos antes de começar. De vez em quando, há questionamentos. Há uns dois anos, falou-se em um sobrepreço de R$ 400 milhões. No fim, foi identificado um valor de R$ 70 milhões. Estamos em fase de interpretação da regra. O TCU interpreta de um jeito, a Odebrecht, de outro. Mas já estamos cobrando o dinheiro da Odebrecht. A cada mês, descontamos um pouco do valor das faturas. Mas a Odebrecht ainda não está convencida. Ou seja, não houve má-fé. Tanto que eles estão recorrendo.

Valor: Qual o papel da Odebrecht no projeto?

Bacellar: É a construção dos estaleiros, da base naval, do complexo radiológico para abrigar o submarino nuclear. A Odebrecht também tem parte acionária na ICN Itaguaí Construções Navais, que é a construtora do submarino. A Itaguaí é constituída pela Odebrecht; pelo Naval Group [da França]; e pela [fabricante de equipamentos] EMGEPRON, que detém a “golden share” [classe de ação que pertence ao Estado].

Valor: O projeto está atrasado?

Bacellar: No caso dos submarinos convencionais, em pouco mais de dois anos. Parte se deve aos cortes de orçamento e parte, aos problemas técnicos.

Valor: E qual o cronograma?

Bacellar: Em 12 de dezembro, vamos lançar o primeiro convencional, que vai ficar mais um ano e meio em testes. Será entregue à esquadra em junho de 2020. Com o submarino nuclear, a coisa é mais complicada. Não conseguimos prever.

Valor: Por quê?

Bacellar: Ninguém ajuda. Você tenta comprar [um equipamento], os americanos não vendem. O [produto] americano é mais barato que o espanhol ou o chinês, mas os americanos se recusam a vender.

Valor: E os chineses, vendem?

Bacellar: É mais caro, mas vendem. Os espanhóis também. Às vezes, tentamos comprar algo e os americanos ou outro país fazem pressão para a empresa não vender. Aí temos de desenvolver aqui, que é mais caro. Cada equipamento é uma guerra.

Valor: E qual o prazo para os demais submarinos convencionais?

Bacellar: Serão [lançados] praticamente um a cada ano, em 2018, 2020, 2021 e 2022. E a entrega [para a esquadra] será em 2020, 2021, 2022 e 2023.

Valor: Qual o investimento consumido pelo Prosub até agora?

Bacellar: Foram R$ 17 bilhões desde 2008, uma média anual de R$ 1,7 bilhão. Até o fim deste ano pode chegar a R$ 18 bilhões.

Valor: E quanto mais vai custar?

Bacellar: Uns R$ 17 bilhões ou R$ 18 bilhões.

“A Marinha opera no limite há anos. O Brasil precisa ter, no mínimo, 12 navios de guerra. Temos 11, todos velhos.”
Almirante de Esquadra Leal Ferreira

Valor: O reator nuclear está sendo construído em Iperó, na região de Sorocaba (SP), não é?

Bacellar: Sim [no Complexo de Aramar]. Estamos fazendo um reator-laboratório em terra, que vamos testar e certificar. Depois da homologação, vamos construir um idêntico para o submarino.

Valor: Há risco nuclear?

Bacellar: A CNEN [Comissão Nacional de Energia Nuclear] faz a certificação [dos trabalhos]. E [em fevereiro] criamos uma agência de segurança nuclear própria. A Marinha nunca seria perdoada se houvesse um acidente nuclear.

Valor: Em um país sem guerras, qual o papel da Marinha?

Bacellar: Nossa Marinha é multipropósito. É diferente da americana, que eu chamo de “warfighting navy”. A Marinha americana faz guerra. Nós temos várias outras tarefas.

Valor: Quais?

Bacellar: Segurança da navegação, hidrografia, cartografia náutica, todo o apoio logístico para a pesquisa na Antártida. Temos navios-hospital na Amazônia, no Pantanal. Cuidamos da preparação dos marinheiros mercantes… A Marinha também coloca em vigor as normas da autoridade marítima internacional.

Valor: Com que efetivo?

Bacellar: Temos pouco mais de 80 mil homens na ativa. E 4,4 mil funcionários civis. Já tivemos 25 mil.

Valor: O corte de gastos tem prejudicado outros programas?

Bacellar: Sim, tem o próprio dia a dia. Navio é muito caro. Qualquer navio de guerra, hoje, custa US$ 500 milhões, US$ 600 milhões. Estamos sem substituir nossos navios de superfície há 40 anos. Temos um com 10 anos, o “Barroso”, mas a maioria tem de 38 a 42 anos, quando são feitos para funcionar de 25 a 30. Agora, estamos com um programa para construir quatro corvetas, com empresa estrangeira e estaleiro brasileiro.

Valor: Em que fase está?

Bacellar: Já garantimos as fontes de recursos. O Brasil precisa ter no mínimo 12 navios-escolta – corvetas ou fragatas. Temos 11, todos muito velhos. Vamos fazer quatro.

Valor: No Brasil mesmo?

Bacellar: A ideia é sempre construir no Brasil. Navio de guerra é muito sofisticado. Não dá para pegar alguém que faz navio mercante para construir… Um navio de guerra tem 2 mil toneladas, mas consome 100 vezes mais homem/hora para ser construído que um mercante, que tem 200 mil toneladas.

Valor: A iminência de um novo governo acentua a preocupação com cortes de orçamento?

Bacellar: É uma preocupação permanente. A Marinha trabalha há anos no limite. Com o envelhecimento da frota, os navios passam a funcionar com menos equipamentos em operação. Estamos fazendo um esforço muito grande de racionalização, inclusive com redução de pessoal.

Valor: De que ordem?

Bacellar: A cada ano diminuímos de 1 mil a 1,2 mil homens. Até 2030, a Marinha vai perder 12 mil homens. Sendo uma redução gradual, podemos perder [pessoal] sem afetar [as operações]. Também estamos aumentando o número de funcionários temporários. Em vez de ficar 30, 35 anos, as pessoas vão ficar 8, receber indenização e ser substituídas. Com isso,
não levamos encargos para o futuro.

Valor: Qual deveria ser o volume de investimento?

Bacellar: Com US$ 1,2 bilhão por ano, durante 15 anos, daria para reconstruir a Marinha. Hoje não recebemos US$ 600 milhões.

Valor: O senhor tem procurado os candidatos à presidência?

Bacellar: Temos conversado para mostrar as preocupações referentes às necessidades da Força… Mostrar o problema do orçamento, as dificuldades que estamos tendo, nossos programas e a importância do mar.

Valor: Como está distribuída a esquadra brasileira?

Bacellar: Os navios-escolta, para a defesa do país, ficam no Rio, onde também está o “grosso” dos fuzileiros navais. Temos nove distritos navais espalhados pelo Brasil. Existem forças distritais [subordinadas aos distritos] compostas por navios-patrulha, navios de apoio, navios-hospital, navios balizadores… Estamos começando uma força distrital em São Paulo. Vem um navio-patrulha para Santos. São Paulo está crescendo muito nós.

Valor: Qual o motivo?

Bacellar: O porto de Santos é um dos maiores do mundo. Cerca de 8% do tráfego marítimo internacional é de carga brasileira. Em termos de volume e segurança de navegação, é um desafio muito grande. Geopoliticamente, poucos países estão tão longe dos grandes centros como o Brasil. Então, o país tem de ser muito competitivo. Qualquer crise, pirataria, nos afeta mais que a outros países. O frete fica mais caro. O ferro brasileiro, por exemplo, está sendo exportado para a China e concorre com o australiano. Temos de ter um sistema muito eficiente e isso inclui segurança na navegação.

Valor: A transferência de tecnologia para empresas está em fase avançada?

Bacellar: Temos 52 empresas no PROSUB. A WEG, por exemplo, está fazendo motores com um sistema diferente de motor elétrico. Passou muito tempo para que os franceses nos cedessem essa tecnologia, que estamos transferindo para eles. Na ICN, são cada vez mais [técnicos] brasileiros. Há pouquíssimos franceses. Conseguimos absorver praticamente toda a tecnologia.

Fonte: Valor Econômico