Defesa & Geopolítica

EUA enviam submarino nuclear à península da Coreia

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Os EUA enviaram nesta terça-feira o submarino nuclear à península da Coreia para que se some às próximas manobras com seu porta-aviões Carl Vinson, ação com a qual pretende ser uma amostra de força perante o desafio planejado por Pyongyang com seus contínuos testes de armas.

O submarino de propulsão nuclear USS Michigan chegou hoje ao porto de Busan, no sudeste da Coreia do Sul, segundo confirmou à Agência Efe um porta-voz de Defesa de Seul.

“O submarino dedicará o dia a trabalhos de provisão e logística antes de se unir às manobras que o Carl Vinson que a marinha sul-coreana prevê realizar no final de semana no Mar do Leste (nome que se a dá na Coréia ao Mar de Japão)”, segundo detalhou o porta-voz.

A chegada do USS Michigan coincide com a comemoração hoje do 85° aniversário do exército norte-coreano, efeméride que Pyongyang festejou com o que poderia ser seu maior exercício de artilharia até a data, desdobrando entre 300 e 400 peças perto de sua costa oriental.

A este panorama se soma a possibilidade de o regime de Kim Jong-un realizar seu sexto teste nuclear.

Fotografias tiradas recentemente por satélite mostram atividade no centro de testes atômicos de Punggye-ri, no nordeste do país asiático, que há dez dias exibiu em um grande desfile militar o que parecem ser novo mísseis balísticos intercontinentais.

E, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump – cuja Administração insinuou a possibilidade de atacar de maneira preventiva a Coreia do Norte – endureceu as coisas desde sua chegada, Pyongyang não tem ficado atrás e ameaçou responder a qualquer ataque com seu arsenal atômico.

“Se os EUA e os belicistas realizarem um ataque preventivo imprudente, faremos o mais brutal dos castigos”, clamou hoje mesmo um editorial do “Rodong Sinmun”, principal jornal do regime.

Foto: Reuters – USS Michigan, submarino norte-americano de classe nuclear, chega a uma base naval em Busan, na Coréia do Sul, na terça-feira. 

EFE

Fonte: Terra

Coreia do Norte realiza grande teste de artilharia

Manobras militares com fogo real seriam as maiores já realizadas por Pyongyang e coincidem com a chegada de um submarino americano à costa da Coreia do Sul. EUA fazem ofensiva diplomática perante aliados asiáticos.

A Coreia do Norte iniciou um amplo exercício militar com fogo real nesta terça-feira (25/04), com pelo menos cinco manobras de grande escala. O ato, em celebração ao 85º aniversário da “fundação” de seu Exército, coincide com a chegada de um submarino americano à costa sul-coreana, em meio à crescente tensão na península.

Segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap, o exercício militar foi conduzido próximo da cidade portuária de Wonsan. O ditador Kim Jong-un teria participado das manobras, nas quais foi testada artilharia de longo alcance.

Este seria o maior exercício de artilharia real já conduzido pela Coreia do Norte, de acordo com uma fonte citada pela agência. Ele ocorre em celebração à fundação, em 1932, da guerrilha antijaponesa criada por Kim Il-sung, avô do atual ditador.

O exercício militar norte-coreano e a comemoração do aniversário de seu exército chegam num momento de tensão na região por conta dos testes bélicos de Pyongyang e o crescente temor que o país asiático realize um novo teste nuclear, que aumentaria a tensão com os EUA.

Fotografias feitas por satélite mostraram atividade no centro de testes nucleares de Punggye-ri, no nordeste do país, onde ocorreu há dez dias um grande desfile militar. Mas ao menos na data comemorativa desta terça-feira, Pyongyang não realizou nenhum teste atômico, que geralmente são executados pela manhã.

A Coreia do Norte comunicou que reforçará suas “medidas nucleares de autodefesa”, após a ordem de Washington de enviar para a península coreana o porta-aviões Carl Vinson, em resposta ao lançamento de um míssil norte-coreano no início do mês.

Enquanto o porta-aviões americano de propulsão nuclear ainda está a caminho, nesta terça-feira o submarino nuclear USS Michigan atracou na cidade costeira sul-coreana de Busan.

O submarino americano deve participar de exercícios militares conjuntos com o porta-aviões Car Vinson em breve, segundo a agência Yonhap. O USS Michigan é um submarino de propulsão nuclear que transporta 154 mísseis de cruzeiro Tomahawk e 60 tropas de operações especiais, além de mini-submarinos.

Ato no Palácio da Cultura em Pyongyang celebra aniversário do “Exército Popular”

Encontro trilateral em Tóquio

Também nesta terça-feira, diplomatas de Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos concordaram em coordenar estreitamente “todas as ações” contra a Coreia do Norte. Na reunião em Tóquio, o sul-coreano Kim Hong-kyun, o japonês Kenji Kanasugi e o americano Joseph Yun discutiram formas de lidar com o regime norte-coreano.

“Concordamos em coordenar todas as ações – diplomáticas, militares e econômicas – em relação à Coreia do Norte”, disse Yun, representante especial dos EUA para a política da Coreia do Norte. Este encontro trilateral é o segundo desde que Donald Trump assumiu a presidência dos EUA, em 20 de janeiro.

“Nós advertiremos veemente a Coreia do Norte para que pare com as provocações estratégicas, mas tomaremos medidas punitivas fortes que o Norte não poderá suportar caso não cumpra”, disse Hong-kyun. O representante sul-coreano se recusou a elaborar detalhes sobre quais seriam essas ações punitivas.

Os três representantes também concordaram em instar a China, principal benfeitor da Coreia do Norte, a exercer mais influência para travar os programas nucleares e de mísseis de Pyongyang. O ministro do Exterior do Japão, Fumio Kishida, comunicou que o representante especial da China para assuntos da península corenana, Wu Dawei, está programado para visitar o Japão ainda esta semana para conversas com autoridades japonesas.

Foto: 1°- Reuters

Fonte: DW

Trump chama Senado inteiro à Casa Branca por Coreia do Norte

Em decisão atípica, presidente americano convoca todos os cem senadores para discutir tensão crescente na Península Coreana. Convite deixa alguns legisladores apreensivos.

O governo Donald Trump chamou o Senado americano inteiro a comparecer à Casa Branca nesta quarta-feira (26/04), numa convocação atípica para discutir a crescente tensão com a Coreia do Norte.

Todos os 100 senadores foram convidados a participar da reunião com o secretário de Estado, Rex Tillerson, o secretário de Defesa, Jim Mattis, o diretor da inteligência nacional, Dan Coats, e o general Joseph Dunford, chefe do Estado-Maior Conjunto.

Normalmente, as autoridades do governo se dirigem ao Capitólio para informar os membros do Congresso sobre temas relacionados à política externa e sobre questões de segurança nacional. O caminho inverso, de todos os 100 membros do Senado se dirigirem até a Casa Branca, é incomum. Já houve no passado, mas para grupos menores de senadores.

David Popp, porta-voz do líder republicano no Senado Mitch McConnel, explicou que Trump “ofereceu sediar a reunião e que o líder do Senado concordou”. Outras lideranças do Senado sinalizaram que a maioria, se não todos, dos senadores deve comparecer na Casa Branca.

O convite incomum deixou alguns legisladores perplexos, já que o Capitólio detém um local seguro e de tamanho apropriado para lidar com reuniões do tipo. Segundo reportagem do jornal americano Washington Post, alguns parlamentares americanos levantaram a questão sobre se o governo de Trump não estaria pretendo usar o evento como uma encenação fotográfica para marcar seus primeiros cem dias como presidente do país.

Membros do Congresso sugeriram que a apresentação na Casa Branca tornaria mais fácil para Trump “passar por lá” e talvez assumir o controle da reunião. “Ouvi que isso veio do próprio Trump, que do nada disse ‘por que não os trazemos para cá em vez disso?'”, afirmou um assessor ao Washington Post, sob condição de anonimato.

A  apresentação, segundo fontes do governo, poderia ser feita no Eisenhower Executive Office Building, edifício ao lado da Casa Branca e que abriga boa parte do Conselho de Segurança Nacional. Mas ainda não há confirmação oficial.

O auditório seria temporariamente transformado numa “instalação de informação sensível compartimentada” (Scif, na sigla em inglês). Tais instalações são feitas para resistir a espionagem ou invasões computadorizadas. O Capitólio possui um Scif no subsolo.

“Essas apresentações sempre, sempre, sempre foram feitas no Scif daqui”, disse um assessor do Senado ao Washington Post, também sob condição de anonimato. “Isso significa que as informações confidenciais serão compartilhadas numa localização não segura? Ou que não estaremos ouvindo nada sobre material confidencial?”

O governo Trump tem enrijecido sua retórica contra a Coreia do Norte e tem pressionado a China a exercer mais influência sobre Pyongyang para que o regime comunista pare de realizar seus testes nucleares e com mísseis. Na segunda-feira, a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, disse que Washington pode atacar a Coreia do Norte caso ela agrida uma base militar americana ou faça um teste de míssil balístico intercontinental.

Foto: Donald Trump 

Fonte: DW

 

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