Defesa & Geopolítica

Egito pede à ONU que aprove resolução para intervenção na Líbia

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© AP Photo/ AP/Egyptian Presidency

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, exorta o Conselho de Segurança da ONU a aprovar uma resolução em apoio de uma intervenção internacional na Líbia, informa a Reuters na terça-feira.

No domingo um site extremista que apoia o Estado Islâmico publicou em seu Twitter um vídeo mostrando a decapitação de 21 cristãos coptas egípcios sequestrados na Líbia.

Na segunda-feira, o Egito abriu uma nova frente contra o EI na Líbia. A aviação militar do Egito, em coordenação com a Força Aérea da Líbia, atacou com foguetes e bombas as posições do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) no leste da Líbia.

Fonte: Sputnik

Egito ataca “Estado Islâmico” na Líbia

Caça F-16 egípcio pousa após atacar alvos na Líbia. FOTO: exército egípcio / AGÊNCIA European Pressphoto

Investida contra alvos do grupo extremista é realizada em retaliação à execução de 21 cristãos egípcios, sequestrados no país vizinho. Objetivo é “vingar derramamento de sangue”, diz porta-voz das Forças Armadas.

Um porta-voz do Comando Geral das Forças Armadas egípcias anunciou nesta segunda-feira (16/02) a realização de ataques contra alvos do “Estado Islâmico” (EI) na Líbia, em retaliação à execução em massa de cristãos egípcios.

Neste domingo, o EI divulgou um vídeo na internet que mostra a decapitação de vários reféns algemados. As vítimas eram 21 cristãos coptas, sequestrados na Líbia.

“Ataques aéreos foram realizados contra campos do Daesh [nome árabe para o EI], locais de agrupamento e treinamento e depósitos de armas”, afirmou o porta-voz das Forças Armadas.

De acordo com a declaração do militar, o objetivo dos ataques era “vingar o derramamento de sangue e lançar retaliações contra os assassinos”. “Que todos, próximos ou distantes, saibam que os egípcios têm um escudo que os protege”, afirmou.

Esta é a primeira ocasião em que o governo egípcio admite publicamente uma ação à vizinha Líbia, assolada pela violência de milícias há meses.

Antes do anúncio dos ataques, o presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi, havia afirmado num pronunciamento à nação que o “Egito se reserva o direito de responder de maneira adequada para punir esses assassinos”. O presidente declarou luto oficial de sete dias no país.

RC/afp/rtr/ap

Fonte: DW.DE

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