Defesa & Geopolítica

Inteligência Russa espionou Forças Israelenses e rebeldes Sírios

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Screenshot_2014_10_06_23_53_17Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Imagens recentes publicadas  por combatentes do Exército Livre da Síria (FSA), após a captura de uma base do exército Sírio nas montanhas de Golan indicam profundo envolvimento de comandos de operações especiais Russos em operações de inteligência a serviço do regime do presidente Bashar Assad.

A base em Tel Al-Hara, ao sul da passagem da fronteira com Israel em Quneitra, foi capturada neste fim de semana pelo FSA, depois de batalhas campais, que incluiram uma série de grupos rebeldes, incluindo o Al Nusra e Frentes alinhadas a l-Qaeda.  As imagens mostram que a base que estava sob comando russo, foi utilizada para realizar a vigilância eletrônica dos rebeldes e das forças militares de Israel.

O vídeo postado pelo (FSA) parece ter sido filmado no interior do edifício sede da base. Elas mostram o que parece ser um oficial sírio apresentando os trabalhos executados pela base, apontando para fotografias, mapas e legendas nas paredes, em russo e árabe. Os símbolos apresentados remetem aos serviços de inteligência sírio e à sexta Direção de Inteligência Militar Russa também conhecida como “GRU”, unidade especial que lida com a inteligência de sinais (SIGINT).

Nas fotografias, oficiais russos e sírios podem ser vistos na coleta e análise de informações em conjunto. Outras fotografias apresentam autoridades de defesa russos visitando a base, juntamente com uma lista de comandantes atuais e anteriores da base, inclusive oficiais russos com a patente de coronel.

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As graduações estão representadas na parede conforme os níveis de inteligência e ações de escutar as comunicações, destinadas aos grupos rebeldes. Também na parede, há um mapa detalhando de locais e posições das Forças de Defesa de Israel, no norte de Israel.

Uma questão que se coloca ao ver o vídeo é, porque as filmagens foram feita apenas a partir do prédio de escritórios?. Um vídeo diferente mostra o que os rebeldes afirmam ser um sistema de defesa aérea, mas os pratos de rádio no interior do edifício indicam se tratar de aparelhos de escuta.

Os oficiais russos e sírios que evacuaram a base provavelmente levaram a maior parte do material de hardware e inteligência sensível, mas é muito provável que material valioso ficou para trás, além das fotografias e mapas nas paredes do prédio de escritórios.

O (FSA) tem laços estreitos com a CIA, e os norte-americanos estão certamente interessados ​​em analisar tudo o que foi deixado para trás na base antes de ser visto pelo público.

Novos detalhes dos laços entre o (FSA) e Israel também surgiram recentemente, em um artigo escrito pelo Canal 2 pelo comentarista de assuntos árabes, Ehud Yaari, que foi publicado segunda-feira por um Instituto de Washington do qual ele é um pesquisador.

Detalhes dessa relação incluem reuniões de coordenação em Israel, o funcionamento de um hospital de campanha israelense nas Colinas de Golã para sírios feridos e uma quantidade limitada de suprimentos de armas, a maioria lançadores de granadas propelidas por foguetes.

Israel tem, naturalmente, um enorme interesse na base de espionagem que opera em sua fronteira, especialmente porque qualquer informação recolhida teria sido partilhada pela Síria com os aliados de Assad, o Irã eo Hezbollah.  Jerusalém tem uma relação muito sensível com o Kremlin e tem havido muito poucas recriminações públicas sobre o apoio militar e de inteligência que a Rússia estende entre a Síria e o Irã.

Não houve comentários oficiais até agora nem mesmo nos Estados Unidos nem tão pouco em Israel sobre esta operação, porém é de se esperar que isso nunca venha a ser feito.  A resposta americana rápida surgiu, porém, do senador John McCain, o ex-candidato presidencial republicano, que twittou que a “revelação chocante do (a) base secreta russa  na Síria mostra o quanto Putin está ajudando a máquina de guerra de Assad.”

Fonte: Haaretz

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