Defesa & Geopolítica

Japoneses ampliam investimentos no Brasil

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Japoneses ampliam investimentos no Brasil

13/08/2014 – 17:50:52

Durante a feira marítima Marintec/Navalshore, no Rio, estão sendo intensos os contatos entre empresários brasileiros e internacionais. A mostra reúne expositores de 17 países, que estão estabelecendo associações e fazendo negócios. A Zona Franca de Manaus quer atrair indústrias de peças navais, e a Korea International Trade Association fez acordo para troca de tecnologia. O presidente do Sindicato Nacional da Construção Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha, se encontrou com dirigentes do Uruguai, que pretendem assinar parcerias com os brasileiros. Nesta quarta-feira, Rocha recebeu dirigentes da fabricante de motores Daihatsu, do grupo Toyota, que já fornece motores para o Brasil. Fala-se em possível fábrica no Rio.

Na oportunidade, Máximo Alves, do grupo UTC, garantiu não haver possibilidade de insucesso na construção de navios-sonda no Brasil, pois os estaleiros contam com tecnologia de primeira linha. Nada menos de quatro grandes grupos japoneses já investem na construção naval brasileira e, nos últimos dias, foram intensificados contatos, que poderão resultar na entrada de acionistas japoneses em empreendimentos nacionais. No momento, a Ishikawajima tem participação no pernambucano EAS; a Kawasaki no estaleiro Enseada (BA); a Toyo no EBR e a Mitsubishi no ERG, esses dois últimos localizados no Rio Grande do Sul. A partir de relatos positivos desses quatro investidores, outros grupos poderão desembarcar no país.

Sobre competitividade, Rocha destacou que o Brasil se ombreia com a Europa e tem custo 30% superior ao dos asiáticos – mas frisou que nosso câmbio está contido e que ninguém sabe qual o grau de subsídio de coreanos e chineses. O Sinaval enviará documento aos presidenciáveis, mostrando não só a necessidade de se preservar as encomendas aos estaleiros, como citando a importância de se ter marinha mercante brasileira, que encomende navios no país. Em relação à necessidade de o Brasil escolher um ou outro tipo de navio para ser competitivo, Rocha contestou, dizendo ser sugestão de neófitos. Explicou que há estaleiros especializados em petroleiros, em barcos de apoio, em navios de gás, plataformas e navios-sonda, e que a construção naval deverá continuar com múltiplas opções para os clientes.

O rombo alcooleiro

Todos sabem que, ao segurar o preço da gasolina, o Governo Dilma jogou para baixo os preços do etanol. Com isso, empresários e estatais que investiram no setor estão amargurando altas perdas. Sobre isso, comentou José Osvaldo Bozzo, sócio de MJC Consultores: “A política que vem sendo adotada nos últimos anos, no que se refere ao setor sucroalcooleiro não simbolizou, de fato, um bom exemplo para o país e para aqueles que investem no açúcar e no etanol. Não se pode mais brincar de populismo, é preciso que o setor volte a prosperar, pois nos últimos anos, o que vemos são situações calamitosas que nada tem contribuído para um incremento na atividade sucroenergética”.

Cita que tal política nada mais fez do que gerar total desequilíbrio no setor. Conclui: “Hoje, estamos diante de vulnerabilidade no que se refere às estratégias empresariais a serem adotadas pelos gestores, principalmente no setor sucroalcooleiro.

Porto do Rio

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Mauro Borges, criticou empresários. Afirmou que houve grande esforço do governo, especialmente da Polícia Federal e Receita Federal, mas que os usuários não usam, como deveriam, o turno da noite do Porto do Rio.

– Houve pressão em favor do Porto 24 horas, mas, pelo menos no Rio, o movimento é muito pequeno.

Sobre a indústria, constatou o envelhecimento do parque fabril, em geral:

– A média de nossos equipamentos é de 17 anos, contra sete a oito anos dos principais concorrentes – disse.

Afirmou que, ao ser lançado, o Siscomex foi um dos instrumentos mais modernos na área tributária, mas que está defasado e precisa ser atualizado.

Barcos de apoio

Uma fonte esclarece que, na sétima licitação de barcos de apoio feita pela Petrobras, foram classificadas seis propostas e afastadas 22. A crítica do setor é a de que a estatal pretende, assim, usar 22 barcos estrangeiros velhos, em vez dos brasileiros. Quanto às propostas classificadas, ainda não foram transformadas em contratos, mas isso deverá ocorrer sem maiores problemas.

ANA fraca

O presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, falou fino. Pressionado a dizer quem tem razão na disputa entre Rio e São Paulo, propôs o diálogo. Ele deveria ter apontado uma decisão direta da agência, deixando o diálogo para os políticos. A ANA deveria ter indicado, de forma técnica, até que ponto o governador Geraldo Alckmim poderia reter água em seu estado e que percentuais teria de liberar para o Rio.

Não se pode agir como a ONU e o papa que, a cada conflito no mundo, para não tomar partido, pedem calma e prudência às partes envolvidas.

Custo em alta

Dilma Rousseff terá mais tempo de TV do que os candidatos de oposição, Aécio Neves e o substituto de Eduardo Campos. Mas terá de se defrontar com alguns problemas, como o aumento da tarifa de energia elétrica. Ante inflação inferior a 7%, a conta subiu 17% na área da Eletropaulo e, no Pará, acaba de ser anunciado indecente reajuste de 34% para domicílios e de 36% para a indústria. É uma alíquota capaz de ter efeito nas eleições.

Outro fantasma é o aumento da gasolina. Se a alta for autorizada, melhor que entre em vigor antes das eleições, pois se vier após, vai lembrar a onde de aumentos pós-eleições, o Cruzado II, de José Sarney, que fez despencar, para a história, a imagem de um presidente que chegou a 92% de aprovação popular, na fase inicial do congelamento de preços.

Com a morte prematura de Campos, ninguém sabe o que vai ocorrer. Tanto Dilma poderá vencer no primeiro turno, como a oposição poderá se fortalecer – na última entrevista de sua vida, à TV Globo, Campos considerou deplorável a gestão de Dilma. E a Fundação Getúlio Vargas, do alto de sua credibilidade, informa que o clima econômico no país é o mais pessimista desde 1991.

Rápidas

Será dia 18 o baile beneficente da colônia brasileira nos Estados Unidos, o XII Gala New York *** A Comissão Portos esteve com o titular da Secretaria Especial de Portos (SEP), César Borges, na semana passada. Dirigentes do setor se mostraram muito bem impressionados com o ministro, que demonstrou simpatia e pediu informações sobre problemas do setor. Um empresário, no entanto, comentou: “Como o governo está no fim, pode ter sido contato apenas social” *** Dia 20, a Fundação Getulio Vargas (FGV) promove, no Rio, conferência com especialistas internacionais para discutir desafios das bibliotecas digitais. Os professores Graham Walton, da Universidade de Loughborough (UK), Patrick Danowski, do Instituto de Ciência e Tecnologia da Áustria, e Sarah Pritchard, da Universidade Northwestern (EUA), debaterão temas como gestão, tecnologia e informação digital *** Lauren Bacall, que acaba de falecer, virou verbo, em uma das músicas do filme Evita. Quando Eva Perón parte para se embelezar, a letra, de Tim Rice, com música de Andrew Lloyd Weber, diz: “Lauren Bacall me” *** Luiz Leonardo Cantindiano, sócio de Motta, Fernandes Rocha Advogados, participa da 4ª Conferência de Contabilidade e Auditoria Independente. O ex-presidente da CVM falará segunda-feira, em São Paulo, sobre limitação de responsabilidade do auditor independente. O evento é do Instituto Brasileiro de Contabilidade *** A quarta-feira foi de bolsa em queda e dólar praticamente estável.

Fonte: Monitor Mercantil

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