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Al-Qaeda no Iraque reivindica responsabilidade por ataques a prisões

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Em comunicado, Estado Islâmico do Iraque e do Levante diz que 500 militantes foram libertados em operação

 

franquia da Al-Qaeda no Iraque reivindicou responsabilidade nesta terça-feira (23) pelos ataques simultâneos realizados em duas prisões de segurança máxima nos arredores de Bagdá, que deixaram dezenas de mortos e libertaram centenas de prisioneiros, incluindo alguns de seus seguidores.

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O Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que foi formado no início deste anoapós uma fusão entre as filiais da Al-Qaeda na Síria e no Iraque, publicou seu comunicado em um fórum jihadista online. Segundo o texto, o grupo planejou por meses até conseguir realizar os ataques coordenados a Abu Ghraib e Taji que começaram na noite de domingo.

Os ataques, que estão entre os mais surpreendentes do Iraque desde que os episódios de violência se intensificaram em abril, provocaram críticas de legisladores da oposição aos esforços do governo em manter o país seguro.

Em seu comunicado, a Al-Qaeda no Iraque apelidou a operação nas prisões como “Conquistando os Tiranos” e descreveu-a como uma “incursão ousada abençoada por Deus” que foi acompanhada por uma série de ataques que “chocaram os pilares do projeto safavida”.

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Safavida é uma referência à dinastia que governou o Irã entre os séculos 16 a 18. O termo é usado por sunitas radicais como uma forma depreciativa dos muçulmanos xiitas.

O grupo afirmou que a operação envolveu 12 carros-bombas, foguetes, mísseis, homens-bomba e a ajuda de prisioneiros que conseguiram obter armamentos por dentro do presídio. Autoridades do Iraque disseram que ao menos 25 integrantes das forças de segurança iraquianas foram mortos nos ataques, junto a pelo menos 21 prisioneiros e 10 militantes.

O comunicado da Al-Qaeda fornecia uma contagem diferente. Dizia que seus homens haviam matado mais de 120 forças do governo, e que apenas os homens-bomba morreram do lado da Al-Qaeda.

O Ministério do Interior do Iraque afirmou que vários prisioneiros escaparam durante o ataque a Abu Ghraib, a conhecida prisão dos subúrbios de Bagdá que foi local de abuso de prisioneiros nas mãos de militares dos EUA durante a invasão que derrubou Saddam Hussein .

Muitas autoridades iraquianas, incluindo membros dos comitês de segurança e defesa do parlamento, disseram que mais de 500 detentos escaparam. Ambas as prisões guardam centenas de detentos, incluindo militantes condenados da Al-Qaeda. Segundo a Al-Qaeda, o ataque libertou centenas de detentos, incluindo 500 mujahedin, ou guerreiros sagrados.

Com AP

Fonte: Último Segundo

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