Defesa & Geopolítica

Rapidinhas: Venezuela – Irã

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Foto: Reuters via IG

Venezuela e Irã fortalecem aliança que contraria os EUA

Por Marianna Párraga e Diego Oré

Os presidentes do Irã e da Venezuela se comprometeram nesta segunda-feira a fortalecer sua relações e falaram, em tom de brincadeira, sobre terem armas apontadas para os Estados Unidos.

O venezuelano Hugo Chávez recebeu em Caracas um descontraído Mahmoud Ahmadinejad, no primeiro dia de uma viagem do líder iraniano que incluirá também Nicarágua, Cuba e Equador.

A proximidade de Caracas com Teerã irrita os Estados Unidos e seus aliados, que buscam isolar a República Islâmica por causa da sua recusa em abrir mão de atividades nucleares estratégicas.

O Irã anunciou nesta segunda-feira que começou a enriquecer urânio num espaço subterrâneo, contrariando a pressão internacional, e no mesmo dia o governo local anunciou a condenação à morte de um americano-iraniano acusado de espionar para a Agência Central de Inteligência (CIA), numa notícia que deve causar ainda mais tensões entre Washington e Teerã.

Os EUA e seus aliados acusam o Irã de tentar desenvolver armas nucleares, algo que a República Islâmica nega, insistindo que sua intenção é gerar energia para fins pacíficos.

Sem citar diretamente os EUA ou qualquer outro país, Ahmadinejad disse no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, que “o sistema dominante está decadente, por isso eles assumiram um rosto mais agressivo”.

“Apesar dos arrogantes que não querem que estejamos juntos, estaremos juntos para sempre”, acrescentou Ahmadinejad, antes de unir suas mãos às de Chávez, principal voz antiamericana da atualidade na América Latina.

Conhecido por suas declarações irônicas, o anfitrião disse que tem razão quem o acusa de ter bombas e canhões apontados para os EUA.

“É para rirmos, mas para estarmos alertas também, nós certamente vamos trabalhar muito para umas bombas, para uns mísseis, para continuar fazendo uma guerra. A nossa guerra é contra a miséria, a pobreza … essa é a nossa guerra”, disse Chávez, dirigindo um olhar de camaradagem ao colega iraniano.

O presidente iraniano continuou a piada, afirmando que suas bombas estão cheias de amor pelos povos e pela liberdade. “Nós amamos todos os povos, inclusive o povo norte-americano, que sofre sob o domínio dos arrogantes”, disse.

Fonte: Reuters

Venezuela promete resposta aos EUA após expulsão de cônsul

A Venezuela dará uma resposta clara e firme aos Estados Unidos pela expulsão da cônsul venezuelana em Miami, Livia Acosta, envolvida num suposto complô revelado por um documentário de tv, afirmou nesta segunda-feira o chanceler venezuelano Nicolás Maduro.

“Em seu devido momento, vamos dar uma resposta clara, firme e oportuna sobre este tema”, afirmou Maduro em uma improvisada coletiva ao chegar à sede da chancelaria chilena em Santiago, sem fazer maiores declarações sobre o caso.

Os Estados Unidos ordenaram a expulsão de Livia Acosta Noguera por envolvimento, segundo um documentário do canal Univisión, em um complô iraniano há alguns anos.

Livia tem até terça-feira para deixar os Estados Unidos, segundo anunciou o porta-voz para a América Latina do Departamento de Estado, William Ostik. “Não podemos comentar os detalhes por trás da decisão de declará-la persona non grata”, disse.

O canal hispânico Univisión exibiu em 8 de dezembro uma reportagem, que incluía gravações clandestinas, sobre um complexo complô contra os Estados Unidos que, supostamente, teria envolvido as embaixadas de Venezuela, Cuba e Irã no México entre 2006 e 2008.

Livia trabalhava como segunda-secretária da embaixada venezuelana no México em 2007, quando o suposto professor de informática mexicano Juan Carlos Muñoz lhe informou sobre a possibilidade de realizar ataques virtuais a instalações nucleares americanas. A funcionária venezuelana garantiu a Muñoz, segundo as gravações obtidas pela emissora Univisión, que gostaria de estar ciente do complô, e que tinha acesso direto a conselheiros do presidente Hugo Chávez.

Os ataques teriam sido propostos pelo especialista em informática a dois embaixadores iranianos consecutivos no México – Muhammad Roohi Sefat e Muhammad Ghadiri -, entre 2006 e 2007, com a colaboração da embaixada cubana na Cidade do México, segundo a versão da Univisión.

Um jovem estudante mexicano do professor Muñoz teria viajado ao Irã posteriormente, para ser doutrinado e aprender a realizar atentados.

A reportagem também dá conta de outras atividades do Irã e do movimento islâmico Hezbollah na Venezuela e Argentina. O Departamento de Estado julgou o documentário preocupante.

Fonte: Terra

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