Defesa & Geopolítica

Turquia bombardeia 28 alvos do PKK no norte do Iraque

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F-4E Phantom II da Força Aérea Turquia

A aviação turca bombardeou 28 alvos no norte do Iraque utilizados como bases pelo Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). O ataque foi uma retaliação a uma emboscada rebelde que matou nove soldados, há dois dias.

A Força Aérea bombardeou 28 objetivos nas regiões de Qandil, Hakurk, Avasin-Basyan e Zap, na região norte do Iraque, na quinta-feira, segundo o Estado-Maior.

Em coordenação com os bombardeios, o Exército utilizou a artilharia contra outros 96 alvos na mesma região.

A emissora turca NTV afirmou que os ataques lançaram duas toneladas de bombas sobre as bases do grupo no norte do Iraque.

Segundo a TV, foram utilizadas bombas MK-82 guiadas por laser, que foram lançadas em dois ataques aéreos, cujo principal alvo era o comando central do PKK nas montanhas Kandil, situadas em território iraquiano, junto à fronteira iraniana.

A cúpula militar afirmou ter adotado todas as “precauções necessárias” para não causar danos à população civil.

A ação foi uma resposta ao ataque do grupo rebelde na quarta-feira contra uma unidade militar na cidade de Cukurca, sudeste da Turquia, que matou nove soldados.

O PKK, considerado um grupo terrorista por Ancara e grande parte da comunidade internacional, iniciou uma luta armada em 1984 pela independência do sudeste de maioria curda. Mais de 45 mil pessoas morreram desde então no conflito.

NOVA ESTRATÉGIA

O Conselho de Segurança Nacional da Turquia decidiu nesta quinta-feira implementar uma “nova estratégia antiterrorista” para reduzir os problemas verificados nos serviços de inteligência, incorporando os governadores provinciais à coordenação das operações, unindo os esforços da polícia aos das forças militares, otimizando o uso das modernas tecnologias e acelerando a profissionalização do Exército.

O chefe da oposição social-democrata, Kemal Kiliçdaroglu, ofereceu seu apoio ao governo, mas advertiu que “a solução (para o conflito com os rebeldes curdos) não pode ser apenas militar”, visto que é necessário um “acordo social” entre todas as forças políticas.

Por outro lado, Devlet Bahçeli, líder do ultradireitista Partido da Ação Nacionalista (MHP, terceira força parlamentar), exigiu que seja realizada uma operação militar terrestre em solo iraquiano semelhante à desdobrada em fevereiro de 2008.

Fonte: Folha

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