Defesa & Geopolítica

Argentina e Colômbia "descongelam" relações bilaterais e pedem união regional

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Foto: Veja
Os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, e da Colômbia, Juan Manuel Santos, selaram nesta quinta-feira em Buenos Aires o “descongelamento” das relações bilaterais com a assinatura de oito acordos e pediram união regional para enfrentar as turbulências econômicas que atingem Estados Unidos e Europa.”Esta visita é um descongelamento das relações. Fazia mais de dez anos que um presidente colombiano não vinha à Argentina”, declarou Cristina, enquanto Santos, que chegou a Buenos Aires após uma visita oficial ao Chile, considerou o encontro desta quinta-feira “o início de uma nova era”.

Após uma reunião bilateral na sede do Governo argentino, os líderes assinaram acordos em matéria de promoção comercial, transporte urbano, tecnologia, pesquisa científica, cooperação sul-sul triangular para a ajuda a terceiros países e um memorando em matéria de portos e hidrovias.

Também assinaram um memorando de entendimento de integração e cooperação “que eleva o nível das relações bilaterais” e permite relançar os vínculos, “adaptando-os aos novos desafios do trabalho comum”, indicaram fontes oficiais.

“Temos de aproveitar essa sintonia e levá-la aos empresários para poder criar cada vez mais valor agregado e emprego”, afirmou Cristina, que disse que, desde 2003, o comércio bilateral Argentina-Colômbia cresceu “oito vezes”.

A governante pediu também que a importação de manufaturas de ambos os países tenha origem na América Latina para fortalecer o “mercado regional”.

“A Argentina importa 61% (das manufaturas de origem industrial) de países fora da região e a Colômbia, 76%”, assinalou a líder durante o almoço que teve com Santos no Museu do Bicentenário, na sede do Governo, em Buenos Aires.

Nesse sentido, ambos pediram união regional e a incorporação de instrumentos comuns no marco da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) para enfrentar a crise internacional, que é mais “política” que “econômica”, na opinião de Santos.

Para ele, “este furacão” provocado pelas turbulências econômicas que atingem Estados Unidos e Europa indica “o momento em que devem ser coordenadas” políticas, porque, assim, os países sul-americanos “podem defender melhor” e “criar barreiras”, além de promover o desenvolvimento da região.

“Temos um enorme potencial comercial para nos blindar. Separados, nossos países são vulneráveis, mas unidos, são uma potência”, destacou Santos, que aproveitou a ocasião para parabenizar Cristina por sua vitória eleitoral nas primárias argentinas realizadas no domingo passado – a presidente recebeu 50,07% dos votos.

Cristina considerou que a América do Sul “deveria olhar para a União Europeia (UE) para ver no que se equivocaram e usar essa experiência” para consolidar “um mercado regional”.

“Esta crise pode ser uma magnífica oportunidade para a região para crescermos e nos desenvolver”, assinalou a chefe de Estado argentina.

Fonte: Terra

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