Defesa & Geopolítica

Tecnologia usada no Paquistão identifica rosto em 1 segundo

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http://www.scientificamerican.com/media/inline/how-biometrics-helped-to-identify-master-terrorist_1.jpgTecnologia foi essencial para que o presidente Obama estivesse informado durante a operação que eliminou Bin Laden.

Para chegar ao esconderijo de Osama, os militares usaram tecnologia de última geração: capacetes com câmeras acopladas, reconhecimento eletrônico de faces e sistema de satélite para passar as informações, em tempo real, para a Casa Branca.

Uma das armas usadas pelas forças americanas no combate ao terrorismo é o Seek2. Ou “Localizador”, em português. O equipamento é capaz de recolher digitais, tirar fotos e até registrar a íris dos olhos de suspeitos.

As informações são enviadas via satélite para arquivos da CIA e do FBI e podem ser acessadas na hora por qualquer outro grupo de soldados que também carregue um desses aparelhos, em qualquer parte do mundo.

O dono da empresa que criou o Seek2 explica: “Em combate, uma das coisas mais importantes quando se encontra alguém, é saber quem ele é”.

Além do Seek2, o comando da operação Gerônimo, que eliminou Bin Laden, usava também um programa de computador capaz de realizar o reconhecimento de rostos. Segundo a Casa Branca, foi com ele que o presidente Barack Obama teve a certeza de que um dos terroristas mortos era mesmo Osama Bin Laden.

Um brasileiro, especialista no uso de programas que fazem o reconhecimento facial explica como eles funcionam: “Nós transformamos a sua face em um número matemático. Para tanto, quando uma câmera olha para você, a primeira coisa que eu faço é medir a distância entre os olhos. A partir dessa distância eu pego os outros pontos matemáticos da sua face e converto em um número que é único e exclusivamente seu”.

O Fantástico decidiu fazer um teste do reconhecimento facial. O correspondente Flavio Fachel mandou uma foto dele para o Brasil, que foi parar nos arquivos do Marcos e do Glauco, que está auxiliando ele. A partir daí, os dois tentam reconhecer o rosto de Fachel, a mais de sete mil quilômetros de distância.

“Nós estamos usando um computador comum com o software de reconhecimento facial e uma câmera de alta resolução apontada para a tela”, afirma Marcos

Para dificultar um pouco as coisas, o produtor Luigi Sofio, produtor do Fantástico em Nova York fica ao lado de Fachel na câmera de videoconferência.

“No momento em que você olhou para a tela, nós te reconhecemos em menos de um segundo. A partir do reconhecimento facial que está instalado nesse computador”, disse Marcos.

Pois foi exatamente usando um programa deste tipo que os soldados americanos identificaram o corpo de Osama Bin Laden logo depois dele ter sido morto dentro do esconderijo, no Paquistão.

Para que o reconhecimento fosse possível, os soldados usavam capacetes como os que nós testamos em nosso escritório em Londres. Cada um deles tem uma câmera e um transmissor. Todo o trajeto percorrido por quem está usando o capacete pode ser acompanhado de longe, ao vivo. Assim, o comando da operação que eliminou Bin Laden acompanhou todos os passos de cada soldado, enxergando nos monitores exatamente o que o combatente estava vendo.

Na Casa Branca, como mostrou uma foto tirada na madrugada de segunda-feira (2), o presidente dos Estados Unidos, reunido com a cúpula do governo, também acompanhava tudo em um grande telão.

Era na frente de um grande telão, parecido com o do estúdio do Fantástico, que o chefe da operação narrava os acontecimentos para o presidente Obama. Ele podia acompanhar o que se passava em Abbottabad através de várias imagens, mapas e até um cronômetro. O chefe da operação tinha a localização exata da região de onde os soldados americanos saíram até cruzarem a fronteira com o Paquistão, a planta da casa onde Osama Bin Laden estava escondido e também tinha acesso a imagens noturnas que foram gravadas pelos militares no local e de dentro da Fortaleza quando Bin Laden foi morto.

A tecnologia foi essencial para que o presidente Obama estivesse informado o tempo todo e controlasse a operação da Casa Branca, em Washington DC.

Fonte: PortalMS

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