O avião espacial britânico Skylon vai conhecer o seu primeiro teste decisivo

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O muito ambicioso projeto britânico para lançar cargas úteis para órbita em menos de dez anos vai ter que ultrapassar uma fase crucial já em junho deste ano com um teste real ao seu sistema de propulsão. O Skylon será capaz de descolar e aterrar horizontalmente e é o produto do desenvolvimento da empresa britânica Reaction Engines Ltd com fundos unicamente privados.

Em junho, a Reaction Engines vai realizar um teste crucial ao seu revolucionário motor híbrido reação/foguete e depende do sucesso deste teste o apoio que os financiadores poderão dar (ou não) ao projeto.

O Skylon é uma evolução direta do conceito Hotol, proposto por investigadores britânicos na década de 80. O avião espacial deverá ser totalmente reutilizável, ser capaz de descolar e aterrar como um avião normal. Terá 84 metros de comprimentos e quando completamente carregado (de carga e combustível) deverá pesar 303 toneladas. Dimensões muito notáveis, quando comparadas com qualquer nave espacial jamais construída, mesmo quando comparada com o Space Shuttle. O veículo deverá ser capaz de transportar até 11.3 toneladas de carga útil, mas modelos futuros poderão levar ainda mais longe esta capacidade.


Este avião espacial será capaz de reduzir drasticamente os custos de lançamento para o Espaço, assim como tempo necessário para colocar uma carga útil em órbita, já que cada Skylon deverá apenas precisar de 48 horas para ficar próximo para o voo seguinte.

As primeiras versões do Skylon foram concebidas apenas para carga, mas a empresa construtora antecipa ser possível fazer transportar até 30 passageiros apenas através de alterações mínimas.

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O Skylon não vai exigir foguetões externos para chegar ao Espaço (como os Shuttles soviético ou norte-americano) confiando para tal apenas no seu motor híbrido jato-foguete de nome SABRE que usa hidrogénio e oxigénio, no modo jato enquanto o veículo estiver na atmosfera, no modo foguete quando sair dela. É neste tipo radicalmente revolucionário de motor que assenta o “segredo” do Skylon já que o modo de funcionamento vai permitir evitar ter que transportar oxigénio em tanques, poupando assim em custos e massa. Obviamente, sendo uma tecnologia completamente nova e totalmente diferente de tudo o que existe atualmente acarreta uma série de desafios técnicos que têm que ser ultrapassados… Mas que a serem colocarão o Reino Unido na vanguarda da exploração espacial e que abrirão as portas do Espaço à humanidade de uma forma radicalmente nova.

Fonte: Quintus

11 Comentários

  1. Essa tecnologia do motor SABRE está um pouco atrás da tecnologia Scramjet que já está bem mais adiantada, já tendo passado por essa fase de demonstração há muito tempo.
    Mas sem dúvida, a tecnologia de motor foguete híbrido do SABRE tem vantagens sobre os motores Scramjets e tomara que dê bons resultados e venha a ser desenvolvida na íntegra.
    A maior vantagens do SABRE sobre o Scramjet é a capacidade de gerar empuxo a partir do zero, já na pista, simplificando o sistema como um todo.
    Na verdade o motor SABRE é um motor foguete líquido de hidrogênio/oxigênio, com a diferença que dentro da atmosfera capta oxigênio diretamente da atmosfera e o envia comprimido (através de um pequeno compressor) até a câmara de combustão, independente da velocidade do ar externo.
    Diferente de um motor Scramjet, que é um motor à jato sem compressor, que usa o ar naturalmente comprimido diante da aeronave que avança a grande velocidade.
    Acho que no futuro as duas tecnologias deverão coexistir.

  2. Com exceção do Skylon, todas as outras concepções para um SSTO (veículo de estágio único até a órbita) de decolagem horizontal usam necessariamente pelo menos três tipos de motores independentes.
    Para levantar vôo e chegar a velocidade em que o motor Scramjet possa ser acionado é usado um motor turbojato avançado. Depois passa-se ao Scramjet e no espaço usa-se um motor foguete.
    Este motor SABRE usado no Skylon usa apenas um único tipo de motor em todas as fases.
    Maior simplicidade, menor custo.
    Resta saber se será praticável.

  3. Reduzindo os custos de uma viagem espacial já esta valendo.
    Acredito que até 2025 ir ao espaço já sera rotineiro.. pelo menos para carga.

  4. Gostei muito desse sistema.
    Bosco também acho que os 2 sistemas deverão coexistir, um completa o outro…

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