Defesa & Geopolítica

Fornecedora de combustível indiana não aceita efetuar “hot refuel” em caça Gripen durante avaliações do MMRCA

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A equipe do caça Gripen na Índia entendeu que terá que se esforçar para tentar mais uma chance de demonstrar a capacidade de “hot refuelling” da aeronave, mas foi incapaz de efetuar isso na Índia após a companhia Indian Oil Aviation – a fornecedora padrão de combustível de aviação para a Força Aérea da Índia – se recusar a participar de tal tipo de exercício.

O “Hot Refueling” é um processo pelo qual o caça é reabastecido (durante a surtida), ainda no solo, enquanto os motores ainda estão acionados, evitando o corte dos motores, onde então o tempo de reabastecimento para partir novamente é significativamente menor – uma capacidade altamente desejável numa situação de combate, a qual basicamente coloca de lado a necessidade do piloto parar a aeronave, desligar os motores e sair do cockpit antes de iniciar o reabastecimento.

De acordo com fontes, a equipe do Gripen estava bem confiante para demonstrar a capacidade de “hot refuelling” do caça – embora a Força Aérea da Índia não ter visto nenhum problema em não ter ocorrido essa demonstração, que não era exigida como parte do processo de avaliação – mas a demonstração foi descartada após a Indian Oil ter se negado a participar do processo, o qual a companhia disse nunca ter conduzido anteriormente, e não havia certeza se o equipamento estava preparado para correr o risco, mesmo depois da Saab ter assegurado que essa é uma prática comum nos caças Gripen. Apesar disso o processo possui sua parte de riscos.

O incidente teve, no entanto, seus efeitos. A Força Aérea da Índia agora deseja ver a demonstração de “hot refueling”, e vê isso como um ponto favorável na sua fase final de avaliação da competição do MMRCA. Além disso, ela requisitou que a Indian Oil Aviation se prepare para conseguir sua certificação para o processo de operações “hot refueling” para o futuro.

A Indian Oil Corp terá que procurar no exterior algum tipo de certificação. Os caminhões para” hot refueling” e as tripulações nos EUA, por exemplo, receberam um treinamento especial e a certificação de uma agência dentro da estrutura do comando da USAF.

Fonte: Cavok

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