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Síria – Cenários após ruptura entre Moscou e Washington

Na segunda-feira (3), o Departamento de Estado dos EUA anunciou o fim dos contatos bilaterais com a Rússia sobre a Síria, acusando Moscou de não cumprir com suas obrigações no cessar-fogo.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros, por sua vez, acusou Washington por sua prontidão em “fazer pacto com o diabo” – ou seja, extremistas islâmicos – apenas para conseguir a mudança do regime em Damasco.

A Gazeta Russa examinou os possíveis cenários após o fim do cessar-fogo sírio e do diálogo EUA-Rússia.

1. Conflito EUA-Rússia em território sírio

A possibilidade e o esforço em evitá-lo estão baseados nas negociações sobre a Síria entre os líderes dos órgãos de política externa dos EUA e da Rússia, de acordo com o cientista político da Universidade Econômica Russa Plekhanov, Aleksandr Perendjiev.

Esse é o principal objetivo buscado pelas duas potências, já que, exceto por ele, não há entre elas ponto de contato acerca da Síria. Nessas condições, e levando em consideração os últimos passos de Washington, poderia ocorrer um conflito entre os dois países em território sírio, de acordo com Perendjiev.

“Ainda mais porque ele já ocorreu indiretamente: os americanos atiraram e bombardearam uma subdivisão militar do governo sírio onde havia conselheiros militares nossos; e a parte russa bombardeou terroristas, entre os quais havia americanos”, disse o cientista político à agência Ria Nôvosti.

Perendjiev refere-se, no primeiro caso, ao ataque efetuado por aeronaves da coalizão dos EUA contra o exército do presidente Bashar Assad e, no segundo, à investida russa contra uma base militar britânico-americana na Síria.

Mas um confronto direto entre Moscou e Washington em território sírio ainda é pouco provável, de acordo com analistas.

“Ao romper relações com a Rússia no que diz respeito à Síria, os EUA mantiveram canais militares de comunicação para evitar os conflitos entre aeronaves militares dos dois países”, ressalta o pesquisador do Instituto de Estudos do Oriente Médio da Academia Russa de Ciências, Vladímir Sotnikov.

Dessa maneira, os EUA tentam não permitir qualquer enfrentamento entre os militares dos dois países.

2.  “Plano B” da administração de Obama

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, relembrou da existência de um “plano B” ao citar alternativas para o beco sem saída em que se encontra o processo de paz.

“O ‘plano B’ sugere o fortalecimento da oposição anti-Assad e anti-EI”, disse à Gazeta Russa o diretor do Centro de Análises de Conflitos no Oriente Médio do Instituto dos EUA e Canadá, Aleksandr Chumulin.

Os monarcas árabes e a Turquia, alinhados com Washington, ocupam-se justamente disso, segundo o cientista político. Ele acredita que, com essa intenção, serão armados também grupos como o Al-Nusra, classificado como terrorista pela ONU e pelos EUA.

Em outras palavras, todas as forças que se direcionam contra Bashar serão concentradas nessa luta, o que levará a uma intensificação dos combates e a um aumento no número de vítimas, já que os partidários do presidente sírio, entre eles a Rússia, não estão dispostos a recuar.

O porta-voz do presidente russo, Dmítri Peskov, já anunciou, após a decisão de Washington, que Moscou não se retirará da “guerra contra o terror e do apoio ao governo sírio”.

Nesse cenário, Washinton pode tentar mudar o regime sírio à força, empregando sua aviação como na operação na Líbia, em 2011, que levou à morte de Ghadafi

“Nesse caso, porém, será inevitável um confronto com as Forças Aeroespaciais russas, que protegem o exército sírio via ar”, diz o pesquisador do Instituto Moscovita Estatal de Relações Exteriores (Mgimo, na sigla em russo), Mikhail Vladímirov.

Isso torna a possibilidade mais improvável, já que um conflito entre duas potências nucleares é indesejável.

Dessa forma, segundo o analista, o abastecimento dos oponentes de Assad não terá resultados, já que não mudará o balanço de forças no conflito enquanto a aviação russa estiver destruindo os combatentes por via aérea.

3. Êxitos do exército de Assad

Livres, após a decisão de Washington, das restrições existentes nos acordos de paz, os soldados de Assad, com o apoio da Rússia, poderão obter importantes êxitos, derrotando seus oponentes em Aleppo, mesmo que esses contem com o auxílio de Washington e sua coalizão.

Ao conseguir o controle sobre essa cidade, tão importante na Síria, o exército sírio começaria a atuar na província de Idlib, de acordo com Vladímirov.

Mas só um posicionamento dos grupos sunitas predeterminaria a vitória de Assad, segundo o cientista político.

Se, pelo menos, parte deles, vendo o êxito de Damasco, fechar acordos de paz com Assad, então o conflito irá se exaurir. Se não, “dez anos de guerra aguardam a Síria”, arremata.

ALEKSÊI TIMOFEITCHEV

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: Gazeta Russa

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Defesa Estados Unidos Infantry Fighting Vehicles Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia

EUA sem recursos para nova geração de substitutos dos M1A2 Abrams e veículo Bradley

O orçamento dos Estados Unidos não permitiu que o país adquirisse para as suas forças nova geração de tanques blindados. É o que informa a publicação da revista The National Interest.

Segundo o artigo, já existem concepções para novos modelos de tanques e já existem possibilidades para a criação de protótipos próprios. No entanto, não existem planos para a produção de equipamento técnico-militar de nova geração.

“Eu gostaria que hoje existissem programas de substituição dos [carros de combate] Abrams e Bradley […] mas isso não está incluído nas condições orçamentais”, disse o diretor do programa de aquisição de equipamento militar, major-general  David Basset, na última terça-feira (4).

Segundo ele, há uma série de opções para modernizar os tanques Abrams e Bradley. “Para isso, é preciso entender quais tecnologias podem ser implementadas nestas plataformas, e quais necessitarão da criação de máquinas completamente novas”, disse Basset.

A National Interest observa que os modelos Abrams e Bradley são máquinas muito poderosas e de modernização gradual. Portanto, os militares norte-americanos têm trabalhado na introdução de sistemas de proteção ativa para ambos os tanques de guerra.

O artigo ainda ressalta que em certos aspectos de tecnologia militar os Estados Unidos começam a ficar para trás em relação à Rússia e China, e o Pentágono terá que empreender esforços para ficar em pé de igualdade com os líderes mundiais.

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

 

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Legisladores dos EUA abriram uma "caixa de Pandora"

A Lei de Justiça Contra Patrocinadores do Terrorismo (JASTA, na sigla em inglês) complicou as já tensas relações entre os EUA e seus aliados no Oriente Médio. Isso pode acabar em desenvolvimento de laços estreitos com outros países, e com a Rússia em particular.

A lei permite que famílias de vítimas dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 processem a Arábia Saudita por supostas ligações com os terroristas que sequestraram os aviões. Ela entrou em vigor em 28 de setembro, depois de o Congresso norte-americano ter rejeitado o veto do presidente Barack Obama.

O analista Sergei Filatov descreveu ao jornal Izvestia seis implicações deste passo.

A primeira consequência possível respeita “à revisão drástica das relações políticas entre Washington e Riad, o que não é do seu interesse. Entretanto, eles terão de tomar em consideração a ‘vox populi’ na Colina do Capitólio [Congresso dos EUA] e as regras do tribunal em particular”.

Segundo, o Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita avisou que “a erosão da imunidade soberana terá impacto negativo sobre todas as nações, inclusive os EUA”. Answar Gargash, o ministro de Estado para as Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos ecoou a preocupação dos sauditas. Ele se referiu à lei como “um precedente perigoso no direito internacional que mina o princípio da imunidade soberana e o futuro dos investimentos soberanos nos EUA”.

“Parece que os legisladores norte-americanos se esqueceram do fato de que abriram uma caixa de Pandora. A partir deste momento, eles podem esperar uma avalancha de processos judicias contra os EUA em outros países do mundo, inclusive na Coreia, Vietnã, Líbia e na antiga Iugoslávia, onde os EUA mataram muitos e destruíram infraestruturas”, disse Filatov.

Terceiro, a deterioração das relações entre os EUA e a Arábia Saudita no meio de uma guerra na Síria “enfraqueceu dramaticamente a posição de Washington neste conflito e na região”, notou o analista.

A quarta consequência poderá estar relacionada com o congelamento de ativos sauditas em bancos norte-americanos, estimados em centenas de bilhões de dólares. Segundo Filatov, esta estratégia não é nova. Já foi usada para congelar ativos de 210 bilhões de dólares de ativos líbios.

A quinta implicação pode envolver a medida de resposta saudita – vender 750 bilhões de dólares de ativos sauditas nos EUA. Este passo pode provocar “consequências imprevisíveis para o mercado financeiro internacional, que já está frágil”, acrescentou o analista.

Finalmente, os congressistas norte-americanos demonstraram que para eles é mais importante “meter no bolso” um trilhão adicional que preservar as relações com seu aliado estratégico no Oriente Médio, disse Filatov. Ou seja, os legisladores norte-americanos estão mais focados na situação financeira dos EUA que na posição do país no Oriente Médio.

Se isso acontecer, será mais provável que a Arábia Saudita reajuste sua política externa.

“Neste contexto, podemos esperar que altos responsáveis oficiais sauditas realizem uma visita a Moscou, especialmente tendo em conta que Rússia aumentou sua presença militar na Síria”, concluiu Filatov.

Foto: Reuters/Kevin Lamarque – Barack Obama com Rei Salman / Reunião de cúpula em Riad, Arábia Saudita / Abril de 2016.

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: Sputnik News

 

 

 

 

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Geopolítica

Premiê May rompe com passado de conservadores e oferece nova visão para o Reino Unido

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, apresentou nesta quarta-feira a proposta que tem para o país na sequência do referendo que decidiu pela desfiliação da União Europeia, pedindo uma nova abordagem de governo que sirva à classe média que votou pela separação em protesto contra a elite.

Nomeada há apenas três meses, depois que o referendo sobre a filiação britânica na UE forçou a renúncia de seu antecessor David Cameron, May procurou ratificar sua autoridade em seu discurso de encerramento na conferência do governista Partido Conservador.

Mais cedo nesta semana, ela já havia apaziguado a ala eurocética de seu partido prometendo restaurar a soberania do Reino Unido e os controles sobre a imigração nas conversas sobre a separação do bloco, conhecida como Brexit.

Desta vez ela cortejou o centro do espectro político, conclamando seus correligionários a apelarem aos milhões de eleitores tradicionais do adversário Partido Trabalhista que rejeitaram a postura pró-UE da legenda de oposição e votaram pelo Brexit.

May quer que os conservadores descartem a imagem de partido que protege os ricos e poderosos à custa dos pobres.

“Então, se você é um chefe que ganha uma fortuna, mas não cuida de seus funcionários, uma empresa internacional que trata as leis tributárias como um extra opcional… um diretor que assume dividendos enormes sabendo que as pensões da empresa estão prestes a falir, estou dando um alerta a vocês”, disse a premiê, sob aplausos.

“Isso não pode mais continuar”, acrescentou May, no que foi visto por muitos como uma referência ao magnata do varejo britânico Philip Green, que foi culpado pelo colapso da loja de departamentos BHS este ano depois de vender o negócio em 2015 a um empresário que acumula falências.

O discurso de May foi um rompimento claro com Cameron, que foi criticado muitas vezes por proteger os “ricos e poderosos”, alguns dos quais frequentaram a mesma escola de elite dele e circulam em rodas da alta sociedade semelhantes.

A própria May mora em um vilarejo abastado no bucólico Vale do Tâmisa, mas foi educada principalmente em escolas do Estado. 

“(Temos) um plano ousado para unir o Reino Unido, para construir um Reino Unido novo e coeso centrado no meio termo, uma pauta para um conservadorismo novo e moderno que entende o bem que o governo pode fazer, que nunca irá hesitar em enfrentar os poderosos quando eles abusarem de suas posições de privilégio, que sempre irá agir no interesse das pessoas comuns da classe trabalhadora”, afirmou.

Depois de várias ovações durante seu discurso, muitos dos conservadores presentes louvaram seu pedido de mudança.

Mas, ao mesmo tempo, alguns questionaram se a ex-ministra do Interior será capaz de concretizar uma pauta tão ambiciosa.

“O grande problema aqui é cumprir. A proposta foi brilhante, mas concretizar de verdade essa proposta será realmente difícil”, disse Roy Hewlett, empregado do setor da saúde e eleitor conservador de longa data.

Foto: Reuters/Darren Staples – Primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May.

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: Reuters

 

 

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Destaques Geopolítica

António Guterres é indicado para ser Secretário-Geral da ONU

Conselho de Segurança indica o ex-primeiro-ministro português para a sucessão de Ban Ki-moon. Nomeação ainda precisa ser aprovada pela Assembleia Geral.

O ex-primeiro-ministro português António Guterres está muito perto de ser o novo secretário-geral das Nações Unidas. Nesta quarta-feira (05/10), o nome dele foi indicado pelo Conselho de Segurança e necessita agora ainda da aprovação pela Assembleia Geral, o que deverá acontecer em alguns dias.

Guterres ficou à frente dos demais nove candidatos restantes e não recebeu nenhum veto na sexta votação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova York, para eleger o sucessor do diplomata sul-coreano Ban Ki-moon, cujo mandato se encerra no fim deste ano. Após ser informado do resultado, o português declarou que se sente “honrado e feliz”.

O Conselho de Segurança, com a presença de todos os embaixadores, anunciou que o português era o “vencedor claro”, recebendo 13 votos de encorajamento (de 15 possíveis), sem qualquer veto, e que na manhã desta quinta-feira vai aprovar uma resolução propondo o nome de Guterres para aprovação pela Assembleia Geral.

O presidente do Conselho, diplomata Vitaly Churkin, disse esperar que a aprovação no Conselho ocorra por aclamação. A embaixadora dos Estados Unidos, Samantha Powell, disse que os 15 países-membros do Conselho de Segurança decidiram unir-se em torno de Guterres devido às provas que deu na sua carreira e durante a campanha.

Depois de cinco votações em que os votos dos 15 membros eram indiscriminados, os votos dos membros permanentes (China, Rússia, França, Reino Unido e Estados Unidos) foram destacados pela primeira vez, ficando visível algum eventual veto. Guterres venceu as cinco primeiras votações para o cargo, que aconteceram a 21 de julho, 5 de agosto, 29 de agosto, 9 de setembro e 26 de setembro.

Chefe do Acnur

Guterres vai liderar, a partir de janeiro, uma organização que conhece bem, depois de ter chefiado o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), entre junho de 2005 e dezembro de 2015, uma organização com cerca de 10 mil funcionários em 125 países. Antes foi presidente da Internacional Socialista entre 1999 e 2005, de onde saiu para o Acnur.

Guterres foi ainda primeiro-ministro de Portugal de 1996 a 2001, quando renunciou ao cargo depois da derrota do Partido Socialista (PS) nas eleições autárquicas, decisão que justificou com a necessidade de evitar que o país, “num momento de crise internacional”, caísse num “pântano político”. Sua eleição, em 1995, havia posto fim a dez anos de governo do então primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva.

AS/lusa/dpa/ap

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: DW

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América do Sul América Latina Aviação BINFAE Brasil Infantaria da Aeronautica PÉ DE POEIRA

FAB PÉ DE POEIRA: Força Aérea Brasileira volta a enviar tropa de Infantaria para o Haiti

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Militares realizam etapa final de treinamento antes do embarque para o Haiti

As atividades estão sendo realizadas em Recife (PE)

Os militares do 25º Contingente Brasileiro do Batalhão de Infantaria de Força de Paz (25º Brabat) iniciaram, na segunda-feira (03/10), a etapa final de treinamentos antes do embarque para a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH). O efetivo, composto por 639 militares do Exército Brasileiro (EB), 181 da Marinha do Brasil (MB) e 30 da Força Aérea Brasileira (FAB), treina até o dia 21 de outubro em Recife (PE).

O Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil vai conduzir os exercícios básico e Avançado de Operações de Paz (EBOP e EAOP) na área de instrução do 4º Balatlhão de Polícia do Exército (4º BPE). Nessa fase, vão acontecer atividades com o emprego de tropas e circulação de viaturas militares em manobras, sob coordenação de militares do Exército Brasileiro. Serão envolvidos figurantes e cenários que darão ao exercício grau de realismo simulando incidentes que poderão ocorrer durante a missão no Haiti.

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“Nesta etapa, os militares ficarão quatro semanas em regime de internato para simular a rotina a ser enfrentada no Haiti”, explica o comandante do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Recife (BINFAE-RF), Major de Infantaria João Francisco da Silva Júnior. “Essa é uma fase decisiva, pois eles saberão se estão realmente aptos para a missão”, complementa o oficial.

Volta ao haiti

Após um ano sem participar da Missão de Paz no Haiti, militares de Infantaria da Aeronáutica da Força Aérea Brasileira (FAB) voltam a figurar no contingente de tropas brasileiras naquele país. Vinte e seis militares do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Recife (BINFAE-RF) embarcam para Porto Príncipe, capital haitiana, em novembro.

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“Essa missão desperta muita motivação na tropa, pois é a oportunidade para os profissionais colocarem em prática o aprendizado adquirido ao longo da carreira”, ressalta o comandante do BINFAE-RF.

Os militares da FAB vão compor o 4º Pelotão da 2ª Companhia de Fuzileiros de Paz da Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (MINUSTAH).

“A princípio nossa atuação será em Porto Príncipe, mas poderemos ser empregados em outras localidades, como City Soleil”, explica o Comandante do Pelotão da Aeronáutica, Tenente de Infantaria Vinícius Duarte da Silva Fonseca.

Fonte: FAB

Edição Pé de Poeira

Para Saber mais sobre a Atuação da Infantaria da Aeronáutica no Haiti clique aqui

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Armored Personnel Carriers Defesa Infantry Fighting Vehicles Rússia Sistemas de Armas Vídeo

Russia divulga vídeo do seu novo MRAP K4386 Typhoon-VDV

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O  veículo multipropósito K4386 foi projetado pela JSC “Planta de veículos especiais” e Kamaz para as unidades paraquedistas russas (VDV). O veiculo fornece um nível de proteção  Stanag 4569 nível 3 possuindo proteção contra até  8 kg de TNT sob a parte inferior ou qualquer roda do veiculo e seus pneus são do tipo  Run Flat .

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O compartimento do motor também recebeu blindagem. O K4386 pode ser armado com uma metralhadora 14,5 milímetros KPVT controlada remotamente do interior do veiculo. O K4386 pode transportar de seis a oito militares totalmente equipados.

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Conflitos Estados Unidos Geopolítica Opinião Rússia Síria

Impotência do Ocidente na Síria é insuportável

Fracasso das conversações com a Rússia era previsível. A não ser que revise logo sua estratégia, Ocidente será espectador da carnificina. E isso é moralmente intolerável.

A guerra, a carnificina e as mortes na Síria prosseguem de forma implacável. É uma guerra que não perde a força – mesmo em seu quinto ano. É uma guerra que é conduzida com uma crueldade inimaginável – principalmente às custas da população, que é mantida refém por todos os lados envolvidos. E agora morre a última esperança para conter ou, talvez, acabar com a guerra, através de negociações entre americanos e russos. O canal de comunicação entre Moscou e Washington se partiu, destruindo, com isso, o último fio de esperança.

O fracasso das conversações – não se sabe se é possível chamá-las de negociações – era, na verdade, previsível. Pois negociações pressupõem levar a sério e reconhecer os interesses da outra parte e ajustá-los aos seus próprios interesses – para ver se é possível um acordo.

E como isso se aplica às conversações sobre a Síria? Os russos têm um interesse prioritário: manter Assad no poder e se apresentar como um player relevante no Oriente Médio. Para isso, todos os meios são válidos, principalmente os militares. Assad, claro, quer ficar no poder – e não tem interesse algum em acordos, pois qualquer acordo significaria o seu fim político imediato. A Turquia não quer que seja criado um Estado curdo. O Irã quer reforçar o domínio xiita, enquanto a Arábia Saudita quer impedi-lo. E todos são contra o chamado “Estado Islâmico”, isso quando convém militar ou politicamente.

E o Ocidente? Especialmente os Estados Unidos? Eles têm um interesse: acabar com a guerra. Eles querem, especialmente por razões morais, que as batalhas, os massacres, os bombardeios parem. Mas o que eles querem politicamente? Uma Síria com suas antigas fronteiras? Com ou sem Assad? Um Estado curdo ou nenhum Estado curdo? Iniciar conversações políticas com o Irã? Reconhecer sua posição geopolítica, ainda que a contragosto, ou não? E, para isso, colocar a Arábia Saudita, até agora um fator de estabilidade ao lado do Ocidente, em escanteio político como um bastião espiritual do salafismo, independentemente das consequências econômicas e políticas? Ou, ao contrário, apoiar a família real em Riad? Só o fato de o Congresso dos Estados Unidos ter permitido processos de vítimas do 11 de Setembro contra a Arábia Saudita – contra voto e veto de Obama – mostra que a Arábia Saudita não pode mais ver um parceiro em Washington. Também nesse ponto, o pensamento moral está acima do interesse nacional. Assim, resta um interesse também mantido meio a contragosto: a luta contra o “Estado Islâmico”.

A há mais um aspecto: Obama está em fase final do seu mandato. Ele já é um lame duck. E já dá para perceber que ele afastou os EUA, de forma consequente, do papel de polícia do mundo. Obama não quer mais que os EUA intervenham militarmente, mesmo que isso pareça fazer sentido estrategicamente. De forma quase despercebida, ele levou os EUA, diplomaticamente, a uma política de contenção. E os primeiros a ocupar esse vácuo foram os russos – que chegaram a ser ridicularizados por Obama como uma potência regional, com desprezo e de forma equivocada. Com a determinação rigorosa de Putin, eles começaram a recuperar influência política global. Eles estão determinados a manter esse curso por todos os meios, enquanto, em Washington, falta a “linha vermelha” onde começa a contenção.

A disputa geopolítica recomeçará somente depois da eleição do novo presidente americano. Até lá, Putin criará situações que não poderão mais ser ignoradas na Síria. No entanto, também em Moscou os poderosos vão se lembrar que, no Afeganistão, também houve inicialmente sucesso militar e político antes da retirada desmoralizadora, dez anos depois, como potência derrotada. O que será da Síria, portanto, após um sucesso militar dos russos e de Assad? Uma Chechênia do Oriente Médio, com uma calma forçada e opressiva? Ou um Afeganistão do Oriente Médio, que sucumbe no terrorismo diário? Ao Ocidente, no entanto, só resta no momento – a não ser que ele se decida estrategicamente por uma “política de contenção” imediata, o que não parece nem um pouco ser o caso – assistir impotente à carnificina na Síria. E isso, sim, é moralmente intolerável.

Alexander Kudascheff

  • Alexander Kudascheff é editor-chefe da DW

Foto: Narciso Contreras / AP – Aleppo/Síria/2012

Edição: Konner/Plano Brasil

Fonte: DW

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América do Sul América Latina BID 2016 Uncategorized

4ª Mostra BID: MAN Latin America marcando presença

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A MAN Latin America participou da 4ª Mostra BID Brasil que foi realizada durante os dias 27, 28 e 29 de setembro em Brasilia. A montadora levou para o evento dois modelos que são Homologados e estão inclusive em uso pelo o Exercito Brasileiro. A MAN Latin America entrou no mercado de veículos militares brasileiros em 2007 com o lançamento do seu primeiro modelo 4X4, a montadora encerrou uma hegemonia de mais de 50 anos da sua principal concorrente, a Mercedes-Benz, nas vendas às Forças Armadas. Em 2007 o Exercito Brasileiro recebeu as oito primeiras unidades do veículo 4X4, agora chamado pelo Exército de VOP2 5QT. A sigla indica que o veículo é do tipo operacional militarizado, capaz de transportar cinco toneladas em qualquer tipo de terreno.  Durante o evento a MAN Latin America colocou em exposição os seguintes modelos:

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Foto: Anderson Barros LAAD-2015

Worker 15.210 4X4 – Quebrando a Hegemonia 

Desenvolvido em colaboração com as forças armadas brasileiras o Worker é um caminhão médio com tração 4×4, testado para garantir o cumprimento de exigências típicas de uma utilização pelos militares. O Worker tem capacidade para transportar até 5 t de carga em qualquer terreno, embora a sua capacidade de carga máxima seja superior.

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Os primeiros caminhões Volkswagen a integrar uma missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) foram do modelo Worker 15.210 4×4. No Haiti, os veículos enfrentaram uma situação real de guerra, com estradas destruídas e zonas de conflito armado, e atuaram no transporte de tropas e equipamentos.

De acordo com a montadora, ao contrário dos veículos até agora usados pelo Exército, o novo modelo tem a opção de cabine com teto de lona – item necessário nos embarques aéreos. Destaca ainda a flexibilidade do chassi, que além de transportar tropas, equipamento ou pontes, permite a adaptação do veículo para receber tanque d´água ou qualquer outro sistema que o cliente desejar.

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caixa de transferência central MGV 750 (esta realmente instalada no centro geométrico da viatura) do fabricante americano Marmon-Herrigton, o mesmo fornecedor para alguns produtos pesados da Oshkosh Defense.

Segundo informações apuradas pela equipe do Plano Brasil embora se trate de um veículo produzido no Brasil, o eixo dianteiro é importado dos Estados Unidos da empresa Marmon-Herrington juntamente com a caixa de transmissão MGV 750 tambem da norte-americana Marmon-Herrington. Os demais, como o motor MWM 6.10 TCA diesel seis cilindros turbo e a transmissão manual Eaton FS5406A1, são os mesmos dos caminhões convencionais.

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Constellation 31.320 6×6 – Superando expectativas

VW Constellation 31.320 6×6 foi desenvolvido pela MAN Latin América para atender as necessidades do Exército Brasileiro de uma viatura capaz de transporte pesado fora da estrada, em substituição aos cansados  Mercedes Benz Engesa LG 1519 (Boomerang) Mamute 6×6  em uso desde a década de 70, e apresentou desempenho superior às especificações para as quais foi desenvolvido, após severos testes em condições críticas realizados pelo próprio Exército, superando as expectativas.

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Detalhe da Traseira do Veiculo. O mesmo impressiona pelas suas dimensões

O Constellation 6×6 terá a função de transportar tropas ou equipamentos, como canhões ou até componentes superpesados como portas contêineres de até 20 pés, e pontes de engenharia – já que sua capacidade de carga útil é de 10 t em qualquer terreno

O caminhão é equipado com motor tradicional do mercado, o Cummins ISC 315, de 6 cilindros em linha que possui sistema de injeção common rail. Sua potência é de 315 cv a 2 000 rpm de rotação e o torque de 131 mkgf a 1 300 rpm. A transmissão é outro atributo do veículo, uma ZF 16S 1650, manual de 16 velocidades que trabalha em conjunto com a caixa de transferência Marmon-Herrington, com relação alta de 1,00:1 e baixa de 2,47:1. Sua distância entre-eixos é de 3 740 mm.

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O Constellation 31-320 6×6 é capaz de transpor cursos d’água de até um metro de profundidade, vencer rampas com 60% de inclinação e obstáculos com 30% de inclinação lateral. O caminhão foi montado com uma carroceria Rossetti que possui bancos para o transporte de militares. O desenho do Constellation denota toda a sua robustez. Prova disso é o para-choque envolvente e a grade que protege a parte frontal do veículo. Os faróis estão localizados na parte mais inferior do veículo para ajudar na tarefa noturna, e receberam grade de proteção.

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A variante de Engenharia Destina-se a transportar pontes de engenharia portáteis e transporte de contêineres pesados, sendo dimensionado para o transporte off-road de 10 toneladas.

O caminhão ainda conta com dois tanques de combustível para 275 litros de diesel cada. De acordo com informações colhidas pela equipe do Plano Brasil ao conversar com representantes da MAN durante a mostra BID o mesmo despertou interesse por parte do Corpo de Fuzileiros Navais além de países da America do Sul, Africa e Oriente Médio.