Categories
Artigos Exclusivos do Plano Brasil Brasil Conflitos Geopolítica Geopolitica

Bolsonaro e o problema da Venezuela

De Leon Petta para o Plano Brasil

            Cada vez mais a situação na Venezuela puxa o Brasil para alguma posição desconfortável. É muito comum após declarações agressivas do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, contra o recém-empossado presidente Jair Bolsonaro ver vários comentários nas redes sociais exaltando a capacidade militar brasileira e chamando para o “pau” os venezuelanos ou ainda diminuindo e subestimando a capacidade venezuelana.

Porém, a situação é bem mais complicada do que apenas a comparação de força militar entre os dois países, Brasil e Venezuela.

            Em 2017, durante a conferência anual da AAG (American Association of Geographers) em Boston, apresentei uma simulação de uma possível crise geopolítica na fronteira brasileira, apontando dois problemas principais. Primeiro, o risco de uma enxurrada de refugiados venezuelanos em Roraima, que pioraria em muito a situação já que o estado não tem grande capacidade de infraestrutura (algo que acabou se concretizando); Em segundo, em caso de guerra civil na Venezuela, alguma facção rebelde poderia vir a atravessar a fronteira arrastando consigo ações militares do governo venezuelano em território brasileiro.

            Neste segundo caso, a questão seria como as forças armadas brasileiras responderiam a isso. Uma vez que a capacidade aérea e antiaérea das forças armadas venezuelanas poderiam eventualmente neutralizar a capacidade logística área do Brasil na região, podendo facilmente levar a um confronto na fronteira, embora não a uma guerra total. Neste caso isso ainda não aconteceu.

            Na plateia um coronel dos Fuzileiros Navais Americanos assistia bastante interessado sobre como isso poderia respingar nos interesses norte-americanos na região, principalmente no Caribe e na Colômbia. Por outro, lado um professor de uma universidade federal de Minas Gerais que também estava presente, logo descartou que aquilo era bobagem, afinal de contas “a Venezuela está muito bem e não existe risco nem de crise de refugiados nem de guerra civil. Não entendo por que você iria simular uma coisa tão fantasiosa como essa”.

 Risco de guerra?

            Para quem quer guerra (mas provavelmente não está disposto a lutar nela), tenho más notícias. Como disse o General Augusto Heleno em Outubro de 2018: “Para declarar guerra não é fácil assim, não. Se para uma missão de paz é complicado para caramba, imagina para declarar guerra”.

            A complexidade de uma guerra é ABSURDA. No Brasil não temos absolutamente nenhuma experiência ou capacidade técnica para uma Guerra Total. Aliás, são poucos os países que possuem essa capacidade de forma unilateral.

            As guerras não são como eram até a Primeira Guerra Mundial. Colocar um capacete, uniforme e fuzil no soldado e manda-lo para o conflito desejando boa sorte não é o suficiente. Além dos custos exorbitantes que cada combate vale nos dias de hoje (lembre-se, ainda não nos recuperamos da crise) ainda há questões como logística, inteligência, apoio político (interno e externo) e etc.

            É um erro muito comum as pessoas pegarem os “números crus” das forças armadas de diferentes países e ver quem é o mais forte. Porém, toda guerra supera apenas a questão militar. Aliás, cada vez menos o fator “soldados” é importante para a guerra, cada vez mais toda uma estrutura anterior ao combatente se faz tão importante quanto o próprio combatente em si. Sem entrar em detalhes para o texto não ficar longo, o Brasil não possui capacidade de invadir e ocupar a Venezuela e a Venezuela obviamente também não o tem contra o Brasil.

Problemas indiretos

            O grande problema então não é um conflito aberto que se algo acontecesse estaria limitado a embates fronteiriços, mas sim os efeitos colaterais do regime venezuelano sobre a região norte e nordeste do Brasil.

            Em 2011, o então presidente Hugo Chávez que de bobo não tinha nada e aprendia lições. Assistiu a intervenção da OTAN que após meses de bombardeios sobre a Líbia acabaram por ruir com o governo líbio e terminaram com Gaddafi sendo linchado nas ruas. Preocupado de que estaria na fila para ser deposto no futuro, prontamente tomou três medidas preventivas e que se mostraram frutíferas ao seu sucesso Nicolás Maduro:

            A primeira, a repatriação das 160 toneladas das reservas de Ouro da Venezuela bem como outros ativos. Blindando o país de eventuais confiscos por governos estrangeiros em caso de sanções ou intervenção externa.

            O segundo, a compra em larga escala de diversos sistemas antiaéreos para causar danos insustentáveis a qualquer força aérea que eventualmente tentasse se meter na Venezuela. Dentre os equipamentos militares comprados, os sistemas antiaéreos eram a prioridade.

            E finalmente, a compra de milhares de fuzis Kalashnikov (AK-47 e outros) para serem distribuídos por entre as milícias bolivarianas. Compra que Nicolás Maduro iria repetir.

            Este terceiro é o grande soco no estomago do brasileiro entusiasta que subestima o tamanho do problema venezuelano e de Maduro. Pois essa compra dirigida as milícias bolivarianas geram como efeito preocupante não só o aspecto de que as próprias forças armadas venezuelanas fiquem limitadas caso resolvam se rebelar ou tentem um Golpe de Estado, como ainda para a preocupação do Brasil, um fornecimento quase ilimitado de armamento pesado para o Crime Organizado na região norte e também no nordeste.

            Ou seja, se por um lado tanto o Brasil como a Venezuela não conseguiriam invadir um ao outro. Por outro, a Venezuela consegue projetar sua capacidade de instabilidade de forma indireta, não importa se intencional ou não, sobre uma região que já vinha sofrendo com altos índices de violência (apesar de ser longe, os problemas recentes no estado do Ceará não são uma coincidência).

            Abastecidos por armamento pesado venezuelano, com refúgio e passe livre garantido em terras venezuelanas (uma vez que as autoridades venezuelanas fazem vista grossa para a presença do Crime Organizado e do narcotráfico) estas facções possuem o potencial de tumultuar toda a região desgastando pesadamente o novo governo. Deixando de ser um “mero” problema de Segurança Pública para evoluir a uma crise militar dentro do próprio território brasileiro.

 

Sobre o Autor:

De Leon é Autor associado ao Plano Brasil e Professor das Faculdades Integradas Rio Branco. Doutor em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo. Com estágio sanduíche na Virginia Commonwealth University (Estados Unidos) e University of Hong Kong (China). Tem experiência na área de Geopolítica e Crime Organizado. 

Categories
Defesa Geopolitica Meios Navais Navios Rússia Sistemas de Armas Sistemas Navais Tecnologia Traduções-Plano Brasil

Marinha russa pretende lançar mais de 30 drones submarinos Poseidon

De acordo com a fonte da indústria de defesa, espera-se que dois submarinos portadores do Poseidon entrem em serviço com a Frota do Norte e os outros dois  na Frota do Pacífico.

O veículo submarino não tripulado, movido a energia nuclear e armado com motor nuclear Poseidon

O veículo submarino não tripulado, movido a energia nuclear e armado com motor nuclear Poseidon

© Gabinete de Imprensa e Informação do Ministério da Defesa da Federação Russa / TASS

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

MOSCOU, 12 de janeiro / TASS /. A Marinha russa planeja colocar no mar mais de 30 drones submarinos com capacidade nuclear estratégica Poseidon em combate, disse uma fonte da indústria de defesa  à TASS neste sábado.

“Dois submarinos transportadores do Poseidon devem entrar em serviço na Frota do Norte e os outros dois se juntarão à Frota do Pacífico. Cada um dos submarinos terá a capacidade de lançar um máximo de oito drones e, portanto, o número total de Poseidons em combate pode chegar a 32 veículos “, disse a fonte.

O submarino de propulsão nuclear Khabarovsk, atualmente em construção no Estaleiro Sevmash, se tornará um dos transportadores orgânicos do drone submarino Poseidon. Além disso, os submarinos para propósitos especiais e os cruzadores submarinos nucleares do Projeto 949A, operados na Marinha Russa, podem ser usados ​​como transportadores

“após a atualização apropriada”, observou a fonte.

Em seu discurso de Estado às duas casas do Parlamento da Rússia em 1º de março de 2018, o presidente russo Vladimir Putin mencionou pela primeira vez os esforços do país em desenvolver um veículo submarino nuclear não tripulado capaz de transportar ogivas nucleares e convencionais. Segundo alegou o veículo é capaz de destruir infraestruturas inimigas, grupos de porta-aviões e outros alvos.

Os drones Poseidon, junto com seus transportadores – submarinos movidos a energia nuclear – fazem parte do chamado sistema multiuso oceânico. O drone recebeu seu nome após os resultados da votação aberta no site do Ministério da Defesa da Rússia.

Uma fonte da indústria de defesa disse à TASS que o drone Poseidon que está sendo desenvolvido na Rússia seria capaz de transportar uma ogiva nuclear com capacidade de até 2 megaton para destruir as bases navais inimigas.

Fonte: TASS

Categories
América do Sul América Latina Defesa brasileira.

CERIMÔNIA DE PASSAGEM DE COMANDO DO EXÉRCITO BRASILEIRO REÚNE AUTORIDADES E EMOCIONA O PÚBLICO EM BRASÍLIA

Brasília (DF) – No dia 11 de janeiro, o General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas passou oficialmente o comando da Força Terrestre para o General de Exército Edson Leal Pujol. A cerimônia também marcou a entrega da Medalha do Mérito Militar, grau Grã-Cruz, ao Presidente da República, Jair Bolsonaro.

Diversas autoridades prestigiaram a cerimônia, como o Vice-Presidente, General de Exército Antônio Hamilton Martins Mourão; o Ministro da Defesa, General de Exército Fernando Azevedo e Silva; o Ministro de Segurança Institucional, General de Exército Augusto Heleno Ribeiro Pereira; o Ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro; o Ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes; e os novos comandantes da Marinha, Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior, e da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez.

O General Villas Bôas permaneceu quase 4 anos à frente da Instituição (de 5 de fevereiro 2015 a 11 de janeiro de 2019), e seu carisma e popularidade junto à sociedade puderam ser conferidos no salão onde aconteceu o evento. Milhares de pessoas estavam reunidas para acompanhar de perto esse momento. Em suas palavras, ele agradeceu a todos que fizeram parte de sua caminhada no meio civil e militar e relembrou o momento que entrou na vida castrense: “volto ao meu Exército, onde ingressei há 52 anos, precisamente no dia 15 de março de 1967, inspirado em meu pai, artilheiro de boa cepa, e estimulado por minha mãe, verdadeira mulher de soldado.  Desde os 16 anos de idade, vivi abrigado em uma Instituição em que o sucesso profissional jamais me exigiu abrir mão dos meus valores. Instituição de gente feliz, realizada e comprometida, em ambientes saudáveis, onde, despreocupadamente, minha família conviveu sob o manto da amizade e da camaradagem. Trata-se de um Exército sempre presente nos mais remotos rincões, a proporcionar estabilidade, segurança, defesa e ações em prol do desenvolvimento econômico, científico, tecnológico e social”. Ao término do discurso, o General foi aplaudido de pé pelos presentes, por mais de um minuto.

Durante a solenidade, o Ministro da Defesa destacou o trabalho do General Villa Bôas no período em que esteve à frente da Instituição: “o General Villas Bôas é reconhecido pelo carisma de líder equilibrado. Mas o seu grande feito não pode ser medido com olhos rasos. A maior entrega deste Comandante foi o que ele conseguiu evitar. Foram tempos que colocaram à prova a postura do Exército como organismo de Estado, isento da política e obediente ao regramento democrático. Manteve a ética como parceira do cotidiano militar e induziu a disciplina consciente como modelo de comportamento. Fez do Exército solução, não parte do problema”.

O General Villas Bôas afirmou estar feliz com a escolha do novo comandante: “embora emocionado, sinto-me extremamente feliz, pela circunstância de estar passando o comando do Exército de Caxias a um profissional que elevará os níveis de desempenho da Força Terrestre, tanto no que diz respeito à parte anímica, quanto na eficiência operacional, ancorado na evolução tecnológica que vigorosamente persegue, bem como na interação com a sociedade, respaldado em sua evidente e renomada capacidade intelectual, na cultura profissional, na sólida liderança estratégica e na vasta experiência”.

Para o novo comandante, General Leal Pujol, “o desafio maior de um oficial do Exército, de um oficial-general, é o que eu estou recebendo agora, não só por estar à frente de uma instituição que tem a maior credibilidade junto à sociedade brasileira, em um momento importante da vida nacional, em que todos depositam a esperança de um Brasil melhor. Suceder o General Villas Bôas, um líder carismático que conduziu o Exército de forma exemplar, é um grande desafio. Sua liderança nos cativou muito, sempre nos motivando a cumprir as missões com muito profissionalismo. Não vou substituí-lo, mas sim, dar continuidade ao trabalho dele e de seus antecessores. Será um período de muito trabalho, mas com os recursos humanos que o Exército dispõe, de profissionais de alto nível, essa tarefa será facilitada”.

Fonte: Exército Brasileiro

Categories
Conflitos Geopolitica Terrorismo

Gabão: Militares tentam golpe de Estado

Militares invadiram a rádio pública e anunciaram um golpe de Estado para salvar o Gabão “do caos”. O Presidente Ali Bongo está fora do país. Mas Governo gabonês garante que já está tudo “sob controlo”.

Militares gaboneses anunciaram, esta segunda-feira (07.01) de madrugada, terem assumido o controlo do Governo para “restaurar a democracia” no país. Ouviram-se tiros junto à sede da televisão estatal e, na rádio, um grupo de oficiais apelou à criação de um “conselho nacional da restauração”.

“Chegou o tão esperado dia em que o Exército decidiu colocar-se do lado da população para salvar o Gabão do caos”, afirmaram os militares. “Se estão a comer, parem. Se estão a beber, parem. Se estão a dormir, acordem. Acordem os vizinhos… Ergam-se e tomem o controlo das ruas”. Os golpistas pediram ainda à população para ocupar edifícios públicos e os aeroportos do país.

A internet foi cortada. Nas imediações da rádio estatal, soldados leais ao Governo dispararam gás lacrimogéneo para dispersar 300 pessoas que tinham ido para as ruas, em apoio aos golpistas, contou uma testemunha à agência de notícias Reuters.

Gabun - Präsident Ali Bongo Ondimba - 2018 Illegal Wildlife Trade ConferencePresidente do Gabão, Ali Bongo

A meio da manhã, o porta-voz do Governo, Guy-Bertrand Mapangou, garantiu que “a situação está sob controlo”.

Segundo Mapangou, dos cinco militares que assumiram o controlo da televisão e rádio estatais, “quatro foram detidos e um está em fuga.” À DW, o porta-voz disse que o militar que fugiu é o líder dos golpistas, o tenente Kelly Ondo Obiang.

Militares insatisfeitos com Presidente

Os militares golpistas disseram estar insatisfeitos com a governação do Presidente Ali Bongo, de 59 anos. Segundo o líder Kelly Ondo Obiang, o discurso de Ano Novo de Bondo, emitido a 31 de dezembro, “aumentou as dúvidas sobre a capacidade do Presidente de continuar a desempenhar as suas responsabilidades”.

Ali Bongo, no poder desde 2009, ficou doente em outubro passado. Está atualmente em recuperação, em Marrocos. A sua família governa o Gabão há cinco décadas.

O porta-voz do Governo, Guy-Bertrand Mapangou, disse que a segurança na capital foi reforçada, e que esse reforço se deverá manter nos próximos dias.

Fonte: DW

Categories
Defesa Geopolitica Navios Negócios e serviços Sistemas de Armas Sistemas Navais Tecnologia

Plano Brasil/MD/MB/ProSub/Análise: “Cerimônia de Lançamento do primeiro Submarino Convencional de Ataque Classe Scorpène (S-BR) Riachuelo S 40, de um total de 5, sendo que o 5º será o primeiro Submarino Nuclear Brasileiro (SN-BR)”

 

 

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/MD/MB/ProSub/Análise: “Cerimônia de Lançamento do primeiro Submarino Convencional de Ataque Classe Scorpène (S-BR) Riachuelo S 40, de um total de 5, sendo que o 5º será o primeiro Submarino Nuclear Brasileiro (SN-BR)”.

 

Os quatro Submarinos Convencionais de Ataque Classe Scorpène S-BR que já estão em fase de construção são, a saber:

Riachuelo S 40 – lançado ao mar em 14/12/2018

Humaitá S 41 – lançamento ao mar previsto para 2020

Tonelero S 42 – lançamento ao mar previsto para 2021

Angostura S 43 – lançamento ao mar previsto para 2022; e

o quinto, “primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear”, Submarino Nuclear Brasileiro (SN-BR) Álvaro Alberto, com lançamento ao mar previsto para 2029  ( https://www.marinha.mil.br/prosub/projeto-e-construcao ).

 

O projeto de construção dos quatro Submarinos Convencionais de Ataque Classe Scorpène S-BR do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (ProSub) é diferente em acréscimos em tonelagem, comprimento do submersível, e autonomia no mar (dias de mar) em relação ao Modelo Scorpène, projeto original francês, adquiridos pelas Marinhas de Guerra do Chile, Malásia e Índia, pois os Classe Scorpène S-BR deslocarão 1.870 toneladas na superfície e 2.200 toneladas submerso e terão um comprimento de 71,6 metros e diâmetro (boca) de 6,2 metros; e uma autonomia no mar de 70 dias para uma guarnição de 35 homens.

O Modelo Scorpène, projeto original francês, apresenta um deslocamento na superfície de 1717 toneladas e um comprimento de 66,4 metros e diâmetro (boca) de 6,2 metros; e uma autonomia no mar de 50 dias para uma guarnição de 31 homens.

A seção extra acrescida no projeto de construção do Submarino Convencional de Ataque Classe Scorpène S-BR mede 5.22 metros de comprimento e pesa 153 toneladas na superfície (1870 – 1717 = 153 toneladas) e destina-se a maior capacidade de tanques de combustível, novas acomodações para a guarnição que passa de 31 para 35 homens e mais um paiol de mantimentos.

O fato na inovação tecnológica no projeto de construção dos Submarinos de Ataque Classe Scorpène S-BR do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (ProSub) reside na determinação da Marinha do Brasil (MB) de alterar o projeto original francês do submarino Classe Scorpène para o Classe Scorpène de Ataque S-BR adaptando-o a partir de uma derivação do modelo também francês da Classe Rubis, Submarino Nuclear de Ataque Améthyste S605 ( https://en.wikipedia.org/wiki/French_submarine_Am%C3%A9thyste_(S605) ) com a reconstrução hidrodinâmica do casco após determinação de novos parâmetros alcançados pelo submarino francês em questão Classe Rubis Améthyste S605 ( https://en.wikipedia.org/wiki/Rubis-class_submarine ), parâmetros estes conhecidos pela sigla AMÉTHYSTE (*) que expressa o  seguinte significado: AMÉlioration Tactique HYdrodynamique Silence Transmission Ecoute (Melhora da Tática Hidrodinâmica (em decorrência da) Transmissão Acústica Silenciosa).

(*) “Classe Rubis/Améthyste

A Classe Rubis pertence à primeira geração de submarinos nucleares de ataque da Marinha Francesa. A classe de seis navios é a mais compacta de submarinos nucleares até hoje.

Todos os submarinos da classe (exceto o Casabianca) têm nome de pedras preciosas.

Embora a Classe Rubis pertença à mesma geração do Le Redoutable, devido à insistência do presidente Charles De Gaulle na aquisição de um elemento de dissuasão nuclear para a França, o programa Rubis foi iniciado apenas em 1974, depois que o programa de submarinos de mísseis balísticos ficou pronto. O primeiro casco Rubis foi iniciado em dezembro de 1976 e lançado em 1979.

Classe Rubis/Améthyste

O projeto inicial dos Rubis foi problemático com níveis inesperadamente elevados de ruído. Isto levou ao programa de silenciamento Améthyste (AMÉlioration Tactique HYdrodynamique SilenceTransmission Ecoute, literally Silent Acoustic Transmission Tactical Hydrodynamic Amelioration), que foi aplicado ao quinto (S605 Améthyste) e sexto (S606 Perle) cascos.

O Améthyste e o Perle são mais compridos que o Rubis original, 73,6 metros (241 pés), em comparação com 72 metros (236 pés) e o programa incluiu atualizações no sonar, remodelação da forma do casco e da proa para melhorar o nível de ruído e atualizações adicionais do eletrônicos. Com as atualizações testadas e comprovadas, os 4 navios originais foram reconstruídas com os mesmos padrões entre 1989-1995. Fonte: Revista Forças de Defesa, 09/01/2016 ( https://www.facebook.com/fordefesa/posts/919642681468449 ).”

O Classe Scorpène S-BR possui detecção de radiação infravermelha e tem capacidade para lançar Equipes de Forças Especiais (Comandos).

Outras características de Projeto de Construção do S-BR constante no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (ProSub) da MB: Calado:  5,5 metros; Propulsão: 4 Motores Diesel MTU 16V 396 SE84 (2990cv/hp) e 1 Motor Elétrico Jeumont Schneider (2.8MW); Velocidade: 20 nós (máxima); Profundidade: 300 metros (máxima); Armamento: 18 torpedos de 533 mm derivados do IF-21 Black Shark; 6 tubos lançadores e 8 mísseis Exocet SM 39; e Autonomia (Dias de Mar): 70 dias no mar cobrindo até 13.000 milhas a 8 nós e podendo navegar até 400 milhas a 4 nós sem usar o Snorkel.

Foto abaixo de mock up de Míssil Exocet SM 39 da MBDA acondicionado a bordo de um submarino Classe Scorpène ( https://www.mbda-systems.com/product/exocet-sm-39/ ).

Igual comparação pode ser feita abaixo entre as características (**) dos quatro primeiros Submarinos Convencionais de Ataque Classe Scorpène S-BR e o quinto, “primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear”, Submarino Nuclear Brasileiro (SN-BR) no que tange aos seguintes itens, a saber: Perfil, Deslocamento, Profundidade de Operação, Medidas (Dimensões), Autonomia (Dias de Mar), Velocidades Máximas, Raio de Ação Máximo, Mastros, Ciclo de Manutenção, e Peculiaridades, Inovações e Particularidades.

(**) “Fonte: Prosub: comparativo S Tupi, S-BR e SN-BR – Poder Naval, 20/06/2018 ( https://www.naval.com.br/blog/2018/06/20/prosub-comparativo-tupi-s-br-e-sn-br/ )”.

https://www.youtube.com/watch?v=XPou8u5h2qU

Cerimônia de Lançamento do primeiro Submarino Convencional de Ataque Classe Scorpène (S-BR) Riachuelo S 40

Fonte: Folha do Brasil

 

Marinha lança novo submarino Riachuelo

Os submarinos são de tecnologia francesa, transferida e parcialmente modificada por especialistas brasileiros

Por Época Negócios, 14/12/2018

O primeiro de uma frota de quatro novos submarinos de ataque da Marinha do Brasil entra nesta sexta-feira, 14, no mar pela primeira vez, às 9h30, no Complexo Naval de Itaguaí, litoral sul do Rio. O lançamento do S-40 Riachuelo terá a presença do presidente Michel Temer, o eleito Jair Bolsonaro e 23 autoridades dos três Poderes além dos convidados, segundo o cerimonial do Palácio do Planalto.

Os submarinos são de tecnologia francesa, transferida e parcialmente modificada por especialistas brasileiros – por isso Emmanuel Macron, o presidente da França, era esperado para a solenidade. A crise dos “coletes amarelos” e as pressões da oposição no Legislativo fizeram Macron desistir da viagem.

O Prosub, programa de capacitação da força naval, começou há 10 anos. A meta é a produção de cinco navios – quatro muito avançados, da classe Scorpéne, de propulsão por motores diesel-elétricos, e um quinto submarino, de 6 mil toneladas, movido por energia nuclear, que será concluído até 2029. Os modelos convencionais serão concluídos até 2022. Em Itaguaí, da área de mais de 1 milhão de m², cerca de 750 mil m² são ocupados pelo novo estaleiro, mais um “espaço liquido” de manobra. O investimento, ao longo de 20 anos, vai bater em R$ 37 bilhões. Até o final do ano, terão sido aplicados R$ 17 bilhões.

O Riachuelo, de 75 metros, 2.200 toneladas, é alto como um prédio de quatro andares com grande poder de fogo – por meio de lançadores de torpedos de 533 mm, mísseis antinavio e dispositivos para minagem -, ainda terá pela frente dois anos de testes e provas de mar. Vai ter de fazer, agora, algumas coisas que não repetirá em operação, como navegar à velocidade máxima por muitas horas – acima de 37 km/hora submerso, 22 km/hora na superfície -, a grandes distâncias; emergir em ângulo vertical agudo, submergir em condição crítica. “Viverá” batalhas e cercos virtuais de combate. Fará disparos de todas as suas armas e ensaiará a saída e o resgate de times de mergulhadores de combate. Haverá exercícios de incêndio, de naufrágio e de ações furtivas dedicadas à inteligência. O jogo de gato e rato do ataque contra inimigos e da defesa contra inimigos passará a fazer parte da rotina diária. O mergulho no limite de segurança de 350 metros terá de ser superado até um ponto que é considerado informação secreta. Só depois disso tudo o S-40 poderá cumprir a missão para a qual foi destinado – o controle das águas oceânicas de interesse do País.

A Marinha utiliza quatro submarinos da classe Tupi, de tecnologia alemã, comprados nos anos 70. Tem mais um, o Tikuna, de concepção dos engenheiros do estaleiro da Ilha das Cobras, no Rio. Tomando como referência os navios anteriores, três dos quais construídos no Brasil, a equipe especificou uma nova classe. Toda a flotilha precisa passar por procedimentos de revitalização. Não há informações a respeito da disposição atual das unidades, de 30 anos em média. O projeto original do Scórpene foi modificado para atender necessidades brasileiras. O submarino cresceu cerca de cinco metros e ganhou cerca de 400 toneladas. Os próximos navios serão o S-41 Humaitá, S-42 Tonelero e o S-43 Angostura. Em 2016 a Procuradoria Geral da República determinou investigações sobre um possível superfaturamento de R$ 2,8 bilhões no Prosub. A Marinha nega, e destaca que “não conhece qualquer irregularidade” nos contratos firmados com a Odebrecht Defesa e Tecnologia, parceira brasileira do Naval Group, francês. As obras são acompanhadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e por peritos da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Fonte: Época Negócios ( https://epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2018/12/epoca-negocios-marinha-lanca-novo-submarino-riachuelo.html  )

Categories
Estados Unidos Geopolitica INFOPLANO Rússia

Infográfico Plano Brasil: Comparativo estratégico entre Estados Unidos & Rússia

Tito Lívio Barcellos Pereira

No dia 16 de julho, foi realizada uma reunião de cúpula na cidade de Helsinki, a capital da Finlândia, entre o presidente norte-americano Donald Trump e seu homólogo russo, Vladimir Putin.

Interesses divergentes e outras questões geopolíticas e estratégicas estiveram presentes nas pautas de discussão desses líderes políticos, tais como, a Guerra na Síria e Ucrânia. mas também foram discutidas as acusações de interferência do governo russo nas eleições norte-americanas de 2016, da qual se denuncia que Moscou teria supostamente favorecido a candidatura de Donald Trump.

Nesses tempos de “Guerra Fria requentada”, como apontam muitos analistas, o Plano Brasil se propõe a apresentar no gráfico abaixo um pequeno comparativo estratégico mostrando a assimetria existente entre duas das principais potências militares e econômicas da atualidade.

 

Clique na imagem para vê-la em melhor resolução


Categories
China Conflitos Defesa Estados Unidos Geopolítica Geopolitica Hangout Opinião Vídeo

Coréia do Norte, Cúpula de Singapura e suas implicações

Hangout do Plano Brasil tratando sobre a Cúpula de Cingapura, o esperado encontro entre Kim Jong Un e Donald Trump, e suas implicações para a Coréia do Norte e demais atores envolvidos.

Com as participações:

Renato do Prado Kloss
Bacharel em Relações Internacionais pelo IBMEC-MG (2013) e Mestre em Estudos Estratégicos pela University of Reading (2017). Atualmente, focado nas áreas de Estratégia, Segurança, Defesa e Assuntos Asiáticos. Tem experiência nas áreas de Relações Internacionais, Estratégia e História Militar.

Tito Lívio Barcellos Pereira
Licenciado em Geografia pela Universidade de São Paulo (2009), bacharelado em Geografia pela Universidade de São Paulo (2010). Atualmente é integrante – grupo de estudos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humans (FFLCH-USP) e mestre em Estudos Estratégicos da Defesa e Segurança pelo Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (INEST-UFF). Atualmente doutorando em Estudos Estratégicos Internacionais  pela UFRGS.
É integrante do grupo de estudos sobre Rússia e Espaço pós-soviético pelo Laboratório de Estudos da Ásia (Departamento de História – USP) e pesquisador do Laboratório Defesa e Política[s] (INEST – UFF). Tem experiência na área de Geografia, Ciência Política e Relações Internacionais, com ênfase na área de Geopolítica, Geografia Regional, Rússia e Espaço pós-soviético.

 

Mediação: Luiz Medeiros – Equipe Plano Brasil.

Categories
Geopolítica Geopolitica Inteligência

Gastos militares dominam discussões da cúpula da Otan

Imagem- MT5

Os gastos militares nacionais dos 29 países da Otan dominam a cúpula desta quarta e quinta-feira em Bruxelas, após as críticas do presidente americano, Donald Trump, para quem seus aliados não gastam o suficiente e se aproveitam dos Estados Unidos.

“Países da Otan têm que pagar mais, os Estados Unidos têm que pagar menos. Muito injusto!”, tuitou Trump, para quem os membros europeus da Aliança e do Canadá não respeitam seu compromisso de destinar 2% de seu PIB nacional à defesa.

Mas qual é a situação por trás das críticas?

– Quanto os Estados Unidos investem em defesa? –

Donald Trump afirmou, na segunda-feira, que os Estados Unidos “estão pagando 90% da Otan” – embora não esteja claro como chegou a esse valor.

Os dados publicados nesta terça-feira pela Aliança mostram que o orçamento nacional de defesa dos Estados Unidos representa dois terços do conjunto dos aliados em 2018.

Segundo valores constantes desde 2010, o orçamento da maior potência militar do mundo chega a 623,241 bilhões de dólares, frente aos 935,557 bilhões dos 29 aliados.

Continua depois da publicidade

O Reino Unido está na segunda posição com 59,755 bilhões de dólares, seguido de França (53,038 bilhões) e Alemanha (48,862). O Canadá está em sexto, com 23,637 bilhões.

– 2%: um compromisso vinculante? –

Independentemente do volume de sua economia, os países da Otan se comprometeram na cúpula de Gales de 2014 a aproximar seu gasto à meta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional até 2024.

Os 28 aliados de Washington também acordaram, em meio à tensão com a Rússia por seu papel no conflito na Ucrânia, a frear os cortes nos setores de defesa, realizados durante a crise econômica.

Desde então, o gasto total dos aliados europeus e do Canadá acumulado já não registrou cortes e aumentou em cerca de 87,6 bilhões de dólares.

Contudo, desde sua chegada à Casa Branca em janeiro de 2017, Trump se referiu ao objetivo de 2% diversas vezes para garantir que seus aliados não cumprem sua promessa.

Os aliados não veem exatamente assim. “Não é uma obrigação legal vinculante, é uma orientação política”, reconheceu uma fonte diplomática de um país da Otan.

– Quem cumpre os 2%? –

Em termos percentuais em relação ao PIB, a maior economia do mundo é de longe a maior contribuinte, com 3,5% do PIB – segundo dados da Otan de 2018 baseados em valores de 2010.

Além dos Estados Unidos, cumprem o objetivo a Grécia, com 2,27%, a Estônia (2,14%) e o Reino Unido (2,10%), aos quais se somou neste ano a Letônia, com 2%, de acordo com esses dados.

Polônia (1,98%), Lituânia (1,96%) e Romênia (1,93%) podem se juntar ao grupo em 2018, já que esses países acordaram a nível nacional alcançar a meta, segundo a Otan.

A Alemanha, maior economia europeia, se manteria estável este ano em 1,24%, o que lhe torna o alvo preferido das críticas do presidente americano.

Dos 29 membros da Otan, Luxemburgo registraria o menor gasto militar em 2018, com 0,55% do PIB nacional, atrás de Bélgica e Espanha, ambos com 0,93%.

– Além dos 2% –

O presidente dos Estados Unidos algumas vezes sugeriu que seus aliados “devem dinheiro” à Otan, embora isso crie confusão ao não diferenciar a meta de gastos nacionais e as contribuições diretas para a Aliança.

Essas contribuições são usadas para financiar o “orçamento civil” da Aliança (291 milhões de dólares em 2018), que cobre o custo da administração da sede da organização transatlântica em Bruxelas.

Mas os 29 aliados também contribuem para o “orçamento militar” de cerca de 1,55 bilhão de dólares em 2018, que financia a estrutura de comando da Otan.

A contribuição é feita com base no tamanho da sua economia. Os Estados Unidos, portanto, pagam 22% do total, seguidos por Alemanha, com 14%, e França e Reino Unido, com 10,5% cada.

Fonte:AFP via  EM

Categories
Defesa Equipamentos Forças Especiais Negócios e serviços Rússia Segurança Pública Sistemas de Armas Uncategorized

Exército russo recebe lote de metralhadoras RPK-16 para testes operacionais e Kalashnikov apresenta novos projetos

A metralhadora leve Kalashnikov RPK-16 de 5.45mm exibida na feira Army-2017, ´perto de Moscou, na Rússia. (Fonte: Army Recognition)

 

O Grupo Kalashnikov providenciou para o Ministério da Defesa da Federação Russa um lote da nova metralhadora leve RPK-16 para testes operacionais nas tropas, segundo informações da empresa. “O Ministério da Defesa recebeu no primeiro quartel de 2018 um lote das novas metralhadoras leves RPK de 5.45 mm para testes operacionais. A produção em série do RPK-16 é esperado em paralelo com os rifles AK-12 e AK-15.” diz a empresa.

Forças de segurança e clientes estrangeiros demonstraram interesse no produto. Sua grande vantagem é a possibilidade de troca de cano. A arma também possui um tripé desmontável, um carregador para 95 projéteis, um silenciador opcional de rápida instalação, e equipamento para transporte.

Com um cano curto, a nova metralhadora pode atuar como um rifle de assalto em curtas distâncias assegurando um tiro automático. Já um cano mais longo providencia maior precisão a média e longa distancia.

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=EXHwVqFoHo8[/embedyt]

Vídeo de demonstração da RPK-16 (Fonte: Russia Beyond)

 

Novos Projetos

A Kalashnikov também está criando uma nova geração de rifles usando como base o rifle compacto AM-17 e o AMB-17 (este último com silenciador embutido, sucessor do AS Val). “O trabalho está em curso para desenhar uma plataforma futura começando com os modelos compactos AM-17 e AMB-17”, segundo a empresa.

Rfle compacto AM-17 (Fonte: Modern Firearms.Net)

A nova arma utilizará materiais poliméricos, novas tecnologias de produção e buscará satisfazer os atuais requerimentos ergonômicos e operacionais.

O Rifle silencioso AMB-17 (Fonte: Modern Firearms.Net)

 

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=JQFEKu3BTF4[/embedyt]

Vídeo de demonstração do AM-17 e AMB-17 (Fonte: Kalashnikov Media)

 

 

Com informações de ArmyRecognition e Agência Tass

Categories
Estados Unidos Geopolítica Geopolitica

AO VIVO - ENCONTRO DE TRUMP e KIM JONG UN - HISTÓRICO !

https://www.youtube.com/watch?v=52gywx8SlwQ

 

Categories
Defesa Geopolítica Geopolitica Inteligência Traduções-Plano Brasil

Arábia Saudita ameaça Qatar com "ação militar" em deste adquirir os sistemas de mísseis S-400

De acordo com relatos do jornal “Mundo”, Riad pede para que Paris pressione o Catar e impeça a aquisição  deste sofisticado sistema de defesa antiaéreo russo.

Por Benjamin Barthe – Correspondente em Beirute.

Tradução e adaptação- E.M.PINTO

Um ano após o início da crise interna nas monarquias do Golfo não há aidna sinais de apaziguamento. A tensão entre Qatar, de um lado, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e Bahrein, por outro lado, que cortou as relações diplomáticas e económicas com Doha desde 05 junho de 2017,  talvez nunca tenha estado tão viva.

De acordo com informações obtidas pelo Le Monde, a Coroa Saudita enviou recentemente uma carta à presidência francesa, na qual Riad afirma estar pronta para realizar uma “ação militar” contra o Qatar se este vier adquirir, já que expressou a intenção, os modernos  sistemas de defesa antiaéreo russo S-400.

O embaixador do Qatar em Moscou, Fahad Bin Mohamed Al-Attiyah, disse em janeiro que seu país pretende adquirir este modelo de sistema de mísseis, considerado um dos mais bem sucedidos do mundo, dizendo que as negociações com o Kremlin estavam em um “estágio avançado” . Um mês depois, Riyadh admitiu estar igualmente  negociando com os russos para adquirir o mesmo modelo de sistemas de defesa anti aérea.

Na carta enviada ao palácio do Eliseu, cujo conteúdo foi revelado no Le Monde por uma fonte francesa próxima à questão, o rei Salman expressa sua “profunda preocupação”em relação às negociações em andamento entre Doha e Moscou. O governante saudita está preocupado com as conseqüências que uma instalação de S-400s no território do Qatar teria sobre a segurança do espaço aéreo saudita e alerta para um risco de “escalada militar” .

Guerra fria

Em tal situação, “o reino estaria pronto para tomar todas as medidas necessárias para eliminar estes sistemas de defesa, incluindo ação militar”, escreve o monarca, que conclui sua carta pedindo ajuda a Emmanuel Macron para impedir a venda e preservar a estabilidade da região.

O Ministério das Relações Exteriores da França, perguntado pelo Le Monde, não quis comentar. As autoridades sauditas, também contatadas, não reagiram ao publicar este artigo.

As ameaças feitas na carta são sintomáticos da guerra fria e desmembramento do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), o clube de pétromonarcas da Península Arábica. O Qatar é acusado por seus vizinhos de apoiar movimentos terroristas no Oriente Médio e tornar-se complacente com relação ao Irã, o inimigo número um de Riade e Abu Dhabi.

Colocado durante a noite em um bloqueio virtual, o emirado tem amortecido o choque, reorganizando toda a velocidade suas cadeias de abastecimento e desenhando em suas reservas cambiais confortáveis as pressões. O Qatar por sua vez acusa os seus ex-parceiros do GCC, de implantarem uma campanha de intimidação com a intenção de forçá-lo a realinhar sua política externa com a de Riyadh.

Frenesi de compras de armas

O Abu Dhabi e Riyadh levantaram o seu bloqueio em uma série de concessões, tais como o fechamento da Al-Jazeera – acusado de promover extremistas comuns no Oriente Médio – o fechamento da base militar turca no território do Qatar e a revisão em baixa das relações de Doha com Teerã. Medidas inaceitáveis ​​para o emirado, equivalentes segundo ele a um abandono da soberania.

Intimamente convencidos de que escaparam por pouco de uma invasão militar em junho de 2017, os líderes do Catar, desde então, embarcaram em um frenesi de compras de armas, com a intenção de dissuadir seus vizinhos. No segundo semestre de 2017, eles assinaram um contrato de € 5 bilhões para sete navios de guerra italianos, outros US $ 12 bilhões para cerca de trinta calas F-15 americanos e um terço de cinco, 5 bilhões por 24 aviões de caça britânicos Typhoon.

Neste deboche, a aquisição dos S-400 marca um ponto de virada. Tal acordo aproximaria Doha de Moscou, apesar das profundas diferenças entre os dois países, como no dossiê sírio. Tal evolução poderia irritar os Estados Unidos, que mantém uma base militar no Qatar e é seu fornecedor histórico de armas.

Distância igual

O emir Tamim Al-Thani, o governante de Doha, está realmente pronto para assumir o risco de irritar o país cujo apoio é indispensável na atual crise? Ainda precisa ser visto. Em junho de 2017, imediatamente após a quarentena de Doha, o presidente dos EUA, Donald Trump, postou um tweet em apoio à iniciativa saudita-UAE .

Mas nas semanas seguintes, sob a influência do Pentágono e do Departamento de Estado, a Casa Branca se reposicionou a uma distância igual dos irmãos inimigos do Golfo, impedindo de fato que a dupla Abu Dhabi-Riyadh tomasse medidas retaliação contra Doha.

No entanto, os esforços de mediação desde então pela administração dos EUA falharam, assim como os esforços do emir do Kuwait, o xeque Sabah Al-Ahmed Al-Sabah. Essa paralisia, aliada aos confrontos nas redes sociais dos partidários de ambos os campos, mantém um clima propício à febre.

Fonte- Le monde

Categories
Conflitos Conflitos e Historia Militar ERICH SAUMETH Geopolítica Terrorismo

Colômbia, as FARC e as dissidências

* Mapa: Em destaque azul, as frentes e colunas confirmadas em reincidência e localizadas por departamento. Em vermelho, aqueles sobre os quais existem indicações e relatórios. Imagem Adaptada pelo Plano Brasil do original (Infodefensa).

 


Autor: Erich Saumeth Cadavid

© Plano Brasil- 2018

Tradução e adaptação- E.M.Pinto- Plano Brazil

 

 


Em setembro de 2017, o comissário de paz Colombiano Rodrigo Rivera anunciou que um total confirmado de 11,345 homens entre soldados e militantes das FARC-EP,  tinham se desmobilizado segundo atestavam as listas com nomes e identidades que o mesmo grupo insurgente forneceu ao governo . (1)

Apenas sete meses depois, relatórios de diferentes organizações colombianas e internacionais especializadas no estudo da violência neste país, bem como nos meios de comunicação, houve uma revisão no número de membros do agora chamado grupo armado (GAO) FARC-EP, o qual havia alcançado um número recorde que oscila entre os 1.721 a 1.871 homens reengajados nas armas. (2)

De fato, em relação ao número total de membros das chamadas dissidências das FARC-EP, as diferentes instituições governamentais com competência nesta matéria ainda não conseguiram estimar e concordar com o valor exato.

Foi assim que o Ministério da Defesa estimou em 750 membros, enquanto as Forças Armadas acreditam que existam 500, assim como a Procuradoria Geral da República, embora o Ouvidor e a Agência para a Reincorporação e a normalização calcula 800 para os dissidentes, um número aproximado de 700 que a Fundação de Paz e Reconciliação calcula e que o Grupo de Crise considera próximo a 1.000 (3).

Finalmente, foi uma compilação do jornal El Espectador, que com números detalhados estima os dissidentes em aproximadamente 1800. (4)

 

Estes homens seriam agrupados em 18 grandes estruturas em todo o país, mas o Infodefensa.com foi capaz de determinar que há um total de 46 estruturas, divididas entre frentes, colunas móveis e gangues, que estão presentes em 19 dos 32 departamentos desta nação, ou há relatos ou indicações de atividades dissidentes que estão em processo de serem confirmadas pelas autoridades.

Neste sentido, investigando as informações fornecidas por fontes e relatórios das Forças Armadas, bem como de instituições, organizações e imprensa, a continuação da presença armada ou a reincidência em 21 frentes e cinco móveis e Foram estabelecidas indicações – no processo de confirmação – de outras 18 frentes e duas gangues também reincidentes e em atividades em certos territórios.

Estas estruturas estão presentes principalmente no sul-oeste do país (perto da fronteira com o Equador) e centro-leste e precisamente em regiões onde também são as maiores áreas de cultivo de folha de coca desta nação.

Os dez reinos da coca

De fato, de acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), metade desses cultivos estaria localizado em dez municípios do país, nove deles nos departamentos de Cauca, Nariño e Putumayo, no sul do país. O ocidente colombiano e na área não só de maior concentração e tráfico de cocaína na Colômbia (5), cujo número de hectares para 2017 foram avaliados pelos Estados Unidos em aproximadamente 188.000 (6), o que no mercado daquele país representa 92% da cocaína consumida (7), apesar das 797,8 toneladas apreendidas entre 2016 e 2017 e de 60 mil hectares nos últimos dois anos, este último em grande parte graças ao empenho das Forças Armadas (8) .

Estes hectares são então o maior número nos últimos 21 anos, em grande parte motivados pela suspensão da pulverização aérea que desde outubro de 2015 ordenou o Conselho Nacional de Narcóticos, medida que o Tribunal Constitucional através de sentença de abril 2.017 proibiu a aplicação pelo governo colombiano, circunstâncias que sem dúvida aceleraram o desenvolvimento dos acordos de paz que avançaram até agora com as FARC-EP, que o solicitaram na negociação e que se tornou um dos as decisões mais irresponsáveis ​​na luta contra o narcotráfico da administração colombiana atual e de saída (9). Isto porque, apesar de seus benefícios indiscutíveis do ponto de vista ecológico e sanitário para as comunidades em particular, também está fora de questão que o  aumento acelerado do cultivo e, portanto, o tráfico ilegal gerou conseqüências que afetaram a segurança, convivência e ordem pública (além dos danos à saúde e ecológicos, já que a exploração madeireira, ao contrário da fumigação, tem efeitos permanentes) de toda a nação.

O boom e crescimento acelerado da área cultivada de folha de coca, (estimada em mais de 100% em relação a 2015 e particularmente nas áreas onde historicamente foram localizados), além da implementação de um processo mal planejado e  de incentivos para a substituição manual (Plano Nacional de Substituição Voluntária de Culturas Ilícitas – Pnis), tem sido o combustível econômico que permitiu aos dissidentes Farc-Ep se beneficiarem dos recursos para reconstruir e crescer seus quadros armados, com a consequente deterioração da situação de ordem pública nesses territórios e com um aumento notável no micro tráfego nas capitais e cidades intermediárias, que tem desencadeado a insegurança que afeta os níveis de segurança e coexistência cidadã no País.

A ordem no caos nas populações onde o Pnis vem se materializando, as situações de ordem pública também vêm se deteriorando desde o ano passado, conforme registrado pelo governo. O aumento na taxa de homicídios em 36 dos municípios onde o Plano de Substituição foi inserido e um aumento da mesma taxa em 5 5% das populações com presença de culturas e onde houve intervenção do Estado na questão da substituição, enquanto nos restantes 44% dos municípios cocalero e onde não houve ações do Estado, tem havido uma diminuição do número de homicídios. (10)

Claramente, então, e apesar das declarações do vice-presidente colombiano, Oscar Naranjo, no sentido da eficácia do NIP ligando 123.000 famílias ao programa e ter alcançado uma erradicação voluntária de 38.000 hectares (11), a realidade é que a atual administração não conseguiu implementar uma política coerente e voluntaria para a erradicação, ou forçando uma primeira vez para a suspensão de pulverização, que promoveu um aumento no tamanho médio das culturas, seguindo por incentivos em dinheiro para erradicar voluntariamente, o que teve o efeito de semear mais para obter o benefício econômico e terceiro porque as respostas do estado não são coordenadas e não integram segurança ou desenvolvimento rural sustentável, mesmo apesar dos consideráveis ​​orçamentos (em papel) ) que serão destinados durante os próximos 15 anos para tais efeitos. (12)

Na época, o crescimento da produção teve como resultado um maior volume nos estoques de medicamentos disponíveis, o que não é exportado em sua totalidade devido a apreensões pelas Forças Armadas da Colômbia, bem como por aqueles que realizam o governo dos EUA através de suas agências, que abriu a possibilidade de expandir o mercado doméstico, colocando quantidades consideráveis ​​de drogas nas cidades, estimando que a cada cinco toneladas, uma é deixada para consumo interno (13), a um preço razoávelmente baixo (e, portanto, acessível para os setores mais depreciados da sociedade), aumentando assim o consumo exponencialmente, o que, de acordo com o Departamento Administrativo Nacional de Estatística (Dane), resultou em um número próximo de um milhão e meio de consumidores (14)

Em um negócio que movimenta somas perto de dois bilhões de dólares anualmente (15), gerando uma série de dinâmicas derivadas dele e que afetam primeiro medir os núcleos familiares, a coexistência cívica e finalmente a segurança, este último problema considerado como um dos principais a ser resolvido pelos diferentes aspirantes à presidência colombiana. Juntamente com os regulamentos legais que buscam descriminalizar a dose mínima e uma política criminal e prisão muito pobre, promoveram um aumento do microtráfico, o que nos coloca como o quarto país no consumo a nível regional (16)

O Cenário atual é derivado diretamente do aumento das áreas de coca cultivada e não erradicada e de uma completa ausência de soluções possíveis levantadas pela administração nacional, o que só tem sido limitado para lembrar os benefícios dos acordos de paz, o que, obviamente, neste tópico são nulos.

Esta tese é reforçada com o fato de que esse problema não foi abordado com uma resposta do tipo intersetorial pela institucionalidade, tentando não apenas compreender a expansão do fenômeno, mas também compreender a dinâmica nesses territórios e não apenas aumentar a força nos cinco departamentos onde estão localizadas 80% das plantações (todas coincidentes), tentando aliviar a situação e quase limitar-se exclusivamente à apreensão da droga procesada.

Paradoxalmente, em áreas com a maior safra sob controle agora em grande parte a dissidência e os níveis de violência das Farc tendem a ser baixas, nessas áreas e vias de tráfego exercem frentes, mas tendem a aumentar nas cidades pelo microtráfico e disputas que pela comercialização e controle do território geram essa atividade entre as gangues criminosas. (17)

Sob o controle de terroristas, as áreas com maior presença de cultivos de coca são precisamente aquelas em que não apenas as FARC estavam historicamente presentes, mas também onde suas dissidências estão operando novamente. Na verdade, desde o início do processo de desmobilização e de concentração em 19 veredales áreas de transição de Normalização (zvtn) e os nove pontos transitórios para a Normalização (PTN) (18), agora chamados Espaços de Formação Territorial e Reintegração (ETCR), 15 aldeias nestas áreas tiveram plantações de coca, bem como 15 também rotas de tráfego para coca processada e em cinco aldeias do PTN com culturas e rotas de tráfico de drogas, tendo sido as FARC que precisamente apontam a localização para zvtn e ptn. (19)

Este link ao lado da histórica (mas na história recente das FARC-EP),foi consagrado no Acordo de 4: Ilícito acordo de paz drogas pelo qual o governo colombiano concordaram em “lançamento políticas e programas deste ponto “enquanto as FARC-EP concordou acabar com o conflito, acabar com qualquer relacionamento, ( 20),

Um compromisso que foi quebrado por um dos seus membros, Jesus Santrich, pertencente ao Nacional (e ex-funcionários Central), depois que ele foi acusado de tráfico de drogas e procurado para extradição pelo governo dos Estados Unidos. O impressionante sobre esta detenção, o que demonstra o poder da corrupção gerada pelo tráfico de drogas e realização permeiam o círculo de maior poder reinserido importante desta organização é que a distância de seus membros dessa atividade praticar e uma percentagem preocupante não foi dada, sendo esta mais evidente para muitos setores políticos e sociais da nação, que alertou o governo durante as conversações de paz da possibilidade de reincidência na mesma, (não punidos acordos sob ponto de extração artigo que foi finalmente restaurado pelo congresso), mas não para a administração da Colômbia, em um esforço para legitimar os acordos de paz, propositadamente ou ignorar os avisos e indicações  claras ao resto do país. (21)

No final eles tiveram que obter o syndication EEUUL a Jesus Santrich o que realmente mostra é que, embora o procurador-geral colombiano  argumente que ele estava investigando, tinha em prática para ser um governo estrangeiro (Estados Unidos) aquele que investigou suas atividades, o acusou e pediu a extradição para o seu julgamento, a ponto de continuar a considerar este grupo como uma organização dedicada ao tráfico de drogas. Esta, infelizmente, provou não apenas que os acordos foram violados, como também, que a justiça externa que deve a responsabilidade do trabalho colombiano e à inação de outra forma vergonhosa pelo governo nacional, que ainda não foi capaz de explicar como em no país pós-conflito com um guerrilheiro desmobilizado, um ex-chefe pode contrabandear dez toneladas de cocaína (plantado, colhido, processado, transportado e vendido), precisamente nos territórios que hoje controlam a dissidência dessa organização. Não se entende como este concerto criminoso foi escondido.

A saída de Ivan Marqués de Bogotá para ETCR de Miravalle em Caqueta acrescenta, com o aparente propósito de acalmar os medos do reinserido, mas com precisão e, em seguida, para dialogar com um dos mais importantes, o Sr. conhecido como conhecido como El Paisa e ex-comandante da coluna móvel Teófilo Forero, alcançado o efeito oposto, ao decidir este deixar o ETCR e declarar única volta para ela, Santrich foi lançado, levando a se perguntar se esta organização está disposta não só a reconhecer a ação da justiça contra os seus membros, mas também se esta será uma resposta que vai estender .

Além disso, reflete a fraqueza de um processo que foi construído em grande parte motivado para buscar uma solução alternativa e consensual para o problema do tráfico de drogas, em seu principal produtor – as FARC -, que evidentemente não conseguiu, nem quis se destacar desse fenômeno.

Na verdade e neste sentido podemos antecipar que este ano, o governo colombiano vai apresentar uma proposta alternativa para substituir os cultivos de folha de coca, a fim de  legitimar o uso de armas, afirmando ser os porta-vozes de um setor da sociedade colombiana (colonos e camponeses do sul-oeste do país) e, por outro, tomar distância aparente da FARC original, e apresentado como um grupo externo e oposição para o processo de paz, a reincidência das FARC, Nos territórios onde eles fizeram a sua presença antes de sua desmobilização, e o aumento exponencial em plantações de folha de coca em si, é detalhado na identificação das frentes e colunas das quais é incertom onde crimes são novamente cometidos e aqueles que já começaram a ser relatados ou dos quais há notícias ou evidências sobre sua aparência renovada.

Estes são então e discriminados por departamentos (norte a sul): –

La Guajira: Relatórios e evidências: Parte dianteira 19 e enfrenta 59-Bolívar: relatos e evidências: Frente 37-Córdova: Relatórios e evidências: Front 58 Antioch: Confirmado : 18 frontal e dianteira 36Reportes e indicações: dianteiro 5 e 57 (Uraba) -Northern Santander: Relatórios e indicações: Frontal 33 (Catatumbo) Arauca: Confirmado: Frontal 25Reportes e sinais: 10 Frente-choco: Relatórios e indicações: frente 34-Valle: Confirmado: 30Reportes frente e sinais: frente 60 e Coluna móvel Miller Perdomo (MP) -Tolima: Relatórios e indicações: frontais 21 e frente Tulio Varon (TV) -Huila: Relatórios e indicações: frente 3 e frente 17-Cauca: Confirmado: frente 6 da frente 30, Coluna Miller Perdomo móvel Jacobo Arenas móvel Coluna e (JA) -Nariño: Confirmado: frente Oliver Sinisterra (sul unida Guerrillas), da frente 29, Mariscal Sucre móvel Coluna (MS) e Daniel Aldana Mobile Column (DA) Relatórios e pistas: Frente 64, La Banda de la Vaca (BV) e pessoas comuns (GC) .- alvo: Confirmado: Frontal 1 frontal 7, da frente 27, da frente 40, 44 e Dianteira 62Reportes e sinais: Frontal da frente 42 e 43-Vichada: Confirmado: da frente 16, 44 frontal, frente Acacio Medina (AM) -Guaviare: Confirmado: Frontal 1-Guainía: Confirmado: Frontal 16 Frente Acacio Medina (AM) -Vaupés: Confirmado: Frontal 1 Frontal Vaupe (FV) .- Caquetá: Confirmado: frente1, frontal 7 Frontal 14, 15 frontal, frente 49, Front Duvar Valencia (DV), Coluna móvel Teófilo Forero (TF) relatórios e indicações: frontal de 3 Putumayo: confirmado: Front 48Reportes e indicações: Front total de 32in 21 Frentes em seguida, confirmar e 5 colunas móvel reincidentes e relatórios e indicações de 18 frentes e 2 bandas em potencial reincidência, para um total 46 estruturas das FARC-EP, em situações de reincidência ou possível recorrência apenas um ano e 5 meses de acordos de paz assinados na Colômbia Bibliografia:

(1) -kienyke.com: Fechado as listas das Farc.

(2) e (4) -colombia2020.eles pectador.com: Pie força aproximada disidencia de Farc na Colômbia

(3) -ideaspaz.org dissidências

(5) -unodc.org:. Colômbia, censo 2017.

(6) -crisisgroup.org: grupos Armadas colombiano

(8) -Infodefensa.com: US envia fundos para a Colômbia

(9) -corteconstitucional.gov.co: Acórdão T080 2017

(10) -verdadabierta.com: substituição voluntária de cultivos ilícitos

(11) – Semana vivo .. : general Naranjo e Ariel Avila, lupa à implementação

(12) -semana.com Entrevista Daniel M. Rico

(13) -eltiempo.com .. microtrafficking na Colômbia

(14) e (16) -dinero.com.: . como eu mover o negócio da microtrafficking na Colômbia

(15) -periscopiopolitico.com.co .. microtrafficking e tráfico de drogas na Colômbia

(17) -Week ao vivo que tanto poder tem apelido Guacho

(18) -bbc.com.uk: Farc concentrada nas áreas veredales

(19). -colombiacheck.com maioria das áreas encontram-se perto de culturas veredales coca

(20) -colombia2020.elespectador.com .. item 4, drogas ilícitas

(21 )-o tempo. com: A traição de trichi aos acordos de paz.

 

 

Fonte: Infodefensa

 


Sobre  o Autor:
Erich Saumeth é Analista e pesquisador colombiano sobre questões de Defesa, Segurança Nacional, Geopolítica e Políticas Governamentais. Mestrado em Estudos Políticos com ênfase em Políticas de Defesa e Segurança, Especialista em Estudos Político-Econômicos, Diploma em Estudos Geopolíticos, Diploma em Desenvolvimento Humano, Advogado. Especialidades: Defesa – Segurança – Coexistência – Governo. Corresponsal para Colombia de Tecnología Militar e Infodefensa.com