Defesa & Geopolítica

2018 pode marcar surgimento de várias ‘Rotas da Seda’

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Japão, Índia e Coreia do Sul já estão planejando alternativas ao projeto da China, disse o doutor Carlos Moneta. O especialista realizou, além disso, um balanço de 2017, na Ásia.

© AFP 2017/ Greg Baker

No plano econômico, disse que esses países mantêm as taxas de crescimento mais altas do mundo. O geopolítico também analisou as tensões e as iniciativas de integração.

“Do ponto de vista econômico, foram mantidos bons níveis de crescimento. China esteve entre 6 e 7%. Para Índia, Coreia e Japão, houve variações, mas os valores são bons, e o Sudeste também cresce, em média de 5%. Em termos muito gerais, pode-se dizer que os principais países e grupos mostraram bons resultados”, assegurou Carlos Moneta, doutor em relações internacionais e em ciências sociais e professor da Universidade Nacional de Tres de Febrero (Buenos Aires). Não obstante, a região apresentou rispidez no plano político e geoestratégico.

Moneta se referiu a uma importante alteração na China com a consolidação de Xi Jinping como líder.

“Há um ponto de ruptura na política externa. Passa-se da estratégia de Deng Xiaoping de esconder a cabeça, para a atual de mostrar uma China forte e poderosa, com um novo papel internacional, com uma presença mais afirmativa em diferentes cenários. A ponta da lança é o projeto da Rota da Seda. Através dele, propõe-se assegurar e promover o comércio, mas também asseguram que vai contribuir para a governança mundial e a formação de uma nova ordem.”

O cenário se torna ainda mais complexo ao observar que “não há uma única Rota da Seda, mas várias”: Coreia do Sul também tem a sua “Rota da Seda”, o Japão e a Índia, que têm avançado nos diálogos entre os primeiros-ministros Shinzo Abe e Narendra Modi e há outros casos, ressalta o professor à Sputnik Mundo.

Para finalizar, o especialista falou sobre a importância dos laços da Ásia com países como Argentina, Brasil, Peru e Chile, que querem entrar no Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura. “Isso é fundamental, porque entrar nele significaria para o setor público e privado entrar em um mundo do conhecimento que carecemos completamente.”

Fonte: Sputnik

 

One Comment

  1. jose luiz esposito says:

    Desde 1889 , países que não existiam , eram Colônias , estavam na Idade Média ( Japão ) , viviam assolado por guerras externas e internas ,estavam ocupados por outras nações etc , etc , nos passaram ou em Vias de nos Passarem , e o Brasil Parado , Estagnado , Perdido , coitado do meu País , todos os Sonhos de minha Geração foram Perdidos , neste Período suas Lideranças fizeram de tudo para o Detonarem , desgraçadamente a 50 anos afirmava , o GOLPE da REPUBLIQUETA do EXERCITO , destruiu completamente o Nosso Futuro como Nação e Potência , viramos um país tipo aquele Bobão Grandão e Idiota , somos um TRAÇO ZERO para o Mundo , não Investimos em Tecnologias , Brincamos de Defesa , que não nos serve nem para alavancarmos Tecnologias , enquanto isso as Nossas Castas Corporativistas dia a dia avançam no Erário Público ,com mais Vantagens e Benesses , para elas não existe nenhum país melhor que o Brasil, mas investem em Miami o que nos espoliam. Tomem Vergonha Políticos , Judiciário e Militares , jogaram todo o nosso Futuro no LIXO !

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