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Conexão Geo com Cmte. Leonardo Mattos

 

Pautas de hoje:

1) As eleições europeias e mais um capítulo do BREXIT
2) A Guerra entre China e EUA prossegue
3) Narendra Modi é reeleito na India
4) Atualizando a Venezuela
5) Notícias Militares
6) O que vem por aí

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China Defesa Geopolítica Sistemas de Armas Traduções-Plano Brasil

O Pentágono avalia que o novo míssil balístico lançado pelo ar completará a tríade nuclear Chinesa 

Tradução e adaptação-E.M.Pinto

O Pentágono está preocupado com o fato de Pequim estar se aproximando de obter plena capacidade de sua tríade nuclear, o que significa que se juntaria a uma elite de nações capazes de entregar armas nucleares por terra, ar e mar.

Atualmente esta capacidade só é existente em apenas três países no mundo, Estados Unidos, Rússia e Índia.

O Gabinete do Secretário de Defesa dos EUA observou em seu relatório anual ao Congresso na semana passada que

“A China continua melhorando sua capacidade nuclear terrestre e submarina e está buscando a tríade nuclear viável com o desenvolvimento de um míssil balístico lançado pelo ar (ALBM). “

Os ALBMs são raros: os EUA exploraram o conceito no início dos anos 1960 como uma forma de manter relevante sua enorme frota de bombardeiros estratégicos, enquanto a União Soviética ignorou a idéia e imediatamente começou a produzir mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs), que se mostraram muito mais confiáveis. O desenvolvimento bem-sucedido do míssil balístico lançado por submarino (SLBM) fez com que os ALBMs fossem preteridos.

No entanto, enquanto os EUA mantiveram sua frota de bombardeiros estratégicos como parte de sua tríade nuclear, continuando a armá-los com bombas nucleares, a China destinou esta função aos seus bombardeiros no final dos anos 1970 ou início dos anos 80.

As aeronaves fornecidas ao Segundo Corpo de Artilharia – agora chamado de Força de Míssesi do Exército Popular de Libertação (PLARF) recebeu então os ICBMs.

No ano passado, o Pentágono notou que Pequim reverteu essa decisão após o anúncio público do programa de bombardeiros furtivos da China e o teste de um ALBM conhecido apenas como CH-AS-X-13. Esse míssil foi testado recentemente em janeiro de 2018, disparado de um bombardeiro H-6K. No entanto, o relatório do Pentágono de 2019 observou que um segundo ALBM com capacidade nuclear poderia estar em desenvolvimento.

Além da ALBM, a China também possui pelo menos 90 mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs), bem como uma grande quantidade de mísseis balísticos de médio alcance e alcance intermediário apoiados pelo PLARF, informou a Sputnik.

Pequim também possui quatro submarinos do Type 094 da classe Jin, com mais dois em construção e outra classe, a Type  096, está prevista para incorporação em meados dos anos 2020. O Pentágono alertou que os Type 094  são a “primeira linha dadissuasão nuclear marítima viável de Pequim”, já que carregam SLBMs.

Míssil balístico lançado ao ar com capacidade nuclear CH-AS-X-13 (ALBM)

O CH-AS-X-13 é um míssil ar-terra balístico de longo alcance (ASM) desenvolvido pela China para ser lançado dos bombardeiros H-6K.

O Míssil Balístico Lançado por Ar (ALBM) de combustível sólido de dois estágios tem um alcance máximo de 3.000km e é capaz de atingir velocidades hipersônicas (Mach 5+) em grandes altitudes.

Pode ser equipado com ogivas nucleares e convencionais para atingir tanto os navios de superfície quanto os alvos de posição fixa, como aeródromos e bases militares.

A China iniciou o desenvolvimento do novo míssil CH-AS-X-13 em 2016 e deverá entrar em serviço na Força Aérea do Exército Popular de Liberação (PLAAF) até 2025.

A nova arma é baseada no míssil terrestre DF-21, um míssil balístico de longo alcance o qual foi reprojetado utilizando materiais compósitos para obter um design leve compatível com plataformas aéreas.

Os bombardeiros H-6K equipados com a nova arma podem ser capazes de realizar ataques contra alvos no Alasca e no Havaí, bem como nos locais da costa do Pacífico dos Estados Unidos.

As agências de inteligência dos Estados Unidos relataram a existência do novo míssil CH-AS-X-13 em abril de 2018,

 

Fonte: Deagol via MCT

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Aviação China Defesa Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia Traduções-Plano Brasil

Paquistão negocia a compra de de 62 novos caças JF-17 Block 3

Um elemento de caças JF17 Block 2 da PAF

Tradução e adaptação – E.M.Pinto

 

De acordo com o relatório de inteligência da Força Aérea Indiana (IAF) acessado pelo periódico indiano Zee News, a Força Aérea do Paquistão estuda a aquisição de novos 62 caças JF17 Block 3.

O JF-17 do Paquistão é um avião multimissão desenvolvido em conjunto pelo Complexo Aeronáutico do Paquistão e pela Chengdu Aircraft Corporation da China- CAC. O governo paquistanês está empenhado em introduzir a versão mais avançada da série JF-17 – o novo JF-17 Block-3 aumenta o seu poder de dissuasão frente a Força Aérea indiana sua rival regional.

https://www.youtube.com/watch?v=F54RElu5–o

De acordo com o relatório, o Paquistão já solicitou  à CAC a entrega de 13 JF-17 (Block 2) os quais serão entregues à Força Aérea do Paquistão (PAF) até julho de 2019. Outra encomenda prevê a entrega de duas aeronaves biplace  do modelo mais avançado até 2020. A Força Aérea do Paquistão planeja iniciar a operação de pelo menos 22 jatos JF-17 (Bloco 2) antes de 2020.

De acordo com relatórios de inteligência, o Paquistão e a China também estão desenvolvendo conjuntamente jatos JF-17 (Block-3), uma aeronave de combate de quarta geração. A Força Aérea do Paquistão espera que as novas variantes do JF-17 (Block-3) sejam entregues a partir de 2020. Esta versão mais poderosa do que a série JF-17 atual poderá equipar a PAF com cerca 28 novos modelos (Bloco 3) até 2022.

Arte conceitual da aeronave JF-17 Block 3 meramente ilustrativa

De acordo com o relatório de inteligência, dois jatos JF-17 (Block-3) seriam entregues pela Chengdu Aircraft Corporation,  e os 26 remanescentes serão fabricados no Paquistão.

O JF-17 (Block-3) tem um recurso de aviônicos, como monitor de capacete e sistema de visão (HMD), um novo display multifuncional de painel único, um radar ativo de varredura eletrônica (AESA) emparelhado com um sistema de busca e rastreamento de infravermelho. O JF-17 (Block-3) terá cockpit com um stick de controle de vôo na lateral e uma opção de cockpit de dois lugares com velocidade máxima de Mach 2.

Atualmente a Força Aérea da Índia (IAF) possui cerca de 1700 aeronaves, enquanto o Paquistão tem 890 e a China tem 3 mil. Em tal situação, a Índia pode ter que enfrentar enormes desafios com o Paquistão e a China alinhados em caso de um conflito.

Fonte: Zeenews.india.com

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Segundo televisão chinesa a Marinha Russa interessada em sistemas militares chineses

E.M.Pinto

Numa edição especial sobre a Army-2018, a TV chinesa  “Phoenix” informou que a Rússia estuda comprar navios de guerra de projeto e produção Chinesas, a informação teria vazado no último fórum técnico-militar “Army-2018”. No setor chinês da feira, uma movimentação grande de oficiais russos e representantes dos setores diplomático e político do país chamaram a atenção. O estande Chinês, exibia um modelo de uma nova fragata e de um navio LHD semelhante à classe francesa “Mistral” do qual a Rússia havia encomendado, mas que devido às sanções não lhes foram entregues.

Neste exato momento em que as relações da Rússia com o Ocidente sofrem agravamentos devido às sanções, Moscou está se voltando para o Oriente, e Pequim está lançando novos navios.

Segundo o Phoenix o evento em questão ocorreu no dia 21 de agosto na cerimônia de abertura do fórum técnico militar internacional “Army-2018”, organizado pelo Ministério da Defesa da RússiaMoscow Kubinka no qual os chineses exibiram as mais novas armas e equipamento militares do seu inventário, dentre eles, veículos VT-4 e VT-5, de 155 mm sistemas de artilharia PLZ-52, mísseis anticarro HJ-12 dentre outros.Ao todo mais de 10 corporações chinesas estiveram no evento.

Fragata Type 54AE

O murmúrio ocorreu no estande da empresa chinesa que exibiu o modelo de exportação da fragata Type 054A, chamada Type 054AE, bem como modelos de um navio de assalto anfíbio e deum navio destinado a áreas costeiras.

O Phoenix chama a atenção para o modelo de exportação da fragata 054AE, onde a letra E no final, por assim dizer, sugere que este modelo foi modificado especificamente para a Rússia (“Rússia” em chinês começa em E-óluósī – ed.). Ap participar dos exercícios russo-chinês “Marine interaction-2017” a fragata Type 054A provou suas capacidades e atraiu a atenção do lado russo com a sua excelente aparência e funcionalidade avançada. De acordo com especialistas militares russos, a frota precisa urgentemente de modernização e a fragata Type 054A pode salvar a situação.

LHD Type 75E e ou Type 71?

O modelo de exportação do navio de assalto com deslocamento superior à 25 mil toneladas do qual a China já projetou e produziu 6 navios de desembarque de doca LPD Type 71  Yuzhao, não esteve presente na feira, mais foi muito solicitado. Estes navios oceânicos multipropósitos  despertaram o interesse dos oficias russos e suscitaram a discussão quanto as necessidades vigentes da Marinha russa.

Outro navio que mantém uma reminiscência do francês “Mistral” são os LHD (Type75?). É de conhecimento que, devido à deterioração das relações entre a Rússia e os Estados Unidos, a França não enviou os Mistral revendendo-os ao Egito. Embora 50 % do casco dos dois navios tenham sido construídos em solo russo, a Rússia há muito tempo perdeu a capacidade de produzir navios de grande porte e até agora não teve oportunidade de fornecer à sua frota esses navios por conta própria. Segundo relatos da Phoeinix, a China planeja produzir quatro embarcações de assalto Type 075, deslocamento de 40 mil toneladas. O Modelo de navio esteve presente na feira (foto superior) e levantou muitos questionamentos uma vez que foi muito vistado pelos representantes russos.

Sistemas de Infravermelho

O interesse real russo reside nos  termógrafos infravermelhos multifuncionais, cuja exportação para a Rússia é a mais promissora. Mesmo antes do início da deterioração das relações com o Ocidente, a maioria dos dispositivos infravermelhos para equipamento militar foi comprada pela Rússia na França. Agora, o fornecimento de equipamentos de infravermelho é proibido.

A China assumiu completamente o desenvolvimento desta área e logo fez um avanço tecnológico nela, melhorando a qualidade dos dispositivos infravermelhos fabricados para equipamentos militares no nível ocidental. Assim, quase todos os dispositivos de infravermelho instalados nos carros de combate russos, helicópteros militares e veículos de reconhecimento foram fabricados na China e salvaram a situação após a proibição de suprimentos da França.

Outras possibilidades

De acordo com analistas, técnico-militar fórum “Army 2018”, o interesse na indústria naval possa estar associado aos motores navais, turbinas a gás e motores diesel elétricos além de baterias elétricas de alto desempenho.

Esta seria uma grande oportunidade para a Rússia se reunir com a tecnologia militar chinêsa que foi especialmente importante nas condições de sanções ocidentais e deterioração oportunidades para fornecer materialmente para o seu exército.

O objetivo das empresas chinesas, que apresentavam a fragata Type 054A, não foi segundo Phoenix a venda de navios ou equipamento de infravermelho no fórum, mas sim expandir a cooperação no campo da defesa com a Rússia, que caiu sob as sanções do Ocidente. O lado chinês está cheio de esperança de que a cooperação militar entre os dois países se torne bilateral e efetiva no futuro.

 

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China Conflitos Defesa Estados Unidos Geopolítica Geopolitica Hangout Opinião Vídeo

Coréia do Norte, Cúpula de Singapura e suas implicações

Hangout do Plano Brasil tratando sobre a Cúpula de Cingapura, o esperado encontro entre Kim Jong Un e Donald Trump, e suas implicações para a Coréia do Norte e demais atores envolvidos.

Com as participações:

Renato do Prado Kloss
Bacharel em Relações Internacionais pelo IBMEC-MG (2013) e Mestre em Estudos Estratégicos pela University of Reading (2017). Atualmente, focado nas áreas de Estratégia, Segurança, Defesa e Assuntos Asiáticos. Tem experiência nas áreas de Relações Internacionais, Estratégia e História Militar.

Tito Lívio Barcellos Pereira
Licenciado em Geografia pela Universidade de São Paulo (2009), bacharelado em Geografia pela Universidade de São Paulo (2010). Atualmente é integrante – grupo de estudos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humans (FFLCH-USP) e mestre em Estudos Estratégicos da Defesa e Segurança pelo Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (INEST-UFF). Atualmente doutorando em Estudos Estratégicos Internacionais  pela UFRGS.
É integrante do grupo de estudos sobre Rússia e Espaço pós-soviético pelo Laboratório de Estudos da Ásia (Departamento de História – USP) e pesquisador do Laboratório Defesa e Política[s] (INEST – UFF). Tem experiência na área de Geografia, Ciência Política e Relações Internacionais, com ênfase na área de Geopolítica, Geografia Regional, Rússia e Espaço pós-soviético.

 

Mediação: Luiz Medeiros – Equipe Plano Brasil.

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China Defesa Sistemas Navais Traduções-Plano Brasil

Quatro "Destroyers" Type 055 lançados ao mar em apenas um ano????

Autor- (East Pendulum)

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

O evento aconteceu sem qualquer menção ou holofotes na mídia local.  Dois novos destroyers Type 055 foram concluídos e lançados na água simultaneamente. Tudo isto aconteceu  nesta terça-feira bem cedo de manhã, no estaleiro de Dalian nas instalações da Companhia de Indústria de Construção Naval de Dalian, DSIC. O lançamento foi planejado inicialmente para o final de maio, mas foi adiado por razões provavelmente técnicas.

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Com isto foram lançados o terceiro e quarto navio da classe cujo início da construção remonta a agosto de 2016, ou seja, há pouco menos de dois anos.

As duas embarcações se juntam ao navio líder lançado em 28 de junho de 2017 no estaleiro Jiangnan Changxing, em Xangai, seguido pela segunda belonave da série que flutuou no mesmo local em abril deste ano.

Deve-se notar que desde o início do ano, os fabricantes navais chineses já lançaram nada menos que 14 novos navios de superfície para a marinha chinesa.

classe

Número de série categoria tonelagem Data de lançamento
071 6 LPD 25.000 2018/01/20
815A 8 SIGINT 6.000 2018/02/03
4 Rebocador 6.000 2018-02-xx
056A (?) 45 Corveta ASW 1.340 2018/03/02
056A (?) 46 Corveta ASW 1.340 2018/03/17
927 (?) 2 Catamarã de Medição acústica 5.000 2018-03-xx
927 (?) 3 Catamarã de Medição acústica 5.000 2018-04-xx
056A (?) 47 Corveta ASW 1.340 2018/04/25
056A (?) 48 Corveta ASW 1.340 2018/04/29
055 2 Destroyer 12.000 2018/04/29
910 4 (?) Bancada de teste 6.000 (?) 2018/04/30
056A (?) 49 Corveta ASW 1.340 2018/05/16
055 3 Destroyer 12.000 2018/07/03
055 4 Destroyer 12.000 2018/07/03

Matematicamente os dois industriais chineses o CSIC e o CSSC – lançaram quatro navios de 10000 toneladas cada no espaço de um ano e alguns dias.

Digite 055
Os dois Type 055 foram lançados em Dalian (Foto: 射手 黑 尔)

Fontes na China afirmam que a produção em massa desta nova classe de Destroyers chineses continuará, com o quinto navio já iniciado no final de 2017 em Xangai e o sexto em Dalian.

Se nossas estimativas forem precisas, as duas últimas embarcações da série poderiam ser lançadas entre o final de 2019 e o primeiro semestre de 2020. E nada indica que a história do Type 055 parará após estes seis navios …

O principal navio Type055, atualmente em arranjo em Xangai (Foto: 老年)

Embora os dois estaleiros chineses compartilhem os mesmos planos dos navios feitos pelo Instituto 701, ainda podemos ver uma ligeira diferença em termos do ciclo de construção para os dois construtores navais.

Na verdade, os números mostram que enquanto Xangai coloca cerca de dois anos e meio entre o corte da primeira chapa até o lançamento do navio, que são o caso do primeiro e segundo Type 055 construído no local os dois navios construídos em Dalian demoram significativamente menos tempo, cerca de 20%.

Em comparação,  o primeiro Type 055 construído em Xangai com o primeiro de Dalian, nota-se que a taxa de acabamento é menor no último com menos equipamentos.

Digite 055
A Comparação visual de dois Type 055s construídos em dois estaleiros diferentes (Imagem: 黑 就 黑, 听 海 之 猫)

Será que Xangai prefere passar mais tempo em espera e, assim, reduzir o tempo lançamento na água, e Dalian, o contrário? No momento, ainda não há dados suficientes para dizê-lo.

Seja como for, isso não diminui o fato de que contratos militares permitiram que vários estaleiros chineses passassem o “inverno” da indústria mundial de construção naval, que está se recuperando depois de apenas alguns anos de profunda reestruturação.

Note que a aparência física da arma principal de 130 mm do Type 055 construída em Dalian é diferente daquela dos dois primeiros navios de Xangai. O formato da torre e o freio de boca parecem ter sido modificados.

Sabe-se também que a Dongbei Special Steel (东北 特钢 集团) supostamente forneceu uma “grande quantidade” de ligas de titânio para a construção do Type 055, mas o grupo metalúrgico chinês não forneceu detalhes sobre o assunto.

Digite 055
O cano principal de 130 mm do Type 055 (à esquerda) e do Tipo 052D tem diferenças significativas (Foto: 蓝海 卫士 717)

Fonte: East Pendulum

 

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Geopolítica não é Fla-Flu e nem lugar pra fanboy

Autor- De leon Petta para o Plano Brasil

Uma das coisas mais comuns de ver nos comentários em notícias, matérias de blogs ou vídeos no youtube que tratam de geopolítica ou assuntos militares é o comportamento obcecado do público. Que na maior parte das vezes acham que o mundo é um grande DC versus Marvel ou um Fla-Flu irritante.

O que não é de se estranhar tendo em vista que mesmo na academia, já que até os “especialistas” frequentemente também se comportam assim, de maneira pouco crítica ou cientifica. De forma geral, ou o pessoal é antiamericano, enxergando um imperialismo decadente, ou são antirussos vendo na Rússia um comunismo falido (sim, ainda tem gente que acha que a Rússia é comunista), ou uma China produtora de porcarias xing ling de baixa qualidade e com os dias contados.

A coisa é muito mais complexa e por isso não se trata de torcer para esse ou aquele país, mas quando falamos em Geopolítica global, sinto informar mas o futuro do mundo (ao menos em um médio prazo) será repartido entre Washington, Beijing e Moscou. Cada um com suas limitações e vantagens.

Quando falamos em decadência dos Estados Unidos, por exemplo, há um exagero forte que esquece algo muito importante, a Geografia Norte-Americana. Os Estados Unidos de fato cada vez mais enxergam “bolhas” de poder regionais capazes de desafia-los localmente, mas em termos globais são e serão ainda por muitas décadas uma Superpotência. E por pior que fosse a situação dos Estados Unidos (que não é tão ruim assim), ainda levariam muitas décadas para se perder aquilo que construíram pacientemente ao longo de tantos anos. Além disso, por mais que hajam críticas políticas e embates econômicos, na hora do “vamos ver” eles ainda contam com uma vasta quantidade de aliados em todas as partes do mundo. Aliados que não só estão dispostos a ajuda-los militarmente, mas que também precisam de um Estados Unidos aliado para manter um mínimo de soberania territorial diante de algum rival histórico vizinho. Por exemplo, o caso da Polônia diante da Rússia ou de uma Filipinas diante de uma China.

E isso sem nem entrar nos detalhes assimétricos, como terrorismo e crime organizado, que ameaçam a estrutura de poder estatal em vários países que só se mantém no controle por causa da presença dos Estados Unidos. A geografia dos Estados Unidos, colocando os fisicamente isolados no mundo mas ao mesmo tempo dando acesso aos dois principais oceanos, o Atlântico e o Pacífico, evitam um desgaste excessivo por parte da aura dos Estados Unidos e mais importante ainda, garante ao povo norte-americano o direito de poder escolher seus inimigos.

O caso Russo por outro lado é curioso. Já que desde o fim da União Soviética especialistas apontam de 5 em 5 anos a “inevitável decadência” da Federação Russa, mas lá está ela. Curiosamente muitos especialistas que profetizavam o seu fim, mais recentemente acusam dela de ter uma supercapacidade de interferir em quase todos os processos eleitorais do mundo. Não se decidem, afinal, se a Rússia estaria em decadência ou se são uma superforça capaz de interferir em outros países, inclusive naquele apontado como o maior símbolo de Democracia do mundo, os Estados Unidos.

Desgostos e bipolaridades à parte, a Rússia por mais que não tenha uma projeção global ainda tem uma excelente capacidade regional. Possui um dos exércitos mais numerosos, mais bem equipados, com tradição e coesão, vastos arsenais balísticos e nucleares, mas acima de tudo muita experiência de combate e inteligência. Tanto em experiências herdadas da União Soviética como também aprendidas em confrontos mais recentes na Síria e Leste da Ucrânia. Aliás, no quesito Guerra Hibrida (que será o modelo de guerras no futuro), a Rússia está na vanguarda.

A Geografia Russa por sua vez é dramática, custando para a administração russa um grande quantidade de energia para poder manter a coesão nacional além de uma permanente vigilância sobre seus vizinhos.

A China, por sua vez, longe do que o grande público acredita não é só produtora de produtos porcarias de baixa qualidade. Hoje ela domina a cadeia de produção inteira, produzindo produto barato de baixa qualidade, de média qualidade, de alta qualidade, de luxo e de altíssima tecnologia de ponta. Passaram por radicais modernizações em suas estruturas militares para poder competir com os vizinhos mais avançados. Além de ser hoje dona do maior efetivo militar, terceiro maior frota aérea e naval, além de grandes quantidades de armas nucleares e mísseis balísticos bons.

E conforme sua energia cresce, mais ela consome. Uma economia gigantesca requer também gastos gigantescos, daí sua projeção regional sobre o Sudeste Asiático. Algo que não deve ser subestimado ou visto como “Tigre de papel”, como alguns especialistas rancorosos apontam. Mas uma projeção de forças real, permanente e que sim, regionalmente e no “mano a mano”, poderia bloquear militarmente os Estados Unidos e infringir uma derrota a poderosa Marinha Norte-americana. Algo contudo, que por hora será muito remoto tendo em vista que ainda não há necessidade e nem mesmo disposição.

O que pesa agora contra a china são dois fatores. Primeiro, em contraste com as forças militares americanas e russas, seus soldados e oficiais não são experientes e segundo, ao olhar o mapa os chineses se veem cercados de inimigos (ou pelo menos potenciais inimigos), que formam uma vasta  rede de posições hostis a partir da Índia, na sua fronteira Sudoeste, indo para o Sudeste Asiático, sua fronteira sul e sudeste, chegando no Leste da Ásia com Japão e Coreia do Sul, sua fronteira leste e nordeste.

Por outro lado, suas fronteiras no Oeste e Norte que historicamente sempre serviram de ponte de invasões de “bárbaros” hoje em dia estão seguras. Dando aos estrategistas chineses descanso o suficiente para se concentrar na área que por hora é prioritária, o Sudeste Asiático.

Em resumo, a pauta desses três países é papo de potência e apenas eles três possuem poder suficiente para unilateralmente poder direcionar o futuro do planeta. Ainda que hajam outros países com significante poder e disposição, como Japão, Irã, Índia, França ou Inglaterra, esses demais ainda estão condicionados a atuarem em parceria com alguma dessas três principais forças do mundo hoje, Estados Unidos, China e Rússia. Ou seja, o arranjo de poder global será repartido por esses três países. Qualquer afirmação de decadência de algum desses três agora ou no curto prazo será especulação.

Sobre o Autor:

De Leon é Autor associado ao Plano Brasil e Professor das Faculdades Integradas Rio Branco. Doutor em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo. Com estágio sanduíche na Virginia Commonwealth University (Estados Unidos) e University of Hong Kong (China). Tem experiência na área de Geopolítica e Crime Organizado. 

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AVIC provoca os "concorrentes" com primeira impressão do seu novo bombardeiro Furtivo

E.M.Pinto- Adaptado do original popular Science

Segundo o Popular Scienece  o  conglomerado chinês AVIC, provocou os seus “concorrentes” em todo o mundo com o primeiro vislumbre oficial do primeiro bombardeiro furtivo do país.

A prévia aconteceu no final de um vídeo de oito minutos, feito para celebrar o 60º aniversário da Xian Aircraft Corporation (XAC) em 8 de maio de 2018. A aeronave gigante de asa voadora aparece envolta em lona dentro de um hangar de alta tecnologia.

A semelhança visual com o anúncio de 2015 do Super Bowl de Northrup Grumman exibindo o bombardeiro stealth B-21 Raider é presumivelmente intencional. É provável que se trate de uma campanha muito audaciosa da AVIC para proclamar que chegou, rapidamente nos calcanhares americanos, atingindo ao clube exclusivo dos bombardeiros estratégicos.

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=GvzQBmKVxNM[/embedyt]

Tendo em mente que a imagem do vídeo poderia ser um teatro puro e ter pouca ou nenhuma semelhança com o verdadeiro bombardeiro, a aeronave parece ser uma grande asa voadora, otimizada para furtividade.

 Uma inclinação na extremidade dianteira da asa sugere que o bombardeiro, provisoriamente identificado como “H-20”, pode utilizar um projeto de asa em manivela, no qual as bordas externas das asas têm menos varredura do que a fuselagem misturada, semelhante ao X-47B UAS. A fuselagem se projeta proeminentemente e espera-se que ela mantenha o cockpit e as entradas de ar para os motores.

As autoridades chinesas  já declararam a sua necessidade por um bombardeiro estratégico que possa, no mínimo, atacar o Havaí e outros alvos no Pacífico médio.

A disposição da China de promover a sua próxima geração de bombardeiros furtivos nos meios de comunicação públicos faz parte de uma tendência mais ampla na promoção de novas plataformas chinesas, como caças furtivos J-20 e porta-aviões, como parte do poder crescente da China. Enquanto o novo avião é coberto em tela, ele pretende ser uma mensagem clara para o público doméstico e internacional.

Fonte: Ciência Popular “China brinca com seu novo bombardeiro stealth”

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KJ 600 semelhanças e distinções dos AWACS Navais Americanos

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

Acredita-se que o Instituto 603 / XAC têm vindo a desenvolver a primeira geração de AWACS naval em um tamanho e configuração muito similar ao modelo americano E-2D. O AWACS, apelidado de KJ-600 (ou HJ-600?), Baseia-se na experiência adquirida com o demonstrador de tecnologia JZY-01 anterior.

Devido ao seu peso pesado e potência limitada do motor, o kJ-600 foi projetado para decolar do porta-aviões usando apenas uma catapulta. Espera-se que o AWACS seja equipado com dois turbopropulsores WJ-6C (5.100 hp, a serem seguidos por WJ-6E) com hélices de 6 pás de alta eficiência, o mesmo tipo de motor é usado no transportador médio Y-9 . Especula-se que a aeronave exibirá uma única antena AESA de rotação mecânica dentro do rotodome, a fim de fornecer uma cobertura total de 360 ​​°.

leia também

http://www.planobrazil.com/revelada-nova-imagem-do-suposto-awacs-naval-chines/

http://www.planobrazil.com/china-planeja-desenvolver-na-proxima-decada-uma-nova-geracao-de-porta-avioes-para-rivalizar-com-a-classe-geral-ford/

Esta configuração sugere a tentativa de maximizar o comprimento da antena em um espaço muito restrito dentro do rotodome a fim de alcançar uma faixa de detecção mais longa. Acredita-se que o radar seja o produto da CETC.

O AWACS parece mais fino e mais curto que o JZY- 01. Pode levar uma tripulação de 5 membros (piloto, co-piloto, RO, CICO, ACO) semelhante ao do E-2D. Uma imagem recente (janeiro de 2017) indicou que um modelo em tamanh oreal do KJ-600 foi construído para ajudar  projetar o porta-aviões indígena Type 003 para ser equipado com catapultas.

Fonte: Chinese Militar Aviation

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Nova empresa de drones da China está construindo um UAV com uma carga útil de 20 toneladas

TB-001
Este drone de ataque bimotor, de cauda dupla, MALE (altitude média, longa resistência) será capaz de transportar uma tonelada de carga útil.

Isso é semelhante a um avião de carga tripulado de tamanho médio.

 P.W. Singer

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

A recém-chegada Tengoen Technology (também escrito Tengdun), tem planos ambiciosos. A empresa promete vender drones armados e construir o maior avião de carga do mundo. Isso é um bom começo para uma empresa que só foi fundada em 2016.

O TB-001 Scorpion (foto superior), carro-chefe da Tengoen, é um drone bimotor de cauda dupla. Tem um peso máximo de decolagem de 2,8 toneladas, um alcance de mais de 3.700 milhas e provisões para carregar duas bombas ou mísseis de 220 libras. A Tengoen também fez uma parceria com a empresa de entrega chinesa SF Express para construir um TB-001  para entrega de carga, aumentando o drone para 3,3 toneladas, com uma carga útil de 1,2 tonelada. Em dezembro de 2017, o TB-01 modificado mostrou sua capacidade ao lançar suprimentos para uma equipe de reparos da Huawei que consertava uma torre de celular na província montanhosa de Yunnan.


Super Cargo Drone

No espaço de carga e entrega, a Tengoen já está trabalhando na construção de um drone de oito motores com uma envergadura de mais de 137 pés para transportar uma carga útil de 20 toneladas até 4.660 milhas. Isso é semelhante a um avião de carga tripulado de tamanho médio.

O drone de fibra dupla de carbono carrega o módulo de carga útil entre as duas fuselagens (parecendo um irmão robótico do Stratolaunch da Scaled Composites). Está sendo construído nas instalações da Tengoen em Chengdu, e supostamente estará em voo em 2020.

Um Drone  para todas as estações

O gigante pode ser personalizado para missões como busca e salvamento, reabastecimento aéreo e coleta de informações. Os executivos da Tengoen foram rápidos em destacar aplicações civis para o sistema de aeronaves não tripuladas: lançamento espacial, combate a incêndio e ajuda de emergência. O tamanho grande e a capacidade de carga modular do drone também podem assumir uma variedade de missões militares, incluindo coleta de informações e guerra eletrônica. Sua grande carga útil poderia fazer com que funcionasse como um tanque aéreo, reabastecendo aeronaves como helicópteros de busca e resgate, patrulhando caças, transportes de carga e bombardeiros.

A Tengoen é apenas um personagem em uma história maior sobre o setor aeroespacial não tripulado da China. Na verdade, é apenas um dos 110 fabricantes de UAV em Chengdu. Outros fabricantes chineses privados, como Ehang e DJI, também têm produtos com aplicativos de uso duplo. À medida que a indústria de drones multibilionários da China cresce em tamanho e sofisticação, o setor privado da China almeja uma fatia maior das compras do Exército Popular de Libertação, para não mencionar uma fatia do mercado global mais amplo.

Peter Warren Singer é estrategista e membro sênior da New America Foundation. Ele foi nomeado pela Defense News como uma das 100 pessoas mais influentes em questões de defesa. Ele também foi apelidado de “Cientista Louco” oficial para o Comando de Treinamento e Doutrina do Exército dos EUA. Jeffrey é um profissional de segurança nacional na área da grande D.C.

Fonte: Popular Science

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VÍDEO: PRIMEIRO PORTA-AVIÕES INTEGRALMENTE CHINÊS INICIOU AS PROVAS DE MAR

Naval News

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

O primeiro porta-aviões projetado e construído na China, conhecido como o Type 002, suspendeu de uma doca do Estaleiro de Dalian, província de Liaoning, nordeste da China para testes no mar nesta manhã (13 de maio de 2018). Quando comissionado, o porta-aviões ainda a ser nomeado será o segundo da frota da Marinha do Exército de Libertação do Povo (PLAN).

O evento marcou o início dos testes de mar para a embarcação de 50.000 toneladas de deslocamento que foi lançada em 26 de abril de 2017 no estaleiro de Dalian. O início desses testes foi altamente antecipado pela mídia e fãs chineses.

Se por um lado o exército chinês anunciou o evento nesta manhã, por outro ele não deu detalhes sobre a duração e localização dos testes no mar. Mas nossos colegas do Eastpendulum estão relatando que a Notificação LN-0103 (警 航 警 0103), emitida pela Administração de Segurança Marítima chinesa há dois dias, parece ter dado algumas informações sobre esses pontos, como já era o caso dos testes no mar. de um porta-aviões Liaoning em agosto de 2011. De fato, uma grande área de 3 666 km², em um perímetro de 253 km, foi fechada ao tráfego civil para “missão militar” de 13 de maio a 9:00 a 18 de maio às 12:00 , com uma duração total de seis dias. Esta zona proibida é de cerca de 100 km a sudeste de Dalian, na parte norte do Mar Amarelo.

RELATÓRIO DE VÍDEO CCTV

 

 

De acordo com o comunicado de imprensa oficial dos militares chineses, esta primeira campanha de testes marítimos será dedicada a testar a fiabilidade e estabilidade do sistema de energia e outros equipamentos da companhia aérea. O sistema de propulsão da Liaoning estava em condições relativamente boas quando o porta-aviões foi adquirido, e os engenheiros chineses puderam reutilizar a maior parte de seu projeto enquanto faziam as melhorias necessárias nos poucos defeitos de projeto originais. Mas em paralelo eles também projetaram um novo sistema de propulsão a vapor, cujo desenvolvimento já estava concluído em 2009, que foi originalmente planejado para um futuro porta-aviões CATOBAR. Mas a China decidiu construir um segunda navio STOBAR, dadas as tensões geopolíticas. Este novo sistema de propulsão a vapor foi instalado no Type 002.

O segundo porta-aviões chinês deve ser entregue a PLAN até setembro de 2019, de acordo com o Eastpendulum. Comparando o progresso da construção dos dois primeiros porta-aviões chineses, eles chegam à conclusão de que esta data é bastante realista.xdos primeiros testes no mar de Liaoning começaram em 10 de Agosto de 2011 e o navio se juntou à marinha chinesa em 25 de setembro de 2012, um ano e um mês depois.

O escritório de projetos do CSIC Group 701 pode ter conduzido uma série de mudanças de projeto para este segundo porta-aviões em comparação com Liaoning, mas os dois navios ainda podem ser considerados “navios irmãos”. É seguro assumir que a campanha de teste para este novo navio não deve demorar muito mais do que a de Liaoning.

Algumas das diferenças ou mudanças de design entre os dois porta-aviões chineses incluem o sistema de propulsão, sistemas de combate totalmente atualizados e o layout de certas instalações a bordo.

Por exemplo, a ilha do Type 002 é mais curta em comprimento do que a do Liaoning, o que dá uma área de superfície ligeiramente maior no convés de vôo, mas não o suficiente para justificar uma alocação mais substancial de aeronaves. O segundo porta-aviões chinês deverá, portanto, ainda transportar 36 aeronaves, incluindo 24 caças J-15.

As fotos e vídeos divulgados nesta manhã também nos permitem ver que o sistema de lançamento de granadas do segundo porta-aviões chinês evoluiu de oito tubos para doze tubos por sistema. Os quatro pequenos elevadores de munições, localizados entre os dois defletores nas estações de 105 metros, parecem ter sido substituídos por um único elevador maior.

Note-se que o artigo do canal de televisão nacional CCTV-13 revelou o nome do comandante do novo porta-aviões: Contra-Almirante LAI Yi Jun, ex-comandante da 8ª Frota Flotilla e capitão da fragata Lianyungang 522 ( Type 053H3). Ele foi declarado um dos melhores comandantes militares chineses em 2010. Pouco se sabe sobre esse novo comandante, mas fontes não oficiais indicam que a LAI é “muito inteligente” e tem “um nível de inglês  muito bom”.

 

Fonte: Navy Recognition

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China Geopolítica

O plano da China para virar uma potência militar

País persegue de forma consequente o status de superpotência militar. No entanto, corrupção e estruturas antiquadas são desafios ainda maiores do que a modernização do Exército Popular de Libertação.

Pequim faz questão de ostentar potencial militar

Pequim faz questão de ostentar potencial militar

Pela primeira vez em três anos, em 18 de abril de 2018 a China realizou manobras militares no Estreito de Taiwan. Por um lado, elas serviram como advertência ao movimento independentista taiwanês; por outro, como palco de apresentação para a mais moderna tecnologia militar.

Leia também:China e suas ambições geopolíticas

Leia também:Xi Jinping e o sonho chinês

Sob o presidente Xi Jinping, as forças militares da China se submetem a uma abrangente modernização de seu arsenal e à reestruturação do Exército Popular de Libertação. No 19º Congresso do Partido Comunista, em outubro de 2017, Xi declarou que a reforma do Exército deverá estar concluída até 2035. Até 2050 o país almeja se tornar uma superpotência militar, e para essas ambiciosas metas disponibilizou 150 bilhões de dólares em 2017.

Com o título Military Balance, o think tank  britânico IISS publica anualmente um relatório sobre o status de todas as forças armadas do mundo. Segundo ele, Pequim está investindo entre 6% e 7% de seu PIB para fins militares. Além disso, nos últimos anos alcançou grandes progressos na modernização de sua Aeronáutica e Marinha. A vantagem dos Estados Unidos nesses quesitos, aos poucos, se reduz.

O avião de combate chinês do tipo Chengdu J-20, por exemplo, é o primeiro que dispõe de capacidade de camuflagem. Em combinação com os modernos mísseis de ar-ar PL-15 e os destroieres da classe Renhai, a China possui, pela primeira vez em sua história, a possibilidade de efetivamente manter as forças inimigas longe de seu litoral ou das águas litorâneas.

Michael Chase, da Rand Corporation, confirma que “a China fez enormes progressos em toda uma série de tecnologias militares-chave para dissuasão de possíveis adversários, e desenvolveu aptidões para vencer guerras futuras”. Segundo especialistas, a modernização do Exército Popular mostra que Pequim compreendeu perfeitamente como as técnicas de combate se transformaram desde a fundação daquela força militar, em 1927.

Segundo Meia Nouwens, especialista em China da IISS, o país está se preparando para conflitos potenciais em todas as áreas: terra, mar, espaço e ciberespaço. “A modernização do Exército Popular de Libertação agora coloca a China em posição de poder fazer valer suas pretensões na região também por meios militares.”

Embarcações de combate no Mar da China MeridionalEmbarcações de combate no Mar da China Meridional

Combatendo estruturas antiquadas

O que ainda falta aos chineses, contudo, é experiência de combate e treinamento para a cooperação entre diferentes setores das Forças Armadas. Além disso, corrupção e uma estrutura organizacional antiquada também restringem o potencial de choque do Exército Popular.

Para mudar esse quadro, Xi Jinping lançou uma abrangente campanha anticorrupção e iniciou a reestruturação total das tropas. Desse modo o Exército Popular deverá estar sempre pronto para ser mobilizado, mesmo diante da complexa ameaça das tropas equipadas com a mais alta tecnologia, como as dos EUA.

“Sob a liderança de Xi, a China encarou uma série de desafios que impedem a modernização militar para além da tecnologia”, analisa Chase, da Rand Cooperation. Nesse quadro, também entra em jogo o projeto de prestígio Nova Rota da Seda: a China investe bilhões na Ásia Central e Meridional, ou seja, em regiões consideradas relativamente instáveis.

Para proteger os próprios investimentos, ela precisa estar apta a defender seus interesses também por meios militares, se necessário, tanto na vizinhança imediata quanto mais além. Nouwens explica que em Pequim “é um fato indiscutido que a maior influência internacional necessariamente implica também maiores capacidades militares.”

Expansão global

Em 1º de agosto de 2017, a China inaugurou sua base da Marinha em Djibuti, no Chifre da África, a primeira fora do continente asiático, num claro sinal de de que deseja expandir sua influência militar para além da Ásia e do Oceano Pacífico.

Um estudo instituto de pesquisa americano Center for Advanced Defense Studies (C4ADS) indica que 15 dos projetos portuários financiados pela China no contexto do BRI não visam o cenário econômico “win-win” frequentemente evocado pelo país, mas sim, em primeira linha, interesses de segurança chineses.

“Os investimentos têm o fim de garantir influência política, elevar a presença militar chinesa e proporcionar vantagens estratégicas”, consta do estudo, segundo o qual o engajamento do país tem como fim ampliar seus status como potência marítima.

A modernização do Exército Popular de Libertação e a consequente influência militar crescente representa um desafio direto para os EUA e seus aliados, avalia Nouwens: “Do ponto de vista militar, existe uma clara dinâmica de ação-reação entre Pequim e Washington.”

Assim como os EUA enviam regularmente unidades navais e navios pelo Pacífico e o Mar da China Meridional, a China envia com frequência crescente suas embarcações para o Oceano Índico e até os mares Mediterrâneo e Báltico.

Fonte- DW