Defesa & Geopolítica

Embaixador da Rússia na ONU alerta para o perigo da presença militar dos EUA na Ucrânia

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© AP Photo/ Seth Wenig

O representante permanente da Rússia na ONU, Vitaly Churkin, lembrou que nos últimos dias 300 militares norte-americanos foram deslocados para região de Lvov, na Ucrânia, para treinar soldados ucranianos.

O deslocamento de militares norte-americanos para Ucrânia pode se transformar em tragédia, afirmou o representante permanente da Rússia na ONU, Vitaly Churkin.

Ele destacou que o congresso dos EUA está elaborando um projeto de lei para financiar equipamentos e treinamento do exército ucraniano no valor de U$1 bilhão.

“Segundo os dados dos quais disponho, 300 militares estão sendo deslocados para a região de Lvov nos últimos dias para treinar soldados ucranianos a manejar armamentos ocidentais”, informou Churkin durante a sessão do Conselho de Segurança da ONU nesta sexta-feira.

“O mundo todo sabe disso: quando aparecem os militares americanos, espere por uma tragédia”, disse o embaixador.

Fonte: Sputnik

Rússia pode apoiar a independência de Donbass

© Sputnik/ Mikhail Voskresenskiy

O presidente do Comitê de Relações Internacionais da câmara alta do parlamento russo, Konstantin Kosachev , disse nesta sexta-feira que a Rússia poderá apoiar a independência das regiões ucranianas de Donetsk e Lugansk, caso não haja outras opções para a resolução da crise no país vizinho.

“Eu não descarto essa opção, se e quando todas as outras possibilidades de alcançar soluções políticas se esgotarem”, declarou o parlamentar em entrevista à rádio Kommersant.fm, ao ser perguntado sobre as chances de a Rússia dar apoio à criação de um Estado independente a leste da Ucrânia. Segundo ele, no entanto, a decisão sobre o futuro desses territórios deve ser tomada com base no respeito mútuo aos interesses das partes em conflito.
Kosachev destacou que, assim como vem fazendo até agora, a Rússia não irá interferir no rumo das decisões que dizem respeito apenas aos diretamente envolvidos no assunto, sugerindo mais ou menos autonomia, federalização, descentralização ou independência. “O principal é ter acordo e conteúdo mútuo para se chegar à opção final”, disse ele, acrescentando que essa ideia deve ser defendida também por Estados Unidos, União Europeia, OTAN e todos os outros interessados na situação ucraniana.
Fonte: Sputnik
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