Defesa & Geopolítica

TEORIA E PRÁTICA DO COLETIVISMO OLIGÁRQUICO

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poruabaSugestão: Blue Eyes

Todo O Refinamento Ideológico Do Partido Interno

Por Emmanuel Goldstein

Um novo Manifesto Antropofágico

Não se trata aqui de arte, embora a analogia com Oswald de Andrade seja óbvia, não se trata de deglutir a cultura alheia em alimento de nossa própria cultura, mas o contrário, de oferecer a cultura e riqueza desta terra infestada pelos proles para alimentar o Partido Interno e nossos irmãos do norte.

Nós, membros do Partido Interno, somos conscientes de nossa posição de melhor coisa desta terra, onde acidentalmente nascemos, embora nossos corações e mentes estejam voltados para as paragens do norte da América, nosso Manifesto Republicano já dizia em 1870: “Somos da América e queremos ser americanos”.

Partindo deste pressuposto, devorar os frutos dos proles, não é, tecnicamente, uma ato antropofágico, pois não consideramos os proles de nossa espécie, mas partiremos desta premissa para justificar o ato de devorar o fruto o corpo e mente dos mesmos.

O principal filósofo que justifica nossa posição de libertarian é John Locke e, uma de suas passagens (que a rigor preferimos esconder para não disseminar a subversão entre os proles) assim diz:

“Sempre que ele (o homem) tira um objeto do estado em que a natureza o colocou e deixou, mistura nisso o seu trabalho e a isso acrescenta algo que lhe pertence, por isso o tornando sua propriedade. Ao remover este objeto do estado comum em que a natureza o colocou, através do seu trabalho adiciona-lhe algo que excluiu o direito comum dos outros homens. Sendo este trabalho uma propriedade inquestionável do trabalhador, nenhum homem, exceto ele, pode ter o direito ao que o trabalho lhe acrescentou, pelo menos quando o que resta é suficiente aos outros, em quantidade e qualidade.”

Destarte o fundamento da propriedade está no próprio homem, em sua capacidade de transformar as utilidades em potencial encontradas na natureza exterior com sua energia pessoal e, os membros do Partido Interno, a deglutir esta energia, se alimentam dos corpos e mentes dos proles.

Não haveria justificativa razoável para tal deglutição se não fosse em próprio benefício dos proles, estes precisam de um comando e, obviamente não têm a menor capacidade de se governarem, sua destruição se daria imediatamente se não houvessem sido presenteados com o melhor que há nesta terra, nós, os membros do Partido Interno.

A analogia está em nosso próprio corpo, não é o cérebro o órgão mais irrigado pela corrente sanguínea? Então o cérebro da sociedade desta terra é que deve ser melhor alimentado para que esta sobreviva.

 Termos correlatos:

 – Partido interno: o pensamento coletivista uníssono e único.

– Proles: idiotas úteis.

– Subversão: tudo aquilo que não presta o devido culto ao Partido interno sofrerá o combate da polícia do pensamento.

É PROIBIDO PENSAR. O PARTIDO PENSA POR VOCÊ.

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