Defesa & Geopolítica

Cartas Secretas

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Sugestão: Felipe Augusto

EUA enviam carta secreta a iranianos sobre o estreito de Ormuz

Os Estados Unidos enviaram uma carta ao Irão a propósito do estreito de Ormuz, anunciou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano Ramin Mehmanparast, citado pela agência oficial Irna.

“A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Suzanne Rice, enviou uma carta a Mohammad Khazaie, o representante do Irão na ONU, e o embaixador suíço em Teerão transmitiu a mensagem ao presidente iraquiano Jalal Talabani, que fez questão de a também enviar aos responsáveis da República Islâmica”, afirmou Ramin Mehmanparast, sem, no entanto, revelar o seu conteúdo.

A Suíça representa os interesses dos Estados Unidos no Irão desde a ruptura nas relações entre os dois países em 1980.

“Estamos a analisar a carta e, se necessário, iremos dar uma resposta”, acrescentou Ramin Mehmanparast.

Na sexta-feira, o diário norte-americano “New York Times” noticiou que os Estados Unidos tinham usado um canal secreto para avisar o líder supremo iraniano, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, que estavam contra o encerramento do estreito de Ormuz, uma passagem estratégica para o tráfego de petróleo.

No final de Dezembro, Teerão ameaçou fechar o estreito se os países ocidentais adoptassem sanções contra as suas exportações de petróleo devido ao seu polémico programa nuclear.

Fonte: JornaldeNotícias

Teerã diz ter provas contra EUA

Em carta, o Ministério de Relações Exteriores do Irã disse ter constatado envolvimento da CIA no ato de terrorismo

A televisão estatal iraniana veiculou ontem que Teerã tinha provas de que Washington estaria por trás do recente assassinato do cientista nuclear iraniano Mustafah Ahmadi Roshan, morto, na última quinta-feira, pela explosão de uma bomba magnética colocada em seu veículo por um motociclista, quando ele se deslocava em Teerã.

Os Estados Unidos negaram envolvimento na morte e condenaram o ataque. Israel, por sua vez, não quis comentar. Entretanto, o governo iraniano acusou os EUA. “Temos documentos e provas confiáveis de que o ato terrorista foi planejado, orientado e apoiado pela CIA”, disse o Ministério de Relações Exteriores do Irã em uma carta entregue ao embaixador suíço em Teerã, de acordo com o que a TV estatal veiculou.

“Os documentos indicam claramente que esse ato terrorista foi cometido com o envolvimento direto de agentes ligados à CIA”, relata a carta.

A TV estatal também disse que “uma carta de condenação” foi enviada ao governo britânico, afirmando que o assassinato do cientista nuclear “começou exatamente depois que o oficial britânico John Sawers declarou o começo das operações de inteligência contra o Irã”.

Em 2010, o chefe do Serviço Secreto de Inteligência britânico disse que um dos papéis da agência era investigar os esforços dos países no desenvolvimento de armas nucleares que violam as obrigações legais internacionais e identificar meios para frear o acesso desses países a materiais e tecnologias vitais.

A embaixada suíça representa os interesses norte-americanos no Irã, desde que Teerã e Washington romperam as relações diplomáticas após a Revolução Islâmica, de 1979.

Após o funeral de Mustafah Ahmadi Roshan, na última sexta-feira, uma multidão participou que participou da cerimônia foi às ruas para protestar e gritar palavras de ódio aos Estados Unidos, Israel e Reino Unido. Alguns dos manifestantes carregavam retratos do presidente americano Barack Obama com a palavra “terrorista”.

Diante da determinação do governo iraniano de continuar seu programa nuclear, os Estados Unidos e a União Europeia tentam adotar novas sanções petroleiras e financeiras.

Atentados

Dois dos três cientistas iranianos assassinados desde janeiro de 2010 trabalhavam para o programa nuclear do país. O atual diretor da Organização Iraniana de Energia Atômica, Fereydun Abasi, escapou de um atentado similar. Ele conseguiu sair de um automóvel ao notar que um motociclista havia fixado uma bomba em seu veículo.

Ahmadi Roshan era o vice-diretor para assuntos comerciais da central nuclear de Natanz, principal unidade de enriquecimento de urânio do Irã, com mais de 8.000 centrífugas.

Fonte: DiáriodoNordeste

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