Defesa & Geopolítica

UÉ! CADÊ O ROTOR DE CAUDA DESSE HELICÓPTERO? ELE É MESMO UM HELICÓPTERO OU UM GIROCÓPTERO?

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Autor: Bosco

Onde está o dispositivo anti-torque desse “helicóptero”?

Seria ele um girocóptero?

Na verdade é um helicóptero mesmo, mais precisamente um “helicóptero composto”, com capacidade de decolar e pousar na vertical.

É o Cartercopter, demonstrador de tecnologia de um helicóptero composto da Carter Aviation Technolgies, que usa muito dos conceitos de um girocóptero combinado com os de um helicóptero.

Numa primeira vista parece que ele subverte as leis da física, já que em sendo um helicóptero que aparenta ter um rotor ligado ao motor por uma caixa de engrenagem, não parece ter um sistema que anule o torque induzido pela rotação desse rotor.

Mas ele tem sim.

Ele adota um inusitado sistema chamado de “rotação inercial”. Esse sistema usa pesos de metal de alta densidade (urânio exaurido) com uma massa de 110 kg nas pontas das pás do rotor que fazem com que ele continue girando a grande velocidade mesmo após ser “desengrenado” da caixa de transmissão pelo tempo e necessária para que decole.

Q

No chão, o atrito do helicóptero com o solo o mantém imóvel mesmo com o rotor girando, quando próximo do momento da decolagem, a rotação é aumentada ao máximo (acima de 525 RPM) e subitamente é desengrenado e o comando coletivo altera o passo das pás do rotor produzindo grande força de empuxo que faz o helicóptero literalmente “pular”.

Já no ar, ele imediatamente começa a usar sua hélice propulsora e passa a voar como um girocóptero, sem que seja produzido o efeito de torque.

O pouso também pode ser na vertical usando a “energia armazenada” pelas pontas das pás.

A maior deficiência desse conceito é a incapacidade de pairar, já que sempre que está no ar ele usa o modo de auto-rotação do rotor, mas o fabricante alega que a maioria dos helicópteros não precisam pairar nunca, e que o ganho em performance compensa essa “falha”.

Como todas as propostas de um “helicóptero composto”, esse se baseia no uso de um sistema propulsor independente e de asas para aliviar o rotor principal de modo a que possa ter sua taxa de giro reduzida no vôo de cruzeiro, o que possibilita um ganho na velocidade e na autonomia da aeronave.

O fabricante alega que refinamentos, como por exemplo a adoção de motores à jato, poderiam levar a aeronave a uma velocidade de 800 km/h, três vezes maior que a de um helicóptero comum.

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