Defesa & Geopolítica

Novos mísseis estratégicos russos testados com êxito

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Na Rússia foram concluídos com êxito os testes do novo míssil estratégico “Liner”. Proximamente, este projétil será adotado pela Marinha de Guerra. Uma fonte do quartel-general da Marinha  informou que os mísseis “Liner” serão instalados nos submarinos do projeto “Delfin” da esquadra russa do Oceano Ártico.

Isto permitirá ao grupo de submarinos do noroeste manter um elevado nível de prontidão pelo menos até 2030. Ambos os lançamentos do míssil balístico intercontinental “Liner”, realizados neste ano a partir dos submarinos atómicos “Ekaterinburg” e “Tula”, foram bem-sucedidos. Na Rússia continuam os testes de um outro míssil balístico intercontinental, – o projétil de três etapas “Bulava”. Neste caso, apenas oito do total de quinze lançamento tiveram sucesso. Mas o “Liner” e o “Bulava” não são concorrentes. O primeiro míssil é a propelente sólido, enquanto que o segundo, a propelente líquido. Os dois engenhos completam-se bem um ao outro, – comenta o almirante Vladimir Komoiedov, membro do Comité de defesa da Duma de Estado.

Não existe uma arma ideal . Por isso, diversos tipos de armas como que compensam mutuamente os defeitos que cada uma. O uso operacional de um míssil de propelente sólido é mais fácil, a conservação deste engenho representa menos perigo. Pode-se transigir com o raio de ação, desde que a precisão seja bastante alta. Mas um míssil a propelente líquido requer uma manutenção mais cuidadosa. O desenvolvimento de sistemas diferentes é a via correta, pois quando o desenvolvimento segue um único rumo, é mais difícil eliminar os defeitos. O míssil “Liner” tem um raio de ação bastante grande e a pontaria é muito boa . Este projeto é a modernização profunda do míssil “Cineva” que é agora arma regulamentar da Marinha de Guerra.

Muitos peritos constatam que o “Liner” possui algumas características novas em comparação com o “Cineva”, quando se trata de ultrapassar a defesa antimíssil inimiga. O “Liner” tem o dobro das ogivas de pouca potência do “Bulava” e o seu raio de ação é maior. De acordo com as informações fornecidas por uma fonte da Marinha de Guerra, os testes de vôo do “Liner” foram concluídos em 2011. A decisão sobre a produção do míssil em série e o seu uso operacional foi tomada na base dos resultados destes testes. Não seria rápido demais? O almirante Komoiedov considera que não.
O mais importante são os resultados dos testes, as gravações telemétricas, o estado técnico do próprio míssil e a  capacidade da indústria de dar início à sua produção. Creio que tudo isso foi levado em consideração.

A adoção do “Liner” na qualidade de arma regulamentar da Marinha permite reforçar as forças estratégicas nucleares da Rússia. A existência de equipamento variado permitirá reagir de forma rápida ao surgimento de uma ameaça de guerra.

Fonte: Voz da Rússia

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