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Sistemas de Armas Tecnologia

DARPA divulga foto de tecnologia de novo míssil militar

A Agência de Projetos de Pesquisa Avançados (DARPA) divulgou nesta quarta-feira o veículo Falson Hypersonic (HTV-2). Na imagem, ele aparece se separando do foguete que o levou para o espaço.

O Falcon HTV-2 tem a capacidade de girar ao redor da Terra em velocidades de cerca de 13 mil milhas por hora, ou cerca de 20 mil km/h. Segundo a agência AP, a tecnologia de alta velocidade empregada neste experimento é inovadora e desenvolvida pelos Estados Unidos.

De acordo com o Los Angeles Times, se o teste, a ser realizado nesta quarta-feira na base aérea de Vandenberg, na Califórnia, funcionar, o Pentágono pretende usar o míssil como arma militar. Segundo o jornal, um projétil a essa velocidade chegaria a qualquer lugar do planeta em uma hora. Para se ter uma ideia, um míssil a 20 mil km/h atravessaria horizontalmente os EUA em 12 minutos.

O voo de hoje é o segundo a acontecer. O primeiro, realizado em abril de 2010, terminou prematuramente aos nove minutos de voo.


Fonte: Terra

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Conflitos Defesa

EUA querem que China explique necessidade de porta-aviões

Os Estados Unidos disseram nesta quarta-feira que seria bem-vinda uma explicação da China sobre sua necessidade de um porta-aviões, em meio a preocupações americanas sobre as aspirações militares de Pequim.

“Daríamos as boas-vindas a qualquer explicação que a China queira dar sobre sua necessidade desse equipamento”, disse aos jornalistas a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, após ser consultada se esse porta-aviões aumentaria as tensões na região.

“Isso é parte de nossa grande preocupação de que a China não é tão transparente como outros países. Não é tão transparente como os Estados Unidos sobre suas compras militares, sobre seu orçamento militar”, disse.

“Gostaríamos de ter um tipo de relação aberta, transparente, nos assuntos militares”, disse Nuland.

No entanto, China e Estados Unidos “não estão nesse nível de transparência”, ao qual aspiram os dois países, completou Nuland.

Os comentários ocorrem horas depois de um primeiro porta-aviões chinês ser embarcado em seu ensaio marítimo inaugural, uma medida que pode retomar as preocupações sobre a expansão militar da nação e sua crescente reafirmação territorial.

Pequim confirmou apenas recentemente que estava remodelando um porta-aviões soviético velho, e tentou minimizar a importância da capacidade do buque, dizendo que seria utilizado principalmente para treinamento e “pesquisa”.

Fonte: AFP

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Conflitos Tecnologia

Reportagem da Globo sobre voos no Brasil é criticada pelo Comando da Aeronáutica

Uma reportagem sobre voos no Brasil veiculada nos programas jornalísticos “Fantástico” do último domingo (7) e “Bom Dia Brasil” de segunda-feira (8), ambos da Rede Globo, foi duramente criticada pelo Comando da Aeronáutica em nota oficial da entidade. Segundo a instituição, a matéria dá respaldo para que o público acredite que voar em céus brasileiros não é seguro.
Em uma análise extensa, na qual diversos erros cometidos na abordagem do tema pela televisão são retratados, se destaca a diferença entre o avião de pequeno porte em que o jornalista embarcou e os aviões comerciais; o espanto do profissional ao ver outras aeronaves próximos ao dele, o que é normal em grandes cidades; e a altitude do voo da reportagem, bastante inferior a de voos normais. Estes e outros aspectos denotariam um “traço sensacionalista e sem conteúdo informativo” da matéria.
Como forma de defesa, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica divulgou o Panorama Estatístico da Aviação Civil Brasileira, no qual consta dados sobre a segurança do transporte aéreo no Brasil. Por fim, a entidade ressalta que “este Centro reitera que a questão da segurança do tráfego aéreo no país exige um tratamento responsável, sem emoção e desvinculado de interesses particulares, pessoais ou políticos”.

O Portal IMPRENSA entrou em contato com a Central Globo de Comunicação e aguarda posicionamento da emissora quanto às críticas.

Nota Oficial – Esclarecimentos sobre reportagem do Fantástico exibida em 07/08/2011

O Comando da Aeronáutica repudia veementemente o teor da reportagem do jornalista Valmir Salaro, levada ao ar no Fantástico deste domingo, sete de agosto, e no Bom Dia Brasil desta segunda-feira, oito de agosto.

A matéria em questão parte de princípios incorretos e de denúncias infundadas para passar à população brasileira a falsa impressão de que voar no Brasil não é seguro. A reportagem contradiz os princípios editoriais da própria Rede Globo ao apresentar argumentos com falta de Correção e falta de Isenção, itens considerados pela própria emissora como sendo atributos da informação de qualidade.

O jornalista embarcou em uma aeronave de pequeno porte (aviação geral), que tem características como nível de voo, rota, classificação e regras de controle aéreo diferentes dos voos comerciais. A matéria trata os voos sob condições visuais e instrumentos como se obedecessem as mesmas regras de controle de tráfego aéreo, levando o espectador a uma percepção errada.

O piloto demonstra espanto ao avistar outras aeronaves sobre o Rio de Janeiro e São Paulo, dando um tom sensacionalista a uma situação perfeitamente normal e controlada que ocorre sobre qualquer grande cidade do mundo. Nesse sentido, causa estranheza que a reportagem tenha mostrado a proximidade dos aviões como algo perigoso para os passageiros no Brasil. As próprias imagens revelam níveis de voo diferenciados, além de rotas distintas.

Além disto, o piloto que opta por regras de voo visual, só terá seu voo autorizado se estiver em condições de observar as demais aeronaves em sua rota, de acordo com as regras de tráfego aéreo que deveriam ser de seu pleno conhecimento. Mesmo assim, o piloto receberá, ainda, avisos sobre outros voos em áreas próximas.

Foi exatamente o que ocorreu durante a reportagem, que mostra o contato constante dos controladores de tráfego aéreo com o piloto. Desde a decolagem foram passadas informações detalhadas sobre os demais tráfegos aéreos na região, sem que houvesse qualquer perigo para as aeronaves envolvidas.

A respeito da dificuldade demonstrada em conseguir contato com o serviço meteorológico, é interessante lembrar que há várias frequências disponíveis para contato com o Serviço de Informações Meteorológicas para Aeronaves em Voo (VOLMET), que está disponível 24 horas por dia em todo o país. Além destas, há frequências de ATIS (Serviço Automático de Informação em Terminal) que fornecem continuamente, por meio de mensagem gravada e constantemente atualizada, entre outros dados, as condições meteorológicas reinantes em determinada Área Terminal, bem como em seus aeroportos. Como, aliás, é o caso da Terminal de Belo Horizonte, incluindo os aeroportos da Pampulha e de Confins.

Ressalte-se que, a despeito da operação de tais serviços, todos os pilotos têm a obrigação de obter informações meteorológicas antes do voo pessoalmente nas Salas de Informações Aeronáuticas dos aeroportos, por telefone ou até pela internet.

Ao realizar o voo sem, possivelmente, ter acessado previamente informações meteorológicas, o piloto expôs a equipe de reportagem a uma situação de risco desnecessário. Tratou-se, obviamente, de mais um traço sensacionalista e sem conteúdo informativo.

A respeito do momento da reportagem em que o controle do espaço aéreo diz que não tem visualização da aeronave, cabe esclarecer que o voo realizado pela equipe do Fantástico ocorreu à baixa altitude, em regras de voos visuais, uma situação diferente dos voos comerciais regulares.

Na faixa de altitude utilizada por aeronaves como das empresas TAM e GOL, extensamente mostradas durante a reportagem, há cobertura radar sobre todo o território brasileiro. Para isso, existem hoje 170 radares de controle do espaço aéreo no país. Como dito acima, é feita uma confusão entre perfis de voos completamente diferentes. Dessa forma, o telespectador do Fantástico ficou privado de ter acesso a informações que certamente contribuem para a melhor apresentação dos fatos.

No último trecho de voo da reportagem, o órgão de controle determinou a espera para pouso no Aeroporto Santos-Dumont. O que foi retratado na matéria como algo absurdo, na realidade seguiu rigorosamente as normas em vigor para garantir a segurança e fluidez do tráfego aéreo. Os voos de linhas regulares, na maioria das vezes regidos por regras de voo por instrumentos, gozam de precedência sobre os não regulares, visando a minimizar quaisquer problemas de fluxo que possam afetar a grande massa de usuários.

A reportagem também errou ao mostrar que Traffic Collision Avoidance System (TCAS) é acionado somente em caso de acidente iminente. O fato do TCAS emitir um aviso não significa uma quase-colisão, e sim que uma aeronave invadiu a “bolha de segurança” de outra. Essa bolha é uma área que mede 8 km na horizontal (raio) e 300 metros na vertical (raio).

Cabe ressaltar ainda que a invasão da bolha de segurança não significa sequer uma rota de colisão, pois as aeronaves podem estar em rumos paralelos ou divergentes, ou ainda com separação de altitude, em ambiente tridimensional.

A situação pode ser corrigida pelo controle do espaço aéreo ou por sistemas de segurança instalados nos aviões, como o TCAS. Nem toda ocorrência, portanto, consiste em risco à operação. O TCAS, por exemplo, pode emitir avisos indesejados, pois o equipamento lê as trajetórias das aeronaves, mas não tem conhecimento das restrições impostas pelo controlador.

Todas as ocorrências, no entanto, dão início a uma investigação para apurar os seus fatores contribuintes e geram recomendações de segurança para todos os envolvidos, sejam controladores, pessoal técnico ou tripulantes. É esse o caso dos 24 relatórios citados na reportagem. A existência desses documentos não significa a ocorrência de 24 incidentes de tráfego aéreo, e sim uma consequência direta da cultura operacional de registrar todas as situações diferentes da normalidade com foco na busca da segurança.

A investigação tem como objetivo manter um elevado nível de atenção e melhorar os procedimentos de tráfego aéreo no Brasil, pois é política do Comando da Aeronáutica buscar ao máximo a segurança de todos os passageiros e tripulantes que voam sobre o país. Incidentes e acidentes não são aceitáveis em nenhum número, em qualquer escala.

Sobre a questão dos controladores de tráfego aéreo, ao contrário da informação veiculada, o Brasil tem atualmente mais de 4.100 controladores em atividade, entre civis e militares. No total, são mais de 6.900 profissionais envolvidos diretamente no tráfego aéreo, entre controladores e especialistas em comunicação, operação de estações, meteorologia e informações aeronáuticas.

Para garantir a segurança do controle do espaço aéreo no futuro, o Comando da Aeronáutica investe na formação de controladores de tráfego aéreo. A Escola de Especialistas de Aeronáutica forma anualmente 300 profissionais da área. Todos seguem depois para o Centro de Simulação do Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), inaugurado em 2007 em São José dos Campos (SP). Com sistemas de última geração e tecnologia 100% nacional, o ICEA ampliou de 160 para 512 controladores-alunos por ano, triplicando a capacidade de formação e reciclagem.

Vale salientar que a ascensão operacional dos profissionais de controle de tráfego aéreo ocorre por meio de um conselho do qual fazem parte, dentre outros, os supervisores mais experientes de cada órgão de controle de tráfego aéreo. Desse modo, nenhum controlador de tráfego aéreo exerce atividades para as quais não esteja plenamente capacitado.

A qualidade desses profissionais se comprova por meio de relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). De acordo com o Panorama Estatístico da Aviação Civil Brasileira, dos 26 tipos de fatores contribuintes para ocorrência de acidentes no país entre 2000 e 2009, o controle de tráfego aéreo ocupa a 24° posição, com 0,9%. O documento está disponível no link:
http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/Anexos/article/19/PANORAMA_2000_2009.pdf

A capacitação dos recursos humanos faz parte dos investimentos feitos pelo DECEA ao longo da década. Entre 2000 e 2010, foram R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão somente a partir de 2008. O montante também envolve compra de equipamentos e a adoção do Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional (SAGITÁRIO), um novo software nacional que representou um salto tecnológico na interface dos controladores de tráfego aéreo com as estações de trabalho. O sistema tem novas funcionalidades que permitem uma melhor consciência situacional por parte dos controladores. Sua interface é mais intuitiva, facilitando o trabalho de seus usuários.

Os resultados desses investimentos foram demonstrados pela auditoria realizada em 2009 pela International Civil Aviation Organization (ICAO), organização máxima da aviação civil, ligada às Nações Unidas, com 190 países signatários. A ICAO classificou o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro entre os cinco melhores no mundo. De acordo com a ICAO, o Brasil atingiu 95% de conformidade em procedimentos operacionais e de segurança.

Sem citar quaisquer dessas informações, para realizar sua reportagem, a equipe do Fantástico exibe depoimentos sem ao menos pesquisar qual a motivação dessas fontes. O Sr. Edileuzo Cavalcante, por exemplo, apresentado como um importante dirigente de uma associação de controladores, é acusado por atentado contra a segurança do transporte aéreo, motim e incitação à indisciplina, e responde por essas acusações na Justiça Militar.

O Sr. Edileuzo Cavalcante foi afastado da função de controlador de tráfego aéreo em 2007 e recentemente excluído das fileiras da Força Aérea Brasileira. Em 2010, também teve uma candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral.

Quanto à informação sobre as tentativas de chamada por parte do controlador de tráfego aéreo, Sargento Lucivando Tibúrcio de Alencar, no caso do acidente ocorrido com a aeronave da Gol (PR-GTD) e a aeronave da empresa Excel Aire (N600XL) em 29 de setembro de 2006, cabe reforçar que elas não obtiveram sucesso devido à aeronave da Excel Aire não ter sido instruída oportunamente a trocar de frequência e não a qualquer deficiência no equipamento, conforme verificado em voo de inspeção. Durante as tentativas de contato, a última frequência que havia sido atribuída à aeronave estava fora de alcance, impossibilitando o estabelecimento das comunicações bilaterais.

Já quando foi consultar o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, a equipe de reportagem omitiu o fato que trataria de problemas de tráfego aéreo. Foi informado que se tratava unicamente sobre a evolução do tráfego aéreo de 2006 a 2011.

Por fim, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica ressalta que voar no país é seguro, que as ferramentas de prevenção do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro estão em perfeito funcionamento e que todas as ações implementadas seguem em concordância com o volume de tráfego aéreo e com as normas internacionais de segurança. No entanto, este Centro reitera que a questão da segurança do tráfego aéreo no país exige um tratamento responsável, sem emoção e desvinculado de interesses particulares, pessoais ou políticos.

Brasília, 9 de agosto de 2011.
Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

Fonte: FAB.MIL

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Conflitos Geopolítica

COBIÇA NA AMAZÔNIA


REFLEXÕES DO BLOG ‘DEMOCRACIA&POLÍTICA’:

O mapa acima indica como a Amazônia está cada vez mais sendo asfixiada com áreas indígenas, áreas de conservação florestal etc. Além dessas indicadas, muitas outras já estão em processo de criação na FUNAI e IBAMA. O mapa já está bem mais colorido.

Em geral, nossa imprensa e autoridades são ingênuas sobre o assunto, e não percebem que há interesses capciosos das grandes potências que orientam e financiam ONGs para esse resultado. Brasileiros repetem conceitos (como “herança da humanidade”) que carregam objetivos estrangeiros de congelar maiores áreas para futuro usufruto deles, impedindo a incorporação daquela região ao desenvolvimento brasileiro.

Isso já vem ocorrendo há muito tempo.

Por exemplo, o “Paris Match”, de maio de 1990, publicou agressiva reportagem afirmando “que é legítimo instalar na Amazônia Forças Militares das Nações Unidas” e que “é preciso campanha internacional para salvar os Yanomami”. A imprensa brasileira, ingenuamente, reportou aquela iniciativa francesa como benéfica. O jornal “Correio Braziliense” de 05/05/1990 colocou-a sob o cândido título: “França vai ajudar Yanomami”… Ou é inocência extrema ou claro envolvimento favorável à campanha financiada pelo governo francês.

Enormes áreas indígenas na região de fronteira, até sem índios para justificá-las, são perigosos embriões de futuras perdas territoriais para o Brasil. Hoje, já há comoção internacional (com apoio da nossa grande mídia) para qualquer presença institucional brasileira nessas áreas.

É lógico que a ocupação e a exploração da Amazônia não podem ser predatórias e descontroladas. Deve haver legislação para regulá-las e controle governamental.

Mas não sejamos inocentes. Entidades estrangeiras (precisamente identificadas), sob disfarces “humanitários”, enviaram vultosos recursos financeiros para atividades típicas de germinação de futuros movimentos separatistas. Como? Ao destinarem (documentadamente) recursos para as seguintes campanhas para:

— a demarcação de fronteiras de imensos territórios (algumas áreas têm 30.000 hectares por índio, contando desde os recém-nascidos!). Coincidentemente, as novas áreas no Brasil avançam suas fronteiras sobre as jazidas minerais descobertas, ou sobre regiões onde está prevista a construção de hidrelétricas, ou estradas, ou vias fluviais importantes, ou onde as fronteiras são simples “linhas secas” virtuais, sem a presença de rios para delimitá-las;

— a autodeterminação política, econômica e até de autodefesa daquelas comunidades;

— que haja o isolamento cultural (de “preservação inviolável da cultura”), de não-incorporação à sociedade nacional;

— a propriedade integral para os índios dos bens naturais, do solo e do subsolo;

— a instituição formal de nacionalidade indígena diversa da brasileira; e outras.

ALGUNS FATOS ESTARRECEDORES:

PRESSÃO DO GOVERNO DOS EUA

Em 14 de junho de 1991, o Senado dos Estados Unidos da América enviou a George Bush (pai) documento apresentando as questões que aquele presidente norte-americano deveria decidir no encontro (que ocorreu uma semana depois) com o presidente Fernando Collor. Assinaram o documento os senadores Alan Cranston, Edward M. Kennedy, Paul Welstone, Dennis DeConcini, Daniel Patrick Moynithan, Albert Gore Jr., Tom Harkin e Tim Mirth.

Basicamente, dizia o documento, “é essencial que o Presidente Collor assegure imediatamente que o território Yanomami seja legalmente demarcado na sua totalidade”. “Esta agenda é de vital interesse para ambos os países”. No original, “It is essential that President Collor ensure that the entire, continuous Yanomami área be legally demarcated immediately.” “This agenda is of vital concern to both our nations”.

Aquela área já havia sido identificada (pelo Projeto RADAM) como riquíssima em cassiterita (estanho), ouro e diamantes. Inclusive, a crescente e grande produção brasileira de cassiterita já gerara reclamações de grandes empresas euroamericanas na Ásia, que antes, praticamente, monopolizavam o mercado do estanho.

Collor logo obedeceu. Atendeu às reivindicações dos EUA e das grandes potências e criou, com o prestimoso apoio do seu Ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, o território da nova e grande “Nação Yanomami” (Portaria nº 580 de 15/11/1991). Somente no tocante à área dentro do Brasil, ela é maior que Portugal ou a Áustria.

Collor criou o território daquela “Nação” exatamente conforme a proposta de delimitação preparada no exterior muito antes, no fim dos anos setenta, e trazida para o Brasil pela então fotógrafa suíça Cláudia Andujar, que veio a ser a presidente da ONG CCPY (Comissão para a Criação do Parque Yanomami) [ela recebeu, por aquele trabalho, elevadas homenagens e comendas nacionais de FHC].

Aquele plano estrangeiro foi logo transformado, sem modificações (a não ser o sentido inverso usado na descrição dos acidentes geográficos limítrofes do território da nova “nação”) em projeto de lei (nº 365) do Senado, pelo senador Severo Gomes. A referida área por ele proposta era idêntica ao território que veio a ser criado pelo Presidente Collor.

GOVERNO ITALIANO E PARLAMENTO EUROPEU

O então Ministro do Tesouro Italiano Giuliano Amato informou à imprensa (jornal “Il Messaggero de 04/04/1989) suas ações junto ao Parlamento Europeu e ao Banco Mundial para a suspensão de todos os financiamentos que contribuissem para o aproveitamento pelo Brasil de recursos minerais da Amazônia e para a construção de hidrelétricas naquela região. Declarou que os recursos ambientais não são mais um bem nacional. São supranacionais. Por isso, todos os governos devem agir em defesa da Amazônia contra o aproveitamento pelos brasileiros dos seus recursos.

ATÉ O PAPA JOÃO PAULO II

O Papa João Paulo II, durante sua visita a Madagascar em 1989, afirmou: …”as fronteiras devem ser ultrapassadas sem obstáculo. O exemplo ecológico da Amazônia não pode ser considerado um assunto interno do Brasil. É urgente que a comunidade internacional se dê os meios jurídicos e técnicos para impedir os abusos inspirados no egoísmo de alguns”.

Creio ser este assunto importante. Ele era, nos anos 90, ridicularizado na nossa grande mídia como “paranóia de nacionalistas jurássicos”.

Acrescentei, a seguir, dois artigos aqui postados no semestre inicial (2008) deste blog. Acredito que eles ajudam a melhor expressar essas preocupações:

PROJETO CALHA NORTE
Terça-feira, 10 de junho de 2008

“Recebi, na madrugada desta terça-feira, no rodapé do artigo “Fundo Soberano do Brasil”, uma interessante pergunta de leitor:

MARISCO disse… 10 de Junho de 2008, 03:50”:
Discute-se muito a causa indígena. Quem menos é ouvido é o índio. No entanto, me parece que a elite, em algum momento, produziu algo de interessante: o Projeto Calha Norte. Realmente vale a pena?
Por onde anda esse projeto? Precisamos iniciar a discussão e aprofundar o debate.
Espero que este blog se pronuncie
.”

Em atendimento ao pedido do visitante do blog, resolvi escrever este texto.

“Prezado leitor,

Muito interessante a sua lembrança.

O desprotegido e desassistido índio merece e deseja melhor qualidade de vida, saúde, educação, como todo ser humano. Alguns deles preferem, talvez por desconhecimento de benefícios ou medo de mudanças, manterem-se no estágio primitivo. Outros preferem integrar-se e usufruir da civilização. Cada índio, como indivíduo, tem suas preferências. Não tem cabimento escolhermos e impormos autoritariamente para eles em bloco, com amparo em leis supostamente “nobres”, a obrigatória e definitiva permanência isolada naquele estágio pré-histórico.

Quanto ao “Projeto Calha Norte”, procurei conhecê-lo e, desde o seu início, percebi que ele foi capciosamente rotulado de muitas coisas sem cabimento. Logicamente, com interesses escusos. Uns diziam que era de interesse “das elites”. Outros diziam que era expansionista militar e que ameaçava os demais países vizinhos. E muitos outras caracterizações pejorativas. Ele foi, e até hoje é, muito criticado, desde o primeiro momento em que foi concebido. Especialmente pelos meios de comunicação, no Brasil e no exterior, e por pessoas que ouviam dizer, mas que nem sabiam no que ele consistia.

O “The New York Times”, em 11/11/1985, dedicou meia página fortemente crítica ao projeto (“militarização da Amazônia”, “etnocida” etc). A grande imprensa e as TVs do Brasil, a CNBB e outros grupos de interesse também fizeram tudo para barrar o Calha Norte.

Aliás, a direita nacional e internacional sempre foram espertas em agir com inteligentes subterfúgios. Para atiçar a nossa desavisada esquerda contra algo que ela, direita, também era contra, no Brasil bastava dizer que o projeto “X” era da elite, ou “loucura de militares saudosos da ditadura”, para que todos os puros de espírito fossem furiosos contra o alvo, o qual não passava de uma toalha vermelha abanada pelos espertos toureiros.

Pensei na época: se o Calha Norte era uma ação infelizmente minúscula, porém normal e obrigatória do Estado brasileiro, de estar presente no território nacional, por que tamanha reação norte-americana e de toda a grande imprensa nacional, por eles notoriamente colonizada? Será que o Calha Norte já era uma ameaça tão grande aos interesses futuros dos EUA, pelo fato de o Brasil pensar em olhar para aquela região amazônica, mesmo que com ações muito pequenas e simbólicas?

O projeto, em resumo, era uma microscópica tentativa de presença do Estado brasileiro naquela despopulada região.

Não existem “vazios”. Onde não há o Estado, onde não há lei, outros se apossam sem o mínimo controle: exploradores clandestinos de recursos minerais e florestais, madeireiras ilegais, nacionais e estrangeiras, invasores de terras, estranhas “missões religiosas” estrangeiras, contrabandistas, terroristas de países vizinhos, narcotraficantes e outros dessa laia.

Disse microscópica presença institucional brasileira porque, praticamente, apenas as Forças Armadas, especialmente o Exército, cumpriram a sua pequenina parte.

Mas, preencher o imenso “vazio” com somente sete pelotões (30 homens cada um) ao longo de 6.770 km de perímetro ao norte do Rio Amazonas, numa faixa de fronteira de 150 km de largura, significa 210 soldados para tomar conta de mais de 1.000.000 km², área maior que a França e a Espanha reunidas! (4.760 Km2 por militar!) É ridículo. Mais ridículo ainda é o ardil da imprensa dos EUA e da mídia nacional de rotular aquela ação como “ocupação militar da Amazônia”…

O projeto, quanto aos índios, somente previa a maior ação e presença da FUNAI à maneira dela, dentro da legislação em vigor, para o apoio às carentes comunidades indígenas. Nada além disso. Para a saúde, previa postos de atendimento, aproveitando as instalações para isso disponibilizadas nos pelotões. Para a Fazenda, previa a fiscalização do contrabando e do descaminho e a regulação do comércio fronteiriço. Para o MRE, previa o adensamento dos marcos de fronteira.

Mas ninguém quis ir para lá. Somente as Forças Armadas foram, construíram aqueles simbólicos pelotões, suas pistas de pouso e lá continuam isoladas do mundo imbuídas do valor patriótico daquela presença, mesmo que ela seja ínfima por culpa nossa, por não receberem adequados recursos orçamentários.

IMPRENSA EUROPÉIA E NORTE-AMERICANA

Desde aquela época da concepção do Calha Norte, houve a intensificação das campanhas da imprensa americana e europeia contra “o saque que o Brasil estava fazendo na reserva de verde e de oxigênio da Humanidade”. Várias reportagens, como a do italiano “L’Espresso” em 1989, ilustravam com mapas “o roubo brasileiro” na exploração mineral de Carajás, do petróleo em Urucu, com as hidrelétricas de Samuel, Balbina, Tucuruí, as zonas agrícolas em Rondônia. Expressou que “estava chegando a hora de colocar tropas da ONU para defender a Amazônia, patrimônio e herança da Humanidade”. Algumas matérias, como a do “The New York Times” de 11/11/1985, apontaram suas críticas contra “o genocida e dispendiosíssimo Projeto Calha Norte” [o orçamento do projeto “dispendiosíssimo” era menor do que o, na mesma época, destinado à despoluição do Lago Paranoá, em Brasília…]

O Leblon é melhor, também acho, inclusive para ficar nos bares vendo a paisagem e criticando o Calha Norte de militarista, de exterminador de índios e de violentador da Amazônia “herança da Humanidade” (sic)…

EM TEMPO: AMAZÔNIA, UMA REFLEXÃO
Sábado, 7 de junho de 2008

“Recebi de várias fontes na internet um instigante texto sobre estranhos interesses sobre a Amazônia. Não sei a origem, nem seu autor. Ele está em consonância com os diversos artigos deste blog sobre as explícitas ingerência e cobiça de outros Estados quanto àquela região.

“Você consegue entender isso?

Tabela——————–Vítimas da seca—-Índios da Amazônia

Quantos?———————-10 milhões———-230 mil
Sujeitos à fome?——————-Sim————–Não
Passam sede?———————-Sim————–Não
Subnutrição————————Sim————–Não
ONGs estrangeiras ajudando——Nenhuma———–350

Provável explicação:

A Amazônia tem: ouro, nióbio, petróleo, água doce, as maiores jazidas de manganês e ferro do mundo, diamante, esmeraldas, rubis, cobre, zinco, prata, a maior biodiversidade do planeta (o que pode gerar grandes lucros aos laboratórios estrangeiros) e outras inúmeras riquezas que somam dezenas de trilhões de dólares.

O nordeste não tem tanta riqueza, por isso lá não há ONGs estrangeiras ajudando os famintos.

Tente entender:

Há mais ONGs estrangeiras indigenistas e ambientalistas na Amazônia brasileira do que em todo o continente africano, que sofre com a fome, a sede, as guerras civis, as epidemias de AIDS e Ebola, os massacres e as minas terrestres.

Agora uma pergunta: Você não acha isso, no mínimo, muito suspeito?

É uma reflexão interessante.”

Fonte: Democracia e Política

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Acidentes e Catástrofes Conflitos Defesa

Paquistão investiga ataques aéreos da CIA, com mais de 2,3 mil mortos

MQ-9 Reaper

O programa de aviões espiões dos Estados Unidos no Paquistão, que matou entre 2.292 e 2.863 pessoas desde 2004, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira, está cada vez mais sob investigação pública no país asiático por causa da morte de civis.

Entre 385 e 775 civis perderam a vida nestes bombardeios, concentrados nas áreas tribais do Paquistão, segundo a análise elaborada pelo Bureau of Investigative Journalism (Escritório de Jornalismo de Investigação, em tradução livre), organização com base no Reino Unido, e pelo jornal paquistanês “Express Tribune”.

Os dados – extraídos de notícias e de pesquisadores que trabalham no território – revelam que a maioria destes ataques contra a rede terrorista Al Qaeda e facções talibãs aconteceram durante a gestão de Barack Obama: 239 de um total de 291.

O relatório contrasta com os dados do ”think tank” americano New América Foundation, que situa entre 1.628 e 2.561 os mortos por causa destes ataques com mísseis.

A confidencialidade do programa e a incerteza sobre o custo para a população civil não evitou que apareçam, cada vez com mais força, correntes críticas a esta ”guerra à distância” da CIA (agência de inteligência americana).

O mais ativo no âmbito legal é o advogado paquistanês Shahzad Akbar, que, em nome das vítimas destes ataques, apresentou à Polícia de Islamabad notas legais contra os EUA em novembro do ano passado, exigindo indenizações e culpando, entre outros, o então chefe da CIA, Leon Panetta.

Em julho, Akbar entregou à Polícia outro pedido para que se emita uma ordem de detenção contra um antigo conselheiro legal da CIA, John Rizzo, que assinava as aprovações dos ataques.

A tarefa é complicada, mas a intenção do advogado é efetuar uma enquete entre 300 famílias afetadas pelos ataques para comprovar que percentagem de civis morre nestes bombardeios e fortalecer seu caso.

“Não trabalhamos apenas os dados, queremos também provar a inocência das vítimas”, afirmou Akbar à Agência Efe, elogiando o último estudo sobre estes ataques, que demonstram “a necessidade de investigar mais”.

“Isto contribuirá para aumentar a responsabilidade na guerra contra o terrorismo. Os ataques apenas aumentam os sentimentos antiocidentais no Sul da Ásia”, considerou o advogado.

Em paralelo estão acontecendo campanhas em outros âmbitos para chegar ao grande público, como uma exposição no Reino Unido com fotografias que o jornalista Noor Behram tirou durante os últimos três anos.

Nas imagens, que serão exibidas no Paquistão e nos EUA até o final do ano, aparecem crianças e mulheres vítimas dos bombardeios, que são apresentados por Washington como um instrumento fundamental em sua luta contra o islamismo radical.

A quantidade de vítimas civis é a grande incógnita a respeito dos ataques de aviões não tripulados, uma vez que as áreas tribais estão vetadas à imprensa e as redes jihadistas controlam boa parte do território.

Algumas organizações denunciam um grande número de civis mortos, mas fontes de inteligência e segurança estrangeiras consultadas pela Efe destacam que os bombardeios costumam ser precisos.

Fontes da espionagem paquistanesa que em 2010 admitiam uma colaboração com a CIA em matéria antiterrorista para lançar estes ataques, agora se mostram críticas a eles, reflexo da turbulenta relação entre EUA e Paquistão.

O primeiro grande desencontro foi o caso do espião americano Raymond Davis, que matou dois paquistaneses na cidade de Lahore no final de janeiro e que acabou sendo libertado pelo Paquistão semanas depois.

A tensão entre ambos países disparou em maio, quando os EUA lançaram uma operação unilateral em território paquistanês para matar Osama bin Laden; desde então os respectivos serviços secretos trocam farpas através da imprensa.

O programa de aviões espiões, que Obama transformou em uma de seus principais armas, é um dos âmbitos mais afetados pela falta de entendimento entre Washington e Islamabad.

Fonte: Terra

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Defesa Sistemas de Armas

Taiwan apresenta mísseis para conter possível ataque chinês

Hsiung-feng III (HF-3)

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Taiwan exibiu novos mísseis e 161 novos armamentos, adquiridos ou desenvolvidos localmente, em uma feira de tecnologia militar inaugurada nesta quinta-feira em Taipei.

A mostra, que coincide com o início dos testes no mar do primeiro porta-aviões chinês, procura expôr o desenvolvimento militar de Taiwan, uma ilha que até o momento depende das vendas de armas americanas para enfrentar as ameaças chinesas de invasão.

Pequim, apesar do notável avanço nos laços civis e econômicos entre as duas partes do estreito de Formosa, se nega a renunciar ao uso da força militar para conseguir a união com a ilha e está embarcada em uma importante modernização militar.

Os Estados Unidos, por sua vez, atrasam a decisão sobre a venda à ilha de aviões de combate F-16 C/D, o que pode representar conceder a hegemonia aérea à China no estreito de Formosa, conforme analistas ilheus e americanos.

Entre as equipamentos militares exibidos estão mísseis supersônicos contra navios Hsiung-feng III (HF-3). O HF-3 foi desenvolvido totalmente pelo Instituto de Ciência e Tecnologia Chung Shan de Taiwan.

“Os HF-3 podem facilmente afundar navios e deter uma invasão naval”, disse o subdiretor do projeto de desenvolvimento dos mísseis, Chiang Wu-ying, em entrevista coletiva.

A ilha está disposta a comercializar mísseis e outras invenções militares, que ressaltam o valor econômico dos desenvolvimentos militares de Taiwan.

O Ministério da Defesa de Taiwan é um dos 90 participantes da Exposição Aeroespacial e de Tecnologia Militar de Taipei, que inaugura nesta quinta-feira e dura quatro dias.

Fonte: Terra

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