Defesa & Geopolítica

O porta-aviões chinês não ameaça o equilíbrio de poder na Ásia

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Sugestão: Francoorp

O primeiro porta-aviões chinês zarpou ontem do porto de Dailan às 6 da manhã acompanhado de várias embarcações de serviço,  assim revelou o jornal local Global Times, que cita fontes próximas do programa de teste do novo navio.

O porta-aviões saiu para alto mar sem nenhum código naval, já que não ele não entrou em serviço, assim disse a fonte agregando que a navegação na zona foi restringida pelas autoridades marítimas até o próximo domingo. Não obstante, segue sem conhecer a duração dos testes.

O Global Times menciona Li Jie, do Instituto de Pesquisa Naval do Exército Chinês, quem opina que os testes incluirão provavelmente testes sobre sua capacidade, armamento e sistema de controle. O Ministério da Defesa Nacional chinês disse que dará novos detalhes dos testes nos próximos dias.

Depois dos testes, segundo fontes oficiais, o porta-aviões regressara ao porto de Dailan, na província de Liaoning, para continuar os trabalhos de recondicionamento. Levará um tempo grande ainda para que o novo porta-aviões esteja completamente operacional, revelam fontes militares.

Temores externos
Um grande número de jornais, revistas e site fora da China repercutem a primeira saída ao mar do primeiro porta-aviões.

O britânico The Gardian qualifica o evento como uma “potente demonstração da crescente potência naval que esta criando orgulho em casa e preocupação no resto da região”. O japonês Asahi Shimbun mencionava que a “China é o único país da Ásia Oriental com um porta-aviões em sua frota”. O indiano Hindustan Times – a Índia tem um porta-aviões – sublinhava que esse evento “marca um passado a diante nos planos de largo prazo da China construir uma esquadra de porta-aviões capaz de projetar poder na região” e cita uma entrevista por telefone com Ni Lexiong, especialista na política marítima da Universidade de Ciências Políticas de Xangai, quem afirma que “sua importância simbólica (do porta-aviões) supera sua importância prática”.

Apesar das desconfianças na região, as autoridades chineses já deixaram claro em diversas ocasiões que é “natural” que um país como a China tenha um porta-aviões, afinal tem uma costa grande e extensa faixa d’água territorial.

Peng Guangqian, estrategista militar consultado pelo Global Times, opina que o ensaio é importante para o desenvolvimento militar da China, mas que não deveria considera-lo tão importante.

“É algo grande para o Exército Chinês, mas os porta-aviões não são nada de novo no mundo e que neste caso, construindo com o propósito de treinamento, não terá impacto destacado no cenário internacional”.

Já Ruslan Pukhov, especialista russo em assuntos internacionais e presidente do Centro de Estratégia e Análises de Tecnologias de Moscou, disse à agência de notícia chinesa Xinhua que somente um porta-aviões não altera o equilibro de poder na região.

“É um assunto de orgulho e segurança nacional”, disse Phukov, que agregou que o porta-aviões mostra que a Armada Chinesa está em estado de desenvolvimento.

“A China busca desde muito tempo um porta-aviões porque era o único membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas que não tinha navios desse tipo”, disse Pukhov.

Estados Unidos, Inglaterra, França, Rússia, Espanha, Itália, Índia, Brasil e Tailândia opera um total de 21 porta-aviões em todo mundo.

Pukhov também lembrou que é difícil converter um porta-aviões em um navio de combate factível. “O Varyag não pode ser usado para operações de combate porque é obsoleto. As Forças Armadas Chineses dizem que vão usá-lo com uma embarcação de treinamento”, disse Pukhov.

“Os porta-aviões prontos para guerra poderiam aparecer na China nos próximos 15 ou 20 anos se Pequim não abandonar o programa”, finalizou Pukhov.

Fonte: O Informante

10 Comments

  1. muttley says:

    Ainda não ameaça seria o mais correto de se dizer.

  2. KLM says:

    Ops ja tava na hora de acontecer ese desequilibrio
    ja se ve os Yankes incomodados com isso
    quisera o nosso Brasil tomase esa postura igual A china

  3. Claro q ñ muda em nada o poder regional, + mostra a determinação dos sinos em crescer militarmente, com o acrescimo de outros NAEs.Sds.

  4. .
    .
    KLM
    .
    Um PA nós também temos, mas não incomoda ninguém, talvez até alegre, sendo referencia de algumas piadinhas por ai!hehe
    .
    Triste!!!

  5. KLM says:

    Francoorp disse:
    12/08/2011 às 01:13
    ======================================================================
    Quen sabe se trocase aqueles Dinos corcundas (A-4 Skyhawk) de la ainda
    poderia da o que falar.
    o resto vc tem abisoluta razao

  6. luis gustavo Cutrim says:

    O esforço e empenho dos chineses em transformar o seu “sonho” de ser potência econômica e militar em realidade…é inversamente contrária aos dos nossos políticos, que acabam travando(na burocracia) qualquer esforço dos nossos militares. EX: o tempo de colocar o São Paulo na ativa X o tempo de colocar o chinês ” tipo zero milha nautica” na ativa.

  7. Excel says:

    Trata-se de um objeto simbólico pois na prática será afundado rápidinho por seus vizinhos que tem mísseis supersônicos e submarinos para enviá-la desta para melhor. Irônico como um objeto de milhares de toneladas como este (50.000 ton) pode ser afundado fácil por mísseis de muito menor tamanho … Não é por isso que os russos não dão valor aos porta aviões??? informação inútil: o infográfico aciam está escrito em coreano.

  8. xtreme says:


    melhor se entupir de misseis supersonicos que… construir..comprar sucata francesa.. em fim ter um PA…

  9. Darth Sidious says:

    Hum, porque séra que o Gen. Chines disse que a china quer mais 3 algum não esta cheirando bem, sempre foi assim incomoda no começo mais depois que vc lança o primeiro o resto é balela, parabéns a china agora o poder global de uma nação está aos poucos passando para outras mãos, que sabe assim nossos politicos dão mais prioridades para nossos projetos poseidon é mar de netuno.

  10. Getulio says:

    Não é uma ameaça? estranho… Na região existe várias disputas por limites dos mares, entre os paises da região…

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