Defesa & Geopolítica

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No tocante as forças armadas comuns, o dinheiro é o argumento principal: os defensores da idéia consideram um monstruoso desperdício de recursos manter forças militares diferentes com arsenais e conjuntos de equipamentos distintos.

Na Europa o efeito cumulativo de investimentos é enfraquecido pela duplicação de tarefas nas diferentes tropas nacionais. Ao mesmo tempo, as modernas ameaças à segurança extrapolam, em geral, as capacidades das forças militares de um único país.

Terrorismo internacional, proliferação de armas de destruição em massa e conflitos regionais fora das fronteiras: são, todos, perigos que só se podem enfrentar juntos.

A Alemanha vê a França como parceiro essencial, dentro deste processo. Prova disto seria a brigada franco-alemã que existe desde o início da década de 1990.

Já em 2007, a chanceler declarara em entrevista ao jornal popular Bild: “Dentro da própria UE, teremos que nos mover na direção de estabelecer uma força militar comum européia”.

Tal concepção encontra eco junto ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, e outros líderes e políticos de peso do bloco.

Embora as forças armadas da UE sejam uma meta perseguida de forma conseqüente pela política, para muitos europeus é desconfortante a perspectiva de abrir mão do próprio poder militar.

O tratado de reforma da UE prevê que cada membro cooperará em “tomar medidas concretas para reforçar a disponibilidade, interoperabilidade, flexibilidade e mobilidade de suas forças”.

Segundo Henning Riecke, que foi diretor do programa de política européia de segurança junto à Sociedade Alemã de Política Externa (DGAP), caso o tema seja tratado como um projeto delimitado, culminando num comando europeu fora da soberania nacional, será grande a resistência.

Por outro lado, se for apresentada como um processo de lenta integração militar, com a criação de novas instituições voltadas ao crescimento orgânico em direção a uma força armada comum, a iniciativa será mais bem recebida.

Os cabeças da UE e os maiores Estados europeus também vêem desta forma a questão, e preferem não alardear demais o tema, enquanto trabalham silenciosamente em prol dele.

Durante anos, muitos consideraram o euro como um sonho; as discussões foram longas e marcadas por ceticismo.

Hoje, a moeda única é uma realidade.

Autor: Konner

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